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domingo, 22 de novembro de 2020

Enigma da nebulosa do Anel Azul que brilha em ultravioleto é resolvido por astrofísicos (FOTOS)

 


Descoberta em 2004, a nebulosa do Anel Azul não é mais um enigma, pois o Instituto de Tecnologia da Califórnia, EUA, informou, na quarta-feira (18), que astrônomos conseguiram explicar sua estrutura e processo de formação.

Os especialistas concluem, em um estudo publicado na revista científica Nature, que a nebulosa em questão é o produto da fusão de duas estrelas, uma das quais tinha aproximadamente o mesmo tamanho do Sol em seu estado original, enquanto a outra era um pouco menor. As duas eram um sistema binário muito estreito, até terem colidido há vários milhares de anos. Por fim, a estrela com maior massa "consumiu" sua companheira, mas grande parte de sua matéria se propagou pelo espaço em duas direções opostas.

O aparente anel resultante é, na verdade, uma projeção de dois cones formados pelos restos fluorescentes de ambas as estrelas. Infelizmente, não é possível observar e apreciar tal estrutura cônica da Terra.

Dentro dessa figura cônica, existem vestígios do antigo sistema binário, uma estrela designada nos catálogos como TYC 2597-735-1. Seu excesso de emissão infravermelha e velocidade radial variável podem ser indícios de um disco circunstelar de poeira, de acordo com o estudo. Enquanto isso, o "brilho" azul não é nada mais que um efeito óptico, uma vez que a nebulosa não emite luz visível ao olho humano, mas sim ultravioleta.



© FOTO / MARK SEIBERT
Imagem ilustrativa da projeção de luz ultravioleta da nebulosa "Anel Azul". Na imagem lê-se "vista de lado" e "vista da Terra", respetivamente
Segundo os astrofísicos, a maioria das estrelas em nossa galáxia, a Via Láctea, faz parte de sistemas binários. Se as estrelas de um sistema binário estiverem próximas o suficiente, elas também podem acabar se fundindo e produzindo nebulosas. Conforme a estrela menor se aproxima da sua companheira maior e perde sua energia orbital, a primeira pode explodir e ejetar seu material, revela o estudo.

"As observações espectroscópicas foram fundamentais para nos permitir entender melhor este objeto, a partir delas vemos que a estrela central está inflada e percebemos sinais de acreção, provavelmente de um disco de detritos ao [seu] redor", explicou o astrofísico Gudmundur Stefansson, da Universidade de Princeton, EUA.

Há outra estrela em nossa galáxia, Mira, que também brilha em luz ultravioleta, e que ajudou a equipe de astrofísicos a entender o Anel Azul.

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domingo, 11 de outubro de 2020

Com pétalas brilhantes de 6 anos-luz, nebulosa única é flagrada por Hubble (FOTO)

 


A agência espacial norte-americana NASA divulgou uma imagem impressionante de uma nebulosa cor de rosa no espaço sideral com imensas pétalas gasosas.

Cientistas utilizaram o telescópio espacial Hubble para registrar o aglomerado estelar NGC 7023, também conhecido como Nebulosa Iris ou ainda Caldwell 4. Localizada a cerca de 1.400 anos-luz de distância, a nebulosa está na constelação Cefeu, no hemisfério celestial norte, e possui pétalas gasosas brilhantes que se estendem por cerca seis anos-luz.

A imagem foi divulgada na sexta-feira (9) e mostra detalhes de uma região rosada dentro do NGC 7023. A imagem foi criada a partir da composição de quatro exposições.



© FOTO / NASA/ESA
Aglomerado estelar NGC 7023, também conhecido como Nebulosa Iris
"Esta bela nebulosa ruborizada é única entre suas contrapartes. Enquanto muitas das nebulosas visíveis no céu noturno são nebulosas de emissão, Caldwell 4 […] é uma nebulosa de reflexão. Isso significa que sua cor vem da luz espalhada de sua estrela central", explica em comunicado a NASA.

Esta nebulosa é de particular interesse para os cientistas exatamente por causa de suas cores. As nebulosas de reflexão brilham porque são feitas de partículas extremamente minúsculas de matéria sólida, dez ou até 100 vezes menores do que as partículas de poeira na Terra.

Essas partículas difundem a luz ao seu redor, conferindo à nebulosa um brilho de segunda mão que é tipicamente azulado, como o céu da Terra. Embora NGC 7023 pareça predominantemente azul, essa nebulosa inclui grandes filamentos de um vermelho profundo, indicando a presença de um composto químico desconhecido provavelmente baseado em hidrocarbonetos.

