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segunda-feira, 30 de maio de 2022

Umbanda Astrológica: Os protegidos de Exu Veludo - Charme, magnetismo e elegância




Exu Veludo é uma entidade forte, protetora e importante. Ela foi uma das entidades que me iniciou e sempre me protegeu. É um fiel escudeira, que gosta de andar ou tem vínculos vibracionais com Tranca-Ruas, outra entidade que me protege de perto. Dizem que Exu Veludo serve ao Exu 7 Encruzilhadas, mas, isso não se atesta. Na verdade, ele trabalha entre dois raios - Ogum e Oxóssi. Ele serve ou trabalha junto com Tranca-Ruas. Ele é um Exu das conquistas. O médium que tem a copanhia de Exu Veludo, será sempre um conquistador nato. Acabará deixando as mulherada sempre atraída (a não ser que ele não queira). Ele gera um tipo de simpatia, aliada a libido, com muita força magnética. Não é propriamente um gerador de beleza, mas, de sedução. Ele é assim forte sedutor, porque se do lado masculino ele serve a Ogum/Oxóssi, do lado feminino ele milita muito pelo raio de Oxum. 




domingo, 22 de maio de 2022

Magia e proteção: Os protegidos de Exu Veludo - Charme, magnetismo e elegância




Exu Veludo é uma entidade forte, protetora e importante. Ela foi uma das entidades que me iniciou e sempre me protegeu. É um fiel escudeira, que gosta de andar ou tem vínculos vibracionais com Tranca-Ruas, outra entidade que me protege de perto. Dizem que Exu Veludo serve ao Exu 7 Encruzilhadas, mas, isso não se atesta...  Continue lendo o texto e veja mais matérias aqui



quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Oxaguiãn, no Som ou no silêncio!

Imagem Reprodução
 

Oguian, ou simplesmente Oxaguian, é um dos orixás mais emblemáticos do candomblé. Sobre ele também recai uma série de segredos rituais guardados pelos terreiros, embora muitas coisas já se tenham escrito. Acredita-se que Oxaguian liga-se à música e, como os orixás Xangô e Oxum, adora festas, razão pela qual ele recebe musicas especiais nas nações ijexá e fon, reinos africanos que emprestaram seus nomes a ritmos.

Como pesquisador de Umbanda e desenvolvedor da Umbanda Astrológica, acredito sim nessa complexidade em se cultuar o maior dos orixás, pois sua energia é tão suave, tão magnifica, magnânima e tão sutil que nem todo mundo tá preparado para se harmonizar com ela, tambem acredito que Oxalá influencie a musica, eu mesmo ao entrar em contato com essa Vibração vejo o ritmo cósmico fluindo através do som, da musicalidade e da criação artística. Mas, ao contrário dos outros orixás, mais musicais, como Oxóssi, Iemanjá ou Oxum, seu ritmo é mais suave, mais clássico e mais pacifico.

Oxum combinou os sons, formou as notas e inventou a música. De acordo com uma de suas histórias, ela teria dançado pela primeira vez na presença do rei e fez todo o mercado lhe acompanhar. É por este motivo que filhas de Oxun, a fim de agradar Oxaguian, enviam clarins para homenagear o orixá Criador, ato que vem se popularizando nos terreiros de candomblé de todo o Brasil.

Os mitos afro-brasileiros sobre este ancestral nos permitem perceber que Oguian liga-se a comida. A sua festa é o ponto culminante do chamado Ciclo das Águas, representado pelos inhames novos presenteados pela terra após um período de dificuldades. Oxoguian, assim, é o dono do pão. É ele quem garante o nosso sustento de cada dia representado pelas raízes.

O Grande Oxaguian em momentos de crise representa a estabilidade; em ocasiões de guerras, a estratégia; na tristeza é a alegria, no fim é o recomeço.Desta maneira, Oguian liga-se a vários ancestrais. De acordo com suas histórias, ele teria passado em Irê, a terra de Ogun e graças à sua inteligência idealizou armas forjadas pelo ferreiro dos orixás. A amizade entre o povo de Ejigbô foi tanta que Ogum, certa ocasião, se ofereceu para ir à frente de uma batalha lutar pelo povo de Oguian que na volta foi aclamado senhor.

Diz-se também que o orixá que adora inhames é amigo inseparável de Oyá, com quem anda sem pisar no chão, levado pelo vento que lhe conduz a todos os lugares.Por isso, filhos dessa orixá se sentem plenamente atraídas por estarem perto dos filhos deste orixá. Oxaguian põe um ponto final no fim e inaugura aquilo que é infinito, pois diante dele tudo é recomeço. Está explicado o porquê, após a sua festa, a liturgia afro-brasileira passa a celebrar os orixás considerados civilizadores como Exu, Ogun, Ode, Ossain e Obaluaiyê.

Oxaguian é o orixá do renascimento. Tudo que forma um ciclo se mantém graças a ele. Este é o motivo pelo qual no dia a ele consagrado se realiza uma pequena procissão. Ele representa a volta para a casa, a estabilidade dos grupos que até então vagavam sem destino. É por essa ligação com os cílios, transformação e com o tempo que ele também gosta de andar com seu filho Oxumaré, sendo certo dia tirou ele da companhia da mãe Nanã para levar para sua casa.

Com o orixá Xangô, coluna central do culto reorganizado no Brasil pelos iorubas e seus descendentes, Oguian se relaciona como outrora os reinos de Ejigbô e Ifon estavam ligados à Oyó, fato relembrado pelo pilão, instrumento de vital importância para a fixação dos grupos na terra. Se o pilão é o centro do mercado, a mão de pilão é o instrumento que repete o movimento que liga o céu à terra, garantindo a nossa permanência através da comida, do pão dado em forma de presente por Oxaguian. O pilão como o ferro ilustra uma nova etapa da história da humanidade. A partir dele, pode-se falar em comidas mais elaboradas, preparar a farinha e conservar melhor os alimentos.

