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segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Povo cigano tem encanto, beleza e magia!





Diversos pesquisadores, entre eles Charles G. Leland e Raymond Buckland, já estudaram as magias e encantamentos utilizados por esse povo. Eles têm uma grande conexão com antigos rituais em que entram em estado de transe, utilizando esse procedimento para atingir seus objetivos. E o fazem sem deixar de lado sua devoção ao catolicismo, exaltado por vários ciganos e que muitas tribos do leste europeu usaram como pretexto para suas peregrinações durante os séculos XVI e XVII.

Há muito tempo que os ciganos vêem e usam as energias místicas naturais para atingir seus objetivos, mas sem cair no estabelecimento de uma religião sexista, pois os ciganos são, antes de tudo, unidos por sua sabedoria e tradição. Em várias magias ocorre a invocação das forças naturais como os elementais (ar, água, fogo, terra) usadas para os mais diversos fins. Isso é mostrado por Leland em vários encantamentos nos quais não só as forças dos elementos, mas dos rios e paragens, são utilizados pelos ciganos para curar queimaduras de criança ou para achar coisas perdidas e roubadas. Além, é claro, das simpatias e amuletos ciganos, comentado, nos livros de Buckland e Pierre Derlon.

Para o "povo da estrada", a própria Terra é um lugar sagrado e mágico, contudo distante das visões do teo-matriarcalismo wiccano. Observando o mundo à sua volta e unindo a sabedoria dos seus anciãos, eles aprenderam a ler a sorte e conhecer o futuro nas mãos e no rosto das pessoas, e ganharam notoriedade fazendo isso, principalmente pelos acertos que obtêm. Para eles, esse é um dom natural que remete às antigas artes védicas da quiromancia e fisiognomonia.

A magia é algo que não é para ser aprendido pelo cigano, mas faz parte do seu dia-a-dia. Desde o ar que respira à sua comida, da água que sacia a sede aos animais que o acompanham em sua jornada pelas várias estradas em que segue a sua eterna peregrinação, tudo é magia. E algumas vezes determinados eventos levam ao surgimento de pessoas que se sobressaem: as bruxas e feiticeiros ciganos. Todo cigano que se preze sabe um pouco da magia de seu povo, e entre os ciganos obviamente existem aqueles que nascem com determinados dons, revelados por meio de marcas no corpo e por meio de certas coincidências na vida dessa pessoa. Quando isso ocorre, ela é preparada para assumir as responsabilidades que fazem parte do seu destino.

As mulheres são conhecidas em alguns grupos como sh'uvanis, e os homens como kakus. São pessoas especiais que têm, entre os vários dons que possuem, a capacidade de prever o futuro e de curar doenças para as quais a medicina não encontra respostas. É a eles que os ciganos recorrem quando precisam de aconselhamento, uma vez que, segundo suas crenças, essas pessoas especiais estão em contato direto com “A Fonte”. Apesar da profunda crença nas forças mágicas e nas leis espirituais, o povo cigano é um profundo conhecedor e devoto dos santos católicos, aos quais dedicam uma atenção especial. Mas nada é tão especial e mágico para um cigano como o culto a Sara Kali.

A mulher cigana precisa estar sempre energizada, então anda descalça para ter maior contato com a terra e, assim, fortalecer o seu corpo. A mulher é considerada o alicerce da família e sua responsabilidade aumenta mais quando tem um filho. Não ser mãe é um pecado quase que mortal para a mulher cigana.

Os ciganos preservam e usam muito os quatro elementos fundamentais da natureza – Terra, Fogo, Água e Ar – nos seus rituais. Para eles, o Fogo é muito importante, porque queima a negatividade e ilumina a positividade. Um objeto que concentra os quatro elementos e que é muito usado por este povo é a vela. A Água e a Terra são representadas pela cera e o pavio. O Fogo é a chama e o Ar (oxigênio) a mantém viva (acesa).

