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terça-feira, 3 de agosto de 2021

Cientistas capturam imagem mais detalhada até hoje da galáxia Andrômeda (FOTOS)

 


A vizinha de nossa galáxia Via Láctea, a galáxia Andrômeda, é o objeto mais distante observado no céu da Terra, se localizando a cerca de 2,5 milhões de anos-luz.

Agora, os cientistas conseguiram capturar a imagem de rádio mais detalhada dessa galáxia longínqua, esperando, a partir dela, conseguir identificar e estudar as regiões dentro de Andrômeda onde as novas estrelas nascem, informa o portal Tech Explorist.

A imagem foi capturada na frequência de micro-ondas de 6,6 GHz, tendo os cientistas recorrido ao Radiotelescópio da Sardenha para obter a imagem nessa frequência, um telescópio de 64 metros totalmente dirigível e capaz de operar em altas frequências de rádio.

A física Sofia Fatigoni, da Universidade da Colúmbia Britânica, explicou que "esta imagem nos permitirá estudar a estrutura da Andrômeda e seu conteúdo com mais detalhes do que alguma vez foi possível. Compreender a natureza dos processos físicos que ocorrem dentro da Andrômeda nos permitirá entender o que acontece em nossa galáxia mais claramente, como se estivéssemos olhando para nós mesmos a partir de fora", disse ela citada pela mídia.
Imagem de rádio da galáxia Andrômeda capturada pelo Radiotelescópio da Sardenha
Imagem de rádio da galáxia Andrômeda capturada pelo Radiotelescópio da Sardenha

Com base nas observações telescópicas e análise de dados consistente, os cientistas estimaram a taxa de formação de estrelas dentro da galáxia em estudo. Adicionalmente, ainda criaram um mapa detalhado que destacou o disco da galáxia como a região onde nascem novas estrelas.

Andrômeda em micro-ondas!
Usando o radiotelescópio da Sardenha (66 horas de observação), os astrônomos mapearam nossa galáxia espiral vizinha em 6,6 GHz, apresentando um adorável anel com estrelas em formação.
Belo trabalho!

"Em particular, fomos capazes de determinar a fração das emissões devidas aos processos térmicos relacionados com as primeiras estações de formação de novas estrelas e a fração dos sinais de rádio atribuíveis a mecanismos não térmicos devido aos raios cósmicos que espiralam no campo magnético presente no meio interestelar", informou o dr. Elia Battistelli, professor no Departamento de Física na Universidade de Roma "La Sapienza" e coordenador do estudo.

A partir do mapa, os cientistas foram capazes de identificar cerca de 100 diferentes fontes pontuais, incluindo estrelas, galáxias e outros objetos no fundo da galáxia Andrômeda.


sábado, 29 de maio de 2021

NASA divulga nova IMAGEM impressionante do 'centro' da Via Láctea

 



A agência espacial dos Estados Unidos (NASA, na sigla em inglês) divulgou nesta sexta-feira (28) uma nova imagem impressionante do "centro" violento e altamente energizado de nossa galáxia.

A imagem é uma composição de 370 observações feitas ao longo das duas últimas décadas pelo telescópio orbital Chandra X-Ray, mostrando bilhões de estrelas e inúmeros buracos negros no "centro", ou coração, da Via Láctea. Um radiotelescópio na África do Sul também contribuiu para a criação da imagem, por contraste.

Desvende as linhas de gás superaquecido e os campos magnéticos que compõem a tapeçaria de energia de nossa galáxia, a Via Láctea. Uma nova imagem do telescópio Chandra X-Ray traz à vida o gigantesco mosaico de dados que entrelaça esta obra-prima cósmica.

O responsável pela foto, o astrônomo Daniel Wang da Universidade de Massachusetts Amherst, contou hoje (28) à agência de notícias Associated Press que passou um ano trabalhando na imagem, enquanto permanecia isolado em casa por conta da pandemia.

"O que vemos na foto é um ecossistema violento e energético no centro da nossa galáxia", afirmou Wang, citado pela AP. "Há muitos remanescentes de supernovas, buracos negros, e estrelas de nêutrons ali. Cada ponto ou marca no raio-X representa um fonte de energia, a maioria delas no centro", acrescentou.

Este confuso e altamente energético centro galáctico está a cerca de 26.000 anos-luz de distância da Terra.

O trabalho de Wang será publicado na edição de junho da revista científica da Royal Astronomical Society.

