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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

VLT registra FOTO de anel estelar de 5 mil anos-luz de largura em galáxia a 45 milhões de anos-luz

 


NGC 1097 é uma galáxia espiral barrada relativamente brilhante quando vista de frente e se encontra na constelação de Fornax.

Usando o telescópio VLT, operado no Chile pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), astrônomos conseguiram fazer imagens de um anel estelar de cinco mil anos-luz de largura no centro da galáxia espiral barrada NGC 1097. Na imagem abaixo, de acordo com o ESO, a luz brilhante é onde o buraco negro estaria se as estrelas não estivessem obscurecendo a visão.

Nossa foto da semana mais recente revela uma roseta de formação estelar situada na distante galáxia espiral NGC 1097, um exemplo clássico de um anel nuclear em explosão estelar.

NGC 1097 se encontra na constelação de Fornax, a uma distância de 45 milhões de anos-luz. Também conhecida como Apg 77, ESO 416-20, LEDA 10488 e UGCA 41, NGC 1097 é uma galáxia espiral barrada relativamente brilhante quando vista de frente, explicam os pesquisadores.

Os cientistas explicam que, na imagem, "as linhas mais escuras […] mostram poeira, gás e detritos da galáxia […], que estão sendo canalizados para o buraco negro supermassivo em seu centro […]. Este processo aquece a matéria circundante formando um disco de acreção em torno do buraco negro e lançando grandes quantidades de energia na área circundante". Os astrônomos do ESO foram citados pelo portal Sci-News.

A galáxia hospeda um buraco negro aproximadamente 140 milhões de vezes mais massivo que o nosso Sol. O anel distinto ao redor do buraco negro está explodindo com a formação de novas estrelas.

"A poeira próxima é aquecida e a formação de estrelas acelera na área ao redor do buraco negro supermassivo, formando o anel nuclear de explosão estelar mostrado em tons de rosa e roxo na imagem", afirmam os cientistas.

NGC 1097 foi descoberta pelo astrônomo alemão-britânico William Herschel em 9 de outubro de 1790.


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domingo, 22 de novembro de 2020

Hubble captura jogo de luz e sombras de seu disco rodeando um buraco negro (FOTO)

 


O Telescópio Espacial Hubble observou uma coleção de raios brilhantes estreitos e sombras escuras irradiando do centro brilhante de uma galáxia ativa próxima.

Enquanto estudava a galáxia próxima IC 5063, uma equipe de astrônomos notou que uma coleção de raios estreitos, brilhantes e sombras escuras irradiavam de um centro super brilhante da galáxia ativa. O estudo foi liderado por Peter Maksym, do Centro de Astrofísica Harvard & Smithsonian (CFA, na sigla em inglês), em Cambridge, Massachusetts nos EUA.

Esses feixes oferecem pistas sobre a distribuição de material próximo ao buraco negro, causando o jogo de sombras.

A equipe traçou os raios de volta ao centro da galáxia. No entanto, várias teorias possíveis foram desenvolvidas para o espetáculo luminoso. A ideia mais intrigante sugere que há um anel em forma de tubo interno, ou toro, de material empoeirado ao redor do buraco negro, que lança sua sombra no espaço.

Os buracos negros são conhecidos por puxarem estrelas e gás para o disco que gira ao seu redor. Este evento produz imensa energia, bem como um poderoso jato de luz de gás superaquecido em queda.

Os discos giratórios estão tão distantes que é incrivelmente desafiador obter qualquer detalhe sobre eles. Felizmente, por uma mera coincidência em termos de alinhamento, os astrônomos conseguiram ter um vislumbre da estrutura do disco em torno do buraco negro na galáxia IC 5063 próxima, graças ao Hubble.



Telescópio Espacial Hubble capta feixes de luz e sombra da galáxia IC 5063

De acordo com o cenário proposto por Maksym em seu estudo, publicado no The Astrophysical Journal Letters, o disco de poeira ao redor do buraco negro não bloqueia toda a luz. As lacunas do mesmo permitem que a luz se irradie, criando raios brilhantes em forma de cone, semelhantes aos feixes de luz às vezes vistos durante o pôr do sol. No entanto, os raios na galáxia IC 5063 estão acontecendo em uma escala muito maior, atingindo pelo menos 36.000 anos-luz.

Estes feixes de luz e sombras são visíveis porque o buraco negro e seu anel estão inclinados para os lados em relação ao plano da galáxia, permitindo que os feixes se estendam para além do universo.

Maksym disse que "cientificamente, [a galáxia em estudo] está nos mostrando algo que é difícil - geralmente impossível - de ver diretamente. [...] Saber mais sobre a geometria do toro terá implicações para qualquer pessoa que tente entender o comportamento dos buracos negros supermassivos e seus ambientes. Conforme uma galáxia evolui, ela é moldada pelo seu buraco negro central".

"Esta descoberta não teria sido possível sem a visão afiada do Hubble. A galáxia também está relativamente próxima, a apenas 156 milhões de anos-luz da Terra. Imagens mais antigas de telescópios no solo talvez mostrassem dicas desse tipo de estrutura, mas a própria galáxia é uma bagunça que você nunca imaginaria que estaria acontecendo sem o Hubble".


Galáxias hiperluminosas podem produzir luz 10 vezes mais forte do que suas estrelas

 


Uma equipe de astrônomos liderada pelo Instituto para a Pesquisa Espacial dos Países Baixos (SRON) observou galáxias hiperluminosas produzindo dez vezes mais luminosidade infravermelha do que estrelas podem produzir de acordo com os modelos.

Se a teoria estiver correta, tal significa que as estrelas, por si mesmas, não podem explicar o brilho das galáxias infravermelhas mais luminosas. Esta pesquisa foi publicada em uma edição especial da Astronomy & Astrophysics.

