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domingo, 3 de abril de 2022

O Efeito das Tatuagens nas pessoas




Hoje em dia é moda ter tatuagens. Alguns tabus vão sendo quebrados, conceitos aceitos ou distorcidos, aceitação vem ajudada pela Midiã, apoio dos famosos que enfiam goela a baixo esse modismo nas pessoas e porque a mudança de costumes vem acontecendo naturalmente por causa da Nova Era! Ai vem a pergunta o que devemos achar da tatuagem? Bem como tudo na vida, ela não é nem boa nem ruim. Na verdade é boa pra uns e ruim pra outros como muitas outras coisas.
  
Em se falando de moda, ela é como qualquer assessoria usado em moda, cai bem em algumas pessoas e fica destonada em outras. Tudo depende da assimilação natural da pessoa. Cada um tem seu estilo próprio, sua bio-energia, seu jeito de ser e de se expressar com sua imagem perante a visão dos outros indivíduos que que lhes prestam atenção. O certo é que assim como tudo na vida ela faz bem a uns e a outros não. Mas, como já sabemos é uma questão de gosto, escolhas e decisão própria diante do comportamento humano. Nos tempos tribais dos antigos pagãos, ela era usada de forma ritualística, sempre se desenhava o que acreditava e na maioria das vezes instruído pelo líder religioso ou mago de sua tribo. Mas, pelo contrario do que se pensa nem todos eram tatuados, pois, o líder sabia perfeitamente quem podia e quem não podia tatuar o corpo. 

 Bem, já sabemos que as Escrituras nos atestam e nós também que somos espiritualistas aceitamos isso, que nosso corpo é o templo onde Deus habita. É por meio desse corpo que o Paráclito Santo libera a força de fecundação, onde nós podemos procriar e captar as energias cósmicas, pra continuar evoluindo. Assim respeitar nosso corpo é muito importante. Sabemos que pessoas tatuam o corpo e ficam muito bem, pois, seguem uma forte intuição de bom gosto por serem intuitivas e isso não lhe faz bem. Mas, outras pessoas se deixam levar pelo instinto mais sombrio desenhando em seu corpo, mandalas, de baixa magia, com caras e símbolos de demônios, que ela nem sabe que poder tem. Sabemos que antigos magos e hoje também usam as mandalas, pontos riscados e símbolos mágicos, pra evocar, invocar e movimentar a magia. Imagine você se um simbolo desses passarem a operar evocando demônios, tatuados diretamente no corpo de uma pessoa! Terá efeitos desastrosos. 

 No Apocalipse se fala muito em Selos. Um deles, um Selo maligno de forças malignas, o próprio simbolo do Anticristo. Diz a Bíblia que os fracos serão tatuados com o simbolo da Besta. Em se falando de símbolos, muitas pessoas escrevem coisas que nem sabem o que é ou que poder tem. Além de terem essas atitudes pronas, tatuam o nome de outras pessoas, sem saber que está fazendo mal a seu próprio Espirito. Veja que quase sempre as pessoas que fazem isso, acabam sofrendo, são abandonados pelo outro parceiro e ficam parecendo ridículos. Em especial vemos muito disso entre os famosos. Bem, mas, tem as pessoas que usa as tatuagens com intuição sabem escolher formas simples e não nocivas, apenas para ganhar mais glamour, seguindo um estilo puramente artística, que valoriza a moda corporal e traz mais beleza. Por outra lado vemos sempre mulheres tatuando até mesmo os órgãos genitais, pra pousar nuas achando que isso é uma coisa sem nenhum valor. Na verdade, as pessoas que tem uma linha de frente, ou muito forte de algum orixá de beleza, que tenha ligação com a moda, podem tatuar sem prejudicar os chacras do corpo. 

Como por exemplo, filhas de Oxum, mas, que não seja médiuns ativas ou sacerdotisas. Já aquelas que tem orixás brancos, nunca poderiam fazer tatuagens no corpo, pois, poderão ter consequências ruins. Tem muitas garotas que tatuam o corpo e passam a ser vitimas de preconceitos, mas, na grande maioria são pessoas legais, com bom caráter e comportamento dignos de respeito. Apenas uma minoria tem a mente confusa, com espirito revolto e nada de bom na cabeça. Essas são as que correm maior riscos espirituais. Muitas mulheres que sabem escolher bem de acordo com seus elementos magisticos e bio-energia, ficam muito glamourosas, belas e sexy. Mas, ao contrario disso ficam mais ridículas, descontroladas e sem sorte no amor. Outro erro é as pessoas tatuarem o próprio signo no corpo. Uma mulher de escorpião por exemplo que tatua o escorpião no corpo, poderá ter problemas de ordem sexuais, de magia negra ou sofrimentos em idades mais avanças. Isso se o signo dela estiver fraco, atacado e sombrio no Horoscopo. O certo é tatuar algo referente ao signo, um simbolo ou algo que remeta a potencia positiva do Horoscopo. Tatuar coisas ruins na púbis, na região do umbigo ou na vagina, também poderá acarretar em problemas por interferências no chacra. Que pode acarretar em doenças nessas áreas em idade mais avançada. Sem falar que a maioria dessas pessoas que fazem isso, são as que mais vão exibir o órgão genital e usa-lo constantemente, pra luxuria. 

O que piora tudo. Enfim como tudo na vida, o bom é seguir a prudencia e equilíbrio moral. Pircing em partes do corpo de filhos de Oxalá ou orixás que não se dão bem com metais, também são nocivos. Vemos que prostitutas, atrizes de filmes pornos e garotas de programa, seguem essa moda, especialmente pra fazer videos eróticos. Mas, não sabem que o metal capta energias, que poderá sintonizar um chi de uma Pombagira Negra, ou um demônio, que poderá trazer serias complicações no futuro. 