Além da Quiromancia (leitura das mãos), as ciganas podem exercitar a vidência através de vários objetos como pedras, moedas, borra de café, copo d’água, bola de cristal, jogos de carta e Tarô. Os ciganos acreditam que Belkarrana (deuses) os colocou no mundo para praticar o dom da adivinhação com a finalidade de ajudar seus semelhantes. Mas são as ciganas que mais exercem esse privilégio. Aos sete anos, elas aprendem a ler a sorte e depois de mais de sete anos seguidos, elas saem às ruas para atender as pessoas. As ciganas transmitem energia pelo olhar e recebem a mensagem das pessoas pelo olho místico, que se encontra localizado no meio da testa e na palma da mão. Esse dom da adivinhação não é usado somente para prever o futuro, como também para detectar algum problema de saúde. Para manter esse dom, a mulher cigana não deve nunca cortas os cabelos porque,ao faze-lo, terá sua força energética diminuída.

No casamento são usados os mesmos símbolos do noivado: os dois punhais, o lenço vermelho, vinho, pão, sal e uma taça de cristal. O vinho é para garantir a alegria permanente do casal, o pão e o sal representam a união, a taça de cristal é para que a harmonia se mantenha presente e o punhal serve para a comunhão do sangue.

No acampamento tudo é agitação... os homens montam a fogueira, preparam o vinho e afinam seus violinos e acordeons. As mulheres enfeitam as mesas, carroções, preparam suas roupas, pandeiros, fitas, lenços... No ar, o delicioso aroma de suas receitas especiais espalha por todo lado o cheiro de festa. A noite será longa... os ciganos se reúnem mais uma vez, para comemorar... a vida!!!"

A tradição cigana é cheia de mistérios e um dos mais facilmente reconhecido é o mistério da dança, que junto com a música desse povo...Enfeitiça... A dança para os ciganos é uma forma de liberar as emoções interiores, de dar vazão aos sentimentos e intimas necessidades através de movimentos corporais. Ou porque esta feliz e quer festejar, brincar e se divertir, ou porque esta querendo agradar e agradecer aos deuses.

O bater das castanholas, do som das palmas que espantam a negatividade. Este é o verdadeiro dançar da alma. O homem quando dança com as mulheres apenas reforça, com a sua presença as figuras femininas, pois é uma proteção para elas. Os ciganos dançam nas festas, a dança é livre, sem regras. Cada um se diverte como quer, nunca se esquecendo o recato, os limites entre homens e mulheres.

Brincos e pulseiras a tilintar, saias coloridas e pés descalços a rodopiar, mão em volteios estonteantes como o brilho nos olhos da cigana...Cena que contagia a todos, e nesse momento, a magia é tão presente que tudo parece parar para reverenciar a vida que pulsa forte em cada acorde de música...Não há tempo nem espaço, há apenas, à vontade de dançar... É a alegria do reencontro. A força, a espontaneidade e a alegria, aquela capacidade única dos ciganos de transformar as adversidades da vida numa energia profunda, numa experiência autêntica e libertadora reequilibrando as forças numa consciência interior mais forte e cúmplice é tão só expressada numa dança, beleza, ritimo, magia e encanto quase que libidinosamente excitante!

Os movimentos observados na dança cigana são resultantes da sua influência indiana, onde o girar das mãos, a inclinação da cabeça e a postura ereta chamam atenção. Os movimentos são baseados da cintura para cima, meneios de ombros, inclinação da cabeça, giro de punhos e mãos, postura ereta, braços à frente do corpo ou acima da cabeça e movimentos que completem sempre círculos (para os ciganos a vida é um ciclo). A dança como forma de oração por si só, se basta. É importante dizer que como trabalhamos o tempo todo com as energias da natureza e a nossa própria, devemos respeitar seus significados e ter responsabilidade com que o que pedimos e queremos representar, pois a dança cigana é um ritual, assim seus pedidos podem ser atendidos.

Dizem o antigos, que os ciganos dançam para atingir o êxtase do fluido energético que os levam de encontro com a verdadeira essência da Deusa e do Deus interior e superior. Por isso, dificilmente, os ciganos fazem coreografias; dançam soltos e livres, colocando em cada movimento suas emoções. A graça está em cada pessoa ouvir a voz do seu coração e permitir que se conduza levemente, tranqüilamente, pois só dessa maneira, consegue sentir sua alma. A dança é a magia, e a alegria de nosso povo, o mistério através dos passos e movimentos que saúdam, invocam e fazem Fluir a mais bela e elevada vibração energética!

