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sexta-feira, 21 de maio de 2021

Padrão misterioso sugere que exoplanetas podem estar encolhendo de tamanho

 


Até hoje, foi confirmada a existência de cerca de quatro mil exoplanetas orbitando ao redor de outras estrelas dentro da Via Láctea, bem como a identificação dos mesmos.

Dentro desta população planetária, no entanto, emergiu um padrão curioso: existem pouquíssimos exoplanetas com um tamanho de 1,5 a duas vezes superior ao da Terra orbitando em volta de suas estrelas, esse fenômeno é conhecido como lacuna de raio de pequenos planetas, explica a Science Alert.

Ante tais observações, surgem várias questões, tais como para onde foram esses planetas, e se alguma vez chegaram a existir. Uma resposta para as últimas, após vários estudos, observações e modelagens, sugere que esses exoplanetas existiram, mas que ao longo dos vários bilhões de anos, foram encolhendo de tamanho.

"O ponto principal é que os planetas não são as esferas rochosas e gasosas estáticas que nós muitas vezes pensamos que são", disse Trevor David, astrofísico do Instituto Flatiron de Nova York, cujo estudo foi publicado no The Astronomical Journal.

David e a sua equipe estudaram o fenômeno em análise através das idades dos exoplanetas que, por sua vez, se formam ao mesmo tempo que suas estrelas. A equipe selecionou vários corpos celestes com menos de dez vezes o tamanho da Terra, registrados no California-Kepler Survey, um projeto que mede de forma precisa as propriedades dos exoplanetas e de suas estrelas.

Pintura do exoplaneta KELT-9b (um dos exoplanetas mais quentes do universo) que está localizado muito perto da sua estrela
© NASA . NASA/JPL-CALTECH
Pintura do exoplaneta KELT-9b (um dos exoplanetas mais quentes do universo) que está localizado muito perto da sua estrela

Sabendo das diferentes características dos exoplanetas, depois, os cientistas os dividiram em dois grupos: os mais jovens, com menos de dois bilhões de anos, e os de idade superior. Para contextualizar, vale lembrar que o Sistema Solar tem cerca de 4,6 bilhões de anos. Ante esta divisão, os pesquisadores encontraram um padrão interessante.

Ao longo de bilhões de anos, os corpos celestes em estudo diminuíram dramaticamente seu tamanho, muitas vezes por causa da perda de sua atmosfera, deixando apenas o seu núcleo rochoso. Ainda são desconhecidas as causas que levam a essa perda, porém, há duas teorias principais.

A primeira é chamada de fotoevaporação, na qual os cientistas pensam que a proximidade entre o planeta e sua estrela contribui para a evaporação da atmosfera planetária, devido à radiação estrelar. A segunda teoria consiste no arrefecimento do núcleo do planeta, do qual o calor escapa para a atmosfera, ajudando-a a se evaporar do astro.

Ambas as suposições ocorrem em diferentes intervalos de tempo, mas adequam-se às observações da equipe. No entanto, mais análises precisam ser conduzidas para determinar o que está, de fato, contribuindo para o encolher dos exoplanetas.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Astrofísica: A Lua está encolhendo e sofrendo abalos sísmicos, revela Nasa

Mosaico composto de muitas imagens obtidas pelo Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) da Nasa, mostra novas características da superfície (delineadas) da Lua, descobertas em uma região chamada Mare Frigoris (NASA/AFP)

O satélite natural encolhe e sua superfície ganha elevações e escarpas; descoberta contraria análise de que corpo celeste estava inativo

Um estudo divulgado pela Nasa nesta segunda-feira, 13, revelou que a Lua está encolhendo devido ao resfriamento do seu interior.


Um estudo divulgado pela Nasa nesta segunda-feira, 13, revelou que a Lua está encolhendo devido ao resfriamento do seu interior. De acordo com o cientista Thomas Watters, do Centro de Estudos da Terra e Planetas do Museu Nacional do Ar e do Espaço dos Estados Unidos, o encolhimento faz com que a superfície da Lua ganhe elevações e escarpas. O efeito também tem causado abalos sísmicos. Tal como uma uva “se enruga” ao se tornar uma uva-passa, escarpas se formam na Lua conforme o satélite natural da Terra diminui, explicou a Nasa em uma nota divulgada. Mas, ao contrário da casca da uva, que é flexível, a crosta da Lua é rígida e se quebra quando seu tamanho diminui, formando falhas onde um segmento é empurrado para cima de outro.

“Nossa análise revela as primeiras provas de que essas falhas permanecem ativas e provavelmente produzem abalos sísmicos ainda hoje, enquanto a Lua continua esfriando e diminuindo”, afirmou Watters.

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You've heard of earthquakes. But what about moonquakes? Like a wrinkled grape drying out to a raisin, the Moon is shrinking as its interior cools causing wrinkles or faults to form on its brittle surface. When enough stress builds, it releases the quakes: https://go.nasa.gov/2Q4lP0X 


As escarpas, similares às falhas geológicas provocadas pelos movimentos tectônicos na Terra, se apresentam como cordilheiras escalonadas de várias dezenas de metros de altura e se estendem por vários quilômetros.
De acordo com a Nasa, os astronautas Eugene Cernan e Harrison Smith tiveram que ziguezaguear com o seu veículo lunar para atravessar a falha Lee Lincoln durante a missão Apolo 17 em 1972.

Visão do vale Taurus-Littrow, explorado em 1972 pelos astronautas da missão Apollo 17 (Nasa/AFP)

Watters é o autor principal de um estudo que analisou os dados fornecidos por quatro sismógrafos colocados na Lua pelos astronautas durante as missões Apolo 11, 12, 14, 15 e 16, usando um algoritmo desenvolvido para identificar os lugares de tremores detectados por uma rede de sensores. Entre 1969 e 1977, os sismógrafos registraram 28 sismos superficiais com magnitudes entre 2 e 5 na escala Richter. A equipe determinou que oito dos 28 movimentos ocorreram dentro de aproximadamente 30 quilômetros de distância de falhas visíveis nas imagens lunares.

Esta escarpa é uma das muitas descobertas pelas imagens capturadas pelo Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) da Nasa (GSFC/Arizona State University/Smithsonian/Nasa)


A Lua não é o único corpo no sistema solar que diminui com a idade. Segundo a Nasa, Mercúrio tem “enormes falhas” de até 1.000 quilômetros de comprimento e 3 quilômetros de altura, “significativamente maiores, em relação ao tamanho do planeta, do que as da Lua”. O satélite natural tem um raio que corresponde a pouco mais de um quarto do raio da Terra. Seu tamanho diminuto levou os cientistas a acreditarem que todo o seu calor interno havia escapado para o espaço há muito tempo. Como resultado, toda a sua atividade geológica teria se desligado. As novas evidências, contudo, sugerem o contrário. Segundo Watters, a descoberta “se afasta do conhecimento convencional sobre como os corpos rochosos se resfriam” e sugere que a Lua ainda está “tectonicamente ativa”.
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