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quinta-feira, 4 de agosto de 2022

A Grande Maga da Encruza



A SENHORA DA ENCRUZA.
Na Umbanda, a entidade espiritual que se manifesta incorporada em suas médiuns está fundamentada num arquétipo desenvolvido à partir da entidade Bombogira, originária do culto Angola. Mas ela não se manifesta apenas em mulheres como também nos homens. Nos cultos tradicionais oriundos da Nigéria não havia a entidade Pombagira ou um Orixá que a fundamentasse. Ela era apenas a parte feminina da personalidade de Exu. Mas, quando da vinda dos nigerianos para o Brasil (isto por volta de 1800 ou um pouco antes), estes aqui se encontram com outros povos e culturas religiosas e assimilam a poderosa Bombogira angolana que, muito rapidamente, conquistou o respeito dos adoradores dos Orixás. Porque sabemos da dualidade contida na natureza e ela está presente também em Exu.
 


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Exu Ashikuelú e seus segredos


É uma divindade das entranhas da terra. É sobre a criação do mundo e inundações. Está diretamente relacionada ao Egún ancestral com Orixá Oko e Korinkoto. Deve ser recebido cerimônia Orun. Exu mora com Òfún Modubele de Exu Akere Capa e Mewe de Irete Yero. Chamado de Oro, também é o chefe Egun de assistência à pessoa. Ele vive fora de casa. Sua representação é uma aworán de madeira, com um corpo e duas cabeças, duas cabeças de Exu é Ashikuelú. Exu carrega uma bengala pendurada mão Ashikuelú é sua companheira. Isto é chamado Ashiakuabú. Este é feito de cana-de-Iroko madeira. Ashikuelú às vezes é interpretado como um rei dos gnomos ou duendes. Exu é aquele que ajuda colheitas e da fertilidade. Você está convidado a dar frutos e desenvolver tudo, inclusive para problemas de fertilidade em homens ou mulheres.

Ele é oferecido grãos e frutas da terra e os pombos. Regras sobre os tesouros enterrados e minerais, especialmente ouro e pedras preciosas. Ele gosta de estar sempre em movimento, fazendo alguma coisa e de trabalho. Um Exu Ashikuelú é chamado de trabalhador infantil e patrono de todos os que trabalham a terra. Ele vive em uma pedra de culturas ou em um saco de serapilheira pendurado nos galhos de uma árvore. Entre seus segredos leva terra. Quando preparado, enterrado 21 dias em um campo de produção e quando você sair, você está pronto para o trabalho.


O Isalaye Odun de Exu é Ojuani Ashikuelú Meyi.

PATAKIN 

O Caminho da Mãe Terra. Inle Oguere foi Obiní linda que tinha muitos filhos, mas o que mais se destacou foi uma bela jovem chamada Afokoyerí e esta filha não aceitar solicitações de qualquer um. Descobriu-se que havia para ser ferido com aquela que era chamada feia e horrível Ashikuelú que viveu na escuridão das profundezas da terra e viu apenas os minerais fosforescência e luz que saiu da escuridão eterna e só espreitava de vez em quando a este mundo pela boca de uma caverna, e isso aconteceu quando os filhos tinham uma Eure ofrendaban você e aqueles que foram as músicas que escureceram o céu. 

Ashikuelú usou seu charme para conseguir equipamentos de possuir amo aquela garota. Afokoyerí foi um dia a caminhar no campo e viu um Eleguedé muito bonito, que era a sua comida favorita desde que sua mãe e ela só comia as sementes e foi buscá-lo e viu guia ele a levou para a entrada de uma caverna e quando ele emergiu das profundezas veio Ashikuelú , escurecendo o céu e, sem dar tempo para nada, pegou sua mão e levou-o para as profundezas da terra. 

Inle Oguere , depois de conhecer essa, desesperado, começou a procurar entre os magos da uma terra que foi capaz de resolver o seu problema e ouviu de Orunmila e foi até ele e este viu este Ifá e disse-lhe que sua filha nasceu para viver entre escuridão porque os humanos não entendem a grandeza da sua vida, ela tinha que fazer ebo e alimentar Ashikuelú em crack, chamá-lo e quando ele saiu para fazer uma aliança com ele. 

Assim como Inle Oguere como Ashikuelú saiu, disse ele, após pagamento moforibale Iyá :. "Você tem o direito de viver seis meses sua filha com você e comigo seis meses Está a crosta terrestre de tudo, onde tudo floresce são leves, Eu sou a sombra de as entranhas da terra, onde as coisas germinam. " Olofin, eu estava ouvindo tudo o que disse, "Você Oguere Inle, você vai Iyá Inle , a mãe terra, que sempre dá seus frutos os homens que sustentam a vida , todos os homens têm sempre a dar-lhe comida e deseja vê-lo, você deve primeiro reconhecer que você e sua Omo , em campos arados e nos Furnias naturais que você vê em cada fruta, cada mineral, em todas as as entranhas da terra e da crosta terrestre, você sempre será a mãe amorosa, que irá alimentar os seus filhos e no final vai ser a casa que vai abrigar o corpo de cada um, você vai comer e vai trabalhar com Ashikuelú e Afokoyerí , que são o seu filhos bem amados. além Yewá , Osain, Asojuano , Oduduwa , Orun e até mesmo a mim mesmo, irá manter a memória de cada um daqueles que estavam em terra, onde a cada vez que você dá comida para alguns Egún, deve ser através de você, para que você Iyá Inle , que deve ser nomeado por cada um de seus filhos. Para Iban Exu . 

Isso é como Inle Oguere tem seu título de Mãe Terra, abandonando os prazeres da terra, para viver acompanhando o seu Omo Ashikuelú e Afokoyerí na escuridão da terra. Este prêmio foi concedido Olofin para seu sacrifício e renúncia.


