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sábado, 1 de outubro de 2011

Sistemas de Casas na Astrologia

Como referimos anteriormente, as casas astrológicas mostram-nos que certas esferas ou aspectos da vida têm mais peso que outras no horóscopo. Cada casa astrológica representa uma dada esfera. A atribuição das casas num horóscopo varia de pessoa para pessoa, já que é calculada de acordo com a hora de nascimento exacta e a posição geográfica do local de nascimento.
O horóscopo é dividido em dois eixos, em direcção aos hemisférios oriental e ocidental, bem como em direcção aos hemisférios de dia e noite. Os quatro pontos de intercepção destes dois eixos com a eclíptica determinam a divisão das casas do horóscopo. Esta é normalmente baseada numa divisão posterior de cada quadrante em três. Existem vários modelos matemáticos de acordo com os quais as casas são calculadas. Consequentemente existe uma lista bastante longa de diferentes sistemas de casas (Placidus, Regiomontanus, Igual, Vehlow, etc.). A maior parte destes diferem no método de cálculo usado para dividir os quadrantes.
A transição de uma casa para outra não é tão clara como a de um signo para outro. Os planetas que ocupam uma posição perto do fim de uma casa são geralmente interpretados como pertencentes à casa seguinte.

O horizonte

Ascendente e Descendente
O indivíduo e o seu complementar

Este eixo, que divide o horóscopo em um lado ‘superior’(lado-dia) e um ‘inferior’(lado-noite), representa o horizonte local aquando da hora de nascimento. Esse ponto em que o horizonte oriental intercepta a eclíptica é chamado o ascendente. É o princípio ou cúspide da primeira casa. Em oposição a ele, na cúspide da sétima casa, encontramos o descendente. Discutiremos a interpretação das casas nas páginas seguintes. Os planetas que se encontram perto do ascendente no momento do nascimento estão a nascer ou acabaram de nascer, enquanto que os planetas perto do descendente se estão a pôr.  


O meridiano - A Divisão Vertical

Imum Coeli ou Meio do Céu e Medium Coeli ou Fundo do Céu
Origens e Orientação

O Segundo eixo mais importante na divisão de casas é o meridiano. Este divide o horóscopo em oriental (no lado esquerdo do mapa) e o ocidental (no lado direito do mapa). O ponto superior de intercepção deste eixo com a eclíptica é chamado de Imum Coeli (MC) ou meio do céu, o ponto inferior (situado abaixo do horizonte) é chamado de Medium Coeli ou Fundo do Céu (FC). Os planetas próximo do MC ocupam a posição mais alta possível nos céus na hora do nascimento, enquanto que os planetas perto do FC estão, por assim dizer, debaixo dos nossos pés no outro lado da terra.

Compreendendo a astrologia: As Casas Astrológicas

 

1ª Casa (Ascendente) – A personalidade individual 

Juntamente com o sol e a lua, o ascendente é um dos factores mais importantes num horóscopo. O signo no princípio da primeira casa diz-nos imenso acerca da personalidade de uma pessoa, do seu temperamento e da sua constituição. Tipifica a nossa reacção instintiva e mostra como nos apresentamos ao mundo. O planeta que rege o signo ascendente é de particular importância para a interpretação.

2ª Casa – Valores e Haveres

A segunda casa e os seus ocupantes falam-nos acerca das condições materiais, da necessidade de comprar e da forma como lidamos com os haveres e as coisas materiais. Isto inclui a relação com o nosso próprio corpo.

3ª Casa - Comunicação

A terceira casa e todos os planetas que a ocupam falam-nos da forma como nós comunicamos na vida diária e das relações que determinam o nosso quotidiano.

4ª Casa – Raízes e Origens

Esta casa descreve a nossa origem, a casa de família e as circunstâncias que influenciam a infância e a juventude. Descreve como nos relacionamos com a "família", a nossa atitude para com "o lar". A figura do pai e a relação com o pai real também é aqui que se encontra.

5ª Casa – Prazer e Criatividade

Esta é a casa da sexualidade e erotismo, mas também da vontade de brincar e todos os tipos de expressão criativa. Esta casa também descreve como nos relacionamos com as crianças, com o prazer e o divertimento.

6ª Casa – Trabalho e Rotina

A sexta casa descreve as circunstâncias que nos rodeiam na nossa vida diária, incluindo o ambiente de trabalho e a rotina. Isto inclui o nosso comportamento para com os subordinados. A higiene e o cuidado com o corpo também aqui se encontram, assim como a tendência para contrair doenças.

