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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Mineral abundante em Marte, mas raro na Terra, é encontrado na Antártica

 


Cientistas desenterraram no gelo da Antártica o mineral jarosita, que é composto de potássio, sulfato e ferro. O mineral é muito raro na Terra, mas numeroso em Marte.

Este mineral de cor amarelo acastanhado requer água e ácido para sua formação. Por enquanto, essas condições são difíceis de encontrar no Planeta Vermelho, mas depois que a sonda Opportunity descobriu pela primeira vez a jarosita em 2004, o mineral foi encontrado em vários lugares do planeta. Os cientistas ainda não sabem bem como o mineral se formou no local em quantidades tão grandes.

Na Terra, a jarosita é um mineral raro que está presente em resíduos de mineração expostos ao ar e à chuva. O autor do estudo, Giovanni Baccolo, geólogo da Universidade de Milano-Bicocca (Itália), e seus colegas, nunca esperaram encontrar o mineral na Antártica, segundo o mesmo informou à Science.

No entanto, ao extrair do solo um núcleo de gelo de 1,6 mil metros de comprimento, foram encontrados vestígios da jarosita. Os vestígios, eram menores que grãos de areia e estavam enterrados nas camadas mais profundas do gelo.

Depois de examinar as partículas com um microscópio eletrônico, a equipe concluiu que a jarosita havia se formado em sacos lamacentos dentro do gelo. Este achado sugere que o mineral se formou da mesma maneira em Marte, embora no Planeta Vermelho a jarosita apareça em depósitos de um metro de espessura, e não como uns poucos grãos espalhados, comentou Megan Elwood Madden, geoquímica da Universidade de Oklahoma (EUA).



Mineral jarosita
As placas grossas de jarosita podem ter se formado em Marte porque o planeta tem infinitamente mais poeira do que a Antártica, e a jarosita é formada a partir de poeira, disse Baccolo.

"Este é apenas o primeiro passo para ligar o gelo profundo da Antártica ao ambiente marciano", acrescentou.

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Trio de crateras formadas durante os primeiros dias do Sistema Solar é encontrado em Marte (FOTO)

 


Há evidências de que as crateras contêm gelo. Como outras crateras antigas descobertas em Marte, o trio mostra sinais de erosão e está cheio de sedimentos desde sua formação.

A missão Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), descobriu três crateras sobrepostas umas às outras. As crateras, que a agência espacial descreveu como "particularmente invulgares", foram formadas durante os primeiros dias do Sistema Solarrelata a ESA em comunicado divulgado na quinta-feira (29).

As crateras estão localizadas em Noachis Terra, no hemisfério sul do Planeta Vermelho. Diversas crateras foram abertas na região durante o período Noachiano, entre 4,1 bilhões a 3,5 bilhões de anos atrás, quando Marte foi constantemente atingido por asteroides e cometas.

​Esta nova imagem do Mars Express, da ESA, tirada em 6 de agosto, mostra o antigo trio, compreendendo não uma, mas três crateras sobrepostas em Marte

Os cientistas dizem que essas crateras são como uma máquina do tempo que lhes permite viajar de volta ao passado e estudar Marte. A ESA explica que a menor cratera mede 28 quilômetros de diâmetro, enquanto a maior tem 45 quilômetros.

Segundo a agência espacial, há evidências de que as crateras contêm gelo. A menor cratera tem marcas que "são normalmente criadas como gelo e detritos que se espalham pela superfície".

Hipóteses

A ESA oferece duas explicações sobre como as crateras apareceram ali. Na primeira, o Planeta Vermelho foi atingido por três corpos celestes que pousaram acidentalmente no mesmo local. Já na segunda, Marte foi atingido por um corpo celeste que posteriormente se partiu em três pedaços antes de colidir com o planeta. Esta última teoria implica que durante seus primeiros dias Marte tinha uma atmosfera muito mais densa e difícil de penetrar.

