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quinta-feira, 4 de agosto de 2022

A Grande Maga da Encruza



A SENHORA DA ENCRUZA.
Na Umbanda, a entidade espiritual que se manifesta incorporada em suas médiuns está fundamentada num arquétipo desenvolvido à partir da entidade Bombogira, originária do culto Angola. Mas ela não se manifesta apenas em mulheres como também nos homens. Nos cultos tradicionais oriundos da Nigéria não havia a entidade Pombagira ou um Orixá que a fundamentasse. Ela era apenas a parte feminina da personalidade de Exu. Mas, quando da vinda dos nigerianos para o Brasil (isto por volta de 1800 ou um pouco antes), estes aqui se encontram com outros povos e culturas religiosas e assimilam a poderosa Bombogira angolana que, muito rapidamente, conquistou o respeito dos adoradores dos Orixás. Porque sabemos da dualidade contida na natureza e ela está presente também em Exu.
 


segunda-feira, 27 de junho de 2022

Destino e o Orí Orun




E nada executa por sua própria vontade, mas cumprindo fielmente as ordens de Olorun e os ditames do Iwa / Destino livremente escolhido por cada Ori Orun / Individualidade no Além de cada fiel e, através de Orunmila-Ifá, cumpre também as ordens das Divindades.

E se ele é considerado “trapaceiro" e “encrenqueiro”, o é pelos culpados, porque ele é o fiscal de Olorun junto aos Orixás e, ainda, o Vigia dos Babalaôs e do bom cumprimento das obrigações rituais e sacrificiais por cada Fiel.

E se ele pode até matar, conforme se lê em diversos Ese dos Itan Ifá, é também ele que representa a Vida e a sua dinamização/continuação, através do legítimo e natural prazer sexual que leva os humanos a procriar.

E se assim é há milênios, a lmole Eshu só é devida a coragem de cada fiel em tentar realizar o seu Destino livremente escolhido antes de nascer, a sua Oferenda específica - o Ebo - do seu ritual Ipade e a nossa saudação, não de medo ou horror, mas de respeito, como a ele fez Osetuwa :

-"Agba Esu, Mo ju iba ! Iba se o ! “- 

-" Eshu Ancestral, presto-lhe minha homenagem ! “-

-“ Oh ! Que esta homenagem se cumpra ! "-
Assim sendo, quero terminar esta explanação com a tradução livre, mas coerente, de parte de um dos Versos dos Contos de Ifá, o do Odu ôbará Meji :
Obara ni,
ki ndojubole Ki n'ba buru,
Ki Elegbara o jeki ngo lo
Nje ikuderin Moforibale l'Elegbara.
-"Obará Meji pediu que eu me prostrasse em reverência,
cobrindo minha cabeça.
Que eu deveria me prostrar e me cobrir em respeito,
para que Elégbará me permitisse prosseguir
em meu caminho de felicidade e riqueza.
Assim, minha morte transformar-se-á em longa vida de alegria.

Portanto, curvo-me ante Elégbará !"-
Então, assim, também eu o faço e assim também eu peço :
-" Imole Eshu, aqui está minha oferenda ! “-
-“ Por favor, peça a Olorun que aceite esta oferenda
e alivie meu sofrimento ! " -

Adupê, ó !
=====

Créditos.:

Se você gostou deste texto, ele foi Extraído do livro de Mestre Itaoman
Ifá, o Orixá do Destino
Publicado pela Ícone Editora Ltda. 

Obs: em meu livro o tema central será o destino!


segunda-feira, 30 de maio de 2022

Umbanda Astrológica: Os protegidos de Exu Veludo - Charme, magnetismo e elegância




Exu Veludo é uma entidade forte, protetora e importante. Ela foi uma das entidades que me iniciou e sempre me protegeu. É um fiel escudeira, que gosta de andar ou tem vínculos vibracionais com Tranca-Ruas, outra entidade que me protege de perto. Dizem que Exu Veludo serve ao Exu 7 Encruzilhadas, mas, isso não se atesta. Na verdade, ele trabalha entre dois raios - Ogum e Oxóssi. Ele serve ou trabalha junto com Tranca-Ruas. Ele é um Exu das conquistas. O médium que tem a copanhia de Exu Veludo, será sempre um conquistador nato. Acabará deixando as mulherada sempre atraída (a não ser que ele não queira). Ele gera um tipo de simpatia, aliada a libido, com muita força magnética. Não é propriamente um gerador de beleza, mas, de sedução. Ele é assim forte sedutor, porque se do lado masculino ele serve a Ogum/Oxóssi, do lado feminino ele milita muito pelo raio de Oxum. 




domingo, 22 de maio de 2022

Magia e proteção: Os protegidos de Exu Veludo - Charme, magnetismo e elegância




Exu Veludo é uma entidade forte, protetora e importante. Ela foi uma das entidades que me iniciou e sempre me protegeu. É um fiel escudeira, que gosta de andar ou tem vínculos vibracionais com Tranca-Ruas, outra entidade que me protege de perto. Dizem que Exu Veludo serve ao Exu 7 Encruzilhadas, mas, isso não se atesta...  Continue lendo o texto e veja mais matérias aqui



sábado, 12 de março de 2022

A POMBAGIRA LUTANDO PELA MULHER


Com o passar do tempo a formosa e provocativa Bombogira conquistou um grau análogo ao de Exu e muitos passaram a chamá-la de Exu Feminino ou de mulher dele. Mas ela, marota e astuta como só ela é, foi logo dizendo que era mulher de sete exus, uma para cada dia da semana, e, com isso, garantiu sua condição de superioridade e de independência.