7ª Casa - Relações

O signo descendente e os planetas que ocupam a sétima casa dizem-nos como seleccionamos os nossos parceiros e descreve as associações e relações que nós procuramos. Muitas vezes somos involuntariamente atraídos para pessoas cujos horóscopos têm uma grande ênfase no signo que está na nossa sétima casa.

8ª Casa – Perda e Propriedade Comum

A oitava casa mostra como nos relacionamos com os bens comuns e como lidamos com as perdas materiais. Os impostos que pagamos todos os anos são um bom exemplo disto e mostra como estas áreas estão estreitamente ligadas. A astrologia tradicional defende que esta casa tem uma afinidade com a morte e todas as coisas metafísicas. A morte seria então a perda material última. De entre outras coisas, o estudo da metafísica pode ser uma forma bastante diferente de lidar com esta perda, que inevitavelmente nos espera a todos.

9ª Casa – Filosofia e Países distantes

A nona casa descreve a nossa aprendizagem espiritual, a filosofia de vida e a nossa visão do mundo. Isto é de facto, frequentemente influenciado pelas viagens a países estrangeiros. As atitudes tidas e formadas nesta casa podem influenciar em muito os temas da décima casa. (ver abaixo)

10ª Casa (MC) – Ocupação e Chamamento

Esta casa é de particular importância, já que afecta não só a nossa escolha profissional e o nosso chamamento – é também muito importante para o nosso desenvolvimento em geral, aquilo em que nos tornamos. Isto prolonga-se pela nossa vida fora. De acordo com a tradição, bem como com experiências mais recentes, esta casa descreve a imagem da mãe e a relação com a mãe real.

11ª Casa – Amigos e Conhecidos

A décima primeira casa mostra como nos relacionamos com os amigos, benfeitores e professores – as pessoas que nos querem bem ou com quem podemos aprender. Também nos mostra a nós nesse papel. Esta casa mostra como nos relacionamos com a sociedade em que vivemos.

12ª Casa – Para além do pessoal

Esta casa representa aquelas esferas da vida onde o indivíduo já não representa um papel, onde nós recuamos para um enorme buraco ou nos deixamos cair nele. A astrologia tradicional vê os hospitais, prisões e instituições psiquiátricas nesta casa. Está também associada a mosteiros e outros retiros.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Saturno em trânsito sobre o eixo das casas 1-7

CASA 1 – É uma Casa relacionada à ação, início, força criadora, ego, impulso, personalidade e a forma como a pessoa inicia suas ações. Saturno, transitando por esta Casa, vai tornar o nativo mais responsável e consciente de suas ações. Principais Efeitos: CASA 7 – Simboliza casamento, sociedades e como a pessoa percebe os outros. Estando Saturno transitando por esta Casa, vai conscientizá-lo sobre como se comportar em seus relacionamentos.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A importancia das casas no mapa natal

Uma pessoa que nasceu de manhã possui o Sol em uma das seis últimas Casas, enquanto a pessoa que nasceu a tarde possui o Sol em uma das seis primeiras Casas do Mapa.




E por fim, também podemos separar as seguinte forma; as Casas 1, 2, 3 e 4  (respectivamente a Casa de Áries,  Touro, Gêmeos e Câncer) são as Casas da CRIAÇÃO; as Casas 5, 6, 7 e 8 (respectivamente a Casa de Leão, Virgem, Libra e Escorpião) são as Casas da DESTRUIÇÃO, e, as Casas 9, 10, 11 e 12 (respectivamente, as Casas de Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes) são as Casas da REDENÇÃO.



Enfim, deu para pereceber como os elementos da Astrologia são simples. Com a prática saberemos de “cor e saltiado”, cada um destes. Por outro lado, devem ter percebido que todos os signos são colocados num Mapa, de maneira que nos confere um aprendizado importante, que não devemos fazer “juízo de valor”, ou seja, jamais devemos julgar qualquer um pelo signo solar, tendo em vista que nos comportamos da mesma forma, na área da vida (Casa astrólogica) em que temos este signo.
Outra coisa que devem saber, às vezes, dependendo do Mapa, bem como, dos planetas envolvidos, dos signos – e suas características – que estão nas cúspides (inícios das Casas), não manifestam as características daquele signo em questão.
Bem, agora segue as múltiplas correspondências dos signos astrólogos.

