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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Cometas tiveram grande impacto no início da vida na Terra, revela estudo

 


As descobertas da nova pesquisa acrescentam peças importantes ao quebra-cabeça de como a vida começou no planeta Terra.

O Big Bang pode ter iniciado o Universo, mas é provável que a queda de cometas tenha desempenhado um papel essencial na vida na Terra, afirmam pesquisadores do Albion College, Michigan, EUA. Os resultados da investigação foram publicados recentemente na revista científica Astrobiology.

"Experimentos que simulam impactos mostraram repetidamente que as biomoléculas encontradas em cometas, asteroides e meteoritos não são completamente destruídas", afirma Nicolle Zellner, principal autora do estudo.

A pesquisa expôs amostras de dispersão interespaço do glicolaldeído (GLA, na sigla em inglês), um açúcar importante na química que leva à ribose, a pressões de impacto entre 4,5 e 25 gigapascais (forças muito maiores do que as pressões mais profundas da água do oceano, ou as de um piano caindo de centenas de quilômetros acima da Terra). Os cientistas descobriram que o GLA consegue manter sua integridade sob pressões tão intensas.



© AP PHOTO / ESA
Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, cujas fotos originais foram tiradas pela câmera OSIRIS em 1º de junho de 2016
"O fato de que o GLA pode permanecer intacto sob pressões desse tipo fornece outra peça do quebra-cabeça em nossa compreensão de como as biomoléculas sobreviveram à liberação de impacto em uma Terra primitiva", explica Zellner.

Os pesquisadores observaram também que várias novas moléculas foram vistas após o impacto, e algumas delas podem ter implicações biológicas importantes.

Zellner sublinha que o estudo agora apresentado é anterior a observações recentes de astrônomos que encontraram GLA em vários cometas. Essas descobertas recentes acabaram por reforçar a afirmação da equipe liderada por Zellner de que o GLA provavelmente se dispersou por todo o Sistema Solar, inclusive na Terra, por meio de impactos de cometas.

"Todos presumiram que o GLA era uma molécula inicial para a ribose ou aminoácidos, mas pouca consideração foi dada quanto à sua fonte [...] Estamos mostrando qual poderia ser a fonte dessa molécula", conclui a pesquisadora.

 

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terça-feira, 22 de outubro de 2019

Poeira lunar pode ser grande desafio para futuras missões espaciais, diz especialista



A poeira lunar pode ser um grande perigo aos exploradores espaciais, isso porque ela além de ser abrasiva, também está em todos os lugares.

John Cain, especialista britânico sobre riscos da exploração lunar e consultor de saúde de astronautas, afirma que "é essencial conhecer a natureza da poeira lunar, compreender os seus efeitos no organismo, [bem como] desenvolver as vias de exposição identificadas e os meios para reduzir a exposição".
Com o interesse cada vez maior de grandes nações em uma exploração lunar, a poeira seria um dos maiores inibidores para que uma operação lunar seja realizada, segundo o portal Space.com.
Buzz Aldrin, da Apollo 11, afirmou que "quanto mais tempo você passa na Lua, mais fica coberto com poeira lunar do capacete às botas", confirmando a hipótese do especialista. Além disso, Aldrin afirmou que a poeira cheirava "como carvão queimado ou algo similar às cinzas em uma lareira".

© FOTO/ RGANTD
Uma das primeiras fotos do lado oculto da Lua tiradas pela estação Soviética Luna-3
O astronauta Harrison Hagan "Jack" Schmitt, da Apollo 17, registrou o primeiro caso do que foi chamado de febre do feno extraterrestre, quando foi afetado pela poeira lunar, fazendo com que suas placas de cartilagem em suas paredes nasais inchassem significativamente.
O regolito lunar (rocha altamente fragmentada sobre a superfície da Lua) pode conter dióxido de silício, óxido de ferro e óxido de cálcio, sendo que o óxido de silício é altamente tóxico e, por isso, na Terra, é responsável por causar graves doenças pulmonares.
Os estudos estão sendo elaborados justamente para entender os riscos de os astronautas contraírem doenças pulmonares, bem como descobrir como controlar a exposição humana à poeira lunar.
"Será necessário desenvolver estabelecimentos de treinamento, educação e pesquisa, e o desenvolvimento de vacinas para combater o potencial surgimento de micróbios patogênicos nos assentamentos devido a mutações", completa Cain, ressaltando que os futuros assentamentos lunares deverão exigir legislações de saúde e segurança, para garantir o estado de saúde dos astronautas.

domingo, 8 de setembro de 2019

Cientistas comentam possível detecção de buraco negro tão grande que 'não deveria existir'


Cientistas estão discutindo o sinal de um buraco negro inesperadamente enorme, captado recentemente pelos detectores de ondas gravitacionais LIGO e Virgo.

