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domingo, 3 de abril de 2022

Pircing e Tatuagem e Tatuagem nos filhos de orixás


 

As pessoas em especial as ligadas a religiões se questionam muito sobre tatuagens e pircengs. Na verdade em termos de religião as tatuagens não caem bem, pois, elas estão mais ligadas aos cultos pagãos. Geralmente as pessoas que fazem tatuagens, são ateus, ou se dizem liberais. Temos ainda alguns que se dizem cristãos e tatuam símbolos e imagens religiosas, no corpo, mas, não é porque são símbolos religiosos que vai deixar de ser vaidade. Alias o corpo já é uma obra de arte e não precisa de artifícios para ficar mais belo. No entanto como eu sempre digo o que importa é o coração da pessoa e que tudo deve ser usado com prudencia. No entanto uma pessoa que tatua a imagem de Satanás, do Anticristo ou símbolos demoníacos no corpo, no minimo tem sombras na cabeça! Em conceitos de Umbanda Astrológica tenho por certo o seguinte: Os filhos de Orixás como Oxalá, Oxum e Xangô não podem tatuar o corpo. Já aqueles que tem a cabeça voltado pra uma grande influencia de Ogum, Exu e outros orixás ligados a Guerra, até podem desde que não sejam símbolos satânicos.

Em termos de piercing, os filhos de Ogum, Iansã e Exu, que tem ligação com ferro e fogo, também se dão até bem em termos de energia com piercing. Mas, filhos de Oxalá, Nanã e outros orixás velhos como Yorima e até Yori, não podem usar esses adereços.

O pior é que tem pessoas que colocam cada vez mais em lugares muito ligados a funções energéticas do corpo, como no clítoris, no umbigo, na linguá e em outras partes intimas. Isso pode ser muito nocivo a espiritualidade, a bioenergia e pode atrair demônios. Com uma exceção, que são as filhas e filhos de de Orixás do ferro e que tem forte influencia de Exu e Pombagira, estes poderão até receber uma carga maior do Axé dessas entidades da Esquerda. Enfim tudo cabe a cada pessoa seguir sua consciência, pois todos responderão por seus atos.


Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.

Veja mais o efeito das tatuagens nas pessoas


domingo, 19 de dezembro de 2021

Os simbolos de proteção dos orixás, pela vibração astral




Precisa, também, saber conjugar eficientemente esta Vibração de seu Orixá Regente Planetário com a Vibração de seu Orixá de Cabeça, ou seja, aquele a quem, por escolha própria antes de sua atual reencarnação, seu Espírito Imortal (Ori Orun = Cabeça no Além), ajoelhado perante Olorum [Deus], decidiu ou precisou dedicar sua futura "Cabeça na Terra" [Ori Aiye = Intelecto ou Personalidade Individual].
        Como vimos, o Orixá Regente Planetário é determinado pela data de nascimento e a ele estão ligados seu Arcanjo e Anjo de Guarda; mas, seu "Orixá de Cabeça", a quem estão ligados seu "Santo" e seu "Exu Guardião", só pode ser determinado por um Babalaô, através de um Jogo Divinatório como o Tabuleiro de Ifá, o Colar de Ifá ou, como último recurso, os Búzios. Para esta última determinação, não há outra alternativa ou escapatória.
        Portanto, na Magia Talismânica de Umbanda, não é o bastante representar o Ser Humano pelo Pentagrama; é necessário também :
  1. Classificá-lo por Forças Sutis Espirituais, Astrais e Planetárias;
  2. Individualizá-lo em seus outros relacionamentos espirituais com a sua Falange Espiritual, com seus Guias e/ou Protetores;
  3. Nominá-lo por seu Nome Astral e/ou Iniciático;
  4. Graduá-lo em função do mérito que venha alcançando nas "pelejas" em prol de seus próximos.
        E, para isso, a Magia Talismânica de Umbanda tem seus próprios símbolos sagrados para representar aos seus Orixás, Guias e Protetores, aos Planetas e Signos Zodiacais, às Forças Elementares da Natureza, à Numeralogia e Grafia Sagrada com que cria e grafa Nomes Próprios e/ou Iniciáticos, bem como pode representar os Vórtices e Canais de Energias Sutis que percorrem o Organismo Intra e Supra Corpóreo do Ser Humano, caminhos de energias estes que são, também, controlados pelo Imolé Exu Bara, o Senhor Guardião do Corpo e dos Caminhos do Destino de cada um de nós, "Caminhos"" estes que ele "abre" ou "fecha" conforme os méritos e os deméritos de nossas ações conscientemente perpetradas.
        Com o conjunto desses Símbolos e com sua Grafia Sagrada, à qual os Umbandistas denominam por "Lei de Pemba", a Umbanda não precisa recorrer à simbologias de origem Egípcia, Tântrica, Hebraica, Grega ou Latina para compor seus Sinetes ou Talismãs.
        É de se notar, também, que as representações das formas geométricas (e a matemática que as inspiraram), não são propriedade exclusiva de nenhuma civilização ou época. Elas existem desde sempre na Natureza : a espiral da casca de um caracol, o oval de um seixo rolado, o triângulo de uma lasca de sílex, o cubo, a pirâmide, o hexágono e muitas outras formas encontráveis nos minérios e cristais, a forma poligonal de uma estrela-do-mar !
        Não há aqui espaço para o ensinamento das correlações entre os Símbolos Sagrados de Umbanda e os Símbolos de outras procedências, tais como Astrologia, Alquimia, Cabala e Magia. Mas, realmente, a correlação existe e quem quiser aprofundar-se no assunto em questão pode referenciar-se no livro de Mestre Itaoman acima citado, embora seja difícil encontrá-lo nas livrarias.
        Por isso mesmo, vamos limitar-nos a apresentar os Doze Sinetes Astrais Básicos referentes aos Doze Signos Zodiacais, de forma que cada pessoa possa encontrar aquele referente à data de seu nascimento e, então, utilizar-se dele, por sua conta e risco, para obter proteção contra "temporais astrais" que, infelizmente, certos ambientes ou pessoas "mal vibrados" podem ocasionar.
        O material em que devem ser confecionados é aquele referido como o metal característico do Signo Zodiacal, encontrável no tópico Influências Místicas, Item Influências, sub-item Data de Nascimento, nesta mesma Home Page.
        Sobre um dos seus lados, cada Sinete Astral tem gravado os Símbolos Umbandistas relativos ao Signo Zodiacal, o Planeta Regente, o Orixá de Nascimento, a Força Sutil do Elemento da Natureza, o símbolo do Vórtice Astral captador de Energias Sutis de seu organisno extra-corpóreo e o Símbolo Astral Sintético da Entidade Espiritual Guardiã de seu Corpo Físico e Astral, ou seja, seu Imole Esu Bara.
        Em seu outro lado, tem signos cabalísticos não reveláveis publicamente, ou seja, só são reveláveis dentro da relação Mestre-Discípulo.
        Cada um desses Sinetes Astrais é, pois, comum a todas pessoas nascidas sob esse mesmo Signo Astral e por todas elas podem ser utilizados, mas apesar de abaixo relacionarmos os Doze Sinetes Astrais Básicos para seu simples conhecimento, é evidente que para grafá-los magisticamente é necessário ter-se sido Iniciado na Lei de Pemba de Umbanda, a Grafia Sagrada dos Orixás :  simplesmente cópiá-los e portá-los não levará ninguém a resultado algum!

