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sábado, 19 de fevereiro de 2022

O poder feminino no Tarô





Com as sucessivas invasões dos povos indo-europeus, e os hiéros gámos (uniões sagradas) entre seus deuses e a divindade suprema do matriarcado, surgiu o que pode ser chamado de departamentalização do feminino. Hera, o poder, está associada às palavras-chave imperatriz, regente, esposa, tradição, casamento, companheirismo, moralidade e matriarca. Atená, a civilização, se relaciona com educação, cidade, cultura, carreira, profissão, competição e intelectualidade, sendo também a filha obsequiosa ou rebelde. Deméter, a mãe, por sua vez é o corpo como receptáculo, a senhora das plantas, a mãe-terra, tendo também como palavras-chave menstruação, gravidez, geração, amamentação, acalento e fertilidade. Ártemis, a natureza, é a amazona, a xamanista, a caçadora, a amante dos ermos, a senhora das feras e a aventureira. Perséfone, o mundo avernal, assume os atributos da guia interior, ou seja, aquela que possui clarividência, poder psíquico e de cura, visões, sonhos, mediunidade, pureza, além da regência sobre o oculto, a morte e a transformação. E finalmente Afrodite, o eros, que carrega consigo a sexualidade, a sensualidade, o romance, a beleza e a paixão. Para ela o corpo é sagrado, sendo além da hetaira (a concubina), a patrocinadora das artes e a rainha dos salões. Esta relação pode e deve ser aplicada ao Tarot, no qual estão contidos tais arquétipos.


Em se fazendo isto, o entendimento das referidas cartas torna-se muito fácil, proporcionando ao profissional ou estudante uma abertura de horizontes sem precedentes. A Imperatriz, por exemplo, abrange em si as características de três deusas, sendo com isso a que mais se aproxima do arquétipo Grande Mãe. No "Tarô Mitológico", de Liz Greene e Juliet Sharman-Burke, ela é Deméter, a terra cultivada. Sendo assim, aparece grávida e colhendo espigas maduras de trigo. Waite, no seu polêmico porém brilhante baralho, associa o Arcano III à deusa latina Vênus (que possui os mesmos atributos de Afrodite) no qual a mesma se encontra confortavelmente esparramada em grandes almofadas, em meio a uma luxuriante paisagem (o glifo do planeta Vênus está gravado no escudo a seu lado, atestando tal relação).

A Imperatriz, contudo, também traz o arquétipo esposa, ou seja, a deusa Hera, já que é a companheira do Imperador. Sacerdotisa, A Lua e A Estrela estão relacionadas à Perséfone, a senhora das profundezas (no Arcano II do "Tarô Mitológico", a esposa de Plutão desce as escadas do mundo avernal), que além de conhecer o lado sombrio e oculto do ser, permanece pura tal qual o Arcano XVII. A chave da associação entre A Estrela e Perséfone está no fato dessa divindade atuar como ponte entre o Hades e a Terra, pois é a semente que morre e renasce. Com isso, a deusa incute nos homens a esperança e a fé na continuidade, através das sucessivas reencarnações representadas pelos ciclos da vegetação (essa idéia tornou-se o tema central da religião d'Os Mistérios de Elêusis, que por sua vez acabou por originar a teoria reencarnacionista).

A Justiça é sem sombra de dúvidas Palas Atená, a deusa racional, nascida das meninges de Zeus (a espada e a balança, símbolos da mente, confirmam com segurança esta associação), como pode ser visto, mais uma vez, no Tarô Mitológico. A filha do senhor do Olimpo é a divindade das pólis, atuando como mediadora e estrategista. Por fim, A Força evoca Ártemis, a senhora das feras. Crowley, no seu Tarot de Thoth representa este arquétipo através de uma figura feminina (a mulher escarlate do Apocalipse para alguns) cavalgando um leão que possui inúmeras faces e uma serpente como cauda. A referida personagem também segura um cálice (o Graal) do qual saem energias tanto prolíficas quanto aniquiladoras.

Provavelmente o grande mago se inspirou numa miniatura hindu do século XVII ou XVIII, intitulada "Deusa sobre Leão Cósmico", já que os mesmos símbolos estão na referida carta. Em sua grande maioria, os Tarots apresentam no Arcano XI (ou VIII), uma jovem dominando um leão. O controle sobre o animal, o lado instintivo do ser, representa a antiga característica da Grande Mãe que está associado tanto ao ato de criar quanto ao ato de destruir. Esta lâmina, portanto, nos conecta também a outras deusas lunares com os mesmos atributos da irmã de Apolo, tais como Lilith, Káli e Diana, só para citar algumas. Não se pode, no entanto, deixar de mencionar A Temperança. Esse arquétipo, representado por um anjo na maioria dos baralhos, surge nos Tarots de Crowley e da Golden Dawn como uma mulher. Tal fato estaria ligado à letra hebraica associada ao Arcano: Samekh, que significa esteio, ou seja, proteção, útero (que no Tarot de Thoth é o caldeirão no qual a figura lança o fogo e a água, ou ainda, o espermatozoide e o óvulo).

Essa ideia, portanto, nos atira mais uma vez em direção à Grande Mãe. O lado Ártemis também se encontra na lâmina, pois à mesma foi relacionado o signo de Sagitário (Ártemis é a deusa da caça, portanto exímia arqueira). Toda mulher possui esses arquétipos inseridos em sua psique, sendo que um deles (ou mais de um) pode estar evidenciado, ao mesmo tempo em que outro (ou outros) está reprimido. Enfim, as situações são inúmeras, dependendo da pessoa. Cada um desses modelos-padrão pode também se constelar à medida em que a mesma evolui ao longo da vida.

A mulher, portanto, deve procurar se conscientizar do arquétipo ou arquétipos que são vivenciados a nível exterior, e os que possam estar inconscientes ou mal resolvidos, afim de uma maior integração consigo mesma e com a própria vida. O mesmo vale para o homem no que diz respeito à companheira ideal, ou melhor, à anima. Se o ser humano aprender a controlar esse poder de todo simbolismo do tarô, ele será capaz de controlar grandes energias, psíquicas e grandes distúrbios seriam dissipados. Muitos sentem bloqueios, por não ter noção do poder que tem. Além do mais, as pessoas, teimam em aceitar que vários arquétipos não vibram dentro delas. Só que existe sim, e tem arquétipos bons e ruins, falsos e verdadeiros. Assim nossa evolução passa pela busca de seleção desses arquétipos. Quem consegue isso, terá em mãos grande poder. Você que tem a sede de conhecimento, comece investigando seu próprio Eu. Porque dominando o microcosmo, poderemos nos harmonizar melhor com o Macrocosmo, mais facilmente.

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.

Clima zen 
Astrologia


quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

O caminho do Peregrino e as Espadas como desafio





A experiencia de cada naipe normalmente é vivida sob uma ou mais influencias adicionais de um ou outros naipes. Como já foi falado no início da peregrinação de Ouros, a experiência em cada naipe não é pura mas antes contêm uma infinidade de influencias compostas que expressam a individualidade humana. No entanto devemos ter em conta que nem toda a revolta sentida é resultado da experiência de Espadas, bem mais frequente é de se tratar de uma consequência de alguma desilusão na vida que provoca ceticismo e animosidade em nós. 