Oxum é verdadeiramente o coração de Oguian. Ela dança também para ele. É Oxum quem vai a frente das mulheres da terra de Ijexá que inventaram um tipo de tambor apenas tocado por elas. Instrumento na sua origem feminino como as cabaças, cujo som remete ao mesmo produzido na vida uterina. Oxun teria ensinado estes sons para a humanidade, escutando a sua própria barriga. Mantém relações também com Ewá, ilustrada através de uma das passagens míticas mais emblemáticas. Ewá, aquela que tem o poder de transformar-se em qualquer coisa, lhe teria salvo da morte, garantindo assim a continuidade do ciclo da vida. Oxaguian como já falamos, relaciona-se também com os orixás caçadores e caçadoras. Daí a sua relação com Oxóssi, considerado líder e cabeça da grande caçada.

Oxaguian anda através de passos mais rápidos, determinados. A guerra,a prontidão, o alerta nunca lhe precedem, pois ele é a própria luta, relembrada num de seus títulos de pronúncia mais evitada: “Baba lorogun”, literalmente “pai da guerra”. O orixá que carrega todas as armas, ora caçador, ora rei, ora a guerra, mantém relações também com Iyá ori, conhecida como Iyemanjá, pois ela é responsável pelo equilíbrio. Iyemanjá é o principio ancestral do significado. Em outras palavras, o mundo só é inteligível, graças àquela que mantém as nossas cabeças.

Por fim, Oguian relaciona-se a Oxalá e todos os ancestrais que representam o começo da humanidade. Talvez tenha sido por isso que os africanos quando reorganizaram o seu culto no Brasil, lhe aproximaram tanto destes, a ponto de em alguns momentos ser confundido com eles.

Quando entramos em contato com os elementos, entramos em conexão com o mundo divino e seus respectivos senhores através de seu axé. Alguns se conectam a nós através da musica, outros através das águas, do Fogo, da Terra, dos metais, minerais, do vento ou simplesmente do silêncio. Sim do silêncio, isso mesmo, não é só com sons que atinge a faixa vibratória dos Senhores Ancestres e Espíritos elevados não! Na verdade, na harmonia, na quietude e no silêncio, as vezes atingimos mais fácil a faixa vibratório de Nosso Senhor!

Conta-nos as Escrituras que o Profeta ao esperar o Senhor na montanha, viu turbulências, entre essas o ventos fortes, redemoinhos e tempestades, mas, em nenhuma delas, o Senhor apareceu, no entanto em meio a uma suave brisa foi que Javé apareceu! Então mesmo estando acostumados a ver tanta cantoria, batuques e danças rítmicas, nos templos e terreiros, saibam que nem sempre sua entidade, seu protetor e seu Anjo Guardião se manifestará por meio dessas invocações.

E mesmo que tenhamos falo que Oxalá também rege a musicalidade, afinal se liga a criatividade no Zodíaco através do Eixo Leão/Aquário, devemos lembrarmos sempre que Oxalá também é pureza, paz e harmonia. Sendo assim ele também se revela no silêncio na quietude e mansidão.

É por isso que o verdadeiro mestre, mago ou Pai de Santo, não deve ter uma disciplina única como regra geral para seus adeptos. Ou seja, nem todo ritual que serve pra uma pessoa servirá pra outra. Por isso vemos pessoas desafiando os Ogans, dizendo "pode bater o atabaque com qualquer ritmo, nunca vou manifestar mediunidade". Pois é, não vai mesmo, caso não seja a musicalidade a chave que abre sua mediunidade.

Cada pessoa tem seu despertar com um elemento, com um ritmo, ou mesmo sem ritmo. As vezes no silêncio ou na solidão. Vejam que Busca despertou no jejum e na meditação, assim como Cristo que se encontrou consigo mesmo e com o Diabo no deserto. Mas, outros se despertam no amor e até mesmo no sexo, quando evolui-se na sua tântrica maneira de amar.

Então queridos irmãos, não use as regras, ensinamentos e comportamentos que você vê nos outros para seguir seu caminho. Antes busque o seu despertar. Seu "Eu Interior" e assim será mais fácil o abrir de seus dons e mediunidade.

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo, Pesquisador e Mago de Umbanda Astrológica


sábado, 20 de novembro de 2021

O JOGO DE BÚZIOS - jeito de cada nação



OS JOGOS DE BÚZIOS 


 Os jogos mais difundidos são : - O jogo de Alafiá = 4 Búzios - O Jogo de Odú = 16 Búzios - O Jogo no Ketu = 16 Búzios - O Jogo de Angola = 21 Búzios É possível 4 tipos de jogadas : 1. Indica o orixá de cabeça (guia espiritual ou se você preferir o signo do indivíduo) dados da potencialidade pessoal. As suas qualidades e estilo ficam como que mais acessíveis. E nada impede que um homem tenha o estilo de um orixá dito feminino e vice-versa. 2. Responde às perguntas cujas respostas sejam do tipo sim/não/talvez. Búzio aberto (na astrologia se diz que há um aspecto favorável). No caso de cair com o búzio fechado (na astrologia aspectos desfavoráveis), estes elementos não se apresentam impossíveis mas são situações desafiadoras. 3. Oráculo para qualquer pergunta ou questão mais complexa. 4. O jogador pode lançar qualquer número de búzios numa jogada pessoal, já que há pessoas que usam 21 búzios. 

 A INTERPRETAÇÃO 

A interpretação da "caída" dos búzios se fundamenta na quantidade de búzios abertos e fechados e na relação que existe entre este número e determinados orixás. Em certos casos como a opção 1 é considerado igualmente o dia da semana em que o consulente nasceu, exatamente como no ocidente o Domingo é dia do sol (sunday), Sábado de Saturno (saturday) etc., cada dia da semana é regido por um ou mais orixás, conforme abaixo: Dias no Candomblá: Segunda - Feira = Exu e Obaluaê. Na Umbanda-Astrologica: Iemanja, Oxum, Linhas de agua. Terça - Feira = Nanã, Oxumaré, Ogum. Quarta - Feira = Xangô e Iansã. Na Umbanda-Astrologica: Ibejis Quinta - Feira = Oxóssi e Logun-Edé. Na Umbanda-Astrologica: Xangô Sexta Feira = Oxalá.

