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quarta-feira, 23 de junho de 2021

Blocos flutuantes podem indicar que Vênus está geologicamente ativo

 


Uma equipe internacional de cientistas descobriu que a superfície de Vênus possui um manto gelatinoso, com pedaços sólidos de crosta flutuando e se movimentando como blocos de gelo.

Para os especialistas, esta atividade fornece possíveis indicações sobre a origem da Terra e de outros planetas, contrariando a teoria de que o planeta seria um bloco sólido como a Lua.

De acordo com estudo publicado na revista PNAS (publicação oficial da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos), os cientistas encontraram lugares onde pedaços de crosta deslizam e giram como "blocos de gelo" no mar.

O movimento destes blocos pode indicar que Vênus ainda é um planeta geologicamente ativo, ajudando a entender a atividade tectônica nos primórdios da Terra e de outros planetas.

"As placas tectônicas na Terra são impulsionadas por convecção do manto. O manto é quente ou frio em diferentes locais e se move, e alguns destes movimentos são transferidos para a superfície sob a forma de movimentos das placas", explica Paul Byrne, professor na Universidade da Carolina do Norte e líder do estudo.

O investigador também afirmou que "o fluxo de calor do interior da Terra jovem era até três vezes superior ao de hoje, pelo que a sua litosfera pode ter sido semelhante ao que vemos atualmente em Vênus: não espessa o suficiente para formar placas em subducção, mas espessa o suficiente para se fragmentar em blocos que se movimentam e balançam".

Enquanto isso, há três novas missões da NASA e da Agência Espacial Europeia em andamento para estudar Vênus, que provavelmente fornecerão mais dados para a nossa compreensão do planeta.

As mais vistas da semana

Terra sofre de 'pulsações' a cada 27,5 milhões de anos, segundo estudo

 


No decorrer de uma pesquisa, cientistas analisaram 89 eventos geológicos conhecidos e registrados nos últimos 260 milhões de anos.

Aproximadamente a cada 27,5 milhões de anos, o planeta Terra sofre um ciclo de atividade geológica que emite uma "pulsação". O estudo que sugere tal evento foi chefiado por Michael Rampino, geólogo e professor do Departamento de Biologia da Universidade de Nova York, nos EUA, e foi publicado neste mês na revista Geoscience Frontiers.

"Muitos geólogos acreditam que os acontecimentos geológicos são aleatórios no decorrer do tempo. Contudo, nosso estudo proporciona evidências estatísticas de um ciclo comum, o que sugere que estes eventos geológicos estão relacionados e não são aleatórios", explica Rampino.

Em concreto, o grupo de pesquisadores examinou atividades geológicas como as extinções marinhas e terrestres, as formações de basalto resultado das erupções vulcânicas (também chamadas de trap), casos de esgotamento de oxigênio nos oceanos, alterações de nível do mar, assim como mudanças nas placas tectónicas terrestres.

Placas tectônicas e vulcanismo no Museu de História Natural, Londres
Placas tectônicas e vulcanismo no Museu de História Natural, Londres
Deste modo, os cientistas determinaram que os eventos em causa podem ser agrupados em dez diferentes pontos temporais, e que cada "pulsação" de atividade geológica está separada por cerca de 27,5 milhões de anos.

Sabendo isto, os autores do estudo mencionado supõem que o planeta terá sua próxima "pulsação" daqui a mais de 20 milhões de anos, considerando que o evento geológico desta natureza mais recente se deu há uns sete milhões de anos.

O que causa estas 'pulsações'?

Os cientistas creem que estas ocorrências cíclicas podem ter sua origem em processos geofísicos relacionados com o deslocamento das placas tectônicas e plumas do manto – colunas de material sob a crosta terrestre que criam pontos quentes. Da mesma forma, os períodos de atividade geológica também poderiam derivar do movimento da Terra no Sistema Solar e na galáxia em geral.

"Seja qual for a origem destes eventos cíclicos, nossos achados suportam a ideia da existência de um registro geológico periódico, coordenado e ocasionalmente catastrófico, que se afasta da opinião de muitos geólogos", sublinhou o autor principal do estudo.

