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segunda-feira, 27 de junho de 2022

A questão do culto às divindades


Ifá é um culto diferente. É um culto especializado e orientado a uma divindade, Orunmila, o elerii ìpin, testemunho dos destino de todos nós. Os sacerdotes de Ifá se dedicam a ser os mensageiros de Orunmila, que por sua vez é o mensageiro dos Orixa e de Olódùmarè, o Deus supremo dos Yorùbá. No que pese ser impossível praticar a religião sem que todos os Orixá estejam envolvidos os sacerdotes de Ifá se dedicam exclusivamente a uma única divindade Orunmila e tudo deles gira e torno dele. 

Ifá é Orunmila e é também o nome do oráculo através do qual Orunmila fala conosco. No Brasil, não tivemos o culto da Ifá. Esse foi um culto que não veio e não foi trazido posteriormente, como acabou ocorrendo com o culto de eegún. Temos assim muito bem estabelecido, com qualidade, o culto de Orixa, através do Candomblé das nações (nago, ketu, jeje, ijexá, hansa, mina, tapa e muitas outras) e temos o culto de eegún, com casas exclusivas para um e para o outro. 

O Candomblé é um tradição religiosa baseada em uma matriz teológica africana. Ele contudo não reflete exatamente o que existe na África porque é uma tradição originada através da diáspora negra. Esse processo, a diáspora criou mais do que uma tradição religiosa, no nosso caso o Candomblé, mas também o lukumi em Cuba e o Voodoo no Haiti. Todas essas tradições desenvolveram conceitos próprios e até práticas. Não acho que mudaram nada mas, na ausência de acesso ao dogma original,seja por questões de distância ou de língua, tiveram que se vira com o que tinham e sabiam. Além disso o sincretismo influenciou diferentemente cada uma dessas tradições. 

Uma tradição é um movimento muito comum em qualquer religião. Não se trata de uma degradação, pelo contrário, é uma especialização, uma melhoria, um formato que atualiza e adiciona riqueza cultural. Quando a criatividade é demasiada isso gera de fato uma nova religião ou uma prática que se distancia demais da matriz teológica original para que possamos chamá-la de tradição, assim, é sempre necessário um certo dogmatismo e fundamentalismo porque senão a religião se perde e acaba ocorrendo um processo igual ao da Umbanda, que não significa nada em termos religiosos. 

Dentro dessa sua diferenciação o culto aos Orixá em bases que eram as possíveis e também as necessárias para a nossa terra. E, um desses aspectos, foi a centralização do culto a todas as divindades em uma só casa, sob um único teto, além da qualidade multifuncional do sacerdote religioso, o Babalorixá. O conhecimento que tenho do formato Africano, através de uma poucas fontes escritas ou orais, era de que o culto na África tinha uma certa especialização. Assim eram templos dedicados a uma divindade, o culto a uma divindade concentrado em vilas e até mesmo regiões e os sacerdotes especializados no culto de sua divindade. 

Um modelo muito diferente do nosso. O objetivo não é fazer comparações qualitativas até porque, o Candomblé é uma tradição muito bem sucedida e completa, preservando cultos que foram perdidos pelos africanos e com liturgias, orações e cantos muito mais completos que a tradição Lukumi (cubana), por exemplo. Temos sim um problema interno de continuidade da tradição em vista da baixa qualidade da transmissão do conhecimento, da abertura por pessoas incapazes de novas casas, e do lixo que representa o sincretismo, mas, isso é assunto para outro dia. 

Entretanto isso são problemas cotidianos. Dessa maneira, exceto pelo caso do culto eegúngun, que é separado do Candomblé e especializado neste tipo de espírito, a convivência com cultos especializados a divindades não é o nosso padrão de compreensão do universo litúrgico no Candomblé. Entretanto essa é uma realidade a encarar, compreender e aceitar uma vez que esse culto era e sempre foi muito distinto do culto aos Orixá. Em Cuba onde existe uma tradição da diáspora, o Lukumi, e Ifá eles são muito distintos. Existe uma certa mistura de rituais porque muitos Babaláwo foram Obariate e da mesma forma como acontece aqui com o povo que vem da Umbanda lá também ocorre e eles compartilham a mesma visão sincrética dos Orixá. Mas são casas separadas e cultos separados.

Em meu facebook você tem vários posts com informações interessantes e importantes. Em meu blogue de Umbanda também! E em especial, o livro de Umbanda Astrológica que pretendo lançar assim que estiver pronto, com muitas informações, em especial o Volume I tem como tema central o destino do homem e do mago, e fala exclusivamente do orixá do destino, dos anjos, do zodíaco e das técnicas dos oráculos. Além de buscar responder sobre conceitos sagrados e cabalistas se existe ou não o destino. Axé a todos!