Para o cigano, os movimentos de braços e de mãos descrevem os sentimentos mais profundos em relação a cada tema executado. Conforme o sentimento a ser passado pela dança interpretada, as mãos e os braços desenham coreograficamente símbolos que traduzem cada emoção implícita no estilo, executado. Como por exemplo: a rotação de mãos para fora traduzem a doação da energia interior transmitida à terra, a outrem e ao cosmo. Quando a rotação é realizada para dentro, traduzem o recebimento ou à busca da energia vinda da terra, de outrem ou do mundo divino. Os movimentos circulares traduzem em sua maioria, as energias ou sentimentos em movimento, em ação contínua. Os movimentos mais retos simbolizam em sua maioria, as ações diretas ou finalizadas.

A dança cigana caracteriza a ligação e a comunhão do Homem com o Divino. Expressam os sentimentos mais profundos para com os seus e para com o mundo considerado sagrado. Dentre os ritos de maior importância, temos: Culto aos Antepassados, Slavas, Casamentos, batizados e outros. É importante sabermos que pela intimidade em que se caracteriza o Culto aos Antepassados, essa categoria não é levada à cena a não ser de forma estritamente estilizada, assim como alguns outros estilos pertencentes a essa categoria. Sendo interpretadas com autenticidade somente nos lares ciganos, em festas consideradas íntimas.

Apesar dos ciganos não terem uma religião propriamente dita (como povo nômade, sempre absorveu os costumes dos povos visitados...) existe toda uma tradição de Mistérios entre nossas práticas. Muito se fala sobre os ciganos e pouquíssimo se conhece. Existe uma profunda correspondência entre o paganismo ocidental e a cultura cigana.

Uma vez por ano, ciganos de diversas partes do mundo se dirigem até Saintes-Maries-de-la-Mer, no sul da França, para homenagear Santa Sarah. Segundo a tradição, Sarah era uma cigana que vivia em uma pequena cidade à beira-mar quando a tia de Jesus, Maria Salomé, chegou ali com outros refugiados para escapar das perseguições romanas. Apesar de hoje existirem ciganos cristãos, a grande maioria ainda mantém o culto ao divino casal, Devel e Kali (respectivamente o deus e a deusa). Uma das manifestações dos deuses é Belkarrana, uma divindade andrógina, em romani significando deus bom. Mas como as primeiras caravanas ciganas entraram na Europa por volta do século XV, muitos de nossos costumes foram também camuflado. Um exemplo disse é o culto a "Santa" Sara Kali.

É fácil identificar Sarah como mais uma das muitas virgens negras que podem ser encontradas no mundo. Sara-la-Kali, diz a tradição, vinha de uma nobre linhagem e conhecia os segredos do mundo. Seria, no meu entender, mais uma das muitas manifestações do que chamam a Grande Mãe, a Deusa da Criação.

Leia mais sobre Umbanda   aqui


Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador



segunda-feira, 27 de junho de 2022

Consultar os odus traz respostas importantes




E para ter resposta de ire ou ibi, tipo e origem se faz usando o Ibos e outras caidas do opele ou dos ikin para usando a hierarquia se selecionar a mão a ser aberta e o ibo, esse é o processo de Ifá. mas essa sequencia adicional de odùs são apenas para perguntas e seleções.

Assim toda a consulta é feita com apenas 1 odù. O babaláwo tem que interpretar esse odù ou melhor tem que junto com o consulente interpretar o odù e para isso existem os versos que transmitem as mensagens do odù, são varias mensagens em um mesmo odù os mitos/pataki e também os significados daquele odù.