Na verdade, num tempo em que as mulheres eram tratadas como inferiores aos homens e eram vítimas de maus tratos por parte dos seus companheiros, que só as queriam para lavar, passar, cozinhar e cuidar dos filhos, eis que uma entidade feminina baixava e extravasava o ‘eu interior’ feminino reprimido à força e dava vazão à sensualidade e à feminilidade subjugadoras do machismo, até dos mais inveterados machistas.
 




sábado, 19 de fevereiro de 2022

Orixás, horoscopo e a dança do inconciente


Há muitas opiniões e variada do que a astrologia é e o que ele pode fazer. Estas opiniões vão desde a astrologia visão mais amplamente aceita igualar com adivinhação, à idéia de que a astrologia é uma ferramenta para auto-compreensão e crescimento. E ao ler artigos, vemos que eles são do sistema de  astrologia com abordagem do ponto de vista do auto-crescimento. Nós vemos o gráfico como uma imagem penetrante ou "raio-X" de um indivíduo específico que estamos estudando, sabendo que este é um ser extremamente complexo e escandalosamente criativo humano e está a criar uma vida mais profundamente dramática. Ele/ela constrói o cenário da vida com grande gênio invisível criativo para que a gama total de emoções - alegria para arrasador desgosto - são experientes. 

Dois indivíduos não são iguais, como não há duas cartas iguais. Cada um tem seu próprio drama para criar e sua própria razão para a criação deste drama. O horóscopo nos dá o cenário, mas não nos dá o diálogo dentro do drama. A pessoa cria o diálogo de forma extemporânea. Eles têm uma infinidade de escolhas e cada escolha muda as futuras escolhas a serem feitas. 

Quando olhamos para um horóscopo nós o vemos como um símbolo da totalidade da pessoa. Os planetas simbolizam as várias funções psicológicas da psique humana, os sinais e casas como seu modo de expressão e ação, e os aspectos (distâncias angulares entre os planetas) simbolizam os vários complexos dentro da psique. Em artigos anteriores que examinaram os planetas interiores (Sol através de Saturno) e definimos esses planetas como símbolos da mente consciente ou ego. Cada um de nós estamos conscientes de nossas emoções, sentimentos, a maneira como nossa mente (ou computador) trabalha, nossa crença e sistemas de valores e nossos limites construídos e defesas. 

Podemos não saber por que eles são assim, mas pelo menos temos que reconhecer que eles estão dentro de nós. Estes são necessários para manter um senso de separação ou individualidade, a fim de funcionar nesta planície material conhecido como o planeta Terra. Nosso ego individual exige que sejamos diferentes ou separados de tudo o que vemos fora de nós mesmos. Nós dizemos que não somos uma árvore, uma flor, uma nuvem, um urso, uma baleia ou outro indivíduo humano que vemos. Como vemos a nossa separação ansiamos ainda por unidade como testemunhado pela nossa necessidade de um sistema de crença espiritual.  E por falar em sistemas, tenho total certeza, que o estudo dos arquétipos, também revelados pelos orixás, que estão totalmente ligados a nossa ancestralidade, assim também como os estudos cabalísticos de angeologia, nos ajudam e facilitam a compreensão de nós mesmos. E aqui está uma grande ferramente chamada Umbanda Astrológica, pois revela o horoscopo pelo arquétipo também do orixá, e detecta a vibração do orixá atuante, pelo prisma sagrado da Astrologia.

A humanidade criou a religião a partir do início dos tempos, a fim de atender a essa necessidade e, ainda assim, mesmo em nossas religiões, nós mantemos nossa separação através da criação de um Deus que está fora de nós mesmos - separado de nós, quer como um grande pai ou uma grande mãe que quer beneficamente nos recompensa ou nos pune com grande ira. Não importa a religião que ainda teimosamente manter a nossa separação e negar a nossa própria criatividade e nossa própria responsabilidade. Este anseio por algo mais divino vem de nosso inconsciente. 

O conceito de inconsciente agora acrescenta uma outra dimensão à complexidade da natureza humana. O reconhecimento da existência do inconsciente não é novo e pode ser rastreada ao longo da história e da literatura. Os nossos grandes filósofos, cientistas e líderes religiosos têm buscado compreender nossas naturezas complexas. Grandes mentes de toda a nossa história tem sondado e ponderado esta grande questão sobre o que e por que somos e o que e por que é o nosso mundo. 

Na história relativamente recente, temos essas grandes mentes um Einstein e sua teoria da relatividade, que trouxe de volta física à metafísica. Teoria de Carl Jung sobre o inconsciente coletivo acrescentou ainda uma dimensão terceira para a psique humana. Os astrólogos também são uma parte desta grande busca de entendimento, como também os babalorixás e demais sacerdotes do Ifá, da Umbanda, do Candomblé, do Vodu ou outros cultos afro-brasileiros e afro-orientais. 

