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sábado, 23 de julho de 2022

Nascimento de 'lua alienígena' a 370 anos-luz da Terra é captado em FOTO incrível





A imagem obtida pelo observatório ALMA, situado no deserto chileno de Atacama, mostra um planeta rodeado por uma estrutura similar àquela a partir da qual as luas de Júpiter se formaram.

Os cientistas flagraram a formação de uma lua naquele que se acredita ser o momento primordial desse corpo celeste.
A imagem captada pelo observatório ALMA mostra um disco vermelho rodeando o planeta, a uma distância de uns 370 anos-luz da Terra.
Esse círculo de poeira e gás, conhecido como disco circundante [é uma acumulação de partículas a partir da qual uma lua é formada], tem estrutura idêntica àquele que deu origem às luas de Júpiter.
A imagem do espaço surgiu quando cientistas utilizaram um conjunto de radiotelescópios para observar o planeta PDS 70 c, um gigante gasoso ainda em formação que está orbitando a estrela PDS 70.

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​Detectamos a formação de luas fora no nosso Sistema Solar, a 370 anos-luz da Terra! Os astrônomos combinaram diversas imagens do Observatório Europeu do Sul.
"É muito provável que haja ali luas com dimensões de um planeta se formando em volta [deste círculo de gás e poeira]", disse Andrea Isella, responsável pela investigação da Universidade Rice (EUA), em um comunicado.

Círculo de poeira e gás está na origem de formação dos planetas

"Os planetas se formam a partir de discos de gás e poeira em torno de estrelas recém-formadas e, se o planeta for suficientemente grande, ele poderá criar seu próprio disco assim que acumule material na sua órbita à volta da estrela", explicou Isella.
"Júpiter e as suas luas são como um pequeno sistema planetário dentro do nosso Sistema Solar, e se acredita que as luas do gigante gasoso se formaram a partir deste disco circundante nos primórdios de Júpiter".
A PDS 70 é uma estrela anã com três quartos da massa do nosso Sol, que foi identificada pela primeira vez através de imagens por infravermelhos. Ambos os planetas têm entre 5 a 10 vezes o tamanho de Júpiter.
O astrônomo Bruce Macintosh, da Universidade Stanford (EUA), disse que "é perfeitamente plausível que os planetas tenham discos gigantes que formem luas em torno deles", escreve jornal Mirror.
Esta descoberta tem sido aclamada como um marco importante na astronomia, sendo que é sabido que os discos circundantes duram apenas 10 milhões de anos, depois desfazem-se, o que significa que há mais de 4 bilhões de anos um destes discos teria existido no nosso Sistema Solar.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Astrônomos medem pela 1ª vez rotação de planetas em sistema estelar a 129 anos-luz (VÍDEO)

 


Astrônomos conseguiram fazer as primeiras medições de rotação de planetas que fazem parte do sistema estelar HR 8799.

O sistema HR 8799 que foi descoberto pelos observatórios W.M. Keck e Gemini, ambos localizados no Havaí, encontra-se a 129 anos-luz da Terra e é composto por quatro planetas chamados super-Júpiteres, todos eles mais massivos que Júpiter.

Contudo, os períodos de rotação, ou taxas de rotação, dos planetas do sistema HR 8799 nunca tinham sido medidos. Na verdade, a taxa de rotação (que se traduz na duração de um dia no planeta) foi medida em pouquíssimos exoplanetas.

O avanço nesta área foi possível graças a uma colaboração cientifica liderada por pesquisadores e engenheiros do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e do Observatório Keck, que desenvolveram um instrumento denominado de Keck Planet Imager and Characterizer (KPIC, na sigla em inglês), aponta página da universidade.

​Astrônomos mediram pela primeira vez a velocidade com que estão girando exoplanetas do sistema HR 8799. O resultado marca a primeira aplicação cientifica de nosso novo instrumento KPIC.

O aparelho pode monitorar com resolução espectral extremamente alta exoplanetas que foram anteriormente fotografados.

