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sábado, 29 de maio de 2021

Lua de Júpiter pode abrigar vulcões ativos escondidos sob vasta camada de gelo, aponta estudo

 


Um novo estudo sugere que vulcões ativos podem estar se escondendo no fundo no solo marinho de Europa – um dos satélites naturais de Júpiter, que, segundo cientistas, abriga um enorme oceano de água salgada debaixo da sua vasta camada de gelo.

Pesquisadores observam que estes vulcões poderiam abastecer com energia sistemas hidrotermais de águas profundas, ambientes ricos em energia química de que as potenciais formas de vida de Europa poderiam se aproveitar, escreve portal Space.

"Nossas descobertas fornecem evidências adicionais de que o oceano subterrâneo de Europa pode ser um ambiente adequado para o surgimento de vida", comunicou Marie Behounkova, autora principal do estudo da Universidade Carolina de Praga, na República Tcheca.

"Europa é um dos raros corpos planetários que podem ter mantido a atividade vulcânica ao longo de bilhões de anos, e possivelmente o único além da Terra que tem grandes reservatórios de água e uma fonte de energia duradoura."

Behounkova e colegas modelaram detalhadamente como o interior de Europa se estica e flexiona enquanto a lua é puxada pela poderosa gravidade de Júpiter.

Os resultados dos cientistas sugerem que o interior de Europa pode consistir em um núcleo de ferro rodeado por uma manto rochoso que está em contato direto com um oceano sob a crosta de gelo. Novos modelos de pesquisa mostram como o calor interno pode alimentar vulcões no fundo do mar
Os resultados dos cientistas sugerem que o interior de Europa pode consistir em um núcleo de ferro rodeado por uma manto rochoso que está em contato direto com um oceano sob a crosta de gelo. Novos modelos de pesquisa mostram como o calor interno pode alimentar vulcões no fundo do mar

Tais deformações geram calor por fricção que impede o oceano subterrâneo de Europa de congelar e talvez até mesmo parcialmente derrete a camada superior do seu manto rochoso, relataram pesquisadores em um estudo anterior publicado na revista científica Geophysical Research Letters.

Por sua vez, o novo estudo sugere que tal derretimento pode ter alimentado vulcões do fundo marinho durante a maior parte da existência de Europa, acontecendo possivelmente até nos dias de hoje.

É mais provável que a atividade vulcânica ocorra perto dos polos de Europa, onde as cargas de calor internas são mais intensas, segundo explicam cientistas.


NASA divulga nova IMAGEM impressionante do 'centro' da Via Láctea

 



A agência espacial dos Estados Unidos (NASA, na sigla em inglês) divulgou nesta sexta-feira (28) uma nova imagem impressionante do "centro" violento e altamente energizado de nossa galáxia.

A imagem é uma composição de 370 observações feitas ao longo das duas últimas décadas pelo telescópio orbital Chandra X-Ray, mostrando bilhões de estrelas e inúmeros buracos negros no "centro", ou coração, da Via Láctea. Um radiotelescópio na África do Sul também contribuiu para a criação da imagem, por contraste.

Desvende as linhas de gás superaquecido e os campos magnéticos que compõem a tapeçaria de energia de nossa galáxia, a Via Láctea. Uma nova imagem do telescópio Chandra X-Ray traz à vida o gigantesco mosaico de dados que entrelaça esta obra-prima cósmica.

O responsável pela foto, o astrônomo Daniel Wang da Universidade de Massachusetts Amherst, contou hoje (28) à agência de notícias Associated Press que passou um ano trabalhando na imagem, enquanto permanecia isolado em casa por conta da pandemia.

"O que vemos na foto é um ecossistema violento e energético no centro da nossa galáxia", afirmou Wang, citado pela AP. "Há muitos remanescentes de supernovas, buracos negros, e estrelas de nêutrons ali. Cada ponto ou marca no raio-X representa um fonte de energia, a maioria delas no centro", acrescentou.

Este confuso e altamente energético centro galáctico está a cerca de 26.000 anos-luz de distância da Terra.

O trabalho de Wang será publicado na edição de junho da revista científica da Royal Astronomical Society.