Saiba que somos energias condensada e que captamos toda energia movimentada a nossa volta. Perceba que a Acupuntura, usa as agulhas para curar! Em especial mulheres que colocam metais no clítoris, podem receber muitas cargas negativas. Mas, como eu disse, tem pessoas que não tema essa negatividade, não sentindo efeitos ruins, assim como tem até as que se dão bem com os metais e até se dão bem, por causa de um orixá do metal. Veja mais sobre Pircing e tatuagem





sábado, 19 de fevereiro de 2022

O poder feminino no Tarô





Com as sucessivas invasões dos povos indo-europeus, e os hiéros gámos (uniões sagradas) entre seus deuses e a divindade suprema do matriarcado, surgiu o que pode ser chamado de departamentalização do feminino. Hera, o poder, está associada às palavras-chave imperatriz, regente, esposa, tradição, casamento, companheirismo, moralidade e matriarca. Atená, a civilização, se relaciona com educação, cidade, cultura, carreira, profissão, competição e intelectualidade, sendo também a filha obsequiosa ou rebelde. Deméter, a mãe, por sua vez é o corpo como receptáculo, a senhora das plantas, a mãe-terra, tendo também como palavras-chave menstruação, gravidez, geração, amamentação, acalento e fertilidade. Ártemis, a natureza, é a amazona, a xamanista, a caçadora, a amante dos ermos, a senhora das feras e a aventureira. Perséfone, o mundo avernal, assume os atributos da guia interior, ou seja, aquela que possui clarividência, poder psíquico e de cura, visões, sonhos, mediunidade, pureza, além da regência sobre o oculto, a morte e a transformação. E finalmente Afrodite, o eros, que carrega consigo a sexualidade, a sensualidade, o romance, a beleza e a paixão. Para ela o corpo é sagrado, sendo além da hetaira (a concubina), a patrocinadora das artes e a rainha dos salões. Esta relação pode e deve ser aplicada ao Tarot, no qual estão contidos tais arquétipos.


Em se fazendo isto, o entendimento das referidas cartas torna-se muito fácil, proporcionando ao profissional ou estudante uma abertura de horizontes sem precedentes. A Imperatriz, por exemplo, abrange em si as características de três deusas, sendo com isso a que mais se aproxima do arquétipo Grande Mãe. No "Tarô Mitológico", de Liz Greene e Juliet Sharman-Burke, ela é Deméter, a terra cultivada. Sendo assim, aparece grávida e colhendo espigas maduras de trigo. Waite, no seu polêmico porém brilhante baralho, associa o Arcano III à deusa latina Vênus (que possui os mesmos atributos de Afrodite) no qual a mesma se encontra confortavelmente esparramada em grandes almofadas, em meio a uma luxuriante paisagem (o glifo do planeta Vênus está gravado no escudo a seu lado, atestando tal relação).

A Imperatriz, contudo, também traz o arquétipo esposa, ou seja, a deusa Hera, já que é a companheira do Imperador. Sacerdotisa, A Lua e A Estrela estão relacionadas à Perséfone, a senhora das profundezas (no Arcano II do "Tarô Mitológico", a esposa de Plutão desce as escadas do mundo avernal), que além de conhecer o lado sombrio e oculto do ser, permanece pura tal qual o Arcano XVII. A chave da associação entre A Estrela e Perséfone está no fato dessa divindade atuar como ponte entre o Hades e a Terra, pois é a semente que morre e renasce. Com isso, a deusa incute nos homens a esperança e a fé na continuidade, através das sucessivas reencarnações representadas pelos ciclos da vegetação (essa idéia tornou-se o tema central da religião d'Os Mistérios de Elêusis, que por sua vez acabou por originar a teoria reencarnacionista).

A Justiça é sem sombra de dúvidas Palas Atená, a deusa racional, nascida das meninges de Zeus (a espada e a balança, símbolos da mente, confirmam com segurança esta associação), como pode ser visto, mais uma vez, no Tarô Mitológico. A filha do senhor do Olimpo é a divindade das pólis, atuando como mediadora e estrategista. Por fim, A Força evoca Ártemis, a senhora das feras. Crowley, no seu Tarot de Thoth representa este arquétipo através de uma figura feminina (a mulher escarlate do Apocalipse para alguns) cavalgando um leão que possui inúmeras faces e uma serpente como cauda. A referida personagem também segura um cálice (o Graal) do qual saem energias tanto prolíficas quanto aniquiladoras.

Provavelmente o grande mago se inspirou numa miniatura hindu do século XVII ou XVIII, intitulada "Deusa sobre Leão Cósmico", já que os mesmos símbolos estão na referida carta. Em sua grande maioria, os Tarots apresentam no Arcano XI (ou VIII), uma jovem dominando um leão. O controle sobre o animal, o lado instintivo do ser, representa a antiga característica da Grande Mãe que está associado tanto ao ato de criar quanto ao ato de destruir. Esta lâmina, portanto, nos conecta também a outras deusas lunares com os mesmos atributos da irmã de Apolo, tais como Lilith, Káli e Diana, só para citar algumas. Não se pode, no entanto, deixar de mencionar A Temperança. Esse arquétipo, representado por um anjo na maioria dos baralhos, surge nos Tarots de Crowley e da Golden Dawn como uma mulher. Tal fato estaria ligado à letra hebraica associada ao Arcano: Samekh, que significa esteio, ou seja, proteção, útero (que no Tarot de Thoth é o caldeirão no qual a figura lança o fogo e a água, ou ainda, o espermatozoide e o óvulo).

Essa ideia, portanto, nos atira mais uma vez em direção à Grande Mãe. O lado Ártemis também se encontra na lâmina, pois à mesma foi relacionado o signo de Sagitário (Ártemis é a deusa da caça, portanto exímia arqueira). Toda mulher possui esses arquétipos inseridos em sua psique, sendo que um deles (ou mais de um) pode estar evidenciado, ao mesmo tempo em que outro (ou outros) está reprimido. Enfim, as situações são inúmeras, dependendo da pessoa. Cada um desses modelos-padrão pode também se constelar à medida em que a mesma evolui ao longo da vida.