OS SINETES ASTRAIS DOS SIGNOS NA UMBANDA
E SUAS INFLUÊNCIAS MÍSTICAS
  Aries
De 20/03 a 18/04
Touro
De 19/04 a 19/05
  Veja as Influências representadas neste 
Símbolo no item 3 - Relações Místicas
Veja as Influências representadas neste 
Símbolo no item 3 - Relações Místicas
  Gêmeos
De 20/05 a 20/06
Câncer
De 21/06 a 21/07
  Veja as Influências representadas neste 
Símbolo no item 3 - Relações Místicas
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Símbolo no item 3 - Relações Místicas
  Leão
De 22/07 a 21/08
Virgem
De 22/08 a 21/09
  Veja as Influências representadas neste Símbolo no item 3 - Relações Místicas
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  Libra
De 22/09 a 22/10
Escorpião
De 23/10 a 21/11
  Veja as Influências representadas neste Símbolo no item 3 - Relações Místicas
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  Sagitário
De 22/11 a 20/12
Capricórnio
De 21/12 a 19/01
  Veja as Influências representadas neste Símbolo no item 3 - Relações Místicas
Veja as Influências representadas neste Símbolo no item 3 - Relações Místicas
  Aquário
De 20/01 a 17/02
Peixes
De 18/02 a 20/03
  Veja as Influências representadas neste Símbolo no item 3 - Relações Místicas Veja as Influências representadas neste Símbolo no item 3 - Relações Místicas


domingo, 14 de novembro de 2021

Encontrando o axé dos orixas com as oferendas




Nossos amados Orixás são Divindades que irradiam as qualidades do criador e podemos encontra-los em tudo e em todos os lugares com maior ou menor intensidade. Sobre os locais da natureza onde predomina certo Orixá costumamos dizer que pertence a ele, ou seja, é sitio consagrado, templo natural e ainda ponto de força da natureza. Como por exemplo, vemos: a irradiação mineral e o amor de nossa amada Mamãe Oxum predominam nas cachoeiras, estabelecendo um contato, como que um portal, com as dimensões regidas por esta Mãe e onde estagiam milhões de elementais, encantadas da natureza e naturais, muitas destas encantadas e naturais são exatamente as “Oxuns” que incorporam em nossos terreiros, como também se manifestam em muitas mulheres de alta sensitividade. Outras vezes ainda nos dirigimos a tais sítios consagrados afim de colaborarmos de maneira ativa com a captação de certos axés por parte dos espíritos guias que nos assistem em nossos “trabalhos”. 

Da mesma forma acontece com os demais Pais e Mães, onde podemos citar seus pontos de força: Oxalá - pode ser oferendado em todos os sítios da natureza , costumamos dar preferência a campos abertos e floridos ou mirantes onde se costumam erigir as estátuas de Jesus Cristo;

Oxum e Oxumarê - cachoeiras ; Oxóssi - matas ; Obá - matas e em contato com a terra; Xangô - montanhas ou pedreiras (montanhosas); Iansã - pedreiras; Ogum - caminhos; Obaluaiyê e Omulú - cemitérios ; Yemanjá - mar ; Cosme e Damião - nos parques , praças ou cachoeiras; Oiá - em qualquer lugar aberto no “tempo” .

 
Isto não quer dizer que não possam ser oferendados em outros lugares. Por exemplo se tenho um Ogumi Rompe Mato como Orixá individual a me amparar , posso oferenda-lo nas matas já que Ogum Rompe Mato e como Oxóssi, trabalha nas matas, fora isso ouça e confie no seu guia , se ele manda oferendar Omulú na frente do mar está certíssimo, se manda entregar uma maçã e uma vela para determinado Orixá em um lugar que não imaginava, não pense duas vezes eles sabem muito mais do que nós (claro são nossos guias) e o pouco que conhecemos aprendemos com eles. Por isso deixe a mediunidade fluir, não ouça só pais de santo, rabugentos, que ficam travando seu desenvolvimento, antes, busque, pesquise, se informe, busque desenvolver seu campo mediúnico aprofundando seus conhecimentos. Outros meios de se ter certeza de locais exatos, são por meio das cartas do taro, da observação da posição dos astros, pela Astrologia Horaria, em conexão com o Mapa Natal e com toda configuração de Umbanda Astrológica. Tente saber quais entidades agem em sua vida. Axé!