Depois do Universo ter surgido resultante do Big Bang, há 13,8 bilhões de anos, galáxias cheias de estrelas começaram a se formar com relativa rapidez, cerca de três bilhões de anos depois. Havia muito gás circulando, então uma pequena porção dessas primeiras galáxias foi capaz de crescer em galáxias massivas e hiperluminosas, com o brilho de dez trilhões de sóis. Como as reservas de gás se esgotaram com o tempo, menos galáxias poderiam crescer a um ritmo rápido.



Telescópios espaciais, Herschel e LOFAR, mostram-nos imagens das galáxias hiper-luminosas
Quando os astrônomos observaram o Universo com o telescópio espacial infravermelho Herschel, logo perceberam que, em boa parte, sua teoria tinha sido provada. No entanto, em termos de números absolutos, parecia haver mais do que uma ordem de magnitude a mais de galáxias infravermelhas hiperluminosas, tanto no início do Universo quanto em épocas mais recentes.

Porém, a resolução espacial do Herschel não conseguiu desvendar todas as galáxias individuais, pelo que os cientistas poderão não estar totalmente certos.

Uma equipe internacional de astrônomos, liderada por Lingyu Wang da SRON e da Universidade de Groningen, agora usa o telescópio LOFAR – com resolução espacial mais alta – para distinguir galáxias individualmente. Os cientistas descobriram que, de fato, existe mais de uma ordem de magnitude de galáxias hiperluminosas do que a teoria prevê. Com uma incerteza de fator dois, afirmam que é necessário procurar outra teoria.



Espectro luminoso de uma das galáxias hiper-luminosas obervadas, captadas pelo telescópio espacial Herschel

A equipe realizará este estudo de acompanhamento usando o observatório Keck, no estado americano do Havaí, que possui um telescópio óptico que fornece espectros. A partir destes, os astrônomos deduzem o desvio para o vermelho, observando quantos comprimentos de onda as marcas características mudaram. No final, isso lhes dará dados mais precisos sobre as galáxias em estudo.

As mais vistas da semana

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

'Completamente inesperado': diamantes achados no Canadá jogam luz sobre formação da Terra (FOTO)

 


A descoberta de diamantes em pequenas amostras de rocha sugere a possibilidade de novos depósitos em área semelhante à mina de ouro mais rica do mundo, na África do Sul.

A descoberta de diamantes em uma mina de ouro no extremo norte do Canadá preenche lacunas sobre as condições térmicas da crosta terrestre há três bilhões de anos, afirma uma pesquisa da Universidade de Alberta, Canadá.

Embora os diamantes encontrados sejam muito pequenos, menos de um milímetro de diâmetro, as implicações geológicas são imensas, garante Graham Pearson, pesquisador da universidade que lidera esse estudo, que será apresentado na conferência American Geophysical Union em dezembro.

Pearson afirma que devem ter existido tubos de quimberlito (rocha ígnea) para transportar os diamantes para a superfície da Terra há bilhões de anos. Os tubos de kimberlito são passagens que permitem que o magma faça erupção de diamantes, outras rochas e minerais do manto, através da crosta e na superfície da Terra.

A descoberta também vai ajudar a entender em que condições essas rochas peculiares de kimberlito podem se formar.

A equipe encontrou ainda um mineral que não é diamante em uma das amostras e uma nova teoria argumentando que os diamantes deveriam ser derivados de uma raiz litosférica pequena, profunda, mas fria, que é a parte mais espessa da placa continental começou a ser esboçada.


Diamonds found with gold in Canada’s Far North offer clues to Earth’s early history—and hint at the possibility of new deposits in an area similar to the richest gold mine on Earth: folio.ca/diamonds-found #UAlberta #geology #geophysics #diamonds
A sample of pebbly rock that researchers took from an outcrop in Nunavut. The rock was found to contain both gold and diamonds—a rare combination similar to that found in the world's richest gold deposit in South Africa. (Photo: Supplied)

​Diamantes encontrados com ouro no extremo norte do Canadá oferecem pistas sobre o início da história da Terra, e sugerem a possibilidade de novos depósitos em uma área semelhante à mina de ouro mais rica da Terra

"Isso é algo completamente inesperado do que pensávamos que eram as condições há três bilhões de anos na Terra", explica Pearson em comunicado.

O pesquisador afirma que diamantes estáveis ​​existem apenas em partes frias do manto, então isso sugere que deve ter havido raízes frias muito profundas, talvez com 200 quilômetros de espessura, abaixo de partes do continente no início da história da Terra.

"Isso nos diz que há uma fonte mais antiga, uma fonte primária de diamantes que deve ter sido corroída para formar esse depósito de diamante e ouro", disse Pearson.

Novas minas de diamantes

"Os diamantes que encontramos até agora são pequenos e não [têm valor] econômico, mas ocorrem em sedimentos antigos que são um análogo exato do maior depósito de ouro do mundo, Witwatersrand Goldfields, na África do Sul, que já produziu mais de 40% do ouro minado na Terra", comenta o pesquisador.

"Fomos até lá em um hidroavião, arrancamos um pedaço de rocha com uma marreta e encontramos três diamantes […]. Essa é realmente uma das partes mais surpreendentes desta descoberta", comemora Pearson.

"Diamantes e ouro são companheiros muito estranhos. Quase nunca aparecem na mesma rocha, então esta nova descoberta pode ajudar a adoçar a atratividade da descoberta de ouro original se pudermos encontrar mais diamantes", acrescenta.

Encontrar novos depósitos de diamantes é fundamental para que o Canadá continue a hospedar uma indústria de mineração de diamantes que rende ao país US$ 2,5 bilhões (R$ 13,97 bilhões) por ano.

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