A mulher, portanto, deve procurar se conscientizar do arquétipo ou arquétipos que são vivenciados a nível exterior, e os que possam estar inconscientes ou mal resolvidos, afim de uma maior integração consigo mesma e com a própria vida. O mesmo vale para o homem no que diz respeito à companheira ideal, ou melhor, à anima. Se o ser humano aprender a controlar esse poder de todo simbolismo do tarô, ele será capaz de controlar grandes energias, psíquicas e grandes distúrbios seriam dissipados. Muitos sentem bloqueios, por não ter noção do poder que tem. Além do mais, as pessoas, teimam em aceitar que vários arquétipos não vibram dentro delas. Só que existe sim, e tem arquétipos bons e ruins, falsos e verdadeiros. Assim nossa evolução passa pela busca de seleção desses arquétipos. Quem consegue isso, terá em mãos grande poder. Você que tem a sede de conhecimento, comece investigando seu próprio Eu. Porque dominando o microcosmo, poderemos nos harmonizar melhor com o Macrocosmo, mais facilmente.

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.

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Astrologia


sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Bruxas do bem e Senhoras de Avalon!

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Avalon é o reino onde todos nós queremos habitar! Muito conhecida como Ilha da Magia ou da Iluminação. Lugar mágico pelo qual a nossa alma grita e anseia enlouquecida! Pois ela já conhece essa ilha de muitas outras vidas e não há outro lugar no mundo no qual ela queria estar! Em Avalon só entram pessoas nuas...totalmente despidas! Despidas de ódio, de raiva, de ira, de preconceitos, crenças centrais e dogmatismos tolos... que não leva a lugar algum. 

A única forma de ultrapassar as brumas e chegar em Avalon é justamente...a simplicidade, a esperança, a humildade, a fé e o maior instrumento mágico do mundo: o Amor.Nesse espaço será discutida toda sorte de assuntos que estejam ligados ao Misticismo. Independente da vertente espiritual, seja espirita, wicca, umbanda, ocultismo, etc. Todos são bem vindos!!! Inclusive os evangélicos, se assim desejarem. Pois no fim das contas todos os caminhos levam à Avalon! 
 Fonte: A Senhora de Avalon

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  •     Algumas pessoas me perguntam, qual a diferença entre a Umbanda Astrológica e a Umbanda Esoterica mostrada por Mestre da Mata. Bem, em pr...
  •   A inveja, "mau olhado", magia, "eguns" (espíritos) ... Existem pessoas, ainda que involuntariamente, por uma sensibi...

Sobre o portal da Força! O arcano 11




Representação abstrata – Representa a capacidade de se confrontar com as próprias necessidades instintivas – sobretudo a agressão e a sexualidade –, utilizando o espírito e a inteligência como instrumentos. Ultrapassagem do ego no devotamento ao serviço dos semelhantes. Força orgânica, moral e espiritual; firmeza e harmonia na conduta; inteligência para lutar contra as forças bestiais da natureza; energia, vitalidade; autocontrole, espírito alerta; trabalho; ação; domínio do “eu” e do que está à volta, derrota dos baixos impulsos; união do sentimento e da razão; paciência, valentia, intrepidez, capacidade de compreensão diante dos reveses e contratempos; fé, poder espiritual, poder de direção; reconciliação com o inimigo (que pode estar em si mesmo); caráter vivo, domínio das paixões, poder de conquista, intuição. No sentido negativo: cólera, ira, impaciência, presunção, temeridade, natureza fraca, rudeza, grosseria, insensibilidade, furor, crueldade, derrota diante de impulsos indignos, supressão das necessidades instintivas por medo de afrontar as convenções, repressão. 

 Descrição da simbologia – O arcano 11 do tarô simboliza a luta da inteligência contra as forças bestiais da natureza. É figurado por uma jovem que, aparentemente sem esforço, doma um furioso leão, cujas mandíbulas mantém separadas. Wirth assinala, como detalhe de maior interesse nessa imagem, o fato de que a jovem não mata o leão, mas o aperta contra seu corpo. Isso significa que não se deve menosprezar o inferior, mas dominá-lo e utilizá-lo. Ou, como ensina a alquimia: não se deve – e a rigor nem é possível – destruir o vil, mas sim transmutá-lo no superior. A alegoria encerra, também, a noção de sexualidade: a goela aberta do leão situa-se à altura da vagina da jovem. Alusão zodiacal – Leo dominado por Virgo. Leão é o único signo do zodíaco em que o Sol se encontra em domicílio, em “força”. 

O arcano todo simboliza a força enquanto triunfo da inteligência sobre a brutalidade. Interpretações divinatórias – Carta clara e plena de alegria, é uma das melhores do tarô, embora a vitória só possa ser conseguida em conseqüência de uma grande vigilância. No plano mental, ao qual está perfeitamente adaptada, permite uma iniciativa certa e reta; clareza de julgamento, força de ação sobre os outros; ensino importante. Plano anímico: proteção e defesa contra qualquer dispersão; força oculta e magnetismo sexual sobre os outros, vocação reconhecida. No plano físico: poder de ação invencível dirigido a um objetivo; todas as possibilidades de se chegar ao que se quer; afetivamente, promete um encontro importante, carregado de magnetismo, uma nova direção à vida sentimental – ligação ou casamento. 