Carlinhos Lima - Astrólogo
12/2/2011


domingo, 22 de novembro de 2020

ORIXÀS: Exu e Ogum - abrindo caminhos e quebrando demandas

ORIXÀS: que abrem caminhos e batem de frente


abrindo caminhos e quebrando demandas
ORIXÀS: Exu e Ogum - abrindo caminhos e quebrando demandas

EXU: Exu é o primeiro orixá a ser louvado no candomblé, porque representa o principio do movimento. Uma vez acionado é preciso controlá-lo, como se sabe com respeito a qualquer movimento. Como a fome é um dos motivos que levam o homem a se mover em direção a um objetivo, Exu come demais. E por comerem as plantações, é que as formigas são tidas como sendo de Exu e a terra dos formigueiros também. Ele é compreendido na África como um deus do movimento (nada a ver com o diabo cristão, embora o sincretismo o associe assim, no Brasil), que come tudo que pode, e que é "quente". Exu mora nas encruzilhadas (a idéia é "o que é, mas não é", sempre. Uma encruzilhada a princípio não é caminho algum e ao mesmo todos eles, certo?). Mas ao contrario de todos os pesquisadores eu tenho certeza que Exu sabe muito bem o que é e o que tem a fazer. Os pés de qualquer animal também são de Exu, segundo os africanos. E Exu é controvertido, porque tem um gênio travesso (Em Cuba, por causa disso ele é o Menino Jesus) e faz o que lhe pedem. O que eu considero um equivoco ridículo. Não tem noção de bem e de mal e se movimenta apontando o pênis pro lugar onde quer ir. Não existe lugar, no passado, presente ou futuro a que Exu não possa ir. Existe um oriki (verso sagrado) que diz, inclusive, que "Exu mata ontem um passarinho com pedra que atirou hoje para o amanha."

Exu também é associado à sexualidade, a segunda fome humana. O dia da semana: segunda-feira (o primeiro dia na semana ioruba, que tem 4 dias, também). Existem infinitos avatares de Exu, e mitos muito bonitos também. Um deles, conta que "Exu, filho primogênito de Iemanjá com Orunmilá, o deus da adivinhação e irmão de Ogum, Xangô e Oxossi, era voraz e insaciável. Conseguiu comer todos os animais da aldeia em que vivia. Depois disso, passou a comer as árvores, os pastos, tudo que via até chegar ao mar. Orunmilá previu então que Exu não pararia e acabaria comendo os homens, e tudo que visse pela frente, chegando mesmo a comer o céu. Ordenou então a Ogum que contivesse o irmão Exu a qualquer custo. Para conseguir isto, Ogum foi obrigado a matar Exu, a fim de preservar a terra criada e os seres humanos. Mas mesmo depois da morte de Exu, a natureza, os pastos, as árvores, os rios, tudo permaneceu ressecada e sem vida, doente, morrendo. Um babalaô (representante de Orunmilá na terra) alertou Orunmilá de que o espírito de Exu sentia fome e desejava ser saciado, ameaçando provocar a discórdia entre os povos como vingança pelo que Orunmilá e Ogum haviam feito. Orunmilá determinou então que em toda e qualquer oferenda que fosse feita pelos homens a um orixá, houvesse uma parte em homenagem a Exu, e que esta parte seria anterior a qualquer outra, para que se mantivesse sempre satisfeito e assim possibilitasse a concórdia".
• Cor: preto e azul escuro entre os iorubas, preto e vermelho entre os angolas (A cor preta se relaciona ao fato de que para que a luz chegue a algum lugar o movimento já precisa ter sido acionado, ou seja Exu deve ser antes do movimento da luz)

Dia da semana na Umbanda-Astrológica: terça-feira junto com Ogum e não segunda-feira.
• Elemento: fogo e ar.
• Símbolo: ogó (um pênis de madeira, com búzios pendurados simbolizando o sêmen)
• Numero 1
• Comida: farofa
• Saudação: Laroiê, Exu!

OGUM: O orixá Ogum é um dos mais amados na cultura ioruba. Em primeiro lugar porque ele foi o primeiro ferreiro. Como foi ele, também, quem descobriu a fundição e inventou todas as ferramentas que existem. Portanto é o patrono da tecnologia e da própria cultura, pois sem as ferramentas nada mais poderia ser inventado até mesmo plantar em grandes extensões seria extremamente difícil. Tendo inventado as ferramentas, com a foice ele abriu os primeiros caminhos para o resto do mundo, o que dá a ele o poder de abri-los ou fecha-los. Com a faca ele fez o primeiro sacrifício ritual, por isso sempre se louva Ogum durante estes sacrifícios e sua invenção da faca. Com o ancinho ele arou terras e plantou, com a tesoura cortou peles e inventou os abrigos. 

Com o machado cortou árvores para construir abrigos, com o martelo pode unir com pregos que inventou os troncos. Com a cunha pode levantar grandes pesos e assim aconteceu de Ogum, com a espada que forjou guerrear e conquistar territórios para seu povo. Ele, no entanto, não quis ser rei, pois preferia os desafios ao poder. Continuou lutando e inventando para sempre. Hoje em dia diz-se que os computadores são de Ogum e de Ogum são também todos os analistas de sistemas. Ogum só cometeu um erro nos mitos, quando seu pai mandou que fizesse uma tarefa e ele pelo caminho embebedou-se com vinho de palmeira e acabou não realizando o que devia. A partir daí nunca bebeu, mas diz-se que os filhos de Ogum adoram vinho branco e devem tomar muito cuidado com bebidas. A guerra é de Ogum, cujo nome significa exatamente guerra. Como Ogum nunca se cansa de lutar, costuma-se chamar por sua ajuda em situações em que é extremamente difícil continuar lutando ou quando o inimigo é extremamente forte. Não se deve invocar Ogum à toa, pois seu gênio é extremamente violento e diz um oriki que ele mata o injusto e o justo, o ladrão e o dono da casa roubada (porque permitiu que acontecesse), portanto não se deve brincar com este orixá, que não perdoa.

