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quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

As figuras importantes do Tarô: Valete, Cavaleiro, Dama e Rei




No início da nossa peregrinação pelos 4 estágios


As 4 figuras dos 4 naipes (Rei, Dama, Cavaleiro e Valete) se referem as 4 letras do nome sagrado Jod-He-Vau-2º He. O Rei (Jod/Paus) pertence ao mundo da imanação e corresponde a 3ª e 4ª iniciação. A Dama (He/Copas) também pertence a 3ª e 4ª iniciação e designa o mundo da criação. O Cavaleiro (Vau/Espadas) é do mundo da formação e está ligado a 2ª iniciação. Por último o Valete (2º He/Ouros) é da primeira iniciação e pertence ao mundo da manifestação. 

 A iniciação de Ouros também é chamada de Iniciação nos Círculos, representativa pelo reino criado onde tudo é organizado segundo a hierarquia espiritual a qual o peregrino se submete inteiramente. O seu mundo interno está em conformidade com o seu trabalho externo. O objetivo do estágio é de estabelecer uma relação harmônica entre aspiração espiritual e vida terrestre para criar o Ouro hermético. A experiencia de Ouros é indispensável no caminho para a luz e a passagem só está garantida quando os desejos pessoais já não satisfazem. Estamos em vias de passar por uma crise pessoal interna, início da derrota do elemento pessoal. 

A satisfação interna e externa adquirida pela realização dos objetivos de Ouros engloba um perigo oculto em si. Falamos do velho problema filosófico de Platão em que ele afirma que os Deuses não têm experiência estética. No caso de um artista a experiência estética começa a falhar quando não mais procuramos a perfeição. A realização plena provoca estagnação e o peregrino demasiadamente satisfeito consigo próprio acaba por interromper o processo da iniciação. 

O princípio espiritual é dinâmico como tudo pois a vida tem 4 dimensões (por além do elemento espiritual ou 5ª essência) muitas vezes esquecidas pelas análises e estatísticas do nosso tempo. A saída do estágio de Ouros pode ser causada pela tomada de consciência do mundo ilusório em que vivemos e da relatividade de todas as manifestações. Com essa conscientização entramos no estágio de Espadas o naipe da psique pela via filosófica_negativa ou pela via mística_positiva. O estágio de espadas é o da psique ou do Mental e Astral vivido quando o desenvolvimento pleno de ambos for alcançado. O aspecto filosófico e negativo de espadas em que a razão domina os sentimentos corresponde ao plano Nasham ou Manas. 

Nesse plano o Mental ainda não alcançou o plano superior Haia ou Budi e o peregrino apenas está capacitado para uma análise inexorável da profundidade da existência mas ainda não consegue desenvolver uma síntese criadora. Apesar disso o peregrino de ouros já é um bom conhecedor da sua personalidade e com os seus centros psíquicos desenvolvidos é detentor de algum poder mágico sobre o mundo astral e o meio ambiente. O peregrino finalista de ouros animado pela sua vontade e dominador dos seus desejos e das suas emoções é capaz de criar novas formas e de transformar outras já existentes. Apesar dessa vitória ele sente no seu íntimo uma crescente insatisfação com aquilo que alcançou no estágio de ouros. Ele interroga-se sobre a utilidade do seu conhecimento e daquilo que realizou e começa a sentir a necessidade de algo diferente e superior. 

O peregrino apercebe-se da luz que permeia o mundo e deseja descobrir a sua natureza e origem ele quer encontrar Deus face a face para compreender através do reflexo divino o seu Eu interno. O Iniciado de Ouros com poder criador e capacidade de dar algo ao mundo entra numa fase de negação. Ele nada mais espera deste mundo pois acha que tudo que o mundo lhe poderia dar ele já possui e aínda não percebeu que dar é receber e que o segredo reside na continuidade. O mundo nos dá sempre algo em troca mais tarde ou mais cedo, pode ser algo diferente ou imprevisto mas o eterno retorno confirma-se sempre pela lei da causa e do efeito. 