Usamos uma ferramenta diferente - o sistema solar - em nossa busca. Nós também temos os nossos grandes filósofos de Ptolomeu, Porfírio para Leo, Bailey, Sepharial - muito numerosos para contar. Em nossa moderna temos Rudhyar, Jones, Robert Hand, Jeff Green, Tadd Mann - mais uma vez demasiado numerosas para a lista. Cada um, como nos outros campos, foram adicionados à nossa compreensão da psique humana e sua complexidade. Nós adicionamos o conceito de inconsciente pessoal eo inconsciente coletivo de nossa própria pesquisa e simbologia. Nós demos esses atributos para o exterior ou trans-planetas Saturno chamado Urano, Netuno e Plutão. 

Temos observado estes planetas por um período de tempo muito curto. Nossas primeiras observações eram que estes planetas permanecem em um signo do zodíaco por longos períodos de tempo e, portanto, só deve simbolizar influências geracionais e não pessoal, como milhões de pessoas nascem com esses planetas no mesmo signo. Depois de muitos anos de observação e correlação agora estamos vendo estes planetas como símbolos de transformação individual e coletiva. Eles são evolucionárias em ação e simbolizam nossa vontade pessoal e inconsciente coletivo para explorar e crescer em direção ao nosso maior potencial. Do ponto de vista coletivo, podemos traçar as grandes mudanças na consciência - grandes convulsões da história - para os ciclos desses grandes planetas exteriores. Como estes planetas um sinal de trânsito, eles simbolizam uma nova geração que luta para estampar seus valores coletivos e metas para a história do mundo. E no estudo desses planetas, também apresentamos algo mais na Umbanda Astrológico, num foco maior  na psique e na alma focando o mundo exterior, além do que já apresentou a Umbanda Esotérica. Esses planetas são mais importantes do que pensam os astrólogos que muitas vezes ignoram eles nas cartas natais. Assim também como os estudiosos da Umbanda Esotérica que tentam trabalhar apenas com 7 planetas.

As dramáticas mudanças na história são devido a esta necessidade de geração a afirmar-se e assumir as rédeas do poder. A mudança acontece às vezes de forma gradual e outras vezes cataclísmico, dependendo da quantidade de resistência à mudança. Somos condicionados pelos nossos sistemas de crenças e valores coletivos e, portanto, tornam-se parte de nossa psique individual. Do ponto de vista pessoal ou individual, também podemos equacionar esses planetas para a evolução pessoal. Os planetas interiores, em seu movimento relativamente rápido, estão constantemente formando diferentes aspectos e ciclos com os planetas exteriores. Ao colocar isso em um gráfico precisa de um indivíduo que agora vê-los como extremamente pessoal e importante para a compreensão do indivíduo total. 

Nós estamos olhando para além do ego consciente para os maiores níveis do inconsciente ou alma e seu desejo de evoluir. O conceito de reencarnação e da necessidade de uma alma para evoluir e crescer agora pode ser aplicado a astrologia. Para aqueles que têm um problema com este conceito, você pode olhar para ele através de genealogia. Nós somos a soma total do crescimento geração passada ao invés de acreditar que são as nossas gerações passadas. De qualquer maneira, podemos olhar para essa fundação (ou karma) e trabalhar a partir desse ponto. Ao olhar para a nossa evolução até o ponto do nosso nascimento, podemos entender a configuração do nosso drama da vida - os perímetros que trabalham dentro e os desafios maiores que escolhemos para continuar o nosso crescimento evolutivo. E ao focar o mapa com este prisma, percebendo a diferença entre a Umbanda Popular e a Astrológica, pois não foca apenas orixás residentes apenas nas matas, rios, cachoeiras e montanhas, mas, em orixás que são cósmicos, divinos, que não vem apenas de Aruanda, uma terra ancestral. Mas, do Orum, uma terra divina, celestial e Astral.

A maioria dos astrólogos de hoje não poderão mais olhar esses planetas como indicadores simplesmente geracionais, mas como principal motivação de vida. Como a ciência aceitou a importância dos diferentes níveis das motivações inconscientes e inconsciente por isso tem a astrologia. Buscamos compreender a totalidade do indivíduo e de cooperar conscientemente em nossa evolução. Na busca dessa compreensão que encontramos estamos lidando com conceitos universais ea possibilidade de união com todos. Talvez sejamos a árvore depois de tudo. E os planetas exteriores na astrologia e Umbanda Astrológica, refletem e revelam os antigos orixás criadores, os odús mais velhos, o inconsciente humano, o plano mental mais alto e mais evoluído. Como também ligam o Orí ao Orum.

Carlinhos Lima - Astrólogo


As mais vistas da semana

O poder feminino no Tarô





Com as sucessivas invasões dos povos indo-europeus, e os hiéros gámos (uniões sagradas) entre seus deuses e a divindade suprema do matriarcado, surgiu o que pode ser chamado de departamentalização do feminino. Hera, o poder, está associada às palavras-chave imperatriz, regente, esposa, tradição, casamento, companheirismo, moralidade e matriarca. Atená, a civilização, se relaciona com educação, cidade, cultura, carreira, profissão, competição e intelectualidade, sendo também a filha obsequiosa ou rebelde. Deméter, a mãe, por sua vez é o corpo como receptáculo, a senhora das plantas, a mãe-terra, tendo também como palavras-chave menstruação, gravidez, geração, amamentação, acalento e fertilidade. Ártemis, a natureza, é a amazona, a xamanista, a caçadora, a amante dos ermos, a senhora das feras e a aventureira. Perséfone, o mundo avernal, assume os atributos da guia interior, ou seja, aquela que possui clarividência, poder psíquico e de cura, visões, sonhos, mediunidade, pureza, além da regência sobre o oculto, a morte e a transformação. E finalmente Afrodite, o eros, que carrega consigo a sexualidade, a sensualidade, o romance, a beleza e a paixão. Para ela o corpo é sagrado, sendo além da hetaira (a concubina), a patrocinadora das artes e a rainha dos salões. Esta relação pode e deve ser aplicada ao Tarot, no qual estão contidos tais arquétipos.