 A ideia base do Arcano é a força, sua graduação e subordinação segundo a lei Hierarquica. Quanto mais elevado for o plano, tanto mais real e poderoso é a força. Isso resulta em predomínio do mundo espiritual sobre o astral e deste sobre o físico. Quando o princípio espiritual é a base de existência do ser humano, sua força psíquica torna-se inesgotável, pois sua fonte é infinita. No entanto, a capacidade de receber e de transmitir essa força exige uma grande pureza, assim como uma aspiração constante e inabalável e, também, dedicação e harmonia interna. A relação do Arcano 11 com o Arcano 10 lembra a do Arcano 2 e Arcano 1. É a passagem do mundo do "não Eu". O Arcano 11 é uma nova fase de realização da força do primeiro Arcano, força que se afirmou gradualmente e se manifestou no mundo exterior. A vida refletida e passageira sob domínio astrológico de Marte.


domingo, 28 de novembro de 2021

Tarô e o portal do Sol no arcano 21




Representação abstrata – O Sol é o símbolo da totalidade psíquica e da comunhão entre o consciente e o inconsciente. A capacidade do homem de realizar suas empresas com êxito, através de sua inteligência e esforço próprio. Felicidade, alegria, luz; justa recompensa, aprovação, aclamação, vitória, desembaraço, revelação, glória; espiritualidade, iluminação, clareza de juízo; honras, celebridade; verbo que ilumina, visão ampla; desvelo altruísta, nobreza, generosidade, grandeza moral; talentos estéticos, saúde, beleza física. Sentido negativo: frivolidade, pose, esnobismo, vaidade, suscetibilidade, necessidade de ser admirado, gosto pelo brilho fácil, idealismo incompatível com o sentido da realidade brutal, fantasias de triunfos que substituem as autênticas vitórias. 
 A iconografia deste arcano não apresenta muita originalidade, já que a imagem do Sol, figura central, é a mesma que se encontra em qualquer figuração do astro. Alberto Cousté adverte que, como no caso do arcano A Lua, é necessário prevenir-se contra uma excessiva assimilação do vasto simbolismo solar, a fim de não se conferir desmedida importância a esta carta em relação ao conjunto das outras 21. Aqui, no tarô, O Sol pode ser compreendido em oposição ao simbolismo do arcano 18 (A Lua), relacionando-se, portanto, à alternância dos contrários: dia/noite, luz/trevas, luz potente/luz fraca, luz quente/luz fria, masculino/feminino, espírito/matéria, etc. Pode ser associado ao aspecto Filho das divindades trinitárias, onde aparece freqüentemente como atributo dos heróis. Nesse sentido, está relacionado às purificações e às provas cuja finalidade é tornar transparentes e claras as opacas e obscuras certezas dos sentidos, para que as verdades superiores sejam compreendidas. 

 Descrição da simbologia – A lâmina 19 simboliza o momento de máxima atividade do espírito, que, na sua dupla irradiação (calórica e luminosa), estabelece o contato com a energia universal. O disco solar está rodeado de raios alternadamente curvos e ondulados – uma alusão aos efeitos de luz e calor do astro. É uma emanação fecunda e fina, e não errante como A Lua, revelando, por isso, a realidade das coisas no seu aspecto imutável. O Sol ilumina dois meninos que vestem apenas uma tanga azul e uma espécie de colarinho do mesmo tom que a pele – imagem da inocência e da felicidade que a simplicidade da vida confere. 

Um dos meninos coloca sua mão esquerda na altura do plexo solar de seu companheiro. Este par pode ser também uma alusão do signo zodiacal de Gêmeos, que, por sua vez, é relacionado ao verão, estação onde reina o Sol. Wirth vê neles os filhos da luz e uma alegoria às bodas do sentimento e da razão, ou, ainda, a tarefa de regeneração que o universo começou a realizar depois da queda. Wirth os chama “aqueles que reconquistarão o Paraíso”. Interpretações divinatórias – Carta muito forte, uma das melhores do tarô, em contato direto com a luz. Sinônimo de aliança, triunfo e regresso ao próprio caminho. Carta de crescimento espiritual, cujos efeitos dependem do progresso moral do consultante. Atenua os efeitos maléficos das cartas más. No plano mental: consciência, superioridade ativa e poder criador. No plano anímico: verbo, missão, vocação e fusão com as forças universais. 

No plano físico: triunfos, sorte, êxito material; assinala a conquista de uma afeição; junto com O Sumo-Sacerdote: legalização de uma ligação. Depois do tenebroso Arcano 18, o Arcano 19 é um contraste total. Sua imagem é inundada por raios do Sol levante. O Arcano 17 falava da Esperança , mas o próprio Arcano encontrava-se entre o da destruição catastrófica (16) e o das Trevas (18). O Arcano 19 corresponde a experiencia humana de encontrar a verdade e de estabelece-la firme e claramente dentro de si. Na Alquimia o Sol corresponde ao Ouro filosófico ou Reino Mineral. É a iluminação interior, o influxo do Alto, que transforma totalmente a vida, assim como o Sol ilumina e faz desaparecer as Trevas.


Nos caminhos da busca! No portal da ingenuidade - Arcano 22




Interpretações divinatórias – Carta de instabilidade, com efeitos decepcionantes. O homem, vergado sob o peso de obrigações e prazeres, cujas possibilidades não passam de ilusões. No plano mental: julgamento egoísta e sem calor. No plano anímico: sentimentos sem duração e risco de graves erros. No plano físico: caos, separação, abandono voluntário. No domínio dos sentimentos, deslealdade e adultério. Representação abstrata – Representa o microcosmo como resumo de tudo o que existe. A não-identificação com a personalidade terrena. 




Passividade, abandono absoluto, renúncia a toda resistência; irresponsabilidade, inocência, repouso, instintividade; capacidade mediúnica; abstenção, o não-fazer. Promessas que não se cumprem; inaptidão para se dirigir, perda do livre-arbítrio, joguete de forças estranhas, instrumento dos outros, incapacidade para resistir às influências sofridas; recebimento de favores com má intenção, perigo de se isolar da sociedade, incapacidade para reconhecer os erros; sentimentos sem duração, abandono voluntário dos bens materiais; extravagâncias, incoerência, desorientação total em muitas coisas; escravidão aos desejos, inconsciência, insegurança; despreocupação em relação à palavra dada; indiscrição que pode levar à ruína. 