Ogum vive sozinho; é um solteirão convicto. Teve muitas mulheres, mas não vive com nenhuma, e criou um filho adotivo abandonado nas mãos dele por Iansã, a deusa dos ventos e raios. Que por sua vez o havia adotado de Oxum, a deusa do amor e da riqueza Um dos mitos sobre ele diz que Ogum, é filho de Iemanjá com Odudua. Desde criança já era destemido, impetuoso, arrojado e viril, tendo se tornado sempre mais e mais um brilhante guerreiro e conquistado, para seu pai, muitos reinos, não havendo, por esta razão, um só caminho que Ogum não tenha percorrido. Nos intervalos entre as guerras e as conquistas, Ogum criou os metais, a forja e as ferramentas que facilitaram a vida dos homens no mundo. Ele forjou a primeira faca, a primeira ponta de lança, a primeira espada, a primeira tesoura. Um irmão dedicado, diz o mito que Ogum tinha por Oxossi uma afeição muito especial, defendendo-o várias vezes de seus inimigos e passando mesmo a morar fora de casa com Oxossi, quando este foi expulso de casa por Iemanjá. Diz ainda o mito que foi Ogum quem ensinou Oxossi a defender-se, a caçar e a abrir seus próprios caminhos nas matas onde reina. Ogum teve muitas mulheres, a principal delas Iansã, guerreira como ele. Tendo sido roubada por Xangô, que é seu irmão por parte de mãe, Ogum passou a viver sozinho, para a guerra e a metalurgia.

• Dia: terça-feira
• Número: 7
• Cor: azul cobalto (ou azul ferreiro, como chamam alguns) e o vermelho. Mas num nível esotérico mais elevado o laranja. A cor exata é o azul da chama do fogo para os Oguns das águas.
• Símbolo: espada
• Comida: feijoada
• Saudação: Ogun Iê!

Apresentei aqui lendas e mitos. Mas quero alertar que elas são muito importantes para analisarmos os aspectos arquétipais dos orixás, mas que há muito mais coisas que formam e podem traduzir esses segredos. Cabe a cada um buscar a verdade, ou a sua verdade o que mais lhes favoreça e que lhes sejam compreensíveis.

Eu publiquei um artigo que falava da feminilidade presente em Ogum, mas também presente nos demais orixás. No entanto recebi algumas criticas. Mas volto a afirmar que Ogum e os outros orixás masculinos, não podem ser vistos apenas como possuidores de uma única personificação. Pois se assim for feito além de serem criadas muitas barreiras no conhecimento haverá muitas limitações nas ações de cada orixá. Digo isso por que os orixás agem tanto no principio feminino, quanto no feminino. E que não temos apenas guerreiros homens, mas também mulheres ao longo de toda história da raça humana.

O binário existe em todas as formas e em todas as formas de energia ou magia vai haver a dualidade. No entanto admito que cada orixá tenha um raio mais especifico em certas áreas do que em outras. Como por exemplo, notamos que ação de Ogum sempre esteve presente na área da segurança e exércitos, ações heróicas e mitos sobre guerreiros... Também que Oxossi tem mais ligação com as matas, a natureza, a agricultura etc., mas que também sabemos que todas as Linhas se integram e se harmonizam. E isso só é possível, quando o orixá trabalha em sincronia com os demais orixás. Ou seja temos um orixá menor trabalhando diretamente para linhas especificas. E assim pode-se perceber que todos os orixás dominam os quatro elementos e suas variações. 

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Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador. 29/11/2012


As mais vistas da semana

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Os Ara Orun Onile ou Seres do Além Ancestrais de Terrestres.

No Mito da Criação do Mundo, como conseqüência da existência de Vida na Terra, apareceu a outra classe de criaturas Ara Orun da Religião dos Orixás : os Onile, de Oni (Senhor) + Ile (Terra), ou seja, os "Senhores da Terra". Os Onile ou "Senhores da Terra" ou, ainda melhor, os "Ancestrais", aqueles entes falecidos que por suas ações passadas foram semi-divinizados por seus descendentes, sendo que, embora estejam no Além não são Divindades e estão ligados à estrutura da Sociedade. 

Estes Senhores da aterra que tiveram as suas Ori Orun ou "Cabeça-no-Além" também criadas por OLORUN (Deus), puderam tornar-se em Ara Aiye ou "Seres da Terra" e sobre a Terra da Vida existir para consumar o seu Iwa ou sua "Existência" ou "Destino" com a própria Ori Inu ou "Cabeça-Interna" ou "Individualidade Terrestre", para no seu Ol'ojo ou "Dia Marcado" retornar ao Além para acrescentar a seu Ara Orun ou "Duplo no Além" ou "matriz espiritual primordial", todos os méritos ou deméritos de suas ações praticadas na Terra da Vida, adquirindo, dentro de condições especiais, após a primeira desencarnação, a qualidade de Onile ou "Ancestral".

