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domingo, 27 de junho de 2021

Som do Planeta Vermelho e vista panorâmica: Tianwen-1 da China capta novas FOTOS e VÍDEOS de Marte

 


O rover Zhurong, pertencente à Administração Espacial Nacional da China, enviou novas imagens do Planeta Vermelho à Terra, que incluem som e uma vista panorâmica à sua volta.

A Administração Espacial Nacional da China (CNSA, na sigla em inglês) enviou novas imagens de Marte capturadas pelo rover Zhurong, que faz parte da missão chinesa Tianwen-1.

Nas imagens o rover, que é movido a energia solar, pode ser visto abrindo um paraquedas antes de pousar no Planeta Vermelho e se afastar de seu módulo de pouso.

Rover Zhurong de Marte olhando para trás, à distância, para o módulo de pouso.

Crédito: CNSA, Steed

O rover tem operado em Marte durante cerca de 42 dias marcianos, e conseguiu percorrer um total de 236 metros, de acordo com a Administração Espacial Nacional da China.

Espera-se que o rover continue suas missões de exploração. Sua principal missão é buscar sinais de água ou gelo que possam fornecer pistas de que o planeta pode suportar vida.

Imagem panorâmica captada pelo rover Zhurong, da missão de exploração chinesa Tianwen-1, em Marte, 27 de junho de 2021
Imagem panorâmica captada pelo rover Zhurong, da missão de exploração chinesa Tianwen-1, em Marte, 27 de junho de 2021

O rover também procurará por sinais de vida passada.

As mais vistas da semana

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Novo radar planetário capta imagem detalhada da Lua a partir da Terra (FOTO)

 


Teste bem-sucedido abre caminho para novo sistema de radar planetário que permitiu o registro de uma perspectiva detalhada da Lua com imagem capturada a partir da Terra.

O Observatório Green Bank (GBO) em conjunto com o Observatório Nacional de Radioastronomia (NRAO) e a Raytheon Inteligência & Espaço, todos nos EUA, realizaram um teste para provar que um novo sistema de radiotelescópio pode capturar imagens de alta resolução no espaço próximo a partir da Terra, reporta o portal Science Alert.

O Telescópio Green Bank (GBT) localizado no estado da Virgínia Ocidental (EUA) foi equipado com um novo transmissor, permitindo-lhe propagar um sinal de radar para o espaço. Ao lançar o poderoso sinal na superfície lunar, o sistema foi capaz de alcançar uma resolução espetacular, mostrando objetos de até cinco metros.

O novo transmissor enviou um sinal de radar mirando especificamente no local de pouso da missão norte-americana Apollo 15. Este sinal, quando se recuperou, foi coletado pelo Very Long Baseline Array, que é uma rede de dez estações de observação combinadas localizadas nos EUA para criar uma antena coletora.



Imagem da Lua registrada a partir da Terra pelo radar GBT-VLBA na região onde a Apollo 15 pousou em 1971

 

 

O resultado foi a imagem acima divulgada no site do NRAO. Esse torrão (monte de terra) no meio superior é uma cratera chamada Hadley C, com cerca de seis quilômetros de diâmetro. Passando por ele está o Hadley Rille, considerado um tubo de lava destruído.

"O sistema planejado será um salto à frente na ciência do radar, permitindo o acesso a recursos nunca antes vistos do Sistema Solar aqui mesmo na Terra", disse Karen O'Neil, diretora do Observatório Green Bank citada pela publicação do NRAO.

Agora, a meta dos pesquisadores é finalizar um plano para desenvolver um sistema de radar altíssima potência, de cerca de 500 quilowatts, que pode gerar imagens de objetos no Sistema Solar com detalhes sem precedentes e alcançar sinais de órbitas de planetas distantes como a de Urano e Netuno a partir da Terra.

 



Local exato na superfície lunar no qual foi feito o registro da imagem pelo novo sistema de radiotelescópio

Imagens de radar da Lua não são uma ideia tão nova, no entanto, o novo sistema operado a partir da Terra é uma ferramenta extraordinariamente útil para revelar estruturas finas na superfície e, em comprimentos de onda mais longos, até sondar mais de dez metros abaixo da superfície. Essa tecnologia também pode nos ajudar a encontrar ruínas enterradas e sítios arqueológicos que ainda não descobertos.

sábado, 16 de maio de 2020

Brasileiro capta espetáculo de nebulosa Carina no hemisfério sul (FOTOS)



A estrela Eta Carinae e sua nebulosa Carina proporcionam um grande espetáculo, captado por um fotógrafo brasileiro, no céu noturno do hemisfério sul.