Em se fazendo isto, o entendimento das referidas cartas torna-se muito fácil, proporcionando ao profissional ou estudante uma abertura de horizontes sem precedentes. A Imperatriz, por exemplo, abrange em si as características de três deusas, sendo com isso a que mais se aproxima do arquétipo Grande Mãe. No "Tarô Mitológico", de Liz Greene e Juliet Sharman-Burke, ela é Deméter, a terra cultivada. Sendo assim, aparece grávida e colhendo espigas maduras de trigo. Waite, no seu polêmico porém brilhante baralho, associa o Arcano III à deusa latina Vênus (que possui os mesmos atributos de Afrodite) no qual a mesma se encontra confortavelmente esparramada em grandes almofadas, em meio a uma luxuriante paisagem (o glifo do planeta Vênus está gravado no escudo a seu lado, atestando tal relação).

A Imperatriz, contudo, também traz o arquétipo esposa, ou seja, a deusa Hera, já que é a companheira do Imperador. Sacerdotisa, A Lua e A Estrela estão relacionadas à Perséfone, a senhora das profundezas (no Arcano II do "Tarô Mitológico", a esposa de Plutão desce as escadas do mundo avernal), que além de conhecer o lado sombrio e oculto do ser, permanece pura tal qual o Arcano XVII. A chave da associação entre A Estrela e Perséfone está no fato dessa divindade atuar como ponte entre o Hades e a Terra, pois é a semente que morre e renasce. Com isso, a deusa incute nos homens a esperança e a fé na continuidade, através das sucessivas reencarnações representadas pelos ciclos da vegetação (essa idéia tornou-se o tema central da religião d'Os Mistérios de Elêusis, que por sua vez acabou por originar a teoria reencarnacionista).

A Justiça é sem sombra de dúvidas Palas Atená, a deusa racional, nascida das meninges de Zeus (a espada e a balança, símbolos da mente, confirmam com segurança esta associação), como pode ser visto, mais uma vez, no Tarô Mitológico. A filha do senhor do Olimpo é a divindade das pólis, atuando como mediadora e estrategista. Por fim, A Força evoca Ártemis, a senhora das feras. Crowley, no seu Tarot de Thoth representa este arquétipo através de uma figura feminina (a mulher escarlate do Apocalipse para alguns) cavalgando um leão que possui inúmeras faces e uma serpente como cauda. A referida personagem também segura um cálice (o Graal) do qual saem energias tanto prolíficas quanto aniquiladoras.

Provavelmente o grande mago se inspirou numa miniatura hindu do século XVII ou XVIII, intitulada "Deusa sobre Leão Cósmico", já que os mesmos símbolos estão na referida carta. Em sua grande maioria, os Tarots apresentam no Arcano XI (ou VIII), uma jovem dominando um leão. O controle sobre o animal, o lado instintivo do ser, representa a antiga característica da Grande Mãe que está associado tanto ao ato de criar quanto ao ato de destruir. Esta lâmina, portanto, nos conecta também a outras deusas lunares com os mesmos atributos da irmã de Apolo, tais como Lilith, Káli e Diana, só para citar algumas. Não se pode, no entanto, deixar de mencionar A Temperança. Esse arquétipo, representado por um anjo na maioria dos baralhos, surge nos Tarots de Crowley e da Golden Dawn como uma mulher. Tal fato estaria ligado à letra hebraica associada ao Arcano: Samekh, que significa esteio, ou seja, proteção, útero (que no Tarot de Thoth é o caldeirão no qual a figura lança o fogo e a água, ou ainda, o espermatozoide e o óvulo).

Essa ideia, portanto, nos atira mais uma vez em direção à Grande Mãe. O lado Ártemis também se encontra na lâmina, pois à mesma foi relacionado o signo de Sagitário (Ártemis é a deusa da caça, portanto exímia arqueira). Toda mulher possui esses arquétipos inseridos em sua psique, sendo que um deles (ou mais de um) pode estar evidenciado, ao mesmo tempo em que outro (ou outros) está reprimido. Enfim, as situações são inúmeras, dependendo da pessoa. Cada um desses modelos-padrão pode também se constelar à medida em que a mesma evolui ao longo da vida.

A mulher, portanto, deve procurar se conscientizar do arquétipo ou arquétipos que são vivenciados a nível exterior, e os que possam estar inconscientes ou mal resolvidos, afim de uma maior integração consigo mesma e com a própria vida. O mesmo vale para o homem no que diz respeito à companheira ideal, ou melhor, à anima. Se o ser humano aprender a controlar esse poder de todo simbolismo do tarô, ele será capaz de controlar grandes energias, psíquicas e grandes distúrbios seriam dissipados. Muitos sentem bloqueios, por não ter noção do poder que tem. Além do mais, as pessoas, teimam em aceitar que vários arquétipos não vibram dentro delas. Só que existe sim, e tem arquétipos bons e ruins, falsos e verdadeiros. Assim nossa evolução passa pela busca de seleção desses arquétipos. Quem consegue isso, terá em mãos grande poder. Você que tem a sede de conhecimento, comece investigando seu próprio Eu. Porque dominando o microcosmo, poderemos nos harmonizar melhor com o Macrocosmo, mais facilmente.

