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domingo, 19 de dezembro de 2021

Nada de homem em Marte? Estudo sugere criação de bancos de esperma espaciais





Pesquisadores estão abrindo caminho para a possibilidade de reprodução no espaço, porém, suas descobertas podem ser bastante decepcionantes para os homens que têm vontade de colonizar o planeta vermelho, pois o estudo sugere que as mulheres poderiam conseguir sozinhas.
O estudo, apresentado na conferência da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia na Áustria, sugere que existe uma "possibilidade de criar um banco de esperma humano fora da Terra".
Para confirmação, investigadores expuseram o material congelado de 10 doadores saudáveis à microgravidade com um pequeno avião acrobático e depois analisaram a fertilidade das amostras, estudando a concentração, motilidade e fragmentação do DNA.

Colonização feminina?

Acontece que "esperma espacial" não era significativamente diferente das amostras que permaneceram na Terra. Um dos pesquisadores, Montserrat Boada da Dexeus Women's Health em Barcelona, observou que, embora estudos anteriores sugerissem que amostras de esperma humano fresco poderiam perder sua motilidade em gravidade zero, não houve relatos sobre a influência de diferenças gravitacionais em gametas congelados.
Enquanto isso, o esperma poderia ser transportado congelado para o espaço também. No entanto, o estudo é preliminar com pesquisadores observando a necessidade de expor o esperma congelado a condições semelhantes ao espaço por muito mais tempo, bem como de analisar o impacto de diferentes níveis de gravidade.
"Nossa melhor opção será realizar o experimento usando voo espacial real, mas o acesso é muito limitado", notou Boada. Como The Guardian aponta, as novas descobertas podem ser úteis para futuras missões só para mulheres que poderiam ser enviadas para colonizar Marte.
De acordo com o jornal, que cita a primeira astronauta britânica Helen Sharman, um relatório inédito da NASA sobre potenciais missões a Marte recomendou tripulações de pessoas do mesmo sexo para uma melhor coesão de equipe.

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Padrão misterioso sugere que exoplanetas podem estar encolhendo de tamanho

 


Até hoje, foi confirmada a existência de cerca de quatro mil exoplanetas orbitando ao redor de outras estrelas dentro da Via Láctea, bem como a identificação dos mesmos.

Dentro desta população planetária, no entanto, emergiu um padrão curioso: existem pouquíssimos exoplanetas com um tamanho de 1,5 a duas vezes superior ao da Terra orbitando em volta de suas estrelas, esse fenômeno é conhecido como lacuna de raio de pequenos planetas, explica a Science Alert.

Ante tais observações, surgem várias questões, tais como para onde foram esses planetas, e se alguma vez chegaram a existir. Uma resposta para as últimas, após vários estudos, observações e modelagens, sugere que esses exoplanetas existiram, mas que ao longo dos vários bilhões de anos, foram encolhendo de tamanho.

"O ponto principal é que os planetas não são as esferas rochosas e gasosas estáticas que nós muitas vezes pensamos que são", disse Trevor David, astrofísico do Instituto Flatiron de Nova York, cujo estudo foi publicado no The Astronomical Journal.

David e a sua equipe estudaram o fenômeno em análise através das idades dos exoplanetas que, por sua vez, se formam ao mesmo tempo que suas estrelas. A equipe selecionou vários corpos celestes com menos de dez vezes o tamanho da Terra, registrados no California-Kepler Survey, um projeto que mede de forma precisa as propriedades dos exoplanetas e de suas estrelas.

Pintura do exoplaneta KELT-9b (um dos exoplanetas mais quentes do universo) que está localizado muito perto da sua estrela
© NASA . NASA/JPL-CALTECH
Pintura do exoplaneta KELT-9b (um dos exoplanetas mais quentes do universo) que está localizado muito perto da sua estrela

Sabendo das diferentes características dos exoplanetas, depois, os cientistas os dividiram em dois grupos: os mais jovens, com menos de dois bilhões de anos, e os de idade superior. Para contextualizar, vale lembrar que o Sistema Solar tem cerca de 4,6 bilhões de anos. Ante esta divisão, os pesquisadores encontraram um padrão interessante.

