Total de visualizações de página

domingo, 28 de novembro de 2021

Tarô e o portal do Sol no arcano 21




Representação abstrata – O Sol é o símbolo da totalidade psíquica e da comunhão entre o consciente e o inconsciente. A capacidade do homem de realizar suas empresas com êxito, através de sua inteligência e esforço próprio. Felicidade, alegria, luz; justa recompensa, aprovação, aclamação, vitória, desembaraço, revelação, glória; espiritualidade, iluminação, clareza de juízo; honras, celebridade; verbo que ilumina, visão ampla; desvelo altruísta, nobreza, generosidade, grandeza moral; talentos estéticos, saúde, beleza física. Sentido negativo: frivolidade, pose, esnobismo, vaidade, suscetibilidade, necessidade de ser admirado, gosto pelo brilho fácil, idealismo incompatível com o sentido da realidade brutal, fantasias de triunfos que substituem as autênticas vitórias. 
 A iconografia deste arcano não apresenta muita originalidade, já que a imagem do Sol, figura central, é a mesma que se encontra em qualquer figuração do astro. Alberto Cousté adverte que, como no caso do arcano A Lua, é necessário prevenir-se contra uma excessiva assimilação do vasto simbolismo solar, a fim de não se conferir desmedida importância a esta carta em relação ao conjunto das outras 21. Aqui, no tarô, O Sol pode ser compreendido em oposição ao simbolismo do arcano 18 (A Lua), relacionando-se, portanto, à alternância dos contrários: dia/noite, luz/trevas, luz potente/luz fraca, luz quente/luz fria, masculino/feminino, espírito/matéria, etc. Pode ser associado ao aspecto Filho das divindades trinitárias, onde aparece freqüentemente como atributo dos heróis. Nesse sentido, está relacionado às purificações e às provas cuja finalidade é tornar transparentes e claras as opacas e obscuras certezas dos sentidos, para que as verdades superiores sejam compreendidas. 

 Descrição da simbologia – A lâmina 19 simboliza o momento de máxima atividade do espírito, que, na sua dupla irradiação (calórica e luminosa), estabelece o contato com a energia universal. O disco solar está rodeado de raios alternadamente curvos e ondulados – uma alusão aos efeitos de luz e calor do astro. É uma emanação fecunda e fina, e não errante como A Lua, revelando, por isso, a realidade das coisas no seu aspecto imutável. O Sol ilumina dois meninos que vestem apenas uma tanga azul e uma espécie de colarinho do mesmo tom que a pele – imagem da inocência e da felicidade que a simplicidade da vida confere. 

Um dos meninos coloca sua mão esquerda na altura do plexo solar de seu companheiro. Este par pode ser também uma alusão do signo zodiacal de Gêmeos, que, por sua vez, é relacionado ao verão, estação onde reina o Sol. Wirth vê neles os filhos da luz e uma alegoria às bodas do sentimento e da razão, ou, ainda, a tarefa de regeneração que o universo começou a realizar depois da queda. Wirth os chama “aqueles que reconquistarão o Paraíso”. Interpretações divinatórias – Carta muito forte, uma das melhores do tarô, em contato direto com a luz. Sinônimo de aliança, triunfo e regresso ao próprio caminho. Carta de crescimento espiritual, cujos efeitos dependem do progresso moral do consultante. Atenua os efeitos maléficos das cartas más. No plano mental: consciência, superioridade ativa e poder criador. No plano anímico: verbo, missão, vocação e fusão com as forças universais. 

No plano físico: triunfos, sorte, êxito material; assinala a conquista de uma afeição; junto com O Sumo-Sacerdote: legalização de uma ligação. Depois do tenebroso Arcano 18, o Arcano 19 é um contraste total. Sua imagem é inundada por raios do Sol levante. O Arcano 17 falava da Esperança , mas o próprio Arcano encontrava-se entre o da destruição catastrófica (16) e o das Trevas (18). O Arcano 19 corresponde a experiencia humana de encontrar a verdade e de estabelece-la firme e claramente dentro de si. Na Alquimia o Sol corresponde ao Ouro filosófico ou Reino Mineral. É a iluminação interior, o influxo do Alto, que transforma totalmente a vida, assim como o Sol ilumina e faz desaparecer as Trevas.


Nos caminhos da busca! No portal da ingenuidade - Arcano 22




Interpretações divinatórias – Carta de instabilidade, com efeitos decepcionantes. O homem, vergado sob o peso de obrigações e prazeres, cujas possibilidades não passam de ilusões. No plano mental: julgamento egoísta e sem calor. No plano anímico: sentimentos sem duração e risco de graves erros. No plano físico: caos, separação, abandono voluntário. No domínio dos sentimentos, deslealdade e adultério. Representação abstrata – Representa o microcosmo como resumo de tudo o que existe. A não-identificação com a personalidade terrena. 