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Exú, orixás, protetores e cura de muitos males pelo Guardião dos Caminhos


No ritual cujo objetivo maior é o de evitar a morte prematura, as doenças de todos os matizes, louva-se o Orixá Omulu – Obaluaiyê – Shapanan, fazendo a conexão Exu – Obaluaiyê, por intermédio do enredo toque-dança, cujo tema é a neutralização dos aspectos maléficos (doenças, pestes) buscando a louvação e a conexão com os bons aspectos de Omulu-Obaluaiyê, que estende-se a todos os benefícios de seus pós de encantamento e cura, fazendo nesse instante a ligação com Exu. Os pós dispensados dos atós de Omulu (cabaças com pós mágicos) se assimilam com os apôs (sacos) de pós mágicos e de encantos de Exu (Realização do Axé). Celebrando nossos ancestrais por intermédio de Exu pudemos reafirmar e reatualizar ou mesmo mudar o caminho (do qual ele é Senhor), do destino, neutralizando a morte prematura, a doença, a miséria em todos os níveis, as desigualdades e preconceitos vários.Realmente Exu é o vencedor da era das trevas, poderoso Guardião do Destino, de um destino alvissareiro e de felicidades a todos nós.

E a entidade sobrenatural Exu, sua valência de ancestralidade primeva, comunicação, transmissão e ação transportadora do Axé, essa força-mágica sagrada que impulsiona nossas vidas para o desenvolvimento como ser humano espiritualizado, consolidando nossa identidade no respeito incondicional à vida, à igualdade entre todos nós! Também todos os Exus em seus vários aspectos, que culminou com a ida a rua, como forma de liberdade, de cidadania religiosa quebrando com os preconceitos e firmando nossos anseios de igualdade e liberdade não somente religiosa, mas social, cultural, política e econômica.

Os Odu-Ifá – vaticínios do oráculo, as respostas signos do destino, afirmou-se nos Odu Oturopon (12º) e Oyeku Meji que o Babalawo estava desacoroçoado, pois não tinha mulher (esposa), dinheiro e muito menos filho. Reclamou, reivindicou a Orunmilá, e esse não lhe respondia. Quando respondeu disse-lhe que seria melhor pedir a Exu. E assim remetido a Exu, o Babalawo ouviu de Exu: - Orunmilá não vê com simpatia ou importância seus pedidos. O que posso lhe aconselhar é que você deve pedir a Ori, pois ele lhe estenderá e lhe satisfará as carências. Aviso-lhe que se ele não fizer ninguém o fará. É sobre esse fundamento é muito importante, pois tem haver com a relação Ori-Orunmilá / Ifá.

E sabemos que a força da Umbanda é Africana, pois cultua os Orixás (Divindades Africanas) e também Indígena, pois cultua o Caboclo-Ancestral brasileiro, dito também o Orixá do Brasil. A “Umbanda Branca”, legítima Escola Umbandista, na forma está vinculada, pelo menos na aparência, ao Espiritismo e Catolicismo (sincretismo). Na essência, na sua doutrina interna é Africana (Orixás) e Indígena (Pajelança) ao mesmo tempo. O “Castiço” (catiço) – o Caboclo – é tido em muitas Religiões Afro-Brasileiras como o Orixá do Brasil.

Após o “retorno” do Caboclo aos “espaços sagrados” (“Aruanda”) deixando suas “ordens de direitos”, seu comando Espiritual às demais entidades que virão cumprir o ciclo iniciado, prepara-se a invocação de Exu – Senhor das Encruzilhadas, dos Caminhos, Porteiro Sagrado entre várias dimensões. Nada terá sentido ou existência se não tiver Exu. Ele é, representa e conduz o Axé, princípio e poder de realizar e fazer crescer, desenvolver todas as coisas, sendo pois, justo, principalmente na Umbanda Traçada, Omolokô e outras mais, ser o primeiro a ser invocado, antes do próprio Orixá, o mesmo acontecendo com as oferendas. Exu é o primeiro a “comer”, pelos motivos aludidos. Com a invocação e chegada dos Caboclos em “terra”, que são entidades espirituais de muito poder espiritual e curativo, tem início o ritual, onde dispensam suas bênçãos a todos os presentes ou ausentes mas que estão sob os influxos de sua poderosa corrente.

“Doenças Espirituais” Mediunidade desajustada, “encostos”, “quebrantos”, “mal olhados”, perseguição de Eguns, de Arajés, Magia Negra – atuação no campo espiritual bloqueando a espiritualidade e o desempenho na vida social e emotiva-sexual; problemas mentais vários; problemas acompanhados de depressão , ansiedades, manias, distimias e principalmente, o medo, entre outros tantos. Com Exu no reino, atendendo e encaminhando as pessoas, Ele mesmo, como o primeiro a vir, pode invocar os Orixás (segundo a ordem do Xirê) que trarão suas bênçãos e sua proteção. Após suas bênçãos e transmissão de axé desincorporam de seus “cavalos de santo” na camarinha, completando seus ciclos de vibrações que veiculam axé, iwa e abá.

Lembremos que Oduduwá cria a Terra – Aiyê - (continente-matéria) e Oxalá cria todas as criaturas do Orun, cujos duplos serão manifestados na Terra (Orun – planos sobrenaturais e Aiyê – planos naturais). As águas e o ar movendo-se, uma parte deles transformam-se em lama, que Olorun insuflou no montículo de lama (rochedo vermelho – laterita) seu hálito, dando-lhe a vida (a existência individualizada – Exu) . Reiteraramos que ambos Oxalá - Oduduwá são os genitores espirituais do Universo e da Criação, concessão dada a Eles por Olodumare, representando respectivamente o Poder Masculino (Oxalá) e o Poder feminino (Oduduwá).

Os Orixás da Criação e da Sabedoria, o par Orixalá – Oduá ou Oduduwá, representam a Existência genérica – o Princípio indutor da Criação. Exu por sua vez, o terceiro elemento – a terceira cabaça – IGBA KETÁ é o elemento procriado, a existência diferenciada, individualizada. No futuro, em outros momentos, desdobraremos os sentidos metafísicos, ontológicos de Iwá – Existência, Axé – realização e Abá – sentido, direção, enfim a mesma Triunidade Cósmica – o Tríplice Caminho – patrimônio de todas as tradições, que traduzimos, “decodificamos” para as Tradições das Religiões Afro-brasileiras.

