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quarta-feira, 23 de junho de 2021

Astrônomos descobrem enorme 'cometa misterioso' que deve 'visitar' Sistema Solar (VÍDEO)

 


Os confins de nosso Sistema Solar estão repletos de objetos misteriosos – e agora um destes objetos espaciais está vindo em nossa direção.

Os astrônomos descobriram um objeto transnetuniano, que possui uma órbita semelhante a um cometa e está prestes a fazer sua passagem mais próxima do Sol em sua órbita de 600.000 anos.

2014 UN271 é um cometa grande, possivelmente tão grande como um planeta anão. Está se dirigindo para nossa região planetária a partir da Nuvem de Oort. Em 2031 o objeto chegará a 10,1 UA [do Sol], um pouco mais longe do que Saturno

O objeto em questão foi denominado de 2014 UN271 e foi identificado apenas recentemente em dados de Dark Energy Survey, ou Pesquisa de Energia Negra, um projeto internacional que buscava mapear objetos astronômicos como galáxias e supernovas entre 2014 e 2018.

Segundo estimativas, o tamanho do objeto seria entre 100 e 370 km de largura. Se for um cometa, ele é bastante grande, sobretudo para um que vem do Sistema Solar exterior.

"É quase sem dúvida o maior objeto da Nuvem de Oort já descoberto – quase no território dos planetas anões", disse Sam Deen, um astrônomo aficionado, em um post.

A nuvem de Oort é uma hipotética região esférica nos confins do Sistema Solar que contém bilhões de objetos semelhantes a cometas. Embora não haja observações diretas que confirmem sua existência, muitos fatores circunstanciais apontam para sua existência.

O fato mais intrigante sobre 2014 UN271 é sua órbita em torno do Sol. Este objeto misterioso tem órbita extremamente excêntrica, voando entre o Sistema Solar interior e a nuvem de Oort que marca o limite do espaço interestelar por um período de 612.190 anos.

Acontece que os astrônomos estão prestes a evidenciar sua passagem mais próxima do Sol nesta incrível viagem de mais de 600 mil anos.

Atualmente o 2014 UN271 está a cerca de 22 unidades astronômicas (UA) do Sol. Para ter uma ideia, uma unidade astronômica é a distância entre a Terra e o Sol. Isso significa que o objeto está mais perto do que Netuno, e em sua passagem mais próxima do Sol, que acontecerá em 2031, é esperado que o objeto misterioso esteja a cerca de 10,9 UA do Sol, quase alcançando a órbita de Saturno.

 

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Padrão misterioso sugere que exoplanetas podem estar encolhendo de tamanho

 


Até hoje, foi confirmada a existência de cerca de quatro mil exoplanetas orbitando ao redor de outras estrelas dentro da Via Láctea, bem como a identificação dos mesmos.

Dentro desta população planetária, no entanto, emergiu um padrão curioso: existem pouquíssimos exoplanetas com um tamanho de 1,5 a duas vezes superior ao da Terra orbitando em volta de suas estrelas, esse fenômeno é conhecido como lacuna de raio de pequenos planetas, explica a Science Alert.

Ante tais observações, surgem várias questões, tais como para onde foram esses planetas, e se alguma vez chegaram a existir. Uma resposta para as últimas, após vários estudos, observações e modelagens, sugere que esses exoplanetas existiram, mas que ao longo dos vários bilhões de anos, foram encolhendo de tamanho.

"O ponto principal é que os planetas não são as esferas rochosas e gasosas estáticas que nós muitas vezes pensamos que são", disse Trevor David, astrofísico do Instituto Flatiron de Nova York, cujo estudo foi publicado no The Astronomical Journal.

David e a sua equipe estudaram o fenômeno em análise através das idades dos exoplanetas que, por sua vez, se formam ao mesmo tempo que suas estrelas. A equipe selecionou vários corpos celestes com menos de dez vezes o tamanho da Terra, registrados no California-Kepler Survey, um projeto que mede de forma precisa as propriedades dos exoplanetas e de suas estrelas.