 Descrição da simbologia – Ponto último ou inicial do tarô, O Louco se distingue pela ausência de cifra, para significar que está à margem de qualquer ordem ou sistema. A alegoria mostra um homem de costas, mas com o rosto bem visível, caminhando com um bastão na mão e segurando no ombro um pau em cuja extremidade há uma sacola – símbolo de potencialidades. Seu traje de cores desencontradas indica as influências múltiplas e incoerentes a que se submeteu. Sua perna esquerda (inconsciente) é mordida por um cão, fato que poderia significar um resíduo de lucidez. 

A situação a que se expôs não significa ausência de espiritualidade nem impossibilidade de salvação – seu estranho gorro e o cinto são amarelos. O arcano é irracional, correspondendo ao instinto ativo e capaz de sublimação, mas também à cega impulsividade e à inconsciência. Simboliza a utilização do anormal e do inconsciente para inverter uma ordem maligna reinante. O Louco, segundo Frazer, possui o caráter das “vítimas de substituição” nos rituais de sacrifícios humanos. 

A imagem de um homem solitário que atravessa os campos, sendo agredido por um animal, é, segundo Alberto Cousté, uma das contribuições mais originais do tarô. Provavelmente é uma alusão aos Clerici vagante – estudantes medievais inquietos e migratórios, sempre em busca de novos mestres ou novas tabernas. Seu traje lembra o de um bufão, figura que fazia a caricatura da corte, de reis e senhores. Personagem singular, O Louco não se preocupa com os perigos do caminho porque se sabe invulnerável e imortal e, por isso mesmo, está exposto a todo o tipo de faltas.

26/11/11

Pelos caminhos do Tarô e o portal do julgamento - no arcano 20




Interpretações divinatórias – O julgamento humano está subordinado ao divino de maneira poderosa, direta e luminosa. Carta de rapidez e muita força, acentua os efeitos das cartas vizinhas. Geralmente benéfica, indica que o que foi feito no passado próximo pelo consultante será julgado, examinado, pesado e o beneficiará com novas possibilidades, se ele se mostrar merecedor. No plano mental: gênio inventivo e revelação de uma missão. No plano anímico: passagem de um plano para outro, segredo que irromperá brutalmente. 




No plano físico: carta fulminante que precipita os efeitos das que lhe são próximas, falando de imediato, com rapidez e instantaneidade; trabalho de biblioteca, compilação, classificação; decisão legal favorável; no domínio sentimental, permite ver com justeza. Representação abstrata – Renascimento do “eu” na sua passagem para um plano mais elevado. Recuperação da consciência perdida, cura e libertação dos laços materiais, renovação da vida, iluminação de um caminho espiritual, sopro redentor; entusiasmo, exaltação; profetismo, medicina milagrosa, apostolado; atualização do passado, regeneração; surpresas, brilho; retorno à saúde física, moral e intelectual, elevação espiritual, volta às tradições esquecidas, nova permissão de vida; discernimento da verdade, novas relações, fim e começo, gozo. 

 Sentido negativo: vacilação espiritual, ofuscamento da inteligência, alvoroço e agitação inúteis; embriaguez, superexcitação natural ou artificial, fanatismo cego, erros sobre si mesmo; provas resultantes de juízos errôneos, inversão nas emoções; inimigos ciumentos, culpa, perdas, saúde escassa. Descrição da simbologia – O arcano 20 simboliza a revelação dos desígnios ocultos das forças divinas do homem. A imagem apresenta, na parte superior, um anjo tocando uma trombeta e, na parte inferior, três personagens, um dos quais de costas, em atitude de prece. 

O personagem central, de costas, levanta-se de uma espécie de túmulo verde (regeneração, ressurreição). Os três personagens simbolizam a trindade humana: homem, mulher, criança. Segundo vários autores, esta carta apresenta a conhecida cena da ressurreição dos mortos e do Juízo Final, quando o anjo do Apocalipse ressonará sua trombeta. O anjo apresenta-se diante do signo solar, reforçando essa idéia: com a luz e o som da trombeta o anseio de ressurreição do homem será “despertado”. Nas representações medievais do Juízo Final, os mortos surgem dos seus túmulos completamente nus, embora não fosse costume da época enterrar os cadáveres dessa maneira. Segundo tradição popular, os mortos surgem dos túmulos como esqueletos que, ao contato da luz, se revestem da carne e da pele perdidas. Simbolicamente, a morte equivale à morte da alma, no sentido de esquecimento da finalidade transcendente do homem. A ressurreição simboliza a cura, a renovação. 

O Arcano 19 fala da descida da luz espiritual como resposta do Alto ao trabalho interior do ser humano. O Arcano 20 fala da mesma força, mas que se manifesta como trombeta angélica, voz que penetra nas profundezas para atrair ao Alto. A Alma purificada deixou os planos inferiores em busca da sua pátria espiritual. Essa pátria pode ser uma Egrégora, pois cada indivíduo determina o seu alvo e vincula-se consciente ou inconscientemente a uma Egrégora com a qual está em sintonia segundo as suas aspirações. O campo do Arcano 20 já não é o trabalho consciente, mas sim uma transfiguração misteriosa, causada pela aspiração. Aspirando, o ser humano torna-se semelhante ao objecto da sua aspiração.


Decisão, indecisão e o arcano 6 no Tarô




Nós em especial hoje em dia, com tantas provações da vida moderna, sempre nos deparamos com momentos onde temos que fazer opções, escolhendo algo em momentos difíceis. As provações sempre foram constantes na vida do homem durante toda sua existência, elas se dão na vida amorosa, nos negócios, na família e assim por diante. E uma carta que traduz bem este estado onde o homem precise tomar uma decisão e que de certo modo tem muito medo de errar, é o arcano 6 do Tarô. E entre os arcanos menores o arcano também de número 6 de Ouro, desempenha bem esse papel. Esse é um naipe de suma importância nas nossas tomadas de decisão. 