Na Umbanda Astrológica: Oxóssi. Sábado = Iabás, Iemanjá, Oxum e Begês.Na Umbanda-Astrologica: Obaluaê/Omulu Domingo = Olorum e todos os Orixás. Na Umbanda-Astrologica: Oxalá (eu trouxe os seguimentos pra que fique a escolha do buscador); Cada jogada se encerra com um quadro de chaves interpretativas, que dão margem a interessantes combinações. Não é raro acontecer "coincidências" incríveis. Com o tempo e a prática você será capaz de intuir fatos que hoje seriam tidos como mágicos. É uma questão de pura dedicação. Inicialmente aproveite os quadros como se apresentam. Futuramente quem sabe você passe a utilizar seu próprio método. 

 OS ORIXÁS 

 Para facilitar o entendimento, adotaremos o jogo da Nação Ketu, com 16 Búzios. A quantidade de búzios abertos e fechados que caem na peneira, indica qual orixá está respondendo a pergunta do consulente e qual a sua mensagem. Somente isto seria suficiente para qualquer tipo de interpretação, bastando para tanto saber as características de cada orixá (ODÙS). ODÚS Odús (signos de ifã), são presságios, destinos, predestinação. Os odús são inteligências siderais que participaram da criação do universo; cada pessoa traz um odú de origem e cada orixá é governado por um ou mais odús. Cada odú possui um nome e características próprias e dividem-se em "caminhos" denominados "ese" onde está atado a um sem-número de mitos conhecidos como itàn ifá. Os odús são os principais responsáveis pelos destinos dos homens e do mundo que os cerca. 

Os orixás não mudam o destino da vida e sim executam suas funções dentro da natureza liberando energia para que todos possam dela se energizar e encontrar seu caminho. O odú é o caminho, a existência do destino o qual o orixá e todos os seres estão inserido. Cada pessoa pode ir de encontro ou seguir um caminho alheio ao destino estabelecido, neste caso seu destino e sua conduta fogem as regras siderais (seguiu um caminho diferente dentro do estabelecido). Geralmente nestes casos, as mesmas tentem a sofrer decepções em sua vida em geral (amor, trabalho, família, saúde, mortes prematuras, etc) São nesses casos que a espiritualidade pode ajudar, porém tudo que é natural e de conformidade com o destino, não deve ser modificado. 

 Nós quando nascemos, somos regidos por um odú que representa nosso "destino" assim como o nosso caminho. Através de ifá, podemos averiguar o porque das situações serem adversas as de sua vontade e se a mesma está em um caminho diferente ao destinado ou escolhido. O destino das pessoas e tudo o que existe podem ser desvendados por meio da consulta a ifá, o oráculo, que se manifesta pelo jogo. Ifá tem seu culto específico e o mais alto cargo do culto de ifá é o de Olwo, título concebidos a alguns babalaôs. 

Ifá é o orixá da adivinhação e para tudo deve ser consultado. Existem alguns tipos de jogo utilizado por Babalorixás e Ialorixás que não são os mesmos métodos do opelé ifá (utilizado pelos babalaôs em consulta a Ifá), como o rosário de ifá, o jogo de búzios (meridilogun), etc. No jogo de búzios (mais comum meridilogun) quem fala é exú, são dezesseis búzios que podem ser jogados também pelos babalorixás e yalorixás. A consulta a ifá é uma atividade exclusivamente masculina, mas as mulheres passaram a poder pegar nos búzios porque Oxum fez um trato com exu, conseguindo dele permissão para jogar. 

 O jogo de opelé ifá baseia-se num sistema matemático, em que se estabelece 256 combinações resultantes dos 16 odús usados no jogo de búzios ( ALÁFIA, OGBÈÒGÙNDÁ, ÌKA, EJÍOLOGBÓN, EJÍLÀSEGBORA, ÒWÓNRÍN, ÒFÚN, ÒSÁ, EJIONÍLE, ÒDÍ, ÒBÀRÀ, ÒSÉ, ÌRÒSÙN, ËTÀÒGÙNDÁ, ÉJÌÒKÒ, ÒKÀNRÀN) multiplicado por 16. Nada se faz sem que antes se consulte o oráculo, quanto mais séria a questão a ser resolvida, maior a responsabilidade da pessoa que faz o jogo. Vejamos as caídas e as principais características arquétipicas dos orixás : Os números à esquerda do "X", representam a quantidade de "búzios abertos" e à direita a quantidade de "búzios fechados". 00 X 16 = Caída neutra, deve ser repetida a jogada . 01 X 15 = EXÚ = Mensageiro neutro 02 X 14 = OBALUAE = Curioso, estudioso e preciso 03 X 13 = OGUM = Objetivo, prático e egoísta 04 X 12 = IEMANJÁ = Maternal, gentil e complacente 05 X 11 = OXUM = Bondoso, sensível e comunicativo 06 X 10 = EWÁ = Personalidade volúvel, confiante e temperamental 07 X 09 = OSSAIM = Cordial, diplomata e orgulhoso 08 X 08 = OXALÁ = Inteligente, sério, correto e lógico 09 X 07 = LOGUM = Sofisticado, culto e egocêntrico 10 X 06 = XANGÔ = Reservado, hábil e líder natural 11 X 05 = OXÓSSI = Jovial, romântico e imaturo 12 X 04 = IANSÃ = Extrovertido, franco e exótico 13 X 03 = NANÃ = Discreto, místico e cauteloso 14 X 02 = IBEJI = Infantil, volúvel, instável 15 X 01 = OBÁ = Ingênuo, honesto e tolerante 16 X 00 = OXUMARÉ = Enigmático, inteligente e astucioso O RITUAL 

Os búzios deverão ter sido deixados no sereno, em noite de lua cheia, num preparado com ervas de colônia, Santa Luzia, Saião, Água de Alevante Miúda e Graúda, Folha da Fortuna, Orepê, Seiva de alfazema, Açúcar com Epô de Oxalá e Macaçá. Pela manhã, antes do sol nascer, deverão ser lavados com as ervas em água corrente e mel e deixados em descanso por algumas horas antes do jogo. O olhador, deverá estar de roupa clara, descalço e com as guias de seus orixás. 