Passividade, abandono absoluto, renúncia a toda resistência; irresponsabilidade, inocência, repouso, instintividade; capacidade mediúnica; abstenção, o não-fazer. Promessas que não se cumprem; inaptidão para se dirigir, perda do livre-arbítrio, joguete de forças estranhas, instrumento dos outros, incapacidade para resistir às influências sofridas; recebimento de favores com má intenção, perigo de se isolar da sociedade, incapacidade para reconhecer os erros; sentimentos sem duração, abandono voluntário dos bens materiais; extravagâncias, incoerência, desorientação total em muitas coisas; escravidão aos desejos, inconsciência, insegurança; despreocupação em relação à palavra dada; indiscrição que pode levar à ruína. 

 Descrição da simbologia – Ponto último ou inicial do tarô, O Louco se distingue pela ausência de cifra, para significar que está à margem de qualquer ordem ou sistema. A alegoria mostra um homem de costas, mas com o rosto bem visível, caminhando com um bastão na mão e segurando no ombro um pau em cuja extremidade há uma sacola – símbolo de potencialidades. Seu traje de cores desencontradas indica as influências múltiplas e incoerentes a que se submeteu. Sua perna esquerda (inconsciente) é mordida por um cão, fato que poderia significar um resíduo de lucidez. 

A situação a que se expôs não significa ausência de espiritualidade nem impossibilidade de salvação – seu estranho gorro e o cinto são amarelos. O arcano é irracional, correspondendo ao instinto ativo e capaz de sublimação, mas também à cega impulsividade e à inconsciência. Simboliza a utilização do anormal e do inconsciente para inverter uma ordem maligna reinante. O Louco, segundo Frazer, possui o caráter das “vítimas de substituição” nos rituais de sacrifícios humanos. 

A imagem de um homem solitário que atravessa os campos, sendo agredido por um animal, é, segundo Alberto Cousté, uma das contribuições mais originais do tarô. Provavelmente é uma alusão aos Clerici vagante – estudantes medievais inquietos e migratórios, sempre em busca de novos mestres ou novas tabernas. Seu traje lembra o de um bufão, figura que fazia a caricatura da corte, de reis e senhores. Personagem singular, O Louco não se preocupa com os perigos do caminho porque se sabe invulnerável e imortal e, por isso mesmo, está exposto a todo o tipo de faltas.

26/11/11

Pelos caminhos do Tarô e o portal do julgamento - no arcano 20




Interpretações divinatórias – O julgamento humano está subordinado ao divino de maneira poderosa, direta e luminosa. Carta de rapidez e muita força, acentua os efeitos das cartas vizinhas. Geralmente benéfica, indica que o que foi feito no passado próximo pelo consultante será julgado, examinado, pesado e o beneficiará com novas possibilidades, se ele se mostrar merecedor. No plano mental: gênio inventivo e revelação de uma missão. No plano anímico: passagem de um plano para outro, segredo que irromperá brutalmente. 




No plano físico: carta fulminante que precipita os efeitos das que lhe são próximas, falando de imediato, com rapidez e instantaneidade; trabalho de biblioteca, compilação, classificação; decisão legal favorável; no domínio sentimental, permite ver com justeza. Representação abstrata – Renascimento do “eu” na sua passagem para um plano mais elevado. Recuperação da consciência perdida, cura e libertação dos laços materiais, renovação da vida, iluminação de um caminho espiritual, sopro redentor; entusiasmo, exaltação; profetismo, medicina milagrosa, apostolado; atualização do passado, regeneração; surpresas, brilho; retorno à saúde física, moral e intelectual, elevação espiritual, volta às tradições esquecidas, nova permissão de vida; discernimento da verdade, novas relações, fim e começo, gozo. 

 Sentido negativo: vacilação espiritual, ofuscamento da inteligência, alvoroço e agitação inúteis; embriaguez, superexcitação natural ou artificial, fanatismo cego, erros sobre si mesmo; provas resultantes de juízos errôneos, inversão nas emoções; inimigos ciumentos, culpa, perdas, saúde escassa. Descrição da simbologia – O arcano 20 simboliza a revelação dos desígnios ocultos das forças divinas do homem. A imagem apresenta, na parte superior, um anjo tocando uma trombeta e, na parte inferior, três personagens, um dos quais de costas, em atitude de prece. 

