Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador tarologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tarologia. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de abril de 2022

Tarô Egipcio: Ocultismo, origem, iniciação, magia e astrologia


O francês Antoine Court de Gebelin (1725-1784) foi um pastor da igreja reformada, arqueólogo e ocultista, além de um apaixonado estudioso de mitologia antiga. Foi o primeiro a lanças a teoria da origem egípcia do Tarot, em seu livro: ”Le Monde Primitif Analysé et Comparé Aveu Le Monde Moderne”, publicado em 1775. Segundo Gebelin, o Tarot é um livro com as crenças mais puras do povo egípcio e suas cartas devem ser encaradas como um livro sobre religião, filosofia e sobre a história da criação do mundo. Ele também relacionou os 22 arcanos maiores com as 22 ltras hebraicas. Também demonstrou que o Tarot se baseava no número 7, sagrado para os egípcios, que sobre ele fundamentavam várias ciências. Cada naipe tem 14 cartas, que seria “ 2x7 “.

A teoria de que o Tarot teve origem no Egito foi levantada e defendida por muitos ocultistas e ordens iniciáticas importantes, como Eliphas Levi, Arthur Edward Waite e Aleister Crowley, que pertenciam à Golden Dawn (ordem hermética do “amanhecer dourado”), uma importante ordem iniciática fundada no século XIX. Os ocultistas defendem essa teoria baseados em detalhados e aprofundados estudos e pesquisas que realiram desde o século XVIII. Gebelin considerava que a palavra “TAROT” era uma combinação de “TAR” (caminho, estrada) e “RO, ROS ou ROG” (rei ou real). Portanto, Tarot significa “estrada ou caminho real”, o que também provaria sua origem egípcia. A partir da publicação de seus estudos e pesquisas, começaram a surgir baralhos desenhados com motivos egípcios, mas sem nenhum compromisso com a história do jogo, embora o próprio Gebelin usasse o baralho de Tarot clássico. Ele não inventou nenhum baralho egípcio, mas sim aprofundou estudos e pesquisas sobre seus símbolos e hieróglifos. Foi com que teve início a divulgação de textos e estudos que passaram a analisar o Tarot sob a ótica ocultista, atribuindo-lhe um sentido mais profundo e considerando-o como um meio de transmissão de conhecimentos esotéricos e espirituais, que vão muito além de seu uso como um baralho comum.

Em suas pesquisas ele sugeriu que o Tarot remontava as tradições místicas do Egito Antigo. Defendia a tese que o Tarot era originário do conhecimento secreto dos mistérios do Antigo Egito e que os 22 arcanos maiores estavam relacionados com os símbolos contidos no Livro de Thoth, senso que esses símbolos eram derivados das imagens iniciáticas dos sacerdotes egípcios, cujas figuras forma pintadas em duas fileiras nas paredes das galerias subterrâneas da grande pirâmide. Acreditava que os 22 arcanos maiores representavam os líderes temporais e espirituais da antiga sociedade egípcia, e que os 56 arcanos menores eram divididos em 4 naipes referentes às 4 classes da sociedade do Antigo Egito. Tanto os reis como a nobreza e os militares ostentavam a espada (naipe de espadas); a taça simbolizava os sacerdotes (naipe de copas); paus eram os símbolos da classe dos agricultores (naipe de paus) e as moedas representavam os comerciantes (naipe de ouros).

Gerard Encausie (1865-1916), mais conhecido como Papus, foi um médico e ocultista francês, fundador da “Ordem Maçônica dos Martinistas”, além de escritor e conferencista. É o autor do livro: “Tarot dos Boêmios”(1889), que até hoje em dia é muito valorizado e traduzido, inclusive no Brasil. Nessa obra estão os desenhos feitos pó Jean Gabriel Goulinat, sob sua orientação, que dão roupagens egípcias aos arcanos do Tarot. Nesse baralho é possível reconhecer as direções afirmadas por Levi e por Etteilla em relação aos arcanos maiores. As letras hebraicas também estão presentes. Trata-se de um Tarot europeu antigo adornado com figuras de inspiração egípcia. Para Papus, a sabedoria do Antigo Egito e da Índia estão sintetizadas no Tarot. Já Eliphas Levi afirmava ter encontrado uma peça de Tarot cunhada no Antigo Egito e disse sobre ela: “Essa clavícula considerada perdida durante séculos foi por nas recuperada e temos sido capazes de abrir os sepulcros do mundo antigo, de fazer os mortos falarem, de observar os monumentos do passado em todo seu esplendor, de entender enigmas de cada esfinge e de penetrar todos os santuários. Ora a chave em questão era esta: um alfabeto hieróglifo e numérico expressando por caracteres e números uma série de idéias universais e absolutas”, finaliza Levi. Eliphas Levi Zahed é a tradução hebraica de Alphonse Louis Constant, nascido em Paris em 1810. Foi um seminarista católico e artista plástico que influenciou muitos outros estudiosos de seu tempo. Ele desenhou um Tarot com motivos da arte egípcia, mas apenas algumas dessas cartas foram divulgadas. Estabeleceu a relação dos 22 arcanos maiores com a 22 letras hebraicas e inspirou Papus e Falconier através da publicação de seu livro: “Dogna e Ritual de Alta Magia”, em 1854.

E o francê Jean Baptiste Alliette (1738-1791), mais conhecido como Etteilla, inverteu as letras de seu nome para torná-lo mais atraente para o exercício das práticas divinatórias. Ele se considerava um “mestre da cartomancia” e foi o primeiro homem ligado à leitura da sorte através das cartas. Foi um dos discípulos de Gebelin e dizia ser aluno do Conde de Saint Germain, um mago alquimista que teria mais de 2000 anos e o descobridor do elixir da longa vida. Ele foi o primeiro cartomante homem profissional de renome. Tinha o dom da palavra e conhecimentos gerais dos símbolos e da Cabala. Escreveu vários livros e desenhou diversos Tarots com um significado mais profundo, mudando o desenho dos arcanos e a ordem das cartas, alegando assim restaurar o verdadeiro e antigo simbolismo das cartas.

Etteila estava sempre atento as novidades ao seu redor, e pouco tempo depois da publicação da obra de Gebelin, ele lançou o seu “Grande Etteilla” ou “Livro de Thoth”, endossando a origem egípcia do Tarot e afirmando que o baralho original havia sido escrito em folhas de ouro num templo de Memphis. Em 1778 fundo a “Sociedade de Intérpretes do Livro de Thoth”, a primeira associação dedicada à leitura de cartas. Sua intenção era revelar “a chave dos 78 hieróglifos que estão no Livro de Thoth, obra de 17 magos, descendentes de Mercúrio-Thot”. Sua bem sucedida popularização sobre a origem egípcia do Tarot reverteu a favor de Gebelin, que até hoje está intimamente associado ao tema egípcio do Tarot. Etteilla era amigo de Mdlle Lenormand, a criadora do “Petit Lenormand” (baralho cigano), sua discípula e segundo maior nome mundial da cartomancia. Ele e sua obra também influenciaram fortemente o trabalho de Papus com o Tarot.

Em 1938, Crowley projetou o “Tarot de Thoth”, que foi pintado por Lady Frieda Harris, sob suas orientações. Ele foi publicado em cores apenas em 1971. O Tarot de Thoth é um baralho cheio de simbologia astrológica e cabalista, além de ser muito estilizado e exótico. Contém em seus desenhos símbolos de grandes segredos. Edward Alexander Crowley, mais conhecido como Aleister Crowley, nasceu na Inglaterra em 1875. Foi alpinista, enxadrista, caçador e um dos maiores ocultistas de todos os tempos, mas devido aos seus excessos e opiniões bizarras, tornou-se uma figura “maldita” para a maioria. Pertenceu a ordem iniciática “Golden Dawn”, onde explorou seus dons naturais de mago e aprendeu as bases da tradição ocidental. Porém, devido ao seu grande potencial e ascensão rápida dentro da ordem, foi vítima de inveja de outros membros, o que causou sua saída da ordem. Foi nessa época que Crowley passou por uma experiência única no Egito: teve contato com uma entidade espiritual chamada Aivass, que lhe ditou um legado de conhecimento, levando-o a escrever o famoso “Livro da Lei”, que tratava das leis para a Nova Era. Esse fato marcou profundamente sua vida, tornando-o o profeta da Nova Era. Já o estudioso Falconier tentou fazer um Tarot totalmente egípcio, mas ele tinha pocu conhecimento de egiptologia, e para um bom observador, é fácil notar que suas cartas dificilmente tem origem egípcia. Anos depois, em 1901, surgiram os 56 arcanos menores associados ao trabalho de Falconier-Wergener, de autoria de Edgar Valcourt-Vermont, sob o pseudônimo de “Conde de Saint Germain”, em seu livro: “Astrologia Prática: método simples para calcular horóscopos”. O que foi mais um resultado sem sucesso, considerando-se a iconografia do Antigo Egito. René Falconier publicou em 1896 seu livro: “As 22 Lâminas Herméticas do Tarot Divinatório”. Segundo ele, os desenhos foram reconstituídos “de acordo com os textos sagrados e segundo a tradição dos magos do Antigo Egito”.