O peregrino no auge do desenvolvimento da sua personalidade toma conhecimento do caráter ilusório do mundo e embora que ele se tenha familiarizado com a Forma, desconhece na totalidade a sua essência e origem (problema também na filosofia existencialista de M. Heidegger). Ele classifica as formas como ilusórias e enganadoras e acaba por rejeita-las o que leva a perca da fé e da esperança. O mundo do peregrino começa a desmoronar a sua volta, ele não compreende o sofrimento neste mundo injusto em que a pessoa honesta paga pelo pecador e em que ele próprio apesar do seu poder pessoal e conhecimento nada pode fazer para alterar o rumo. Nasce nele um sentimento de revolta contra o Criador que se manifeste por uma profunda crise espiritual que deve ser ultrapassada no estágio de espadas.


Nos degraus do caminho dourado dos arcanos menores do tarô - 7,8,9




O estudo da lâmina 7 de Ouros concluímos o septenário das experiencias internas e das realizações iniciáticas. As características que esses graus têm em comum é que todos foram alcançados pelo esforço próprio do discípulo. O 7 de Ouros sintetiza todo o esforço pessoal do peregrino. Os 7 primeiros graus correspondem as causas secundárias enquanto os graus 8, 9 e 10 de Ouros se relacionem com as três causas primordiais. No que diz respeito a correspondência de 7 de Ouros com os arcanos maiores podemos afirmar o seguinte: 

O 7º arcano maior (O carro) designa a vitória sobre o condicionamento planetário interno. O verdadeiro vencedor torna-se senhor do seu mundo psícoanímico e físico através do princípio individual. O arcano 16 (Diabo) simboliza o desmoronamento dos elementos pessoais inferiores pela atuação da vontade superior. A ligação de 7 de Ouros à sefira Netzah (Vitória) é evidente e dispensa qualquer comentário. Na alquimia o operador procura sintetizar todos os esforços volitivos e impregna-los à matéria alquímica. A ligação entre Rebis e operador já tinha sido estabelecido no grau anterior, mas ambos ainda continuem separados e a influencia que o Rebis absorve ainda vem de fora. Apenas quando essa absorção atingir o máximo, a parte final do processo alquímico se tornará possível. 

 O 8 de Ouros é representado por dois quadrados que possuem um centro comum e que girem em sentido contrário. São eles os elementos ativos do processo criador. No ser humano agem de dentro para fora como de fora para dentro. Esses elementos são conhecidos no Oriente pelo nome Tatwas e no Ocidente por Elementos Essenciais e Substanciais que representam tudo aquilo que existe. Os Tatwas pertencem a Força Universal Criadora, ou seja, a todos os aspectos daquilo que cria como também daquilo que está criado (assunto muito investigado na Filosofia Existencialista de Martin Heidegger/ relação sujeito-objecto). Segundo a tradição os Elohim e tudo criado por eles representam estes dois aspectos (essencial, criador - substancial, criado). 

O ser humano normalmente não tem consciencia das energia tátwicas externas, aquelas que que o criam, mas é consciente às forças internas por ele próprio criadas e projectas para o meio ambiente exterior segundo a sua vontade. No ser humano na generalidade apenas as tatwas inferiores (Prithivi, Apas, Vayu e Tejas) são manifestados. Simbolicamente cada tatwa ocupa um dos lados de dois quadrados que girem em sentido inverso e que têm como centro comum um quinto tatwa de nome Akasha. Akasha liga os 4 tatwas inferiores aos 2 tatwas superiores (Adi e Anupadaka) não manifeste no ser humano. Akasha transmite os seus dois aspectos de força através dos 4 tatwas inferiores ao ser humano. Agindo através do tatwa Prithivi, a influencia de Akasha rege o crescimento orgânico e natural de cada organismo desde do nascimento até a idade adulta e é responsável pela renovação das células de 7 em 7 anos! (Lembremo-nos do cíclo de ). Agindo através do tatwa Apas, Akashi rege o desenvolvimento do corpo etérico, através de Vayu o corpo astral e através de Teja o corpo mental ou capazidades intelectuais. No ser humano esses 4 tatwas estão ativos. Prithivi e Apas dão início à substância e Vayu e Tejas permancem em estado de força. 

