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terça-feira, 30 de novembro de 2021

Astrofísica: Astrônomos registram 'arroto' duplo de buraco negro após 'banquete' de gás cósmico



Quando o gás cósmico se aproxima de um buraco negro, é sugado por sua força gravitacional - mas parte da energia é liberada de volta ao espaço sob a forma de um 'arroto'.


Astrônomos registraram o "arroto" duplo de um buraco negro após devorar um "banquete" de gás quente. Quando o gás cósmico se aproxima de um buraco negro, acaba sugado por sua força gravitacional - mas parte da energia é liberada de volta ao espaço sob a forma de um "arroto". Os telescópios espaciais Hubble e Chandra, da Nasa (a agência espacial americana), identificaram um novo "arroto" emergindo de um buraco negro localizado a 800 milhões de anos-luz de distância da Terra. E viram também os resíduos de outro "arroto" que havia ocorrido 100 mil anos antes.

"Há muitos exemplos de buracos negros soltando 'arrotos' individuais, mas descobrimos uma galáxia com um buraco negro gigantesco que não solta um, mas dois arrotos." O "arroto", em si, consiste em um fluxo de partículas de alta energia que é lançado para fora do buraco negro.

'Rescaldo' - Os buracos negros "supermassivos", considerados os maiores, são encontrados nos centros de quase todas as grandes galáxias. A emissão de raios-X da galáxia em questão - chamada SDSS J1354 + 1327 - foi captada pelo telescópio Chandra, que permitiu aos pesquisadores identificar com precisão a localização do buraco negro. O Hubble mostrou, por sua vez, uma nuvem de gás azul-verde que se distanciava do buraco negro, um rescaldo do "arroto" anterior. Os astrônomos descobriram que elétrons haviam se desprendido dos átomos da massa de gás, e supõem que isso foi causado por uma explosão de radiação na vizinhança do buraco negro. Enquanto isso, ela se expandia para 30 mil anos-luz de distância do próprio buraco negro. Mas os cientistas identificaram uma pequena circunferência nas imagens: o sinal de um novo "arroto" emergindo do buraco cósmico. "Esse novo 'arroto' está se movendo, na verdade, como uma onda de choque que se desloca muito rápido", disse Comerford. "Eu pensei em uma metáfora para isso, e estava decidindo se deveria usá-la ou seria um pouco demais... mas imagine alguém jantando na mesa da cozinha, comendo e arrotando, comendo e arrotando." "Você entra no cômodo e percebe que ainda tem um 'arroto' antigo suspenso no ar na direção do aperitivo. Enquanto isso, eles estão comendo o prato principal e soltaram um novo 'arroto', que está chacoalhando a mesa da cozinha." Segundo ela, o buraco negro estava passando por um ciclo de "refeição, arroto e soneca" antes de começar de novo.




As observações, publicadas no Astrophysical Journal, são importantes porque sustentam teorias anteriores - não demonstradas até agora - de que os buracos negros devem passar por esses ciclos. Esperava-se que eles ficassem brilhantes durante o processo de comer e arrotar e, na fase da soneca, escurecessem. Os pesquisadores acreditam que o buraco negro "arrotou" duas vezes porque fez duas refeições separadas. A explicação pode estar no fato de que a galáxia em que ele se encontra ter colidido com outra galáxia próxima. O impacto teria gerado uma abundância de gás cósmico - um verdadeiro "banquete" para o buraco negro. "Há uma corrente de estrelas e gás que conectam essas duas galáxias. A colisão levou o gás a vazar para o buraco negro supermassivo e alimentá-lo com duas refeições separadas, que levaram a esses dois 'arrotos' isolados", acrescenta Comerford.