 Para haver uma escolha correta (Arcano 6) são necessário certas condições pois a escolha não é um ato isolado mas antes depende do Passado (Karma) e logicamente também condiciona o nosso Futuro. A liberdade de escolha de um modo geral leva nos ao problema do livre arbítrio. A tradição refere-se ao lívre arbítrio pessoal e consciente como também as suas consequências. Subjetivamente somos livres mas sujeitos aos condicionamentos do nosso karma. O carma atual é resultado das opções e decisões do Passado e com isso estreitamente ligado ao livre arbítrio. 

No sentido objectivo a resposta relativamente a livre escolha é dada pelo conteúdo dos Arcanos de Ouro anteriores. A escolha é livre no sentido esotérico quando reflete a vontade superior (Eu verdadeiro). Ela é livre quando expressa uma profunda convicção e não um desejo pessoal e egoísta (os outros Eus inferiores). No primeiro grau de Ouros eramos confrontados com a natureza e proveniência dos nossos desejos, no 6º grau tomamos controle sobre as nossas decisões a fim de permanecer livres das interferências inferiores. É necessário assumirmos de forma responsável todas as consequências das nossas ações sejam elas voluntárias ou não. 

No 5º grau a qualidade da vontade evolutiva era compreendida como resultado do Passado, no 6º grau essa vontade deve ser assumida como fator criador do nosso Futuro. Por falar em graus, lembremos que é necessária essa divisão em todo tipo de arcano que se busque compreender as forças atuantes no universo sobre nós. Assim se dá com a divisão do Zodíaco, com a divisão das linhas, dos Odús e na Hierarquia dos anjos, sacerdócios e orixás. Na representação do Triângulo Místico de Fabre d´Olivet em que o Binário - Vontade pessoal versus Karma é neutralizado para cima como Vontade Superior ou Providência, essa mesma neutralização a nível humano é manifestada através da voz da consciência. ] Explicações complementares relativamente ao 6 de Ouros encontramos no Arcano Maior do Diabo. Este simbolismo em relação ao naipe de Ouros adquire uma nova profundidade esotérica. Baphomet (estado de desenvolvimento interno da humanidade) pode ser visto como imagem do ser andrógino que, em sua síntese superior expressa a aspiração à união das almas gémeas. O 3 de Ouros tratava do Andrógino Interno enquanto o 6 de Ouros fala do Andrógino Externo. Já tomamos consciência da nossa Bipolaridade e trabalhamos para criar o Androginato em si. Falta nos compreender o ensinamento referente às almas gémeas e tornar o assunto parte integrante na realidade da nossa vida espiritual. 

 Carlinhos Lima - Tarólogo
2/4/11

Tarô e os arcanos menores 1: OUROS - estágio das aquisições externas e internas da personalidade na vida terrestre.




Os primeiros 4 Arcanos Menores de Ouros para uma mais fácil interiorização do seu conteúdo, começando com o As de Ouros. O naipe de As de Ouros corresponde a Sefira Kether e aos Arcanos Maiores 1,10 e 19 (Mago, Roda e Sol). O número 1 como já foi referido nos Arcanos Maiores expressa a ideia da totalidade. Do ponto de vista esotérico o Um contem em si o início do processo criativo e do retorno à Unicidade. O primeiro Arcano de Ouros, por além de iniciar o seu próprio naipe é ponto de partida dos Arcanos Menores que estão potencialmente contidos nele. Sendo o Arcano mais abstrato, ele representa a Ideia que permeia as aquisições de Ouros, a luta e sofrimento de Espadas, a bem-aventurança de Copas e a realização de Paus. 

 O As de Ouros identifica-se por analogia com a lâmina do primeiro grande Arcano (Mago). No caminho da iniciação o Arcano As de Ouros corresponde a tomada de consciência de que a par das manifestações físicas e psico-anímicas existe algo nele contido que se poderia designar por Consciência Ética ou Divina Essência. Um dos maiores obstáculos no caminho da iniciação é o estado de semiconsciência durante a maior parte das nossas atividades. 

A prática de exercícios (não vou especificar aqui) pode ajudar a despertar e desenvolver um estado de consciência contínuo. A questão que se coloca aqui é como realizar a unicidade em nós próprios. A resposta é nos dada pelo 10º Arcano Maior. É preciso subir acima dos ruídos e da desordem do Mundo pelo eixo central do caduceu de Hermes (árvore das sefiras). Todavia, o fato de se sentir parte de um todo, tomar consciência da Unicidade não se limite ao naipe de Ouros mas está presente em todos os naipes e aprofunda-se ao longo do percurso até a Reintegração Final. Na Árvore das Sefiras a subida directa pela coluna central é simbolizada por 4 Sefiras centrais (Malkut, Yesod, Tiferet e Kether) e passa pelos caminhos 22,15 e 3 (Mundo, Diabo e Imperatriz). 

 O domínio do Arcano 22 ou seja a victória sobre o mundo material torna o Iniciado independente dos condicionamentos do mundo físico. A victória sobre o Arcano 15, dos turbilhões Astrais determina o domínio sobre as formas do mundo astral e a libertação das ilusões mentais. Com a realização da harmonia interna tomamos consciência da unicidade da Vida, entrando no Mundo superior. Para percorrer esse caminho é preciso refletir sobre os 4 aspectos divinos que correspondem às 4 Sefiras da coluna central do caduceu. 1. Malkut - Adonai - Carma, Misericordia e Justiça 2. Yesod - Shaddai - Milagres, Magia da Vida e da Morte 3. Tiferet - Eloa - Beleza e Harmonia 4. Kether - Eie - Eu sou Eu No campo da Arte por exemplo, a aspiração ascendente pela coluna central da Árvore das Sefiras pode ser simbolizada pelo estilo Gótico das Catedrais Medievais (por exemplo a Catedral de Colonia do estilo Gótico Flamejante, a mais alta Catedral do mundo) cuja arquitetura (por influencia da Maçonaria) se dirige para cima até ao último pormenor. 