"Com o KPIC conseguimos obter as observações de mais alta resolução espectral alguma vez realizadas dos exoplanetas do sistema HR 8799", disse Jason Wang do Departamento de Astronomia do Caltech.

"Isso nos permite estudá-los com granularidade mais fina que nunca antes e desbloquear e obter a chave para ter uma compreensão mais profunda não apenas de como estes quatro planetas se formaram, mas como os gigantes gasosos em geral se desenvolvem em todo o Universo", ressaltou.

O estudo, publicado na revista The Astronomical Journal, determinou que as velocidades de rotação mínimas de dois planetas, HR 8799 d e HR 8799 e, são de 10,1 km/s e 15 km/s, respectivamente. Isso se traduz em uma duração do dia que pode oscilar entre três horas e 24 horas, tal como na Terra, dependendo das inclinações dos planetas, que por enquanto são indeterminadas. Para ter uma ideia, Júpiter tem uma velocidade de rotação de cerca de 12,7 km/s e um dia no gigante gasoso dura quase dez horas.

A equipe foi capaz de determinar a velocidade de rotação do terceiro planeta, HR 8799 c, com um limite máximo inferior a 14 km/s. O mesmo não foi possível determinar conclusivamente para o quarto planeta, HR 8799 b.

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segunda-feira, 5 de julho de 2021

'Nuvem solitária' maior que Via Láctea é descoberta a 300 milhões anos-luz da Terra (FOTO)

 


Equipe de pesquisadores da Universidade do Alabama em Huntsville (UAH, na sigla em inglês) descobriu uma gigantesca nuvem de gás em uma "terra de ninguém".

A chamada nuvem órfã ou solitária é formada por gás quente que atinge temperaturas entre 9.700 e 10.000 ºC, e tem uma massa total de 10 bilhões de vezes a massa do Sol, maior que algumas galáxias.

A formação se localiza no aglomerado de galáxias Abell 1367, na constelação de Leão, a cerca de 300 milhões anos-luz da Terra, informou nesta quarta-feira (30) o site da universidade.

"Esta é uma descoberta empolgante e também surpreendente. Ela demonstra que há sempre surpresas novas na astronomia – a mais antiga das ciências naturais", disse Ming Sun, professor associado de física e um dos autores do estudo, publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

O cientista detalhou que a nuvem foi encontrada por acaso após uma análise de dados do XMM-Newton, observatório espacial de raios X da Agência Espacial Europeia (ESA). Ele acrescentou ainda que, embora tenha sido descoberta em um aglomerado de milhares de galáxias que estão unidas por um tênue gás quente, a nuvem não está associada a nenhuma delas e se encontra em uma "terra de ninguém".

Nuvem órfã é a parte azul exibida nesta imagem em forma de guarda-chuva, que é codificada por cores para mostrar a parte de raios X da nuvem em azul, o gás quente a vermelho e a região visível a branco.
Nuvem órfã é a parte azul exibida nesta imagem em forma de guarda-chuva, que é codificada por cores para mostrar a parte de raios X da nuvem em azul, o gás quente a vermelho e a região visível a branco.
De acordo com o pesquisador, provavelmente a nuvem teve origem em um galáxia desconhecida do referido aglomerado.

Eles sugerem que o gás da nuvem é eliminado pela pressão do gás quente do aglomerado, quando a galáxia hospedeira está flutuando no gás quente com uma velocidade entre 1.000 e 2.000 quilômetros por segundo.

Este nível de pressão pode arrancar o meio interestelar de uma galáxia e, neste caso, os cientistas descobriram que a temperatura da nuvem é consistente com o fato de ela ter originado em uma galáxia.

Estima-se que a enorme nuvem de gás tenha sobrevivido por centenas de milhões de anos depois de ter sido separada de sua galáxia hospedeira. Pesquisadores acreditam que seu campo magnético pode atuar a fim de mantê-la unida, suprimindo as forças instáveis que, de outro modo fariam com que se dissipasse.