Por BBC


Astrofísica: Astrônomos descobrem planeta quase tão quente quanto o Sol




Planeta Kelt-9b, fora do sistema solar, tem temperaturas de 4.327°C. Superfície é tão quente que moléculas se desintegrariam e a atmosfera evaporaria


Astrônomos identificaram um planeta gigante gasoso fora do sistema solar tão quente que sobre ele moléculas se desintegrariam e a atmosfera seria evaporada. Kelt-9b, que fica a 650 anos-luz de distância (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros) de nós, na constelação de Cygnus, tem temperaturas podem chegar a 4.327°C – apenas cerca de 1.000°C a menos que o Sol. De acordo com o estudo que descreve os detalhes da descoberta, publicado nesta segunda-feira na revista científica Nature, este é o exoplaneta (nome dado aos planetas que não orbitam o Sol) mais quente já encontrado pelos astrônomos. Os cientistas esperam que o achado forneça indícios que ajudem na compreensão sobre a evolução de planetas que orbitam grandes estrelas, algo que foi visto poucas vezes pelos telescópios atuais.

“A estrela de Kelt-9b propaga tanta radiação ultravioleta que pode fazer o planeta ser completamente evaporado. Ou, se gigantes gasosos como ele tiverem núcleos sólidos como algumas teorias sugerem, o planeta pode ser fervido até virar uma rocha estéril, como Mercúrio”, afirmou o astrofísico Keivan Stassun, da Universidade Vanderblit, nos Estados Unidos, um dos autores do estudo.

Planeta mais quente já descoberto De acordo com os astrônomos, Kelt-9b é tão quente porque orbita a estrela Kelt-9, que é duas vezes maior e quase duas vezes mais quente que o Sol – as temperaturas na estrela podem chegar a quase 10.000 °C. Além disso, o gigante gasoso, que tem 2,8 vezes a massa de Júpiter, gira em torno de Kelt-9 sempre com a mesma face virada para sua estrela (como a Lua em torno da Terra), o que faz com que seja constantemente bombardeado por radiação – os cientistas acreditam que o planeta exiba um tipo de “cauda gasosa brilhante”, semelhante a dos cometas, produzida pela constante queima de gás. “É um planeta segundo as definições típicas baseadas em massa, mas sua atmosfera é diferente de qualquer outro planeta que já vimos até agora devido a sua temperatura durante o dia”, explicou Scott Gaudi, professor de astronomia da Universidade Estadual de Ohio e coautor do estudo. Segundo as previsões dos astrônomos, o planeta está tão próximo de sua estrela que, quando ela começar a se expandir, em torno de um bilhão de anos, transformando-se em uma gigante vermelha, ele deve evaporar. Por essa razão, esse planeta tão quente pode ajudar a compreender como se formam sistemas planetários ao redor de estrelas grandes e massivas. “Como procuramos ter um panorama completo sobre a variedade de planetas do universo, é importante conhecer não apenas como eles se formam e evoluem, mas também quando e sob quais condições são destruídos”, afirmou o pesquisador. O novo planeta foi encontrado com informações dos telescópios Kelt (sigla em inglês para Kilidegree Extremely Little Telescopes), operados pela Universidade Estadual de Ohio, Universidade Vanderbilt e Universidade Lehigh, nos Estados Unidos. Os astrônomos esperam agora encontrar mais detalhes sobre o planeta utilizando dados de outros telescópios, como o Hubble e o James Webb, que deve ser lançado em 2018. Os cientistas pretendem responder questões como se o planeta exibe realmente uma cauda e por quanto tempo poderá resistir a temperaturas tão elevadas.


terça-feira, 3 de agosto de 2021

Astrônomos medem pela 1ª vez rotação de planetas em sistema estelar a 129 anos-luz (VÍDEO)

 


Astrônomos conseguiram fazer as primeiras medições de rotação de planetas que fazem parte do sistema estelar HR 8799.

O sistema HR 8799 que foi descoberto pelos observatórios W.M. Keck e Gemini, ambos localizados no Havaí, encontra-se a 129 anos-luz da Terra e é composto por quatro planetas chamados super-Júpiteres, todos eles mais massivos que Júpiter.

Contudo, os períodos de rotação, ou taxas de rotação, dos planetas do sistema HR 8799 nunca tinham sido medidos. Na verdade, a taxa de rotação (que se traduz na duração de um dia no planeta) foi medida em pouquíssimos exoplanetas.

O avanço nesta área foi possível graças a uma colaboração cientifica liderada por pesquisadores e engenheiros do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e do Observatório Keck, que desenvolveram um instrumento denominado de Keck Planet Imager and Characterizer (KPIC, na sigla em inglês), aponta página da universidade.

