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segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Astrofísica: Planeta Júpiter agora tem 69 luas



Astrônomos descobriram dois novos satélites com um a dois quilômetros de diâmetro orbitando o maior planeta do sistema solar



Júpiter ganhou duas novas luas, aumentando o número de satélites do maior planeta do sistema solar para 69. A descoberta foi anunciada por meio de dois comunicados do Minor Planet Center, instituição ligada à União Astronômica Internacional, nos Estados Unidos, na última semana. De acordo com os astrônomos responsáveis pela descoberta, eles estavam buscando corpos celestes distantes, em busca do Planeta Nove, quando perceberam os dois novos satélites de Júpiter.




“Júpiter estava na área que observamos entre Março de 2016 e 2017. Durante essas observações encontramos a maior parte das luas conhecidas de Júpiter e também algumas desconhecidas ou perdidas”, afirmou o astrônomo Scott Sheppard, do Instituto Carnegie, nos Estados Unidos, em comunicado. De acordo com o astrônomo, Júpiter tem alguns satélites “perdidos”, que foram descobertos em 2003. Essas luas têm órbitas relativamente desconhecidas e, por isso, não é possível prever onde se encontram – razão por que são consideradas perdidas. No início de 2016, havia quatorze satélites nessa condição e, durante as observações, cinco deles foram “resgatados”. Dois corpos vistos, contudo, não se enquadravam nessas condições. Sheppard, em conjunto com David Tholen , da Universidade do Havaí, e Chadwick Trujillo, da Universidade do Norte do Arizona, monitoraram os corpos durante um ano por meio de informações de telescópios localizados no Chile e, há poucas semanas, confirmaram que se tratavam de duas novas luas de Júpiter.








Os satélites, chamados S/2016 J1 e S/2017 J1, têm entre 1 e 2 quilômetros de diâmetro (muito pequenas, em termos cósmicos) e possuem órbitas elípticas e inclinadas que se estendem por até 30 milhões de quilômetros de Júpiter. A imensa distância das luas até o planeta sugere que os satélites foram formados nos pontos mais longínquos do sistema solar e, só depois, foram capturadas pela gravidade de Júpiter. De acordo com os pesquisadores, os novos satélites ajudam a desvendar as fronteiras do sistema solar – possivelmente, outras luas devem ser descobertas até 2018, quando mais observações confirmarem se são satélites novos ou perdidos.


sábado, 12 de setembro de 2020

Luas de Júpiter estão aquecendo umas às outras, sugere estudo



Júpiter tem quase 80 luas e as quatro maiores são: Io, Europa, Ganimedes e Calisto. Esses satélites naturais são mais quentes do que deveriam, uma vez que estão longe do Sol.

Acreditava-se que o planeta era responsável pela maior parte do aquecimento das marés das luas, mas um novo estudo publicado na revista científica Geophysical Research Letters relata que as interações lua-lua podem ter um papel mais importante ​​pelo aquecimento do que Júpiter sozinho.
"É surpreendente porque as luas são muito menores do que Júpiter. Você não esperaria que elas fossem capazes de criar uma resposta de maré tão grande", afirmou o autor principal do artigo, Hamish Hay, que desenvolveu a pesquisa quando era aluno da Universidade do Arizona, EUA, relata o portal Phys.org.
Compreender como as luas influenciam umas às outras é importante para os cientistas porque pode ajudar a esclarecer como ocorre a evolução do sistema lunar como um todo.
"Essas ressonâncias de maré eram conhecidas antes deste estudo, mas apenas por marés de Júpiter, que só pode criar esse efeito de ressonância se o oceano for realmente fino (menos de 300 metros), o que é improvável […]. Quando as forças das marés atuam em um oceano global, elas criam uma onda gigantesca na superfície que acaba se propagando ao redor do equador com uma certa frequência", explica Hay.

Ganimedes, satélite de Júpiter
Dessa forma, e de acordo com o modelo desenvolvido pelos cientistas, a influência apenas de Júpiter não pode criar marés com a frequência certa para ressoar com as luas porque os oceanos das luas são considerados muito espessos. Apenas quando os pesquisadores acrescentaram a influência gravitacional das outras luas é que começaram a ver as forças das marés se aproximando das frequências naturais das luas.
Ou seja, o empuxo e a atração gravitacional das luas de Júpiter pode ser responsável por mais aquecimento do que o gigante gasoso sozinho.
Há, todavia, ainda muitas dúvidas a serem esclarecidas. Os cientistas esperam voltar ao tema para descobrir, por exemplo, qual é a verdadeira profundidade dos oceanos nessas luas de Júpiter.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Astrofísica: Astrônomos podem ter descoberto por que alguns exoplanetas não têm luas



Astrônomos pensam que os satélites dos gigantes gasosos acabam sendo expulsos da sua órbita para as regiões mais longínquas dos sistemas planetários.

Uma equipe internacional de astrônomos anunciou que talvez tenha descoberto a razão porque a maioria dos exoplanetas que pertencem ao tipo dos júpiteres quentes não têm luas.
De acordo com o comunicado à imprensa sobre o novo estudo, publicado no portal Phys.org, uma projeção de comportamento das exoluas mostrou que os satélites teriam sido expulsos das órbitas destes gigantes gasosos e permaneceriam nas regiões externas dos sistemas planetários, se transformando em análogos de Plutão.
© FLICKR.COM / NASA/ BLUESHIFT
Imagem artística de exoplaneta extremamente quente

Após modelar o comportamento das hipotéticas exoluas deambulantes, denominadas de "ploonets", os investigadores descobriram que inicialmente deviriam se formar em órbitas em redor de planetas gasosos gigantes, inclusive daqueles que giram a uma distância muito próxima da "estrela-mãe".
Entretanto, algum tempo mais tarde estes objetos são expulsos pela força da gravidade para o espaço exterior, evitam colisões com outros planetas e começam a girar ao redor da estrela anfitriã, mas seguindo uma trajetória de uma órbita excêntrica "parecida à de Plutão".
"Estas luas se transformariam em embriões planetários, ou mesmo em planetas completamente desenvolvidos, com órbitas próprias muito excêntricas", explica Jaime Alvarado-Montes da Universidade Macquarie (Austrália) e um dos líderes do estudo.
Segundo os cientistas, a existência de "ploonets" poderia explicar a razão por que os astrônomos encontraram mais de 4.000 exoplanetas, mas até agora não tenham conseguido detectar com precisão nenhuma exolua, apesar que investigações anteriores demonstraram que pelo menos alguns dos júpiteres quentes detectados deveriam ter grandes satélites.
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