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segunda-feira, 20 de junho de 2022

Magia astrológica: Além da conexão cósmica, livro incentiva o consumo de algumas ervas psicoativas "favoráveis à clarividência".

Magia astrológica: Além da conexão cósmica, livro incentiva o consumo de algumas ervas psicoativas "favoráveis à clarividência".
Magia astrológica: Além da conexão cósmica, livro incentiva o consumo de algumas ervas psicoativas "favoráveis à clarividência".


Picatrix: o livro mais antigo de astrologia e magia


No século XIII, o rei de Leão e Castela, Afonso X (conhecido também como Afonso, o Sábio) mandou traduzir para o castelhano e para o latim um misterioso grimório de magia oriundo do Oriente Médio, conhecido como Picatrix. A tradução em latim ganhou uma popularidade notável na Europa entre os séculos XV e XVIII. O manual, cuja autoria é atribuída ao ocultista e sábio árabe Maslama al-Majriti, reúne vários conhecimentos de astrologia, magia talismânica e numerologia. Em suas páginas, é possível encontrar também um compêndio de fórmulas mágicas, nas quais são utilizados ingredientes poderosos como o ópio, o haxixe e outras plantas psicoativas, cujo consumo induziria a estados alterados e favoráveis à clarividência. No livro, são detalhados vários feitiços que utilizam a força dos planetas. Além disso, o Picatrix explica como entrar em contato com espíritos poderosos e fazer uso de seus poderes. Para tal, recomenda o uso de sangue, saliva, urina, cera de ouvido e outras excreções do corpo humano.

Fonte: Super Curioso Imagem: Shutterstock


quarta-feira, 23 de junho de 2021

Cientistas resolvem antigo mistério sobre explosão de raios gama

 


Equipe de cientistas do Reino Unido provou que a explosão provavelmente foi impulsionada pelo colapso de campos magnéticos ordenados nos primeiros momentos da formação de um novo buraco negro.

Uma equipe internacional de cientistas, liderada por astrofísicos da Universidade de Bath, no Reino Unido, após medir o campo magnético em uma explosão distante de raios gama, confirmou pela primeira vez uma previsão teórica de décadas. O campo magnético nessas ondas de explosão torna-se embaralhado após o material ejetado colidir e chocar o meio circundante. Os cientistas usaram o telescópio robótico Liverpool totalmente autônomo e o novo polarímetro RINGO3 para resolver o mistério.

Quando uma estrela massiva morre em uma explosão catastrófica, ela aciona uma onda explosiva e, por fim, forma um buraco negro. Esses eventos extremamente energéticos expulsam o material a velocidades próximas à velocidade da luz e geram flashes de raios gama brilhantes e de curta duração que podem ser detectados por satélites orbitando a Terra. Esses flashes são chamados de bursts de raios gama (GRBs, em inglês).

"Medimos uma propriedade especial da luz - polarização - para sondar diretamente as propriedades físicas do campo magnético que alimenta a explosão. Este é um ótimo resultado e resolve um antigo quebra-cabeça dessas explosões cósmicas extremas - um quebra-cabeça que venho estudando há muito tempo ", disse à mídia a chefe de astrofísica de Bath e a especialista em raios gama, professora Carole Mundell.

Vale ressaltar que a equipe de Mundell foi a primeira a descobrir luz altamente polarizada minutos após a explosão que confirmou a presença de campos primordiais com estruturas de grande escala.

Ilustração artística da erupção de raios gama GRB 080319B
Ilustração artística da erupção de raios gama GRB 080319B

As equipes que observaram GRBs em uma taxa mais lenta encontraram baixa polarização e concluíram que os campos já haviam sido destruídos, mas não sabiam como ou quando.

Enquanto isso, uma equipe de astrônomos japoneses anunciou a intrigante detecção de 10% da luz polarizada em um GRB. Este detalhe ajudou a interpretá-lo como um choque frontal polarizado com campos magnéticos ordenados de longa duração.

"Essas raras observações eram difíceis de comparar, pois sondavam escalas de tempo e físicas muito diferentes. Não havia maneira de conciliá-las no modelo padrão", disse a principal autora do novo estudo e estudante de PhD em Bath, Nuria Jordana-Mitjans.