​Astrônomos mediram pela primeira vez a velocidade com que estão girando exoplanetas do sistema HR 8799. O resultado marca a primeira aplicação cientifica de nosso novo instrumento KPIC.

O aparelho pode monitorar com resolução espectral extremamente alta exoplanetas que foram anteriormente fotografados.

"Com o KPIC conseguimos obter as observações de mais alta resolução espectral alguma vez realizadas dos exoplanetas do sistema HR 8799", disse Jason Wang do Departamento de Astronomia do Caltech.

"Isso nos permite estudá-los com granularidade mais fina que nunca antes e desbloquear e obter a chave para ter uma compreensão mais profunda não apenas de como estes quatro planetas se formaram, mas como os gigantes gasosos em geral se desenvolvem em todo o Universo", ressaltou.

O estudo, publicado na revista The Astronomical Journal, determinou que as velocidades de rotação mínimas de dois planetas, HR 8799 d e HR 8799 e, são de 10,1 km/s e 15 km/s, respectivamente. Isso se traduz em uma duração do dia que pode oscilar entre três horas e 24 horas, tal como na Terra, dependendo das inclinações dos planetas, que por enquanto são indeterminadas. Para ter uma ideia, Júpiter tem uma velocidade de rotação de cerca de 12,7 km/s e um dia no gigante gasoso dura quase dez horas.

A equipe foi capaz de determinar a velocidade de rotação do terceiro planeta, HR 8799 c, com um limite máximo inferior a 14 km/s. O mesmo não foi possível determinar conclusivamente para o quarto planeta, HR 8799 b.

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segunda-feira, 5 de julho de 2021

Em busca de vida: astrônomos da NASA descobrem 'ciclo de vida' de metano em Marte

 


Cientistas da agência espacial dos EUA estudaram a presença de metano no Planeta Vermelho e chegaram a uma conclusão sobre como o gás pode muitas vezes parecer não existir em Marte.

Cientistas da agência espacial norte-americana NASA afirmam ter revisto os dados do metano capturados previamente em Marte, e coletado novos, encontrando um padrão de como ele surge, depois que astrônomos da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) referiram não ter visto vestígios desse gás.

"Quando a equipe europeia anunciou que não viu metano, eu fiquei realmente chocado", comentou em comunicado Chris Webster, cientista planetário do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA.

Os pesquisadores norte-americanos então reviram os dados do rover Curiosity, que tem enviado informação desde Marte sobre o Planeta Vermelho, incluindo vestígios minúsculos de metano, que além de poderem ser resultado de um processo geológico, podem indicar a presença de algum tipo de vida.

A equipe descobriu no estudo, que foi publicado na revista Astronomy & Astrophysics que a razão de a ESA não ter encontrado o gás deve-se a ele se diluir muito na atmosfera durante o dia em Marte, o que o impede de ser detectado a uma distância tão grande. Durante a noite, por sua vez, o gás fica na superfície do planeta.

Essa teoria foi confirmada após os cientistas realizarem medições de alta precisão do metano durante dois anos, incluindo pela primeira vez durante a luz do dia. Tal como previsto, o gás permaneceu na superfície durante a noite e se dissolveu na atmosfera durante o dia.

No entanto, também se sabe que o metano não parece estar se acumulando na atmosfera em Marte ao longo do tempo e os pesquisadores estão agora testando a razão do fenômeno.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Astrônomos estudam galáxias distantes usando lente gravitacional a 3,3 bilhões de anos-luz

 


Astrônomos descobriram que o campo gravitacional de um aglomerado de galáxias, localizado à distância de 3,3 bilhões de anos-luz, pode servir como lente de aumento para observar áreas ainda mais distantes.

Usando o aglomerado de galáxias como uma lente gigante de aumento, os cientistas conseguiram estudar a galáxia CSWA128, que está localizada ainda mais distante, a 10,7 bilhões de anos-luz da Terra, segundo o estudo publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society: Letters.

O aglomerado de galáxias é tão grande que sua gravidade distorce a luz como se fosse uma lupa. O chamado efeito de lente gravitacional faz a galáxia CSWA128 que está por trás dela parecer dez vezes maior do que pareceria se fosse observada de outra forma.