Um odù carrega muita informação e existem, sim, odù adicionais que se usa para complementar o odù principal, entretanto, não existem novas caídas de opele para isso. Esses Odù complementares são obtidos como parte do grafismo do Odù principal, como por exemplo sua sombra ou o Odù formado pela combinação da perna de um com a de outro e por ai vai dependendo da escola do Babaláwo. Entretanto, isso é penas para entender as mensagens, tudo o que vai se fazer esta ligado ao odù que foi obtido na primeira consulta. Assim concluindo aqui, em uma consulta somente um Odù é interpretado. Através dessa interpretação teremos o problema da pessoa e também a indicação dos ẹ́bọ.


quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Oxaguiãn, no Som ou no silêncio!

Imagem Reprodução
 

Oguian, ou simplesmente Oxaguian, é um dos orixás mais emblemáticos do candomblé. Sobre ele também recai uma série de segredos rituais guardados pelos terreiros, embora muitas coisas já se tenham escrito. Acredita-se que Oxaguian liga-se à música e, como os orixás Xangô e Oxum, adora festas, razão pela qual ele recebe musicas especiais nas nações ijexá e fon, reinos africanos que emprestaram seus nomes a ritmos.

Como pesquisador de Umbanda e desenvolvedor da Umbanda Astrológica, acredito sim nessa complexidade em se cultuar o maior dos orixás, pois sua energia é tão suave, tão magnifica, magnânima e tão sutil que nem todo mundo tá preparado para se harmonizar com ela, tambem acredito que Oxalá influencie a musica, eu mesmo ao entrar em contato com essa Vibração vejo o ritmo cósmico fluindo através do som, da musicalidade e da criação artística. Mas, ao contrário dos outros orixás, mais musicais, como Oxóssi, Iemanjá ou Oxum, seu ritmo é mais suave, mais clássico e mais pacifico.

Oxum combinou os sons, formou as notas e inventou a música. De acordo com uma de suas histórias, ela teria dançado pela primeira vez na presença do rei e fez todo o mercado lhe acompanhar. É por este motivo que filhas de Oxun, a fim de agradar Oxaguian, enviam clarins para homenagear o orixá Criador, ato que vem se popularizando nos terreiros de candomblé de todo o Brasil.

Os mitos afro-brasileiros sobre este ancestral nos permitem perceber que Oguian liga-se a comida. A sua festa é o ponto culminante do chamado Ciclo das Águas, representado pelos inhames novos presenteados pela terra após um período de dificuldades. Oxoguian, assim, é o dono do pão. É ele quem garante o nosso sustento de cada dia representado pelas raízes.

O Grande Oxaguian em momentos de crise representa a estabilidade; em ocasiões de guerras, a estratégia; na tristeza é a alegria, no fim é o recomeço.Desta maneira, Oguian liga-se a vários ancestrais. De acordo com suas histórias, ele teria passado em Irê, a terra de Ogun e graças à sua inteligência idealizou armas forjadas pelo ferreiro dos orixás. A amizade entre o povo de Ejigbô foi tanta que Ogum, certa ocasião, se ofereceu para ir à frente de uma batalha lutar pelo povo de Oguian que na volta foi aclamado senhor.

Diz-se também que o orixá que adora inhames é amigo inseparável de Oyá, com quem anda sem pisar no chão, levado pelo vento que lhe conduz a todos os lugares.Por isso, filhos dessa orixá se sentem plenamente atraídas por estarem perto dos filhos deste orixá. Oxaguian põe um ponto final no fim e inaugura aquilo que é infinito, pois diante dele tudo é recomeço. Está explicado o porquê, após a sua festa, a liturgia afro-brasileira passa a celebrar os orixás considerados civilizadores como Exu, Ogun, Ode, Ossain e Obaluaiyê.

Oxaguian é o orixá do renascimento. Tudo que forma um ciclo se mantém graças a ele. Este é o motivo pelo qual no dia a ele consagrado se realiza uma pequena procissão. Ele representa a volta para a casa, a estabilidade dos grupos que até então vagavam sem destino. É por essa ligação com os cílios, transformação e com o tempo que ele também gosta de andar com seu filho Oxumaré, sendo certo dia tirou ele da companhia da mãe Nanã para levar para sua casa.