"Estudar nebulosas como esta ajuda os astrônomos a aprender mais sobre os ingredientes que se combinam para formar estrelas", comenta a agência espacial norte-americana.

sábado, 16 de maio de 2020

Brasileiro capta espetáculo de nebulosa Carina no hemisfério sul (FOTOS)



A estrela Eta Carinae e sua nebulosa Carina proporcionam um grande espetáculo, captado por um fotógrafo brasileiro, no céu noturno do hemisfério sul.

As imagens foram registradas pelo fotógrafo brasileiro Carlos Kiko Fairbairn proporcionando um dos fenômenos estelares mais belos.
Apesar de ser quatro vezes mais brilhante e extensa que a nebulosa de Órion, a nebulosa Carina não é tão famosa devido ao fato de poder ser vista apenas no hemisfério sul.
A nebulosa Carina foi descoberta em 1751 pelo astrônomo francês Nicolas-Louis de Lacaille ao observá-la a partir do cabo da Boa Esperança, o extremo meridional do continente africano.

Panorâmica da nebulosa Carina registrada pela câmera HAWK-I do observatório ESO
O fenômeno é formado ao redor da estrela Eta Carinae, uma das conhecidas como hipergigantes devido ao fato de possuir uma massa estimada entre 100 e 150 vezes a do nosso Sol.
A estrela, localizada a mais de 6.500 anos-luz da Terra, é uma das mais brilhantes do céu, produto do seu grande histórico de explosões, tendo estado classificada como a estrela mais brilhante do céu após 1830.
A nebulosa é composta fundamentalmente de gás hidrogênio, o que explica seu visível brilho vermelho. O brilho azul, no entanto, é produzido por partículas de oxigênio.

© CC BY 4.0 / ESO/ VPHAS+ CONSORTIUM/CAMBRIDGE ASTRONOMICAL SURVEY UNIT / LA NEBULOSA CARINA TOMADA POR EL TELESCOPIO DE RASTREO DEL VLT
A formação de estrela da nebulosa Carina registrada pelo telescópio do Observatório ESO
Além da estrela Eta Carinae, a nebulosa Carina tem outra nebulosa em seu interior, se trata da nebulosa Keyhole, menor e mais escura, composta por moléculas frias e poeira.
"É preciso estar no sul, observando para sul, para ver um céu assim. E apenas se tiver sorte", destacou a NASA ao publicar uma das fotografias do fotógrafo brasileiro.
Para registrar uma de suas melhores imagens da nebulosa de Carina, o fotógrafo teve que passar várias noites consecutivas no deserto do Atacama, no Chile.
"Já passava das 4 da manhã e o cansaço batia na porta. Comecei a arrumar as malas, pois precisava dirigir por duas horas. Mesmo antes de sair, olhei para trás e vi essa maravilhosa paisagem se formando: a mão quase 'tocando' a nebulosa de Eta Carinae e a constelação de Cruzeiro do Sul. Que vista!", cita o fotógrafo.

sábado, 7 de setembro de 2019

Hubble tira FOTO da nebulosa planetária que poderá representar futuro do Sistema Solar


Uma nebulosa planetária é a etapa final de uma estrela parecida com o nosso Sol, que no final de sua vida irá se transformar em uma gigante vermelha, explicam os cientistas.

A NASA divulgou na sexta-feira (30) uma imagem captada pelo telescópio espacial Hubble da nebulosa planetária NGC 5307 localizada na constelação de Centaurus, a uma distância de aproximadamente 10.000 anos-luz da Terra.
De acordo com os astrônomos, uma nebulosa planetária representa a etapa final de uma estrela similar ao Sol que, no final de sua existência, irá se transformar em uma gigante vermelha. Neste sentido, os especialistas explicam que as nebulosas planetárias nos proporcionam a oportunidade de vislumbrar o possível futuro do nosso Sistema Solar.
NGC 5307, a planetary nebula that lies about 10,000 light-years from Earth, can be seen in the constellation Centaurus.
Ver imagem no Twitter

Veja outros Tweets de SLU Codes
​A nebulosa planetária NGC 5307, que se encontra a uma distância de cerca 10 mil anos-luz da Terra, pode ser vista na constelação de Centaurus.
As estrelas se sustentam pela fusão nuclear que ocorre no seu núcleo, criando energia. Os processos de fusão nuclear estão constantemente destruindo a estrela e somente a força gravitacional da mesma evita que isso aconteça.
Na etapa final da nebulosa planetária, estas forças ficam desequilibradas e o núcleo da estrela colapsa por si próprio, por não ter energia suficiente. Ao mesmo tempo, as camadas da superfície são expulsas para fora.
Na imagem recém-publicada, se pode observar o que resta de uma estrela, com as camadas externas brilhantes que rodeiam a anã branca , que são os restos do núcleo da estrela gigante vermelha.
Entretanto, este não é o fim da evolução desta estrela, dizem os cientistas, estas camadas externas ainda estão se movendo e esfriando e, daqui a alguns milhares de anos, irão se dissipar, deixando a anã branca com um brilho fraco.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Espaço: Telescópio registra nebulosa com formato de peixe-boi