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Pretos velhos e os orixás

PRETO-VELHOS DE OGUM
São mais rápidos na sua forma incorporativa e sem muita paciência com o médium e as vezes com outras pessoas que estão cambonando e até consulentes.
São diretos na sua maneira de falar, não enfeitam muito suas mensagens, as vezes parece que estão brigando, para dar mesmo o efeito de "choque", mais são no fundo extremamente bondosos tanto para com seu médium e para as outras pessoas.
São especialistas em consultas encorajadoras, ou seja, mera dose de coragem e segurança para aqueles indecisos e "medrosos". É fácil pensar nessa característica pois Ogum é um Orixá considerado corajoso.
PRETO-VELHOS DE OXUM
São mais lentos na forma de incorporar e até falar. Passam para o médium uma serenidade inconfundível.
Não são tão diretos para falar, enfeitam o máximo a conversa para que uma verdade dolorosa possa ser escutada de forma mais amena, pois a finalidade não é "chocar" e sim, fazer com que a pessoa reflita sobre o assunto que está sendo falado.
São especialistas em reflexão, nunca se sai de uma consulta de um Preto-velho de Oxum sem um minuto que seja de pensamento interior. As vezes é comum sair até mais confuso do que quando entrou, mais é necessário para a evolução daquela pessoa.
PRETO-VELHOS DE XANGÔ
São raros de ver, contudo devemos também conhece-los.
Sua incorporação é rápida como as de Ogum.
Assim como os caboclos de Xangô, trabalham para causas de prosperidade sólida, bens como casa própria, processo na justiça e realizações profissionais.
Passam seriedade em cada palavra dita. Cobram bastante de seus médiuns e consulentes.
PRETO-VELHOS DE INHASÃ
São rápidos na sua forma de incorporar e falar. Assim como os de Ogum, não possuem também muita paciência para com as pessoas.
Essa rapidez é facilmente entendida, pela força da natureza que os rege, e é essa mesma força lhes permite uma grande variedade de assuntos com os quais ele trata, devido a diversidade que existe dentro desse único Orixá.
Esses Preto-velhos retribuem ao médium principalmente a defesa, são rápidos na ajuda. Se cobram a honestidade do seu médium no momento da consulta, não admitem que desconfiem dele (médium).
Mesmo assim eles também possuem uma especialidade.
Geralmente suas consultas são de impacto, trazendo mudança rápida de pensamento para a pessoa. São especialistas também em ensinar diretrizes para alcançar objetivos, seja pessoal, profissional ou até espiritual.
Entretanto, é bom lembrar que sua maior função é o descarrego. É limpar o ambiente, o consulente e demais médiuns do terreiro, de eguns ou espíritos de parentes e amigos que já se foram, e que ainda não se conformaram com a partida permanecendo muito próximos dessas pessoas.
PRETO-VELHOS DE OXOSSI
São os mais brincalhões, suas incorporações são alegres e um pouco rápidas.
Esses Preto-velhos geralmente falam com várias pessoas ao mesmo tempo.
Possuem uma especialidade: A de receitar remédios naturais, para o corpo e a alma, assim como emplastos, banhos e compressas, defumadores, chás, etc... São verdadeiros químicos em seus tocos. - Afinal não podiam ser diferentes, pois são alunos do maior "químico" - Oxossi.
PRETO-VELHOS DE NANÃ
São raros, assim como os filhos desse Orixá.
Sua maneira de incorporação é de forma mais envelhecida ainda. Lenta e muito pesada. Enfatizando ainda mais a idade avançada.
Falam rígido, com seriedade profunda. Não brincam nas suas consultas e prezam sempre o respeito, tanto do médium quanto do consulente, e pessoas a volta como: cambonos e pessoas do terreiro em geral e principalmente do pai ou da mãe de santo.
Cobram muito do seu médium, não admitem roupas curtas ou transparentes, mesmo para médiuns homens. Seu julgamento é severo. Não admite injustiça com seu médium.
Costumam se afastar dos médiuns que consideram de "moral fraca". Mais prezam demais a gratidão, de uma forma geral. Podem optar por ficar numa casa, se seu médium quiser sair, se julgar que a casa é boa, digna e honrada.
É difícil a relação com esses guias, principalmente quanto há discordância, ou seja, não são muito abertos a negociação no momento da consulta.
São especialistas em conselhos que formem moral, e entendimento do nosso carma, pois isso sem dúvida é a sua função.
Atuam também como os de Inhasã e Omulú, conduzindo Eguns.
PRETO-VELHOS DE OBALUAÊ
São simples em sua forma de incorporar e falar. Exigem muito de seus médiuns, tanto na postura quanto na moral.
Defendem quem é certo ou quem está certo, independente de quem seja, mesmo que para isso ganhem a antipatia dos outros.
Agarram-se a seus "filhos" com total dedicação e carinho, não deixando no entanto de cobrar e corrigir também. Pois entendem que a correção é uma forma de amar.
Devido a elevação e a antiguidade do Orixá para o qual eles trabalham, acabam transformando suas consultas em conselhos totalmente diferenciados dos demais Preto-velhos. Ou seja, se adaptam a qualquer assunto e falam deles exatamente com a precisão do momento.
Como trabalha para Obaluaê, e este é o "dono das almas", esses Preto-velhos são geralmente chefes de linha e assim explica-se a facilidade para trabalhar para vários assuntos.
Sua "visão" é de longo alcance para diversos assuntos, tornando-os capazes de traçar projetos distantes e longos para seus consulentes. Tanto pessoal como profissional e até espiritual.
Assim exigem também fiel cumprimento de suas normas, para que seus projetos não saiam errado, para tanto, os filhos que os seguem, devem fazer passo a passo de tudo que lhe for pedido, apenas confiando nesses Preto-velhos. Quando o filho não faz isso, costumam tirar o que já lhe deu, para que o mesmo repense a importância desse Preto-velho em sua vida.
Gostam de contar histórias para enriquecer de conhecimento o médium e as pessoas a volta.
Não trabalham para saúde (essa função é do Erê de Obaluaê). Salvo se essa doença for proveniente de "trabalhos feitos - macumba".
PRETO-VELHOS DE YEMANJÁ
São belos em suas incorporações, contudo mantendo uma enorme simplicidade. Sua fala é doce e meiga.
Possuem a paciência das mães e a compreensão também. Cobram pouco de seus médiuns, apenas que eles cumpram a caridade sempre por amor nunca por obrigação.
Sua especialidade maior é sem dúvida os conselhos sobre laços espirituais e familiares.
Gostam também de trabalhar para fertilidade de um modo geral, e especialmente para as pessoas que desejam engravidar.
Utilizando o movimento das ondas do mar, são excelentes para descarregos e passes.
Cobram dos seus médiuns que lutem para ter um casamento feliz e sólido, pois para eles só assim poderão ajudar a outras pessoas nesse sentido, já que seu médium já vive essa realidade.
PRETO-VELHOS DE OXALÁ
São bastante lentos na forma de incorporare tornam-se belos principalmente pela simplicidade contida em seus gestos.
Raramente dão consulta, sua maior especialidade é o passe de energização.
Cobram também bastante de seus médiuns, principalmente no que diz respeito a prática de caridade, assiduidade no terreiro e vaidade.

sábado, 15 de outubro de 2011

UMBANDA: AS LINHAS DE UMBANDA


1ª. LINHA: OGUM

Como já vimos, Ogum domina a primeira Linha de Umbanda, que controla todos os fatos de execução e cobrança do carma de cada indivíduo ou grupo, daí serem soldados.