Exu é o indutor da autodeterminação, da quebra de interdições sociais, que limitam a liberdade, por isso dá aos homens acesso aos meios mágicos – religiosos de melhorar sua sorte. Os mitos de Orunmilá Ifá afirmam que Exu persuadiu a Lua e o Sol a trocarem seus domínios, mudando assim a ordem das coisas, contrário pois, como se percebe, à manutenção do status quo. Nessa análise estabelece a distinção entre dois princípios: o apolíneo e o dionisíaco – a partir respectivamente de Apolo (deus da razão, da clareza, da ordem) e Dionísio (deus da aventura, da música, da desordem).

Infelizmente essas discussões complementares da realidade foram segregadas na época de Sócrates, que ao optar pelo culto à razão, minou a seiva, a semente criadora da filosofia na dimensão dionisíaca (Cotrin, 1988). Talvez Nietzsche esteja certo e tenha a resposta às dúvidas que suscitamos. Sim, na sua obra crítica à tradição da filosofia ocidental a partir de Sócrates, ele a acusa de ter negado a intuição criadora da filosofia anterior, a pré-socrática.

Exu em seus aspectos cósmicos, sociais e individuais, pode-se entender porque de Exu ser demonizado e, infelizmente, ser mal interpretado por dentro de alguns setores, se bem que isolados das religiões do Orixá. Nos Orixirixi (contos imemoriais dos Itanifás) de Exu encontraremos o tributo de Exu – Igba Ketá, isto é a terceira cabaça, o terceiro criado, pois os primeiros foram Oxalá e Odudwá. O mesmo fundamento, ou seja, as várias qualidades de Exu, demonstra a ligação direta do mesmo com Orunmilá Ifá, com o destino individual (Bará), igualmente com o conceito de Exu ser Enu Gbarijó (Boca Coletiva), manifestando a vontade de todos os Orixás.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Exú é força que permanece no infinito


Exú foi criado da mesma matéria divina da qual os seres humanos foram criados. Como Orixá, diz-se que ele veio ao mundo com um porrete chamado Ogò, que  teria a propriedade de transporta-lo, ele representa também toda a fertilidade que é consagrada a ele. Mensageiro dos homens aos orixás. Elemento dinâmico, caminha entre o céu ( orun ) e a terra ( aiyê ), sempre levando mensagens dos filhos aos orixás. É um Orixá indispensável dentro do culto, sem ele não existe Orixá, pois é ele que serve de mensageiro entre os Deuses e os seres humanos. Exú é o guardião das casas, dos templos das cidades e das pessoas. Toda vez, que for fazer algo a algum Orixá deve ser feito primeiro oferendas à Exú. Ele pode ser considerado o mais humano dos Orixás,  nem mau, nem bom. 

Exú é único, e como único tem o poder de transformar tudo a sua volta. Exú está a frente da evolução do mundo, participando de tudo ao seu redor. Todo ser humano possui seu Exú individual, como tem seu Orixá. Exú é responsável pela comunicação, pela evolução, pois está associado  a atividade sexual, que assegura  a continuidade da espécie humana. Como é ligado a evolução, também é ligado ao destino das pessoas, e com isso pode circular livremente entre todos os elementos da terra. Ele também representa o feminino e o masculino. 

A presença de Exú é necessária, pois somente ele transporta as oferendas e somente ele pode fazer aceita-las ou não. Se não agraciado no início de qualquer ritual, pode haver um desequilibro, o que faria que ele fechasse os caminhos e liberasse forças negativas para castigar quem não o tratou direito, pois ele pode punir ou proteger. Mas bem tratado, ele somente semeia o bem, fertilidade, saúde, harmonia. Seu local consagrado para adoração é a encruzilhada (orita), aonde todos os caminhos se cruzam, para poder observar e a partir daí, controlar todos os caminhos. A rosa dos ventos o representa pois ela representa todas as direções do mundo. Exú, pôr ser o senhor dos caminhos, pela responsabilidade que ele tem, é o primeiro a ser cultuado em qualquer ritual. Somente ele tem o poder de abrir ou fechar os caminhos, conforme for tratado. Tanto pode trazer coisas boas, como má, pelo fato de estar sempre no caminho. Diz-se que Exú nasceu com uma lamina sobre a cabeça. Isso por sinal, é dito em uma de suas saudações;"Sonsó óbè kó lórì erù" ( A lâmina é afiada, ele não tem cabeça para carregar fardo)Exú é considerado a terceira cabaça da existência, muito embora ele seja considerado como o primeiro Orixá a pisar na Terra, Oxalá é a primeira cabaça da existência e Oduduá é a segunda cabaça.

É comum oferecer a Èsù, entre outros, bodes (Òbúko), azeite-de-dendê (Epò Púpà), galos (Àkùko), caracóis (Ìgbín), acaçá e Obí. Sobre sua imagem (Ère) colocam-se azeite-de-dendê (Epò Púpà) e sangue de animal ( Èjè), simbolizando seu banho por essas substâncias. Èsù é inimigo de alguns Òrìsà. A fim de incitá-lo à maldade contra alguém, coloca-se sobre sua imagem (Ère) um óleo denominado adí e um bilhete contendo o nome da pessoa contra quem se pratica o feitiço. Pessoas pedem também fecundidade a esse Òrìsà. Conseguindo-a, dão a seus filhos nomes que incluem o de Èsù, tais como Èsùtosin (É bom cultuar Èsù), Èsùbìyí (Nascido de Èsù) etc. Èsù possui também outros nomes, como Elégbára, Elégbáa, Leégbá.
As cidades onde se cultua Èsù são: Ondo, Ilesa, Ijebu, Abeokuta e Ekiti. Há cem anos atrás costumava-se sacrificar seres humanos em homenagem a Èsù, pratica hoje abandonada. 
 
Èsù é um Òrìsà de grande importancia entres os Yorùbá. Por ser muito corajoso e esperto, é considerado maior do que os outros Òrìsà, e nunca é esquecido por seus cultuadores que, a fim de aplacar sua ira, fazem-lhe as oferendas de alimentos sempre em primeiro lugar. Pode ser maldoso a qualquer momento, sendo por isso chamado de Buruku (qualificação maligna).
Os Yorùbá acreditam que ele sempre carrega um objeto chamado Agongo Ogo, com o qual realiza suas maldades. A imagem de Èsù é feita de um conjunto de pedras (Yangi). Fazem-lhe sacrifícios para mantê-lo em frente de casa, mas sua imagem jamais é mantida no interior do lar, sob pena de amaldiçoar a família. 
 