 

terça-feira, 8 de junho de 2021

CICLOS DE QUÍRON - ASPECTOS E RETORNO DE QUÍRON




O Retorno de Quíron aos 50 anos é um período de renascimento. De 9 meses a 1 ano antes do Retorno de Quiron é quando as influências ancestrais são reveladas, quando aquilo que temos que trabalhar nesta reencarnação fica claro. Quíron vai iniciar os mesmos trânsitos ao mapa natal que fez quando nascemos. Antes de começarmos a falar, existimos num campo de experiência muito ligado aos sentidos e não nos recordamos. A nossa consciência está a trabalhar a outro nível. Parece que o retorno de Quiron nos trás à mente o nosso sentido para a vida. Em consultório a autora Melanie Reinhart faz 2 listas de trânsitos que analisa: 1 – 1 ano antes do nascimento até à 1ª quadratura de Saturno 2 – 1 ano antes do Retorno de Quiron e até cerca de 8 anos depois


Europa pode estar mergulhando por baixo da África



O Mar Mediterrâneo, entre Europa e África, fotografado a partir do espaço

A Europa pode estar começando a mergulhar sob a África, dando origem a uma nova zona de subdução com o potencial de aumentar o risco de terremotos no Mediterrâneo ocidental, informam cientistas.

Zonas de subdução formam-se quando placas tectônicas colidem, com uma placa mergulhando por baixo da outra e no manto terrestre. Às vezes essas colisões são graduais, as frequentemente elas ocorrem em grandes saltos que podem desencadear terremotos.

Como a szonas de subdução geralmente se localizam no leito marinho, terremotos nessas áreas podem causar tsunamis, como o que devastou parte do Japão em março.

Por milhões de anos, a placa Africana, que contém parte do leito do Mediterrâneo, vem se deslocando para o norte, rumo à placa eurasiana, numa taxa de cerca de um centímetro ao ano.

Agora, estudos de terremotos recentes na região indicam que uma nova zona de subdução pode estar se formando onde as placas se encontram, ao longo da csota da Argélia e do norte da Sicília.

“A formação de novas zonas de subdução é muito raro”, disse o líder do estudo, Rinus Wortel, geofísico da Universidade de Utrecht, na Holanda.

Mudança de papéis De acordo com Wortel, a situação opsota existia há cerca de 30 milhões de anos, quando a placa africana estava mergulhando sob a eurasiana, ao longo de uma ampla zona de subdução ao longo do Mediterrâneo ocidental. Ali, as rochas densas do leito marinho africano estavam sendo arremessadas sob a placa europeia.

Ao longo de milhões de anos, a África deslocou-se tão ao norte que nada do leito marinho ligado á placa restou na região. Tudo o que ficou foram as rochas do continente, que são mais leves que o leito marinho e não mergulhariam, disse ele.

Mas as placas continuaram a convergir, acumulando tensões tectônicas. Parte dessa tensão foi aliviada quando a placa eurasiana se dobrou para produzir as cordilheiras dos Alpes, do Cáucaso e de Zagros.

Com base na localização e nos movimentos de tremores recentes ao longo dos limites da placa, a equipe de Wortel acredita que a subdução recomeçou – mas, desta vez, com a Europa deslizando para baixo da África.

A nova zona de subdução, anunciada durante reunião da União de Geociência da Europa, em Viena, é uma descoberta estimulante, disse Wortel, porque essas regiões tendem a existir por muito tempo, em termos geológicos.

Risco subestimado? Outros cientistas estão intrigados pela possibilidade de uma nova zona de subdução, mas mantêm-se cautelosos.

“Não ouvi a palestra, mas é perfeitamente plausível”, disse Seth Stein, professor de Geofísica da Universidade Northwestern (EUA), por email. Por exemplo, outras partes da região do Mediterrâneo – como a Itália continental – têm assistido a mudanças nos últimos dois milhões de anos, declarou.

Mas decifrar essas mudanças é um processo muito complexo, disse Chris Goldfinger, diretor do9 Laboratório de Tectônica Ativa e de Mapeamento do Leito Marinho da Universidade Estadual do Oregon (EUA).

“Eu teria de passar uma semana com os dados antes de poder opinar se eles têm algum valor”, disse.

O líder do estudo acrescentou que a formação de uma zona de subdução é um processo lento: “Acontecem numa escala de tempo de vários milhões de anos”.

Por exemplo, disse, a maioria das zonas de subdução estabelecidas são marcadas por gigantescas trincheiras submarinas. Uma trincheira semelhante deve se formar no Mediterrâneo – mas não de um dia para o outro.