Ao longo de bilhões de anos, os corpos celestes em estudo diminuíram dramaticamente seu tamanho, muitas vezes por causa da perda de sua atmosfera, deixando apenas o seu núcleo rochoso. Ainda são desconhecidas as causas que levam a essa perda, porém, há duas teorias principais.

A primeira é chamada de fotoevaporação, na qual os cientistas pensam que a proximidade entre o planeta e sua estrela contribui para a evaporação da atmosfera planetária, devido à radiação estrelar. A segunda teoria consiste no arrefecimento do núcleo do planeta, do qual o calor escapa para a atmosfera, ajudando-a a se evaporar do astro.

Ambas as suposições ocorrem em diferentes intervalos de tempo, mas adequam-se às observações da equipe. No entanto, mais análises precisam ser conduzidas para determinar o que está, de fato, contribuindo para o encolher dos exoplanetas.

No centro da Via Láctea há algo mais estranho do que buraco negro supermassivo, sugere estudo

 


No centro da Via Láctea poderia haver um núcleo de matéria escura e não um buraco negro, segundo afirma estudo realizado por cientistas de Itália, Colômbia e Argentina.

Em artigo disponível no portal de pré-impressão ArXiv, pesquisadores calcularam que as trajetórias das 17 estrelas melhor analisadas perto de Sagittarius A*, que é o objeto que se encontra no centro de nossa galáxia, são diferentes das previstas em caso de se no centro da Via Láctea tivesse mesmo um buraco negro.

Na verdade, pesquisadores estimam que as trajetórias se parecem mais com o modelo Ruffini-Arguelles-Rueda, que combina conceitos de física quântica, relatividade geral e termodinâmica.

Proposto há alguns anos, este modelo é baseado na autogravidade de férmions massivos neutros, nos quais as partículas darkinos (do inglês dark – escuro) podem se aglomerar a uma massa pelo menos 100 vezes superior à de Sagittarius A* sem colapsar em um buraco negro.

O centro galáctico da Via Láctea, mostrado aqui em ondas de rádio (vermelho) e raios X (verde e azul), tem um buraco negro supermassivo, o Sagitário A*, que pode ter destruído gigantes vermelhas próximas
© FOTO / CXC/NASA/D. WANG ET AL./UMASS/MEERKAT/SARAO
O centro galáctico da Via Láctea, mostrado aqui em ondas de rádio (vermelho) e raios X (verde e azul), tem um buraco negro supermassivo, o Sagitário A*, que pode ter destruído gigantes vermelhas próximas
"Este mapa mostra pela primeira vez que uma concentração altamente densa de partículas de matéria escura localizadas no centro galáctico pode explicar a dinâmica de estrelas [próximas] com uma precisão semelhante [e, em alguns casos melhor] em comparação com o modelo de um buraco negro central", dando resultados que "reforçam a natureza alternativa de Sagittarius A* como um núcleo quântico denso de darkinos, substituindo, assim, o cenário de um buraco negro no centro [da Via Láctea]", afirmam cientistas.

Um modelo geralmente aceito de distribuição de energia do Universo indica que 5% corresponderiam à matéria normal, 25% à matéria escura e 70% à energia escura, proporções que geram controvérsia na comunidade científica.


sábado, 12 de setembro de 2020

Luas de Júpiter estão aquecendo umas às outras, sugere estudo



Júpiter tem quase 80 luas e as quatro maiores são: Io, Europa, Ganimedes e Calisto. Esses satélites naturais são mais quentes do que deveriam, uma vez que estão longe do Sol.

Acreditava-se que o planeta era responsável pela maior parte do aquecimento das marés das luas, mas um novo estudo publicado na revista científica Geophysical Research Letters relata que as interações lua-lua podem ter um papel mais importante ​​pelo aquecimento do que Júpiter sozinho.
"É surpreendente porque as luas são muito menores do que Júpiter. Você não esperaria que elas fossem capazes de criar uma resposta de maré tão grande", afirmou o autor principal do artigo, Hamish Hay, que desenvolveu a pesquisa quando era aluno da Universidade do Arizona, EUA, relata o portal Phys.org.
Compreender como as luas influenciam umas às outras é importante para os cientistas porque pode ajudar a esclarecer como ocorre a evolução do sistema lunar como um todo.
"Essas ressonâncias de maré eram conhecidas antes deste estudo, mas apenas por marés de Júpiter, que só pode criar esse efeito de ressonância se o oceano for realmente fino (menos de 300 metros), o que é improvável […]. Quando as forças das marés atuam em um oceano global, elas criam uma onda gigantesca na superfície que acaba se propagando ao redor do equador com uma certa frequência", explica Hay.