 O aspecto negativo de Espadas é fonte de muitos mitos religiosos como por exemplo a queda dos anjos no livro de Enoch, a revolta dos Asuras de Blavatsky, o sacrifício de Prometeu ou a tentação da serpente bíblica. A experiencia do negativo de Espadas, fortemente mental pretende desvendar o mistério da vida pelo intelecto e rejeita qualquer alegação de autoridade religiosa. É natural que essa abordagem limitadora está condenada a fracassar e o peregrino revoltado contra o princípio criador procura resolver o problema ao transformar gradualmente a sua situação através da busca da causa das causas, dos valores absolutos, em suma através da procura de Deus. Encontramos na tetralogia do Anel dos Nibelungos de R. Wagner um simbolismo expressivo e característico do aspecto negativo de Espadas, da luta incessante a procura do divino. Na lenda dos Nibelungos está patente o antagonismo dos princípios material e espiritual e da vida esotérica da alma humana (Siegfried). 

 Em determinada altura Siegfried luta pela imortalidade e pela sua união ao princípio divino (Brunhilde). Ele desobedece ao poder criativo (Wotan) ao destruir a lança de Wotan com a sua espada. O simbolismo aqui está na rejeição daquilo que tinha sido alcançado no estágio de Ouros para que o peregrino se possa unir com o seu Eu-superior. O peregrino deve avançar sozinho e independente de qualquer lei externa ou autoridade condutora seguindo apenas o seu critério interno e recusando qualquer limitação. Falamos do caminho da luta solitária pela escuridão em que o iniciado deve descobrir o rumo certo e avançar até a meta final. Ao atravessar o estágio de Espadas o peregrino rejeita tudo ao ponto de negar o próprio princípio da vida para finalmente nas últimas fases do seu desenvolvimento encontrar Deus dentro de si mesmo. 

 De forma progressiva ele se vê livre não só das ilusões do mundo e do Astral mas também do princípio que, nele próprio, negava tudo. Simbolicamente a passagem de Ouros para Espadas pode ser expressa como passagem de Aleph até Ghuimel (do nome divino AGLA). AGLA engloba os 4 graus que dividem os Arcanos Menores. Aleph busca Deus pelo desenvolvimento pessoal através de Ouros, Ghuimel busca divindade em si mesmo pela passagem através de Espadas, Lamed expressa a união com Deus e toda a Criação e é de Copas e finalmente a letra final Aleph que é a convergência de todos os caminhos em Paus. Por além da via filosófica ou negativa existe a chamada via mística ou positiva. A desilusão quase trágica do peregrino para com o mundo exterior e seus valores pela via negativa contrasta com a aspiração positiva do caminho místico de Espadas. 

 O Iniciado emparado pela fé profunda nos valores espirituais imutáveis não se deixa levar pelo desespero na sua procura pela verdade (isto já parece tarefa para Fox Mulder dos X-file). No caminho da fé o princípio pessoal é conscientemente desvalorizado por ser obstáculo principal entre o ser humano e Deus. O desenvolvimento marcante do estágio de Ouros torna-se alheio às Espadas místicas cujo maior esforço consiste na transferência do equilíbrio a nível pessoal para o suprapessoal. Ambas as vias (filosófico e místico) são trilhadas pela forte aspiração ao Alto, um profundo mistério individual, sem qualquer manifestação externa. 

 Os 2 caminhos de Espadas conduzem através da decomposição da forma antiga à criação de uma forma nova, a taça ou cálice, receptáculo para a força divina. No estágio de Espadas o peregrino afasta-se de qualquer autoridade que não esteja em conformidade com a sua própria existência interna. A experiencia de Espadas é a experiencia da solidão na qual se realiza o nascimento espiritual e construção do templo interno. Trata-se do reflexo do Logos Cósmico no microcosmo humano. A passagem de Ouros para Espadas em busca de algo que não se consegue encontrar nos dogmas estabelecidos implica um esforço considerável. 

 O peregrino deve escolher o seu próprio caminho na busca do seu Eu-interno, o que exige determinação, coragem e perseverança, pois quem se acomoda com as normas da vida religiosa externa não consegue ultrapassar o estágio de Ouros (não basta ir a missa ). A maior diferença entre a via filosófica (-) e a via mística (+) reside no entendimento da problemática do Mal e do sofrimento. Na via negativa o ser humano responsabiliza o Logos pelo problema, na via positiva ou caminho da fé o peregrino sente necessidade de remedir o mundo. 

 O sofrimento é aceite e o sacrifício é feito de boa vontade contribuindo assim tb para uma redução da carga cármica pessoal. O seguidor do caminho da fé embora que se tenha afastado do mundo não foge ao sofrimento e aceita o em nome da purificação do mundo. A figura do As de Espadas, de pé, e com a ponta virada para cima corresponde ao Reino ou Malkut do sistema das Sefiras. A representação tradicional de Espadas consiste numa cruz encimada por um triângulo ascendente agudo. O eixo vertical que divide o triângulo da lâmina em dois lados iguais prolonga-se até a ponta superior. O cabo de Espadas de braços iguais designa a cruz elementar. 

O eixo central indica a possibilidade da subida direta do plano físico (Malkut) ao plano espiritual (Kether). É desta forma que a imagem revela a essência do seu próprio naipe e alude aos modos de atravessa-lo. Por meio desta apresentação simbólica é nos explicado a forma como o peregrino se deve elevar no estágio de Espadas. Ele afasta-se cada vez mais da realidade de Ouros ou Cruz elementar que lhe era tão cara no estágio anterior. O eixo central na imagem de Espadas corresponde a coluna central da árvore das sefiras e indica a possibilidade da subida direta que conduz através das sefiras Yesod e Tiferet, isto é, através do mundo das formas e do mundo da criação ao cume da coluna Kether ou mundo espiritual superior.


quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Nos degraus do caminho dourado dos arcanos menores do tarô - 7,8,9




O estudo da lâmina 7 de Ouros concluímos o septenário das experiencias internas e das realizações iniciáticas. As características que esses graus têm em comum é que todos foram alcançados pelo esforço próprio do discípulo. O 7 de Ouros sintetiza todo o esforço pessoal do peregrino. Os 7 primeiros graus correspondem as causas secundárias enquanto os graus 8, 9 e 10 de Ouros se relacionem com as três causas primordiais. No que diz respeito a correspondência de 7 de Ouros com os arcanos maiores podemos afirmar o seguinte: 

O 7º arcano maior (O carro) designa a vitória sobre o condicionamento planetário interno. O verdadeiro vencedor torna-se senhor do seu mundo psícoanímico e físico através do princípio individual. O arcano 16 (Diabo) simboliza o desmoronamento dos elementos pessoais inferiores pela atuação da vontade superior. A ligação de 7 de Ouros à sefira Netzah (Vitória) é evidente e dispensa qualquer comentário. Na alquimia o operador procura sintetizar todos os esforços volitivos e impregna-los à matéria alquímica. A ligação entre Rebis e operador já tinha sido estabelecido no grau anterior, mas ambos ainda continuem separados e a influencia que o Rebis absorve ainda vem de fora. Apenas quando essa absorção atingir o máximo, a parte final do processo alquímico se tornará possível. 