O personagem central, de costas, levanta-se de uma espécie de túmulo verde (regeneração, ressurreição). Os três personagens simbolizam a trindade humana: homem, mulher, criança. Segundo vários autores, esta carta apresenta a conhecida cena da ressurreição dos mortos e do Juízo Final, quando o anjo do Apocalipse ressonará sua trombeta. O anjo apresenta-se diante do signo solar, reforçando essa idéia: com a luz e o som da trombeta o anseio de ressurreição do homem será “despertado”. Nas representações medievais do Juízo Final, os mortos surgem dos seus túmulos completamente nus, embora não fosse costume da época enterrar os cadáveres dessa maneira. Segundo tradição popular, os mortos surgem dos túmulos como esqueletos que, ao contato da luz, se revestem da carne e da pele perdidas. Simbolicamente, a morte equivale à morte da alma, no sentido de esquecimento da finalidade transcendente do homem. A ressurreição simboliza a cura, a renovação. 

O Arcano 19 fala da descida da luz espiritual como resposta do Alto ao trabalho interior do ser humano. O Arcano 20 fala da mesma força, mas que se manifesta como trombeta angélica, voz que penetra nas profundezas para atrair ao Alto. A Alma purificada deixou os planos inferiores em busca da sua pátria espiritual. Essa pátria pode ser uma Egrégora, pois cada indivíduo determina o seu alvo e vincula-se consciente ou inconscientemente a uma Egrégora com a qual está em sintonia segundo as suas aspirações. O campo do Arcano 20 já não é o trabalho consciente, mas sim uma transfiguração misteriosa, causada pela aspiração. Aspirando, o ser humano torna-se semelhante ao objecto da sua aspiração.


Decisão, indecisão e o arcano 6 no Tarô




Nós em especial hoje em dia, com tantas provações da vida moderna, sempre nos deparamos com momentos onde temos que fazer opções, escolhendo algo em momentos difíceis. As provações sempre foram constantes na vida do homem durante toda sua existência, elas se dão na vida amorosa, nos negócios, na família e assim por diante. E uma carta que traduz bem este estado onde o homem precise tomar uma decisão e que de certo modo tem muito medo de errar, é o arcano 6 do Tarô. E entre os arcanos menores o arcano também de número 6 de Ouro, desempenha bem esse papel. Esse é um naipe de suma importância nas nossas tomadas de decisão. 

 Para haver uma escolha correta (Arcano 6) são necessário certas condições pois a escolha não é um ato isolado mas antes depende do Passado (Karma) e logicamente também condiciona o nosso Futuro. A liberdade de escolha de um modo geral leva nos ao problema do livre arbítrio. A tradição refere-se ao lívre arbítrio pessoal e consciente como também as suas consequências. Subjetivamente somos livres mas sujeitos aos condicionamentos do nosso karma. O carma atual é resultado das opções e decisões do Passado e com isso estreitamente ligado ao livre arbítrio. 

No sentido objectivo a resposta relativamente a livre escolha é dada pelo conteúdo dos Arcanos de Ouro anteriores. A escolha é livre no sentido esotérico quando reflete a vontade superior (Eu verdadeiro). Ela é livre quando expressa uma profunda convicção e não um desejo pessoal e egoísta (os outros Eus inferiores). No primeiro grau de Ouros eramos confrontados com a natureza e proveniência dos nossos desejos, no 6º grau tomamos controle sobre as nossas decisões a fim de permanecer livres das interferências inferiores. É necessário assumirmos de forma responsável todas as consequências das nossas ações sejam elas voluntárias ou não. 

No 5º grau a qualidade da vontade evolutiva era compreendida como resultado do Passado, no 6º grau essa vontade deve ser assumida como fator criador do nosso Futuro. Por falar em graus, lembremos que é necessária essa divisão em todo tipo de arcano que se busque compreender as forças atuantes no universo sobre nós. Assim se dá com a divisão do Zodíaco, com a divisão das linhas, dos Odús e na Hierarquia dos anjos, sacerdócios e orixás. Na representação do Triângulo Místico de Fabre d´Olivet em que o Binário - Vontade pessoal versus Karma é neutralizado para cima como Vontade Superior ou Providência, essa mesma neutralização a nível humano é manifestada através da voz da consciência. ] Explicações complementares relativamente ao 6 de Ouros encontramos no Arcano Maior do Diabo. Este simbolismo em relação ao naipe de Ouros adquire uma nova profundidade esotérica. Baphomet (estado de desenvolvimento interno da humanidade) pode ser visto como imagem do ser andrógino que, em sua síntese superior expressa a aspiração à união das almas gémeas. O 3 de Ouros tratava do Andrógino Interno enquanto o 6 de Ouros fala do Andrógino Externo. Já tomamos consciência da nossa Bipolaridade e trabalhamos para criar o Androginato em si. Falta nos compreender o ensinamento referente às almas gémeas e tornar o assunto parte integrante na realidade da nossa vida espiritual. 

 Carlinhos Lima - Tarólogo
2/4/11

Tarô e os arcanos menores 1: OUROS - estágio das aquisições externas e internas da personalidade na vida terrestre.




