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sábado, 12 de março de 2022

Descoberta: Meteorito Marciano é diferente de qualquer outra rocha de Marte


O meteorito único, apelidado de "Black Beauty" dá aos cientistas um vislumbre das condições ambientais em Marte mais de 2 bilhões de anos atrás.

A água rica em meteorito marciano é diferente de qualquer meteorito já encontrado no planeta vermelho por cientistas. O meteorito tem água cerca de 10 vezes mais do que outros meteoritos marcianos, de acordo com o estudo publicado hoje, 03 de janeiro, na revista Science Express. A alta concentração de água sugere que a rocha interagiu com água perto da superfície marciana cerca de 2,1 bilhões de anos atrás, quando o meteorito se acredita ter formado. O meteorito também contém basáltico da rocha (rocha de que as formas de lava rapidamente resfriado), que corresponde à composição da crosta de Marte com base em análise prévia de rovers da NASA. Isso é legal, porque é o primeiro meteorito marciano provavelmente originários da crosta marciana, dizem os pesquisadores. "Talvez o mais interessante, é que o alto teor de água pode significar houve interação das rochas com água de superfície ou de magma vulcânico, a partir de fluidos ou de cometas impacto durante esse tempo", o co-autor Andrew Steele, da Instituição Carnegie , disse em um comunicado . "É o mais rico meteorito marciano geoquimicamente e análises adicionais são obrigados a liberar mais surpresas." A rocha espacial foi encontrada em 2011 no deserto do Saara. Ele pesa 11 onças e é apelidado de "Beleza Negra".


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Rover chinês Yutu 2 descobre 'rocha incomum' no lado oculto da Lua (FOTOS)

 


Rover Yutu 2 retomou suas atividades de exploração em 6 de fevereiro de 2021, depois de ter hibernado durante frio intenso da noite lunar. Mas antes disso, o aparelho se deparou com uma rocha curiosa que foi denominada de "marco miliário".

De acordo com o diário do rover chinês publicado pelo Our Space, o canal de divulgação de informações científicas afiliado à Administração Espacial Nacional da China (CNSA, na sigla em inglês) a equipe encontrou uma rocha alongada e decidiu inspecioná-la de perto.

Então, os cientistas planejaram analisar a rocha usando um espectrômetro de imagem visível e infravermelho próximo (VNIS, na sigla em inglês).

Este instrumento tem sido usado para explorar e analisar outras rochas, bem como amostras de regolito ao longo do trajeto do rover através da cratera Von Karman, localizada no hemisfério sul, no lado oculto da Lua.

Embora a rocha não tenha uma aparência interessante para pessoas comuns, a descoberta gerou interesse entre cientistas lunares.

  • Rover lunar chinês Yutu 2 descobre rocha de aspecto estranho no lado oculto da Lua
  • Rover lunar chinês Yutu 2 descobre rocha de aspecto estranho no lado oculto da Lua
  • Rover lunar chinês Yutu 2 descobre rocha de aspecto estranho no lado oculto da Lua
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© FOTO / CNSA
Rover lunar chinês Yutu 2 descobre rocha de aspecto estranho no lado oculto da Lua
"[O objeto] parece ter a forma de um fragmento, e está sobressaindo do solo. Isto é definitivamente incomum", disse Dan Moriarty, estagiário do programa de pós-doutoramento no Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, nos EUA.

Uma vez que a rocha ainda mantém a mesma forma e apresenta uma crista pronunciada perto da sua borda, cientistas assumem que o objeto é jovem em termos geológicos, escreve portal Space.

"Impactos contínuos, pressões resultantes do ciclo térmico e outras formas de intemperismo na superfície lunar com o passar do tempo tendem a quebrar rochas em formas mais ou menos 'esféricas", disse Moriaty.

Cientistas acreditam que rochas com esta forma poderiam ter sido criadas através da espalação, um processo no qual fragmentos de material são ejetados de um corpo devido ao impacto ou pressão.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Astrofísica: Rocha mais antiga da Terra teria sido encontrada na Lua


Presume-se que a rocha seja a mais antiga conhecida e se tenha formado na mesma época em que nosso planeta se formou, de acordo com uma análise da revista acadêmica Earth and Planetary Science Letters.


Até esta  descoberta, as rochas mais antigas conhecidas tinham cerca de 2 bilhões de anos. Esta rocha se formou entre 4 e 4,1 bilhões de anos atrás quase 20 quilômetros abaixo da crosta terrestre, mas o mais curioso é que ela foi encontrada muito longe da superfície do nosso planeta – na Lua. A rocha estava entre as amostras trazidas pela tripulação da Apollo 14, e os cientistas as têm analisado metodicamente desde então. Esta rocha em particular estava no final da lista, mas pareceu ser a mais interessante.