 O 8 de Ouros é representado por dois quadrados que possuem um centro comum e que girem em sentido contrário. São eles os elementos ativos do processo criador. No ser humano agem de dentro para fora como de fora para dentro. Esses elementos são conhecidos no Oriente pelo nome Tatwas e no Ocidente por Elementos Essenciais e Substanciais que representam tudo aquilo que existe. Os Tatwas pertencem a Força Universal Criadora, ou seja, a todos os aspectos daquilo que cria como também daquilo que está criado (assunto muito investigado na Filosofia Existencialista de Martin Heidegger/ relação sujeito-objecto). Segundo a tradição os Elohim e tudo criado por eles representam estes dois aspectos (essencial, criador - substancial, criado). 

O ser humano normalmente não tem consciencia das energia tátwicas externas, aquelas que que o criam, mas é consciente às forças internas por ele próprio criadas e projectas para o meio ambiente exterior segundo a sua vontade. No ser humano na generalidade apenas as tatwas inferiores (Prithivi, Apas, Vayu e Tejas) são manifestados. Simbolicamente cada tatwa ocupa um dos lados de dois quadrados que girem em sentido inverso e que têm como centro comum um quinto tatwa de nome Akasha. Akasha liga os 4 tatwas inferiores aos 2 tatwas superiores (Adi e Anupadaka) não manifeste no ser humano. Akasha transmite os seus dois aspectos de força através dos 4 tatwas inferiores ao ser humano. Agindo através do tatwa Prithivi, a influencia de Akasha rege o crescimento orgânico e natural de cada organismo desde do nascimento até a idade adulta e é responsável pela renovação das células de 7 em 7 anos! (Lembremo-nos do cíclo de ). Agindo através do tatwa Apas, Akashi rege o desenvolvimento do corpo etérico, através de Vayu o corpo astral e através de Teja o corpo mental ou capazidades intelectuais. No ser humano esses 4 tatwas estão ativos. Prithivi e Apas dão início à substância e Vayu e Tejas permancem em estado de força. 

 Os tatwas são os 7 aspectos da Força Universal Criadora ou 7 planos da Criação desde do mais sútil ao mais denso. A totalidade do trabalho dos 7 tatwas apenas se realiza no Macrocosmo. No Microcosmo humano somente os 4 tatwas inferiores estão activos. Tanto os tatwas como os planetas são as 7 causas secundárias. Esta relação pode ser compreendida de seguinte maneira. Os tatwas criam e os planetas dão a forma ao que está criado. A essência única de cada individualidade é criada por Akashi e o desenvolvimento formal é feito pelos planetas dominantes. Para um aumento de manifestação os 4 tatwas inferiores devem ser mais harmoniosos e cooperantes possível (ver mapa astral). Akasha apresenta-se pela espiritualização geral da personalidade e começa pelo corpo físico e etérico para passar pelas forças psíquicas, da intuição e expansão da consciência. Falamos de um trabalho interno do Espirito que não pode ser provocado ou manipulado. É de assinalar que como acontece aos planetas também os tatwas não contêm em si qualquer conotação negativa ou positiva. 

 A força tatwika expressa-se de forma negativa quando a personalidade está desalinhada ou perturbada. O efeito de transmissão entre os 2 tatwas superiores e os 4 inferiores pode até ter efeitos destruitivos quando os 4 tatwas inferiores não conseguem suportar as vibrações superiores. Trata-se de um fenómeno bem visível hoje em dia no crescente aumento da criminalidade a nossa volta e revela-se como perda total de controlo sobre os desejos e emoções, pela revolta contra todo o tipo de autoridade e formas aceites pela sociedade. Todavia essa revolta e vontade de mudança não engloba nada de construtivo ou projectual ao contrário daquilo que acontece no estágio de espadas. O ânimo é de negação . Nietsche Percebe-se então a importância da harmonização da personalidade antes de qualquer trabalho espiritual sério. Ao concluir o estágio de 8 de Ouros finalizamos o ensinamento esoterico sobre a individualidade ou Eu Verdadeiro. 

Sabemos que 8 de Ouros se relaciona com os 3 tipos de alma (Aleph, Guimel e Lamed). Ao juntar as 3 letras forma-se a palavra AGLA cujo valor numérico (1+3+30+1) é igual a 8 e que corresponde por analogia ao Arcano Maior Justiça. AGLA designa 3 caminhos distintos para chegar a Deus. O tipo Aleph concebe Deus através da filosofia e do conhecimento cientifico-metafísico (Isis). O tipo Guimel, inteiramente místico, procura a experiencia interna e supra-racional da presença divina. O tipo Lamed tem igualmente uma concepção transcendente de Deus mas procura alcança-lo através da intuição. Ele sente a presença divina em tudo que é natureza e reconhece todos os seres como sendo filhos do mesmo Pai. Poderíamos falar aqui de panteismo religioso. 

O segundo Aleph do nome divino é a unificação dos 3 tipos nos planos superiores, essa união é realizada no estágio de Paus. A diferenciação da alma em 3 categorias corresponde à triplicidade da Mônada nos planos Tatwicos superiores. Todas as almas não degeneradas pelo materialismo pertencem a uma dessas categorias ou correntes espirituais que flui através da individualidade. O peregrino necessita identificar seu tipo de alma como também esforçar-se para que haja condições para essa se manifestar de forma mais perfeita possível através da individualidade e da personalidade. Caso que o tipo Aleph não tenha purificado suficientemente a personalidade ele irá reflectir o tipo Aleph sob forma, por exemplo, de um dogmatismo estreito e pelo desapego à escolastica. O tipo Guimel, através de vivencias astrais ilusórios e o tipo Lamed por uma espécie de diluição inconsciente da individualidade no meio ambiente. 

 O 8 de Ouros relaciona-se igualmente com o ensinamento das 3 causas primordiais ou 3 princípios (na Astrologia) cujo símbolo é o triângulo EMESH (Aleph, Mem, Shin)...(1+40+300 =341 = 8). No hermetismo ético as causas primordiais manifestam-se de seguinte modo: A causa Aleph como carácter específico da individualidade que se expressa através da personalidade, o carácter específico de suas aspirações e o modo como o discípulo se cria a si mesmo de forma consciente. A causa Mem como força espiritual que, agindo de fora através de Akasha, e que pode transmutar o ser humano. A causa Shin (Marte/Louco) como força do próprio peregrino, fundamental para qualquer trabalho criador. No grau precedente (7 de Ouros) era preciso superar os aspectos negativos do carma interno. 

 A tarefa do estágio de 8 de Ouros é reger o carma externo, ou seja, apreender enfrentar positivamente todos os acontecimentos externos da vida. Nada acontece por acaso e tudo tem uma razão de ser (lei da causa e do efeito). Uma provação necessária quando for repelida volta novamente mais tarde. Lembro aqui o transito saturniano! Todas as situações por mais desfavoráveis que possam parecer devem ser construtivamente aproveitadas evitando assim o perigo da involução ou descida descontrolada ao materialismo. Por além dos nomes divinos AGLA e EMESH, o 8º arcano se liga também ao 3º nome divino Jod-He-Vau-He (1+5+6+5 =17 =8). Este terceiro nome em relação ao 8 de Ouros corresponde ao trabalho criativo dos 4 tatwas inferiores, realizando-se de cima para baixo e vice versa (4+4 =8). Outro Arcano Maior relacionado com 8 de Ouros é o 17º (Estrela) que é o arcano da Natureza. 