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.

Clima zen 
Astrologia


quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Oxaguiãn, no Som ou no silêncio!

Imagem Reprodução
 

Oguian, ou simplesmente Oxaguian, é um dos orixás mais emblemáticos do candomblé. Sobre ele também recai uma série de segredos rituais guardados pelos terreiros, embora muitas coisas já se tenham escrito. Acredita-se que Oxaguian liga-se à música e, como os orixás Xangô e Oxum, adora festas, razão pela qual ele recebe musicas especiais nas nações ijexá e fon, reinos africanos que emprestaram seus nomes a ritmos.

Como pesquisador de Umbanda e desenvolvedor da Umbanda Astrológica, acredito sim nessa complexidade em se cultuar o maior dos orixás, pois sua energia é tão suave, tão magnifica, magnânima e tão sutil que nem todo mundo tá preparado para se harmonizar com ela, tambem acredito que Oxalá influencie a musica, eu mesmo ao entrar em contato com essa Vibração vejo o ritmo cósmico fluindo através do som, da musicalidade e da criação artística. Mas, ao contrário dos outros orixás, mais musicais, como Oxóssi, Iemanjá ou Oxum, seu ritmo é mais suave, mais clássico e mais pacifico.

Oxum combinou os sons, formou as notas e inventou a música. De acordo com uma de suas histórias, ela teria dançado pela primeira vez na presença do rei e fez todo o mercado lhe acompanhar. É por este motivo que filhas de Oxun, a fim de agradar Oxaguian, enviam clarins para homenagear o orixá Criador, ato que vem se popularizando nos terreiros de candomblé de todo o Brasil.

Os mitos afro-brasileiros sobre este ancestral nos permitem perceber que Oguian liga-se a comida. A sua festa é o ponto culminante do chamado Ciclo das Águas, representado pelos inhames novos presenteados pela terra após um período de dificuldades. Oxoguian, assim, é o dono do pão. É ele quem garante o nosso sustento de cada dia representado pelas raízes.

O Grande Oxaguian em momentos de crise representa a estabilidade; em ocasiões de guerras, a estratégia; na tristeza é a alegria, no fim é o recomeço.Desta maneira, Oguian liga-se a vários ancestrais. De acordo com suas histórias, ele teria passado em Irê, a terra de Ogun e graças à sua inteligência idealizou armas forjadas pelo ferreiro dos orixás. A amizade entre o povo de Ejigbô foi tanta que Ogum, certa ocasião, se ofereceu para ir à frente de uma batalha lutar pelo povo de Oguian que na volta foi aclamado senhor.

Diz-se também que o orixá que adora inhames é amigo inseparável de Oyá, com quem anda sem pisar no chão, levado pelo vento que lhe conduz a todos os lugares.Por isso, filhos dessa orixá se sentem plenamente atraídas por estarem perto dos filhos deste orixá. Oxaguian põe um ponto final no fim e inaugura aquilo que é infinito, pois diante dele tudo é recomeço. Está explicado o porquê, após a sua festa, a liturgia afro-brasileira passa a celebrar os orixás considerados civilizadores como Exu, Ogun, Ode, Ossain e Obaluaiyê.

Oxaguian é o orixá do renascimento. Tudo que forma um ciclo se mantém graças a ele. Este é o motivo pelo qual no dia a ele consagrado se realiza uma pequena procissão. Ele representa a volta para a casa, a estabilidade dos grupos que até então vagavam sem destino. É por essa ligação com os cílios, transformação e com o tempo que ele também gosta de andar com seu filho Oxumaré, sendo certo dia tirou ele da companhia da mãe Nanã para levar para sua casa.

Com o orixá Xangô, coluna central do culto reorganizado no Brasil pelos iorubas e seus descendentes, Oguian se relaciona como outrora os reinos de Ejigbô e Ifon estavam ligados à Oyó, fato relembrado pelo pilão, instrumento de vital importância para a fixação dos grupos na terra. Se o pilão é o centro do mercado, a mão de pilão é o instrumento que repete o movimento que liga o céu à terra, garantindo a nossa permanência através da comida, do pão dado em forma de presente por Oxaguian. O pilão como o ferro ilustra uma nova etapa da história da humanidade. A partir dele, pode-se falar em comidas mais elaboradas, preparar a farinha e conservar melhor os alimentos.

Oxum é verdadeiramente o coração de Oguian. Ela dança também para ele. É Oxum quem vai a frente das mulheres da terra de Ijexá que inventaram um tipo de tambor apenas tocado por elas. Instrumento na sua origem feminino como as cabaças, cujo som remete ao mesmo produzido na vida uterina. Oxun teria ensinado estes sons para a humanidade, escutando a sua própria barriga. Mantém relações também com Ewá, ilustrada através de uma das passagens míticas mais emblemáticas. Ewá, aquela que tem o poder de transformar-se em qualquer coisa, lhe teria salvo da morte, garantindo assim a continuidade do ciclo da vida. Oxaguian como já falamos, relaciona-se também com os orixás caçadores e caçadoras. Daí a sua relação com Oxóssi, considerado líder e cabeça da grande caçada.