1. Falange de Ogum Beira-Mar
Colaboradores de Iemanjá, Ogum Beira-Mar trabalha sobre a areia molhada, enquanto Ogum Sete-Ondas trabalha sobre as ondas.
Aceitam oferendas com velas nas cores branca, verde, vermelha e azul-clara.

2. Falange de Ogum Rompe-Mato
Ogum Rompe-Mato trabalha para Oxóssi (Ode) e Ossãe, nas matas.
Ogum das Pedreiras trabalha para Xangô, nas pedreiras. Em ambos os casos, é a mesma falange que trabalha para os dois Orixás, com nomes diferentes. Rompe-Mato aceita suas oferendas na entrada da mata, nas cores verde, vermelha e branca, sendo a vela vermelha. Ogum das Pedreiras aceita suas oferendas em torno das pedreiras, nas cores verde e vermelha (misturadas geram o marrom), com velas nas mesmas cores.

3. Falange de Ogum Megê
É colaborador de Iansã; seu nome significa “Sete”. É o guardião dos cemitérios, rondando suas calçadas, lidando diretamente com a Linha das Almas. Toda sua oferenda será em vermelho e branco, próxima ao cruzeiro do cemitério (calunga pequena).

4. Falange de Ogum Naruê

Seu nome significa “Aquele que é o primeiro a gerar valor”.
Trabalhando diretamente na Linha das Almas, desmanchando a magia negra, controla as almas quibandeiras. Aceita suas oferendas com Ogum Megê ou, ainda, dentro ou fora dos cemitérios, nas cores branca e vermelha. Alguns incluem uma pedra-ímã nos itens a oferecer-lhe.

5. Falange de Ogum Matinata
Com poucos médiuns que o incorporam, sua falange protege os campos de Oxalá, os locais abertos, floridos e iluminados. Mas não trabalha directamente para esse Orixá. Aceita suas oferendas nos campos floridos, nas cores vermelha e branca.

6. Falange de Ogum Iara
Seu nome significa “Senhor”, trabalhando para Oxum. Suas oferendas deverão ser entregues na beira de rios, lagos ou cachoeiras, onde vibram, nas cores vermelha e branca ou verde e branca.

7. Falange de Ogum Delê (ou de Lei)
“Aquele que Toca o Solo”; como seu nome significa, é uma falange que vibra na linha pura de Ogum. São eles que trabalham diretamente no carma e sua cobrança, rondando o mundo. Suas cores são vermelha e branca e suas oferendas podem ser em qualquer lugar, ao ar livre.
Oferendas: todas as falanges citadas recebem velas nas cores indicadas, cravos vermelhos (alguns aceitam cravo branco também), cerveja branca, ou, menos comum, vinhos, charutos e fósforos, sobre um pano branco.
Ervas: as mais comuns são espada-de-são-jorge, losna, jurubeba, comigo-ninguém-pode, romã.

2ª. LINHA: XANGÔ

1. Falange de Xangô Caô
Dominam a sabedoria adquirida com o tempo, atuando nas pedreiras abertas. Sua cor é o marrom-escuro. É conhecido também como Xangô Velho.

2. Falange de Xangô Alafim (ou Alafim-Echê)
Seu nome vem do título dado ao rei de Oyó, na África. Defendem a pureza moral, atuando nas pedras solitárias dos caminhos. Suas cores são marrom e branca.

3. Falange de Xangô Alufã
O Xangô “Sacerdote”, determina as diretrizes dos desencarnados, atuando nas pedras dos rios, mares, cachoeiras e todas as águas, daí ser o protetor dos pescadores. Suas velas são o marrom e o branco.

4. Falange de Xangô Agodô
Seu nome significa “Grandeza”, atuando nas pedras mergulhadas nas águas de toda a espécie, inclusive nas “pedras iniciáticas e na pedra batismal”.

5. Falange de Xangô Abomi (ou Abomim)
“Aquele que derrama água de uma vasilha” ou “Aquele que Batiza”, muitas vezes é sincretizado com São João Batista, talvez devido ao seu nome. Trabalha nas montanhas, nas cordilheiras, protegendo nos momentos de angústia, nas horas de aflições e perdas, inclusive no casamento. Sua cor é o marrom e, nos casos de amor, oferece-se junto uma vela para Iemanjá.

6. Falange de Xangô Aganjú
É um Xangô jovem, vibrando nas linhas de Xangô e Oxum, trabalhando nas pedras da cachoeira. Traz harmonia entre as forças de amor e justiça. Suas cores são o branco e o marrom.

7. Falange de Xangô Djacutá
Seu nome significa “pedra”, dominando a força de Xangô no meteorito e nos raios, sendo muito invocado nas injustiças que conduzem a aflições, defendendo as vítimas desses abusos.
Suas cores são o branco e o marrom.
Oferendas: Além das já citadas anteriormente, dedicadas ao Orixá, basicamente consistem de velas, nas cores indicadas, charutos, fósforos, cerveja preta, rosas ou lírios brancos.
Ervas: folhas de eucalipto, manga, goiaba, camaná, alecrim e limão.

3ª. LINHA: OXÓSSI

Toda a parte doutrinária e evangélica, com fins de trazer fé às almas desgarradas no mal, interferindo nos males psíquicos e físicos, pertencem a essa falange. Daí, por trazer as almas ao caminho do bem, Oxóssi é chamado de caçador de almas. Rege também a disciplina e obediência.

1. Falange dos Caboclos Peles-Vermelhas
Excelentes doutrinadores, com grande sabedoria, pertencem a antigas civilizações indígenas (maias, astecas, incas, etc).
Falam estranhos “dialetos” quando “descem”. Nessa falange, entre os itens básicos que citaremos adiante, entram incenso queimado, folhas de alecrim e alfazema frescas.