 A força deste arcano, a vida em constante renovação, não é mais nem menos do que a própria força tatwika. Os títulos dado ao Arcano - Divinatio Naturalis e Signum referem-se em primeiro lugar ao condicionamento astrológico ligado ao carma. Podemos falar aqui de um elemento de determinismo astrologico retificado pelo elemento do indeterminismo e que se expressa pela frase célebre: Os astros inclinam mas não determinam. 

 O 3º título, Intuito, confirma a capazidade de conhecimento supraintelectual, dado pela acção Akasha. Por último o título Spes, indica que diante do peregrino que já se purificou pela realização do 7º grau e que tomou consciência do trabalho dos tatwas já se abre a porta da Iniciação., ou seja, ao (re)nascimento espiritual para uma nova vida. O 8 de Ouros está ligado a sefira Hod (Paz). Em todos os naipes , o 8º grau refer-se sempre ao trabalho interno, algo que se faz em silêncio e que transforma o ser humano. Na Alquimia o 8 de Ouros é a fase mais espiritual de todo o processo. Trata-se da mistura Rebis dentro do Ovo e que já recebeu o máximo da influencia externa. 

 A partir deste momento o Alquimista polariza as suas forças mentais e volitivas (azoth dos sábios) atuando sobre a mistura para que nela possa nascer a Pedra Filosofal. Essa força espiritual por parte do Alquimista corresponde à ação do Akasha sobre os tatwas inferiores existentes no ser humano. Já o nove de ouros é o grande arcano da iniciação. O yesod de Hermes e a força lunar . 4+5 = 9 A autoridade (Imperador) da Alma- Qinta Essência (Papa) 3+6 = 9 O andrógino (Imperatriz) no seu meio ambiente (Amantes/2 caminhos) 2+7 = 9 A Ciência (Papisa) da Astrologia (Carroça) 1+8 = 9 O Início (Mago) da Harmonia (Justiça)

domingo, 28 de novembro de 2021

Tarô e os arcanos menores 1: OUROS - estágio das aquisições externas e internas da personalidade na vida terrestre.




Os primeiros 4 Arcanos Menores de Ouros para uma mais fácil interiorização do seu conteúdo, começando com o As de Ouros. O naipe de As de Ouros corresponde a Sefira Kether e aos Arcanos Maiores 1,10 e 19 (Mago, Roda e Sol). O número 1 como já foi referido nos Arcanos Maiores expressa a ideia da totalidade. Do ponto de vista esotérico o Um contem em si o início do processo criativo e do retorno à Unicidade. O primeiro Arcano de Ouros, por além de iniciar o seu próprio naipe é ponto de partida dos Arcanos Menores que estão potencialmente contidos nele. Sendo o Arcano mais abstrato, ele representa a Ideia que permeia as aquisições de Ouros, a luta e sofrimento de Espadas, a bem-aventurança de Copas e a realização de Paus. 

 O As de Ouros identifica-se por analogia com a lâmina do primeiro grande Arcano (Mago). No caminho da iniciação o Arcano As de Ouros corresponde a tomada de consciência de que a par das manifestações físicas e psico-anímicas existe algo nele contido que se poderia designar por Consciência Ética ou Divina Essência. Um dos maiores obstáculos no caminho da iniciação é o estado de semiconsciência durante a maior parte das nossas atividades. 

A prática de exercícios (não vou especificar aqui) pode ajudar a despertar e desenvolver um estado de consciência contínuo. A questão que se coloca aqui é como realizar a unicidade em nós próprios. A resposta é nos dada pelo 10º Arcano Maior. É preciso subir acima dos ruídos e da desordem do Mundo pelo eixo central do caduceu de Hermes (árvore das sefiras). Todavia, o fato de se sentir parte de um todo, tomar consciência da Unicidade não se limite ao naipe de Ouros mas está presente em todos os naipes e aprofunda-se ao longo do percurso até a Reintegração Final. Na Árvore das Sefiras a subida directa pela coluna central é simbolizada por 4 Sefiras centrais (Malkut, Yesod, Tiferet e Kether) e passa pelos caminhos 22,15 e 3 (Mundo, Diabo e Imperatriz). 

 O domínio do Arcano 22 ou seja a victória sobre o mundo material torna o Iniciado independente dos condicionamentos do mundo físico. A victória sobre o Arcano 15, dos turbilhões Astrais determina o domínio sobre as formas do mundo astral e a libertação das ilusões mentais. Com a realização da harmonia interna tomamos consciência da unicidade da Vida, entrando no Mundo superior. Para percorrer esse caminho é preciso refletir sobre os 4 aspectos divinos que correspondem às 4 Sefiras da coluna central do caduceu. 1. Malkut - Adonai - Carma, Misericordia e Justiça 2. Yesod - Shaddai - Milagres, Magia da Vida e da Morte 3. Tiferet - Eloa - Beleza e Harmonia 4. Kether - Eie - Eu sou Eu No campo da Arte por exemplo, a aspiração ascendente pela coluna central da Árvore das Sefiras pode ser simbolizada pelo estilo Gótico das Catedrais Medievais (por exemplo a Catedral de Colonia do estilo Gótico Flamejante, a mais alta Catedral do mundo) cuja arquitetura (por influencia da Maçonaria) se dirige para cima até ao último pormenor. 

 Os dois restantes Arcanos Maiores contidos na lâmina do As de Ouros resultam através do calculo teosófico igualmente na Unicidade confirmando a lâmina do primeiro Arcano Maior. Mago - 1 = 1 Roda - 10 = 1+0 = 1 Sol - 19 = 1+9 = 10 = 1 O Arcano 19 que tem como hieróglifo o machado simboliza o domínio do Arcano abrindo uma brecha para passar através da plataforma do Arcano 10. 

A lâmina 19 apresenta na sua iconografia raios solares que ao tocarem na Terra se transformem em ouro. É o simbolo do Hermetismo Ético ou Alquimia Espiritual. O As de Ouros corresponde ao entendimento da Unicidade primordial, a partir da qual toda a transformação se torna possível. OUROS VALETE = Carta principal de Ouros é o Servidor dos Filhos ou o Trabalhador Braçal. A Realização é avaliada segundo os resultados que trás. REI = O Pai Realizador DAMA = A Dona dos Filhos CAVALEIRO = Agente ativo que unifica as individualidades que compões os organismos complexos. Conforme descrito cada uma das Cartas principais de cada Naipe, juntamente com as outras cartas deste Naipe, representam a "essência pura" do Naipe. Em seguida mostra-se correspondência entre cada uma das Cartas e as Sephiras da Árvore da Vida.

 CAMIHO descendente / CAMIHO ascendente / CARTA 1. KETHER MALCHUT ÁS 2. HOCHMAH YESOD DOIS 3. BINAH HOD TRÊS 4. CHESED NETZAH QUATRO 5. GEVURAH TIFERETH CINCO 6. TIPHERETH GEVURAH SEIS 7. NETZAH CHESED SETE 8. HOD BINAH OITO 9. YESOD HOCHMAH NOVE 10. MALCHUT KETHER DEZ (Os cabalistas. multiplicando os nomes divinos, uniram todos, quer à unidade do tetragrama, quer a figura do ternário, quer a escada sephirótica da década: traçam assim a escada dos nomes e dos números divinos...) 