Vários cientistas põem em causa as ideias fundamentais sobre o processo como se formam os buracos negros.
Os físicos especializados em buracos negros estão discutindo as informações obtidas graças aos detectores de ondas gravitacionais LIGO, dos EUA, e Virgo, da Europa, que captaram recentemente o sinal de um buraco negro inesperadamente enorme, com uma massa que até agora se tinha pensado que era fisicamente impossível, informa a revista científica Quanta.
Desde abril, vinte e dois flashes de ondas gravitacionais foram detectados por Ligo e Virgo, e um dos sinais era proveniente de um buraco negro de um peso inesperado, supostamente correspondente a 100 sóis.
"A predição é que não há buracos negros, nem sequer alguns" que tenham esta massa, escreveu Stan Woosley, astrofísico da Universidade de Califórnia em Santa Cruz, nos EUA. "Mas, naturalmente, sabemos que a natureza frequentemente encontra um caminho", explica o cientista.
Chris Belczynski, um astrofísico da Universidade de Varsóvia, na Polônia, estava tão seguro de que nunca se encontraria um espécime tão grande que em 2017 fez uma aposta com seus colegas sobre o assunto.

CC BY 4.0 / ESA/HUBBLE, M. KORNMESSER / BURACO NEGRO SUPERMASSIVO NO CORAÇÃO DA UMA GALÁXIA ESPIRAL NGC 3147
Buraco negro supermassivo no coração da uma galáxia espiral NGC 3147.
"Creio que estamos a ponto de perder a aposta", disse Belczynski depois do descobrimento. "[…] E é pelo bem da ciência!" adicionou ele.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Astrofísica: Sonda Juno tira FOTOS espetaculares da Grande Mancha Vermelha de Júpiter



A sonda interplanetária Juno enviou para a Terra fotos inéditas da Grande Mancha Vermelha de Júpiter, tiradas a partir de novo ângulo. As imagens ajudarão os cientistas a entender por que a mancha está diminuindo, anunciou a NASA.

Historiadores acreditam que a Grande Mancha Vermelha foi descoberta pelo astrônomo italiano Giovanni Cassini, cujos desenhos feitos em 1665 ilustravam a mancha.
Mais tarde, estudiosos revelaram que a Grande Mancha é na verdade um enorme anticiclone, cujos ventos se movem a 430 km/h. Além disso, a temperatura entre pontos diferentes no seu interior varia em centenas de graus.

CC BY 3.0 / NASA/JPL-CALTECH/SWRI/MSSS/KEVIN M. GILL
Grande Mancha Vermelha de Júpiter em foco
Os astrônomos acreditam que a Grande Mancha funciona como uma bolsa de compressa, bombeando o calor do interior de Júpiter para a atmosfera. Desta forma, as temperaturas aumentam a significância predita por teoria. Tais dados foram recentemente comprovados pela Juno.
As dimensões da Grande Mancha são medidas não em quilômetros, mas em diâmetro terrestre. A Grande Mancha é aproximadamente 1,3 vez maior do que o nosso planeta.
Embora seja grande, no passado seu tamanho era maior, tendo sido três vezes maior do que a Terra. Ninguém ainda pode explicar por que ela diminuiu.

CC BY 3.0 / NASA/JPL-CALTECH/SWRI/MSSS/KEVIN M. GILL
Grande Mancha Vermelha de Júpiter

Missão no espaço

A sonda Juno estuda Júpiter desde 2015, e pode ajudar cientistas a entender a redução do tamanho da Grande Mancha assim como a estrutura do interior do planeta e de outros furacões.
A cada dois meses, o aparelho se aproxima do planeta voando a uma pequena distância das camadas superiores da atmosfera, colhendo informações sobre o campo magnéticoe fazendo fotos de furacões, nuvens e acúmulos de gases.
No final de julho, a sonda fez sua 21ª aproximação, voando a quase 43.000 km do topo das nuvens na direção do polo sul ao polo norte.
As informções sobre o trabalho da Juno e as fotos foram publicadas pela NASA.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Copa do Mundo 2018: A Bélgica e Inglaterra estão favorecidas no mundial da Rússia?



Os astros e os orixás, não mostram favorecimento a Argentina, Espanha, França, Brasil ou Alemanha, mas, uma grande energia positiva para Bélgica e Inglaterra. E até a Rússia, terá uma proteção que poderia levá-la mais longe que no último mundial. Continue lendo aqui...

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