"Isso aponta para um Marte primitivo que era muito mais quente e úmido do que o mundo frio e árido que vemos hoje. As observações de várias missões estão apoiando essa visão [...] revelando características como antigas redes de vales de rios e grandes bacias de lagos que se acredita terem se formado no período Noachiano", desenvolve a agência espacial.

A missão espacial Mars Express estuda o Planeta Vermelho desde 2003. A missão procura entender a história do Planeta Vermelho através de pesquisas de exobiologia e geoquímica. Junto com outras missões espaciais enviadas ao planeta, o Mars Express não só revelará mais detalhes sobre Marte e sua evolução, mas também sobre a Terra e o Sistema Solar.

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Misterioso planeta do tamanho da Terra é encontrado vagando pelo espaço sem estrela para orbitar

 


Cientistas usaram lentes gravitacionais para detectar "planeta invasor" que não orbita uma estrela e flutua livremente no espaço. É possível que a Via Láctea seja o lar de trilhões de planetas desse tipo.

Astrônomos detectaram um planeta à deriva, que não orbita qualquer estrela. O planeta é relativamente pequeno, de forma que os cientistas ainda não foram capazes de calcular a que distância esse planeta está da Terra. A descoberta foi publicada no portal de pré-impressão arXiv recentemente e ainda não foi analisada por outros cientistas.

Denominado OGLE-2016-BLG-1928, o planeta pode ter entre 0,3 e um a massa da Terra, mas os pesquisadores acreditam que o planeta tem aproximadamente a massa do nosso planeta.

Oficialmente existem 17 planetas errantes e outros quatro, incluindo o OGLE-2016-BLG-1928, aguardam confirmação. Ainda assim, os cientistas defendem que há inúmeros planetas à deriva na nossa galáxia, sem estrelas para orbitar, o que os tornam frígidos e hostis.

Visto por 40 minutos

Os cientistas em busca desses planetas errantes usam a distorção da luz no espaço-tempo, um efeito conhecido como microlente gravitacional, que produz a ilusão de aumentar ou aproximar objetos distantes.

Como OGLE-2016-BLG-1928 é relativamente pequeno, isso significa que não foi possível estabelecer detalhes específicos sobre o planeta, incluindo sua distância da Terra. Os pesquisadores relataram que ele ficou visível por pouco mais de 40 minutos.


As mais vistas da semana

 

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Suposto vinhedo bíblico é encontrado em Israel




Arqueólogos que trabalham em Israel estabeleceram recentemente que a descoberta realizada pela primeira vez há anos "é compatível com a narração bíblica" relacionada ao vinhedo mencionado nos Livros dos Reis.

Este vinhedo era propriedade do personagem bíblico Nabote, cuja execução foi orquestrada pela rainha Jezabel para que seu marido, o rei Acabe, pudesse se apoderar da propriedade.
É impossível datar os restos da construção, podendo determinar apenas quando foram utilizados pela última vez, afirmou ao The Jerusalem Post a autora principal do estudo Norma Franklin, do Instituto Zinman de Arqueologia da Universidade de Haifa.
"Com estruturas deste tipo, podemos avaliar quando foi a última vez que foram utilizadas, em torno do século I d.C., porém não podemos determinar quando foram construídas", observou.
Considera-se que os eventos descritos na Bíblia ocorreram em torno do século IX a.C.
"É possível que o vinhedo já existisse naquela época, porém é difícil afirmar isso. No entanto, alguns cientistas acreditam que a história foi escrita posteriormente, em torno do século VI a.C., quando podemos afirmar certamente que o vinhedo estava funcionando. Não há como saber se o que narra a Bíblia aconteceu exatamente como relatado, porém a narração deve ter existido", adicionou.

Bíblia (arquivo)
Franklin também observou amostras do solo em uma comunidade próxima há vários anos para determinar se seriam capazes de cultivar uvas da região.
"Os resultados mostraram que em toda a região havia apenas uma pequena área que seria boa para os vinhedos, exatamente onde se encontrava a antiga adega", declarou.