 A ÁRVORE DA VIDA E OS ARCANOS MENORES 1 - KETHER- Os quatro ases: A coroa de Deus tem quatro florões 2 - HOKMAH - Os quatro dois: A sua sabedoria se espalha e forma quatro rios 3 - BINAH - Os quatro tres: De sua inteligência dá quatro provas 4 - CHESED - Os quatro quatro: Da sua misericórdia há quatro benefícios 5 - GVURAH - Os quatro cinco: O seu rigor quatro vêzes pune quatro erros. 6 - TIPHERETH - Os quatro seis: Por quatro raios puros sua beleza se revela 7 - NETZAH- Os quatro sete: Celebremos quatro vêzes a sua vitória eterna 8 - HOD - Os quatro oito: Quatro vêzes triunfa na sua eternidade 9 - YESOD - Os quatro nove: Por quatro fundamentos seu trono é suportado 10 - MALKHUTH - Seu único reino é quatro vêzes o mesmo. 

E conforme os florões do divino diadema. Vê-se por esse arranjo tão simples, o sentido cabalístico de cada lâmina. Assim por exemplo, o cinco de paus significa rigorosamente Gvurah de Iod, isto é Justiça do Criador ou cólera do homem; o sete de copas significa vitória da misericórdia ou vitória da mulher; oito de espadas significa conflito ou equilíbrio eterno, e assim as outras. Assim podemos compreender como faziam os antigos pontífices para fazer este oráculo; as lâminas lançadas à sorte davam sempre um sentido cabalístico novo, mais rigorosamente verdadeiro na sua combinação, unicamente a qual era fortuita; e, como, a fé dos antigos nada dava ao acaso, eles liam as respostas da Providência nos oráculos do Taro, que eram chamados Theraph ou Theraphins entre os hebreus, como o pressentiu primeiramente o sábio cabalista Gaffarel, um dos magos habituais do cardeal Rechelieu. 

 Quanto as figuras eis um último dístico para explicá-las: REI, DAMA, CAVALEIRO, VALETE Espôso, môço, criança, tôda humanidade, Sobem por estes quatro degráus à unidade... Eliphas Levi continua... "Daremos no final do Ritual, outros detalhes, e documentos completos sôbre o maravilhoso livro do Taro, e demonstraremos que é o livro primitivo, a chave de todas as profecias e de todos os dogmas; numa palavra, o livro dos livros inspirados, o que não pressentiram Court de Gebelin na sua ciência, nem Alliette ou Eteilla, nas suas singulares intuições..." 

 As dez Sphiroth e os vinte e dois taros formam o que os cabalistas chamam os trinta e dois caminhos da ciência absoluta... G.O. Mebes, é mais preciso quanto a analogia entre o Ocultismo e o Taro no caminho da evolução ou do Hermetismo Ético. Seus dois livros "Os Arcanos Maiores do Taro" e os "Arcanos Menores do Taro", contém toda a descrição e análise das diversas lâminas bem como seu relacionamento com estas doutrinas. Em seguida resumimos alguns pontos relevantes de algumas concepções do Taro. 

 Carlinhos Lima - Tarólogo
2/4/11


quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Arcanos menores do Tarô e estágios de evolução da alma 2




Antes de mais e para uma melhor compreensão dos naipes (Arcanos Menores) é apresentado o seguinte quadro:




Verificamos que no esquema acima apresentado, o progresso iniciático desde Ouros até Paus segue o sentido inverso das letras do Tetragrammaton começando pelo 2º He e elevando-se gradualmente até Iod. Falamos do caminho anabático ou caminho de reintegração. Ao estágio de Ouros segue o estágio de Espadas. O simbolo esotérico apresenta uma espada de ponta virada para cima. O cabo em forma de cruz representa os 4 elementos da composição elementar humana. Um canatete percorre a lâmina da espada simbolizando a união direta com o mundo do Logos. O estágio de Espadas consiste num determinado isolamento por parte do Iniciado, abdicando dos rituais e das cerimônias do estágio anterior. 

 A etapa de Espadas pode ser resolvida de duas maneiras. Primeiro pelo caminho positivo da fé aspirando servir o Logos ou então seguindo o caminho negativo (tb chamado caminho dos fortes) que consiste numa revolta contra o Logos e do estado do Mundo. Ao escolher o caminho dos fortes atravessamos toda a Árvore Sefirótica (os 10 graus do naipe) de seguinte maneira (ver esquema/árvore das Sefiras): Lutamos e isolamo- nos dos aspectos criadores de cada Sefira. Criamos assim uma oposição contra o Mundo Externo (Malkuth), rejeitamos de seguida a Forma (Yesod), o valor do Poder e da Paz (Netzah e Hod), recusamos depois a possibilidade de harmonia (Tifert), a Misericórdia e a Justiça (Gedulah e Geburah), negamos a Razão e a Sabedoria (Binah e Hokmah) para finalmente negar a propria Vida (Kether). 

 O sofrimento e vazio interno experienciado no estágio de Espadas afim de descobrir o Real desperta em nós a necessidade de encontrar algo mais puro e perfeito. É com este sentimento que vamos iniciar o estágio seguinte que é o estágio de Copas. Todo o sistema do Arcanos: Menores e Maiores está estreitamente ligado à Cabala, como já citamos anteriormente. Em particular com a Árvore da Vida ou Sistema Sefirótico e com o Tetragramaton IOD HE VAU HE. Pode-se dizer que o sistema dos Arcanos e sua divisão em Quatro Naipes é correspondente ao Sistema Sefirótico e seus Quatro Mundos e ao Tetragramaton, por onde passa tudo que existe. 

Pode-se relacionar as 10 cartas de valores numérico aos dez ramos ou estágios do Sephiroth, e também os 22 Arcanos Maiores aos 22 canais que interligam o Sephiroth e ao alfabeto hebraico. Assim temos: IOD PAUS REI Mundo da Emanação 4a Iniciação HE COPAS DAMA Mundo da Criação 3a Iniciação VAU ESPADAS CAVALEIRO Mundo da Formação 2a Iniciação HE OUROS VALETE Mundo da Manifestação 1a. E assim existem os estágios mistos como mencionei anteriormente. Trata-se de um sistema flexível por necessidade pois todos nós somos iguais mas diferentes. Há pessoas que preferem um estágio de Ouros com características de Espadas (normalmente são personalidades sob domínio de ou nos seus mapas astrais) outras pessoas optam por um estágio de Ouros vivido sob influencia de Copas ou de Paus. Apenas dei o exemplo da via negativa por acha-la mais presente no nosso quotidiano e por isso de mais fácil compreensão. 

Cada um de nós pode juntar as peças do puzzel e construir uma via positiva pela fé ou optar pela via da negação para se aproximar da Essência. Afinal somos livres de escolher e podemos até escolher modelos mistos, em parte via negativa e em parte via positiva. O livre arbítrio consiste em conhecimento , na ignorância não podemos optar. E 1° devemos ser realistas e honestos quando nos confrontamos, senão... a via é negativa pra sempre. E mesmo assim , o livre arbítrio se apresenta dentro de certas condições possíveis e de estágios evolucionais assimilados , então podemos subir mais um degrau na espiral. A via negativa se apresenta facilmente em mapas difíceis. as dimensões são paralelas. É aí entra o nosso mapa , nossas chances de usar os recursos que temos. Eu não sei se o livre arbítrio existe realmente ou se antes se trata de uma segurança interna de que nós dispomos a priori (santa ignorância). 