As imagens foram registradas pelo fotógrafo brasileiro Carlos Kiko Fairbairn proporcionando um dos fenômenos estelares mais belos.
Apesar de ser quatro vezes mais brilhante e extensa que a nebulosa de Órion, a nebulosa Carina não é tão famosa devido ao fato de poder ser vista apenas no hemisfério sul.
A nebulosa Carina foi descoberta em 1751 pelo astrônomo francês Nicolas-Louis de Lacaille ao observá-la a partir do cabo da Boa Esperança, o extremo meridional do continente africano.

Panorâmica da nebulosa Carina registrada pela câmera HAWK-I do observatório ESO
O fenômeno é formado ao redor da estrela Eta Carinae, uma das conhecidas como hipergigantes devido ao fato de possuir uma massa estimada entre 100 e 150 vezes a do nosso Sol.
A estrela, localizada a mais de 6.500 anos-luz da Terra, é uma das mais brilhantes do céu, produto do seu grande histórico de explosões, tendo estado classificada como a estrela mais brilhante do céu após 1830.
A nebulosa é composta fundamentalmente de gás hidrogênio, o que explica seu visível brilho vermelho. O brilho azul, no entanto, é produzido por partículas de oxigênio.

© CC BY 4.0 / ESO/ VPHAS+ CONSORTIUM/CAMBRIDGE ASTRONOMICAL SURVEY UNIT / LA NEBULOSA CARINA TOMADA POR EL TELESCOPIO DE RASTREO DEL VLT
A formação de estrela da nebulosa Carina registrada pelo telescópio do Observatório ESO
Além da estrela Eta Carinae, a nebulosa Carina tem outra nebulosa em seu interior, se trata da nebulosa Keyhole, menor e mais escura, composta por moléculas frias e poeira.
"É preciso estar no sul, observando para sul, para ver um céu assim. E apenas se tiver sorte", destacou a NASA ao publicar uma das fotografias do fotógrafo brasileiro.
Para registrar uma de suas melhores imagens da nebulosa de Carina, o fotógrafo teve que passar várias noites consecutivas no deserto do Atacama, no Chile.
"Já passava das 4 da manhã e o cansaço batia na porta. Comecei a arrumar as malas, pois precisava dirigir por duas horas. Mesmo antes de sair, olhei para trás e vi essa maravilhosa paisagem se formando: a mão quase 'tocando' a nebulosa de Eta Carinae e a constelação de Cruzeiro do Sul. Que vista!", cita o fotógrafo.

sábado, 19 de outubro de 2019

NASA capta morte 'psicodélica' de estrela a 1.400 anos-luz da Terra (FOTO)


A NASA captou, através do telescópio Hubble, uma imagem mostrando a morte de uma estrela a 1.400 anos-luz da Terra.

A foto revela o momento agonizante dos últimos tempos de vida de uma estrela, conhecida como a Nebulosa de Saturno ou NGC 7009, situada na constelação de Aquário, conforme o tabloide Express.
A NGC 7009 apresenta apenas um único núcleo de anã branca no centro de nuvens de gás. Na imagem podemos observar nuvens azuis, amarelas, laranja e vermelhas, que são os gases expelidos durante a morte da estrela, que ocorre quando ela já não possui combustível suficiente para manter sua fusão nuclear, ocorrendo assim sua expansão e o afastamento das camadas externas.
"Estrelas normais como o Sol possuem vidas bastante calmas em suas regiões galácticas, produzindo descontraidamente calor e luz por bilhões de anos. No entanto, quando atingem a idade de aposentadoria, elas se transformam em obras de arte únicas e muitas vezes psicodélicas", afirmou a NASA.
A Nebulosa de Saturno foi descoberta pelo astrônomo William Herschel, em 7 de setembro de 1782, e está localizada a aproximadamente 1.400 anos-luz da Terra, tendo como característica uma aparência verde-amarelada.