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quinta-feira, 1 de julho de 2021

Astrônomos estudam galáxias distantes usando lente gravitacional a 3,3 bilhões de anos-luz

 


Astrônomos descobriram que o campo gravitacional de um aglomerado de galáxias, localizado à distância de 3,3 bilhões de anos-luz, pode servir como lente de aumento para observar áreas ainda mais distantes.

Usando o aglomerado de galáxias como uma lente gigante de aumento, os cientistas conseguiram estudar a galáxia CSWA128, que está localizada ainda mais distante, a 10,7 bilhões de anos-luz da Terra, segundo o estudo publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society: Letters.

O aglomerado de galáxias é tão grande que sua gravidade distorce a luz como se fosse uma lupa. O chamado efeito de lente gravitacional faz a galáxia CSWA128 que está por trás dela parecer dez vezes maior do que pareceria se fosse observada de outra forma.

O novo método de observação permitiu obter um nível de detalhe muito maior do que era possível antes.

"Também descobrimos que a CSWA128 contém o dobro de áreas de formação de estrelas em relação ao que era anteriormente relatado", acrescentou a a coautora Tiantian Yuan.

No entanto, "este fenômeno de ampliação da natureza tem um custo. As imagens ampliadas são esticadas e distorcidas", disse a cientista.

Para evitar isso, os cientistas desenvolveram um método de reconstrução de imagem baseado em pixels que pode determinar a verdadeira forma de uma galáxia a partir da imagem esticada e distorcida produzida pelas lentes gravitacionais.

Um algoritmo reconstrói a distribuição de brilho da superfície da galáxia original em uma grade de pixels, com resolução sensível o suficiente para regiões tão pequenas quanto 100 parsecs ou menores.


quarta-feira, 23 de junho de 2021

FOTO de telescópio da NASA mostra fase final de fusão de galáxias a 274 milhões de anos-luz

 


Usando telescópio espacial Hubble da NASA e ESA, astrônomos conseguiram capturar uma imagem impressionante do sistema de duas galáxias em interação denominado IC 1623.

Esta formação está localizada a cerca de 274 milhões de anos-luz na constelação de Cetus (Baleia), relata portal Sci-News. 

O par de galáxias, também conhecido pelo nome Arp 236, foi descoberto em 19 novembro de 1897 pelo astrônomo dos EUA Lewis Swift.

"Hubble capturou o IC 1623 em 2008 usando dois filtros em comprimentos de onda ópticos e infravermelhos da Câmera Avançada para Pesquisas (ACS, na sigla em inglês)", informam astrônomos.

Imagem captada pelo telescópio Hubble mostra sistema interativo de duas galácticas IC 1623
Imagem captada pelo telescópio Hubble mostra sistema interativo de duas galácticas IC 1623

Uma das galáxias no sistema IC 1623 tem uma quantidade substancial de gás quente e denso. Esse gás também é encontrado na região de sobreposição que conecta os dois núcleos de galáxias.

O par está se aproximando da fase final de sua fusão, quando um violento fluxo central de gás desencadeará uma intensa atividade de formação estelar que poderia impulsionar a luminosidade infravermelha acima do limiar ultraluminoso.

Futuras observações das galáxias com o Telescópio Espacial James Webb vão lançar mais luz sobre os processos que alimentam a formação de estrelas em ambientes como o de IC 1623.

terça-feira, 8 de junho de 2021

Cientistas revelam detalhes de explosão de raios gama que ocorreu a 1 bilhão de anos-luz (VÍDEO)

 



Um observatório especializado na Namíbia registrou a radiação mais energética e o mais longo pós-brilho de raios gama de uma erupção de raios gama (GRB, na sigla em inglês) até a data.

As GRB são explosões extremamente energéticas que podem ser observadas em galáxias distantes. Elas são os fenômenos mais luminosos que se conhecem no Universo, escreve portal SciTechDaily.