 Os dois restantes Arcanos Maiores contidos na lâmina do As de Ouros resultam através do calculo teosófico igualmente na Unicidade confirmando a lâmina do primeiro Arcano Maior. Mago - 1 = 1 Roda - 10 = 1+0 = 1 Sol - 19 = 1+9 = 10 = 1 O Arcano 19 que tem como hieróglifo o machado simboliza o domínio do Arcano abrindo uma brecha para passar através da plataforma do Arcano 10. 

A lâmina 19 apresenta na sua iconografia raios solares que ao tocarem na Terra se transformem em ouro. É o simbolo do Hermetismo Ético ou Alquimia Espiritual. O As de Ouros corresponde ao entendimento da Unicidade primordial, a partir da qual toda a transformação se torna possível. OUROS VALETE = Carta principal de Ouros é o Servidor dos Filhos ou o Trabalhador Braçal. A Realização é avaliada segundo os resultados que trás. REI = O Pai Realizador DAMA = A Dona dos Filhos CAVALEIRO = Agente ativo que unifica as individualidades que compões os organismos complexos. Conforme descrito cada uma das Cartas principais de cada Naipe, juntamente com as outras cartas deste Naipe, representam a "essência pura" do Naipe. Em seguida mostra-se correspondência entre cada uma das Cartas e as Sephiras da Árvore da Vida.

 CAMIHO descendente / CAMIHO ascendente / CARTA 1. KETHER MALCHUT ÁS 2. HOCHMAH YESOD DOIS 3. BINAH HOD TRÊS 4. CHESED NETZAH QUATRO 5. GEVURAH TIFERETH CINCO 6. TIPHERETH GEVURAH SEIS 7. NETZAH CHESED SETE 8. HOD BINAH OITO 9. YESOD HOCHMAH NOVE 10. MALCHUT KETHER DEZ (Os cabalistas. multiplicando os nomes divinos, uniram todos, quer à unidade do tetragrama, quer a figura do ternário, quer a escada sephirótica da década: traçam assim a escada dos nomes e dos números divinos...) 

 A ÁRVORE DA VIDA E OS ARCANOS MENORES 1 - KETHER- Os quatro ases: A coroa de Deus tem quatro florões 2 - HOKMAH - Os quatro dois: A sua sabedoria se espalha e forma quatro rios 3 - BINAH - Os quatro tres: De sua inteligência dá quatro provas 4 - CHESED - Os quatro quatro: Da sua misericórdia há quatro benefícios 5 - GVURAH - Os quatro cinco: O seu rigor quatro vêzes pune quatro erros. 6 - TIPHERETH - Os quatro seis: Por quatro raios puros sua beleza se revela 7 - NETZAH- Os quatro sete: Celebremos quatro vêzes a sua vitória eterna 8 - HOD - Os quatro oito: Quatro vêzes triunfa na sua eternidade 9 - YESOD - Os quatro nove: Por quatro fundamentos seu trono é suportado 10 - MALKHUTH - Seu único reino é quatro vêzes o mesmo. 

E conforme os florões do divino diadema. Vê-se por esse arranjo tão simples, o sentido cabalístico de cada lâmina. Assim por exemplo, o cinco de paus significa rigorosamente Gvurah de Iod, isto é Justiça do Criador ou cólera do homem; o sete de copas significa vitória da misericórdia ou vitória da mulher; oito de espadas significa conflito ou equilíbrio eterno, e assim as outras. Assim podemos compreender como faziam os antigos pontífices para fazer este oráculo; as lâminas lançadas à sorte davam sempre um sentido cabalístico novo, mais rigorosamente verdadeiro na sua combinação, unicamente a qual era fortuita; e, como, a fé dos antigos nada dava ao acaso, eles liam as respostas da Providência nos oráculos do Taro, que eram chamados Theraph ou Theraphins entre os hebreus, como o pressentiu primeiramente o sábio cabalista Gaffarel, um dos magos habituais do cardeal Rechelieu. 

 Quanto as figuras eis um último dístico para explicá-las: REI, DAMA, CAVALEIRO, VALETE Espôso, môço, criança, tôda humanidade, Sobem por estes quatro degráus à unidade... Eliphas Levi continua... "Daremos no final do Ritual, outros detalhes, e documentos completos sôbre o maravilhoso livro do Taro, e demonstraremos que é o livro primitivo, a chave de todas as profecias e de todos os dogmas; numa palavra, o livro dos livros inspirados, o que não pressentiram Court de Gebelin na sua ciência, nem Alliette ou Eteilla, nas suas singulares intuições..." 

 As dez Sphiroth e os vinte e dois taros formam o que os cabalistas chamam os trinta e dois caminhos da ciência absoluta... G.O. Mebes, é mais preciso quanto a analogia entre o Ocultismo e o Taro no caminho da evolução ou do Hermetismo Ético. Seus dois livros "Os Arcanos Maiores do Taro" e os "Arcanos Menores do Taro", contém toda a descrição e análise das diversas lâminas bem como seu relacionamento com estas doutrinas. Em seguida resumimos alguns pontos relevantes de algumas concepções do Taro. 

 Carlinhos Lima - Tarólogo
2/4/11


quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Arcanos menores do Tarô e estágios de evolução da alma 2




Antes de mais e para uma melhor compreensão dos naipes (Arcanos Menores) é apresentado o seguinte quadro:




Verificamos que no esquema acima apresentado, o progresso iniciático desde Ouros até Paus segue o sentido inverso das letras do Tetragrammaton começando pelo 2º He e elevando-se gradualmente até Iod. Falamos do caminho anabático ou caminho de reintegração. Ao estágio de Ouros segue o estágio de Espadas. O simbolo esotérico apresenta uma espada de ponta virada para cima. O cabo em forma de cruz representa os 4 elementos da composição elementar humana. Um canatete percorre a lâmina da espada simbolizando a união direta com o mundo do Logos. O estágio de Espadas consiste num determinado isolamento por parte do Iniciado, abdicando dos rituais e das cerimônias do estágio anterior. 