 Os tatwas são os 7 aspectos da Força Universal Criadora ou 7 planos da Criação desde do mais sútil ao mais denso. A totalidade do trabalho dos 7 tatwas apenas se realiza no Macrocosmo. No Microcosmo humano somente os 4 tatwas inferiores estão activos. Tanto os tatwas como os planetas são as 7 causas secundárias. Esta relação pode ser compreendida de seguinte maneira. Os tatwas criam e os planetas dão a forma ao que está criado. A essência única de cada individualidade é criada por Akashi e o desenvolvimento formal é feito pelos planetas dominantes. Para um aumento de manifestação os 4 tatwas inferiores devem ser mais harmoniosos e cooperantes possível (ver mapa astral). Akasha apresenta-se pela espiritualização geral da personalidade e começa pelo corpo físico e etérico para passar pelas forças psíquicas, da intuição e expansão da consciência. Falamos de um trabalho interno do Espirito que não pode ser provocado ou manipulado. É de assinalar que como acontece aos planetas também os tatwas não contêm em si qualquer conotação negativa ou positiva. 

 A força tatwika expressa-se de forma negativa quando a personalidade está desalinhada ou perturbada. O efeito de transmissão entre os 2 tatwas superiores e os 4 inferiores pode até ter efeitos destruitivos quando os 4 tatwas inferiores não conseguem suportar as vibrações superiores. Trata-se de um fenómeno bem visível hoje em dia no crescente aumento da criminalidade a nossa volta e revela-se como perda total de controlo sobre os desejos e emoções, pela revolta contra todo o tipo de autoridade e formas aceites pela sociedade. Todavia essa revolta e vontade de mudança não engloba nada de construtivo ou projectual ao contrário daquilo que acontece no estágio de espadas. O ânimo é de negação . Nietsche Percebe-se então a importância da harmonização da personalidade antes de qualquer trabalho espiritual sério. Ao concluir o estágio de 8 de Ouros finalizamos o ensinamento esoterico sobre a individualidade ou Eu Verdadeiro. 

Sabemos que 8 de Ouros se relaciona com os 3 tipos de alma (Aleph, Guimel e Lamed). Ao juntar as 3 letras forma-se a palavra AGLA cujo valor numérico (1+3+30+1) é igual a 8 e que corresponde por analogia ao Arcano Maior Justiça. AGLA designa 3 caminhos distintos para chegar a Deus. O tipo Aleph concebe Deus através da filosofia e do conhecimento cientifico-metafísico (Isis). O tipo Guimel, inteiramente místico, procura a experiencia interna e supra-racional da presença divina. O tipo Lamed tem igualmente uma concepção transcendente de Deus mas procura alcança-lo através da intuição. Ele sente a presença divina em tudo que é natureza e reconhece todos os seres como sendo filhos do mesmo Pai. Poderíamos falar aqui de panteismo religioso. 

O segundo Aleph do nome divino é a unificação dos 3 tipos nos planos superiores, essa união é realizada no estágio de Paus. A diferenciação da alma em 3 categorias corresponde à triplicidade da Mônada nos planos Tatwicos superiores. Todas as almas não degeneradas pelo materialismo pertencem a uma dessas categorias ou correntes espirituais que flui através da individualidade. O peregrino necessita identificar seu tipo de alma como também esforçar-se para que haja condições para essa se manifestar de forma mais perfeita possível através da individualidade e da personalidade. Caso que o tipo Aleph não tenha purificado suficientemente a personalidade ele irá reflectir o tipo Aleph sob forma, por exemplo, de um dogmatismo estreito e pelo desapego à escolastica. O tipo Guimel, através de vivencias astrais ilusórios e o tipo Lamed por uma espécie de diluição inconsciente da individualidade no meio ambiente. 