Com o orixá Xangô, coluna central do culto reorganizado no Brasil pelos iorubas e seus descendentes, Oguian se relaciona como outrora os reinos de Ejigbô e Ifon estavam ligados à Oyó, fato relembrado pelo pilão, instrumento de vital importância para a fixação dos grupos na terra. Se o pilão é o centro do mercado, a mão de pilão é o instrumento que repete o movimento que liga o céu à terra, garantindo a nossa permanência através da comida, do pão dado em forma de presente por Oxaguian. O pilão como o ferro ilustra uma nova etapa da história da humanidade. A partir dele, pode-se falar em comidas mais elaboradas, preparar a farinha e conservar melhor os alimentos.

Oxum é verdadeiramente o coração de Oguian. Ela dança também para ele. É Oxum quem vai a frente das mulheres da terra de Ijexá que inventaram um tipo de tambor apenas tocado por elas. Instrumento na sua origem feminino como as cabaças, cujo som remete ao mesmo produzido na vida uterina. Oxun teria ensinado estes sons para a humanidade, escutando a sua própria barriga. Mantém relações também com Ewá, ilustrada através de uma das passagens míticas mais emblemáticas. Ewá, aquela que tem o poder de transformar-se em qualquer coisa, lhe teria salvo da morte, garantindo assim a continuidade do ciclo da vida. Oxaguian como já falamos, relaciona-se também com os orixás caçadores e caçadoras. Daí a sua relação com Oxóssi, considerado líder e cabeça da grande caçada.

Oxaguian anda através de passos mais rápidos, determinados. A guerra,a prontidão, o alerta nunca lhe precedem, pois ele é a própria luta, relembrada num de seus títulos de pronúncia mais evitada: “Baba lorogun”, literalmente “pai da guerra”. O orixá que carrega todas as armas, ora caçador, ora rei, ora a guerra, mantém relações também com Iyá ori, conhecida como Iyemanjá, pois ela é responsável pelo equilíbrio. Iyemanjá é o principio ancestral do significado. Em outras palavras, o mundo só é inteligível, graças àquela que mantém as nossas cabeças.

Por fim, Oguian relaciona-se a Oxalá e todos os ancestrais que representam o começo da humanidade. Talvez tenha sido por isso que os africanos quando reorganizaram o seu culto no Brasil, lhe aproximaram tanto destes, a ponto de em alguns momentos ser confundido com eles.

Quando entramos em contato com os elementos, entramos em conexão com o mundo divino e seus respectivos senhores através de seu axé. Alguns se conectam a nós através da musica, outros através das águas, do Fogo, da Terra, dos metais, minerais, do vento ou simplesmente do silêncio. Sim do silêncio, isso mesmo, não é só com sons que atinge a faixa vibratória dos Senhores Ancestres e Espíritos elevados não! Na verdade, na harmonia, na quietude e no silêncio, as vezes atingimos mais fácil a faixa vibratório de Nosso Senhor!

Conta-nos as Escrituras que o Profeta ao esperar o Senhor na montanha, viu turbulências, entre essas o ventos fortes, redemoinhos e tempestades, mas, em nenhuma delas, o Senhor apareceu, no entanto em meio a uma suave brisa foi que Javé apareceu! Então mesmo estando acostumados a ver tanta cantoria, batuques e danças rítmicas, nos templos e terreiros, saibam que nem sempre sua entidade, seu protetor e seu Anjo Guardião se manifestará por meio dessas invocações.

E mesmo que tenhamos falo que Oxalá também rege a musicalidade, afinal se liga a criatividade no Zodíaco através do Eixo Leão/Aquário, devemos lembrarmos sempre que Oxalá também é pureza, paz e harmonia. Sendo assim ele também se revela no silêncio na quietude e mansidão.

É por isso que o verdadeiro mestre, mago ou Pai de Santo, não deve ter uma disciplina única como regra geral para seus adeptos. Ou seja, nem todo ritual que serve pra uma pessoa servirá pra outra. Por isso vemos pessoas desafiando os Ogans, dizendo "pode bater o atabaque com qualquer ritmo, nunca vou manifestar mediunidade". Pois é, não vai mesmo, caso não seja a musicalidade a chave que abre sua mediunidade.