2. Falange do Caboclo Araribóia
Como Oxóssi é caçador, é ele que coordena, na vida material, o trabalho, com o objetivo de trazer recursos à mesa. Por isso, essa falange se dedica a proteger aos injustiçados no seu direito de sustento e sobrevivência de suas famílias, vibrando nas matas das montanhas. Gostam de flores variadas.

3. Falange da Cabocla Jurema
Formada por entidades meigas, amorosas, traz os recursos da Natureza e os transformam em energias vitais próprias a serem utilizadas em purificação de locais, pessoas e na medicina espiritual, aos serviços de Oxóssi e Ossãe. Gostam de muito mel nas oferendas, fitas coloridas, menos o preto.

4. Falange dos Caboclos Guaranis

São guerreiros. Defendem as matas, junto a Ogum Rompe-Mato. Onde os guaranis estão, impõe a paz, daí serem chamados de “Falange da Paz”. Nunca recebem mel em suas oferendas.

5. Falange dos Caboclos Tamoios
Humildes e pacientes, são eles os conhecidos “domadores de feiticeiros” ou “bumba na calunga”, vencendo a feitiçaria.
Trazem as almas ao bem, daí serem os “caçadores de almas”, na atribuição legítima das falanges de Oxóssi. A ela pertencem Muiraquitã e Grajaúna. Apreciam folhas de arruda em suas oferendas, guiné, rosas de qualquer cor e muito mel.

6. Falange dos Caboclos Tupis
São os conhecidos Tatauys, conhecidos por serem muito ágeis, bons caçadores, muito brincalhões. Apreciam sucos de frutas, mel e rosas de qualquer cor.

7. Falange do Caboclo Urubatã
São os mais velhos, sábios e conhecedores da mata. Há poucos médiuns que os incorporam. Trabalham nas colinas floridas, pois se ligam à vibração de Oxalá. Nas suas oferendas vão muito mel e flores brancas. Sua vela inclui a cor branca, sendo a única falange que recebe outra cor, além do verde.

4ª LINHA: IEMANJÁ

Nessa falange, na Umbanda, trabalham todas as Iabás (Senhoras dos Rios), agrupadas com os nomes de janaínas, caboclas ou sereias. Sua missão é trabalhar diretamente com a força emotiva por meio dos sentimentos de maternidade, misericórdia e amor.

1. Falange da Sereia do Mar
Entidades que assumem formas encantadas, residindo em todo o elemento água. Possuem total domínio sobre as energias desse meio. Aceitam as tradicionais oferendas a Iemanjá, entregues para serem levadas ao fundo dos mares, lagos ou rios.

2. Falange da Cabocla Iara
Dominam a força nascida do encontro das águas doces e salgadas, muito ligadas ao Orixá Ogum. É também o nome das entidades chefes da falange conhecidas como Caboclas do Rio. São alegres e juvenis. Sua vela será azul clara e uma verde, vermelha e branca, para Ogum.

3. Falange da Cabocla Nana
A Cabocla Nana Burucum é chefe da falange das Ondinas. Suas entidades trabalham na beira das fontes e trazem uma vibração capaz de proporcionar paz e compreensão nos lares.
Protegem as actividades ligadas ao ensino, como o magistério. Sua vela será clara e lilás, ao Orixá Nana.

4. Falange da Cabocla Iansã
A Cabocla Iansã representa o Orixá com o mesmo nome, junto à Iemanjá. Trabalha sob os fortes temporais e chuvas, forças essas capazes de proporcionar grande resistência nas dificuldades da vida. Aceitam velas azuis-claras e vermelha e branca ao Orixá Iansã. Podendo ser entregues junto às oferendas de Xangô nos bambuzais ou na beira de cachoeiras, longe da queda d’água.

5. Falange da Cabocla Oxum
As energias do amor puro e da luz que irradia sobre as cachoeiras são a matéria-prima para suas atividades, ligadas à Iemanjá. Através de sua falange, os fluidos benfeitores são trazidos através das “águas espirituais”, ou seja, o prana ou fluido cósmico universal. Sua vela será azul-clara e amarela, dedicada ao Orixá Oxum.

6. Falange da Cabocla Indaiá
Sua falange é das Caboclas do Mar, ligadas a Yori, ou seja, a Falange de Cosme e Damião. Absorvem energias de vários elementos e transmutam na energia alegre e vibrante das crianças. Suas velas serão azuis-claras e rosas.

7. Falange da Cabocla ou Sereia Janaína
Estão sob sua guarda a força do amor conjugal e da procriação.
Ligam-se muito ao Orixá Oxalá. Suas velas serão azuis claras e brancas.
Oferendas: basicamente, todas as falanges de Iemanjá aceitam sobre pano branco e azul-claro, fitas azuis, espelhos, pentes, perfumes de seiva de alfazema ou seiva de rosas, flores brancas ou azuis, rosas, lírios, mel, guaranás ou bebidas doces e delicadas. A Falange da Cabocla Iansã recebe cerveja preta como bebida. Observa-se que as cores das velas e algumas observações
variam da bibliografia, com fins de uniformizar com as cores utilizadas na Umbanda, e não no Candomblé.
Ervas: lágrimas-de-nossa-senhora, camomila, espada-de-iansã, folhas de bambu e qualquer planta aquática.

5ª. LINHA: YORI

Yori quer dizer “Vitalidade saindo da luz”. É formada pelas entidades que, por opção, quiseram manter a forma infantil, algumas já em preparo para uma reencarnação próxima. Onde for necessária uma vibração dirigida à alegria, à fraternidade e à comunhão, lá estará a Linha de Yori que, por essa bela qualidade, domina as energias mais sublimes do plano espiritual.
Uma criança brincando, em um trabalho, não é uma atividade infrutífera, como pensam alguns. É uma entidade que sabe perfeitamente o que está fazendo, com o objetivo de descarrego de tudo o que está em volta.

1. Falange de Tupanzinho (Idolu ou Idossu)
São entidades que vibram na Linha de Oxóssi, protegendo os lenhadores e animais. Gostam, nas oferendas, de apetrechos indígenas bem enfeitados, fitas verdes e vela rosa.