Fios de gás superaquecido e campos magnéticos estão tecendo uma tapeçaria de energia neste novo panorama do centro de nossa galáxia, a Via Láctea. Com aproximadamente 1.000 anos-luz de diâmetro e 2.000 anos-luz de comprimento, esta imagem nos ensina mais sobre o nosso clima no espaço galáctico que é impulsionado por fenômenos voláteis, como explosões de supernovas e erupções de matéria de regiões próximas a Sagittarius A*, o buraco negro supermassivo de nossa galáxia.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Jatos cósmicos de beleza: Hubble registra imagem de 2 objetos Herbig-Haro (FOTO)

 


Nova imagem obtida com o telescópio espacial Hubble da NASA mostra HH46 e HH47, dois objetos Herbig-Haro localizados a 1.400 anos-luz de distância da Terra.

HH46 e HH47 fazem parte dos objetos espaciais denominados Herbig-Haro, que pertencem a fenômenos transitórios e viajam para longe da estrela que os criou a uma velocidade de até 250.000 km/h. Depois de um período, desaparecem no espaço em algumas dezenas de milhares de anos. HH46 e HH47 estão a 1.400 anos-luz de distância localizados na constelação de Vela, segundo o SCI News.



© FOTO / NASA / ESA / HUBBLE / B. NISINI
Imagem registrada pelo telescópio Hubble mostra HH46 e HH47

Na verdade, o fenômeno são manchas brilhantes de nebulosidade associadas a estrelas recém-nascidas, que se formam quando jatos estreitos de gás parcialmente ionizados são ejetados por estrelas que colidem com nuvens próximas de gás e poeira. 

"Antes de sua descoberta em 1977 pelo astrônomo americano RD Schwartz, o mecanismo exato pelo qual esses objetos multicoloridos se formavam era desconhecido. O mistério foi resolvido quando uma protoestrela, não vista nesta imagem, foi descoberta no centro dos longos jatos de matéria", disse os astrônomos do Hubble citados pela mídia.

Os objetos Herbig-Haro foram observados pela primeira vez no século XIX, mas não foram reconhecidos como um tipo distinto de nebulosa de emissão até os anos 1940.

Os primeiros astrônomos a estudá-los em detalhes foram George Herbig e Guillermo Haro, e por isso, o fenômeno recebeu o nome de Herbig-Haro.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Novo radar planetário capta imagem detalhada da Lua a partir da Terra (FOTO)

 


Teste bem-sucedido abre caminho para novo sistema de radar planetário que permitiu o registro de uma perspectiva detalhada da Lua com imagem capturada a partir da Terra.

O Observatório Green Bank (GBO) em conjunto com o Observatório Nacional de Radioastronomia (NRAO) e a Raytheon Inteligência & Espaço, todos nos EUA, realizaram um teste para provar que um novo sistema de radiotelescópio pode capturar imagens de alta resolução no espaço próximo a partir da Terra, reporta o portal Science Alert.

O Telescópio Green Bank (GBT) localizado no estado da Virgínia Ocidental (EUA) foi equipado com um novo transmissor, permitindo-lhe propagar um sinal de radar para o espaço. Ao lançar o poderoso sinal na superfície lunar, o sistema foi capaz de alcançar uma resolução espetacular, mostrando objetos de até cinco metros.

O novo transmissor enviou um sinal de radar mirando especificamente no local de pouso da missão norte-americana Apollo 15. Este sinal, quando se recuperou, foi coletado pelo Very Long Baseline Array, que é uma rede de dez estações de observação combinadas localizadas nos EUA para criar uma antena coletora.



Imagem da Lua registrada a partir da Terra pelo radar GBT-VLBA na região onde a Apollo 15 pousou em 1971

 

 

O resultado foi a imagem acima divulgada no site do NRAO. Esse torrão (monte de terra) no meio superior é uma cratera chamada Hadley C, com cerca de seis quilômetros de diâmetro. Passando por ele está o Hadley Rille, considerado um tubo de lava destruído.

"O sistema planejado será um salto à frente na ciência do radar, permitindo o acesso a recursos nunca antes vistos do Sistema Solar aqui mesmo na Terra", disse Karen O'Neil, diretora do Observatório Green Bank citada pela publicação do NRAO.