Pintura do exoplaneta KELT-9b (um dos exoplanetas mais quentes do universo) que está localizado muito perto da sua estrela
© NASA . NASA/JPL-CALTECH
Pintura do exoplaneta KELT-9b (um dos exoplanetas mais quentes do universo) que está localizado muito perto da sua estrela

Sabendo das diferentes características dos exoplanetas, depois, os cientistas os dividiram em dois grupos: os mais jovens, com menos de dois bilhões de anos, e os de idade superior. Para contextualizar, vale lembrar que o Sistema Solar tem cerca de 4,6 bilhões de anos. Ante esta divisão, os pesquisadores encontraram um padrão interessante.

Ao longo de bilhões de anos, os corpos celestes em estudo diminuíram dramaticamente seu tamanho, muitas vezes por causa da perda de sua atmosfera, deixando apenas o seu núcleo rochoso. Ainda são desconhecidas as causas que levam a essa perda, porém, há duas teorias principais.

A primeira é chamada de fotoevaporação, na qual os cientistas pensam que a proximidade entre o planeta e sua estrela contribui para a evaporação da atmosfera planetária, devido à radiação estrelar. A segunda teoria consiste no arrefecimento do núcleo do planeta, do qual o calor escapa para a atmosfera, ajudando-a a se evaporar do astro.

Ambas as suposições ocorrem em diferentes intervalos de tempo, mas adequam-se às observações da equipe. No entanto, mais análises precisam ser conduzidas para determinar o que está, de fato, contribuindo para o encolher dos exoplanetas.

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Misterioso planeta do tamanho da Terra é encontrado vagando pelo espaço sem estrela para orbitar

 


Cientistas usaram lentes gravitacionais para detectar "planeta invasor" que não orbita uma estrela e flutua livremente no espaço. É possível que a Via Láctea seja o lar de trilhões de planetas desse tipo.

Astrônomos detectaram um planeta à deriva, que não orbita qualquer estrela. O planeta é relativamente pequeno, de forma que os cientistas ainda não foram capazes de calcular a que distância esse planeta está da Terra. A descoberta foi publicada no portal de pré-impressão arXiv recentemente e ainda não foi analisada por outros cientistas.

Denominado OGLE-2016-BLG-1928, o planeta pode ter entre 0,3 e um a massa da Terra, mas os pesquisadores acreditam que o planeta tem aproximadamente a massa do nosso planeta.

Oficialmente existem 17 planetas errantes e outros quatro, incluindo o OGLE-2016-BLG-1928, aguardam confirmação. Ainda assim, os cientistas defendem que há inúmeros planetas à deriva na nossa galáxia, sem estrelas para orbitar, o que os tornam frígidos e hostis.

Visto por 40 minutos

Os cientistas em busca desses planetas errantes usam a distorção da luz no espaço-tempo, um efeito conhecido como microlente gravitacional, que produz a ilusão de aumentar ou aproximar objetos distantes.

Como OGLE-2016-BLG-1928 é relativamente pequeno, isso significa que não foi possível estabelecer detalhes específicos sobre o planeta, incluindo sua distância da Terra. Os pesquisadores relataram que ele ficou visível por pouco mais de 40 minutos.


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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Misterioso fenômeno da sombra do buraco negro M87 surpreende astrônomos

 



Pesquisadores estabeleceram que a sombra do buraco negro M87 se altera periodicamente.

Os resultados da pesquisa foram publicados pela Astrophysical Journal. Em 2017, o telescópio Event Horizon (EHT, na sigla em inglês) obteve o primeiro registro na história da Astronomia de um buraco negro, o Messier 87 (M87).



Imagem do buraco negro no centro da galáxia M87, captada pelo projeto Event Horizon Telescope (Telescópio de Horizonte de Eventos)

teoria da relatividade geral estipula que objetos espaciais como os buracos negros deformam a estrutura do tempo ao seu redor a ponto de começarem a cintilar.

À medida que este fenômeno ocorre, segundo a teoria, é criada uma sombra assimétrica. A imagem de 2017 confirmou completamente a teoria, sendo possível observar o brilho variável causado pela sombra do M87.