Cada pessoa tem seu despertar com um elemento, com um ritmo, ou mesmo sem ritmo. As vezes no silêncio ou na solidão. Vejam que Busca despertou no jejum e na meditação, assim como Cristo que se encontrou consigo mesmo e com o Diabo no deserto. Mas, outros se despertam no amor e até mesmo no sexo, quando evolui-se na sua tântrica maneira de amar.

Então queridos irmãos, não use as regras, ensinamentos e comportamentos que você vê nos outros para seguir seu caminho. Antes busque o seu despertar. Seu "Eu Interior" e assim será mais fácil o abrir de seus dons e mediunidade.

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo, Pesquisador e Mago de Umbanda Astrológica


sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Magia Sagrada: O Axé Vegetal




O axé vegetal está presente em todo a ritualística da Umbanda são empregadas em defumações, banhos, chás, amacis, no ritual de bate folha e até mesmo durante as giras através da manipulação dos guias. Nossos queridos pretos velhos e caboclos quando nos indicam um banho de ervas por exemplo sempre tomam o cuidado de balancear as ervas entre quentes e frias ou mornas ou indicam um banho equilibrador após um banho de limpeza mais intensa. * Ervas quentes: São ervas que tem em sua estrutura energética energias e vibrações capazes de eliminar, limpar, dissolver, anular, cortar e, ou quebrar energias, vibrações, larvas astrais, que podem ser fruto de atuações espirituais ou não. 

A atuação dessas ervas é semelhante a de um ácido, que possui um alto poder de limpeza, porém leva tanto as energias e vibrações que nos são nocivas como os fluidos que nos são vitais. * Ervas mornas: Esse tipo de ervas tem a propriedade de equilibrar e restaurar nosso corpo energético quando da utilização de ervas quentes. Esse tipo de ervas pode ser utilizado diariamente sem restrições. * Ervas frias: Ervas frias são as ervas de uso específico, sem função ritualística, necessariamente, em geral sua função em muitos dos casos é medicinal. Essas ervas podem e devem ser utilizadas em banhos e defumações lembrando que para utilizar ervas nas defumações elas devem estar totalmente secas. Para banhos, tanto faz secas ou frescas, quando a água começar a borbulhar, na fervura, apagar o fogo, colocar as ervas e abafar. 

São ervas frias: macela (flor), algodoeiro, anis estrelado, jasmim, louro, noz moscada, losna, angélica, sândalo, erva de Santa Luzia, mil folhas, pichuri, imburana (semente), entre outras. Como ervas quentes podemos citar: erva de bicho, guiné, peregum roxo, arruda, aroeira, jurema preta, pinhão roxo, bambú, quebra demanda, espada de São Jorge, fumo, casca de alho, casca de cebola, entre outras. Como ervas mornas temos: sálvia, alfavaca, alfazema, cana do brejo, erva de Santa Maria, manjericão, verbena, alecrim, manjerona, hortelã, calêndula (flor), camomila (flor), cipó de caboclo, umbaúba, angico, entre outras.


23/3/2011

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

PARA COMBATER TENTAÇÕES MALIGNAS


Se você é uma pessoa boa, segue a risca todos os seus deveres, faz sempre suas orações, mas não está conseguindo se defender, pois você está sendo atormentado por alguma tentação maligna, é hora de agir mais agressivamente contra isso, antes que seja tarde demais.

Tenha sempre em casa um pouco de água benta e, sempre que for sair para rua, faça o sinal da cruz e jogue um pouco dessa água na porta da frente de sua casa. Quando voltar, faça o mesmo.