O Tarot egípcio Kier tem esse nome por ter sido publicado pela Editorial Kier, da Argentina. Foi publicado pela primeira vez em 1955, em preto e branco, e posteriormente em 1971 na versão colorida. Ele tem uma vasta combinação de símbolos mitológicos e culturais egípcios, incluindo símbolos astrológicos, cabalistas e do alfabeto alquímico dos magos. Nos séculos XIX e XX diversos tipos de Tarots egípcios foram produzidos e passaram a ser mais sofisticados em seus elementos egípcios, provavelmente devido às descobertas e publicações científicas sobre os hieróglifos e a religião egípcia. Alguns pesquisadores dizem que o tarot surgiu nos povos de Atlântida e Lemúria, e que quando os mesmos previram o desaparecimento de suas terras devido a um grande cataclisma ( semelhante ao dilúvio), enviaram seus sábios para diversas partes do mundo para que revelassem os segredos dessas cartas misteriosas à outros povos, ao permitindo, portanto, que o oráculo caísse no esquecimento e perpetuando sua sabedoria nos quatro cantos do mundo.

Os ciganos, para serem aceitos, se diziam descendentes dos nobres egípcios, se autodenominando “egiptanos”, por isso passaram a chamar as lâminas de “ tarot dos egípcios”, levando-as por toda Europa e para os quatro cantos do mundo. A tese de que o tarot surgiu no Egito é ainda reforçada devido à incrível semelhança entre as figuras das lâminas com as representações gráficas e pinturas do Antigo Egito. São visíveis as semelhanças entre os arcanos maiores e as gravuras existentes nos templos sagrados. Outro fato que reforça essa tese é o de que a carta 3 ( A Faraó, no tarot egípcio ou A Imperatriz, no tarot tradicional) vem antes da carta 4 (O Faraó, no tarot egípcio ou O Imperador, no tarot tradicional). Sabe-se que após a III e IV dinastias do Antigo Egito, como resquícios do matriarcado no que se refere à hierarquia na regência, dava-se preferência à mulher sobre o homem e este princípio é visto ao longo de toda história do Egito. Outros defendem a idéia de que o tarot nasceu de uma cultura milenar, originária do “Livro de Thoth”, a chave de toda a sabedoria do Antigo Egito.

A escritora Edelweiss Cagno nos conta que segundo a tradição os sacerdotes egípcios foram os herdeiros da sabedoria de Atlântida, e portanto, os guardiões dos mistérios sagrados. O sumo-sacerdote, ao prever um longo período de decadência espiritual da humanidade e de perseguição aos mistérios sagrados, reuniu no templo todos os sábios sacerdotes do Egito, para que juntos encontrassem uma maneira de preservar da destruição os ensinamentos iniciáticos, os conhecimentos adquiridos e todos os mistérios revelados herdados dos habitantes de Atlântida e transmiti-los às futuras gerações. Foi então que os sacerdotes egípcios criaram um sistema de jogo para preservar os ensinamentos da destruição e fazer com que os mesmos chegassem até nossos dias. Foram criadas então as 78 lâminas do tarot, que eram pequenas lâminas de ouro sob a formato de jogo, que foi uma maneira encontrada de transmitir os ensinamentos aos iniciados sem levantar nenhuma suspeita aos leigos sobre o verdadeiro tipo de conhecimento ali contido. Dessa forma não comprometiam os sagrados mistérios, pois ao invés de escrever numa linguagem comum compreensível às pessoas comuns, eles codificaram sua doutrina num simbolismo hermético, que apenas os iniciados poderiam entender, em qualquer parte do mundo.

Existem muitos estudos e pesquisas feitos sobre a verdadeira origem do tarot, mas nenhuma completamente comprovada .Uns dizem que foi na Itália, na França, na Espanha e até mesmo no oriente, como na Índia ou na China. Alguns acreditam ainda que o jogo foi criado pelos ciganos que o espalhou pelo mundo. O médico e ocultista francês Gerard Encause (1865-19160), mais conhecido como Papus, defendeu a tese que os sacerdotes egípcios, prevendo a decadência de sua civilização devido às muitas invasões que viriam, reuniram-se para definir como passar os ensinamentos do tarot às futuras gerações para que não caíssem no esquecimento. Daí surgiu a idéia de que os segredos deveriam ser guardados nas pirâmides, uma criação que duraria por toda eternidade, mas que poderiam ser destruídas pelos homens. O mais sábio dos sacerdotes, ao perceber que as pessoas gostavem muito de jogar, sugeriu que confiassem a tradição ao vício, pois somente isso difundiria o oráculo à toda humanidade. Assim, resolveram “imprimir” as figuras do tarot em lâminas de ouro, com todas as suas mensagens simbólicas, transformando seus ensinamentos em jogo. Com o tempo, a tradição foi se estendendo para o resto do mundo, sendo muito usado na Europa, principalmente Itália, Espanha e França. Posteriormente, os ciganos se encarregaram de difundir a tradição pelo mundo todo, e dessa forma cada nação desenvolveu seu próprio baralho.

A leitura de Tarot Egípcio tem como objetivo promover uma reflexão e um “encontro consigo mesmo” para o consulente, pois suas cartas tem caráter iniciático. Portanto, o Tarot Egípcio pode ser um importante instrumento para o aconselhamento terapêutico, pois ajuda o consulente a encontrar suas próprias respostas através do contato com sua sabedoria interior, pois sua leitura tem abordagem arquetípica. Esse aconselhamento ajuda o consulente a compreender a lei de causa e efeito, a qual rege todos os acontecimentos passados, presentes e futuros, trazendo então a compreensão de si mesmo e a consciência de seu poder pessoal. As cartas do Tarot Egípcio são riquíssimas em detalhes e simbologia e se expressam através de 3 planos, representando a ação no mundo físico, emocional e espiritual do consulente. Cada plano oferece diversos recursos para a leitura através dos significados astrológicos, numerológicos, das letras hebraicas, do significado das cores e de outros símbolos nele contidos, que associados às várias combinações das cartas ampliam a eficácia do aconselhamento.

O Tarot Egípcio fornece informações importantes ao consulente em vários setores de sua vida. Os aspectos sagrado e terapêutico se unem para dar ao consulente respostas concretas para a tomada de decisões. O Tarot Egípcio mostra possibilidades, tendências e opções de caminhos para que o consulente possa, através de seu livre-arbítrio, sintonizar-se com o Universo e agir de forma positiva em suas decisões, redefinindo os rumos de sua vida. Seu aconselhamento é uma rota para a revelação interior, um farol que ilumina os pontos obscuros da alma, permitindo que o consulente faça suas próprias escolhas na vida.

O Tarot Egípcio é um tarot transcultural, ou seja, baseado na mitologia egípcia. O seu diferencial está nos arcanos menores, em não existem os naipes explícitos, mas sim a simbologia da hierarquia da sociedade egípcia. Os arcanos menores começam com os reis, indo em ordem decrescente até os ases. O naipe de paus representa o povo, o comércio, os artesãos e a navegação. O naipe de copas representa as emoções, os artistas, pintores, escultores, músicos e dançarinas. O naipe de espadas representa os guerreiros, soldados e a casta militar. E o naipe de ouros representa a vida material e financeira em geral, a especulação financeira e a vida do faraó. Ele pode ser usado de forma iniciática ou oracular. O modo oracular é aquele que mostra a tendência de cada situação, indicando quais os elementos invisíveis estão agindo para o desfecho de uma determinada situação, sejam eles de origem externa (circunstâncias) ou interna (atitudes e emoções do consulente ou das pessoas envolvidas). Dessa forma pode-se ter uma idéia aproximada do que o Destino reserva para uma determinada situação. E sabemos que o Tarot Egípcio é a fonte original de onde foram adaptados todos os outros tarots. Ele é o mais completo e o mais complexo de todos, o que exige maior preparo do tarólogo. Ele é um instrumento psicológico e intuitivo capaz de desvendar com clareza o que está oculto por trás de uma situação. É um instrumento preciso, que traz uma série de símbolos, alfabetos e cenas mitológicas que formam os arquétipos dos caminhos pelos quais o consulente pode direcionar sua vida, seja por seu livre-arbítrio ou pela lei do Karma.

