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sábado, 29 de maio de 2021

Fenômeno raro: rover da NASA registra em Marte nuvens brilhantes de gelo seco (FOTO, VÍDEOS)

 



Rover Curiosity conseguiu registrar em Marte imagens de um fenômeno atmosférico muitíssimo incomum – nuvens que se formam em altitudes tão elevadas que consistem principalmente de dióxido de carbono cristalizado.

O nosso planeta vizinho é um deserto seco e gelado, mas ele ainda tem algumas nuvens em sua fina atmosfera, que se formam em quantidades suficientes para afetar seu clima.

As nuvens marcianas diferem daquelas que estamos acostumados a ver na Terra, onde as nuvens são principalmente compostas de partículas de água líquida ou de cristais de gelo suspensos.

​Às vezes você só precisa parar e ver as nuvens passando... em Marte. Dias nublados são raros aqui porque a atmosfera é tão fina e seca, mas eu tenho mantido minhas câmeras prontas e queria compartilhar algumas fotos recentes com vocês. 

Em Marte, as nuvens se formam a partir de pequenos pedaços de gelo que se cristalizam em torno de partículas de poeira mineral, semelhante às chamadas nuvens noctilucentes na Terra.

Nas imagens captadas pelo rover Curiosity da NASA as nuvens aparecem passando a uma altitude mais alta do que a habitual, a cerca de 60 km.

​Indo para o final de semana como uma nuvem em Marte. Este GIF mostra nuvens flutuando sobre o Monte Sharp. Cada imagem foi composta por seis fotos separadas. 

A temperatura nesta região da atmosfera é suficientemente baixa para o dióxido de carbono se cristalizar. Por isso, as nuvens marcianas são provavelmente feitas de dióxido de carbono cristalizado, em vez de serem de água com as da Terra.

​Vagueei sozinho como uma nuvem em Marte... Estas são nuvens noctilucentes. Elas estão em altitude elevada na atmosfera e provavelmente são feitas de gelo seco. Seus cristais captam a luz desvanecida do Sol, o que as faz brilhar no céu escurecido.

O dióxido de carbono sólido não é algo incomum em Marte. Na verdade, as suas calotas polares, que são compostas de gelo de água, são cobertas por camadas relativamente finas de gelo de CO2.

As nuvens fotografadas pela sonda Curiosity são notáveis por suas cores cintilantes espetaculares, um colorido raro em Marte. Os cristais refletem a luz do Sol poente, criando uma brilhante e magnífica iluminação.


As mais vistas da semana

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Mineral abundante em Marte, mas raro na Terra, é encontrado na Antártica

 


Cientistas desenterraram no gelo da Antártica o mineral jarosita, que é composto de potássio, sulfato e ferro. O mineral é muito raro na Terra, mas numeroso em Marte.

Este mineral de cor amarelo acastanhado requer água e ácido para sua formação. Por enquanto, essas condições são difíceis de encontrar no Planeta Vermelho, mas depois que a sonda Opportunity descobriu pela primeira vez a jarosita em 2004, o mineral foi encontrado em vários lugares do planeta. Os cientistas ainda não sabem bem como o mineral se formou no local em quantidades tão grandes.

Na Terra, a jarosita é um mineral raro que está presente em resíduos de mineração expostos ao ar e à chuva. O autor do estudo, Giovanni Baccolo, geólogo da Universidade de Milano-Bicocca (Itália), e seus colegas, nunca esperaram encontrar o mineral na Antártica, segundo o mesmo informou à Science.

No entanto, ao extrair do solo um núcleo de gelo de 1,6 mil metros de comprimento, foram encontrados vestígios da jarosita. Os vestígios, eram menores que grãos de areia e estavam enterrados nas camadas mais profundas do gelo.

Depois de examinar as partículas com um microscópio eletrônico, a equipe concluiu que a jarosita havia se formado em sacos lamacentos dentro do gelo. Este achado sugere que o mineral se formou da mesma maneira em Marte, embora no Planeta Vermelho a jarosita apareça em depósitos de um metro de espessura, e não como uns poucos grãos espalhados, comentou Megan Elwood Madden, geoquímica da Universidade de Oklahoma (EUA).



Mineral jarosita
As placas grossas de jarosita podem ter se formado em Marte porque o planeta tem infinitamente mais poeira do que a Antártica, e a jarosita é formada a partir de poeira, disse Baccolo.