Aos domingos, ao se levantar, molhe um algodão com água benta, faça o sinal da cruz na testa com ele, depois atire-o por uma janela, do lado em que nasce o sol.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Encantamentos e magia

Um encantamento são as palavras pronunciadas durante um ritual, seja um hino ou uma oração invocando ou louvar uma divindade, ou em magia, ocultismo, bruxaria com a intenção de lançar uma magia ou um objeto ou uma pessoa. O termo deriva do latim incantare (tr.), que significa "canto (um feitiço mágico) em cima", a partir de "em, sobre" e cantare "cantar". Na literatura medieval, folclore, contos de fadas e ficção de fantasia moderna, encantamentos (a partir do encantamento francês antigo) são encantos ou feitiços. O termo foi emprestado para o Inglês desde por volta do ano 1300. O termo nativo correspondente Inglês sendo Galdor "música, escrever". O enfraquecido sentido "delícia" (compare com o mesmo desenvolvimento de charme) é moderno, primeiro atestado em 1593 (OED). 

Estrutura
 Encantamentos exibir várias das características da literatura oral, incluindo a repetição, uma forte dependência de linguagem performativa e composição estereotipada. Os primeiros encantamentos em Inglês são provavelmente os ingleses velhos encantos métricas. Escrito em anglo-saxão estes encantos são difíceis de diferenciar dos enigmas e outros poemas curtos do corpus da poesia Inglês Antigo. No entanto, eles dependem fortemente metáfora, um dispositivo relativamente rara de poesia anglo-saxão (exceto, é claro, sob a forma de kenning), e que pode ser universal para o gênero de encantamento. Além disso, esses encantos invocar o auxílio divino, especialmente sob a forma da Virgem Maria, anjos e Cristo. Um exame superficial de uma seleção cross-cultural de encantamentos revela algumas semelhanças.


• A maioria dos encantamentos são métrica em uma das várias formas poéticas da língua em que elas são escritas. Alguns usam um verso incomum. Encantamentos Prosa são bastante raras. • Quase todos os encantamentos invocar a ajuda de um ser divino ou semidivino, ou alguma outra entidade espiritual. • Informações de embalagem em encantamentos é extremamente apertado. Às vezes, as metáforas são difíceis de entender, ou porque são deliberadamente sem sentido, ou, mais provavelmente, porque o autor pretendia a metáfora para carregar o peso mais semântica do que o habitual. • Os encantamentos Muitos contêm palavras sem sentido. Estas palavras podem ser mantras ", palavras bárbaras" (em grego encantamentos, muitas vezes mal transliterado em hebraico), ou seqüências de vogais ou outros sons não-lingüísticos. • A maioria dos encantamentos parecem exigir algum tipo de ação física pelo narrador para que o ato performativo do encantamento (ou seja, o ato de magia) para funcionar. Essas ações podem ser descritas como parte do charme. Em alguns casos, é difícil dizer se a descrição das acções é também para ser incanted como parte do encanto. Quase nenhum estudo formal foi feito sobre as qualidades literárias de encantamento, a despeito da teoria abundante em áreas afins.

Algumas coleções de encantos • Os ingleses velhos Encantos Métrica • O Gadelica Carmina, uma coleção de poesia oral gaélica, encantos muito dele • O Atharva Veda, uma coleção de encantos, eo Rigveda, uma coleção de hinos ou encantamentos • Os textos rituais hititas No folclore e ficção Nos contos de fadas tradicionais ou de ficção de fantasia, um encantamento é um período mágico que está ligado, em uma base relativamente permanente, a um determinado pessoa, objeto ou local, e altera as suas qualidades, geralmente de uma forma positiva. O exemplo mais conhecido é provavelmente o feitiço que fada madrinha da Cinderela usa para transformar uma abóbora em carruagem. Um encantamento com características negativas são normalmente vez referida como uma maldição. Por outro lado, encantamentos também são usados ​​para descrever feitiços que não causem efeitos reais, mas enganar as pessoas. Feiticeiras são freqüentemente descrito como capaz de seduzir por essa magia. Outras formas incluem enganar as pessoas a acreditar que sofreram uma transformação mágica. Exemplos são "Abracadabra", como pode ser dito por um mago durante um truque, ou a magia impressionante nos livros de Harry Potter.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Os Sistemas de Magia




Candomblé e seus congêneres.