Wortel acrecita que os dados podem implicar que o risco de terremoto no oeste do Mediterrâneo vem sendo subestimado, e pode estar aumentando.

“Normalmente, não é considerada uma região de enorme atividade sísmica, não da magnitude que vimos no Japão”, declarou Wortel.

Esse pode ser um caso de complacência histórica. “Só porque algo não aconteceu em centenas de anos, não quer dizer que não exista risco”.

De fato, lembrou, 70.000 pessoas morreram em Messina, na Itália, em 1908, quando um terremoto de magnitude 7,1 causou ondas com altura estimada de 12 metros.

E um dos mais devastadores terremotos da história europeia ocorreu a oeste do Gibraltar em 1755, lançando uma onda gigante sobre Lisboa e matando, segundo algumas estimativas, mais de 100.000 pessoas.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/


Revelados detalhes de queda de asteroide que deixou cratera gigante na Groenlândia há 11.700 anos

 


Um estudo estima que o asteroide que provocou a cratera teria caído há 11.700 anos, causando ventos de 400 km/h e outros efeitos desastrosos.

A cratera de impacto de 31 quilômetros de diâmetro encontrada debaixo das geleiras da Groenlândia há alguns anos poderia ser suficientemente jovem para ter sido formada quando a ilha já estava coberta por uma camada de gelo semelhante à atual, ou inclusive mais grossa.

Simulações computadorizadas da queda de um asteroide no extremo noroeste da ilha demonstraram que a camada de gelo deveria ter entre 1,5 e 2 quilômetros de espessura para que a cratera deixada pelo "invasor cósmico" nas rochas firmes tivesse o perfil que realmente tem e pudesse ser vista debaixo das geleiras de hoje por meio de um radar.

A geologia associa este nível de glaciação à época do Taratiano. Sem levar em consideração outros métodos de datação, o estudo que resume esta modelagem estabelece que o evento pode ter ocorrido entre 2,6 milhões de anos e 11.700 anos atrás.

A área que ocupa Paris em comparação com a cratera de impacto de Hiawatha na Groenlândia
A área que ocupa Paris em comparação com a cratera de impacto de Hiawatha na Groenlândia

Foi uma época de repetidas glaciações, durante grande parte da qual a Groenlândia esteve quase totalmente coberta de gelo, embora de espessura variável.

A razão principal para pensar que o meteorito caiu no gelo é que os cientistas não detectaram nenhuma ejeção rochosa ao longo do perímetro da cratera, como explica o artigo publicado na revista Earth and Planetary Science Letters.

Por sua vez, o asteroide que os pesquisadores associam com esta colisão é bem conhecido da comunidade científica por seus fragmentos metálicos encontrados nos séculos XIX e XX no noroeste da Groenlândia, alguns dos quais estão expostos em museus da Dinamarca e dos Estados Unidos.

"Apesar de terem sido catalogadas até agora aproximadamente 190 estruturas de impacto, esta aparente cratera é interessante porque parece geologicamente jovem e bem conservada e, caso seja confirmado, estará entre as maiores já encontradas na Terra", comentou a primeira autora do estudo, Elizabeth Silber, da Universidade de Ontário Ocidental, Canadá.

Atualmente, a Hiawatha é considerada a 22ª maior cratera de impacto do planeta, porém o ranking não leva em conta que o asteroide poderia ter perfurado até dois quilômetros de gelo antes de atingir a rocha firme.

Os novos dados desafiam as estimativas anteriores do tamanho do objeto espacial que o teria gerado, mas o leito preservado levou a acreditar que o asteroide tinha dois quilômetros de largura.

Não obstante o período bastante extenso apontado pelo estudo como a época possível da queda, a colisão poderia ter ocorrido nos anos mais recentes (11.700 anos atrás).

"Devido ao fato de a cratera estar muito bem conservada, isso aponta para uma idade bastante jovem, tão jovem quando o início do período Dryas", afirmou Silber em referência ao período de resfriamento global ocorrido entre 11.500 e 11.400 anos atrás.

A colisão gerou ventos supersônicos de 400 quilômetros por hora, que pode ter derrubado árvores (se as houvesse) em um raio de 200 quilômetros.

Uma bola de fogo escaldante, quatro vezes maior que o Sol visto da Terra, deve ter sido avistada em um raio de 500 quilômetros, explicou Silber.


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