Essas erupções estelares colossais são consideradas o ponto de partida de nascimento de buracos negros.

"Explosões de raios gama são clarões brilhantes de raios X e raios gama observados no céu e emitidos por fontes extragalácticas distantes", explica Sylvia Zhu, cientista do centro de pesquisas DESY da Alemanha e coautora do estudo.

"Elas são as maiores explosões no Universo e estão associadas com o colapso de uma estrela maciça em rápida rotação [se transformando] em um buraco negro. Uma fração da energia gravitacional liberada alimenta a produção de uma onda de explosão ultrarelativística. Sua emissão é dividida em duas fases distintas: uma fase inicial caótica e rápida, com duração de dezenas de segundos, seguida por outra fase de pós-brilho de longa duração, que desvanece lentamente", disse a cientista.

Em 29 de agosto de 2019, os satélites Fermi e Swift detectaram uma explosão de raios gama na constelação de Eridanus. Este evento, que foi catalogado como GRB 190829A, acabou sendo uma das erupções de raios gama mais próximas vistas até agora, com uma distância de cerca de um bilhão de anos-luz. Para se ter uma ideia, as típicas explosões de raios gama acontecem a cerca de 20 bilhões de anos-luz de nós.

"Estávamos na verdade sentados na primeira fila quando essa explosão de raios gama aconteceu", afirmou Andrew Taylor, coautor do estudo do centro DESY.

A equipe de cientistas conseguiu observar a fase de pós-brilho durante três dias após a explosão inicial.

A distância relativamente curta desta explosão de raios de gama permitiu realizar medições detalhadas do espectro de pós-brilho, que é a distribuição de "cores" ou energias de fótons da radiação, na faixa de energia muito alta.

"Foi possível determinar o espectro de GRB 190829A de até 3,3 teraelétrons-volt de energia, isso é cerca de um trilhão de vezes mais energético que os fótons da luz visível", detalhou a coautora do estudo Edna Ruiz-Velasco do Instituto Max Planck de Física Nuclear, em Heidelberg.


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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Quatro novos exoplanetas são descobertos a 200 anos-luz da Terra por estudantes do ensino médio

 


Dois estudantes norte-americanos do ensino médio foram coautores de um estudo publicado no Astronomical Journal descrevendo a descoberta de quatro novos exoplanetas a aproximadamente 200 anos-luz de distância da Terra.

Os dois estudantes, Kartik Pinglé, de 16 anos, e Jasmine Wright, de 18, fazem parte de um programa de pesquisa promovido pelo Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, e tiveram seu artigo revisado por astrônomos profissionais.

Coordenado pela astroquímica Clara Sousa-Silva, o programa conecta os estudantes do ensino médio locais interessados em pesquisa com cientistas de Harvard e do MIT.

Embora muitos alunos participem do programa, o fato de publicarem um estudo científico é algo raro.

Clara Sousa-Silva afirmou que, apesar de este ser um dos objetivos, "é raro que alunos do ensino médio sejam coautores em artigos".

​Alerta de descoberta! Uma superterra está entre os cinco novos exoplanetas descobertos orbitando uma estrela parecida com o Sol, a 210 anos-luz.

Durante o estudo, os envolvidos analisaram, com a ajuda do telescópio TESS, uma estrela denominada TOI-1233, que possui um brilho parecido ao do Sol, pretendendo encontrar mudanças na luz ao longo do tempo.

"A ideia é que, se um planeta transitar pela estrela, ou passar na frente dela, ele cobrirá a estrela e diminuirá seu brilho", afirmou Pinglé.

A observação resultou na descoberta de quatro planetas girando em torno da estrela TOI-1233, sendo que três deles são considerados "sub-Netunos", enquanto o quarto foi considerado uma "superterra".

Os "sub-Netunos" são planetas gasosos que são menores mas semelhantes a Netuno, percorrendo uma órbita completa em torno da sua estrela entre seis e 19,5 dias.


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