Fios de gás superaquecido e campos magnéticos estão tecendo uma tapeçaria de energia neste novo panorama do centro de nossa galáxia, a Via Láctea. Com aproximadamente 1.000 anos-luz de diâmetro e 2.000 anos-luz de comprimento, esta imagem nos ensina mais sobre o nosso clima no espaço galáctico que é impulsionado por fenômenos voláteis, como explosões de supernovas e erupções de matéria de regiões próximas a Sagittarius A*, o buraco negro supermassivo de nossa galáxia.


Fenômeno raro: rover da NASA registra em Marte nuvens brilhantes de gelo seco (FOTO, VÍDEOS)

 



Rover Curiosity conseguiu registrar em Marte imagens de um fenômeno atmosférico muitíssimo incomum – nuvens que se formam em altitudes tão elevadas que consistem principalmente de dióxido de carbono cristalizado.

O nosso planeta vizinho é um deserto seco e gelado, mas ele ainda tem algumas nuvens em sua fina atmosfera, que se formam em quantidades suficientes para afetar seu clima.

As nuvens marcianas diferem daquelas que estamos acostumados a ver na Terra, onde as nuvens são principalmente compostas de partículas de água líquida ou de cristais de gelo suspensos.

​Às vezes você só precisa parar e ver as nuvens passando... em Marte. Dias nublados são raros aqui porque a atmosfera é tão fina e seca, mas eu tenho mantido minhas câmeras prontas e queria compartilhar algumas fotos recentes com vocês. 

Em Marte, as nuvens se formam a partir de pequenos pedaços de gelo que se cristalizam em torno de partículas de poeira mineral, semelhante às chamadas nuvens noctilucentes na Terra.

Nas imagens captadas pelo rover Curiosity da NASA as nuvens aparecem passando a uma altitude mais alta do que a habitual, a cerca de 60 km.

​Indo para o final de semana como uma nuvem em Marte. Este GIF mostra nuvens flutuando sobre o Monte Sharp. Cada imagem foi composta por seis fotos separadas. 

A temperatura nesta região da atmosfera é suficientemente baixa para o dióxido de carbono se cristalizar. Por isso, as nuvens marcianas são provavelmente feitas de dióxido de carbono cristalizado, em vez de serem de água com as da Terra.

​Vagueei sozinho como uma nuvem em Marte... Estas são nuvens noctilucentes. Elas estão em altitude elevada na atmosfera e provavelmente são feitas de gelo seco. Seus cristais captam a luz desvanecida do Sol, o que as faz brilhar no céu escurecido.

O dióxido de carbono sólido não é algo incomum em Marte. Na verdade, as suas calotas polares, que são compostas de gelo de água, são cobertas por camadas relativamente finas de gelo de CO2.

As nuvens fotografadas pela sonda Curiosity são notáveis por suas cores cintilantes espetaculares, um colorido raro em Marte. Os cristais refletem a luz do Sol poente, criando uma brilhante e magnífica iluminação.


As mais vistas da semana

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Padrão misterioso sugere que exoplanetas podem estar encolhendo de tamanho

 


Até hoje, foi confirmada a existência de cerca de quatro mil exoplanetas orbitando ao redor de outras estrelas dentro da Via Láctea, bem como a identificação dos mesmos.

Dentro desta população planetária, no entanto, emergiu um padrão curioso: existem pouquíssimos exoplanetas com um tamanho de 1,5 a duas vezes superior ao da Terra orbitando em volta de suas estrelas, esse fenômeno é conhecido como lacuna de raio de pequenos planetas, explica a Science Alert.

Ante tais observações, surgem várias questões, tais como para onde foram esses planetas, e se alguma vez chegaram a existir. Uma resposta para as últimas, após vários estudos, observações e modelagens, sugere que esses exoplanetas existiram, mas que ao longo dos vários bilhões de anos, foram encolhendo de tamanho.

"O ponto principal é que os planetas não são as esferas rochosas e gasosas estáticas que nós muitas vezes pensamos que são", disse Trevor David, astrofísico do Instituto Flatiron de Nova York, cujo estudo foi publicado no The Astronomical Journal.