No Tarot Egípcio, o plano espiritual corresponde às influências planetárias; o plano físico às influências dos signos e o plano material ao encontro dos dois. Na base das lâminas estão contidos os símbolos dos planetas e signos. O Tarot Egípcio abrange um número maior de símbolos e estes são baseados na correspondência astrológica e numérica. Para os egípcios as letras eram deuses e simbolizavam idéias, e os números eram sagrados. O simbolismo astrológico aparece porque tudo no Universo é governado por um planeta ou signo. Por isso o Tarot Egípcio está intimamente ligado aos 4 elementos da natureza, à Astrologia, à Numerologia e à Cabala.

A Astrologia tinha um papel muito importante no Antigo Egito, pois nessa época os astrólogos eram altamente reconhecidos e muito conceituados, pois trabalhavam nas torres dos santuários e nos templos dos deuses. Por isso, a maioria dos astrólogos era sacerdote. Foram eles que fizeram a comparação entre os planetas e as divindades. Geralmente o Tarot Egípcio é jogado numa mandala astrológica devido à sua relação com os 12 signos. As cartas são posicionadas na mandala de acordo com as 12 casas astrológicas, cada uma regida por um (ou dois) planeta(s) e relacionada com um signo. Dessa forma, cada carta ganha um significado ou característica de acordo com a casa e o signo em que estão posicionados naquele momento. A partir daí é possível analisar os aspectos gerais da vida do consulente através das 12 casas ou setores astrológicos (saúde, vida amorosa, carreira, família, viagens, amizades, finanças, filhos, etc).

Segundo o grande historiador Heródoto, ao transmitir seu primeiro relato sobre o Egito, foram os egípcios que criaram o conceito de “ano” (o ano solar em que até hoje se baseia a Astrologia), pois o dividiram em 12 meses em homenagem aos 12 deuses principais que eles cultuavam, os quais foram posteriormente adotados pelos gregos. Assim ficou o simbolismo astrológico no tarot: a soma dos 22 arcanos maiores ( associados aos 10 planetas e aos 12 signos) com os 56 arcanos menores (associados aos 36 decanatos e aos 4 elementos) totalizam as 78 cartas do tarot. O escritor Bern A. Mertz diz em seu livro: “Tarot Egício – um caminho de iniciação”: “O próprio Jung acreditava que os 12 signos são a legítima expressão do inconsciente coletivo, representando 12 arquétipos que correspondem às realidades da vida humana. Por isso o tarot foi dividido em 12 áreas (casas astrológicas), que tem relação direta com os 12 signos”, finaliza Bern.

As figuras do tarot ( rei, rainha, cavaleiro e escravo) são interpretadas e acordo com os temperamentos básicos do ser humano, os signos astrológicos e os elementos da natureza. Os cavaleiros representam os 4 quadrantes do Zodíaco, sendo que cada um se identifica com um signo fixo ( signos rígidos em suas opiniões). Os arcanos numerados de 1 a 9 somam 36 arcanos menores (excluindo as figuras) e cada um equivale a um decanato de cada signo do Zodíaco ( cada signo tem 3 decanatos). Os 4 ases representam as triplicidades ou os 4 elementos ( fogo, terra, ar e água). Simbolizam a transição para um novo ciclo. E da mesma forma, pode ser usado para interpretar a influência dos orixás, dos anjos ou qualquer outra vibração cósmica e ancestral.

O Tarot sintetizava os princípios e conhecimentos que seriam passados adiante, pois para os antigos egípcios ele era considerado um alfabeto em que cada letra, palavra e frase simbolizavam um caminho existencial na busca da harmonia. O Tarot Egípcio pode ser usado de duas formas: a oracular e a iniciática. A forma iniciática pode nos indicar, baseada na mitologia egípcia, por quais “provas” o consulente está passando ou vai passar e de que forma poderá se sair bem delas, ou que tipo de virtudes precisará desenvolver para obter o autoconhecimento, além de como conseguir ajuda divina para isso. E existem evidências de que as cartas do Tarot eram usadas por sacerdotes egípcios para fins adivinhatórios e para rituais de iniciação.

No Antigo Egito o Tarot era um livro sagrado, assim como a Bíblia e o Alcorão. Nele estavam contidas as leis divinas, morais e os ensinamentos iniciáticos que orientaram o esplendor da civilização egípcia, que foi a inspiração dos gregos e romanos, os quais são a base de nossa cultura atual. O Tarot Egípcio retrata as concepções espirituais dos iniciados egípcios, derivadas de um passado ainda mais remoto, de Atlântida e Lemúria. Nele, a prática adivinhatória reveste-se do caráter esotérico da iniciação, cujo mistério consiste na busca do conhecimento a partir da consciência de si mesmo. Para alcançar essa consciência era preciso percorrer determinados “caminhos”, que eram os caminhos dos deuses Osíris, Ísis e Horus. Suas cartas são divididas em 3 grupos que representam esses caminhos. O ocultista e escritor Oswald Wirth em seu livro “Essay upon the Astronomical Tarot” nos revela que os 22 arcanos maiores do Tarot representavam pinturas hieróglifas que foram encontradas nos espaços entre as colunas de uma galeria onde os neófitos deveriam passar durante a iniciação. Haviam 12 colunas ao norte e 12 ao sul, ou seja, 11 figuras simbólicas de cada lado. Essas figuras eram explicadas ao neófito em ordem regular, e continham as regras e os princípios da iniciação. Essa opinião é confirmada pela correspondência que há entre os arcanos quando eles são dessa forma arranjados.

O Tarot Egípcio contém o aprofundamento e os conhecimentos das etapas de desenvolvimento de toda uma vida. Ele indica os caminhos a serem traçados por aqueles que querem obter a iniciação e o conhecimento esotérico. É um Tarot que não se presta a “ler a sorte”, como muitos outros. Pois indica os caminhos para aqueles que, na rota da iniciação, buscam o conhecimento a partir das questões do cotidiano ou mesmo em cima de reflexões de natureza psicológica. Na galeria do templo, as figuras eram arranjadas em pares, uma oposta à outra, de tal forma que a última era oposta à primeira; a penúltima à segunda e assim por diante. Quando as cartas são colocadas encontramos um significado interessante e profundo. Uma carta explica a outra e cada par mostra mais do que cada uma por si só. As pinturas encontradas entre as colunas da sala dos arcanos eram consideradas uma linguagem sagrada, pois nestas pinturas cada carta tinha um número e uma letra; portanto, era um alfabeto das ciências ocultas, os princípios absolutos, as chaves universais que, se aplicadas da maneira certa, convertiam em fonte de toda sabedoria e poder. Cada letra, cada número e cada imagem expressavam uma lei ternária e tinham repercussão no mundo espiritual (divino), no intelectual e no físico. Explicava-se ao aspirante a sacerdote de Osíris que se seguisse o sentido das cartas, estas o conduziriam aos magos, e quando tudo isso acontecia havia a manifestação da vontade de Deus, manifestando a verdade e a justiça.

Também existe uma grande relação entre o mito de Osíris e os arcanos maiores. Ao observamos com atenção, é possível identificar os deuses nas cartas cuja sequência narra com perfeição o mito de Osíris em suas diversas etapas. As cartas se dividem em dois grupos: o primeiro (arcanos 0 a 8) que mostra os deuses principais e o segundo grupo (arcanos 9 a 21), que conta a história da morte e ressurreição de Osíris. Os arcanos menores mostram os fatos cotidianos e o potencial do consulente, assim como a essência de sua experiência pessoal, o inconsciente individual. A lenda da morte e ressurreição de Osíris é a parte mais importante da mitologia egípcia e fortaleceu a idéia da reencarnação, o que dava sentido para a vida dos egípcios. Para conseguir reencarnar era necessário passar pelas etapas de iniciação (os 3 caminhos) e se tornar um iniciado. Dessa forma conquistava-se a vida eterna.

Há ainda outros textos antigos que dizem que os 22 arcanos maiores eram grandes pinturas existentes nas paredes de uma passagem secreta que ligava a grande pirâmide à Esfinge de Gizé, onde acontecia uma parte da iniciação espiritual dos neófitos. Osíris era uma das maiores divindades egípcias. Seus caminhos são marcados pela crença, compreensão e experiências conscientes, conforme percebemos nos arcanos 1, 4, 7, 10, 13, 16 e 19. Os caminhos de Ísis, a mais importante deusa do Egito, deusa da fertilidade, do amor e da magia, eram os da divindade feminina, da mães, dos amantes e companheiros fiéis de vida, como observamos nos arcanos 2, 5, 8, 11, 14, 17 e 20. Horus, o deus com cabeça de falcão e olhos expressivos representando o Sol e a Lua, era o deus do céu e era considerado um deus real, a encarnação terrena de uma divindade, amado por Maat, a deusa da justiça. Era filho de Osíris e Ísis. Seus caminhos tratam da realidade, da consciência espiritual no presente, embora seja preciso a separação do passado e do futuro, conforme se vê nos arcanos 3, 6, 9, 12, 15, 18 e 21. De acordo com a crença egípcia, para se tornar um iniciado era preciso percorrer com êxito as 22 etapas (arcanos) dos caminhos dos espírito, da alma e da realidade material, correspondentes aos deuses Osíris (pai), Ísis (mãe) e Horus (filho). Esses caminhos são diferentes e complementares, e simbolizavam um intrincado complexo mitológico, que forma a base da religião egípcia da antiguidade. Ser um iniciado significava ser um sábio e os sábios estavam sempre à frente dos demais.