Agora, a meta dos pesquisadores é finalizar um plano para desenvolver um sistema de radar altíssima potência, de cerca de 500 quilowatts, que pode gerar imagens de objetos no Sistema Solar com detalhes sem precedentes e alcançar sinais de órbitas de planetas distantes como a de Urano e Netuno a partir da Terra.

 



Local exato na superfície lunar no qual foi feito o registro da imagem pelo novo sistema de radiotelescópio

Imagens de radar da Lua não são uma ideia tão nova, no entanto, o novo sistema operado a partir da Terra é uma ferramenta extraordinariamente útil para revelar estruturas finas na superfície e, em comprimentos de onda mais longos, até sondar mais de dez metros abaixo da superfície. Essa tecnologia também pode nos ajudar a encontrar ruínas enterradas e sítios arqueológicos que ainda não descobertos.

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Hubble captura imagem de uma das maiores galáxias da constelação de Virgem descoberta em 1785 (FOTO)

 


Observada pela primeira vem em 1785, NGC 4535 é uma das maiores galáxias do aglomerado de galáxias da constelação de Virgem.

Através do telescópio espacial Hubble da NASA, astrônomos produziram uma imagem super detalhada da região central da galáxia NGC 4535.

Observada pela primeira vez em 1785, NGC 4535 ou LEDA 41812 como também é conhecida, está a 52,6 milhões de anos-luz da Terra e pertence a constelação de Virgem, sendo uma das maiores galáxias do aglomerado da constelação que conta com até duas mil galáxias, segundo o SCI News.

Com o registro detalhado realizado por um dos telescópios mais famosos no campo da astronomia mundial, podemos notar que em seu centro há uma estrutura de barra bem definida, com faixas de poeira que se curvam acentuadamente antes que os braços espirais se rompam nas extremidades da barra.



© FOTO / NASA / ESA / HUBBLE / J. LEE / PHANGS-HST TEAM
NGC 4535 ou Leda 41812, sua aparência quase circular mostra que a observamos de frente

NGC 4535 vem sendo estudada como parte de uma pesquisa que visa esclarecer as ligações entre nuvens de gás frio, a formação de estrelas e sua forma geral e outras propriedades formadoras de galáxias.

"As cores azuis brilhantes, vistas aninhadas entre seus longos braços espirais, indicam a presença de um número maior de estrelas mais jovens e mais quentes. Em contraste, os tons mais amarelos da protuberância da NGC 4535 sugerem que esta área central é o lar de estrelas que são mais velhas e mais frias", disse um astrônomo do Hubble citado pela mídia.

Os astrônomos afirmam que as cores brilhantes na imagem do Hubble não são apenas bonitas de se olhar, além de deleitarem os olhos, oferecem preciosas respostas sobre a população de estrelas na galáxia que se encontra tão distante de nós.


terça-feira, 23 de junho de 2020

IMAGEM infravermelha revela galáxia de núcleo duplo




Astrônomos norte-americanos revelaram que a galáxia NGC 4490, conhecida como Cocoon, possui núcleo duplo.

A descoberta foi realizada com a ajuda dos dados de telescópios óticos e de rádio que proporcionaram uma imagem infravermelha da estrutura, segundo estudo publicado em ArXiv.
Após quase uma década de pesquisas, os especialistas identificaram um núcleo em comprimentos de onda visíveis e outro que estava oculto na poeira, que podia ser visto apenas nos comprimentos de onda infravermelhos e de rádio. Ambos possuem tamanho, massa e luminosidade semelhantes.


© FOTO / WISE/SAOIMAGEDS9 SOFTWARE BY A. LAWRENCE
Raro núcleo duplo encontrado na galáxia NGC 4490
De acordo com Allen Lawrence, autor principal do estudo, os cientistas que utilizaram diferentes telescópios detectaram cada um dos núcleos de maneira independente, porém não sabiam do outro núcleo, já que era preciso um telescópio diferente para observá-lo.
"A interpretação mais direta das observações é que a NGC 4490 é um remanescente de uma fusão tardia" de uma colisão de duas galáxias anteriores, segundo os autores.
Segundo os cientistas, a descoberta poderia explicar porque o sistema de galáxias está cercado por uma enorme coluna de hidrogênio. Além disso, eles acreditam que o núcleo duplo poderia contribuir para a acumulação de buracos negros supermassivos que se encontram no centro de algumas galáxias.
Cocoon está localizada no hemisfério norte e a aproximadamente 30 milhões de anos-luz da Terra.

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