As Domificações na Astrologia - a divisão das casas

A história da DOMIFICAÇÃO começou no ano 140 AC., no Egito, onde surgiu o primeiro sistema eclíptico de divisão, denominado SIGNO CASA. Alguns afirmam que seu autor é o filósofo e astrólogo PETOSIRIS, outros dizem que este foi apenas um dos primeiros a definir e utilizar o Ascendente como um fator astrológico importante.

DOMIFICAR é dividir em casas. A Astrologia de domificação ou horoscópica (do grego "horoskopos" que significa marca da hora) tem pouco mais de 2 milênios e surgiu na Grécia, onde passou a enfocar os destinos individuais, personalizando a visão do Céu. A DOMIFICAÇÃO é importante, porque dá origem às casas, que constituem o fator mais particular ao nascimento e determinam áreas de experiência. São elas que emolduram o Céu, num certo momento, para um local especifico e possibilita a verificação da relação do homem com seu meio. São nelas onde os planetas, coloridos pelos signos, expressam seus significados. A todo momento as casas estão sendo alteradas, porque estão relacionadas com o movimento de rotação da Terra. 

O sistema original consistia em tomar o signo ascendente como referência e fazê-lo corresponder à primeira casa, o signo seguinte à segunda casa e assim sucessivamente para as demais casas. Não havia ainda a indicação de um grau específico para o começo da casa. Este sistema foi desenvolvido posteriormente com a colocação do grau Ascendente do Signo como cúspide da primeira casa, e a cada 30º deste ponto, o início das casas seguintes. Esta modificação recebeu a designação de CASAS IGUAIS e foi divulgada por Ptolomeu no TETRABIBLOS, sem mencionar entretanto a autoria. Embora tenham surgido outros sistemas, a utilização das CASAS IGUAIS permaneceu até a Idade Média, foi retomada no nosso século principalmente na Inglaterra, e até hoje é aplicada. Através dos séculos, muitos outros sistemas foram desenvolvidos, e classificados em ECLÍPTICOS, que tem como base da divisão o caminho aparente do Sol, (Porphyrius, Graduação Natural além do Signo Casa e Casas Iguais); TEMPORAIS, que enfocam o tempo sideral que um dado grau leva para percorrer o semi arco diurno do Ascendente ao Meio do Céu e o semi arco noturno do Ascendente ao Fundo do Céu (Alcabitius, Placidus, Koch, Topocêntrico); e ESPACIAIS, que dividem estes dois semi-arcos em relação ao espaço (Campanus, Regiomontanus, Morinus, Rotação Axial, Zenital, Ponto Leste). Seus autores foram estudiosos ou matemáticos que almejavam suprir falhas encontradas em sistema anteriores.

Parte do problema é projetar uma figura tri-dimensional em uma superfície bi-dimensional. Em nosso século, alguns tentaram criar a figura tri-demiensional, como o inglês Norman Blundson e o francês Dom Néroman, mas nenhuma destas tentativas obteve popularidade. Recordemos que o cálculo das posições das casas é o resultado da interseção da divisão da esfera celeste com o plano da eclíptica, a partir local do nascimento. A grande dificuldade foi localizar o Zodíaco nas cúspides das casas, porque a ascensão de um signo no horizonte ocorre paralela ao equador celeste e devido à obliqüidade da eclíptica, alguns signos ascendem muito mais rápido que outros, por isso chamados de "curta ascensão". Para as latitudes entre os Trópicos de Câncer e de Capricórnio (23º 27' a Norte ou a Sul) esta questão não é um problema tão grave, mas a medida que a latitude vai crescendo, afastando-se portanto da elíptica, as deformações aumentam nos sistemas de quadrantes e as casas tornam-se muito desiguais. Até mesmo na faixa entre os trópicos, embora com uma desigualdade menor, surge muitas vezes a questão da interceptação, quando duas cúspides situam-se em um mesmo signo e no seu oposto, enquanto em outro eixo, dois signos não recebem nenhuma cúspide. Interessante aqui é que em alguns casos, se optarmos por outro sistema, a interceptação pode desaparecer, ou mudar o eixo de signos interceptados. Isto nos leva a uma pergunta: 'Como considerar na interpretação os signos interceptados?'