Carlinhos Lima


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sábado, 14 de maio de 2022

Orixás, Odús e o destino: A regência de Oxalá em 2022



Os protegidos de Oxaguiã

Oxaguiã tem gosto pelo inhamepilado iyan que lhe deu fama de alcunha "Orixá-comedor-de-inhame-pilado" que traduzido para o iorubá "Òrisá-Je-iyán" e na junção "Òrisàjiyan". E ao chegar ao Brasil "Oxaguiã". Realmente este legume é o seu repasto predileto, de dia e de noite. Contam os antigos que ele foi o inventor do pilão. O pilão tornou-se o símbolo do deus que luta todo de branco e evita manchar sua roupa de sangue. A maior festa em homenagem ao deus do inhame é a alusão a este fato - "O pilão de Oxaguiã". 

O arquétipo dos filhos deste orixá é o das pessoas tranquilas, risonhas, prestativas, sempre às voltas com auxiliar o próximo. São inteligentes, elegantes, falantes, cercados de carisma. Fazem questão de disciplina, de justiça e necessitam sentirem-se amados. Os filhos de Oxaguiã optam por trabalhos relacionados a mudanças, como derrubar um imóvel velho e construir um outro bem mais moderno. Quando são religiosos, são fiéis cumpridores de seus juramentos e caridosos ao extremo. Também podem ser encontrados em hospitais, como médicos, ou enfermeiros. Quando médicos optarão por clínica geral, pois dificilmente conseguirão ser cirurgiões, eis que tem barreira em relação a sangue. 

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Confira o Mapa Astrológico das celebridades pela Umbanda Astrológica





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sábado, 19 de fevereiro de 2022

Veja o signo das celebridades pela Umbanda Astrológica

Jade PICON MAPA ASTRAL


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quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

No ano de Obbá, Oxumaré será o Ministro, com auxílio de Exu e os astros trazendo transformações no ano de Mercurio!





Pois é galera no ano 2022 de Mercúrio, não haverá sobre nós apenas a exigência de sermos rápidos, organizados, eficientes e bem informados pra conseguirmos o sucesso desejado, na verdade há necessidade de uma adaptação com o tempo, o espaço em que estamos e acima de tudo equilibrados. Ou seja, há uma necessidade de transformação sobre todo aquele que quer ampliar, vencer ou avançar seus projetos, seu crescimento ou realizar sonhos. Mas, há também a necessidade do ajuste. Assim não podemos ser mais rápido do que nos é exigido, temos que andar alinhados perfeitamente com o tempo que nos é dado. Essa é a diferença entre o mago e o bruxo desembestado. 

O mago saberá sempre agir de acordo com suas necessidades e acima de tudo, observando o tempo. Ele não vai querer nunca ser mais nem mesmo que aquilo que lhe é exigido pelo Cosmo. Porém haverá sim a necessidade de transformação em todas as pessoas que querem se ajustar no seu caminho evolutivo, não só em metas e trajetos espirituais, mas, também materiais. Muita gente pra se dar bem no amor, nos negócios e nas buscas pessoais, precisará de autotransformação, autoajustamentos e harmonização. Assim os caminhos revelados pelo Mensageiro dos Deuses, por Exu, o Senhor dos Caminhos e pelos nossos protetores serão de muita percepção. 

Deveremos notar o que se passa por nós em cada estação que no ano nos revelará. Assim como os magos observam tudo ao seu redor, o buscador atento deverá fazer o mesmo se quer ter sucesso nesse ano de muita energia e movimento. Pois, não basta só se movimentar, mas, movimentar-se com habilidade e técnica é o necessário. Por isso o Deus Supremo designa para esse ano de Mercúrio a Poderosa Sacerdotisa e Rainha, uma das esposas mais sensuais de Xangô, a Senhora OBBÁ e como Ministro atuante no plano da matéria ou no campo material, o poderoso Oxumaré, mestre em transformação, na manipulação da magia, da cura e das mutações, ele será Ministro do ano. 

Com caboclos, exus e pombagiras, que lhe servirão, com a maior obediência e sabedoria. Nesse ano, muitos precisarão se manquear pra tentar se passar despercebido pela sociedade, muitos adoram se esconder, mas, aquele que quer evoluir terá de se mostrar, lutar pra crescer, por isso, transformar-se sera necessário. Saia do armário, compreenda o mundo ao seu redor, perca seus medos, não respeite quem não te respeita, e acima de tudo, aceite o outro, o diferente e ajuste seus padrões. Mas, quando falo em ajustar-se e também em manquear-se, inclino-me também para o lado da vaidade humana, pois, este orixá, é um agente da beleza também! Atuando, Exu Lonan e a Pombagira do Amanhecer.

Quando a serpente troca de pele, é por que quer uma pela mais bonita, mais jovial e mais adaptada ao seu corpo, trazendo harmonia. Assim, nesse ano, tende a despertar-se em muita gente, a busca pela primeira cirurgia voltada para a beleza e vaidade, para uma transformação no visual e a assumir um novo estilo, não só de moda, mas, de comportamento e etiqueta. Como a regência de 2022 é de Mercúrio, para as arianas algo na cor amarela (acessório, lingerie, faixa no cabelo etc.). Com tons vibrantes, como o vermelho, o laranja e o azul royal. O blush alaranjado dá cor às maçãs, e o batom coral completa o make. 