"Este é apenas o primeiro passo para ligar o gelo profundo da Antártica ao ambiente marciano", acrescentou.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Raro asteroide metálico teria tido erupção de ferro, aponta estudo


Apesar de parecer cena de filme de ficção científica, um novo estudo mostra que a erupção de ferro pode ser algo real.

Pesquisadores da Universidade de Purdue, EUA, analisaram o asteroide metálico Psyche, sugerindo que a rocha espacial pode ter emitido ferro durante sua formação, segundo o Mirror.
Aparentemente, o asteroide é composto em grande parte de ferro e níquel, entretanto, ele é significativamente menos denso do que deveria ser, tornando-se um grande mistério para os pesquisadores, que procuram entender sua formação.
Imagem artística da sonda para missão Psyche da NASA
© FOTO/ NASA/JPL-CALTECH/UNIVERSIDADE DO ESTADO DO ARIZONA/SPACE SYSTEMS LORAL/PETER RUBIN
Imagem artística da sonda para missão Psyche da NASA
Acredita-se que os asteroides ricos em metais foram formados através da colisão de pequenos planetas, que soltaram grande parte do material exterior deixando para trás os núcleos metálicos internos, que posteriormente arrefeceram e solidificaram.
estudo sugere que durante o processo de resfriamento uma quantidade residual de ferro fundido derretido, níquel e enxofre teriam fluído para a superfície através de fissuras.
"Nos referimos a estes processos coletivamente como 'ferrovulcanismo'", afirmou o Dr. Brandon C. Johnson, um dos autores do estudo.
"Nossos cálculos sugerem que as erupções ferrovulcânicas possam ser possíveis em corpos pequenos, ricos em metais, especialmente com misturas ricas em enxofre e com mantos mais finos do que 35 quilômetros ou corpos com o manto localmente mais fino devido a grandes crateras de impacto", explicou o autor com relação à profundidade das fissuras.
Por sua vez, a NASA revelou planos de visitar o Psyche na tentativa de aprender mais sobre o misterioso asteroide metálico.
A missão Psyche deve ser lançada em agosto de 2022, com a nave espacial chegando apenas em 2026.
“O objetivo da missão é, entre outras coisas, determinar se o Psyche realmente é o núcleo de um objeto do tamanho de um planeta”, explicou a NASA.

sábado, 10 de agosto de 2019

Fenômeno raro: Júpiter, Saturno e Lua se alinharão neste final de semana





Chuva de meteoros e Mercúrio também farão parte de uma série de eventos celestiais. Os eventos acontecerão em dias seguidos no mês de agosto.

Enquanto Vênus e Marte estão do outro lado do Sol, os astros preparam uma grande surpresa para seus fãs. Durante este final de semana vários corpos celestes estarão visíveis, mas fica a dica para pegar o telescópio.
Júpiter, o maior planeta de nosso Sistema Solar, será a "estrela" da noite deste sábado. O planeta será o corpo celeste mais brilhante durante um curto período nos céus. Enquanto isto, a Lua estará quase totalmente cheia. Ambos estarão visíveis simultaneamente a partir do anoitecer, informou o site EarthSky.
Por sua vez, Saturno aparecerá pela noite e estará visível a leste de Júpiter até o amanhecer. Enquanto isto, a Lua estará à direita de Saturno na noite do dia 11 e à esquerda no dia 12, dando oportunidade aos observadores para tirarem muitas fotos.
Não parando por aí, a chuva de meteoros Perseidas estará quase no seu pique na segunda-feira, um pouco antes do fim de Lua cheia que teremos dia 15. Além disso, Mercúrio fará sua aparição no céu oriental pela madrugada de segunda-feira.
Tamanha coincidência de eventos será surpreendente para os fãs dos céus. Para melhor apreciar tais eventos, a NASA recomenda evitar lugares iluminados como centros urbanos e faróis. Para que seus olhos se preparem para o show, é melhor ficar deitado por 30 minutos olhando para o céu.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Astrofísica: O Meteorito raro de 4,5 bilhões de anos que foi encontrado em Broek, ao Norte de Amsterdã na Holanda

O fragmento é o sexto meteorito encontrado na Holanda (Koen van Weel/ANP/AFP)

Pesquisadores afirmam que a rocha, descoberta por moradores após ter atravessado o teto de um alpendre, veio de uma região situada entre Marte e Júpiter