Pessoalmente prefiro acreditar no conceito da liberdade de escolha apenas condicionada pelos nossos recursos internos e externos. Sabemos que todos nós ao longo da vida somos submetidos a stresses, o que equivale ao Nigredo, na alquimia, onde o indivíduo vai separar e eliminar os elementos de que já não precisa para a etapa seguinte. No entanto, essa separação só pode ser feita em determinado lugar, e não é um processo consciente, decorre a níveis vibratórios muito profundos e subtis. Assim acredita-se que em termos biológicos, por exemplo, o Solve dura três meses e, passado este tempo, se a pessoa não passar para a fase seguinte, o Albedo, o stress deixa de ser positivo e passa a ser negativo, podendo a pessoa ficar doente. Tudo isto passa pelo livre arbítrio, é claro, porque a determinados níveis um ser pode rejeitar o caminho que tem de percorrer, mesmo sem ter consciência disso. PAUS: REI = PAI - É o chefe hierárquico e ponto de partida da autoridade ou manifestação do poder. Carta principal no Naipe é chamado PAUS DOS PAUS. DAMA = Esposa do Pai, e dá nascimento ao Cavaleiro. CAVALEIRO = Agente Ativo que transmite o Poder e opera através do Valete. 

VALETE = O servidor do Poder. COPAS: DAMA = Figura Principal do Naipe de COPAS, representa o Princípio de Atração. REI = Esposo da Dama, indispensável para o nascimento do Cavaleiro. CAVALEIRO = Intermediário que atrái para a obra os elementos externos ajudado pelo Valete VALETE = Servidor da Atração. ESPADAS CAVALEIRO = Carta principal do Naipe é o Agente que ativamente transmite a Vida. REI = Pai do Cavaleiro DAMA = Mãe do Cavaleiro VALETE = Servidor na Transmissão da Vida. OUROS VALETE = Carta principal de Ouros é o Servidor dos Filhos ou o Trabalhador Braçal. A Realização é avaliada segundo os resultados que trás. REI = O Pai Realizador DAMA = A Dona dos Filhos CAVALEIRO = Agente ativo que unifica as individualidades que compões os organismos complexos. Conforme descrito cada uma das Cartas principais de cada Naipe, juntamente com as outras cartas deste Naipe, representam a "essência pura" do Naipe. 

 Carlinhos Lima - Tarólogo, Astrólogo, Pesquisador de Esoterismo e Mago de Umbanda Astrológica.
2/4/2011


sábado, 20 de novembro de 2021

Tarologia: Jeitos facéis de Jogar Tarô e como ele surgiu


Estudos de Tarô


O Tarot forma um conjunto de 78 cartas, sendo 22 cartas identificadas como Arcanos Maiores e 56 como Arcanos Menores. Os Arcanos Menores são mais conhecidos, já que possuem características semelhantes ao baralho de cartas comum. Realmente, o Tarot serve para muitas oportunidades de nossas vidas. Serve para adivinhar, para acrescentar emoção às nossas dúvidas, serve para duvidar mais ainda, para esclarecer, para preencher horas de solidão, para entreter pessoas em festas desanimadas. Mas serve, também e principalmente, para se mergulhar naquilo que chamamos de alma humana. Aliás, no palco onde está sendo encenada essa tragicomédia humana, sempre vemos os personagens travestidos como nos arquétipos.  

Estudar Tarot, de uma forma ou de outra, é compreender as nossas aflições e dificuldades e antever os nossos medos e angústias. Estudar Tarot é bater papo com o nosso inconsciente. É tornar consciente algumas verdades que nos são reveladas na medida do nosso amadurecimento. E, a não ser que você seja um apaixonado das emoções humanas, o Tarot lhe parecerá apenas cartas bem ilustradas. Portanto, estudar Tarot é ter a nítida compreensão de si mesmo e de seus semelhantes.
Para Court de Gebelin, a palavra Tarot tem o significado de “estrada real da vida”. Na sua opinião, o Tarot originou-se no antigo Egito e representava a história da criação do mundo e das três primeiras eras. Os quatro naipes se destinavam a representar os quatros estados políticos do Egito e como estes se organizavam. Espada – os soberanos e a nobreza militar Paus ou Vara – os agricultores Copas – os sacerdotes e o clero Moedas – os comerciantes em geral Em conferência pronunciada para uma extensa platéia em sua época, Gebelin se reportou ao fato de que a humanidade possui um livro de extrema sabedoria, originário do antigo Egito, mas que esta mesma humanidade, por ignorância, desconhece o tesouro que possui. Este livro é o Tarot. : “Ele é tudo o que resta, na nossa época, das magníficas bibliotecas do Egito. E ele é tão ‘vulgar’ que nenhum estudioso achou por bem se incomodar, pois antes jamais alguém suspeitou de sua origem”.

Esta teoria egípcia, defendida por Gebelin, é a mais aceita, já que foi muito bem fundamentada por ele. Para ele, o jogo de Tarot é baseado no número 7, número sagrado entre os egípcios. Associando determinadas figuras das cartas com os deuses egípcios e mais a reconstrução da rota que o Tarot tomou para chegar à Europa, Gebelin conseguiu recolher argumentos incontestáveis para a sua teoria. Segundo Mebes (G.O.M.), o Tarot também tem sua origem no antigo Egito. Os sacerdotes, em Memphis, certos de que a civilização egípcia estava em seus últimos dias de esplendor, ocultaram seus conhecimentos sob a forma de um baralho, na esperança de que, pelo hábito do jogo, sobrevivessem e um dia fossem compreendidos. De acordo com alguns autores, a primeira aparição do Tarot na Europa data de 1392 e era considerado o tesouro da corte do Rei Carlos VI, da França. Jacquemin Gingoneur as desenhou especialmente para diversão deste rei. Nas se sabe se Gingoneur as criou ou apenas copiou algum baralho existente. Já Alliette, o famoso cabelereiro, mago e alquimista, que apregoava aos quatro cantos ter mais de 2000 anos, declarou que o Tarot foi concebido 171 anos após o 3 Dilúvio. Hermes Trimegisto e mais dezessete magos teriam escrito o livro de Thot sobre folhas de ouro, num templo situado em Memphis, Egito.

Há também uma outra teoria. De que os Arcanos Maiores são originariamente independentes dos Menores. Na verdade, os Arcanos Menores guardam semelhança com as cartas de Tarot dos hindus e dos chineses. Mas o mesmo não acontece com os Arcanos Maiores. É possível que os quatro naipes dos Arcanos Menores tenham uma correspondência com as quatro castas do hinduísmo. De qualquer forma, os ciganos em 1398, recém-chegados ao quadrilátero da Boêmia, se espalharam pela Suíça, Itália e, depois, Espanha. É através do Tarot dos Boêmios que se atribui a expansão do Tarot e da Cartomancia na Europa. A partir daí, os simples jogos de cartas passaram a ter uma conotação advinhatória popular.