ÈSÙ guardião do Céu OSETURA Aquele que não conhece sua mãe Aquele que não conhece seu pai Mas que recebeu todo  cuidado de ADI O dinâmico É você que estamos chamando Venha nos atender hoje Assim que o filho atende sua mãe As intrigas deste mundo estão demais A guerra está na frente, a guerra está atrás de nós O  mundo é uma guerra diária A guerra de sobrevivência Que fez os pais desconhecerem seus filhos Que fez os amigos virarem   inimigos Que fez pessoas tomarem o lugar dos outros Que fez com que colocassem olho grande em nossas coisas Nós estamos pedindo a sua proteção ÈSÙ, o ouvidor Venha ouvir nossas palavras e reivindicações Proteja-nos ao sairmos de casa Proteja-nos ao voltarmos para casa Que a guerra deste mundo não consiga nos vencer ÈSÙ o dono dos caminhos O caminho que ÈSÙ abre ninguém é capaz de fechar Venha abrir nossos caminhos Aquele a quem ÈSÙ abrir os caminhos será o vencedor na guerra da vida Faça de nós vencedores Que o inimigo não consiga nos vencer Aquele que tem seus caminhos abertos Terá saúde, o pai de todas as riquezas ÈSÙ o  imprevisto venha a nos proteger hoje com todas as forças ÀSÉ.
 
OS DEZESSEIS TÍTULOS DE ÈSÚ
Èsú Yangí - O Senhor da Pedra Vermelha “Laterita”
Èsú Agba - O Grande Senhor dos Ancestrais
Èsú Igba Keta - O Senhor da Terceira Cabaça
Èsú Okoto - O Senhor do Caracol
Èsú Oba Baba Èsú - O Rei e Pai de todos os Èsú
Èsú Odara - O Senhor Dos Bons Pedidos, e da Felicidade
Èsú Ojisé - O Mensageiro dos Orisa
Èsú Eleru - O Senhor das Obrigações e Rituais
Èsú Enu Gbarijo - O Senhor da Boca Coletiva
Èsú Elegbara - O Senhor do Poder Mágico
Èsú Bara - O Senhor do Corpo
Èsú L’Onan - O Senhor dos Caminhos
Èsú Ol’Obé - O Senhor da Faca
Èsú El’Ebo - O Senhor dos Ebos e Oferendas
Èsú Alaafia - O Senhor da Satisfação Pessoal
Èsú Oduso - O Vigia dos Odus
 

 

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Exú e orixás no credo yorubá

E no Credo Iorubá, Imole Eshu é o símbolo, não da subtração, mas sim da restituição que os humanos devem fazer, através de Oferendas, daquelas coisas que eram necessárias à sobrevivência do Mundo e que Olorun deu aos Imole Osetuwa e Eshu para salvá-la e não para destruí-la.

E é na execução das Oferendas com esta intenção, que só Eshu Elebo / Senhor das Ofendas é capaz de tornar aceitável a Olorun, que está a "chave" que permite ao fiel alcançar o seu objetivo. E se conseguir alcançar o seu objetivo, naturalmente obterá também a satisfação (Alafia) dos seus anseios maiores ; assim, deve agradecer também a Eshu Alafia / Senhor da Satisfação Pessoal.

É sobretudo sob as múltiplas variantes de Bara, Enu Gbarijo, Elebo e Alafia que o Orixá Orunmila se utiliza do Imole Eshu para poder atuar como o Arauto dos Orixás sobre os destinos humanos no Jogo Divinatório de Ifá, quer através do Opon e do Opele, quer através dos Búzios.

Por isso mesmo, os Odu / Fundamentos de Tradição sempre aconselham a Pa Esu, ou seja, a apaziguar ao Imole Eshu e não a tentar suborná-lo para ter um “malfeitor” às ordens.
Por isso mesmo, Imole Eshu é o Princípio Restaurador do Equilíbrio no Credo Iorubá.

Daí as suas representações pouco conhecidas, à fora sua representação fálica, ora “fumando cachimbo”, simbolizando a absorção e a ingestão, ora “tocando flauta”, simbolizando a doação e a restituição.

E assim, os Orisirisi Esu contam corno ele distribui generosamente crescimento e honras, “vomitando-os" após ter ingerido todo tipo de alimentos e bebidas rituais das Oferendas e como há um determinado elemento, o Aasaa / Fumo de rolo picado que infalivelmente provoca essa inusitada transformação, multiplicação e restituição”.

Tudo isso ele assim faz em troca de somente três coisas : a coragem do fiel em tentar cumprir seu próprio destino; respeito do fiel aos Fundamentos de Tradição dos Orixás e a oferta de seu Ebo / Oferenda específico que lhe é destinada no seu ritual próprio, o Ipade, cujo literal significado é justamente “ato de reunião de apaziguamento” e não para pedidos de destruições e vinganças aleatórias, como pensam aqueles que, na verdade, não conhecem a essência do Senhor lmole Eshu, porque se esqueceram ou não conhecem as suas raízes espirituais ancestrais, ou, pior ainda, as renegam !

Exú, Olorun e a criação III

Imole Eshu tinha uma outra função capital que despertou o interesse dos catequistas das novas religiões, que nela viram a oportunidade otimizada para a destruição de sua importância entre os Iorubás : a sua função de Executor Divino.
Como Imole Eshu é o Mensageiro Divino e o Senhor do Carrego Ritual prescrito por Orunmila-Ifá, ele é também o L'Onan / Senhor dos Caminhos, tanto dos benéficos (Ona Rere), quanto dos maléficos (Ona Buruku), que ele abre ou fecha aos mortais conforme verifique se os sacrifícios prescritos aos fiéis foram ou não cumpridos, ajudando aqueles que os cumprem e punindo os que, devidamente avisados, não o fazem.

Por isso, ele é também o Ol'obe / Senhor da Faca, significando ser o Executor dos Sacrifícios, mas também, no sentido ritualístico, "Aquele que tem o poder de vida e morte". à Obe / Faca, Imole Eshu junta ainda a sua Opa / Bolsa, na qual carrega os seus objetos ritualísticos mágicos, entre eles os "fragmentos de cabaças", símbolo do Ser destruído mas, por sua vez, destruidor, talvez um dos seus emblemas mais temidos e somente manipulados por seus El'esu, ou seja, pelos Sacerdotes do Imole Eshu.