2022 brindará os arianos com boas oportunidades pra expandir sua consciência e progredir nas questões pessoais. A comunicação será o tema a resolver pra não cair em mal entendidos ou ser vítima de falsas promessas. Bom ano pra valorizar e colocar em marcha recursos pra prosperar economicamente. E para os arianos entrarem bem o ano com sorte, a palavra é organização. As taurinas, de modo geral, estabilidade no amor e boas oportunidades pra encontrar harmonia com o companheiro, caso estejam a cabeça em harmonia e o coração tranquilo. E se estiverem em depressão, mudem de ambiente e se afastem de pessoas que estão sugando energias. O segredo está em não perder a objetividade que se propõem e ir atrás de seus desejos. 

Os taurinos entrarão 2022 com oportunidade de crescimento espiritual e melhora no estado emocional de suas vidas. Os desafios ajudarão a crescer e a descobrir as potencialidades que ainda não saíram à luz. Para geminianos, evitem fazer muitas coisas ao mesmo tempo e não se envolvam com vários amores. É tempo de buscar um amor sincero e equilibrado. Nesse ano, oportunidades excelentes pra formar novos vínculos comerciais. Cautela no amor frente a propostas por vezes confusas – a chave será a boa comunicação. Será um ano de aprendizagem, de muito movimento e de evolução. Romântica, a canceriana em ano de Mercúrio, seu interior, sua mente, seus sentimentos e pensamentos estarão mais expostos e mais perceptíveis, portanto, cuidado com quem se envolve. Deverá cuidar-se dos excessos nas comidas. 

E as leoninas poderão enfrentar flutuações no amor, que você deve ajustar pra seguir envolvidas com quem ama. Boas oportunidades no econômico se souberem lidar com propostas inovadoras. Perfeccionista, a virginiana é minuciosa e terá nesse ano do Mercúrio por Virgem, a oportunidade de refazer a vida. Bom ano pra colocar em ordem a relação afetiva e se reconciliar com a vida, depois de resolver os temas que não deixaram fluir a energia amorosa. A libriana é sensual, chique e equilibrada. Interessada nas tendências, usa com muito bom gosto o que tem a ver com seu senso estético na maquiagem. Os obstáculos poderão ser superados com êxito se deseja realmente evoluir. No amor, nada será impossível. No econômico, deverá cuidar dos negócios pouco claros ou demasiado ambiciosos. Mistério e sedução combinam com a escorpiana, que gosta de ser fatal. Adora ser ousada e sua maquiagem é sexy. Prefere cores vivas nos lábios e escuras nos olhos. Boas ofertas de trabalho e propostas importantes pra investir o dinheiro. A sagitariana se livra do peso dos Nodos Lunares e a mudança da Cabeça do Dragão para Escorpião. Assim, terá mais leveza e mais oportunidades de crescimento. Crescimento pessoal no amor, apesar dos ciúmes e das intrigas que estarão presentes. Em todos os aspectos, será uma etapa muito frutífera em sua vida. Será um ano intenso em todos os sentidos pros sagitarianos. Terão boas oportunidades de conseguir os objetivos propostos, e propostas de trabalho os empurram a tomar decisões importantes pro futuro. No amor, terão de cuidar-se com mal entendidos e com o ciúme. Mudanças pontuais acontecerão no plano pessoal. Aventureira e expansiva, a sagitariana faz sua própria moda. 

Séria, discreta e sensível, a capricorniana é muito ligada ao trabalho e não arrisca. Tomarão decisões importantes pro futuro; e conseguirão cumprir com suas expectativas sobre os projeto. Mudanças importantes no setor afetivo, com alguns altos e baixos no setor sexual.  Os amigos terão um papel fundamental pra decidir que rumo seguirá em vista de novas e tentadoras propostas. Feminina e sonhadora, a pisciana é criativa e no setor econômico, terá oportunidade de fazer bons negócios. No afetivo, buscará apoio do companheiro pra colocar em ação os planos pessoais de crescer. Os piscianos deverão se cuidar pra não cair em situações caóticas ou irreais frente à exigência dos demais. Já os nativos do signo de Aquário, deverão focar mais em como se relacionam com os amigos, reorganizar a vida social, buscar se destacar mais no campo político e na defesa de causas nobres, como por exemplo, a defesa do meio ambiente. Será um ano de renovação na vida amorosa e sexual, devem cuidar mais da saúde, especialmente a mental e buscar mais conhecimento no campo espiritual.

 Que Oxumaré abençoe a todos, trazendo boas transformações, abençoando com muito amor, paz e saúde, sucesso e prosperidade! Arromboboiô Dan! 

 Carlinhos Lima - Astrólogo


Conhecimento, orixás e o Livro Cosmico que revela a nossa força ancestral.




Na religião animista do Candomblé!! Animista é o termo que se usa para designar esse Culto, porquê ele trata das "forças da Natureza". Os Orixás são Deuses Africanos que têm associação com as forças da natureza... O vento, as tempestades, o Mar, os Rios, os Raios, essas coisas. São Forças que atuam, são Deuses chamados na África de Orixás. Diz-se então que cada ser humano tem a proteção de um Orixá, daí a dizer-se que ele "é filho" deste ou daquele Orixá. 