O mistério permaneceu sem solução por mais de uma década até que a equipe de Mundell analisou o GRB 141220A e publicou em seu relatório a descoberta de polarização muito baixa na luz de choque frontal detectada apenas 90 segundos após a explosão deste GRB.

A investigação ajudou a equipe a provar ainda que a explosão foi possivelmente gerada pelo colapso de campos magnéticos ordenados durante o período inicial da formação de um novo buraco negro, e a misteriosa detecção de polarização pela equipe japonesa poderia ser explicada por uma contribuição da luz polarizada do campo magnético primordial antes de ser destruído no choque.

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Descobertas na Cisjordânia podem revelar local do antigo Tabernáculo

 


Uma equipe de arqueólogos dos EUA descobriu na Cisjordânia uma série de artefatos que indicariam o local onde se encontrava o santuário Tabernáculo, antes de desaparecer em 1050 a.C.

O Tabernáculo era um santuário móvel construído pelos judeus sob as instruções de Moisés. Em seu interior abrigava a Arca da Aliança, um cofre de madeira coberto de ouro. De acordo com a tradição judaica, ele foi projetado e criado por ordem divina para guardar os dez mandamentos. De acordo com a Bíblia hebraica, o Tabernáculo era a habitação terrestre de Deus entre os filhos de Israel.

Acredita-se que o Tabernáculo tenha sido destruído pelos filisteus em 1050 a.C., quando roubaram a Arca da Aliança dos judeus.

Segundo a Bíblia, o templo se situava em Silo, uma antiga cidade que precedeu Jerusalém durante 369 anos, desde a época em que o Sumo Sacerdote Eli morreu até o roubo da Arca.



Bíblia (arquivo)

Várias passagens de livros canônicos indicam que no santuário interior, também conhecido como o Sanctasanctorum, havia um véu sustentado por quatro colunas. Esta instalação estava rodeada por um pátio externo e um muro. O Tabernáculo abrigava também uma mesa e um altar de ouro com incenso.

Agora, a equipe descobriu uma zona retangular situada perto do topo de uma colina. Esta área é suficientemente grande para abrigar o pátio do santuário, assegura Tom Meyer, professor de estudos bíblicos no Colégio Bíblico e Escola de Pós-graduação Shasta, na Califórnia.

Além disso, os arqueólogos encontraram pequenas cavidades escavadas na rocha que podem ter sido buracos usados para segurar as colunas de madeira na parte externa do santuário.

"Os arqueólogos também descobriram aproximadamente três chifres de pedra que decoravam três dos quatro cantos do altar localizado no pátio do Tabernáculo", explicou Meyer, citado pelo tabloide britânico Express.

Meyer considera que todas estas pistas "se encaixam perfeitamente" como as peças de um quebra-cabeças.

Agora, os cientistas podem observar o local exato onde se encontrava o santuário há aproximadamente 3.400 anos, antes de ser destruído.

"A cidade de Silo, localizada no coração da região montanhosa bíblica, foi a primeira capital de Israel pouco depois da conquista de Canaã, em torno de 1400 a.C. A cidade era o centro cultural, religioso e político da nação. Por isso, foi aqui que Israel instalou o Tabernáculo", resumiu.

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terça-feira, 26 de maio de 2020

#astrofísica: Antigo 'anel de fogo' gigante é descoberto a bilhões de anos-luz do Sistema Solar (VÍDEO, FOTO)



Uma antiga galáxia em forma de "anel de fogo", formada após colisão entre duas galáxias, foi encontrada a 11 bilhões de anos-luz do Sistema Solar, tendo aproximadamente a mesma massa que a Via Láctea.