As mais vistas da semana

sábado, 23 de novembro de 2019

Buraco negro que gera estrelas a 'ritmo furioso' é encontrado pela NASA (FOTO)



O aglomerado de galáxias Phoenix Cluster, localizado a 5,8 bilhões de anos-luz da Terra, gera estrelas a um ritmo 500 vezes maior que o da Via Láctea.

A descoberta contou com a ajuda dos dados coletados pelo Observatório de Raios X Chandra da NASA e do Telescópio Espacial Hubble, que apontaram que o aglomerado está gerando estrelas a um "ritmo furioso".
buraco negro do aglomerado possui uma massa de gases equivalente a trilhões de sóis esfriando em torno dele, permitindo, assim, a formação de diversas estrelas.

© FOTO/ RAIO-X: NASA/CXC/SAO/G.SCHELLENBERGER ET AL.; OPTICAL:SDSS
Estrelas estão nascendo nas profundezas de um buraco negro, no aglomerado de galáxias Phoenix Cluster
A pesquisa realizada pela equipe da agência espacial norte-americana mostra que a proporção de resfriamento do gás era a mesma de quando um buraco negro para de injetar energia, o que significa que uma grande quantidade de estrelas pode nascer em regiões onde ocorreu o resfriamento do gás.
De acordo com os dados do Observatório Chandra, o Phoenix Cluster está gerando novas estrelas a um ritmo 500 vezes maior do que o da Via Láctea, entretanto, esse comportamento não será eterno.
Mark Voit, coautor do estudo e pesquisador da Universidade Estadual de Michigan, afirmou que "esses resultados mostram que o buraco negro tem ajudado temporariamente na formação de estrelas, mas, quando seus efeitos se tornarem mais fortes, ele começará a se comportar como os buracos negros em outros aglomerados, impedindo o nascimento de estrelas".

sábado, 20 de janeiro de 2018

Astrofísica: O Meteorito raro de 4,5 bilhões de anos que foi encontrado em Broek, ao Norte de Amsterdã na Holanda

O fragmento é o sexto meteorito encontrado na Holanda (Koen van Weel/ANP/AFP)

Pesquisadores afirmam que a rocha, descoberta por moradores após ter atravessado o teto de um alpendre, veio de uma região situada entre Marte e Júpiter


Cientistas holandeses anunciaram a descoberta de um meteorito com 4,5 bilhões de anos nesta segunda-feira. Segundo eles, o fragmento rochoso poderia conter indícios preciosos relativos à criação do sistema solar, já que a Terra tem, aproximadamente, a mesma idade do meteorito. “Ele provavelmente veio de um pequeno planetoide que foi atingido por outro planetoide, explodiu e os fragmentos vieram parar na Terra”, declarou o geólogo Leo Kriegsman, do Centro de Biodiversidade Naturalis de Leiden, em um vídeo publicado no Youtube. O pesquisador estimou que o meteorito provém da região que se estende entre Marte e Júpiter, onde há um grande cinturão de asteroides, com “muitas rochas e pequenos planetas”, que às vezes saem das suas órbitas. Com o tamanho de um punho fechado e cerca de 500 gramas, o meteorito atravessou com grande velocidade (até 20 quilômetros por segundo) o teto de um alpendre na pequena cidade de Broek, ao Norte de Amsterdã, a capital holandesa, em janeiro. “Mas, antes de atingir a atmosfera da Terra, [o meteorito] provavelmente era 10 ou 20 vezes maior do que agora”, afirmou Kriegsman. Segundo o cientista, foi necessário realizar muitos testes com a rocha, antes que o Centro de Biodiversidade de Leiden revelasse que se trata, realmente, de um meteorito. “Queremos estar 100% seguros da ‘espécie’ do meteorito, e por isso primeiro devemos realizar pesquisas”, explicou. Queda de meteoritos Os pesquisadores realizaram buscas intensas, mas não foram encontrados outros fragmentos deste meteorito, descoberto por moradores do local. Segundo o líder da equipe, a cada quatro anos, pelo menos um meteorito cai no país. Ainda assim, as pequenas rochas são muito difíceis de encontrar e apenas seis delas, contando com a mais recente, foram descobertas na Holanda nos últimos 200 anos. Assista ao vídeo de divulgação feito pelo centro de pesquisa em Leiden (em inglês):