Os pesquisadores envolvidos utilizaram dados coletados entre 2009 e 2013 pelo telescópio para estudar como a sombra se comportou.

A partir do estudo, foi possível identificar que a sombra do buraco negro já existia anteriormente. Sua posição e tamanho desde 2009 não mudaram, mas, no mesmo período, algumas vezes a distribuição azimutal do brilho foi alterada. Se revelou que o setor escuro da sombra está mudando constantemente.

"A análise dos dados demonstra que a orientação e estrutura fina do anel muda com o tempo. [...] O estudo desta região possui importância decisiva para a melhor compreensão de como os buracos negros se fundem com a matéria, assim como lançam jatos relativísticos", afirmou um dos autores do estudo, Thomas Kirchbaum.

Os pesquisadores explicam que a cintilação é produzida quando o gás que cai no buraco negro é aquecido a bilhões de graus Celcius, enquanto se ioniza e se torna turbulento na presença de campos magnéticos.

Devido ao fluxo de matéria turbulenta, a cintilação do anel do buraco negro oscila periodicamente.

Contudo, para que esta hipótese seja comprovada, ainda são necessárias mais investigações. "O monitoramento no tempo da estrutura do M87 com ajuda do EHT é uma missão que vai nos manter na expectativa pelos próximos anos", comentou o pesquisador Anton Zensus, fundador do Conselho de Cooperação com o EHT.

Os astrônomos esperam que, no futuro, novos telescópios possam permitir obter imagens com mais detalhe do buraco negro M87.

terça-feira, 23 de junho de 2020

Cometa-camaleão: sonda da ESA desvenda mudanças de cor em misterioso corpo celeste




Dados da missão da sonda Rosetta da Agência Espacial Europeia (ESA) demonstraram como o cometa 67P passou repetidamente por mudanças de cor em dois anos de observação.

O núcleo do cometa-camaleão perdeu a vermelhidão ao passar perto do Sol, vindo a ficar vermelho novamente ao regressar ao espaço profundo.
Assim como um camaleão muda de cor de acordo com o ambiente circundante, o cometa 67P / Churyumov-Gerasimenko também o fez. Ao contrário de um camaleão, as mudanças de cor no cometa 67P estão relacionadas à quantidade de gelo que está exposta à superfície e nos arredores do cometa.
No início da missão Rosetta, a sonda espacial se encontrou com o cometa quando este ainda estava muito longe do Sol. Distante, a superfície estava coberta por camadas de poeira e se via pouco gelo. Ou seja, a superfície parecia vermelha quando analisada pelo instrumento VIRTIS (espectrômetro de imagens térmicas visíveis em infravermelho).
and the chameleon : a grand synthesis of data has shown how Comet 67P repeatedly changed colour as the mission observed it approaching the and then returning to deep space again ☄️🛰️

Full story 👉http://www.esa.int/Science_Exploration/Space_Science/Rosetta/Rosetta_and_the_chameleon_comet 

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Rosetta e cometa camaleão: uma grande síntese de dados mostrou como o Cometa 67P mudou de cor repetidamente à medida que a missão o observava se aproximando do Sol e depois voltando ao espaço profundo.
Quando o cometa se aproximou, ultrapassou um limite importante, conhecido como a linha de gelo, a uma distância tripla da que separa o Sol da Terra e suficiente para transformar o gelo em gás, um processo chamado sublimação, escreve portal Mashable India.
Enquanto a sonda Rosetta seguiu o cometa 67P / C-G através da linha de gelo, VIRTIS começou a notar alterações de cor no corpo celeste. À medida que o cometa se aproximava do Sol, o aquecimento aumentou e o gelo de água começou a evaporar, afastando também os grãos de pó.
A aproximação ocasionou no aparecimento de camadas de gelo prístino, o que tornou o núcleo mais azulado, que foi visto pelo instrumento VIRTIS.
De acordo com o estudo publicado na revista Nature, o cometa adquiriu cor vermelhada devido às moléculas orgânicas ricas em carbono e cor azul do gelo de água carregado com silicato de magnésio.

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