Na verdade, hoje na Umbanda Astrológica sabemos que a influencia não é apenas de um, mas, de uma vibração com orixás que são responsáveis pela nossa vida. Cada um desses Deuses influencia nos modos e comportamento de cada "filho", ajudando ou mesmo "regendo" seu Odu ( destino ). Isso de saber de quem você "é filho", é feito através de uma consulta ao Ifá ( jogo de búzios), ao Tarô, a numerologia, vidência ou Astrologia espiritualista de Umbanda. 

 O Ifá é um jogo de adivinhação, feito pelo Babalaô (ou Pai-de-Santo). Esse jogo pode-se fazer perguntas de seu destino, tipo se vai dar certo um negócio, um namoro, etc... e também é lá que o Babalaô vai consultar a sua Regência, os Orixás que fazem parte de sua vida... Tudo isso é muito complexo para explicar só de uma vez... Já na analise da carta natal na Umbanda astrológica, analisa-se a influencia, dos signos, planetas e aspectos que revelam quais entidades agem sobre sua vida. Com as doze casas, além dos orixás da Corôa, temos a hierarquia que atua em todas as áreas da vida de um nativo, com amor, saúde, trabalho, sexo e por ai vai. Há pessoas que confundem o Candomblé e Umbanda com maldade, com religião onde só se pratica o mal. Mas não é assim. Apesar de infelizmente também isso acontecer bastante, quem pratica o mal, nada tem haver com a verdadeira religião sagrada. 

No Geral, é um Culto muito profundo, que tem muitas raízes culturais e espirituais. E além de termos que identificar, o orixá, tem uma outra coisa muito importante, que é a qualidade do orixá. Existem vários "tipos" de Yemanjá, por exemplo, desde a meiga e maternal até a exigente e mandona... No Candomblé dizem ser as "qualidades" do Orixá... E ai entram os nomes das "qualidades"... Uma "Sobá" é mais "boazinha", uma "Loguntê" é a mais "brava"... Assim com todos eles... Também existe o chamado "Enredo"... Você tem um Orixá que vem em primeiro lugar, o chamado "Dono da Cabeça"... e depois "atrás" vêm mais alguns... Yemanjá pode estar no seu "Enredo"... e você então se identifica mais com ela. Ou ela mesma pode ser a sua Orixá de Cabeça... Pode acontecer também de a gente estar atravessando certas questões na vida, e cada Orixá desenvolve uma proteção ou propensão para o momento que se atravessa... Yemanjá rege a Maternidade, no sentido de Criação e Educação, também. E assim cada orixá tem um nível de atuação. Por isso para se conhecer é preciso muito estudo, busca e perseverança. 

E pra quem acha tudo complexo, saiba que a vida é muito complexa! Uma grande diferença entre o Candomblé e a Umbanda Astrológica, é que não aceito somente, influencias desse plano, como elementos, plantas e mitos, mas, nas vibrações, cósmicas, ancestrais e espirituais. E o Sagrado Zodíaco é o livro de todos esses grandes mistérios sagrados. 

  Carlinhos Lima - Astrólogo


O caminho do Peregrino e as Espadas como desafio





A experiencia de cada naipe normalmente é vivida sob uma ou mais influencias adicionais de um ou outros naipes. Como já foi falado no início da peregrinação de Ouros, a experiência em cada naipe não é pura mas antes contêm uma infinidade de influencias compostas que expressam a individualidade humana. No entanto devemos ter em conta que nem toda a revolta sentida é resultado da experiência de Espadas, bem mais frequente é de se tratar de uma consequência de alguma desilusão na vida que provoca ceticismo e animosidade em nós. 

 O aspecto negativo de Espadas é fonte de muitos mitos religiosos como por exemplo a queda dos anjos no livro de Enoch, a revolta dos Asuras de Blavatsky, o sacrifício de Prometeu ou a tentação da serpente bíblica. A experiencia do negativo de Espadas, fortemente mental pretende desvendar o mistério da vida pelo intelecto e rejeita qualquer alegação de autoridade religiosa. É natural que essa abordagem limitadora está condenada a fracassar e o peregrino revoltado contra o princípio criador procura resolver o problema ao transformar gradualmente a sua situação através da busca da causa das causas, dos valores absolutos, em suma através da procura de Deus. Encontramos na tetralogia do Anel dos Nibelungos de R. Wagner um simbolismo expressivo e característico do aspecto negativo de Espadas, da luta incessante a procura do divino. Na lenda dos Nibelungos está patente o antagonismo dos princípios material e espiritual e da vida esotérica da alma humana (Siegfried). 