(Com AFP)

domingo, 29 de outubro de 2017

O título de maior meteorito já encontrado no Brasil

(Akira1988/Encyclopedia of Meteorites)

Meteorito Santa Catharina


O título de maior meteorito já encontrado no Brasil vai para o Santa Catharina. Descoberto na região de São Francisco do Sul (Santa Catarina) em 1875, o corpo rochoso pesa 7 toneladas e não teve sua queda documentada. 

domingo, 27 de agosto de 2017

Dig this: meteorito de Bacubirito encontrado em 1863

Foto:
fotógrafo desconhecido via Meteorite Art



O monstro de um meteorito que é Bacubirito foi descoberto pelo geólogo americano Gilbert Ellis Bailey em 1892 - que tinha sido enviado pelo diário de Chicago Interocean para a América Central e do Sul - e escavou com a ajuda de pessoas locais. Como todos os meteoritos, foi nomeado após o lugar onde foi encontrado. Uma poderosa estrela cadente disparada.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Astrofísica: Meteorito raro de 4,5 bilhões de anos é encontrado na Holanda

O fragmento é o sexto meteorito encontrado na Holanda (Koen van Weel/ANP/AFP)

Pesquisadores afirmam que a rocha, descoberta por moradores após ter atravessado o teto de um alpendre, veio de uma região situada entre Marte e Júpiter


Cientistas holandeses anunciaram a descoberta de um meteorito com 4,5 bilhões de anos nesta segunda-feira. Segundo eles, o fragmento rochoso poderia conter indícios preciosos relativos à criação do sistema solar, já que a Terra tem, aproximadamente, a mesma idade do meteorito. “Ele provavelmente veio de um pequeno planetoide que foi atingido por outro planetoide, explodiu e os fragmentos vieram parar na Terra”, declarou o geólogo Leo Kriegsman, do Centro de Biodiversidade Naturalis de Leiden, em um vídeo publicado no Youtube. O pesquisador estimou que o meteorito provém da região que se estende entre Marte e Júpiter, onde há um grande cinturão de asteroides, com “muitas rochas e pequenos planetas”, que às vezes saem das suas órbitas.

Com o tamanho de um punho fechado e cerca de 500 gramas, o meteorito atravessou com grande velocidade (até 20 quilômetros por segundo) o teto de um alpendre na pequena cidade de Broek, ao Norte de Amsterdã, a capital holandesa, em janeiro. “Mas, antes de atingir a atmosfera da Terra, [o meteorito] provavelmente era 10 ou 20 vezes maior do que agora”, afirmou Kriegsman. Segundo o cientista, foi necessário realizar muitos testes com a rocha, antes que o Centro de Biodiversidade de Leiden revelasse que se trata, realmente, de um meteorito. “Queremos estar 100% seguros da ‘espécie’ do meteorito, e por isso primeiro devemos realizar pesquisas”, explicou.


Queda de meteoritos Os pesquisadores realizaram buscas intensas, mas não foram encontrados outros fragmentos deste meteorito, descoberto por moradores do local. Segundo o líder da equipe, a cada quatro anos, pelo menos um meteorito cai no país. Ainda assim, as pequenas rochas são muito difíceis de encontrar e apenas seis delas, contando com a mais recente, foram descobertas na Holanda nos últimos 200 anos. Assista ao vídeo de divulgação feito pelo centro de pesquisa em Leiden (em inglês):



(Com AFP)
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