Por tudo isso, Imole Eshu está sempre "do lado de fora", nos “caminhos”, onde tem seu lugar predileto, a Orita Meta / Encruzilhada de Três Caminhos, onde ele aceita, carrega, transporta e premia, mas, também, de onde vigia, adverte, recusa e pune.

Foi então que os primeiros catequistas de outras religiões passaram a pregar que todas as desgraças acontecidas aos fiéis dos Orixás Iorubás, merecidas ou não, derivavam da ação nefasta e indiscriminada de Imole Eshu, o qual apenas faria o Mal pelo Mal.

Por sua vez, os Iorubás escravizados viram nesta interpretação equivocada de Executor por Malfeitor, uma nova arma para se defenderem e passaram a ameaçar abertamente os seus inimigos com as artes punitivas do Imole "Esu", que assim começou a transformar-se em "êxú" e a sincretizar-se, nas mentes mais fracas, com a figura do “diabo” medieval católico.

Daí a ele começar a ser representado e apresentado como um Ser tenebroso e mau foi apenas a mesma “descida de ladeira” por onde escorregaram os sincrético cultos afro-brasileiros, notadamente a Umbanda Popular, até estarem lançadas as bases do “sincretismo dentro do sincretismo" e aparecer a Kimbanda que, na verdade, nada mais é que o ponto mais alto da “curva do desespero” a que foram lançados os povos escravizados no Brasil.

Exú, Olorun e a Criação II

E Osetuwa dirigiu-se a Eshu Odara e pediu-lhe a ajuda para levar as Oferendas dos Imole a Olorun. E Eshu Odara respondeu a Osetuwa:
Como ?
Jamais pensei que você viesse me avisar antes de partir !
Por este seu gesto, hoje o Orun / Além lhe abrirá as portas.
E, então, Osetuwa e Eshu Odara puseram-se a caminho e partiram em direção aos portões do Orun. Quando lá chegaram, as portas já se encontravam abertas.

Osetuwa, então, pôde entregar as Oferendas dos Imole a Olorun e Este, aceitando-as por virem através de Imole Eshu, deu a Osetuwa .."todas as coisas necessárias à sobrevivência do Mundo". Osetuwa voltou ao Aiye / Mundo Material e tudo frutificou novamente!
Tão gratos lhe ficaram os Imole que o cobriram de presentes e o celebraram como o único dentre eles que conseguira levar as Oferendas ao Orun. Mas Osetuwa, com humildade, levou todos os presentes que recebera e deu-os todos a Eshu Odara.

Quando os deu a Eshu, o mesmo disse :
-“ Como ??? Há tanto tempo eu entrego os sacrifícios e nunca houve ninguém para retribuir-me a gentileza !
-“ Você, Osetuwa, todos os sacrifícios que eles fizerem sobre a Terra se não os entregarem primeiro a você para que você os possa trazer a mim farei com que as Oferendas não sejam aceitas!
E foi assim que Osetuwa tornou-se em um poderoso Akin Oso / Manipulador do Poder, duplamente por seu nascimento e pela confirmação de Imole Eshu Odara, por ter mostrado a todos os Imole que Eshu era realmente o Osije / Mensageiro Divino e que também tinha o poder de aceitar ou recusar os sacrifícios rituais porque era o verdadeiro Eleru/Senhor da Obrigação Ritual.

A partir de então, os seiscentos Imole decidiram dar ao Imole Eshu um “pedaço de suas próprias bocas” para que ele pudesse falar por todos, quando fosse perante Olorun, pois era patente que ele era o outro Imole, além de Orunmila, que podia apresentar-se perante Ele. Imole Eshu, muito sabiamente, “uniu todos esses pedaços em sua própria boca” e assim tornou-se o Enu Gbarijo / Boca Coletiva de todos os Imole.

Desde então, corno retribuição de Eshu aos outros Imole, cada um desses possui ao seu lado o seu Eshu Okoto / Caracol, o Mais Um, a quem ambos delegam os seus poderes. Desta forma, por delegação espontânea de todos os Imole, Eshu tornou-se também o Elegbara / Senhor do Poder Mágico. E como toda a Criação é também regida pelos Imole, todo o Ser vivente no Aiye / Mundo, assim como possui o seu Olori, ou seja, o seu Orixá ou sua Ebora, que são o Senhor ou a Senhora de sua Ori / Cabeça, também tem que ter o seu Eshu Bara / Eshu do Corpo, pois Bara vem de Oba = Senhor + Ara = Corpo.

Isto explica muitas coisas que são atribuídas nos cultos afro-brasileiros a Eshu, pois que ele é responsável pela natural atividade sexual, que é um atributo do corpo, pois sem ela não há procriação, que é multiplicação e abundância, quer seja vegetal, animal ou humana.

E, para isso, Imole Eshu, sendo o Elegbara e o Bara, recebeu de Olorun os instrumentos-símbolos desta sua ação dinamizadora e frutificadora :
- o Ado Iran, a Cabaça arredondada de longo pescoço, o recipiente de poder mágico que contém inesgotável Axé / Força Mágica, bastando ser apontada a um objetivo para emanar e propagar esse poder mágico ;
- o Gorro ou Penteado tradicional em coque de ponta alongada e caída, terminada na forma da glande peniana humana.

Daí ser o Pênis humano, em ereção, uma de suas mais populares e ancestrais representações, feitas em pedra, como as da localidade africana de Tondediru, ou, mais simplesmente, modeladas em barro à beira dos caminhos. E este foi, como já dissemos no início, um dos aspectos de Imole Eshu que mais escandalizou os missionários de outras religiões, que então dispararam contra ele todas as suas “armas”

Mas, nunca atentaram para o fato de que em nenhum dos milhares de Versos de Contos de lfá, Imole Eshu jamais - repitamos - jamais assume a função de procriador e mais : suas diversas formas multiplicativas têm por origem a divisão do seu próprio Ser em “milhares” de partes pela espada de Orunmila.

Exú, Olorun e a criação

Olorun admirou esta forma e soprou sobre o montículo, insuflando-lhe Seu Hálito e lhe deu vida. Esta forma, a primeira dotada de existência individual, um rochedo de Laterita, era Eshu Yangi."