O novo método de observação permitiu obter um nível de detalhe muito maior do que era possível antes.

"Também descobrimos que a CSWA128 contém o dobro de áreas de formação de estrelas em relação ao que era anteriormente relatado", acrescentou a a coautora Tiantian Yuan.

No entanto, "este fenômeno de ampliação da natureza tem um custo. As imagens ampliadas são esticadas e distorcidas", disse a cientista.

Para evitar isso, os cientistas desenvolveram um método de reconstrução de imagem baseado em pixels que pode determinar a verdadeira forma de uma galáxia a partir da imagem esticada e distorcida produzida pelas lentes gravitacionais.

Um algoritmo reconstrói a distribuição de brilho da superfície da galáxia original em uma grade de pixels, com resolução sensível o suficiente para regiões tão pequenas quanto 100 parsecs ou menores.


domingo, 27 de junho de 2021

'Amanhecer cósmico': astrônomos determinam quando surgiram primeiras estrelas após o Big Bang

 


Astrônomos do Reino Unido e dos EUA descobriram quando começaram a brilhar as primeiras estrelas do Universo. Eles afirmam que esse período, conhecido como "amanhecer cósmico", ocorreu entre 250 a 350 milhões de anos após o Big Bang.

A equipe analisou seis das galáxias mais distantes. Elas estão tão longe que mesmo usando os telescópios mais potentes do mundo as galáxias aparecem na tela do computador como meros pixels, escreve BBC.

Além disso, estas galáxias estão entre as primeiras a terem emergido no Universo e no momento em que suas imagens foram capturadas por telescópios na Terra elas são vistas não muito tempo depois do Big Bang.

Ao determinar sua idade, a equipe conseguiu calcular o início do amanhecer cósmico – o período quando se formaram as primeiras estrelas.

"Os teóricos especulam que o Universo foi um lugar escuro durante as primeiras centenas de milhões de anos, antes de as primeiras estrelas e galáxias terem se formado", disse Nicolas Laporte, autor principal do estudo e astrônomo do Instituto Kavli de Cosmologia e do Laboratório Cavendish da Universidade de Cambridge.

"Nossas observações indicam que o amanhecer cósmico ocorreu entre 250 e 350 milhões de anos após o início do Universo", notou.

Nicolas Laporte, junto com sua equipe, analisou a luz das estrelas das galáxias registradas pelos telescópios espaciais Hubble e Spitzer. Eles estimaram a idade das galáxias examinando a proporção de átomos de hidrogênio na atmosfera de suas estrelas. Quando mais antigas as estrelas, maior a proporção de átomos de hidrogênio.

Este marcador do hidrogênio aumenta em força à medida que a população estelar envelhece, mas diminui quando a galáxia é mais velha do que um bilhão de anos.

Estas medições permitiram aos pesquisadores confirmar que observar essas galáxias seria como olhar para o passado, quando o Universo tinha apenas 550 milhões de anos.

O estudo foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Astrônomos descobrem enorme 'cometa misterioso' que deve 'visitar' Sistema Solar (VÍDEO)

 


Os confins de nosso Sistema Solar estão repletos de objetos misteriosos – e agora um destes objetos espaciais está vindo em nossa direção.

Os astrônomos descobriram um objeto transnetuniano, que possui uma órbita semelhante a um cometa e está prestes a fazer sua passagem mais próxima do Sol em sua órbita de 600.000 anos.

2014 UN271 é um cometa grande, possivelmente tão grande como um planeta anão. Está se dirigindo para nossa região planetária a partir da Nuvem de Oort. Em 2031 o objeto chegará a 10,1 UA [do Sol], um pouco mais longe do que Saturno

O objeto em questão foi denominado de 2014 UN271 e foi identificado apenas recentemente em dados de Dark Energy Survey, ou Pesquisa de Energia Negra, um projeto internacional que buscava mapear objetos astronômicos como galáxias e supernovas entre 2014 e 2018.

Segundo estimativas, o tamanho do objeto seria entre 100 e 370 km de largura. Se for um cometa, ele é bastante grande, sobretudo para um que vem do Sistema Solar exterior.

