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domingo, 27 de junho de 2021

Telescópio da NASA libera FOTO de bolha de plasma quente onde nascem estrelas

 


Pesquisadores da Universidade de Maryland (UMD) nos EUA criaram a primeira imagem de alta resolução de uma bolha de plasma quente e gás ionizado em expansão onde nascem as estrelas.

As imagens anteriores de baixa resolução não mostravam claramente a bolha nem revelavam como ela se expandia para o gás circundante.

Para analisar uma das regiões mais brilhantes e massivas de formação estelar na Via Láctea, os cientistas usaram dados coletados pelo telescópio do Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha (SOFIA, na sigla em inglês) da NASA, escreve portal SciTechDaily.

A análise revelou que existe apenas uma única bolha de gás quente em expansão que rodeia o aglomerado de estrelas Westerlund 2, refutando estudos anteriores que sugeriam que poderia haver duas bolhas em torno deste aglomerado estelar. Além disso, foi identificada a fonte da bolha e a energia que impulsiona sua expansão. O estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal.

"Quando as estrelas massivas se formam, elas descarregam ejeções muito mais fortes de prótons, elétrons e átomos de metais pesados em comparação com nosso Sol", disse Maitraiyee Tiwari, pesquisadora associada de pós-doutorado do Departamento de Astronomia da UMD e autora principal do estudo.

"Estas ejeções são chamadas de ventos estelares, e ventos estelares extremos são capazes de soprar e moldar bolhas nas nuvens circundantes de gás frio e denso", explicou.

Nebulosa galáctica RCW 49 retratada acima é uma das regiões de formação estelar mais brilhantes da Via Láctea. Ao analisar o movimento dos átomos de carbono em uma bolha de gás em expansão em torno do aglomerado estelar Westerlund 2 dentro da nebulosa RCW 49, pesquisadores criaram a imagem mais nítida até hoje de uma bolha impulsionada pelo vento estelar, um local onde nascem estrelas
© FOTO / NASA/JPL-CALTEC/E.CHURCHWELL (UNIVERSITY OF WISCONSIN)
Nebulosa galáctica RCW 49 retratada acima é uma das regiões de formação estelar mais brilhantes da Via Láctea. Ao analisar o movimento dos átomos de carbono em uma bolha de gás em expansão em torno do aglomerado estelar Westerlund 2 dentro da nebulosa RCW 49, pesquisadores criaram a imagem mais nítida até hoje de uma bolha impulsionada pelo vento estelar, um local onde nascem estrelas

As superfícies dessas bolhas em expansão são compostas de um gás denso de carbono ionizado e formam uma espécie de concha exterior em torno das bolhas. Acredita-se que novas estrelas se formam dentro destas conchas.

Tiwari, junto com sua equipe, criou uma imagem mais nítida da bolha em torno de Westerlund 2 medindo a radiação emitida pelo aglomerado em todo o espectro eletromagnético, de raios X de alta energia a ondas de rádio de baixa energia.

Além de terem encontrado uma única bolha impulsionada pelo vento estelar em torno de Westerlund 2, os astrônomos descobriram evidências de formação de novas estrelas na região da concha da referida bolha.

Os resultados de sua pesquisa também sugerem que à medida que a bolha se expandia, há cerca de um milhão de anos, ela se rompeu de um lado, liberando o plasma quente e desacelerando a expansão da concha. No entanto, entre 200.000 e 300.000 anos atrás, uma estrela brilhante evoluiu no Westerlund 2, e sua energia revigorou a expansão da concha do mencionado aglomerado estelar.

quarta-feira, 23 de junho de 2021

FOTO de telescópio da NASA mostra fase final de fusão de galáxias a 274 milhões de anos-luz

 


Usando telescópio espacial Hubble da NASA e ESA, astrônomos conseguiram capturar uma imagem impressionante do sistema de duas galáxias em interação denominado IC 1623.

Esta formação está localizada a cerca de 274 milhões de anos-luz na constelação de Cetus (Baleia), relata portal Sci-News. 

O par de galáxias, também conhecido pelo nome Arp 236, foi descoberto em 19 novembro de 1897 pelo astrônomo dos EUA Lewis Swift.

"Hubble capturou o IC 1623 em 2008 usando dois filtros em comprimentos de onda ópticos e infravermelhos da Câmera Avançada para Pesquisas (ACS, na sigla em inglês)", informam astrônomos.