Oxaguian anda através de passos mais rápidos, determinados. A guerra,a prontidão, o alerta nunca lhe precedem, pois ele é a própria luta, relembrada num de seus títulos de pronúncia mais evitada: “Baba lorogun”, literalmente “pai da guerra”. O orixá que carrega todas as armas, ora caçador, ora rei, ora a guerra, mantém relações também com Iyá ori, conhecida como Iyemanjá, pois ela é responsável pelo equilíbrio. Iyemanjá é o principio ancestral do significado. Em outras palavras, o mundo só é inteligível, graças àquela que mantém as nossas cabeças.

Por fim, Oguian relaciona-se a Oxalá e todos os ancestrais que representam o começo da humanidade. Talvez tenha sido por isso que os africanos quando reorganizaram o seu culto no Brasil, lhe aproximaram tanto destes, a ponto de em alguns momentos ser confundido com eles.

Quando entramos em contato com os elementos, entramos em conexão com o mundo divino e seus respectivos senhores através de seu axé. Alguns se conectam a nós através da musica, outros através das águas, do Fogo, da Terra, dos metais, minerais, do vento ou simplesmente do silêncio. Sim do silêncio, isso mesmo, não é só com sons que atinge a faixa vibratória dos Senhores Ancestres e Espíritos elevados não! Na verdade, na harmonia, na quietude e no silêncio, as vezes atingimos mais fácil a faixa vibratório de Nosso Senhor!

Conta-nos as Escrituras que o Profeta ao esperar o Senhor na montanha, viu turbulências, entre essas o ventos fortes, redemoinhos e tempestades, mas, em nenhuma delas, o Senhor apareceu, no entanto em meio a uma suave brisa foi que Javé apareceu! Então mesmo estando acostumados a ver tanta cantoria, batuques e danças rítmicas, nos templos e terreiros, saibam que nem sempre sua entidade, seu protetor e seu Anjo Guardião se manifestará por meio dessas invocações.

E mesmo que tenhamos falo que Oxalá também rege a musicalidade, afinal se liga a criatividade no Zodíaco através do Eixo Leão/Aquário, devemos lembrarmos sempre que Oxalá também é pureza, paz e harmonia. Sendo assim ele também se revela no silêncio na quietude e mansidão.

É por isso que o verdadeiro mestre, mago ou Pai de Santo, não deve ter uma disciplina única como regra geral para seus adeptos. Ou seja, nem todo ritual que serve pra uma pessoa servirá pra outra. Por isso vemos pessoas desafiando os Ogans, dizendo "pode bater o atabaque com qualquer ritmo, nunca vou manifestar mediunidade". Pois é, não vai mesmo, caso não seja a musicalidade a chave que abre sua mediunidade.

Cada pessoa tem seu despertar com um elemento, com um ritmo, ou mesmo sem ritmo. As vezes no silêncio ou na solidão. Vejam que Busca despertou no jejum e na meditação, assim como Cristo que se encontrou consigo mesmo e com o Diabo no deserto. Mas, outros se despertam no amor e até mesmo no sexo, quando evolui-se na sua tântrica maneira de amar.

Então queridos irmãos, não use as regras, ensinamentos e comportamentos que você vê nos outros para seguir seu caminho. Antes busque o seu despertar. Seu "Eu Interior" e assim será mais fácil o abrir de seus dons e mediunidade.

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo, Pesquisador e Mago de Umbanda Astrológica


sábado, 20 de novembro de 2021

Aprenda Calcular os Seus Odús - Pela data de nascimento.

Depois da breve explicação sobre o que são os Odús, no post anterior, veja agora, como calcular os signos dos Orixás correspondentes à sua vida material e ao seu percurso espiritual, para que você possa trilhar com segurança o caminho da prosperidade, a saúde, a realização sexual e afectiva e o equilíbrio interior.

Para conhecer os seus Odús, tome como ponto de partida a data do seu nascimento. Trace num papel quatro linhas horizontais, cortadas no centro por uma linha vertical. Essa linha vertical vai separar os algarismos em duas colunas: uma à esquerda e outra à direita. Escreva na primeira linha horizontal, usando as duas colunas, o número do dia em que você nasceu.

Se esse número for menor que 10, coloque um zero (0) na coluna da esquerda. Na segunda linha, escreva o número do mês (de 01 a 12). Se esse número for menor que 10, coloque um zero na coluna da esquerda. Na terceira linha, sempre usando ambas as colunas escreva os dois primeiros algarismos do ano em que você nasceu (19). Na quarta linha, usando as duas colunas, escreva os dois últimos algarismos do ano em que você nasceu. Some separadamente os algarismos de cada coluna. E sempre que o resultado ultrapassar 16, o número de Odús básico, reduza-o somando os algarismos.

Veja o exemplo abaixo, de uma pessoa nascida em 25 de Março de 1962:

1a linha

2

5

Dia

2a linha

0

3

Mês

3a linha

1

9

Ano

4a linha

6

2

Ano

Soma

9

19

Como 19, o total da segunda coluna, é maior que 16, você deve somar 1+9. Portanto no exemplo, o resultado da coluna da esquerda é 9 e o resultado da coluna da direita é 10.