Fragmento de uma pedra encontrada provavelmente na Lua


O Centro de Ciência e Exploração Lunar da NASA (CLSE) identificou essa pequena amostra como sendo de origem terrestre por ela conter vários minerais, como quartzo e feldspato, que são comuns na Terra, mas raros na Lua. Foi possível determinar a que profundidade estava a rocha debaixo da superfície terrestre através de análise molecular. Existe a possibilidade de que esta possa ter se formado na Lua, mas é muito remota. A rocha, ao contrário das outras amostras de rochas da Lua, é feita de uma quantidade extremamente alta de minerais da Terra e uma quantidade extremamente baixa de minerais comumente encontrados no satélite natural do nosso planeta. Além disso, teria que ter sido formada no núcleo da Lua e, de algum modo, surgir na superfície. Evidentemente, é intrigante a questão de como essa rocha poderia ter surgido na Lua. Para começar, a própria Lua já foi um pedaço da Terra, separado por uma colisão com um asteroide particularmente grande no início da história do nosso planeta. É possível que nos primeiros anos do nosso Sistema Solar, quando havia grandes asteroides por toda parte, um deles tenha atingido a Terra e lançado detritos para o espaço, e uma dessas rochas pousou na superfície do nosso satélite. Antes da descoberta, havia apenas suposições sobre como seriam as primeiras rochas da Terra, mas agora os cientistas têm algo com que trabalhar. E há uma chance considerável de que esta não seja a única parte da nossa Terra na superfície da Lua. David Kring, pesquisador principal do CLSE e um dos principais autores do artigo publicado recentemente, disse que o próximo passo é procurar assinaturas minerais semelhantes em amostras lunares para encontrar mais relíquias da Terra jovem. "É uma descoberta extraordinária que ajuda a pintar uma imagem melhor da Terra primitiva e o bombardeio que modificou o nosso planeta no amanhecer da vida", disse Kring.

Fonte:br.sputniknews.com/ciencia_tecnologia/ 

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Ciência: Rocha de 4 bilhões de anos pode ser sinal mais antigo de vida na Terra

Ilustração da Nasa mostra a passagem de um asteroide próximo da Terra (NASA/Divulgação/Divulgação)

Carbono presente nas rochas de uma região do Canadá sugere que os primeiros seres vivos surgiram no nosso planeta 200 milhões de anos antes do esperado


A vida pode ter surgido na Terra há quase 4 bilhões de anos, indica um estudo publicado nesta quarta-feira na revista Nature. A descoberta, que foi baseada na análise do carbono presente em rochas da região de Labrador, no Canadá, sugere que os primeiros seres vivos podem ter aparecido cerca de 200 milhões de anos antes do esperado. A afirmação, no entanto, está passando pela análise de outros cientistas – mas, se os resultados se confirmarem, isso significaria que os primeiros organismos surgiram durante um dos períodos mais violentos da história da Terra, conhecido como “Bombardeio Tardio”. Até 3,8 bilhões de anos atrás, o planeta era recorrentemente atingido por gigantescos asteroides e cometas, que eram como “sobras” da formação do sistema solar. Por isso, cientistas acreditavam que durante essa fase seria muito improvável que qualquer tipo de vida tenha aparecido, principalmente porque as evidências de seres vivos mais antigas até então datavam justamente o fim desse período. “Mas agora [temos evidências de] 4 bilhões de anos. A vida começou na Terra durante um bombardeio pesado de meteoritos, o que é surpreendente”, diz o líder do estudo, Yuji Sano, pesquisador na Universidade de Tóquio, no Japão, em entrevista ao The Guardian. Além disso, cientistas, de uma forma geral, acreditam que o oceano se formou há 4,3 bilhões de anos – o que significa que, se o estudo recém-publicado estiver correto, ele deixa uma janela pequena, em termos geológicos, para o surgimento da vida.

No entanto, a principal crítica às afirmações feitas pela equipe é que ela está baseada unicamente na descoberta de que alguns pedaços de grafite (uma outra forma do carbono) presentes nas rochas possuem os mesmos índices de isótopos (variações) de carbono que são vistos em organismos vivos. Seres vivos costumam apresentar uma maior concentração da versão “leve” desse elemento, chamada carbono-12, em vez da versão mais pesada, conhecida como carbono-13. Quando eles morrem, a matéria orgânica torna-se lodo e pode, eventualmente, formar rochas, preservando esses isótopos de carbono. Mas, no caso do grafite, é possível que ele se forme independentemente da existência de organismos vivos no local ou não, como por meio da ação glacial de processos geoquímicos ou do impacto de meteoritos no solo. Por isso, grande parte da comunidade científica ainda não está convencida de que essas rochas, necessariamente, podem abrigar restos dos nossos ancestrais. Outra crítica é que talvez as rochas não sejam tão antigas quanto afirmam os estudiosos. A datação do grafite na região foi baseada na medida de minúsculas partículas de um mineral chamado zircão. Mas, segundo alguns pesquisadores, Sano e sua equipe se basearam na idade da concentração zircão mais antiga que encontraram, que estava a quilômetros de distância do local de onde vieram muitas das amostras de grafite usadas no estudo. Porém, de acordo com Sano, testes similares poderiam ser usados ​​para identificar os tipos de micróbios que ficaram presos no grafite ou até encontrar evidências de vida em outros planetas. “Se tivermos uma amostra adequada, como um novo meteorito marciano, podemos discutir a vida em Marte”, disse ele.
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