Telescópio registra nebulosa com formato de peixe-boi

Telescópio faz novo registro de curiosa nebulosa em forma de peixe-boi
Foto: NSF Karl G. Jansky Very Large Array (VLA), NRAO/AUI/NSF, K. Golap, M. Goss; Nasa Wide Field Survey Explorer (WISE)/Tracy Colson / Divulgação

A Fundação Nacional de Ciência (NSF, na sigla em inglês) dos Estados Unidos divulgou neste sábado uma nova imagem do observatório de radioastronomia Karl G. Jansky. O registro é da gigantesca nebulosa W50 - e chama a atenção na imagem o formato do objeto, que lembra um peixe-boi. A nebulosa tem cerca de 20 mil anos e é o resultado de uma explosão de supernova. Essa enorme nuvem de gás tem cerca de 700 anos-luz de comprimento e ocupa dois graus do céu - se fosse visível a olho nu, ela equivaleria a quatro vezes a Lua Cheia. Ela fica na constelação de Aquila (ou Águia). A W50 foi formada quando uma estrela explodiu como uma supernova, lançando suas vísceras ao redor e formando uma enorme bolha de gás. Hoje, essa nuvem se alimenta da matéria expelida por uma estrela companheira próxima. Essa matéria forma um disco antes de entrar na nebulosa. Este disco e poderosas linhas magnéticas formam uma espécie de ferrovia, que acaba por ejetar poderosos jatos que saem do sistema a uma velocidade próxima à da luz. Esse complexo sistema é conhecido pelos astrônomos como microquasar SS433. Conhecida como W50 (já que foi o 50º objeto listado no catálogo do astrônomo holandês Gart Westerhout, de 1958), recebeu um novo apelido pela organização americana: Nebulosa Peixe-Boi.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Divulgada imagem de nebulosa parecida com a América do Norte

Nova imagem divulgada pela Nasa mostra mais evidente a semelhança da nebulosa com a América do Norte. Foto: Nasa/Divulgação

Nova imagem divulgada pela Nasa mostra mais evidente a semelhança da nebulosa com a América do Norte. A foto mostra silhuetas parecidas com o México e com a parte da costa leste dos Estados Unidos
Foto: Nasa/Divulgação


A agência espacial Americana (Nasa) divulgou nesta sexta-feira, dia 11, uma nova imagem da nebulosa da América do Norte, nomeada assim devido à incrível semelhança com o continente em luz visível, representado pela coloração azul.

Os raios infravermelhos, mostrados em vermelho e verde, podem penetrar profundamente na poeira estelar, revelando estrelas e nuvens de poeira escondidas. Apenas as mais densas nuvens de poeira permanecem opacas, como as da imagem representadas na "área do Golfo do México". A imagem em questão mostra o México e parte da costa leste dos Estados Unidos.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Imagem mostra estranho colorido de nebulosa

O incomum da IC 443 é que a sua forma de concha tem duas metades que têm raios, estruturas e emissões diferentes. Foto: Nasa/Divulgação

O incomum da IC 443 é que a sua forma de concha tem duas metades que têm raios, estruturas e emissões diferentes
Foto: Nasa/Divulgação


A agência espacial americana (Nasa) divulgou nesta terça-feira, dia 8, a imagem do estranho colorido de uma nebulosa, remanescente da supernova IC 443. Também conhecida como a Nebulosa Jellyfish, a IC 443 é particularmente interessante porque fornece um olhar sobre como as explosões estelares interagem com seu meio.

As estrelas têm um ciclo de vida - elas nascem, amadurecem e eventualmente morre. A maneira em que as estrelas morrem depende de sua massa. Estrelas com massa semelhante ao Sol normalmente se tornam nebulosas planetárias no final de suas vidas, enquanto as estrelas com muitas vezes a massa do Sol explodem como supernovas. A IC 443 é remanescente de uma estrela que se tornou supernova entre 5 mil e 10 mil anos atrás. A explosão da supernova enviou ondas de choque que viajaram pelo espaço, varrendo e aquecendo o gás e poeira em torno do meio interestelar, criando o remanescente de supernova.

O que é incomum na IC 443 é que a sua forma de concha tem duas metades que têm raios, estruturas e emissões diferentes. As diferenças de cor vistas na imagem representam diferentes comprimentos de onda de emissão de infravermelho. As diferenças na cor são também o resultado de diferentes energias das ondas de choque atingindo o meio interestelar.
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