 Em determinada altura Siegfried luta pela imortalidade e pela sua união ao princípio divino (Brunhilde). Ele desobedece ao poder criativo (Wotan) ao destruir a lança de Wotan com a sua espada. O simbolismo aqui está na rejeição daquilo que tinha sido alcançado no estágio de Ouros para que o peregrino se possa unir com o seu Eu-superior. O peregrino deve avançar sozinho e independente de qualquer lei externa ou autoridade condutora seguindo apenas o seu critério interno e recusando qualquer limitação. Falamos do caminho da luta solitária pela escuridão em que o iniciado deve descobrir o rumo certo e avançar até a meta final. Ao atravessar o estágio de Espadas o peregrino rejeita tudo ao ponto de negar o próprio princípio da vida para finalmente nas últimas fases do seu desenvolvimento encontrar Deus dentro de si mesmo. 

 De forma progressiva ele se vê livre não só das ilusões do mundo e do Astral mas também do princípio que, nele próprio, negava tudo. Simbolicamente a passagem de Ouros para Espadas pode ser expressa como passagem de Aleph até Ghuimel (do nome divino AGLA). AGLA engloba os 4 graus que dividem os Arcanos Menores. Aleph busca Deus pelo desenvolvimento pessoal através de Ouros, Ghuimel busca divindade em si mesmo pela passagem através de Espadas, Lamed expressa a união com Deus e toda a Criação e é de Copas e finalmente a letra final Aleph que é a convergência de todos os caminhos em Paus. Por além da via filosófica ou negativa existe a chamada via mística ou positiva. A desilusão quase trágica do peregrino para com o mundo exterior e seus valores pela via negativa contrasta com a aspiração positiva do caminho místico de Espadas. 

 O Iniciado emparado pela fé profunda nos valores espirituais imutáveis não se deixa levar pelo desespero na sua procura pela verdade (isto já parece tarefa para Fox Mulder dos X-file). No caminho da fé o princípio pessoal é conscientemente desvalorizado por ser obstáculo principal entre o ser humano e Deus. O desenvolvimento marcante do estágio de Ouros torna-se alheio às Espadas místicas cujo maior esforço consiste na transferência do equilíbrio a nível pessoal para o suprapessoal. Ambas as vias (filosófico e místico) são trilhadas pela forte aspiração ao Alto, um profundo mistério individual, sem qualquer manifestação externa. 

 Os 2 caminhos de Espadas conduzem através da decomposição da forma antiga à criação de uma forma nova, a taça ou cálice, receptáculo para a força divina. No estágio de Espadas o peregrino afasta-se de qualquer autoridade que não esteja em conformidade com a sua própria existência interna. A experiencia de Espadas é a experiencia da solidão na qual se realiza o nascimento espiritual e construção do templo interno. Trata-se do reflexo do Logos Cósmico no microcosmo humano. A passagem de Ouros para Espadas em busca de algo que não se consegue encontrar nos dogmas estabelecidos implica um esforço considerável. 

 O peregrino deve escolher o seu próprio caminho na busca do seu Eu-interno, o que exige determinação, coragem e perseverança, pois quem se acomoda com as normas da vida religiosa externa não consegue ultrapassar o estágio de Ouros (não basta ir a missa ). A maior diferença entre a via filosófica (-) e a via mística (+) reside no entendimento da problemática do Mal e do sofrimento. Na via negativa o ser humano responsabiliza o Logos pelo problema, na via positiva ou caminho da fé o peregrino sente necessidade de remedir o mundo. 

 O sofrimento é aceite e o sacrifício é feito de boa vontade contribuindo assim tb para uma redução da carga cármica pessoal. O seguidor do caminho da fé embora que se tenha afastado do mundo não foge ao sofrimento e aceita o em nome da purificação do mundo. A figura do As de Espadas, de pé, e com a ponta virada para cima corresponde ao Reino ou Malkut do sistema das Sefiras. A representação tradicional de Espadas consiste numa cruz encimada por um triângulo ascendente agudo. O eixo vertical que divide o triângulo da lâmina em dois lados iguais prolonga-se até a ponta superior. O cabo de Espadas de braços iguais designa a cruz elementar. 

O eixo central indica a possibilidade da subida direta do plano físico (Malkut) ao plano espiritual (Kether). É desta forma que a imagem revela a essência do seu próprio naipe e alude aos modos de atravessa-lo. Por meio desta apresentação simbólica é nos explicado a forma como o peregrino se deve elevar no estágio de Espadas. Ele afasta-se cada vez mais da realidade de Ouros ou Cruz elementar que lhe era tão cara no estágio anterior. O eixo central na imagem de Espadas corresponde a coluna central da árvore das sefiras e indica a possibilidade da subida direta que conduz através das sefiras Yesod e Tiferet, isto é, através do mundo das formas e do mundo da criação ao cume da coluna Kether ou mundo espiritual superior.


quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

As figuras importantes do Tarô: Valete, Cavaleiro, Dama e Rei




No início da nossa peregrinação pelos 4 estágios


As 4 figuras dos 4 naipes (Rei, Dama, Cavaleiro e Valete) se referem as 4 letras do nome sagrado Jod-He-Vau-2º He. O Rei (Jod/Paus) pertence ao mundo da imanação e corresponde a 3ª e 4ª iniciação. A Dama (He/Copas) também pertence a 3ª e 4ª iniciação e designa o mundo da criação. O Cavaleiro (Vau/Espadas) é do mundo da formação e está ligado a 2ª iniciação. Por último o Valete (2º He/Ouros) é da primeira iniciação e pertence ao mundo da manifestação. 