Assim, fica claro que Imole Eshu foi criado diretamente por Olorun, mas não da própria e primordial matéria divina, da qual Ele já havia feito Obatala e Oduduwa, o Casal Divino, mas sim daquela matéria que iria formar toda existência genérica subseqüente, ou seja, a Eerupe / Lama, da qual seria criada também toda a Humanidade que um dia Ebora Iku / a Morte devolverá a essa mesma Lama.

Então, Eshu Yangi é o primeiro Ser criado da Existência Genérica e o símbolo por excelência do Elemento Criado. Por isso ele é chamado também de Eshu Agba / Eshu Ancestral. Assim, os seus assentamentos ou sacrários mais antigos e tradicionais eram um simples pedaço de Laterita vermelha enfiado no solo, na Orita Meta / Encruzilhada de Três Caminhos. Algumas vezes, a Laterita vermelha estaria cercada por 7, 14 ou 21 hastes de ferro, mas deste metal bem enferrujado que é o "esqueleto" do metal novo.

Como os mitos da Criação, segundo os Iorubás, demonstram que Imole Eshu foi criado logo após Obatala e Oduduwa por Olorun, ele é, portanto, o Igba Keta / a Terceira Cabaça ou o Terceiro Criado, sendo símbolo da Existência Diferenciada e, em conseqüência, o elemento dinâmico que leva à propulsão, à mobilização, à transformação e ao crescimento. Nesta variante múltipla, ele é o princípio dinâmico que participa forçosamente de tudo o que virá a existir.
E assim foi-se processando a Criação, segundo o Credo Iorubá.

Os Orisirisi Esu continuam contando como Imole Eshu logo descontrolou-se e começou a devorar toda a existência, sendo obrigado por Orunmila, após uma longa perseguição, a vomitar tudo de volta ; entretanto, melhor, em maior quantidade e mais perfeito do que quando o ingerira.

E, tendo sido picado em milhares de pedaços pela espada de Orunmila, transformou-se no Mais Um ou o Um multiplicado pelo Infinito, no Eshu Okoto / Caracol, cuja estrutura óssea espiralada parte de um ponto único, abrindo-se para o Infinito e no qual os Iorubanos conceituavam o crescimento e a multiplicação.

Desta forma, Eshu Yangi também multiplicou-se “infinitamente" e, tendo se tornado no símbolo da restituição e da recomposição, tornou-se ele próprio no Oba Baba Eshu / Rei e o Pai de todos os outros Imole Eshu que dele foram "cortados” e que para sempre acompanhariam os Imole e todos os mortais.
Os Ese Itan Ifa / Versos dos Contos de Ifá, contam-nos a razão da denominação das outras variantes múltiplas de Imole Eshu.

Numa explanação livre dos versos desses Contos, no que se refere ao Imole Osetuwa, podemos ler que quando os Imole vieram à Terra para coadjuvar Obatala e Oduduwa a reger a Criação, Olorun ensinou-lhes tudo quanto precisavam saber para que a vida na Terra fosse Odara / Feliz.

Mas, apesar de os Imole fazerem tudo quanto lhes tinha sido prescrito por Olorun, sobrevieram na Terra todos os tipos de desgraças sobretudo uma terrível e prolongada seca.
Os Imole reuniram-se e chegaram à conclusão de que os fatos desastrosos estavam além da sua compreensão e que deveriam mandar alguém, sábio e instruído, à presença de Olorun para que Este lhes mandasse a solução dos problemas que afligiam a Terra, agora sob o risco de total desaparecimento.

Orunmila, o Orixá da Divinação Sagrada, partiu nessa missão e data daí o fato de que Orunmila passou a ser um dos dois Imole que podem apresentar-se perante Olorun e suportar-Lhe o esplendor. Ao lhe ser permitido facear Olorun, Orunmila ouviu Dele que a razão para todas as desgraças que assolavam a Terra estava no fato de que eles, os Imole não haviam convidado para morar no Ode Aiye, ou seja, a moradia dos Imole na Terra, ao Ser que se constituía no décimo sétimo dentre eles.Quando assim o fizessem, tudo voltaria a frutificar!

E foi assim que Orunmila tornou-se o Arauto de Olorun para a ligação dos dois mundos o Orun / Além e o Aiye / Terra. Retornando ao Ode Aiye, junto com os outros quinze Imole, Orunmila começou a procurar pelo "décimo sétimo" o qual deveria ser convidado a morar com eles.

Depois de muitas tentativas infrutíferas decidiram que uma poderosa Aje / Senhora do Feitiço - a Ebora Osum - deveria conceber um filho de Oso / Senhor do Poder Mágico, filho esse que receberia, ainda no ventre materno, o Ashe / Força Mágica de todos os Imole por imposição conjunta de suas mãos, para que se transformasse assim no Mensageiro por excelência das Oferendas dos Imole e se acabassem as desgraças que assolavam a Terra.

Assim foi gerado um filho do "Feitiço com o Poder Mágico" o qual recebeu o nome de Osetuwa e este novo Orixá Gerado passou a tentar cumprir o seu dever de mensageiro, mas sem obter absolutamente nenhum sucesso!
Até que um dia, em aflição, lembrou-se de procurar o quase desconhecido Imole Eshu Odara / Eshu da Felicidade, para pedir-lhe conselhos e ajuda.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Saiba mais sobre Exú Caveira no conceito de Umbanda Astrológica