David e a sua equipe estudaram o fenômeno em análise através das idades dos exoplanetas que, por sua vez, se formam ao mesmo tempo que suas estrelas. A equipe selecionou vários corpos celestes com menos de dez vezes o tamanho da Terra, registrados no California-Kepler Survey, um projeto que mede de forma precisa as propriedades dos exoplanetas e de suas estrelas.

Pintura do exoplaneta KELT-9b (um dos exoplanetas mais quentes do universo) que está localizado muito perto da sua estrela
© NASA . NASA/JPL-CALTECH
Pintura do exoplaneta KELT-9b (um dos exoplanetas mais quentes do universo) que está localizado muito perto da sua estrela

Sabendo das diferentes características dos exoplanetas, depois, os cientistas os dividiram em dois grupos: os mais jovens, com menos de dois bilhões de anos, e os de idade superior. Para contextualizar, vale lembrar que o Sistema Solar tem cerca de 4,6 bilhões de anos. Ante esta divisão, os pesquisadores encontraram um padrão interessante.

Ao longo de bilhões de anos, os corpos celestes em estudo diminuíram dramaticamente seu tamanho, muitas vezes por causa da perda de sua atmosfera, deixando apenas o seu núcleo rochoso. Ainda são desconhecidas as causas que levam a essa perda, porém, há duas teorias principais.

A primeira é chamada de fotoevaporação, na qual os cientistas pensam que a proximidade entre o planeta e sua estrela contribui para a evaporação da atmosfera planetária, devido à radiação estrelar. A segunda teoria consiste no arrefecimento do núcleo do planeta, do qual o calor escapa para a atmosfera, ajudando-a a se evaporar do astro.

Ambas as suposições ocorrem em diferentes intervalos de tempo, mas adequam-se às observações da equipe. No entanto, mais análises precisam ser conduzidas para determinar o que está, de fato, contribuindo para o encolher dos exoplanetas.

No centro da Via Láctea há algo mais estranho do que buraco negro supermassivo, sugere estudo

 


No centro da Via Láctea poderia haver um núcleo de matéria escura e não um buraco negro, segundo afirma estudo realizado por cientistas de Itália, Colômbia e Argentina.

Em artigo disponível no portal de pré-impressão ArXiv, pesquisadores calcularam que as trajetórias das 17 estrelas melhor analisadas perto de Sagittarius A*, que é o objeto que se encontra no centro de nossa galáxia, são diferentes das previstas em caso de se no centro da Via Láctea tivesse mesmo um buraco negro.

Na verdade, pesquisadores estimam que as trajetórias se parecem mais com o modelo Ruffini-Arguelles-Rueda, que combina conceitos de física quântica, relatividade geral e termodinâmica.

Proposto há alguns anos, este modelo é baseado na autogravidade de férmions massivos neutros, nos quais as partículas darkinos (do inglês dark – escuro) podem se aglomerar a uma massa pelo menos 100 vezes superior à de Sagittarius A* sem colapsar em um buraco negro.

O centro galáctico da Via Láctea, mostrado aqui em ondas de rádio (vermelho) e raios X (verde e azul), tem um buraco negro supermassivo, o Sagitário A*, que pode ter destruído gigantes vermelhas próximas
© FOTO / CXC/NASA/D. WANG ET AL./UMASS/MEERKAT/SARAO
O centro galáctico da Via Láctea, mostrado aqui em ondas de rádio (vermelho) e raios X (verde e azul), tem um buraco negro supermassivo, o Sagitário A*, que pode ter destruído gigantes vermelhas próximas
"Este mapa mostra pela primeira vez que uma concentração altamente densa de partículas de matéria escura localizadas no centro galáctico pode explicar a dinâmica de estrelas [próximas] com uma precisão semelhante [e, em alguns casos melhor] em comparação com o modelo de um buraco negro central", dando resultados que "reforçam a natureza alternativa de Sagittarius A* como um núcleo quântico denso de darkinos, substituindo, assim, o cenário de um buraco negro no centro [da Via Láctea]", afirmam cientistas.

Um modelo geralmente aceito de distribuição de energia do Universo indica que 5% corresponderiam à matéria normal, 25% à matéria escura e 70% à energia escura, proporções que geram controvérsia na comunidade científica.


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