 A iniciação de Ouros também é chamada de Iniciação nos Círculos, representativa pelo reino criado onde tudo é organizado segundo a hierarquia espiritual a qual o peregrino se submete inteiramente. O seu mundo interno está em conformidade com o seu trabalho externo. O objetivo do estágio é de estabelecer uma relação harmônica entre aspiração espiritual e vida terrestre para criar o Ouro hermético. A experiencia de Ouros é indispensável no caminho para a luz e a passagem só está garantida quando os desejos pessoais já não satisfazem. Estamos em vias de passar por uma crise pessoal interna, início da derrota do elemento pessoal. 

A satisfação interna e externa adquirida pela realização dos objetivos de Ouros engloba um perigo oculto em si. Falamos do velho problema filosófico de Platão em que ele afirma que os Deuses não têm experiência estética. No caso de um artista a experiência estética começa a falhar quando não mais procuramos a perfeição. A realização plena provoca estagnação e o peregrino demasiadamente satisfeito consigo próprio acaba por interromper o processo da iniciação. 

O princípio espiritual é dinâmico como tudo pois a vida tem 4 dimensões (por além do elemento espiritual ou 5ª essência) muitas vezes esquecidas pelas análises e estatísticas do nosso tempo. A saída do estágio de Ouros pode ser causada pela tomada de consciência do mundo ilusório em que vivemos e da relatividade de todas as manifestações. Com essa conscientização entramos no estágio de Espadas o naipe da psique pela via filosófica_negativa ou pela via mística_positiva. O estágio de espadas é o da psique ou do Mental e Astral vivido quando o desenvolvimento pleno de ambos for alcançado. O aspecto filosófico e negativo de espadas em que a razão domina os sentimentos corresponde ao plano Nasham ou Manas. 

Nesse plano o Mental ainda não alcançou o plano superior Haia ou Budi e o peregrino apenas está capacitado para uma análise inexorável da profundidade da existência mas ainda não consegue desenvolver uma síntese criadora. Apesar disso o peregrino de ouros já é um bom conhecedor da sua personalidade e com os seus centros psíquicos desenvolvidos é detentor de algum poder mágico sobre o mundo astral e o meio ambiente. O peregrino finalista de ouros animado pela sua vontade e dominador dos seus desejos e das suas emoções é capaz de criar novas formas e de transformar outras já existentes. Apesar dessa vitória ele sente no seu íntimo uma crescente insatisfação com aquilo que alcançou no estágio de ouros. Ele interroga-se sobre a utilidade do seu conhecimento e daquilo que realizou e começa a sentir a necessidade de algo diferente e superior. 

O peregrino apercebe-se da luz que permeia o mundo e deseja descobrir a sua natureza e origem ele quer encontrar Deus face a face para compreender através do reflexo divino o seu Eu interno. O Iniciado de Ouros com poder criador e capacidade de dar algo ao mundo entra numa fase de negação. Ele nada mais espera deste mundo pois acha que tudo que o mundo lhe poderia dar ele já possui e aínda não percebeu que dar é receber e que o segredo reside na continuidade. O mundo nos dá sempre algo em troca mais tarde ou mais cedo, pode ser algo diferente ou imprevisto mas o eterno retorno confirma-se sempre pela lei da causa e do efeito. 

O peregrino no auge do desenvolvimento da sua personalidade toma conhecimento do caráter ilusório do mundo e embora que ele se tenha familiarizado com a Forma, desconhece na totalidade a sua essência e origem (problema também na filosofia existencialista de M. Heidegger). Ele classifica as formas como ilusórias e enganadoras e acaba por rejeita-las o que leva a perca da fé e da esperança. O mundo do peregrino começa a desmoronar a sua volta, ele não compreende o sofrimento neste mundo injusto em que a pessoa honesta paga pelo pecador e em que ele próprio apesar do seu poder pessoal e conhecimento nada pode fazer para alterar o rumo. Nasce nele um sentimento de revolta contra o Criador que se manifeste por uma profunda crise espiritual que deve ser ultrapassada no estágio de espadas.


Nos degraus do caminho dourado dos arcanos menores do tarô - 7,8,9




O estudo da lâmina 7 de Ouros concluímos o septenário das experiencias internas e das realizações iniciáticas. As características que esses graus têm em comum é que todos foram alcançados pelo esforço próprio do discípulo. O 7 de Ouros sintetiza todo o esforço pessoal do peregrino. Os 7 primeiros graus correspondem as causas secundárias enquanto os graus 8, 9 e 10 de Ouros se relacionem com as três causas primordiais. No que diz respeito a correspondência de 7 de Ouros com os arcanos maiores podemos afirmar o seguinte: 

O 7º arcano maior (O carro) designa a vitória sobre o condicionamento planetário interno. O verdadeiro vencedor torna-se senhor do seu mundo psícoanímico e físico através do princípio individual. O arcano 16 (Diabo) simboliza o desmoronamento dos elementos pessoais inferiores pela atuação da vontade superior. A ligação de 7 de Ouros à sefira Netzah (Vitória) é evidente e dispensa qualquer comentário. Na alquimia o operador procura sintetizar todos os esforços volitivos e impregna-los à matéria alquímica. A ligação entre Rebis e operador já tinha sido estabelecido no grau anterior, mas ambos ainda continuem separados e a influencia que o Rebis absorve ainda vem de fora. Apenas quando essa absorção atingir o máximo, a parte final do processo alquímico se tornará possível. 