Não deve beber ou fumar antes e durante o jogo. Deverá então pedir licença para o orixá que rege o dia da semana para abrir o jogo saudando todos os orixás, começando por "Exú " e finalizando com "Oxalá". Pedir a iluminação de "Ifá" pronunciando a seguinte oração em yorubá: Oduduá dadá Orumilá Babá mim alarí qui Babá Oludumarê Babá mim Baque oxê Bará Lonan Cou fie Babá mim Emin lo xirê Babá Ifá bemim Mojubarê Ibá orum Mojubarê Babalorishá Mojubarê Oshalá Mojubarê Eshu Mogibá (bater o pé três vezes) O quê oxê ifá ago. Mas, uma vez volto a lembrar que o seguimento religioso do sacerdote conta muito, pois, se for na Umbanda inclinada ao soterismo, os dias dados pela Umbanda-Astrológica tem mais sincronia com as regências dos orixás pelos planetas, pois, o dia do Sol domingo, por exemplo, tem muito mais haver com a Luz de Oxalá do que na sexta-feira que é dia de Venus.

Carlinhos Lima - Pesquisador.
11/2/2011

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Comidas Sagradas e os orixás

bolinho.jpg

Para quem não sabe, o ACARAJÉ é comida de santo; ele é o preferido de Xangô e Iansã. Em seu livro, Santo também come (1998:62), Raul Lody esclarece que “o tamanho e o formato do acarajé têm simbolismos próprios e são endereçados a divindades específicas. O acarajé grande e redondo é de Xangô; os menores servem para as iabás, como Iansã” (Ê parrei, minha Mãe!) Mas, o acarajé pode ser usado, pra outros orixás também, porque é uma comida muito especial e aceito por quase todos os orixás, como Ogum, por exemplo. Se você for filho de Iansã, Xangô ou qualquer orixá da Linha de Iemanjá, é sempre bom comer de vez enquanto um acarajé ou quantos você quiser pra ter a energia de seus pais de cabeça amplificadas em você. E além do acarajé existem muitos outros ingredientes, alimentos, frutas e bebidas que te deixarão mais forte, assim como o Marinheiro que ficava mais forte comendo espinafre nos desenhos animados. 

 No caso especifico do acarajé o melhor dia pra come-lo é nas quartas e quintas-feiras, pra sentir toda sua essência energética. E se você tem medo de engordar, poderá come-lo aos domingos e antes de dormir tome uma boa xícara de chá preto, pra limpar o organismo. O acarajé é um alimento sagrado, oferecido a Oyá, também conhecida como Iansã, a deusa africana que controla os ventos, as tempestades, os relâmpagos e tem poder sobre o fogo. Na religião dos orixás, os homens dialogam com seus deuses através dos sacrifícios e oferendas de alimentos. O akará é um deles e veio parar no Brasil através dos escravos africanos iorubás. Ser baiana é uma escolha difícil. Significa assumir o compromisso de ser incansável e ter coragem o tempo todo, assim como Iansã, a dona dos acarajés. É também tornar-se capaz de dar colorido e perfume às nossas comidas, tornando o nosso cotidiano bem mais saboroso. 

 Sincretizado com os santos Cosme e Damião, Ibêji é celebrado com o "caruru dos meninos'; veja quais são as predileções alimentares dos orixás do candomblé. Os Ibêji, orixá duplo do candomblé sincretizado com os santos Cosme e Damião, são amigos da boa mesa da culinária baiana. Aos gêmeos protetores da infância oferenda-se caruru e também acarajé, abará, vatapá, xinxim de galinha, farofa, rapadura, cana-de-açúcar... O candomblé é uma religião de antepassados. E, segundo as antigas tradições, quando se cultua os antepassados, oferece-se tudo que é necessário à vida, sobretudo comida e bebida. 

Cada orixá tem predileção por um alimento. No dia de Ibêji, o caruru (prato à base de quiabo, camarão seco e dendê) é oferecido ao orixá e depois a sete crianças, que o recebem em uma grande tigela. Quando terminam, só então os adultos são convidados a compartilhar o alimento. A comida é elo entre a comunidade e os acentrais. Banquete Sagrado. Uma coisa é o cortado de quiabos, outra é a oferenda de caruru que se faz a Ibêji. Diferentemente da comida do dia-a-dia, a comida ritual, votiva, é preparada de acordo com preceitos que pressupõem da abstinência sexual à exigência de que o corpo esteja limpo. Na Bahia, as promessas feitas a Ibêji, do termo iorubá para gêmeos, são pagas com um grande caruru e com a distribuição de doces e presentes para as crianças. 

O tamanho do prato é medido em quiabos: caruru de mil, de 5.000 quiabos. Com o tempo, a festa de Ibêji foi além dos terreiros. Atinge até quem não é do candomblé. Assim como a festa de 31 de dezembro, nas praias, era uma festa de terreiro para Iemanjá e hoje é de todos. Um traço importante das comidas de orixá é o uso, quase onipresente, do dendê --quase porque há orixás que têm o ingrediente como um tabu alimentar, caso de Oxalá. A palmeira de dendê foi aclimatada ao Brasil para suprir a região de um óleo que é essencial nesta culinária sagrada. 

As comidas [de terreiro] nada mais eram que as comidas do dia-a-dia, que acabaram sendo trazidas para o Brasil pelo tráfico de escravos. Com a restauração da religião negra no Brasil, essas receitas se mantiveram vivas. Claro que sofreram adaptações, porque nem todos os ingredientes de lá estavam disponíveis aqui. A culinária sagrada, porém, não ficou limitada aos terreiros. É certo que a culinária baiana saiu dos terreiros. O acarajé é uma comida sagrada que passou a ser vendida nas ruas de Salvador. Muitas mães-de-santo ganharam sua vida e muitas negras compraram sua alforria vendendo quitutes feitos nos terreiros. 