2. Falange de Doum
São entidades que nasceram no período do cativeiro como Doum, eram filhos de mãe indígena e pai africano. Auxiliam os tratamentos médicos, protegendo os profissionais da saúde e os enfermos, proporcionando mais integração entre ambos. Cruzam-se com a Linha de Yorimá (dos Pretos-Velhos) e aceitam suas oferendas em jardins e praças.

3. Falange de Alabá
Cruzam-se com Ogum, Oxumarê e Iemanjá. Da vibração dos três Orixás, recebem condição de trabalhar com os militares, dando coragem e piedade aos que usam farda. Suas oferendas são
próximas a cachoeiras, pois as cores do arco-íris atraem muito essa falange.

4. Falange de Dansu
Espalham-se nos dias de tormenta, com fins de proteger adultos e crianças nesses dias, trabalhando também para Xangô. Gostam de fitas marrons e até seixos rolados em suas bandejas, entregues nas pedras de cachoeiras.

5. Falange de Sansu
Legião de entidades que se apresentam como meninas, distribuidoras de ternura, vinda de Deus. Trabalham cruzadas com Iemanjá. Devem ser entregues a elas: conchinhas e estrelas-do-mar, na beira da praia, junto com os outros itens da oferenda.

6. Falange de Damião
Cruzam-se com Cosme e Doum, cuidando das crianças do espaço, ou seja, das entidades recém-desencarnadas ainda crianças, de grande poder de cura. Vibram, de preferência, nas praias e jardins, seu lugar para a entrega de oferendas.

7. Falange de Cosme
São eles que detêm a responsabilidade da guarda das crianças recém-desencarnadas na Linha de Oxalá. Com o qual cruzam.
Alimentam-nas com fluidos delicados, chamados de “mel”, ou, talvez, os fluidos extraídos desse alimento.
Oferendas: Apesar de diferentes, as falanges de Yori incluem, em suas oferendas, muito mel, doces em geral, balas, pirulitos, brinquedos, fitas na cor rosa e nas cores com os quais cada falange se cruza, velas na cor rosa, guaranás, flores brancas e gostam muito de bicos (chupetas) azuis ou rosas, de acordo com a falange ou entidade reverenciada (se meninas ou meninas, ou ambos).
Ervas: folhas de manjericão, amoreira, alfazema, alecrim, trevo.

6ª. LINHA: YORIMÁ

Seu nome significa a lei na aplicação da vitalidade saindo da luz. É a linha do aprendizado a duros custos, da compreensão das aflições, valorizando as lições da vida. É a prática da caridade teórica, da humildade adquirida sob as mais cruéis provações. São aqueles que ensinam que, mesmo mergulhados no erro, ainda há esperanças. São os Pretos-Velhos.

1. Falange do Povo da Costa (Rei Cambinda)
Cruzam-se com Iemanjá e ensinam que, através da resignação das provas, haverá o resgate das dívidas do passado. Consolam e auxiliam os sofredores, com muito amor. Suas oferendas são entregues nas praias.

2. Falange do Povo de Congo (Rei Congo)
Com Yori conseguem a energia pura e infantil dessa falange que, transformada, vence a dor e traz a alegria. Junto a sua oferenda vai uma vela rosa oferecida às crianças.

3. Falange do Povo de Angola (Pai Joaquim)
Libertam os escravos de hoje, presos aos vícios, maldades e erros, despertando-os para a vida, por meio de esclarecimentos ou ritos. Vibram nas matas e sua vela será roxa, a cor mística por excelência.

4. Falange do Povo da Guiné (Pai Guiné)
Possuem o conhecimento das calungas (grande, o mar; pequena, o cemitério), profundos conhecedores da magia e da sabedoria para a cura de todos os males. Recebem suas oferendas no cruzeiro do cemitério ou na beira do mar.

5. Falange do Povo de Moçambique (Pai Jerônimo)
Trabalham na lei do livre-arbítrio (ou da livre escolha), com fins de inspirar a libertação do indivíduo durante sua vida terrena. Vibram na mata, sobre pedras em especial, ou nos lugares abertos nesse local, próprios ao repouso e à oração.

6. Falange do Povo de Luanda (Pai José)
Combatem demandas, fazem cumprir rigorosamente os rituais e trabalham muito na caridade, sendo exigentes, mas muito bondosos. Recebem suas oferendas no cruzeiro de cemitério.

7. Falange de Bengala (Pai Tomé)
Por terem sofrido muito na Terra, compreendem as misérias humanas, trabalham na busca da paz, da fraternidade e estimulam a caridade. Vibram nas colinas abertas e floridas.
Oferendas: cada Preto-Velho tem sua oferenda e gostos. Mas todos recebem cigarros de palha, café, velas brancas e pretas (alguns, roxas), doces tradicionais tipo pés-de-moleque, rapaduras, sagu, farofa com lingüiça picada e comidas típicas do interior e da época em que viveram.
Ervas: arruda, guiné, benjoim, cipreste, folhas de café, alfavaca e vassourinha branca.

7ª. LINHA: OXALÁ

É a fusão de todas as outras. As legiões de Oxalá são a sétima e última falange de todas as Linhas já vistas anteriormente. É responsável pela integração das demais. Coordenadora, sendo a manifestação cósmica do céu, da terra, da luz e da energia, da paz e do amor. Suas falanges são:

1. Falange de Ogum Delê (Ogum)
2. Falange de Xangô Djacutá (Xangô)
3. Falange do Caboclo Urubatã (Oxóssi)
4. Falange da Cabocla Janaína (Iemanjá)
5. Falange de Cosme (Yori)
6. Falange do Povo de Bengala (Yorimá)
7. Falange dos Caboclos de Oxalá
Lembramos que os Caboclos de Oxalá dificilmente incorporam, sendo os responsáveis pela coordenação das demais falanges e da missão que cada guia-chefe assume perante a Umbanda.
Ervas: são o tapete-de-oxalá (boldo), mariô, folhas de limoeiro, manjericão, erva-cidreira, trevo e café.

(fonte:”Desvendando a Umbanda”, de Miriam de Oxalá)
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