Dentre os vários sistemas (os de maior aceitação como Placidus, Koch, Topocêntrico, Campanus e Regiomontanus), consideram a correspondência do Ascendente e do Meio do Céu como as cúspides das casas I e X (por este motivo eles são denominados sistemas de quadrantes, respeitam os semi arcos diurno e noturno, entretanto a base utilizada para a subdivisão varia. Mas a questão de relacionar um corpo celeste com a Terra ainda não foi resolvida. Embora alguns sistemas tenham uma pretensão maior que outros, não há acordo com relação ao método mais correto. Uns defendem Campanus, como o matematicamente melhor, outros Placidus como o mais tradicional e difundido, outros o Koch e outros ainda o Topocêntrico. Parte do problema é projetar uma figura tri-dimensional em uma superfície bi-dimensional. Em nosso século, alguns tentaram criar a figura tri-demiensional, como o inglês Norman Blundson e o francês Dom Néroman, mas nenhuma destas tentativas obteve popularidade.

No Círculo Ártico, (Latitude 66º 33' Norte) a metade dos signos não ascende, pois em 0º de Capricórnio, o Ascendente passa bruscamente para 0º do signo de Câncer. Próximo da latitude 80º, o movimento é mais curioso ainda, apenas quatro signos chegam a ascender. Problemas similares ocorrem com o Meio do Céu. Lembramos, que nas latitudes altas, também os planetas podem permanecer circumpolares, sem ascender ou culminar, mantendo-se acima ou abaixo do horizonte durante longos períodos do ano. Os dias e as noites polares e o Sol da meia noite são bastante conhecidos.

A DOMIFICAÇÃO provoca um outro problema. A da interpretação de planetas nas casas, porque a mudança de sistema pode alterar a casa em que o planeta se localiza. Como lidar com esta condição, se a posição do planeta na casa é importante? Este é um dos motivos para a nossa defesa da interpretação de um planeta, situado 5º antes da cúspide de uma casa, ser estudado não só na casa em que ele realmente se encontra, como também na casa seguinte, com cuja cúspide está em conjunção. A partir dos Círculos Polares entretanto, a situação agrava-se tornando-se problemática inclusive a ascensão e a culminação, porque signos inteiros tornam-se circumpolares, ou seja, não ascendem e não culminam, levando a um movimento esquisito do Ascendente.

As diferenças entre os sistemas dificultam a utilização da DOMIFICAÇÃO em latitudes altas e impossibilitam a aplicação de sistemas de quadrantes, nesses casos somente os sistemas Eclípticos (Signo Casa e Casas Iguais ) podem ser aplicados, porque não sofrem deformações. Também podemos fazer uso aqui da Cosmobiologia do alemão Reinhold Ebertin, ou da técnica da Escola de Hamburgo, ambas não utilizam casas em seus "dails".

Uma questão importante em relação aos sistemas de casas é o fato de que determinadas técnicas foram criadas com um sistema especifico, e neste caso para utilizar a técnica é preciso respeitar o sistema indicado. Esta é a questão dos evolutivos: o Fatum utiliza o Regiomontanus, a Proluna o Placidus e o Ponto Idade o Koch. Para a área médica, é quase uma unanimidade a utilização do sistema Koch, indicado para este assunto por Robert Jansky em seu livro "Introdução à Astrologia Médica Holística". O grande mestre inglês Charles Carter, indica a conveniência da utilização simultânea de dois sistemas: o de Casas Iguais e um dos sistemas de quadrantes. Emma Belle Donath no seu livro "Houses : Which and When" afirma que um único sistema não responde a todas as necessidades e sugere que cada um deles seja usado para o exame de circunstâncias particulares e apresenta suas sugestões.

Casas Iguais - Herança dos membros da família, traços genéticos, relações próximas. Campanus - Condições mundiais imediatas e como elas afetam a sociedade. Placidus - Objetivos de vida, compreensão psicológica, respostas a questões horárias e eletivas e tempos de eventos. Koch - Objetivos passados, presentes e futuros, reações esperadas para eventos e condições. Topocêntrico - Eventos mundiais, dispositivos de tempo.

A questão da DOMIFICAÇÃO não tem solução fácil. Normalmente utilizamos apenas um dos sistemas, mas sempre resta a dúvida de se o escolhido é o melhor. Porque este e não outro? Quais as justificativas para esta escolha? Elas são astrológicas, astronômicas ou foi a confiança em quem defende o sistema que ocasionou a nossa escolha? Gustave L. Brahy fez estas perguntas em 1938, no "Les Problémes des Maisons Astrologíques", mas elas continuam atuais. Considerando a importância da DOMIFICAÇÃO, é fundamental conhecer e entender as diferenças entre os vários sistemas, observá-los e estudá-los na prática. A movimentação de trânsitos dos luminares e planetas rápidos através das cúspides é um método simples para testar os sistemas mais difundidos.

Fonte de pesquisa: Celisa Beranger é astróloga.
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