 No fundo, o sagrado come o que os homens comem. É extremamente positiva a popularização de tais comidas. A preparação das comidas de oferenda, chamadas de ebós, cabe a uma mulher, a Iabassê. No candomblé, a cozinha é um templo, é um espaço sagrado e cheio de interdições. Oxalá, por exemplo, é um orixá cheio de tabus. Tem, por isso, uma cozinha exclusiva, onde não entram dendê nem sal. Os tabus são formas de criar a sua identidade através de uma exclusão. Não é só nos cultos afros, que vemos a importância de alimentos sagrados. Na historia dos Antigos Hebreus também vemos citações de oferendas, ritos e uso de animais e comidas. Nós somos energias condensadas e por isso precisamos das energias dos alimentos, pra nos manter vivos, por isso os alimentos são tão importantes. 

 Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.
8/3/2011

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Aos pesquisadores, buscadores, medíuns, filhos de fé e espiritualistas: Livro de Umbanda Astrológica

Livro de Umbanda Astrológica: Os Senhores do Destino - A Coroa Astrológica de Orumilá

Livro de Umbanda Astrológica: Os Senhores do Destino - A Coroa Astrológica de Orumilá

Este livro se trata de uma introdução a uma nova visão sobre a Umbanda, observada com um olhar de fora dos terreiros (mesmo tendo passado por eles) para que a pesquisa ficasse mais isenta e sem influências do atual sistema. Uma visão que tenta analisar em especial o destino e o livre-arbítrio, analisando até que ponto os sistemas oráculares podem nos ajudar numa forma eficiente de cumprir melhor nosso destino, como também utilizar nosso livre-arbítrio com uma maior integração aos conhecimentos sagrados e tradição dos guias e ancestrais.

É uma visão do horóscopo zodiacal sobre o prisma da Umbanda, da mesma forma que é uma visão do orixá por meio do saber astrológico. Mas, além dessa interação Umbanda-Astrologia, o livro também foca e revela outros oráculos, especialmente os mais sagrados para os cultos afro-brasileiros que são o Ifá e Búzios. Nesse contexto orácular, trazemos capítulos que falam de duas técnicas inéditas de como adentrar o mundo dos odus, utilizando o zodíaco: a primeira é a Ifástrologia que utiliza-se das casas astrológicas do Horóscopo para alinhar os odus e chegarmos a odus que são responsáveis por nossa existência. E a outra é a soma dos odus utilizando a data de nascimento. No entanto também inédita, pois é diferente a forma da soma, como também o calendário utilizado, pois utilizo o calendário astrológico e não o calendário civil.

Este livro, tem o principal objetivo de atingir pessoas que simpatizam pelo campo da espiritualidade, Umbanda, Astrologia e tem perguntas na alma, mas, não querem envolvimento direito com religião e terreiros, pois facilita o estudo de si mesmo através das metodologias citadas. Mas, ele serve tanto para o adepto mais antigo, pois trás novidades, quanto para pessoas que nunca viram falar nesses temas.

Desejo a todos um bom estudo e que Orunmilá abra a mente de todos vocês ao conhecimento sagrado. Justamente por isso o livro cita o Senhor do Destino e sua coroa astrológica, pois se trata de conhecimentos ancestrais, mas, ao mesmo tempo divinos, visando acima de tudo a iluminação da alma e uma expansão de saberes sagrados.

Axé a todos - que os sagrados Orixás abençoem a todos!

Carlinhos Lima
Informações, onde encontrar:

AQUAROLIBOOKS
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Tel.: (11) 2673-3599/3213-6991/3213-6988
Fax: (11)3213-7013
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sábado, 19 de maio de 2012

Umbanda uma religião nacional

E desde de 1873, o primeiro Movimento Espírita organizado no Brasil, sempre no predestinado Rio de Janeiro, denominado Sociedade de Estudo Espírita do Grupo Confúcio, seguindo a tradição francesa do Kardecismo, começara a agir junto à essa camada mais desvalida da população, seguindo as instruções de seu preceito espiritual principal de que "Não existe Espiritismo sem a Caridade", enfatizando a figura do "médium" como um "curador" e desenvolvendo "sessões" de cura pela Fé nos Espíritos, mas apoiando-se nos tratamentos de saúde por Homeopatia.
        Ora, como na Macumba tambám havia Espíritos, Médiuns curadores, conhecimentos do poder curativo das ervas e muita necessidade da Caridade, a empatia espiritual dela com o Kardecismo foi imediata, persistente e duradoura e ele começou a fornecer à Macumba uma nova estrutura, não de sincretismo mas de sintetismo, incluindo o Evangelho, segundo Allan Kardec. Nascia, assim, no Rio de Janeiro, a Macumba Urbana.
        Após 1890, quando imigração européia para o Brasil foi incentivada e sistematizada, trazendo para os campos brasileiros levas e mais levas de trabalhadores europeus brancos empobrecidos, mas não necessariamente despreparados e incultos, a maioria deles desiludiram-se com a diferença entre as condições de trabalho oferecidas e as que tiveram que enfrentar nas lavouras de café e cana de açúcar dos campos do país, e, assim, migraram para as cidades maiores aonde tiveram que se ajeitar como puderam junto à camada pobre das populações locais.
        Como também eles estivessem necessitados de Caridade, muitos foram os que procuraram socorro e consolo espiritual junto as Macumbas Urbanas interpenetradas pela Evangelização Espírita. E, com o passar do tempo, foi significativa a parcela desses imigrantes, sobre tudo de intelectuais que conheciam a Teosofia, a Kabala e até esoterismo do Oriente, que permaneceram, militaram e até acabaram por dirigir muitas Macumbas Urbanas, emprestando-lhes significativa organização social, cultural e, por muitas vezes, até política. 