 O 8 de Ouros relaciona-se igualmente com o ensinamento das 3 causas primordiais ou 3 princípios (na Astrologia) cujo símbolo é o triângulo EMESH (Aleph, Mem, Shin)...(1+40+300 =341 = 8). No hermetismo ético as causas primordiais manifestam-se de seguinte modo: A causa Aleph como carácter específico da individualidade que se expressa através da personalidade, o carácter específico de suas aspirações e o modo como o discípulo se cria a si mesmo de forma consciente. A causa Mem como força espiritual que, agindo de fora através de Akasha, e que pode transmutar o ser humano. A causa Shin (Marte/Louco) como força do próprio peregrino, fundamental para qualquer trabalho criador. No grau precedente (7 de Ouros) era preciso superar os aspectos negativos do carma interno. 

 A tarefa do estágio de 8 de Ouros é reger o carma externo, ou seja, apreender enfrentar positivamente todos os acontecimentos externos da vida. Nada acontece por acaso e tudo tem uma razão de ser (lei da causa e do efeito). Uma provação necessária quando for repelida volta novamente mais tarde. Lembro aqui o transito saturniano! Todas as situações por mais desfavoráveis que possam parecer devem ser construtivamente aproveitadas evitando assim o perigo da involução ou descida descontrolada ao materialismo. Por além dos nomes divinos AGLA e EMESH, o 8º arcano se liga também ao 3º nome divino Jod-He-Vau-He (1+5+6+5 =17 =8). Este terceiro nome em relação ao 8 de Ouros corresponde ao trabalho criativo dos 4 tatwas inferiores, realizando-se de cima para baixo e vice versa (4+4 =8). Outro Arcano Maior relacionado com 8 de Ouros é o 17º (Estrela) que é o arcano da Natureza. 

 A força deste arcano, a vida em constante renovação, não é mais nem menos do que a própria força tatwika. Os títulos dado ao Arcano - Divinatio Naturalis e Signum referem-se em primeiro lugar ao condicionamento astrológico ligado ao carma. Podemos falar aqui de um elemento de determinismo astrologico retificado pelo elemento do indeterminismo e que se expressa pela frase célebre: Os astros inclinam mas não determinam. 

 O 3º título, Intuito, confirma a capazidade de conhecimento supraintelectual, dado pela acção Akasha. Por último o título Spes, indica que diante do peregrino que já se purificou pela realização do 7º grau e que tomou consciência do trabalho dos tatwas já se abre a porta da Iniciação., ou seja, ao (re)nascimento espiritual para uma nova vida. O 8 de Ouros está ligado a sefira Hod (Paz). Em todos os naipes , o 8º grau refer-se sempre ao trabalho interno, algo que se faz em silêncio e que transforma o ser humano. Na Alquimia o 8 de Ouros é a fase mais espiritual de todo o processo. Trata-se da mistura Rebis dentro do Ovo e que já recebeu o máximo da influencia externa. 

 A partir deste momento o Alquimista polariza as suas forças mentais e volitivas (azoth dos sábios) atuando sobre a mistura para que nela possa nascer a Pedra Filosofal. Essa força espiritual por parte do Alquimista corresponde à ação do Akasha sobre os tatwas inferiores existentes no ser humano. Já o nove de ouros é o grande arcano da iniciação. O yesod de Hermes e a força lunar . 4+5 = 9 A autoridade (Imperador) da Alma- Qinta Essência (Papa) 3+6 = 9 O andrógino (Imperatriz) no seu meio ambiente (Amantes/2 caminhos) 2+7 = 9 A Ciência (Papisa) da Astrologia (Carroça) 1+8 = 9 O Início (Mago) da Harmonia (Justiça)

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