 O 8 de Ouros é representado por dois quadrados que possuem um centro comum e que girem em sentido contrário. São eles os elementos ativos do processo criador. No ser humano agem de dentro para fora como de fora para dentro. Esses elementos são conhecidos no Oriente pelo nome Tatwas e no Ocidente por Elementos Essenciais e Substanciais que representam tudo aquilo que existe. Os Tatwas pertencem a Força Universal Criadora, ou seja, a todos os aspectos daquilo que cria como também daquilo que está criado (assunto muito investigado na Filosofia Existencialista de Martin Heidegger/ relação sujeito-objecto). Segundo a tradição os Elohim e tudo criado por eles representam estes dois aspectos (essencial, criador - substancial, criado). 

O ser humano normalmente não tem consciencia das energia tátwicas externas, aquelas que que o criam, mas é consciente às forças internas por ele próprio criadas e projectas para o meio ambiente exterior segundo a sua vontade. No ser humano na generalidade apenas as tatwas inferiores (Prithivi, Apas, Vayu e Tejas) são manifestados. Simbolicamente cada tatwa ocupa um dos lados de dois quadrados que girem em sentido inverso e que têm como centro comum um quinto tatwa de nome Akasha. Akasha liga os 4 tatwas inferiores aos 2 tatwas superiores (Adi e Anupadaka) não manifeste no ser humano. Akasha transmite os seus dois aspectos de força através dos 4 tatwas inferiores ao ser humano. Agindo através do tatwa Prithivi, a influencia de Akasha rege o crescimento orgânico e natural de cada organismo desde do nascimento até a idade adulta e é responsável pela renovação das células de 7 em 7 anos! (Lembremo-nos do cíclo de ). Agindo através do tatwa Apas, Akashi rege o desenvolvimento do corpo etérico, através de Vayu o corpo astral e através de Teja o corpo mental ou capazidades intelectuais. No ser humano esses 4 tatwas estão ativos. Prithivi e Apas dão início à substância e Vayu e Tejas permancem em estado de força. 

 Os tatwas são os 7 aspectos da Força Universal Criadora ou 7 planos da Criação desde do mais sútil ao mais denso. A totalidade do trabalho dos 7 tatwas apenas se realiza no Macrocosmo. No Microcosmo humano somente os 4 tatwas inferiores estão activos. Tanto os tatwas como os planetas são as 7 causas secundárias. Esta relação pode ser compreendida de seguinte maneira. Os tatwas criam e os planetas dão a forma ao que está criado. A essência única de cada individualidade é criada por Akashi e o desenvolvimento formal é feito pelos planetas dominantes. Para um aumento de manifestação os 4 tatwas inferiores devem ser mais harmoniosos e cooperantes possível (ver mapa astral). Akasha apresenta-se pela espiritualização geral da personalidade e começa pelo corpo físico e etérico para passar pelas forças psíquicas, da intuição e expansão da consciência. Falamos de um trabalho interno do Espirito que não pode ser provocado ou manipulado. É de assinalar que como acontece aos planetas também os tatwas não contêm em si qualquer conotação negativa ou positiva. 

 A força tatwika expressa-se de forma negativa quando a personalidade está desalinhada ou perturbada. O efeito de transmissão entre os 2 tatwas superiores e os 4 inferiores pode até ter efeitos destruitivos quando os 4 tatwas inferiores não conseguem suportar as vibrações superiores. Trata-se de um fenómeno bem visível hoje em dia no crescente aumento da criminalidade a nossa volta e revela-se como perda total de controlo sobre os desejos e emoções, pela revolta contra todo o tipo de autoridade e formas aceites pela sociedade. Todavia essa revolta e vontade de mudança não engloba nada de construtivo ou projectual ao contrário daquilo que acontece no estágio de espadas. O ânimo é de negação . Nietsche Percebe-se então a importância da harmonização da personalidade antes de qualquer trabalho espiritual sério. Ao concluir o estágio de 8 de Ouros finalizamos o ensinamento esoterico sobre a individualidade ou Eu Verdadeiro. 