O Livro de Thot é conhecido como primeiro livro da humanidade e levou o Egito a base dos conhecimentos dos processos iniciáticos, para aqueles que desejassem e se mostrassem merecedores de obter o conhecimento e a consciência de si mesmos, podendo assim atingir a iluminação interior e servindo aos deuses e à humanidade. Alguns estudiosos e pesquisadores defendem a idéia de que o tarot nasceu de uma cultura milenar, originária do “Livro de Thot”, a chave de toda a sabedoria do Antigo Egito. Thot é o deus da sabedoria, da escrita e da magia, e é representado por um homem com cabeça de Íbis ou de babuíno, segurando uma pena para escrever e uma paleta de escriba. Ele foi o criador dos hieróglifos e da linguagem, e era patrono dos escribas, dos médicos e sacerdotes. Era o deus do tempo (antecessor de Cronos, na Grécia e de Saturno, em Roma) e nada escapava dele.

O Livro de Thot ou tarot egípcio, como ficou conhecido, era conhecido desde a mais remota antiguidade, embora a ciência espiritual nele contida tenha ficado oculta durante muitos séculos. Ele é a base do conhecimento. De acordo com as referências, nesse livro as divindades representam os princípios universais, que se manifestam através de símbolos. Esses símbolos são interpretados através de números, os quais se traduzem em arquétipos. O escritor Iglesias Janeiro em seu livro “ A Cabala da Predileção” conta a lenda do Livro de Thot. Não havia julgamento dos mortos sem a presença de Thot e era ele quem levava as almas dos mortos para o outro lado do rio que separa os mundos. Thot também ficou conhecido como Hermes Trismegisto. Era chamado de “duas vezes grande” pelos antigos egípcios, devido ao fato de que seus ensinamentos se referiam a dois mundos: o material e o espiritual e foi chamado de “três vezes grande” pelos continuadores de sua obra, pois seus ensinamentos se relacionavam aos três planos em que se move o pensamento do homem e este identifica e expressa o quanto sua natureza é capaz de perceber e discernir.

Dizem que quem encontrou o livro foram os hebreus, pois há indícios de que entre os “vasos de ouro e prata” que Moisés levou do Egito por ocasião do Êxodo, estaria o Livro de Thot (tarot egípcio), que mais tarde se tornou a base de todos os fundamentos da Cabala, base da religião judaica. Os hebreus transformaram as 78 lâminas do tarot egípcio em 22 arcanos maiores de acordo com as 22 letras hebraicas e em 56 arcanos menores restantes. O tarot egípcio – um conjunto de 78 lâminas que continha figuras das divindades do Egito, além de símbolos astrológicos e ocultistas. Mas logo percebeu que sua total compreensão não seria captada naquele tempo e para que esses segredos só fossem revelados à humanidade na época certa Thot guardou o livro numa caixa de ouro e pôs a caixa de ouro numa de prata, e a caixa de prata ele pôs numa de marfim, e a de marfim ele pôs numa de bronze, a caixa de bronze ele colocou em outra de cobre, a de cobre ele pôs numa de ferro e esta última contendo o livro e as demais caixas ele depositou no fundo do rio Nilo. Essa lenda contém todo o princípio alquímico do tarot (os elementos herméticos). Thot era uma divindade lunar, que resolveu morar na Terra e instalar-se no Egito, local que elegeu para dividir seu conhecimento com os homens, como a escrita, a divisão do tempo e os mistérios cifrados das medidas. Ele então escolheu alguns discípulos de alto nível intelectual e espiritual para passar seus ensinamentos, pois era conhecedor das profecias sobre as transformações pelas quais o mundo iria passar – principalmente o apogeu e a decadência da civilização egípcia. Desejando transmitir seus conhecimentos às futuras gerações, esses dados foram escritos e registrados num “livro”.

O Arcano No. 1 é "O Mago", o que Inicia, o que começa. O Um é a Unidade, o Espírito Divino de cada pessoa, a Mônada ou Chispa Imortal de todo ser humano, de toda criatura. O Um é a Mãe de todas as Unidades, o Um se desdobra em Dois, que é o Arcano posterior: A Sacerdotisa.

O Arcano No. 2 é "A Sacerdotisa", a Ciência Oculta. No campo do Espírito, o Um é o Pai que está em Secreto, o Dois é a Mãe Divina, que é o desdobramento do Pai.

O Arcano No. 3 é "A IMPERATRIZ", é A Luz Divina, a Luz em si mesma, é "A MÃE DIVINA". Corresponde àquela parte do Gênesis que diz: "DEUS DISSE: FAÇA-SE A LUZ, E A LUZ FOI FEITA", desde o primeiro dia da criação.

 No. 4 de Arcano: Devemos compreender que suas 4 pontas simbolizam os 4 Pontos Cardeais da Terra: Norte, Sul, Leste e Oeste. As 4 Idades: Ouro, Prata, Cobre e Ferro. As 4 Estações do ano. As 4 Fases da Lua.

 O Arcano No. 5 do Tarô nos indica:O ENSINAMENTO, o Karma, a EXPLICAÇÃO. Simboliza o 5º Ciclo, a 5ª Raça, o 5º Sol, os 5 Tatwas, os 5 Dedos, os 5 evangelhos, os 5 sentidos, as 5 cavidades do cérebro e ovário, os 5 ASPECTOS DA MÃE DIVINA.

 O Arcano No. 6 é encantamento, equilíbrio, união amorosa do Homem e da Mulher. Luta terrível entre o Amor e o Desejo. Aí encontramos os Mistérios do Lingam-Yoni. É enlaçamento.

 O Arcano No. 7 é o Carro de Guerra que a Mônada criou para poder atuar neste mundo, com poder para trabalhar neste campo da vida. É a Mônada já realizada manifestando-se por seus 7 Corpos. De outro aspecto são 7 lutas, batalhas, dificuldades, mas apesar das lutas sempre vence.

 O Arcano No. 8 é o JULGAMENTO, ol No. 8 é o número de JÓ, PROVAS E DORES. É representado com uma espada que corresponde ao esotérico.

O Arcano No.9 é O EREMITA, a Solidão. Este Arcano em forma mais elevada é a Nona Esfera, o "Sexo".

Arcano No. 10 encontramos a Roda do Destino, a Roda Cosmogênica de Ezequiel. Nesta roda encontramos o Batalhar das Antíteses, Hermanubis à direita, Tifão à esquerda. Esta é a roda dos séculos, é a Roda da Fortuna, da REENCARNAÇÃO e do KARMA, a Roda Terrível da Retribuição, sobre a roda está o Mistério da Esfinge.

No. 11 de Arcano, é conhecido na CABALA como a Persuasão. O hieroglífico deste Arcano é uma bela mulher, que tranquilamente e com uma serenidade olímpica fecha com suas próprias mãos a fauce de um Leão furioso.

O Arcano No. 12 representa os 12 Signos do Zodíaco, os 12 APÓSTOLOS, as 12 Tribos de Israel, as 12 Horas de COZER do Alquimista, as 12 Faculdades, o Hidrogênio Si-12.

No. 13 de Arcano, os maços de trigo representam o Renascimento, assim como os das flores. AS FLORES, O COMEÇO DA VIDA. O TRIGO, O FINAL. Este Arcano tem representação física e interna, é o Arcano de Judas Iscariotes, que representa a Morte do "Ego".

No. 14 aparece um Anjo com um Sol na frente, com uma taça em cada mão, realizando a mistura do Elixir Vermelho com o Elixir Branco, da mistura destes dois resulta o Elixir de Longa Vida. Evidentemente, este Elixir é o que tanto almejaram os alquimistas medievais...

No. 15 de Arcano, representa o bode de Mendes, Lúcifer, Tiphón Bafometo, o Diabo. Devemos "branquear o latão", o Diabo, que é o Treinador Psicológico e Guardião das portas do Santuário para que entrem unicamente os elegidos, os que puderam superar todas as provas impostas pelo Diabo.