Uma equipe de astrônomos utilizou os dados espectroscópicos obtidos pelo Observatório WM Keck no Havaí e imagens gravadas pelo telescópio espacial Hubble da NASA para identificar a estrutura incomum de um tipo de galáxia extremamente raro, descrito como "anel de fogo cósmico".
A chamada R5519 está localizada a 11 bilhões de anos-luz do Sistema Solar e foi formada após uma colisão violenta e catastrófica entre duas galáxias. Além disso, a R5519 tem aproximadamente a mesma massa que a Via Láctea.
A descoberta foi anunciada pela revista Nature Astronomy e pode revolucionar as teorias sobre a formação inicial das estruturas galácticas e como evoluíram, segundo os autores do estudo.
A galáxia é circular, com um buraco massivo em seu centro, sendo quase dois milhões de vezes maior que a distância entre a Terra e o Sol.
"Ela está criando estrelas a um ritmo 50 vezes maior que a Via Láctea [...] A maior parte desta atividade ocorre em seu anel, que realmente é um anel de fogo", afirmou Tiantian Yuan, pesquisador principal do Centro de Excelência ARC da Austrália para Astrofísica do Céu em 3 Dimensões (ASTRO 3D).
Os cientistas acreditam que as chamadas "galáxias em anel de colisão", como a recém-descoberta, começaram a se formar entre quatro e seis bilhões de anos depois do Big Bang, que ocorreu há aproximadamente 13,8 bilhões de anos.

Representação artística da galáxia em anel R5519
Uma vez que, pelas teorias atuais, distância equivale a tempo, isso significa que a imagem mostra como a galáxia era 11 bilhões de anos atrás.
Agora, isso é pouco mais de 3 bilhões após o Big Bang, um período que, segundo os cientistas, não poderia ser suficiente para formar uma galáxia tão incomum.
A maioria das galáxias descobertas que se formaram muito cedo, ou seja, no Universo primitivo, tem a forma de bolhas desordenadas, com estrelas que orbitam em todas as direções.
Desta forma, trata-se da primeira galáxia descoberta deste tipo formada no Universo primitivo.

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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Ciência: Rocha de 4 bilhões de anos pode ser sinal mais antigo de vida na Terra

Ilustração da Nasa mostra a passagem de um asteroide próximo da Terra (NASA/Divulgação/Divulgação)

Carbono presente nas rochas de uma região do Canadá sugere que os primeiros seres vivos surgiram no nosso planeta 200 milhões de anos antes do esperado


A vida pode ter surgido na Terra há quase 4 bilhões de anos, indica um estudo publicado nesta quarta-feira na revista Nature. A descoberta, que foi baseada na análise do carbono presente em rochas da região de Labrador, no Canadá, sugere que os primeiros seres vivos podem ter aparecido cerca de 200 milhões de anos antes do esperado. A afirmação, no entanto, está passando pela análise de outros cientistas – mas, se os resultados se confirmarem, isso significaria que os primeiros organismos surgiram durante um dos períodos mais violentos da história da Terra, conhecido como “Bombardeio Tardio”. Até 3,8 bilhões de anos atrás, o planeta era recorrentemente atingido por gigantescos asteroides e cometas, que eram como “sobras” da formação do sistema solar. Por isso, cientistas acreditavam que durante essa fase seria muito improvável que qualquer tipo de vida tenha aparecido, principalmente porque as evidências de seres vivos mais antigas até então datavam justamente o fim desse período. “Mas agora [temos evidências de] 4 bilhões de anos. A vida começou na Terra durante um bombardeio pesado de meteoritos, o que é surpreendente”, diz o líder do estudo, Yuji Sano, pesquisador na Universidade de Tóquio, no Japão, em entrevista ao The Guardian. Além disso, cientistas, de uma forma geral, acreditam que o oceano se formou há 4,3 bilhões de anos – o que significa que, se o estudo recém-publicado estiver correto, ele deixa uma janela pequena, em termos geológicos, para o surgimento da vida.