Sabemos que 8 de Ouros se relaciona com os 3 tipos de alma (Aleph, Guimel e Lamed). Ao juntar as 3 letras forma-se a palavra AGLA cujo valor numérico (1+3+30+1) é igual a 8 e que corresponde por analogia ao Arcano Maior Justiça. AGLA designa 3 caminhos distintos para chegar a Deus. O tipo Aleph concebe Deus através da filosofia e do conhecimento cientifico-metafísico (Isis). O tipo Guimel, inteiramente místico, procura a experiencia interna e supra-racional da presença divina. O tipo Lamed tem igualmente uma concepção transcendente de Deus mas procura alcança-lo através da intuição. Ele sente a presença divina em tudo que é natureza e reconhece todos os seres como sendo filhos do mesmo Pai. Poderíamos falar aqui de panteismo religioso. 

O segundo Aleph do nome divino é a unificação dos 3 tipos nos planos superiores, essa união é realizada no estágio de Paus. A diferenciação da alma em 3 categorias corresponde à triplicidade da Mônada nos planos Tatwicos superiores. Todas as almas não degeneradas pelo materialismo pertencem a uma dessas categorias ou correntes espirituais que flui através da individualidade. O peregrino necessita identificar seu tipo de alma como também esforçar-se para que haja condições para essa se manifestar de forma mais perfeita possível através da individualidade e da personalidade. Caso que o tipo Aleph não tenha purificado suficientemente a personalidade ele irá reflectir o tipo Aleph sob forma, por exemplo, de um dogmatismo estreito e pelo desapego à escolastica. O tipo Guimel, através de vivencias astrais ilusórios e o tipo Lamed por uma espécie de diluição inconsciente da individualidade no meio ambiente. 

 O 8 de Ouros relaciona-se igualmente com o ensinamento das 3 causas primordiais ou 3 princípios (na Astrologia) cujo símbolo é o triângulo EMESH (Aleph, Mem, Shin)...(1+40+300 =341 = 8). No hermetismo ético as causas primordiais manifestam-se de seguinte modo: A causa Aleph como carácter específico da individualidade que se expressa através da personalidade, o carácter específico de suas aspirações e o modo como o discípulo se cria a si mesmo de forma consciente. A causa Mem como força espiritual que, agindo de fora através de Akasha, e que pode transmutar o ser humano. A causa Shin (Marte/Louco) como força do próprio peregrino, fundamental para qualquer trabalho criador. No grau precedente (7 de Ouros) era preciso superar os aspectos negativos do carma interno. 

 A tarefa do estágio de 8 de Ouros é reger o carma externo, ou seja, apreender enfrentar positivamente todos os acontecimentos externos da vida. Nada acontece por acaso e tudo tem uma razão de ser (lei da causa e do efeito). Uma provação necessária quando for repelida volta novamente mais tarde. Lembro aqui o transito saturniano! Todas as situações por mais desfavoráveis que possam parecer devem ser construtivamente aproveitadas evitando assim o perigo da involução ou descida descontrolada ao materialismo. Por além dos nomes divinos AGLA e EMESH, o 8º arcano se liga também ao 3º nome divino Jod-He-Vau-He (1+5+6+5 =17 =8). Este terceiro nome em relação ao 8 de Ouros corresponde ao trabalho criativo dos 4 tatwas inferiores, realizando-se de cima para baixo e vice versa (4+4 =8). Outro Arcano Maior relacionado com 8 de Ouros é o 17º (Estrela) que é o arcano da Natureza. 

 A força deste arcano, a vida em constante renovação, não é mais nem menos do que a própria força tatwika. Os títulos dado ao Arcano - Divinatio Naturalis e Signum referem-se em primeiro lugar ao condicionamento astrológico ligado ao carma. Podemos falar aqui de um elemento de determinismo astrologico retificado pelo elemento do indeterminismo e que se expressa pela frase célebre: Os astros inclinam mas não determinam. 

 O 3º título, Intuito, confirma a capazidade de conhecimento supraintelectual, dado pela acção Akasha. Por último o título Spes, indica que diante do peregrino que já se purificou pela realização do 7º grau e que tomou consciência do trabalho dos tatwas já se abre a porta da Iniciação., ou seja, ao (re)nascimento espiritual para uma nova vida. O 8 de Ouros está ligado a sefira Hod (Paz). Em todos os naipes , o 8º grau refer-se sempre ao trabalho interno, algo que se faz em silêncio e que transforma o ser humano. Na Alquimia o 8 de Ouros é a fase mais espiritual de todo o processo. Trata-se da mistura Rebis dentro do Ovo e que já recebeu o máximo da influencia externa. 

 A partir deste momento o Alquimista polariza as suas forças mentais e volitivas (azoth dos sábios) atuando sobre a mistura para que nela possa nascer a Pedra Filosofal. Essa força espiritual por parte do Alquimista corresponde à ação do Akasha sobre os tatwas inferiores existentes no ser humano. Já o nove de ouros é o grande arcano da iniciação. O yesod de Hermes e a força lunar . 4+5 = 9 A autoridade (Imperador) da Alma- Qinta Essência (Papa) 3+6 = 9 O andrógino (Imperatriz) no seu meio ambiente (Amantes/2 caminhos) 2+7 = 9 A Ciência (Papisa) da Astrologia (Carroça) 1+8 = 9 O Início (Mago) da Harmonia (Justiça)

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