No. 16 de Arcano, é da Torre Fulminada, esta é a Torre de Babel. Nas Águas da Vida: o Báculo do Poder, o Bastão de Mando e o Chicote (látego) que representa a FRAGILIDADE.

No. 17 de Arcano, é A ESTRELA RADIANTE E A JUVENTUDE ETERNA. Neste Arcano aparece uma mulher nua que espalha sobre a terra a Seiva da Vida Universal, que sai de dois copos, um de ouro e um de prata. Tarô -

 No. 18 de Arcano, é LUZ e SOMBRA, MAGIA BRANCA E MAGIA NEGRA, isto está representado no Cão Negro e no Cão Branco, a Pirâmide Negra e a Branca.

No. 19 de Arcano, é o Arcano da Aliança. Representa o "FOGO CRIADOR", a Pedra Filosofal. Para realizar o trabalho da Grande Obra, temos que trabalhar com a Pedra Filosofal.

 No. 20 é a Ressurreição. Para que haja Ressurreição é necessário que previamente haja Morte, sem ela não há Ressurreição. "Que belo é morrer de instante em instante... SÓ COM A MORTE ADVÉM O NOVO".

No. 21 foi confundido com o Arcano No. 22 que é a Coroa da Vida. O ARCANO NO. 21 é O"LOUCO DO TARÔ" ou "A Transmutação”. Neste Arcano 21 o Iniciado tem que lutar contra os "3" Traidores de Hiram Abiff; o Demônio do Desejo, o Demônio da Mente e o Demônio da Má Vontade.

No. 22 de Arcano, é a Coroa da Vida, o regresso à Luz, encarnação da Verdade em nós. Nas Águas da Vida a Cruz Suástica simbolizando o Chakra Muladara de quatro pétalas.

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador. Mago de Umbanda Astrológica.


domingo, 28 de novembro de 2021

Tarô e os arcanos menores 1: OUROS - estágio das aquisições externas e internas da personalidade na vida terrestre.




Os primeiros 4 Arcanos Menores de Ouros para uma mais fácil interiorização do seu conteúdo, começando com o As de Ouros. O naipe de As de Ouros corresponde a Sefira Kether e aos Arcanos Maiores 1,10 e 19 (Mago, Roda e Sol). O número 1 como já foi referido nos Arcanos Maiores expressa a ideia da totalidade. Do ponto de vista esotérico o Um contem em si o início do processo criativo e do retorno à Unicidade. O primeiro Arcano de Ouros, por além de iniciar o seu próprio naipe é ponto de partida dos Arcanos Menores que estão potencialmente contidos nele. Sendo o Arcano mais abstrato, ele representa a Ideia que permeia as aquisições de Ouros, a luta e sofrimento de Espadas, a bem-aventurança de Copas e a realização de Paus. 

 O As de Ouros identifica-se por analogia com a lâmina do primeiro grande Arcano (Mago). No caminho da iniciação o Arcano As de Ouros corresponde a tomada de consciência de que a par das manifestações físicas e psico-anímicas existe algo nele contido que se poderia designar por Consciência Ética ou Divina Essência. Um dos maiores obstáculos no caminho da iniciação é o estado de semiconsciência durante a maior parte das nossas atividades. 

A prática de exercícios (não vou especificar aqui) pode ajudar a despertar e desenvolver um estado de consciência contínuo. A questão que se coloca aqui é como realizar a unicidade em nós próprios. A resposta é nos dada pelo 10º Arcano Maior. É preciso subir acima dos ruídos e da desordem do Mundo pelo eixo central do caduceu de Hermes (árvore das sefiras). Todavia, o fato de se sentir parte de um todo, tomar consciência da Unicidade não se limite ao naipe de Ouros mas está presente em todos os naipes e aprofunda-se ao longo do percurso até a Reintegração Final. Na Árvore das Sefiras a subida directa pela coluna central é simbolizada por 4 Sefiras centrais (Malkut, Yesod, Tiferet e Kether) e passa pelos caminhos 22,15 e 3 (Mundo, Diabo e Imperatriz). 

 O domínio do Arcano 22 ou seja a victória sobre o mundo material torna o Iniciado independente dos condicionamentos do mundo físico. A victória sobre o Arcano 15, dos turbilhões Astrais determina o domínio sobre as formas do mundo astral e a libertação das ilusões mentais. Com a realização da harmonia interna tomamos consciência da unicidade da Vida, entrando no Mundo superior. Para percorrer esse caminho é preciso refletir sobre os 4 aspectos divinos que correspondem às 4 Sefiras da coluna central do caduceu. 1. Malkut - Adonai - Carma, Misericordia e Justiça 2. Yesod - Shaddai - Milagres, Magia da Vida e da Morte 3. Tiferet - Eloa - Beleza e Harmonia 4. Kether - Eie - Eu sou Eu No campo da Arte por exemplo, a aspiração ascendente pela coluna central da Árvore das Sefiras pode ser simbolizada pelo estilo Gótico das Catedrais Medievais (por exemplo a Catedral de Colonia do estilo Gótico Flamejante, a mais alta Catedral do mundo) cuja arquitetura (por influencia da Maçonaria) se dirige para cima até ao último pormenor. 

 Os dois restantes Arcanos Maiores contidos na lâmina do As de Ouros resultam através do calculo teosófico igualmente na Unicidade confirmando a lâmina do primeiro Arcano Maior. Mago - 1 = 1 Roda - 10 = 1+0 = 1 Sol - 19 = 1+9 = 10 = 1 O Arcano 19 que tem como hieróglifo o machado simboliza o domínio do Arcano abrindo uma brecha para passar através da plataforma do Arcano 10. 

A lâmina 19 apresenta na sua iconografia raios solares que ao tocarem na Terra se transformem em ouro. É o simbolo do Hermetismo Ético ou Alquimia Espiritual. O As de Ouros corresponde ao entendimento da Unicidade primordial, a partir da qual toda a transformação se torna possível. OUROS VALETE = Carta principal de Ouros é o Servidor dos Filhos ou o Trabalhador Braçal. A Realização é avaliada segundo os resultados que trás. REI = O Pai Realizador DAMA = A Dona dos Filhos CAVALEIRO = Agente ativo que unifica as individualidades que compões os organismos complexos. Conforme descrito cada uma das Cartas principais de cada Naipe, juntamente com as outras cartas deste Naipe, representam a "essência pura" do Naipe. Em seguida mostra-se correspondência entre cada uma das Cartas e as Sephiras da Árvore da Vida.

 CAMIHO descendente / CAMIHO ascendente / CARTA 1. KETHER MALCHUT ÁS 2. HOCHMAH YESOD DOIS 3. BINAH HOD TRÊS 4. CHESED NETZAH QUATRO 5. GEVURAH TIFERETH CINCO 6. TIPHERETH GEVURAH SEIS 7. NETZAH CHESED SETE 8. HOD BINAH OITO 9. YESOD HOCHMAH NOVE 10. MALCHUT KETHER DEZ (Os cabalistas. multiplicando os nomes divinos, uniram todos, quer à unidade do tetragrama, quer a figura do ternário, quer a escada sephirótica da década: traçam assim a escada dos nomes e dos números divinos...) 

 A ÁRVORE DA VIDA E OS ARCANOS MENORES 1 - KETHER- Os quatro ases: A coroa de Deus tem quatro florões 2 - HOKMAH - Os quatro dois: A sua sabedoria se espalha e forma quatro rios 3 - BINAH - Os quatro tres: De sua inteligência dá quatro provas 4 - CHESED - Os quatro quatro: Da sua misericórdia há quatro benefícios 5 - GVURAH - Os quatro cinco: O seu rigor quatro vêzes pune quatro erros. 6 - TIPHERETH - Os quatro seis: Por quatro raios puros sua beleza se revela 7 - NETZAH- Os quatro sete: Celebremos quatro vêzes a sua vitória eterna 8 - HOD - Os quatro oito: Quatro vêzes triunfa na sua eternidade 9 - YESOD - Os quatro nove: Por quatro fundamentos seu trono é suportado 10 - MALKHUTH - Seu único reino é quatro vêzes o mesmo. 

E conforme os florões do divino diadema. Vê-se por esse arranjo tão simples, o sentido cabalístico de cada lâmina. Assim por exemplo, o cinco de paus significa rigorosamente Gvurah de Iod, isto é Justiça do Criador ou cólera do homem; o sete de copas significa vitória da misericórdia ou vitória da mulher; oito de espadas significa conflito ou equilíbrio eterno, e assim as outras. Assim podemos compreender como faziam os antigos pontífices para fazer este oráculo; as lâminas lançadas à sorte davam sempre um sentido cabalístico novo, mais rigorosamente verdadeiro na sua combinação, unicamente a qual era fortuita; e, como, a fé dos antigos nada dava ao acaso, eles liam as respostas da Providência nos oráculos do Taro, que eram chamados Theraph ou Theraphins entre os hebreus, como o pressentiu primeiramente o sábio cabalista Gaffarel, um dos magos habituais do cardeal Rechelieu. 