O tarot ajuda a esclarecer os problemas maiores do consulente através de sua linguagem simbólica e esotérica, com uma ação "adivinhatória" profunda, quase sagrada. Os tarólogos estão de acordo que é imprescindível que o consulente acredite e tenha confiança em quem está fazendo a leitura, pois somente assim as cartas poderão "falar" com o tarólogo, revelando os segredos do passado, presente e futuro. É preciso haver uma boa sintonia entre o consulente e o tarólogo para que a energia flua e o jogo se mostre de forma clara e nítida. Para que as respostas do tarot sejam precisas, o consulente deve se concentrar muito bem na sua pergunta e formulá-la de maneira clara e sem ambiguidades. Quanto mais objetivo for ao fazer a pergunta, mais diretas e consistentes serão as respostas. Quando as perguntas são simples as cartas dão seu recado com a mesma simplicidade, sem entrar em aspectos secundários, obtendo respostas mais precisas.

Portanto, realizar uma consulta com ansiedade, nervosismo, pressa, alteração emocional ou por impulso não permite que o consulente tenha lucidez sobre as questões que são de fato importantes para a resolução de seus problemas, ainda que o tarólogo saiba conduzir a consulta de forma competente; por isso o consulente precisa estar tranquilo e relaxado, livre de pensamentos negativos e ceticismo. Seu estado emocional é importante também, pois se o consulente estiver nervoso, descontrolado ou em choque com algum acontecimento recente ele nada ou pouco conseguirá absorver das orientações dadas pelo tarot, pois não estará em condições emocionais de entendê-las. Por isso é aconselhável que o consulente se acalme e relaxe antes de fazer uma consulta para obter um bom proveito do que será dito.

Outro fator importante é a atitude e a postura do consulente durante a leitura. O consulente deve relaxar e procurar esvaziar a mente de bloqueios e medos. É importante pensar positivo e estar receptivo e aberto aos conselhos e orientações das cartas, para dessa forma entrar em sintonia com energias positivas. O pensamento negativo e as idéias pré-concebidas e derrotistas "atraem" o negativismo, interferindo na energia da leitura; ou seja, se a pessoa acha que tudo está perdido e nada vai dar certo o jogo nada poderá fazer por ela, pois ela está "fechada" para qualquer tipo de ajuda ou conselho que possa ser dado para melhorar sua situação. Dessa forma, as respostas fornecidas serão vagas, curtas e evazivas. O tarot é um instrumento sagrado que liga o ser humano ao Divino. O tarólogo é o canal de canalização e contato entre o consulente (aquele que se consulta) e o Plano Superior. O tarot é um meio de autoconhecimento capaz de mostrar o que se passa no subconsciente do consulente, ajudando-o a se conhecer melhor. O tarot funciona através de dois elementos: 1- Pela interpretação das cartas através da análise dos símbolos contidos nas mesmas. No momento da leitura o subconsciente do tarólogo entra em sintonia com o subconsciente do consulente, possibilitando uma análise do momento de vida do mesmo e a visão das possibilidades futuras de uma situação perguntada. 2- Pela sincronicidade, ou seja, quando sai uma determinada carta para o consulente durante a consulta é porque o simbolismo daquela carta descreve o momento atual que mesmo está vivenciando.

Para fazer uma boa consulta o consulente deve escolher um momento calmo para realizar o jogo, em que não será interrompido por terceiros e em que não esteja ocupado com outras atividades ao mesmo tempo, pois a concentração do consulente durante a leitura é de extrema importância, pois ajuda a sintonia com o tarólogo e com o oráculo, possibilitando respostas mais profundas, precisas e esclarecedoras. É fundamental seu envolvimento e atenção para o que está sendo dito, não só para que o tarólogo possa identificar com mais clareza o que está ocorrendo, mas também para que o consulente compreenda a fundo a mensagem e a orientação que lhe estão sendo passados. Por isso deve evitar a companhia de outras pessoas no instante da leitura, que podem distraí-lo ou dispersar sua atenção da consulta, interrompendo inclusive o diálogo com o tarólogo e desviando sua energia do jogo. As interrupções e interferências externas quebram a energia do jogo, dissipando muitas das informações que poderiam ser passadas pelo tarólogo através de sua intuição e percepção. Se puder ficar em um ambiente silencioso melhor ainda, pois os barulhos e os sons ao redor também podem desviar a atenção do consulente prejudicando a leitura.

As cartas mostram as tendências e a melhor forma de agir no momento presente, identificando quais os obstáculos no caminho do consulente e orientando o que o mesmo deve fazer para ultrapassá-los. O tarot mostra a tendência mais forte e provável de ocorrer, mas nunca uma certeza absoluta, pois o consulente pode alterar o rumo da situação através de seu livre-arbítrio. E através das cartas o tarólogo analisa, prevê e também adivinha, pois, muitas pessoas tem o dom de sensitividade a trajetória (boa ou má) de uma situação e ainda orienta e aconselha o melhor caminho a seguir. O tarólogo só interpreta o que foi lançado à mesa, pois não possui poder para mudar resposta alguma nem sabe mais do que aquilo que as próprias cartas revelam. O tarot é um grande dicionário de símbolos e cabe ao tarólogo decifrá-los a medida que vão aparecendo durante a leitura, os quais ajudarão o consulente a entender melhor seu presente e as perspectivas do futuro, desde que o consulente ouça sua voz interior expressa através das cartas e busque novos rumos e atitudes, realizando mudanças em sua vida.

Por último, também é importante para o consulente evitar querer "testar" os conhecimentos e os supostos "poderes" do tarólogo, esperando que ele "adivinhe" sua vida e o que está pensando. O tarot lida com sincronicidade e a sintonia de energias entre o consulente e o tarólogo, e quando é feito um "teste" desse tipo essa sintonia não ocorre, dificultando e até bloqueando a energia da leitura. A fé é um elemento essencial para que o tarólogo, através da interpretação das cartas e de sua intuição, possa orientar o consulente de forma proveitosa e objetiva. É essencial estar aberto e receptivo às orientações e mensagens e confiar no que está sendo dito, pois do contrário a energia não fluirá e a consulta será evasiva e superficial.
A seqüência de cartas
Antes de começar a leitura, as cartas são embaralhadas pela própria pessoa. Alguns dizem que isso transfere a energia da pessoa para o baralho. Essa pessoa também deve se concentrar na pergunta ou assunto para o qual quer orientação, enquanto embaralha as cartas. Em alguns círculos tradicionais, são realizadas uma escolha e uma separação mais elaboradas (veja a Ordem Hermética do Amanhecer Dourado - Hermetic Order of the Golden Dawn (em inglês) - versão para website.
Depois de embaralhadas e cortadas, as cartas são dispostas sobre a mesa, seguindo um padrão chamado seqüência. Cada posição tem um significado. Há muitos tipos diferentes de seqüência, variando das com uma só carta àquelas que incluem todas as 78. Qual seqüência usar depende de quem vai ler e do tipo específico de pergunta ou leitura. Algumas delas concentram-se mais em um tipo específico de informação. Por exemplo, uma seqüência pode focar mais em assuntos emocionais, enquanto uma outra pode levar a mais informações sobre as influências dos outros. Na verdade, o melhor é estudar muito desenvolver a intuição a habilidade e a sensibilidade. Além disso não ficar preso aos manuais, tentar entrar em contato com os Guias Superiores e não ver o Tarô apens com um Oraculo, mas, como um livro de vida. Tambem não ficar preso a teorias de mestres. O importante é desenvolver seu proprio metodo, assim o tarologo se tornará mais forte com certeza. Ha anos que estudo as mais variadas tecnicas e estou preparando livro misticos e espiritualistas que logo lançarei. Também com a nossa equipe Clima Zen sempre buscamos o melhor. 
O importante é que o estudante do Tarô se sinta em harmonia com as vibrações das cartas, assim ele passará a ter uma sincronia muito fina com os naipes. Veja cada carta com seu simbolismo, como um retrato de uma cena. Dai você poderá direcionar essa cena, para a questão que você busca desvendar. E o mais importante de tudo é que o buscador siga o seu Mestre Interior, não tendo que seguir muito os palpiteiros que tentam só desencoraja-lo induzindo-o apenas ao uso da simbologia.
Uma das seqüências mais comuns é a Cruz Celta:


Foto cedida por Os caminhos dos anjos
Seqüência de tarô da Cruz Celta
Outras seqüências incluem: Esse é o metodo que eu mais uso, e que mais aproveito as mensagens dos arcanos por ser Astrologo tambem. A Mandala Astrologica tem uma montagem fantastica pois podemos usar as casas e influencias dos Arcanos de acordo com a linguagem astrologica. Com esse metodo eu aproveitarei, pra inserir o Tarô na Umbanda-Astrologica e ter uma visão melhor das influencias dos Orixas sobre os nativos. Breve estaremos lançando cursos sobre o Taro na Umbanda e a Mandala Astrologica mais profundamente e bem facil de entender, tambem pela internet com apostilas, bem elaboradas.

Foto cedida por Os caminhos dos anjos
A seqüência do Horóscopo



Foto cedida por Os caminhos dos anjos
A seqüência por Cinco


Foto cedida por Os caminhos dos anjos
A seqüência do Pentagrama
Há muitas outras seqüências para a leitura das cartas de tarô, e o tarólogo ainda pode inventar a sua própria.
Abaixo, usando a seqüência da Cruz Celta como exemplo, pode-se perceber que há uma ordem para a colocação das cartas e que a posição de cada uma tem um significado. Cada posição pode ter diferentes significados, tudo depende de para quem você pergunta. Esse conjunto de significados vem de Cura e tarô dos caminhos dos anjos (em inglês) website. Os significados das cartas (veja Cartas individuais de tarô (em inglês) e a seção seguinte) são associados aos significados das posições. Além disso, as combinações de cartas ou pares de cartas também influenciam os significados. Em breve nossa equipe Clima Zen estará lançando apostilas com todas as tecnicas pra facilitar todo seu processo de estudo. Essa tecnica apresentada abaixo é muito boa e eu gosto muito de usar:


Foto cedida por Os caminhos dos anjos
Na seção seguinte, veremos uma leitura para mostrar como os significados das cartas podem ser associados às posições e aos pares para se chegar a uma interpretação.
Leitura das cartas e formação de um tarólogo
Depois que as cartas são colocadas na mesa, seus significados são interpretados com base no seu posicionamento e nas cartas vizinhas. Vejamos a seqüência da Cruz Celta:

Esta é uma abordagem para a leitura da seqüência da Cruz Celta de acordo com a taróloga e instrutora de tarô Joan Bunning.* À direita, podemos ver como o tarólogo interpreta algumas das cartas dos Arcanos Maiores.

As cartas de tarô têm diferentes significados, dependendo de onde se posicionam na seqüência. Eis aqui algumas das cartas e seus variados significados:

A morte: fim; transição; eliminação; forças implacáveis



  • o bobo: começo; espontaneidade; fé; insensatez evidente
  • a alta sacerdotiza: intuição; atenção inconsciente; potencial; mistério
  • os amantes: relacionamento; sexualidade; crenças pessoais; valores
  • o mago: ação; atenção consciente; concentração; poder

  • Para mais significados, veja Joan Bunning: cartas individuais de tarô (em inglês).




  • Comece olhando a seção do Círculo/Cruz. As cartas nessa posição representam o que está acontecendo na sua vida na hora da leitura.
  • Em seguida, olhe as seis primeiras cartas em pares. Essas cartas mostram um retrato da sua situação imediata. As cartas na posição 1 (a questão central) e na posição 2 (a questão secundária, que pode ter função oposta ou de reforço) identificarão o tema central da leitura. As cartas na posição 3 (a causa que pode ter uma influência inconsciente ou um significado mais profundo) e na posição 5 (suas atitudes e crenças, uma influência consciente, seu objetivo ou um futuro alternativo) representam coisas que estão acontecendo com você em diferentes níveis. E as cartas na posição 4 (seu passado, uma influência que já acabou ou algo resolvido) e na posição 6 (o futuro, uma influência que se aproxima ou um fator não resolvido) representam como pessoas e eventos estão passando pela sua vida.
  • Depois, olhe para a fileira ao lado direito da cruz, considerando de novo as cartas em pares. As cartas na posição 7 (como você é, como poderia ser, como se apresenta e como se vê) e na posição 8 (o ambiente à sua volta, o ponto de vista de uma outra pessoa e você como os outros o vêem) revelam sua relação com o ambiente à sua volta.
  • Por fim, olhe a carta na posição 10 (os efeitos gerais, seu interior, suas ações ou efeitos) para ver o resultado planejado.

  • Joan Bunning sugere que você mesmo se pergunte como se sente em relação ao resultado planejado. O que isso lhe diz?
    1. Volte e reveja as cartas que levaram a tal resultado e veja se há uma carta que se destaque como chave para esse efeito. Volte à carta 5 para ver se o resultado planejado também é mostrado como um resultado alternativo. Olhe a carta que representa o futuro próximo, na posição 6, para ver se ela contribui com o resultado planejado. Por fim, olhe a carta na posição 9 (orientação, fatores principais, esperanças e medos ou fatores omitidos) para ver se há relevância.
    Cartas invertidas
    Como cada carta de tarô tem uma figura voltada para certa direção, é possível que elas fiquem viradas na direção oposta ao se dar as cartas. De acordo com a maioria das fontes, isso não muda o significado da carta, simplesmente enfraquece o impacto do significado. Eu percebi que a grande maioria dos tarologos brasileiros não usam muito essa importante tecnica das cartas invertidas e por isso se perdem, pois isso muda muito as caracteristicas do jogo. Fique ligado, e acima de tudo inove! Breve trarei mais informações pra vocês, nossa equipe tá trabalhando duro pra isso.
    O Tarô pra ser entendido tem que ser assimilado. Tanto em nivel espiritual, mental e ritualistico, quanto em nivel simbolico. Tem que ser um precesso completo, porque mesmo que as pessoas aprendam a usa-lo muito bem só em nivel simbolico, ao enfrentar questões de ordens mais complicadas ficarão perdidas. Por isso o metodo pessoas é de suma importancia que seja desenvolvido.

    carlinhoslima76@hotmail.com
    *As imagens e parte das informações vem do site: www.learntarot.com

    Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador


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