 A etapa de Espadas pode ser resolvida de duas maneiras. Primeiro pelo caminho positivo da fé aspirando servir o Logos ou então seguindo o caminho negativo (tb chamado caminho dos fortes) que consiste numa revolta contra o Logos e do estado do Mundo. Ao escolher o caminho dos fortes atravessamos toda a Árvore Sefirótica (os 10 graus do naipe) de seguinte maneira (ver esquema/árvore das Sefiras): Lutamos e isolamo- nos dos aspectos criadores de cada Sefira. Criamos assim uma oposição contra o Mundo Externo (Malkuth), rejeitamos de seguida a Forma (Yesod), o valor do Poder e da Paz (Netzah e Hod), recusamos depois a possibilidade de harmonia (Tifert), a Misericórdia e a Justiça (Gedulah e Geburah), negamos a Razão e a Sabedoria (Binah e Hokmah) para finalmente negar a propria Vida (Kether). 

 O sofrimento e vazio interno experienciado no estágio de Espadas afim de descobrir o Real desperta em nós a necessidade de encontrar algo mais puro e perfeito. É com este sentimento que vamos iniciar o estágio seguinte que é o estágio de Copas. Todo o sistema do Arcanos: Menores e Maiores está estreitamente ligado à Cabala, como já citamos anteriormente. Em particular com a Árvore da Vida ou Sistema Sefirótico e com o Tetragramaton IOD HE VAU HE. Pode-se dizer que o sistema dos Arcanos e sua divisão em Quatro Naipes é correspondente ao Sistema Sefirótico e seus Quatro Mundos e ao Tetragramaton, por onde passa tudo que existe. 

Pode-se relacionar as 10 cartas de valores numérico aos dez ramos ou estágios do Sephiroth, e também os 22 Arcanos Maiores aos 22 canais que interligam o Sephiroth e ao alfabeto hebraico. Assim temos: IOD PAUS REI Mundo da Emanação 4a Iniciação HE COPAS DAMA Mundo da Criação 3a Iniciação VAU ESPADAS CAVALEIRO Mundo da Formação 2a Iniciação HE OUROS VALETE Mundo da Manifestação 1a. E assim existem os estágios mistos como mencionei anteriormente. Trata-se de um sistema flexível por necessidade pois todos nós somos iguais mas diferentes. Há pessoas que preferem um estágio de Ouros com características de Espadas (normalmente são personalidades sob domínio de ou nos seus mapas astrais) outras pessoas optam por um estágio de Ouros vivido sob influencia de Copas ou de Paus. Apenas dei o exemplo da via negativa por acha-la mais presente no nosso quotidiano e por isso de mais fácil compreensão. 

Cada um de nós pode juntar as peças do puzzel e construir uma via positiva pela fé ou optar pela via da negação para se aproximar da Essência. Afinal somos livres de escolher e podemos até escolher modelos mistos, em parte via negativa e em parte via positiva. O livre arbítrio consiste em conhecimento , na ignorância não podemos optar. E 1° devemos ser realistas e honestos quando nos confrontamos, senão... a via é negativa pra sempre. E mesmo assim , o livre arbítrio se apresenta dentro de certas condições possíveis e de estágios evolucionais assimilados , então podemos subir mais um degrau na espiral. A via negativa se apresenta facilmente em mapas difíceis. as dimensões são paralelas. É aí entra o nosso mapa , nossas chances de usar os recursos que temos. Eu não sei se o livre arbítrio existe realmente ou se antes se trata de uma segurança interna de que nós dispomos a priori (santa ignorância). 

Pessoalmente prefiro acreditar no conceito da liberdade de escolha apenas condicionada pelos nossos recursos internos e externos. Sabemos que todos nós ao longo da vida somos submetidos a stresses, o que equivale ao Nigredo, na alquimia, onde o indivíduo vai separar e eliminar os elementos de que já não precisa para a etapa seguinte. No entanto, essa separação só pode ser feita em determinado lugar, e não é um processo consciente, decorre a níveis vibratórios muito profundos e subtis. Assim acredita-se que em termos biológicos, por exemplo, o Solve dura três meses e, passado este tempo, se a pessoa não passar para a fase seguinte, o Albedo, o stress deixa de ser positivo e passa a ser negativo, podendo a pessoa ficar doente. Tudo isto passa pelo livre arbítrio, é claro, porque a determinados níveis um ser pode rejeitar o caminho que tem de percorrer, mesmo sem ter consciência disso. PAUS: REI = PAI - É o chefe hierárquico e ponto de partida da autoridade ou manifestação do poder. Carta principal no Naipe é chamado PAUS DOS PAUS. DAMA = Esposa do Pai, e dá nascimento ao Cavaleiro. CAVALEIRO = Agente Ativo que transmite o Poder e opera através do Valete. 

VALETE = O servidor do Poder. COPAS: DAMA = Figura Principal do Naipe de COPAS, representa o Princípio de Atração. REI = Esposo da Dama, indispensável para o nascimento do Cavaleiro. CAVALEIRO = Intermediário que atrái para a obra os elementos externos ajudado pelo Valete VALETE = Servidor da Atração. ESPADAS CAVALEIRO = Carta principal do Naipe é o Agente que ativamente transmite a Vida. REI = Pai do Cavaleiro DAMA = Mãe do Cavaleiro VALETE = Servidor na Transmissão da Vida. OUROS VALETE = Carta principal de Ouros é o Servidor dos Filhos ou o Trabalhador Braçal. A Realização é avaliada segundo os resultados que trás. REI = O Pai Realizador DAMA = A Dona dos Filhos CAVALEIRO = Agente ativo que unifica as individualidades que compões os organismos complexos. Conforme descrito cada uma das Cartas principais de cada Naipe, juntamente com as outras cartas deste Naipe, representam a "essência pura" do Naipe. 

 Carlinhos Lima - Tarólogo, Astrólogo, Pesquisador de Esoterismo e Mago de Umbanda Astrológica.
2/4/2011


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