 Quanto as figuras eis um último dístico para explicá-las: REI, DAMA, CAVALEIRO, VALETE Espôso, môço, criança, tôda humanidade, Sobem por estes quatro degráus à unidade... Eliphas Levi continua... "Daremos no final do Ritual, outros detalhes, e documentos completos sôbre o maravilhoso livro do Taro, e demonstraremos que é o livro primitivo, a chave de todas as profecias e de todos os dogmas; numa palavra, o livro dos livros inspirados, o que não pressentiram Court de Gebelin na sua ciência, nem Alliette ou Eteilla, nas suas singulares intuições..." 

 As dez Sphiroth e os vinte e dois taros formam o que os cabalistas chamam os trinta e dois caminhos da ciência absoluta... G.O. Mebes, é mais preciso quanto a analogia entre o Ocultismo e o Taro no caminho da evolução ou do Hermetismo Ético. Seus dois livros "Os Arcanos Maiores do Taro" e os "Arcanos Menores do Taro", contém toda a descrição e análise das diversas lâminas bem como seu relacionamento com estas doutrinas. Em seguida resumimos alguns pontos relevantes de algumas concepções do Taro. 

 Carlinhos Lima - Tarólogo
2/4/11


sábado, 20 de novembro de 2021

Tarologia: Jeitos facéis de Jogar Tarô e como ele surgiu


Estudos de Tarô


O Tarot forma um conjunto de 78 cartas, sendo 22 cartas identificadas como Arcanos Maiores e 56 como Arcanos Menores. Os Arcanos Menores são mais conhecidos, já que possuem características semelhantes ao baralho de cartas comum. Realmente, o Tarot serve para muitas oportunidades de nossas vidas. Serve para adivinhar, para acrescentar emoção às nossas dúvidas, serve para duvidar mais ainda, para esclarecer, para preencher horas de solidão, para entreter pessoas em festas desanimadas. Mas serve, também e principalmente, para se mergulhar naquilo que chamamos de alma humana. Aliás, no palco onde está sendo encenada essa tragicomédia humana, sempre vemos os personagens travestidos como nos arquétipos.  

Estudar Tarot, de uma forma ou de outra, é compreender as nossas aflições e dificuldades e antever os nossos medos e angústias. Estudar Tarot é bater papo com o nosso inconsciente. É tornar consciente algumas verdades que nos são reveladas na medida do nosso amadurecimento. E, a não ser que você seja um apaixonado das emoções humanas, o Tarot lhe parecerá apenas cartas bem ilustradas. Portanto, estudar Tarot é ter a nítida compreensão de si mesmo e de seus semelhantes.
Para Court de Gebelin, a palavra Tarot tem o significado de “estrada real da vida”. Na sua opinião, o Tarot originou-se no antigo Egito e representava a história da criação do mundo e das três primeiras eras. Os quatro naipes se destinavam a representar os quatros estados políticos do Egito e como estes se organizavam. Espada – os soberanos e a nobreza militar Paus ou Vara – os agricultores Copas – os sacerdotes e o clero Moedas – os comerciantes em geral Em conferência pronunciada para uma extensa platéia em sua época, Gebelin se reportou ao fato de que a humanidade possui um livro de extrema sabedoria, originário do antigo Egito, mas que esta mesma humanidade, por ignorância, desconhece o tesouro que possui. Este livro é o Tarot. : “Ele é tudo o que resta, na nossa época, das magníficas bibliotecas do Egito. E ele é tão ‘vulgar’ que nenhum estudioso achou por bem se incomodar, pois antes jamais alguém suspeitou de sua origem”.

Esta teoria egípcia, defendida por Gebelin, é a mais aceita, já que foi muito bem fundamentada por ele. Para ele, o jogo de Tarot é baseado no número 7, número sagrado entre os egípcios. Associando determinadas figuras das cartas com os deuses egípcios e mais a reconstrução da rota que o Tarot tomou para chegar à Europa, Gebelin conseguiu recolher argumentos incontestáveis para a sua teoria. Segundo Mebes (G.O.M.), o Tarot também tem sua origem no antigo Egito. Os sacerdotes, em Memphis, certos de que a civilização egípcia estava em seus últimos dias de esplendor, ocultaram seus conhecimentos sob a forma de um baralho, na esperança de que, pelo hábito do jogo, sobrevivessem e um dia fossem compreendidos. De acordo com alguns autores, a primeira aparição do Tarot na Europa data de 1392 e era considerado o tesouro da corte do Rei Carlos VI, da França. Jacquemin Gingoneur as desenhou especialmente para diversão deste rei. Nas se sabe se Gingoneur as criou ou apenas copiou algum baralho existente. Já Alliette, o famoso cabelereiro, mago e alquimista, que apregoava aos quatro cantos ter mais de 2000 anos, declarou que o Tarot foi concebido 171 anos após o 3 Dilúvio. Hermes Trimegisto e mais dezessete magos teriam escrito o livro de Thot sobre folhas de ouro, num templo situado em Memphis, Egito.

Há também uma outra teoria. De que os Arcanos Maiores são originariamente independentes dos Menores. Na verdade, os Arcanos Menores guardam semelhança com as cartas de Tarot dos hindus e dos chineses. Mas o mesmo não acontece com os Arcanos Maiores. É possível que os quatro naipes dos Arcanos Menores tenham uma correspondência com as quatro castas do hinduísmo. De qualquer forma, os ciganos em 1398, recém-chegados ao quadrilátero da Boêmia, se espalharam pela Suíça, Itália e, depois, Espanha. É através do Tarot dos Boêmios que se atribui a expansão do Tarot e da Cartomancia na Europa. A partir daí, os simples jogos de cartas passaram a ter uma conotação advinhatória popular.

O tarot ajuda a esclarecer os problemas maiores do consulente através de sua linguagem simbólica e esotérica, com uma ação "adivinhatória" profunda, quase sagrada. Os tarólogos estão de acordo que é imprescindível que o consulente acredite e tenha confiança em quem está fazendo a leitura, pois somente assim as cartas poderão "falar" com o tarólogo, revelando os segredos do passado, presente e futuro. É preciso haver uma boa sintonia entre o consulente e o tarólogo para que a energia flua e o jogo se mostre de forma clara e nítida. Para que as respostas do tarot sejam precisas, o consulente deve se concentrar muito bem na sua pergunta e formulá-la de maneira clara e sem ambiguidades. Quanto mais objetivo for ao fazer a pergunta, mais diretas e consistentes serão as respostas. Quando as perguntas são simples as cartas dão seu recado com a mesma simplicidade, sem entrar em aspectos secundários, obtendo respostas mais precisas.

Portanto, realizar uma consulta com ansiedade, nervosismo, pressa, alteração emocional ou por impulso não permite que o consulente tenha lucidez sobre as questões que são de fato importantes para a resolução de seus problemas, ainda que o tarólogo saiba conduzir a consulta de forma competente; por isso o consulente precisa estar tranquilo e relaxado, livre de pensamentos negativos e ceticismo. Seu estado emocional é importante também, pois se o consulente estiver nervoso, descontrolado ou em choque com algum acontecimento recente ele nada ou pouco conseguirá absorver das orientações dadas pelo tarot, pois não estará em condições emocionais de entendê-las. Por isso é aconselhável que o consulente se acalme e relaxe antes de fazer uma consulta para obter um bom proveito do que será dito.

Outro fator importante é a atitude e a postura do consulente durante a leitura. O consulente deve relaxar e procurar esvaziar a mente de bloqueios e medos. É importante pensar positivo e estar receptivo e aberto aos conselhos e orientações das cartas, para dessa forma entrar em sintonia com energias positivas. O pensamento negativo e as idéias pré-concebidas e derrotistas "atraem" o negativismo, interferindo na energia da leitura; ou seja, se a pessoa acha que tudo está perdido e nada vai dar certo o jogo nada poderá fazer por ela, pois ela está "fechada" para qualquer tipo de ajuda ou conselho que possa ser dado para melhorar sua situação. Dessa forma, as respostas fornecidas serão vagas, curtas e evazivas. O tarot é um instrumento sagrado que liga o ser humano ao Divino. O tarólogo é o canal de canalização e contato entre o consulente (aquele que se consulta) e o Plano Superior. O tarot é um meio de autoconhecimento capaz de mostrar o que se passa no subconsciente do consulente, ajudando-o a se conhecer melhor. O tarot funciona através de dois elementos: 1- Pela interpretação das cartas através da análise dos símbolos contidos nas mesmas. No momento da leitura o subconsciente do tarólogo entra em sintonia com o subconsciente do consulente, possibilitando uma análise do momento de vida do mesmo e a visão das possibilidades futuras de uma situação perguntada. 2- Pela sincronicidade, ou seja, quando sai uma determinada carta para o consulente durante a consulta é porque o simbolismo daquela carta descreve o momento atual que mesmo está vivenciando.