Cientistas holandeses anunciaram a descoberta de um meteorito com 4,5 bilhões de anos nesta segunda-feira. Segundo eles, o fragmento rochoso poderia conter indícios preciosos relativos à criação do sistema solar, já que a Terra tem, aproximadamente, a mesma idade do meteorito. “Ele provavelmente veio de um pequeno planetoide que foi atingido por outro planetoide, explodiu e os fragmentos vieram parar na Terra”, declarou o geólogo Leo Kriegsman, do Centro de Biodiversidade Naturalis de Leiden, em um vídeo publicado no Youtube. O pesquisador estimou que o meteorito provém da região que se estende entre Marte e Júpiter, onde há um grande cinturão de asteroides, com “muitas rochas e pequenos planetas”, que às vezes saem das suas órbitas. Com o tamanho de um punho fechado e cerca de 500 gramas, o meteorito atravessou com grande velocidade (até 20 quilômetros por segundo) o teto de um alpendre na pequena cidade de Broek, ao Norte de Amsterdã, a capital holandesa, em janeiro. “Mas, antes de atingir a atmosfera da Terra, [o meteorito] provavelmente era 10 ou 20 vezes maior do que agora”, afirmou Kriegsman. Segundo o cientista, foi necessário realizar muitos testes com a rocha, antes que o Centro de Biodiversidade de Leiden revelasse que se trata, realmente, de um meteorito. “Queremos estar 100% seguros da ‘espécie’ do meteorito, e por isso primeiro devemos realizar pesquisas”, explicou. Queda de meteoritos Os pesquisadores realizaram buscas intensas, mas não foram encontrados outros fragmentos deste meteorito, descoberto por moradores do local. Segundo o líder da equipe, a cada quatro anos, pelo menos um meteorito cai no país. Ainda assim, as pequenas rochas são muito difíceis de encontrar e apenas seis delas, contando com a mais recente, foram descobertas na Holanda nos últimos 200 anos. Assista ao vídeo de divulgação feito pelo centro de pesquisa em Leiden (em inglês):



(Com AFP)

terça-feira, 27 de junho de 2017

Astrofísica: Meteorito raro de 4,5 bilhões de anos é encontrado na Holanda

O fragmento é o sexto meteorito encontrado na Holanda (Koen van Weel/ANP/AFP)

Pesquisadores afirmam que a rocha, descoberta por moradores após ter atravessado o teto de um alpendre, veio de uma região situada entre Marte e Júpiter


Cientistas holandeses anunciaram a descoberta de um meteorito com 4,5 bilhões de anos nesta segunda-feira. Segundo eles, o fragmento rochoso poderia conter indícios preciosos relativos à criação do sistema solar, já que a Terra tem, aproximadamente, a mesma idade do meteorito. “Ele provavelmente veio de um pequeno planetoide que foi atingido por outro planetoide, explodiu e os fragmentos vieram parar na Terra”, declarou o geólogo Leo Kriegsman, do Centro de Biodiversidade Naturalis de Leiden, em um vídeo publicado no Youtube. O pesquisador estimou que o meteorito provém da região que se estende entre Marte e Júpiter, onde há um grande cinturão de asteroides, com “muitas rochas e pequenos planetas”, que às vezes saem das suas órbitas.

Com o tamanho de um punho fechado e cerca de 500 gramas, o meteorito atravessou com grande velocidade (até 20 quilômetros por segundo) o teto de um alpendre na pequena cidade de Broek, ao Norte de Amsterdã, a capital holandesa, em janeiro. “Mas, antes de atingir a atmosfera da Terra, [o meteorito] provavelmente era 10 ou 20 vezes maior do que agora”, afirmou Kriegsman. Segundo o cientista, foi necessário realizar muitos testes com a rocha, antes que o Centro de Biodiversidade de Leiden revelasse que se trata, realmente, de um meteorito. “Queremos estar 100% seguros da ‘espécie’ do meteorito, e por isso primeiro devemos realizar pesquisas”, explicou.


Queda de meteoritos Os pesquisadores realizaram buscas intensas, mas não foram encontrados outros fragmentos deste meteorito, descoberto por moradores do local. Segundo o líder da equipe, a cada quatro anos, pelo menos um meteorito cai no país. Ainda assim, as pequenas rochas são muito difíceis de encontrar e apenas seis delas, contando com a mais recente, foram descobertas na Holanda nos últimos 200 anos. Assista ao vídeo de divulgação feito pelo centro de pesquisa em Leiden (em inglês):



(Com AFP)
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