Exu Caveira, dizem alguns, é um desdobramento do próprio Sr. Omolu que assume a forma de Exu Caveira para trabalhar mais ativamente nas Giras de Quimbanda. É, digamos assim, o braço direito deste Orixá. Também existe quem fale que os Senhores João Caveira, Tata Caveira, Exu Caveira e Exu Caveirinha são a mesma entidade desdobrando-se ou mesmo apresentando-se cada vez com um destes 4 nomes, coisa que acho difícil pois o trabalho nas Giras de Quimbanda tem mostrado por diversas vezes os 4 incorporados em um mesmo trabalho, com personalidades parecidas porém características próprias, individuais de cada um, tenho certeza que os 4 existem de fato como entidades distintas; porém talvez tenham mesmo se originado num desdobramento ocorrido num passado distante, anterior a própria criação, não tenho dúvidas de que Seu Caveirinha e Seu João Caveira pertencem a mesma falange, teoria esta que desmente as decodificações anteriores baseadas nas falanges de divindades pagãs e descrições do Grimorium Verum isso apesar de em muitas vezes o sincretismo indicar e descrever também, de fato, características próprias destes espíritos. Continue lendo no portal de Umbanda Astrológica

domingo, 1 de janeiro de 2012

Previsões 2012 - Os orixás e os signos no ano de Iemanjá


O ano tem a influência lunar com atuante na vibração do ano. As linhas de àgua terão papel importante na manutenção do planeta no ano de 2012, sendo que Iemanjá será a regente do ano. Apesar de não mencionarem diretamente o Diabo nos cultos afrobrasileiros, nas configurações do ano, detectamos uma energia fria, força destrutiva que podemos definir como ações das hostes dessa entidade no plano material destruindo e interferindo na vida de muitas pessoas. 

Apesar de grande parte das pessoas não acreditarem na existência dessa entidade, muitos até zombarem, ela existe e é personificação de todos os males. E estará agindo no seio familiar, no abuso de drogas, nos crimes ediondos e passionais, nas falcatruas da política e nas doenças geradas por baixas energias ou magias negras. Por isso se apegar as hostes celestiais, pedir proteção e se fechar pelos caminhos da fé é importantissimo. Essa força atua negatividamente em especial sobre os materialistas, viciados, egoistas, corruptos, ladrões e criminosos. E ainda os orixás IKu  pela força do elemento terra, age provocando muitas mortes por acidentes e crimes passionais. 

Quem vem como protetor do ano, representando diretamente o poder dos ancestres de fensores da Terra e da Natureza, servindo como braço direto de Iemanjá é o Portentoso Oxumaré. Um outro orixá que influência o ano é Iansã com apoio do grande Exu Maré. Sendo que Iemanjá regerá o plano geral, Oxumaré o Plano Ancestral, Iansã o Plano mental e Oxum o plano material. Já Oxossi vai ser responsavel exclusivamente pelo Plano Sentimental do no ano.

De qualquer forma as configurações nos faz perceber que poderá ser sim um ano prospero de muitos avanços, mas, doloroso e labirioso ao mesmo tempo. Será sim um ano de crescimento para os fortes, pois, quem desiste fácil não terá exitos, por que o ano exigirá muito trabalho. Trabalho pra manter uma sociedade, o casamento, a profissão ou até mesmo os estudos.  Muitas separações, apesar de ser também um ano de novos casamentos, muitas mortes inesperadas, apesar de ser também um ano de muitos nacimentos, num numero bem maior que 2011 e poderá ser um ano muito bom pra agricultura, pesca, assuntos maritimos, riquezas da terra e especialmente as  profundas, como gás e petróleo.

Os arianos terão a energia das falanges de agua como sereias, marinheiros e orixás de àgua. É uma linha fria que remete a ilusões, deixando as pessoas mais sensiveis, predispostas as visões e contato com o sobrenatural. Assim poderá haver na vida dos arianos muitos momentos de treisteza durante o ano, muitas vezes sem motivos, puramente coisas da alma. Por isso a fé será seu maior tripé pra se manter de pé. Pra quem tá vivendo uma fase de falta de amor e de bons companheiros, cuidado com a melancolia e a depressão pois, podem chegar contudo nesse ano. Procurem se divertir, ser amado e somar energias positivas. Pode haver na vida de alguns arianos, tortura, raptos e perda de liberdade. Nervosismo, desequilibrio do sistema nervoso, podendo sentir lapsos de loucura, como também risco de calúnias e ainda alcolismo ou vicios de drogas. Mas, essas péssimas previsões são em especial pra quem  tá vivendo já há algum tempo numa vida desordenada, de solidão e tristezas ou que abandonou de vez a busca espiritual por filosofias vãns. Para boa parte dos arianos há promessas de encontrar uma pessoa importante, um novo amor e para os mais evoluidos espiritualmente, poderá ter visões e intuições importantes, como também inspiração para um grande projeto. Para espantar essa frieza na entrada do Sol em Aries em 20 de março tome um banho de canela, cravo, cidreira, casca de limão e mel, tudo junto, depois reze muito pedindo proteção de Ogum e Iemanjá.

Os taurinos terão a regencia de Elegbara,  está relacionado com tudo que diz respeito ao trabalho. Progresso, produtividade abundante. Favorece aos que trabalham com publicidade, campanhas políticas ou comerciais e poderá ser um ano de propostas tentadoras, como também muito vitalidade. Esse Elegbara tem a força do Ar e do lado negativo, alerta sobre riscos por espreitas, ou seja os inimigos dos taurinos estarão ainda mais invejosos, traiçoeiros e vingativos. Por isso eles tem que saber bem onde mete a cara, quem desafiam e se podem realmente desafiar. Cautela será importantissimo. Os taurinos devem também evitar a vaidade e o orgulho, pois isso atiça ainda mais a raiva dos inimigos.  Por outro lado, alguns taurinos corajosos, equilibrados e que sabem usar a ousadia na medida certa, se darão muito bem, expandirão e crescerão em muitos entidos. Pra ter sorte no ano, tome um banho de flor de frutas no dia da entrada do Sol em Touro em 21 de abril. As frutas podem ser as de sua preferência e pode acrescentar mel.

Os geminianos terão a  regencia de Exú com o poder da agua. Essa regência traz vitalidade, autocura, sensualidade e conquistas, especialmente sexuais. Mas, alerta para riscos em atitudes suspeitas, negocios escusos e traições, cuidado com amores proibidos e adultérios. O certo é usar todo esse magnetismo com prudência acima de tudo respeitando os preceitos morais. Pode ser um ano de muito sexo, mas, é bom procurar manter uma relação seria com  uma unica pessoa especial. Um banho de Alfazema trará maior equilibrio.