Para fazer uma boa consulta o consulente deve escolher um momento calmo para realizar o jogo, em que não será interrompido por terceiros e em que não esteja ocupado com outras atividades ao mesmo tempo, pois a concentração do consulente durante a leitura é de extrema importância, pois ajuda a sintonia com o tarólogo e com o oráculo, possibilitando respostas mais profundas, precisas e esclarecedoras. É fundamental seu envolvimento e atenção para o que está sendo dito, não só para que o tarólogo possa identificar com mais clareza o que está ocorrendo, mas também para que o consulente compreenda a fundo a mensagem e a orientação que lhe estão sendo passados. Por isso deve evitar a companhia de outras pessoas no instante da leitura, que podem distraí-lo ou dispersar sua atenção da consulta, interrompendo inclusive o diálogo com o tarólogo e desviando sua energia do jogo. As interrupções e interferências externas quebram a energia do jogo, dissipando muitas das informações que poderiam ser passadas pelo tarólogo através de sua intuição e percepção. Se puder ficar em um ambiente silencioso melhor ainda, pois os barulhos e os sons ao redor também podem desviar a atenção do consulente prejudicando a leitura.

As cartas mostram as tendências e a melhor forma de agir no momento presente, identificando quais os obstáculos no caminho do consulente e orientando o que o mesmo deve fazer para ultrapassá-los. O tarot mostra a tendência mais forte e provável de ocorrer, mas nunca uma certeza absoluta, pois o consulente pode alterar o rumo da situação através de seu livre-arbítrio. E através das cartas o tarólogo analisa, prevê e também adivinha, pois, muitas pessoas tem o dom de sensitividade a trajetória (boa ou má) de uma situação e ainda orienta e aconselha o melhor caminho a seguir. O tarólogo só interpreta o que foi lançado à mesa, pois não possui poder para mudar resposta alguma nem sabe mais do que aquilo que as próprias cartas revelam. O tarot é um grande dicionário de símbolos e cabe ao tarólogo decifrá-los a medida que vão aparecendo durante a leitura, os quais ajudarão o consulente a entender melhor seu presente e as perspectivas do futuro, desde que o consulente ouça sua voz interior expressa através das cartas e busque novos rumos e atitudes, realizando mudanças em sua vida.

Por último, também é importante para o consulente evitar querer "testar" os conhecimentos e os supostos "poderes" do tarólogo, esperando que ele "adivinhe" sua vida e o que está pensando. O tarot lida com sincronicidade e a sintonia de energias entre o consulente e o tarólogo, e quando é feito um "teste" desse tipo essa sintonia não ocorre, dificultando e até bloqueando a energia da leitura. A fé é um elemento essencial para que o tarólogo, através da interpretação das cartas e de sua intuição, possa orientar o consulente de forma proveitosa e objetiva. É essencial estar aberto e receptivo às orientações e mensagens e confiar no que está sendo dito, pois do contrário a energia não fluirá e a consulta será evasiva e superficial.
A seqüência de cartas
Antes de começar a leitura, as cartas são embaralhadas pela própria pessoa. Alguns dizem que isso transfere a energia da pessoa para o baralho. Essa pessoa também deve se concentrar na pergunta ou assunto para o qual quer orientação, enquanto embaralha as cartas. Em alguns círculos tradicionais, são realizadas uma escolha e uma separação mais elaboradas (veja a Ordem Hermética do Amanhecer Dourado - Hermetic Order of the Golden Dawn (em inglês) - versão para website.
Depois de embaralhadas e cortadas, as cartas são dispostas sobre a mesa, seguindo um padrão chamado seqüência. Cada posição tem um significado. Há muitos tipos diferentes de seqüência, variando das com uma só carta àquelas que incluem todas as 78. Qual seqüência usar depende de quem vai ler e do tipo específico de pergunta ou leitura. Algumas delas concentram-se mais em um tipo específico de informação. Por exemplo, uma seqüência pode focar mais em assuntos emocionais, enquanto uma outra pode levar a mais informações sobre as influências dos outros. Na verdade, o melhor é estudar muito desenvolver a intuição a habilidade e a sensibilidade. Além disso não ficar preso aos manuais, tentar entrar em contato com os Guias Superiores e não ver o Tarô apens com um Oraculo, mas, como um livro de vida. Tambem não ficar preso a teorias de mestres. O importante é desenvolver seu proprio metodo, assim o tarologo se tornará mais forte com certeza. Ha anos que estudo as mais variadas tecnicas e estou preparando livro misticos e espiritualistas que logo lançarei. Também com a nossa equipe Clima Zen sempre buscamos o melhor. 
O importante é que o estudante do Tarô se sinta em harmonia com as vibrações das cartas, assim ele passará a ter uma sincronia muito fina com os naipes. Veja cada carta com seu simbolismo, como um retrato de uma cena. Dai você poderá direcionar essa cena, para a questão que você busca desvendar. E o mais importante de tudo é que o buscador siga o seu Mestre Interior, não tendo que seguir muito os palpiteiros que tentam só desencoraja-lo induzindo-o apenas ao uso da simbologia.
Uma das seqüências mais comuns é a Cruz Celta:


Foto cedida por Os caminhos dos anjos
Seqüência de tarô da Cruz Celta
Outras seqüências incluem: Esse é o metodo que eu mais uso, e que mais aproveito as mensagens dos arcanos por ser Astrologo tambem. A Mandala Astrologica tem uma montagem fantastica pois podemos usar as casas e influencias dos Arcanos de acordo com a linguagem astrologica. Com esse metodo eu aproveitarei, pra inserir o Tarô na Umbanda-Astrologica e ter uma visão melhor das influencias dos Orixas sobre os nativos. Breve estaremos lançando cursos sobre o Taro na Umbanda e a Mandala Astrologica mais profundamente e bem facil de entender, tambem pela internet com apostilas, bem elaboradas.

Foto cedida por Os caminhos dos anjos
A seqüência do Horóscopo



Foto cedida por Os caminhos dos anjos
A seqüência por Cinco


Foto cedida por Os caminhos dos anjos
A seqüência do Pentagrama
Há muitas outras seqüências para a leitura das cartas de tarô, e o tarólogo ainda pode inventar a sua própria.
Abaixo, usando a seqüência da Cruz Celta como exemplo, pode-se perceber que há uma ordem para a colocação das cartas e que a posição de cada uma tem um significado. Cada posição pode ter diferentes significados, tudo depende de para quem você pergunta. Esse conjunto de significados vem de Cura e tarô dos caminhos dos anjos (em inglês) website. Os significados das cartas (veja Cartas individuais de tarô (em inglês) e a seção seguinte) são associados aos significados das posições. Além disso, as combinações de cartas ou pares de cartas também influenciam os significados. Em breve nossa equipe Clima Zen estará lançando apostilas com todas as tecnicas pra facilitar todo seu processo de estudo. Essa tecnica apresentada abaixo é muito boa e eu gosto muito de usar:


Foto cedida por Os caminhos dos anjos
Na seção seguinte, veremos uma leitura para mostrar como os significados das cartas podem ser associados às posições e aos pares para se chegar a uma interpretação.
Leitura das cartas e formação de um tarólogo
Depois que as cartas são colocadas na mesa, seus significados são interpretados com base no seu posicionamento e nas cartas vizinhas. Vejamos a seqüência da Cruz Celta:

Esta é uma abordagem para a leitura da seqüência da Cruz Celta de acordo com a taróloga e instrutora de tarô Joan Bunning.* À direita, podemos ver como o tarólogo interpreta algumas das cartas dos Arcanos Maiores.

As cartas de tarô têm diferentes significados, dependendo de onde se posicionam na seqüência. Eis aqui algumas das cartas e seus variados significados:

A morte: fim; transição; eliminação; forças implacáveis



  • o bobo: começo; espontaneidade; fé; insensatez evidente
  • a alta sacerdotiza: intuição; atenção inconsciente; potencial; mistério
  • os amantes: relacionamento; sexualidade; crenças pessoais; valores
  • o mago: ação; atenção consciente; concentração; poder

  • Para mais significados, veja Joan Bunning: cartas individuais de tarô (em inglês).