Tenho observado, ao passar dos anos, que muitas pessoas, interessadas em Ocultismo, nutrem um forte preconceito contra o Candomblé e assemelhados. Apesar disso, quando encontram-se “no aperto”, buscam, de imediato, “socorro” dentro das práticas mágicas candomblecistas. Socorridos, entretanto, e mais, sanado o problema que os afligia, “dão as costas” para a tal de “macumba”, coisa que não compreendem mas sabem que funciona, voltando aos seus cristais e florais.


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segunda-feira, 30 de maio de 2011

A importância do Axé na trajetória de um medium


As forças sutis da natureza na verdade são manifestações do Poder Volitivo do Orixá, que com seu “Axé” se tornou o Ser Estruturante do Universo (origem do espaço/ tempo), deu formação ao Cosmo e a vida como conhecemos no planeta. O Axé foi discutido intensamente neste blog, todavia, nunca o será à exaustão, pois é complexo seu conceito teórico, na maioria das vezes mal interpretado, e muito pior ainda a sua transmissão; óbvio que com estes escolhos muito difícil de se viver (práxis) de forma harmonizada, estabilizada e equilibrada, tudo decorrência do desconhecimento do fundamento prático do Axé.

Axé é manifestado na energia em suas várias expressões (matéria), portanto pode-se dizer que as forças da natureza são “Axé”. Essas forças vivas da natureza são conhecidas como: ar (eólico), fogo (ígneo), água (hídrico) e terra (telúrico). A existência do indivíduo (Ará, Emi, Bará), só será completa, bem sucedida propiciando o bom destino (onan rerê) por intermédio da conexão com o Orixá – o “Senhor da Cabeça”, “Senhor da Luz Espiritual” ou o “Deus da Criação- Meu Pai Criador” (Eleda mi), é assim que deve ser entendido. Axé e tudo o que dele decorre tal como Ori, Olori, Elemi, Eleda, Arquétipo do Orixá e comportamento do “filho de santo”, exemplifiquemos o ser humano (sujeito) e como atuam nele e com ele os elementos, as forças da natureza.

A espiritualidade por meio da busca magistica e filosófica, afirma-se na teoria que o corpo (Substância) só é vivo quando respira, tem vida, ou seja, o corpo (Ará) manifesta a alma, o sopro vital (Emi). Disto conclui-se que corpo e alma são princípios de realidades diferentes. Sim, a alma (Emi) se faz presente no mundo físico (aye), sendo sua origem, todavia, no orun (mundo sobrenatural).

Carlinhos Lima - Pesquisador

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Tipos de Banhos na Umbanda

BANHOS DE DESCARGA O mais conhecido, e, como o próprio nome diz, o Banho de Descarga (ou descarrego), serve para descarregar e limpar o corpo astral, eliminando a precipitação de fluídos negativos (inveja, ódio, olho grande, irritação, nervosismo, etc). Suprime os males físicos, externamente adquiridos de outrem ou de locais onde estiverem os médiuns. Este banho pode ser utilizado por qualquer adepto da Umbanda, desde que seguindo as recomendações das Entidades/Guias Espirituais, e recomendados pelo seu Pai ou Mãe- de-Santo, com as ervas colhidas nas horas e dias certos.
BANHOS DE RITUAL
É o banho de incorporantes (médiuns de incorporação). Esse banho tem a função de estimular os fluídos da mediunidade, ativando e revitalizando as funções psíquicas para uma excelente trabalho de ritualização dos Guias Espirituais e é também recomendado para ativar e afinizar as forças dos Orixás, Protetores de Cabeça e do Anjo-da-Guarda.

BANHOS DE INICIADOS Este tipo de banho deve ser utilizado nos centros e terreiros de Umbanda, por seus aparelhos, médiuns, iniciantes ou não dentro da Lei da Umbanda. Ele propicia o equilíbrio entre a aura do corpo mental e a aura do corpo astral. Equilibra, de maneira satisfatória, a incorporação das Entidades em seus aparelhos mediúnicos (filhos-de-santo).

É um banho para ser usado com muito critério e cautela, pois para cada tipo de Entidade Espiritual é destinada uma ou várias plantas, num conjunto ritualístico. Um exemplo de banho de iniciados é o BANHO DE AMACI

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