A seguir desenhe uma cruz e escreva nas pontas dos braços da cruz as palavras Testa, Fronte Direita, Nuca e Fronte Esquerda, conforme o modelo:


Escreva o número correspondente à soma da coluna da direita (10, no exemplo) no ponto referente à TESTA, e o número correspondente à soma da coluna da esquerda (9, no exemplo) no ponto referente à NUCA.

Para encontrar o número correspondente à FRONTE DIREITA, some os dois números já obtidos (9 e 10). O resultado obtido é 19, que reduzido, dá 10 (1+9=10).

Para encontrar o número correspondente à FRONTE ESQUERDA, some os três números já obtidos: 10+9+10 = 29. Como o resultado (29) é superior a 16, o número de Odús básicos, reduza-o: 2+9=11.

Para encontrar o número correspondente ao CENTRO DA CABEÇA, some os quatro números já obtidos 10+9+10+11 = 40, que reduzido dá 4 (4+0 = 4). Escreva o resultado no meio da cruz:


Relembro que os Odús mais importantes para a orientação da pessoa são: o da Testa, que reflecte a sua vida material, e o do centro da Cabeça, que reflecte o seu caminho espiritual. Os outros três Odús equilibram e harmonizam as energias individuais, complementando as informações dos Odús da testa e do centro da cabeça.

Entretanto, e porque tantas vezes aqui, as pessoas pretendem saber quais são os seus Orixás através da sua data de nascimento, uma vez mais recordo que o Orixá que domina os Odús/Caminhos da pessoa, não é necessariamente o Orixá dono da Cabeça desta pessoa, esta resposta só pode ser obtida CORRECTAMENTE através do jogo de búzios. Portanto, não adianta perguntar-me qual é o seu Orixá através da sua data de nascimento, pois não me será possível dar-lhe AQUI essa resposta. Mas, essa soma, mostra energias que atuarão no destino, dando rumos e metas a seguirmos.

1. OKANRAN MEJI Regente: Exu Elemento: Fogo Pessoas com esse ODU são inteligentes, versáteis e passionais, com enorme potencial para a magia. Seu temperamento explosivo faz com que raras vezes atuem com a razão. Têm sorte nos negócios. No amor, extremamente sedutoras, são muito inconstantes e mentem com facilidade. As mulheres têm como ponto vulnerável o útero. 2. EJIOKO MEJI Regente: Ogum com influências dos Ibejis e de Obtalá Elemento: Ar Pessoas com esse ODU são intuitivas, joviais, sinceras e honestas. Revelam grande combatividade, mas não sabem conviver com derrota. Apesar de volúveis no amor, são muito ciumentas. Devem controlar obstinação e ter cuidado com a vesícula e com o fígado, seus pontos vulneráveis. 3. ETAOGUNDÁ MEJI Regente: Obaluaê com influência de Ogum Elemento: Terra Pessoas com esse ODU em geral vêem seus esforços recompensados. Costumam vencer na política e conseguem obter grandes lucros nos negócios, particularmente nas atividades agrícolas, mas podem sofrer desilusões no amor e traições dos amigos. Emocionalmente inconstantes, estão propensas a ter problemas espirituais e físicos, embora na maioria dos casos consigam se recuperar com facilidade de qualquer doença. Seus pontos vulneráveis são os rins, as pernas e os braços.

4. IROSSUN MEJI

Regente: Oxossi com influência de Xangô, Iemanjá, Iansã e Egum Elemento: Terra Pessoas com esse ODU são generosas, sinceras, sensíveis, intuitivas e místicas. Têm grande habilidade manual e podem alcançar sucesso na área de vendas. Entre os aspectos negativos estão a tendência a sofrer traições amorosas e a propensão a acidentes. Muitas vezes são vítimas de calúnias e da perseguição dos seus inimigos. Também precisam cuidar da alimentação, pois seu ponto vulnerável é o estomago. 

  5. OXÊ MEJI Regente: Oxum com influências de Iemanjá e Omulu Elemento: Água Pessoas com esse ODU têm mão de magia, força e proteção espirituais, religiosidade e uma inclinação especial para o misticismo e as ciências ocultas. São ótimos professores e se destacam em qualquer atividade que exija liderança, mas precisam aprender a controlar sua vaidade e seu egocentrismo. Outro aspecto negativo é a tendência a se vingar quando estão com raiva. Seus pontos vulneráveis são o aparelho digestivo e o sistema hormonal. 

  6. OBARÁ MEJI Regente: Xangô com influências de Exu, Iansã, Oxossi. Oçanhe e Logunedê Elemento: Fogo Pessoas com esse ODU têm grande proteção espiritual e costumam vencer pela força de vontade, especialmente em profissões relacionadas à Justiça. Mas são com freqüência vítimas de calúnias e não têm sorte no amor. Devem aprender a silenciar sobre seus projetos e a determinar por onde começá-los. Seu ponto vulnerável é o sistema linfático. 