E são as próprias palavras de um dos participantes do Primeiro Congresso Umbandista de 1941, citadas por Cavalcanti Bandeira (EM Umbanda, Evolução Histórico-Religiosa. 1961:81) que ratificam estas minhas palavras : -"Era necessário um nome para batizar a modalidade religiosa, a qual antes mesmo de haver formado sua própria personalidade, estava sendo proposta com muito prestígio. O nome Umbanda foi escolhido. Mas, quem escolheu-o? Ninguám pode responder! O que se sabe é que ele começou a ser usado no Distrito Federal e no Estado do Rio de Janeiro. Muito mais tarde, ele popularizou-se e alcançou a Bahia e foi incorporado pelos Candomblés e Xangôs do Nordeste "–.
        E outra vez aqui deve-se remarcar aqui a contribuição da "intelligentzia", no trabalho da formação de uma nova religião genuinamente brasileira, sintetizadora de elementos da Sabedoria Ancestral de todos Povos Antigos e não mais mera repositória de memórias e ritos vilipendiados dos muitos mitos coletivos de outros grupos étnicos. Como bem a definiu Renato Ortiz (1975) em "Du syncrátisme à la synthèse : Umbanda, une religion brásilienne" : –" A Umbanda é uma religião nacional, mesmo quando praticada por mestiços, pretos ou brancos."

Mas, percebam que o autor sabe muito bem e deixou claro que a Umbanda foi incorporada pelo Candomblé, portanto, já existia, até porque sem dúvida é o Pai da Umbanda e não o Espiritismo. O que houve foi a tentativa de muitos de engolir a Umbanda, sobrepondo os conceitos e codificações, como se fossem verdades absolutas! Como o autor mesmo fala "uma religião nacional" e portanto não precisa se curvar a supremacia européia só por que se acham "mais evoludios"!

DA MACUMBA À UMBANDA URBANA


Como resultado da inconteste hegemonia religiosa Sudanesa (Ijêxá, Kêtu, Òyó, Ifá e Benin - enfim, Ulkumy/Nàgô) e sua posterior rejeição às outras correntes religiosas também de origem negra, surgiram o Candomblé de Congo e o Candomblé de Angola que, por sua vez, vieram a expelir de seu meio o elemento indígena que veio então, isoladamente, a dar origem ao Candomblé de Caboclo e ao Omôlocô.
        Ainda assim, mesmo com a "depuração" Nàgô/Congo/Angola, nos "Caboclo" e no "Omôlocô" houve um reflorescimento do Sincretismo Religioso dos ritos indígenas-católicos com o Panteão Africano e vê-se que, lado a lado, com Oxalá, pontificam Tupã e Zambi; ao lado de Yemanjá, estão Janaína e as Yaras; ao lado de Ogum, combatem Cariri e o Boaiadeiro; ao lado de Oxosse, corre o Sultão das Matas; ao lado de Exú, reinam o Caipora e Zé Pelintra, junto aos Baba Egun e a Falange do Oriente, estão os "Caboclos" Tupinambá, Tupiara, Jaú, Irerê, Pedra Preta, Pena Branca, "Sêo Quatro Olho" e muitos outros mais.

Hoje em dia quando ouvimos falar de senso, ao verificar qual o número de umbandistas no país, simplesmente não encontramos! Puxa! Sumiram todos, tanto candomblecistas,  quanto umbandistas ou qualquer outro seguimento afrobrasileiro! Fizeram um trabalham tão intenso pra desmontar a Umbanda que ela simplesmente sumiu oficialmente! E é por que dia desses eu vi muita gente comemorando a aprovação do Dia da Umbanda! Pois é, mas, a ingnorancia é tão grande que hoje não somos mais vistos como espiritualistas, pois agora, ter mediunidade no Brasil é simplesmente ser "espirita"! Ou seja, mais uma vez uma religião européia vai engolindo as religiões do Terceiro Mundo! Os orixás, entidades que revelaram a Umbana e nossos ancestrais devem tá muito orgulhosos disso! Agora o grande mestre não é mais Oxalá e sim Kardec o "codificador" ou Chico Xavier ou grande escritor romancista! Mais uma vez afirmo a todos vocês que Umbanda não é Espiritismo, pois este foi criado por Alan Kardec é uma outra religião, o que Umbanda pode ser é espiritualismo, que é bem diferente!

O mais engraçado ainda é que muito umbadista se benze quando vê falar em Candomblé, mas, se enfia o tempo todo nos centros espiritas, como se fosse a mesma coisas, tanto sem notar o preconceito dos precursores do Espiritismo, quanto por renegar a grande importância do Candomblé pros orixás e pra nossos ancestrais! O Candomblé foi quem manteve a Umbanda viva, e não o sincretismo criado pela Igreja Católica pra destruir a Umbanda, ou todo movimento do Espiritismo pra engolir e aniquilar os conceitos e costumes ritualisticos de nossa Umbanda! Se não fosse os grandes artistas defenderem e cantaram os orixás do Candomblé na musica popular brasileira, se não fosse Pierre Verger e Jorge Amado, Caribé e outros valorosos antropologos que se empenharam pelo Candomblé neste país, a Umbanda nem existiria mais! Se não fosse também Mãe Estela a Grande Yalorixá de Oxossi, Mãe Menininha do Gantóis ou os artistas baianos que através da musica e dança levaram a cultura negra ao mundo, a Umbanda hoje não existiria além de uma poeira no tempo! Portanto mais amor e respeito a Umbanda, sem tanta patacoada e distorção seria excelente em respeito e fidelidade ao nosso Grande Pai Olorun!

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo, Pesquisador e Mago de Umbanda Astrológica

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Hierarquia do Candomblé e o Ifá


Hierarquia do Candomblé

1 Hierarquia no Culto de Ifá;
2 Hierarquia no Culto aos Egungun;
3 Hierarquia no candomblé Ketu;
4 Hierarquia do candomblé Jeje;
5 Hierarquia do candomblé Bantu;
6 Sacerdotes na África;

1 Hierarquia no Culto de Ifá:

Babálawó ou Iyánifá Sacerdote do Orixá Orúnmilá-Ifá do Culto de Ifá. Após duas iniciações ("Mãos"), e sob a obediência a rígidos códigos morais, o Babálawó recebe o direito de utilizar o Opele-Ifá (ou Rosário de Ifá) e os ikins (sementes de dendezeiro – igui ope, em yorubá).
O Merindilogun (Jogo de búzios) é franqueado também às Iyápetebis (Mulheres iniciadas a Ifá) e aos Awófakans (Aqueles que receberam a "primeira mão"). Alguns Babálawós recebem o título de Oluwó.

domingo, 4 de setembro de 2011

Candomblé e Umbanda! Qual a melhor? É errado cobrar por trabalhos?