No entanto, a principal crítica às afirmações feitas pela equipe é que ela está baseada unicamente na descoberta de que alguns pedaços de grafite (uma outra forma do carbono) presentes nas rochas possuem os mesmos índices de isótopos (variações) de carbono que são vistos em organismos vivos. Seres vivos costumam apresentar uma maior concentração da versão “leve” desse elemento, chamada carbono-12, em vez da versão mais pesada, conhecida como carbono-13. Quando eles morrem, a matéria orgânica torna-se lodo e pode, eventualmente, formar rochas, preservando esses isótopos de carbono. Mas, no caso do grafite, é possível que ele se forme independentemente da existência de organismos vivos no local ou não, como por meio da ação glacial de processos geoquímicos ou do impacto de meteoritos no solo. Por isso, grande parte da comunidade científica ainda não está convencida de que essas rochas, necessariamente, podem abrigar restos dos nossos ancestrais. Outra crítica é que talvez as rochas não sejam tão antigas quanto afirmam os estudiosos. A datação do grafite na região foi baseada na medida de minúsculas partículas de um mineral chamado zircão. Mas, segundo alguns pesquisadores, Sano e sua equipe se basearam na idade da concentração zircão mais antiga que encontraram, que estava a quilômetros de distância do local de onde vieram muitas das amostras de grafite usadas no estudo. Porém, de acordo com Sano, testes similares poderiam ser usados ​​para identificar os tipos de micróbios que ficaram presos no grafite ou até encontrar evidências de vida em outros planetas. “Se tivermos uma amostra adequada, como um novo meteorito marciano, podemos discutir a vida em Marte”, disse ele.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Astrofísica: Júpiter é o planeta mais antigo do Sistema Solar

(Ukstillalive/Creative Commons)

Pesquisa sugere que o gigante gasoso já orbitava o Sol há 4.5 bilhões de anos - e era bem menor do que é hoje


O maior de todos é, agora, também o irmão mais velho. De acordo com um grupo internacional de cientistas, Júpiter já girava ao redor do Sol apenas um milhão de anos depois do início de nosso Sistema Solar, há 4,6 bi. O planeta, porém, tinha uma cara bem diferente da que tem hoje – 15 vezes menor que sua versão atual, e com um apetite voraz por gás e poeira O estudo foi o primeiro a explicar a formação de Júpiter com dados medidos em laboratório. Diferente do que dá para fazer com a Lua, Marte ou a própria Terra, não conseguimos aterrissar no planetão para descolar um pedaço do gigante e estudá-lo sob o microscópio. A saída, então, foi recorrer a análise química de meteoritos antigos para cravar sua data de aniversário. Após a explosão que originou o Sol, uma grande nuvem de gás e poeira tomava conta do Sistema Solar. O acúmulo contínuo desses detritos em um núcleo rochoso possibilitou a formação de Júpiter – que um milhão de anos depois de estrear em nosso Sistema Solar já tinha peso 20 vezes maior que o terrestre (hoje, nosso vizinho é 317 vezes mais pesado que a Terra).

Todo esse tamanho foi suficiente para “abrir um buraco” na nuvem de poeira criada na juventude do Sol. A gravidade de Júpiter impedia corpos celestes (como meteoritos) de chegarem perto de sua órbita. Isso criou, então, dois anéis empoeirados diferentes: um ficava de Júpiter para frente, e outro estava atrás do planeta. Isolados, ambos os reservatórios não trocavam material entre si por conta do sentinela gasoso. Sem os planetas irmãos para atrapalhar o acesso à refeição empoeirada, Júpiter foi crescendo, e 3 milhões de anos depois de nascer, já era 50 vezes maior que a Terra. Por ter se aproximado mais do Sol, tornou-se menos resistente à passagem de asteroides, permitindo que meteoritos que estavam em anéis diferentes voltassem a se misturar. Hoje, sabe-se que esses corpos celestes estão concentrados entre Júpiter e Marte – e eventualmente dão seus alôs por aqui, assustando todo mundo ao passar perto da órbita da Terra. Os cientistas conseguiram descobrir toda essa relação complexa analisando os isótopos de molibdênio e tungstênio em 19 meteoritos. A partir dessas características químicas, conseguiu-se determinar não só a idade de cada um (entre 1 e 4 milhões de anos mais novos que o Sol), mas também o reservatório que cada um habitava. O fato é que, ainda que a passos curtos, vamos descobrindo cada vez mais informações sobre o vovô de nosso Sistema Solar. Com a sonda Juno, que permanecerá mais uns meses orbitando Júpiter, dá para dizer que estamos mais íntimos do que nunca do planetão – mesmo que observando a 1.26 milhão de milhas de distância.
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