© FOTO / NASA/ESA/ HUBBLE
Nebulosa de Saturno (NGC 7009), nebulosa planetária na constelação de aquário
A NASA também afirmou que o estudo da nebulosa é algo muito interessante pelo fato de que o Sol provavelmente terá destino semelhante.
Além disso, os cientistas acreditam que os gases liberados pela estrela morta poderão ser reciclados e utilizados para formar novas estrelas.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Astrofísica: Cassini capta o primeiro ‘som’ entre os anéis de Saturno

Imagem artística mostrando a sonda Cassini no mergulho entre Saturno e os anéis do planeta (NASA/JPL-Caltech/Divulgação)

Durante seu mergulho rumo ao interior do planeta, a sonda gravou o estranho ‘barulho’ no vazio entre o gigante gasoso e seus anéis 


Imagine-se sozinho no espaço, mergulhando entre Saturno e seus anéis. Que barulho você acha que existe lá? Embora nenhum humano tenha vivido essa experiência ainda (e, teoricamente, mesmo que vivesse, não escutaria nada sem a ajuda de um dispositivo), desvendar os sons do universo é exatamente o que a sonda Cassini está tentando fazer neste momento. O áudio que ela gravou durante o primeiro mergulho de sua travessia entre o gigante gasoso e os anéis foi divulgado pela Nasa na última segunda-feira – e ele traduz em sons os impulsos elétricos emitidos quando as pequenas partículas presentes ali são vaporizadas.

Como o som propriamente dito não se propaga no espaço, é necessário algum dispositivo para converter as vibrações eletromagnéticas em algo que possamos, efetivamente, escutar. Os ‘barulhos’ foram captados em 26 de abril de 2017, quando Cassini iniciou seus mergulhos entre o planeta e os anéis, pelo Radio and Plasma Wave Science (RPWS, na sigla em inglês), um instrumento instalado na sonda. Depois que as partículas (do tamanho de um grão de poeira) atingem as antenas da nave, elas se transformam em pequenas nuvens de plasma ou gás carregadas eletricamente. Essas explosões que acontecem quando as partículas são vaporizadas emitem sinais elétricos sutis, mas que podem ser captados pelo RPWS e transformados em sons audíveis ou imagens, resultando no vídeo abaixo.

Enquanto Cassini realizava seu mergulho pelo espaço entre Saturno e seus anéis, a sonda era protegida por uma antena que funcionava como um tipo de escudo. O RPWS, no entanto, ficou de fora da proteção para captar melhor os sinais elétricos. O que os cientistas perceberam após escutarem os áudios é que, em comparação com a quantidade de explosões que Cassini registrava antes de adentrar a região, o espaço entre o planeta e os anéis possuía poucas partículas (apesar de identificáveis no áudio), fazendo jus ao apelido de “grande vazio”, dado pelo diretor da missão da Nasa, Earl Maize. Com a experiência, os cientistas também puderam considerar a quantidade de partículas existentes e ponderar se, para concluir a travessia, seria necessário que a sonda continuasse utilizando o escudo de proteção para evitar danos causados por colisões com esses pequenos grãos congelados.

sábado, 2 de abril de 2011

Observatório ESO capta imagem de galáxia formada por colisão

A galáxia Átomos da Paz foi formada por uma colisão entre outras duas galáxias. Foto: ESO/Divulgação

A galáxia Átomos da Paz foi formada por uma colisão entre outras duas galáxias
Foto: ESO/Divulgação

Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) captaram imagem da galáxia Átomos pela Paz (NGC 7252). Essa galáxia foi formada pela colisão de outras duas, e é famosa por fornecer oportunidade de estudo dos efeitos da fusão de galáxias na evolução do Universo. A imagem retrata uma colisão, tendo ao fundo um campo de galáxias distante. São vistas, também, caudas produzidas por correntes formadas por estrelas, gás e poeira. Além delas, a imagem mostra conchas que se formam quando gases e estrelas são arrancados das galáxias em colisão e se juntam em torno do núcleo da nova galáxia formada.

Para os astrônomos, a galáxia Átomos da Paz pode ser uma previsão do que ocorrerá com a Via Láctea. É previsto que, daqui a três ou quatro milhões de anos, a Via Láctea e a galáxia de Andrômeda colidam. Porém, a distância entre as estrelas no interior de uma galáxia é tão grande que é improvável que o Sol colida com outra estrela. A galáxia Átomos da Paz se localiza a cerca de 220 milhões de anos-luz da Terra, e tem esse nome por causa de um discurso do ex-presidente americano Dwight D. Eisenhower, que disse que visava promover a energia nuclear para fins pacíficos. O discurso foi apelidado de Átomos pela Paz, e como obteve fama na comunidade científica, a galáxia NGC 7252 recebeu esse nome.
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