Em resposta a pergunta por email, sobre a diferença da Umbanda pro Candomblé; da cobrança pelos rituais e consultas:  É natural todas essas duvidas, até os condutores dos terreiros com decadas de pratica no fundo tem duvidas. Isso por que a cultura afrobrasileira se apoia muito na Tradição Oral e por isso fica sucetivel a distorção. E há muita distorção. Uma delas é que o Candomblé é uma coisa e Umbanda é outra. Isso por que a Umbanda, foi levada por algumas pessoas para uma mesclagem com o kardecismo, com o cristianismo e muita supertição. Na verdade Umbanda e Candomblé, cultuam os mesmos orixás, tem as mesmas raizes e linhas, mas, egocentrismo, vaidade e até burrice, criou barreiras entre ambas. Na verdade Umbanda tem muito mais haver com o Candomblé do que com Kardecismo.

Outra distorção que foi criada foi justamente sobre essa historia dos trabalhos, algumas pessoas de pouco conhecimento e que se deixou levar pela filosofia de Chico Xavier, misturando tudo no mesmo saco, criou essa corrente chamda de Mesa Branca, Umbanda Branca essas coisas, ai começou-se a imprimir tais termos, como "Umbanda é Caridade" ou Umbanda é Paz e Amor... E na verdade é, mas, não podemos confundir tudo.  Na verdade isso se aplica no seguinte: A Umbanda, Candomblé ou Espiritismo é caridade, no que se refere a troca de energias, a confraternização e ao apoio espiritual de médium a medium. No entanto, o sacerdote, mago ou chefe de terreiro ele tem que se aplicar em tempo integral, muitos estudam varias horas por dia, pesquisam, compram livros caros, cuidam de suas casas, com materias caros e tudo mais. Além do mais precisa sobreviver. Então voltando a questão de caridade, atender, fazer assistencia, dá passes e tudo mais, é uma coisa, já fazer magia, consultar oráculos etc, vai além da obrigação do medium. Se pesquisarmos bem desde antes, muito antes na história da huminidade, reis tinham seus conselheiros magistas e astrologos etc, todos eram pagos e bem pagos, por que esse era o seu papel. Se eles não tivessem esse papel eles teriam que ir trabalhar em outra coisa para sobreviver. Veja que os medicos não atendem ninguem de graça, mesmo tendo jurado socorrer sempre que alguem precisar! E a funçao da medicina desde o inicio é de se dedicar pelo bem do proximo, mas, hoje em dia, sem a ficha, ou pagar consulta, o médico não atende. O psicologo da mesma forma, o fisioterapeuta ou qualquer outro que tende auxiliar, precisa receber pelos trabalhos. Até por que cada um é responsavel pelo seu proprio carma, se alguem tem problema no casamento, no amor, no sexo, na vida financeira, o problema é de cada um! Seria bom que se as pessoas toda vez que tem um problema procurasse um sacerdote que gratuitamente resolvesse seu problema, com materias comprados por ele mesmo, sem cobrar nada. Mas, não funciona assim!

Sobre o Valor, independente de qualquer coisa, magia custa caro mesmo, quanto custa a paz de um casamento? Quanto custa o amor, ou a saúde? Quanto custa a paz espiritual? Pra resolver uma magia, que muitas vezes um inimigo gastou até muito mais, não se resolve sem usar os elementos! Aliás, se a pessoa tiver pena de gastar consigo mesmo, já é um dos sinais da magia não dá certo! Quanto a não falarem do problema, realmente muito sacerdote não quer falar, outros não podem falar e outros realmente não vem qual é realmente o problema.

E a questão de pombagiras realmente são complicadas, são dificeis e são poderosas! Pra resolver realmente se gasta, e ainda sem saber se aquilo realmente vai dar resultados, porque vai depender se a magia foi aceita, por que não depente do mago que fez, mas, do Astral Superior que vai receber ou não a magia. Depende do Anjo da Guarda, dos guias e dos protetores tanto daquele que tá precisando da magia, como da pessoa que faz e ainda da força do inimigo que fez o feitiço sobre esta pessoa. Enfim magia é sempre complicado. Especialmente se essa magia tiver haver com o carma, se a pessoa que sofre com a magia, tem dividas e merece tá passando por provação, como também a forma que a pessoa busca evoluir espiritualmente. Por que tem muita gente que busca a religião, seja ela qual for, não pra evoluir, aprender ou melhorar como alma do bem, mas, muita gente, só busca os cultos, quanto tá mal, por que quer se dá bem, por que quer resolver seus problemas e ao resolver cai fora. E as entidades sabem de tudo, por isso, muitos andam ate´cansar e não resolvem nada, por que não lhe é concedido o direito de se libertar. Muita gente tem que sofrer pra cair na real. Enfim a espiritualidade é complicado.

Ao falar sobre caridade, muita gente tenta usar a Biblia por esperteza, cita Cristo e tenta levar a conciencia dos mediuns a trabalhar de graça. Mas, ignoram o fato dos patriarcas, que por adorar o Senhor ficavam riquissimos, os templos cobravam dizimos, com a desculpa de ser para o Senhor, sendo que Deus não precisa de dinheiro, e Cristo não cobrou nada, por que a missão dele era outra, ele veio pra morrer pela salvação. Mas, veja que  hoje em dia essas ingrejinhas da moda, que abrem uma todo dia, os pastores tão comprando jatinho...