  • Comece olhando a seção do Círculo/Cruz. As cartas nessa posição representam o que está acontecendo na sua vida na hora da leitura.
  • Em seguida, olhe as seis primeiras cartas em pares. Essas cartas mostram um retrato da sua situação imediata. As cartas na posição 1 (a questão central) e na posição 2 (a questão secundária, que pode ter função oposta ou de reforço) identificarão o tema central da leitura. As cartas na posição 3 (a causa que pode ter uma influência inconsciente ou um significado mais profundo) e na posição 5 (suas atitudes e crenças, uma influência consciente, seu objetivo ou um futuro alternativo) representam coisas que estão acontecendo com você em diferentes níveis. E as cartas na posição 4 (seu passado, uma influência que já acabou ou algo resolvido) e na posição 6 (o futuro, uma influência que se aproxima ou um fator não resolvido) representam como pessoas e eventos estão passando pela sua vida.
  • Depois, olhe para a fileira ao lado direito da cruz, considerando de novo as cartas em pares. As cartas na posição 7 (como você é, como poderia ser, como se apresenta e como se vê) e na posição 8 (o ambiente à sua volta, o ponto de vista de uma outra pessoa e você como os outros o vêem) revelam sua relação com o ambiente à sua volta.
  • Por fim, olhe a carta na posição 10 (os efeitos gerais, seu interior, suas ações ou efeitos) para ver o resultado planejado.

  • Joan Bunning sugere que você mesmo se pergunte como se sente em relação ao resultado planejado. O que isso lhe diz?
    1. Volte e reveja as cartas que levaram a tal resultado e veja se há uma carta que se destaque como chave para esse efeito. Volte à carta 5 para ver se o resultado planejado também é mostrado como um resultado alternativo. Olhe a carta que representa o futuro próximo, na posição 6, para ver se ela contribui com o resultado planejado. Por fim, olhe a carta na posição 9 (orientação, fatores principais, esperanças e medos ou fatores omitidos) para ver se há relevância.
    Cartas invertidas
    Como cada carta de tarô tem uma figura voltada para certa direção, é possível que elas fiquem viradas na direção oposta ao se dar as cartas. De acordo com a maioria das fontes, isso não muda o significado da carta, simplesmente enfraquece o impacto do significado. Eu percebi que a grande maioria dos tarologos brasileiros não usam muito essa importante tecnica das cartas invertidas e por isso se perdem, pois isso muda muito as caracteristicas do jogo. Fique ligado, e acima de tudo inove! Breve trarei mais informações pra vocês, nossa equipe tá trabalhando duro pra isso.
    O Tarô pra ser entendido tem que ser assimilado. Tanto em nivel espiritual, mental e ritualistico, quanto em nivel simbolico. Tem que ser um precesso completo, porque mesmo que as pessoas aprendam a usa-lo muito bem só em nivel simbolico, ao enfrentar questões de ordens mais complicadas ficarão perdidas. Por isso o metodo pessoas é de suma importancia que seja desenvolvido.

    carlinhoslima76@hotmail.com
    *As imagens e parte das informações vem do site: www.learntarot.com

    Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador


    Mais vistas da semana



    terça-feira, 3 de maio de 2011

    Segredos dos arcanos: Tarô - Arcano n º 11



    Arcano n º 11 na Cabala é conhecido como o Arcano da "persuasão". Persuasão em si é uma força de ordem sutil espiritual; Sabedoria Oculta diz: "Intensificar a chama do Espírito com a força do Amor".

    Amor em si é uma poderosa força onipotente, a força do amor mantém os mundos em torno de seus centros de gravidade cósmica. Os centros de gravidade cósmica são os "Sóis". É por isso que Hermes Trismegisto diz: "Dou-lhe amor, dentro do qual o summum da Sabedoria todo está contido".

    A palavra suave apazigua a raiva. A persuasão tem mais poder do que a violência. Se uma pessoa violenta pretende nos atacar, então uma frase gentil devem ser enviados para essa pessoa e, portanto, sua violência será pacificado. É por isso que o Arcano n º 11 há uma mulher que está a abrir as mandíbulas de um leão, esta é a força viva de persuasão.

    Considerando isso mais profundamente, encontramos o leão com uma cabeça de casal, que representa as duas Terras, o visível eo invisível. O Leão se é um animal muito importante e muito interessante, pois eles serviram como transportar animais em Atlântida, eles usaram para transportar os vagões, eram mansos, depois da submersão da Atlântida ficaram furiosos. O Leão é um símbolo vivo de "Fogo".

    Observe a esfinge: tem garras de leão, representando fogo. No calendário asteca, ou Pedra Solar, encontramos as garras do leão. Estas garras têm um significado muito grandioso.

    Existem muitos tipos de fogo: o fogo do relâmpago, o fogo que se concentra dentro das plantas, o fogo que queima no interior das montanhas e que é vomitado pelos vulcões da Terra, o Fogo, que é usado para cozinhar, o Fogo que existe em cada mundo, no entanto, em síntese, vamos falar sobre duas: Fogo Solar e Lunar Fogo. O fogo solar é crística, sublime, é Devi Kundalini. O incêndio lunar é luciferiana, negativo, fatal.

    O fogo solar cristaliza-se em mundos, sóis, universos. O Fogo Lunar cristaliza em todas as entidades que formam o Ego Animal. Um ser humano tem para desenvolver os 49 fogos em seus chacras.

    Se Cabalisticamente adicionar o n º 11: 1 + 1 = 2, o n º Arcano 2 é a Sacerdotisa, a Ciência Oculta, a Mãe Divina, ela em si é "Living Fire", e por esta razão, ela é conhecida na Oriente como Devi Kundalini em sua individual, e Maha Kundalini em seu aspecto macrocósmico. Para aprender a trabalhar com o fogo é vital, é por isso que o número 2 é cabalisticamente decomposto como um homem + uma mulher, que devem trabalhar com o Fogo , no Magistério do Fogo.

    O homem é uma unidade, a mulher é o outro, este é o número 11 do Tarô. Só trabalhando na Grande Obra com uma mulher o homem pode encarnar o Menino de Ouro, Hórus, o Verbo, a Grande Palavra. Desta forma, o número 11 é o número mais multiplicable. O Arcano 11 é o trabalho com o fogo, com a força do amor.

    * Letra hebraica: "Kaph"
    * Transcendental axioma: "Alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração."
    * Horários: Segunda Hora de Apolônio: "os abismos do inferno e da forma astral Virtudes de um círculo com os Dragões eo Fogo".
    * Previsão do elemento: "Ele promete controle sobre a direção que é seguido, o domínio dos elementos, a vitalidade, rejuvenescimento, aquisição e perda de amigos por causa de assuntos familiares contratempos. Pains, obstáculos, inveja e traição a renúncia, a fim de suportar o.

    SÍNTESE:

    * Arcano n º 11 é o trabalho com o fogo, com a Força do Amor, a fim de converter-se em chamas vivas.
    Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

    Seguidores

    Marcadores

    astrologia (195) Astrofísica (113) signos (94) magia (91) espaço (85) Foto (82) Nasa (71) terra (68) umbanda astrológica (64) espiritualidade (60) cientistas (58) conceito (57) comportamento (55) (54) estudo (48) tarô (47) fotos (45) esoterismo (42) lua (42) pesquisa (40) previsões (39) Marte (38) mulher (38) vídeo (38) Astrônomos (37) conceitos (35) taro (35) pesquisas (34) astronomia (30) astrofisica (29) gostosa (29) planeta (28) Estrelas (26) estrela (26) planetas (26) religião (26) horoscopo chinês (25) bem estar (24) ciência (24) horoscopo (23) Sol (22) destino (21) galáxia (21) cabala (19) saúde (19) arcanos (18) energias (18) exu (18) mapa astral (18) mistério (17) vibrações (16) arcanjo (15) cosmos (15) ifá (15) estudos (14) zodiaco (14) Quíron (12) poder (12) prazer (12) 2012 (11) Candomblé (11) beleza da mulher (11) astros (10) beleza (10) biblia (10) ensaio (10) lilith (10) lingerie (10) ogum (10) sensual (10) atriz (9) dragão (9) magia sexual (9) numerologia (9) protetores (9) rituais (9) RELAÇÕES MÍSTICAS (8) ancestrais (8) apresentadora (8) axé (8) busca (8) carma (8) escorpião (8) ex-BBB (8) política (8) posa (8) regente do ano (8) odús (7) orgasmo (7) plutão (7) São Paulo (6) ano do Dragão (6) arcano (6) astrologia sexual (6) energia (6) força (6) mago (6) metodos (6) praia (6) sexualidade (6) 2016 (5) babalawo (5) biquíni (5) caboclos (5) casas astrologicas (5) criança (5) câncer (5) mediunidade (5) proteção (5) reencarnação (5) saude (5) xangô (5) Capricórnio (4) Amor e sexo (3) anjo de hoje (3) calendário maia (3) anjos da guarda (2)