Os cancerianos terão a regência de Oxum com a força de ar. Essa regência influenciará esses nativos a buscarem mais conhecimentos ocultos, magia e pesquisas. Influência o psiquismo e traz planejamento. Amplifica os dotes mediúnicos e hipersensibilidade. Favorece aos que trabalha com medicina temas sociais e area cientifica. Alerta a evitar a arrogância, agressividade e diz que tranquilidade será a palavra de ordem pra manter o casamento. Do lado negativo do ar sobre este orixá que é naturalmente de agua, anuncia alguma grande perda no ano, um abandono de um filho, um aborto ou alguma mãe que será abandonada por algum filho. Também teremos muitos nativos desse signo que poderão passar por uma dura separação ou ser vitima de algum ataque espiritual. Pra se proteger busque a ajuda de Oxum e seu Exú. No dia da entrada do Sol em Gêmeos tome o banho desse orixá ou um banho de Flor de Camomila.

Os leoninos terão a regência da Pombagira com a força do fogo. É um bom prenuncio, especialmente no que se refere a família, grupos amigos e estimula a lutar por que a gente gosta. Anuncia um ano de muitas festas, carisma, muito sexo e celebrações. Pra quem tá solteiro pode ser um ano de um bom casamento, pra que tá casado poderá ser um ano de renovação e de busca por um outro amor. Pra quem tá sozinho poderá ser um ano de conseguir um filho. Pode ser um ano de premios e presentes. Apenas pra quem tá vivendo um ciclo carmico ou se jogou nos caminhos errados poderá ser um ano de duras punições, mas, mesmo assim com essa grande força restabelecedora, poderá ser um ano de aproveitar ajudas pra superar tudo e recomeçar denovo. Na entrada do Sol em Leão tome um banho de pombagira ou de rosas vermelhas.

Os virginianos terão a regencia de Iku. Assim é um ano de transmutação, fim de coisas que não lhe servem mais, como casamentos turbulentos, conflitos e diz que é hora de se afastar de tudo que não presta. Inclusive de transformações internas, tente perceber se não está agindo errado, se tiver, especialmente magoando pessoas queridas com sua língua afiada ou ações, tente mudar. O nativo desse signo terá o poder do fogo pra conseguir mudar tudo que não tá lhe fazendo bem. Ano de impulso pra mudar e empreender. Força, liderança e com essas transformações o carisma aumentará também. Na entrada do Sol em Virgem tome um banho de rosas de diversas cores.

Os librianos terão a regencia de Obá. Trazendo um grande espirito de luta e sacrificio. Paixão e amor sem premeditação. Esse orixá favorece em especial a mulher, amante e companheira fiel. Mas, nesse ano, ela revela que uma mulher entrará na vida desses nativos. Para as mulheres de Libra, significa uma amante para o marido cou companheiro, para os  homens, significa  uma amante que eles irão conhecer. Favorece no entanto as donas de casa e os profissionais que trabalham arduamente para o bem da família. Para as pessoas que não se preparam espiritualmente, poderão passar por perdas no casamento, traições, aumento do ciúme e ataques por magia negra, por isso se cuidem e estejam atentos. Tentem cumprir as tarefas do carma e buscar ajuda dessa orixá. No dia da entrada do sol em virgem tomem banho de Eucalipto.

Os escorpianos terão a regência de Ogum com o elemento agua. É um ano de inspiração, mudanças e novas idéias. Vitória sobre os inimigos sexo e de qualidade e novos amores. Do lado negativo deve evitar a brutalidade, especialmente com aqueles que ama e evitar esbanjar. No dia da Entrada do Sol em Escorpião tomar o banho de Alfavaca.

Os sagitarianos terão a regência de Xangô de Terra. É sinomimo de justiça, por isso favorece aos nativos que tiverem lutas judiciais, aos juizes, aos advogados e a quem trabalha com viagens e grandes massas. A quem busca conhecimento e aos estudantes de direito. Diz pra poupar, agir com firmeza e não desisir dos ideiais. Do lado negativo, trará punição para aqueles que agem com deslealdade, com corrupção e que prevaricam. Prenuncia estabilidade nos relacionamentos, aumento da fortuna e prospero ano. Mas, alerta ao risco de engordar. Na entrada do Sol em Sagitario tomar banho de manjericão.

Os capricornianos terão a regencia de Iemanjá. Terá também a energia elemental dos seres encantados conhecidos como fadas e silfos. Isso revela novas inspirações, um bom prenuncio para o amor e muita intuição. Aumento da mediunidade de sonhos proféticos. Favorece em especial as mulheres desse signo, ajuda a montar  um lar, uma familia e prenuncia tanto casamento, quanto maternidada. E pra quem tá só há muito tempo é um ano favorável ao amor. No dia da entrada do Sol em Capricornio é indicado banho de Eva-doce.

Os aquárianos terão a regência do elemento fogo e não de um orixá especifico mas, de guias mais proximos do homem, terá que contar mais com suas escolhas, com seu poder mental e deve assim evitar o materialismo e buscar se alhinhar mais com seus protetores ancestrais. Mas, aumenta a fé, a esperança e traz expectativas que verão favorecidas suas idéias. Bom ano para criação, inspiração e criatividade. Mentalismo e bom  psiquismo. Os periodos dos signos de Fogo, Aries, Leão e Sagitário serão as fases mais favoráveis para os aquarianos nesse ano. Na entrada do Sol em Aquario deve tomar banho de Melissa ou Erva-Cidreira.

Os piscianos terão a regência de Oxalá com elemento terra. Tende a ser um ano de paz, tranquilidade e justiça, mas, requer generosidade, lealdade e amor para com as pessoas. É um ano meio lento, mas, com muita firmeza terá um ano positivo. Tudo tem que ser feito com calma, espiritualidade e verdade. Os periodos mais positivos serão nos periodos dos signos de Terra, Touro, Virgem e Capricornio. Na entrada do Sol em Peixes tomar banho de lavanda.

*observação: os banhos citados para a data da entrada do Sol nos signos, poderão ser usados todos os meses no dia do aniversario de cada nativo. Exemplo, quem nasceu no dia 18 de novembro poderá tomar o banho no dia 18 de cada mes, se o seu signo estiver muito longe. Ai só confirma quando o Sol chegar ao seu signo. Só não precisa se seu signo for do inicio do ano. 

Desejo a todos muita paz, amor, saúde e realizações. Axé a todos.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarólogo, Pesquisador e Mago de Umbanda Astrológica.



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