Imagem captada pelo telescópio Hubble mostra sistema interativo de duas galácticas IC 1623
Imagem captada pelo telescópio Hubble mostra sistema interativo de duas galácticas IC 1623

Uma das galáxias no sistema IC 1623 tem uma quantidade substancial de gás quente e denso. Esse gás também é encontrado na região de sobreposição que conecta os dois núcleos de galáxias.

O par está se aproximando da fase final de sua fusão, quando um violento fluxo central de gás desencadeará uma intensa atividade de formação estelar que poderia impulsionar a luminosidade infravermelha acima do limiar ultraluminoso.

Futuras observações das galáxias com o Telescópio Espacial James Webb vão lançar mais luz sobre os processos que alimentam a formação de estrelas em ambientes como o de IC 1623.

domingo, 6 de dezembro de 2020

Maior telescópio solar libera a 1ª imagem detalhada de mancha na superfície do Sol (VÍDEO)

 


O maior observatório solar do mundo, o Telescópio Solar Daniel K. Inouye da Fundação Nacional de Ciência (NSF, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, localizado no topo de Haleakala, no Havaí, liberou a primeira imagem de uma mancha solar.

Embora o telescópio ainda esteja na fase final de sua conclusão, esta imagem é uma indicação de como a óptica avançada do telescópio e seu espelho principal de quatro metros de diâmetro fornecerão aos cientistas a melhor vista do Sol a partir da Terra ao longo do próximo ciclo solar.

A imagem, tirada em 28 de janeiro deste ano, não é a mesma mancha solar visível no Sol que pode ser observada sem utilização de aparelhos avançados.

"A imagem da mancha solar alcança uma resolução espacial cerca de 2,5 vezes maior do que outras anteriormente obtidas, mostrando estruturas magnéticas tão pequenas como de 20 quilômetros na superfície do Sol", disse Thomas Rimmele, diretor associado do Observatório Solar Nacional da Fundação Nacional de Ciência.

A imagem revela detalhes impressionantes da estrutura da mancha solar tal como é vista na superfície do Sol. A apresentação listrada de gás quente e frio saindo do centro mais escuro é o resultado do entalhamento causado por uma convergência de campos magnéticos intensos e de gases quentes que saem fervendo de baixo.

A concentração de campos magnéticos na região escura impede o calor do interior do Sol de chegar a sua superfície. Embora a área escura da mancha solar seja mais fria do que a área circundante do Sol, ela continua sendo extremamente quente com temperaturas superiores a 4.000 graus Celsius, aponta portal News Wise.

Esta imagem da mancha solar, que tem cerca de 16.000 quilômetros de diâmetro, é uma minúscula parte do Sol, no entanto é suficientemente grande para que a Terra caiba nela na totalidade.

Esta mancha no Sol é uma das primeiras do novo ciclo solar. O máximo solar para o ciclo solar atual é previsto para meados de 2025.

As mais vistas da semana

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Telescópio flagra 6 galáxias presas à teia de buraco negro supermassivo (FOTO, VÍDEO)

 


Descoberta traz novos dados para os astrônomos sobre a formação e o crescimento dos buracos negros supermassivos depois do Big Bang.

Com a ajuda do telescópio VLT do Observatório Europeu do Sul, astrônomos encontraram seis galáxias em torno de um buraco negro supermassivo quando o Universo tinha menos de um bilhão de anos. Os resultados foram publicados nesta quinta-feira (1º) na revista científica Astronomy & Astrophysics Letters.

Esta é a primeira vez que um agrupamento tão próximo foi visto logo após o Big Bang e essa teia que prendem as galáxias ao buraco negro vai ajudar os cientistas a descobrir os mistérios por trás desse fenômeno, que apoia a teoria de que os buracos negros podem crescer rapidamente no seio de enormes estruturas em forma de teias, alimentando-se de grandes quantidades de gás.

"Esta pesquisa foi impulsionada principalmente pelo desejo de compreender alguns dos objetos astronômicos mais desafiadores, buracos negros supermassivos no início do Universo. Esses são sistemas extremos e até agora não tivemos nenhuma boa explicação para sua existência", afirma em comunicado Marco Mignoli, astrônomo do Instituto Nacional de Astrofísica em Bolonha, Itália, e principal autor do estudo.

Mais uma peça no quebra-cabeça

A descoberta revela que as galáxias identificadas estão todas situadas e uma teia cósmica de gás que se estende ao longo de uma dimensão 300 vezes maior do que a Via Láctea.