"É quase sem dúvida o maior objeto da Nuvem de Oort já descoberto – quase no território dos planetas anões", disse Sam Deen, um astrônomo aficionado, em um post.

A nuvem de Oort é uma hipotética região esférica nos confins do Sistema Solar que contém bilhões de objetos semelhantes a cometas. Embora não haja observações diretas que confirmem sua existência, muitos fatores circunstanciais apontam para sua existência.

O fato mais intrigante sobre 2014 UN271 é sua órbita em torno do Sol. Este objeto misterioso tem órbita extremamente excêntrica, voando entre o Sistema Solar interior e a nuvem de Oort que marca o limite do espaço interestelar por um período de 612.190 anos.

Acontece que os astrônomos estão prestes a evidenciar sua passagem mais próxima do Sol nesta incrível viagem de mais de 600 mil anos.

Atualmente o 2014 UN271 está a cerca de 22 unidades astronômicas (UA) do Sol. Para ter uma ideia, uma unidade astronômica é a distância entre a Terra e o Sol. Isso significa que o objeto está mais perto do que Netuno, e em sua passagem mais próxima do Sol, que acontecerá em 2031, é esperado que o objeto misterioso esteja a cerca de 10,9 UA do Sol, quase alcançando a órbita de Saturno.

 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Astrônomos detectam o que poderia ser exoplaneta orbitando estrela mais próxima à Terra (FOTO)

 


Astrônomos notaram o que poderia ser um planeta anteriormente desconhecido orbitando uma das estrelas mais próximas à Terra que "poderia ser apropriada à vida".

Pesquisadores detectaram um ponto brilhante designado C1 perto de Alpha Centauri A, uma das duas estrelas que oscilam perto uma de outra, tão perto que parecem uma na constelação de Centaurus. Duas estrelas formam um sistema binário localizado a 4,37 anos-luz da Terra.

Alpha Centauri foi escolhida porque se situa na zona habitável, ou seja, uma região onde um planeta é capaz de reter água líquida em sua superfície, tornando, assim, a área adequada para vida.

A descoberta foi realizada graças a um novo sistema desenvolvido para imagens de exoplanetas em infravermelho médio, em combinação com um tempo extremamente longo de observação – tudo foi exercido através de utilização do telescópio VLT, no Chile. Os resultados do estudo foram publicados na revista Nature Comunications em 10 de fevereiro.

Astrônomos foram capazes de reduzir sinais desfavorecidos emitidos pelo telescópio e pela câmera, da mesma forma que os fones com cancelamento de ruído bloqueiam certos sons, o que permitiu-lhes detectar sinais de potencial planeta.


Imagem de potencial exoplaneta designado C1 e Alpha Centauri A em infravermelho médio

As novas capacidades foram desenvolvidas pela equipe internacional de astrônomos, em colaboração com a iniciativa Breakthrough Watch/NEAR, que é um programa astronômico mundial que está procurando planetas parecidos com a Terra localizados perto de estrelas.

O principal autor do estudo, Kevin Wagner, do Observatório Steward da Universidade do Arizona (EUA), contou ao The Daily Mail por e-mail que "NEAR é um degrau em maior campo de registro de imagens de exoplanetas, que por enquanto tem sido limitado aos planetas de grandes órbitas tipo superjúpiter, e só agora começa a atingir as zonas habitáveis de estrelas por perto".

No entanto, a equipe científica claramente constatou que, sem verificação seguinte, não pode ser descartada a possibilidade de que o ponto C1 seja resultado de algum artefato desconhecido causado pelo próprio instrumento de observação.

"Por exemplo, um dos artefatos conhecidos é o efeito de persistência que faz com que a câmera mantenha o sinal de estrelas durante o processo, algo que aconteceria com logotipos que foram exibidos por muito tempo nos cantos das telas de aparelhos de televisão antigos", explicou o autor.

Por isso mesmo, são necessárias mais observações para confirmar resultados dos astrônomos. "Se detectarmos o objeto de novo em um local diferente, então poderemos checar se é consistente com movimento orbital, e, se assim for, será uma boa evidência de ser realmente um planeta", explica Wagner. "Se ficar no mesmo lugar, então um disco de poeira exozodiacal ou artefato instrumental seria mais possível."


 

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