Irmãos não quero que veja minha mensagem como sermão, estou apenas recomendando voce a ouvir sua conciencia, sua mente superior, pra voce seguir aquilo que mais te fizer bem! Se tua mente não recomendar não faça! Mas, tente pensar mais com  uma fé vinda do coração, não tente ser tão lógica, deixe teu anjo da guarda te guiar. Desarme seu espirito que voce vai achar a respota. Axé e fique com Deus!

Carlinhos Lima

Saiba mais sobre Umbanda aqui

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Saiba mais sobre as Oferendas de Orixás - segundo o Candomblé

http://toluaye.files.wordpress.com/2009/02/fotografiasrecuperada264.jpg?w=300
Foto Reprodução
Ao preparar as comidas de santo, deve-se observar os tabus de cada um deles. Por exemplo, o azeite de dendê nunca deve ser oferecido a Oxalá, o mel é proibido a Oxóssi, o carneiro não pode sequer entrar em uma casa consagrada a Iansã etc.

Os filhos de santo devem observar todas as quizilas dos seus Orixás e, sendo parte do Orixá, também não podem consumi-las. A ijoyé encarregada de preparar as comidas dos Orixás é a Ìyá Basé, um cargo outorgado apenas a mulheres de grande sabedoria e respeito junto à comunidade. Ela é a mãe que conhece todos os segredos da cozinha e que sabe que o principal ingrediente para uma boa comida de santo, capaz de alcançar as mais altas dádivas, é o amor.

O primeiro Orixá cultuado também é o primeiro a comer, Exu ele come tudo que a nossa boca come, as oferendas dadas ele mais comumente são os padês a base de farinha de mandioca branca, combinada com azeite de dendê ou mel de abelha, água, bebida alcoólica e acaçá vermelho feito com farinha de milho amarelo e enrolado em folha de bananeira. Em algumas ocasiões também são utilizados pimenta, cebola, bife e moedas nas oferendas a este Orixá. Nas oferendas a Ogum são dados inhame assado com azeite de dendê e feijoada. Normalmente a feijoada de Ogum segue exatamente o mesmo modo de preparo das feijoadas tradionais, Ogum gosta de carnes “gordas” de fartura, isso se deve ao fato de que a feijoada é uma comida “comunitária”, que deve por excelencia ser servida a toda a comunidade do terreiro. E em casos muito especiais só o Orixá “come”. Por tanto, talvez, esse não seja o prato mais indicado para um presente individual a Ogum. Lembre-se que Ogum é um Orixá que não gosta de perder tempo com coisas elaboradas, ele prefere as coisas simples, como um inhame acara ou cará, assado com dende e mel, na maioria dos casos isto lhe basta. Em algumas casas a feijoada é feita com feijão “cavalo”, com feijão “fradinho”, mas a grande maioria adota mesmo a boa de deliciosa feijoada de feijão preto, retira-se uma parte para o Orixá e o restante se reparte com os amigos numa boa roda de conversa regada a cerveja (se bem que a cerveja pode não ser aceita em algumas Casas), mas em geral é isso. Na verdade depende muito tambem do Chefe do Terreiro da Personificação do orixá e da adaptação vibracional necessaria.

Oxóssi come axoxó feito com milho vermelho cozido decorado com fatias de coco. Ele também aprecia frutas e feijão fradinho torrado. As comidas devem ser colocadas sob o telhado ou aos pés de uma arvore. A oferenda dada a Obaluaiê é a pipoca. Utilizando areia da praia para estoura-las e enfeitando com fatias de coco.

Oxumare prefere que sejam dados em oferenda a ele, bata doce amassada e modelada em forma de cobra e também farofa de farinha de milho com ovos, camarões e dendê. Ossaim prefere acaçá, feijão, milho vermelho, farofa e fumo de corda. O acarajé de forma arredondada com dendê é a oferenda consagrada a Iansã, mas também é do agrado de Obá. Obá também tem preferência por um bolinho de nome abará que consiste em uma massa de feijão fradinho temperado com dendê enrolado em folha de bananeira e cozido em banho-maria. O omolocum, feijão fradinho cozido com cebola, camarões e azeite de oliva e decorado com ovos cozidos e descascados é de Oxum.

Iemanjá prefere peixe de água salgada, regados ao azeite e assados, milho branco cozido e temperado com camarões, cebola e azeite doce, manjar com leite de coco e acaçá. A Nanã é oferecido efó, mungunzá, sarapatel, feijão com coco e pirão com batata roxa. O amalá pertence a Xangô. O amalá (pirão de inhame) deve untar o fundo da gamela e sobre ele é colocado o caruru decorado com pedaços de carne, camarões, acarajé e quiabo, doze unidades de cada e enfeitado com um orobô. É válido lembrar que a oferenda deve ser servida quente. Oxalufã só aceita comidas brancas e tem preferência por milho branco cozido e sem tempero. O inhame pilado é oferenda de Oxaguiã. As comidas oferecidas a Orixás Funfun, devem ser sempre colocadas em louças brancas.

Com Odus que são complexos de lidar e o melhor é consultar um Babalaô para saber se há necessidade de fazer alguma coisa. Em determinadas circunstancias os Orixás podem cobrar de alguém a atenção devida a Ele, essa cobrança se dá de diferentes formas, as vezes até severas, como doenças. Porém isso não quer dizer que tudo o que uma pessoa passa de infortúnios na sua vida seja cobrança de Orixá. Muitas vezes esses problemas são fruto do nosso comportamento com o mundo, nos expomos a perigos, nos arriscamos em aventuras, somos demasiados confiantes e não medimos as consequencias dos atos. O resultado quase sempre são perdas.

Fazer oferenda para Orixá não garante sucesso em tudo, a menos que seja um pedido dos orixas, porque não se pode andar fazendo rituais a torto e a direito. Antes que se busque uma Casa séria e competente, não simplesmente dando ouvidos a quem te diz que isso ou aquilo é cobrança e repense a relação que você deseja ter com o seu orixá, não dê nada pensando em retorno financeiro e só faça a oferenda se for para agradecer pela vida, pelos dons e por respeito aos orixas, com certeza sem cobrança eles ajudam a encontrar a superação dos problemas pessoais.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador
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