Ganimedes, satélite de Júpiter
Dessa forma, e de acordo com o modelo desenvolvido pelos cientistas, a influência apenas de Júpiter não pode criar marés com a frequência certa para ressoar com as luas porque os oceanos das luas são considerados muito espessos. Apenas quando os pesquisadores acrescentaram a influência gravitacional das outras luas é que começaram a ver as forças das marés se aproximando das frequências naturais das luas.
Ou seja, o empuxo e a atração gravitacional das luas de Júpiter pode ser responsável por mais aquecimento do que o gigante gasoso sozinho.
Há, todavia, ainda muitas dúvidas a serem esclarecidas. Os cientistas esperam voltar ao tema para descobrir, por exemplo, qual é a verdadeira profundidade dos oceanos nessas luas de Júpiter.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Aquecer planeta vermelho: Elon Musk sugere novas ideias para tornar Marte habitável


Elon Musk sugeriu de novo uma ideia para converter Marte em um planeta habitável para seres humanos.

Anteriormente, o cofundador da SpaceX sugeriu criar um efeito estufa no planeta vermelho por meio de explosões nucleares, para que se gere uma quantidade suficiente do oxigênio e os humanos possam caminhar pela superfície do planeta sem trajes espaciais.
Entretanto, esta ideia causou polêmica: vários cientistas avisaram que as explosões poderiam gerar nuvens na atmosfera marciana que iriam bloquear a luz do Sol e fazer com que o planeta se esfrie ainda mais.
Desta vez Musk propôs uma ideia mais tecnológica: ele sugeriu instalar milhares de satélites refletores solares para aquecer Marte. Entretanto, o empresário destacou que o melhor método ainda está por inventar.

© AP PHOTO / JAE C. HONG
Fundador das empresas SpaceX e Tesla, Elon Musk
Outra opção, como explicou Elon Musk, está ligada com sua ideia antiga, chamada de Nuke Mars.
"Ela se refere a uma corrente de explosões de fusão nuclear com muito baixa precipitação sobre a atmosfera para criar sóis artificiais." Musk explicou que, tal como no caso do nosso Sol, isso não tornaria Marte radioativo.

Será que nenhuma das opções é possível?

Em 2018, a NASA publicou um estudo onde foi apontado que a transformação do meio marciano inóspito em um lugar onde astronautas poderiam trabalhar sem suporte vital não é possível usando as tecnologias modernas.

© NASA. JPL-CALTECH
Foto, tirada pela sua sonda Curiosity, mostra uma luz branca de origem desconhecida em Marte
Segundo um dos principais autores da pesquisa, Bruce Jakosky, da Universidade de Colorado, "não há dióxido de carbono suficiente" para gerar um aquecimento significativo por efeito estufa. "A maioria do dióxido de carbono não é acessível e não seria fácil mobilizá-lo", diz o cientista.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Estudo sugere que mães de gêmeos podem viver mais

Ter dois bebês ao mesmo tempo é associado com uma vida mais longa, de acordo com um novo estudo divulgado no jornal Proceedings of the Royal Society B nesta semana. Segundo a pesquisa, mães de gêmeos são mais fortes fisicamente em primeiro lugar. As informações são do site Live Science.

A pesquisa, publicada nesta terça-feira, foi focada em uma fertilidade natural da população de mulheres no ano de 1800 em Utah, nos Estados Unidos. Portanto, os resultados não poderiam ser aplicados nos dias de hoje, devido ao surgimento da fertilização in vitro.

Os resultados sugerem que, ao invés de ser um acidente de reprodução que drena energia e nutrientes da mãe, ter gêmeos poderia ser uma adaptação evolutiva na qual as mães saudáveis têm a oportunidade transmitir duplamente seus genes de uma vez só. Porém, uma pesquisa sobre mulheres na zona rural de Gâmbia, em 2001, não concluiu que mães de gêmeos tivessem uma saúde reprodutiva melhor que mães de um filho apenas.
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