  7. ODI MEJI Regente: Obaluaê com influências de Exu, Oxalufam e Oxumarê Elemento: Terra Pessoas com esse ODU são ambiciosas e costumam ser bem sucedidas na sua profissão, mas a indecisão as leva a não concluir muitos dos seus projetos. Quando a fé as impulsiona, porém, ultrapassam todas as barreiras. Sonham com o poder e adoram se divertir, às vezes, provocam enormes confusões. Não têm sorte no amor. Seus pontos vulneráveis são os rins, a coluna e as pernas. 

  8. EJONILÊ MEJI Regente: Oxaguiã com influências de Xangô, Oxum e Oxossi Elemento: Ar Pessoas com esse ODU são dedicadas e honestas e levam uma vida quase sem sofrimentos. Mas estão sujeitas a acidentes graves. Amam com intensidade e têm amizades sinceras. Quando são repudiadas ou sofrem uma traição, podem se tornar vingativas. Devem evitar o consumo de álcool e de carne vermelha e se vestir de branco nas sextas-feiras. Seu ponto vulnerável é o sistema nervoso central.

  9. OSSÁ MEJI Regente: Iemanjá com influências de Xangô, Oçanhe, Oxossi e Iansã Elemento: Água Pessoas com esse ODU são líderes natas, mas seu autoritarismo lhes cria sérios problemas, inclusive conjugais. O instinto protetor e a religiosidade também as caracterizam. Seus pontos vulneráveis são os conflitos psicológicos e, no caso das mulheres, os problemas ginecológicos. 

  10. OFUN MEJI Regente: Oxalufam com influências de Xangô e Oxum Elemento: Ar Pessoas com esse ODU são inteligentes, fiéis e honestas, capazes de dedicar atenção total ao seu amor. Têm amigos sinceros e elevada espiritualidade. Em contrapartida, mostram-se muito teimosas e tendem a sofrer perseguições e desilusões amorosas. Seus pontos vulneráveis são o estomago e a pressão arterial.

11. OWRYN MEJI Regente: Iansã com influências de Exu, Oçanhe e Egum Elemento: Fogo Pessoas com esse ODU têm imaginação fértil, boa saúde e vida longa, mas as más influências e a falta de fé as levam a enfrentar dificuldades materiais e a só alcançar o sucesso depois de grandes sacrifícios. São muito volúveis no amor. As mulheres geralmente fracassam no primeiro casamento, mas acabam encontrando a felicidade. Devem evitar a bebida e outros vícios. Seus pontos vulneráveis são a garganta, o sistema reprodutor e o aparelho digestivo. 

  12. EJI-LAXEBARÁ Regente: Xangô com influências de Logunedê e Iemanjá Elemento: Fogo Pessoas com esse ODU têm o dom de convencer os outros. Dotadas de grandes qualidades espirituais, são bondosas, justas e prestativas, embora às vezes se mostrem arrogantes. Apaixonam-se com facilidade e são muito ciumentas. Devem evitar bebida e podem ter problemas judiciais ou relacionados à perda de bens. Seu ponto vulnerável é a circulação sanguínea. 

  13. EJIOLIGIBAN MEJI Regente: Nanã com influência de Obaluaê Elemento: Terra Pessoas com esse ODU aceitam com resignação os sofrimentos físicos, emocionais e espirituais, conscientes de que todas as situações da vida são transitórias. Além disso, sua profunda fé termina por lhes assegurar vitória. Não têm muita sorte no amor. Dotadas de mão de cura, se destacam nos serviços médicos e de assistência psicológica e nas terapias alternativas. Seus pontos vulneráveis são o baço e o pâncreas. 

  14. IKÁ MEJI Regente: Oxumarê com influências de Oçanhe e Nanã Elemento: Água Belas e sensuais, as pessoas com esse ODU têm aparência juvenil e forte poder de sedução. Vivem paixões arrebatadoras mas passageiras e estão sempre em busca de novos amores. Possuem talento para a magia e enorme força espiritual, que se manifesta através do olhar. Enriquecem com facilidade e se destacam na vida profissional e social, mas são desconfiadas e propensas a ter conflitos psíquicos. Seu ponto vulnerável são as articulações que podem lhes causar problemas de locomoção. 

  15. OGBEOGUNDÁ MEJI Regente: Oba com influências de Eua Elemento: Água Pessoas com esse ODU são valorosas, combativas e imparciais, mas costumam sofrer desilusões amorosas, o que acentua sua agressividade e seu sentimento de rejeição. Têm saúde frágil: estão sujeitas a problemas nos olhos, ouvidos e pernas e a distúrbios do sistema neurovegetativo. 

16. ALÁFIA ONAN Regente: Ifá Elemento: Ar Calmas, racionais e espiritualizadas, as pessoas com esse ODU têm domínio sobre suas paixões. São excelentes nas áreas de vendas e de artesanato, mas desistem facilmente dos seus projetos e perdem o interesse por aquilo que já conquistaram. Estão sujeitas a problemas cardiovasculares, psíquicos e de visão.

Os Odus e os Elementos:

Terra Irosun, Egi Laxeborá, Iká Ori e Obará. Representam o caminho da tranqüilidade e da riqueza.

Água Egi Okô, Ossá, Egi Ologbon e Oxé. Representam o caminho da dúvida ao triunfo.

Ar Onilé, Ofun, Obé Ogundá e Aláfia. Representam o caminho da indecisão até a paz.

Fogo Okaran, Odi, Owanrin e Eta Ogundá. Representam o caminho da insubordinação até a guerra.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

10/2/2011

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