​Com a ajuda de nosso VLT, astrônomos encontraram seis galáxias presas na teia de um buraco negro supermassivo quando o Universo tinha menos de um bilhão de anos.

"Os filamentos da teia cósmica são como os fios de uma teia de aranha […], as galáxias se erguem e crescem onde os filamentos se cruzam, e fluxos de gás, disponíveis para abastecer as galáxias e o buraco negro supermassivo central, podem fluir ao longo dos filamentos", explica Mignoli.

"Nosso trabalho colocou uma peça importante no quebra-cabeça amplamente incompleto que é a formação e o crescimento de objetos tão extremos, mas relativamente abundantes, tão rapidamente após o Big Bang", diz o coautor Roberto Gilli, referindo-se aos buracos negros supermassivos.


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domingo, 13 de setembro de 2020

Telescópio revela campo magnético mais forte já detectado no Universo



Equipe do Telescópio de Modulação de Raio X Duro (Insight-HXMT) revelou o campo magnético mais forte já detectado no Universo.

Trata-se do pulsar de raios X em crescimento, GRO J1008-57, que apresenta um campo magnético de aproximadamente um bilhão de Tesla na superfície da estrela de nêutrons.
O trabalho, publicado pela The Astrophysical Journal Letters, foi realizado por cientistas do Instituto de Física de Altas Energias da Academia de Ciências da China e da Universidade Eberhard Karls de Tubingen, da Alemanha.

O campo magnético da Terra funciona como um escudo, protegendo o planeta da radiação cósmica e das partículas carregadas que correm na nossa direção com ventos solares
Segundo cálculos teóricos, o campo magnético que corresponde à assinatura é dezenas de milhões de vezes mais forte do que o gerado nos laboratórios da Terra.
O Insight-HXMT é o primeiro satélite astronômico de raios X chinês, compreendendo cargas úteis científicas que incluem um telescópio de alta energia, um telescópio de média energia, um telescópio de baixa energia e um monitor das proximidades do ambiente espacial.

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terça-feira, 23 de junho de 2020

Telescópio produz foto em Raios X de todo o céu visível



Instrumento, batizado de eROSITA, capturou 165 GB de dados ao longo de 182 dias. Cada um dos mais de 1 milhão de pontos brilhantes na imagem é uma fonte de Raios-X

Um telescópio chamado eROSITA acaba de completar seu primeiro mapa em Raios X de todo o céu. Criado pelo Instituto Max Planck para Física Extraterrestre (MPE), na Alemanha, ele foi lançado junto com o observatório Spektr-RG, operado pela Rússia e Alemanha, em julho de 2019.

O instrumento coletou 165 GB de dados em 182 dias. Os dados foram compilados em um mapa de todo o céu visível, que contém mais de um milhão de objetos emitindo Raios X.
Cerca de 77% dos objetos mais brilhantes são núcleos galácticos ativos, ou buracos negros supermassivos que está estão absorvendo material no centro de suas galáxias. Entre eles há grupos de galáxias que tem "halos" brilhantes devido a gás preso por grandes concentrações de matéria escura.
"Esta imagem de todo o céu muda completamente a forma como olhamos para o universo energético", diz Peter Predehl, investigador principal da equipe eROSITA no MPE. "Vemos uma imensa riqueza de detalhes. A beleza das imagens é realmente estonteante".



O mapa produzido pelo eROSITA. Cada ponto brilhante é uma fonte de Raios-X. Foto: Instituto Max Planck para Física Extraterrestre (MPE)
"Estávamos todos aguardando ansiosamente o primeiro mapa de todo o céu feito com o eROSITA", disse Mara Salvato, cientista do MPE que esteve envolvida no projeto. "Grandes áreas do céu já haviam sido cobertas em muitos outros comprimentos de onda, e agora temos os dados correspondentes em Raios X", disse. "Precisamos deste tipo de pesquisa para identificar fontes de Raios X e entender sua natureza".
Este primeiro mapa é só o começo: "Durante os próximos 3 a 5 anos queremos ter 7 mapas similares ao visto nesta bela imagem", disse Rashid Sunyaev, cientista-chefe da equipe russa no projeto Spektr-RG. "Combinados, sua sensibilidade será cinco vezes maior, e eles serão usados por astrofísicos e cosmologistas por décadas".
Fonte: Futurism
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