Os primeiros 4 Arcanos Menores de Ouros para uma mais fácil interiorização do seu conteúdo, começando com o As de Ouros. O naipe de As de Ouros corresponde a Sefira Kether e aos Arcanos Maiores 1,10 e 19 (Mago, Roda e Sol). O número 1 como já foi referido nos Arcanos Maiores expressa a ideia da totalidade. Do ponto de vista esotérico o Um contem em si o início do processo criativo e do retorno à Unicidade. O primeiro Arcano de Ouros, por além de iniciar o seu próprio naipe é ponto de partida dos Arcanos Menores que estão potencialmente contidos nele. Sendo o Arcano mais abstrato, ele representa a Ideia que permeia as aquisições de Ouros, a luta e sofrimento de Espadas, a bem-aventurança de Copas e a realização de Paus. 

 O As de Ouros identifica-se por analogia com a lâmina do primeiro grande Arcano (Mago). No caminho da iniciação o Arcano As de Ouros corresponde a tomada de consciência de que a par das manifestações físicas e psico-anímicas existe algo nele contido que se poderia designar por Consciência Ética ou Divina Essência. Um dos maiores obstáculos no caminho da iniciação é o estado de semiconsciência durante a maior parte das nossas atividades. 

A prática de exercícios (não vou especificar aqui) pode ajudar a despertar e desenvolver um estado de consciência contínuo. A questão que se coloca aqui é como realizar a unicidade em nós próprios. A resposta é nos dada pelo 10º Arcano Maior. É preciso subir acima dos ruídos e da desordem do Mundo pelo eixo central do caduceu de Hermes (árvore das sefiras). Todavia, o fato de se sentir parte de um todo, tomar consciência da Unicidade não se limite ao naipe de Ouros mas está presente em todos os naipes e aprofunda-se ao longo do percurso até a Reintegração Final. Na Árvore das Sefiras a subida directa pela coluna central é simbolizada por 4 Sefiras centrais (Malkut, Yesod, Tiferet e Kether) e passa pelos caminhos 22,15 e 3 (Mundo, Diabo e Imperatriz). 

 O domínio do Arcano 22 ou seja a victória sobre o mundo material torna o Iniciado independente dos condicionamentos do mundo físico. A victória sobre o Arcano 15, dos turbilhões Astrais determina o domínio sobre as formas do mundo astral e a libertação das ilusões mentais. Com a realização da harmonia interna tomamos consciência da unicidade da Vida, entrando no Mundo superior. Para percorrer esse caminho é preciso refletir sobre os 4 aspectos divinos que correspondem às 4 Sefiras da coluna central do caduceu. 1. Malkut - Adonai - Carma, Misericordia e Justiça 2. Yesod - Shaddai - Milagres, Magia da Vida e da Morte 3. Tiferet - Eloa - Beleza e Harmonia 4. Kether - Eie - Eu sou Eu No campo da Arte por exemplo, a aspiração ascendente pela coluna central da Árvore das Sefiras pode ser simbolizada pelo estilo Gótico das Catedrais Medievais (por exemplo a Catedral de Colonia do estilo Gótico Flamejante, a mais alta Catedral do mundo) cuja arquitetura (por influencia da Maçonaria) se dirige para cima até ao último pormenor. 

 Os dois restantes Arcanos Maiores contidos na lâmina do As de Ouros resultam através do calculo teosófico igualmente na Unicidade confirmando a lâmina do primeiro Arcano Maior. Mago - 1 = 1 Roda - 10 = 1+0 = 1 Sol - 19 = 1+9 = 10 = 1 O Arcano 19 que tem como hieróglifo o machado simboliza o domínio do Arcano abrindo uma brecha para passar através da plataforma do Arcano 10. 

A lâmina 19 apresenta na sua iconografia raios solares que ao tocarem na Terra se transformem em ouro. É o simbolo do Hermetismo Ético ou Alquimia Espiritual. O As de Ouros corresponde ao entendimento da Unicidade primordial, a partir da qual toda a transformação se torna possível. OUROS VALETE = Carta principal de Ouros é o Servidor dos Filhos ou o Trabalhador Braçal. A Realização é avaliada segundo os resultados que trás. REI = O Pai Realizador DAMA = A Dona dos Filhos CAVALEIRO = Agente ativo que unifica as individualidades que compões os organismos complexos. Conforme descrito cada uma das Cartas principais de cada Naipe, juntamente com as outras cartas deste Naipe, representam a "essência pura" do Naipe. Em seguida mostra-se correspondência entre cada uma das Cartas e as Sephiras da Árvore da Vida.

 CAMIHO descendente / CAMIHO ascendente / CARTA 1. KETHER MALCHUT ÁS 2. HOCHMAH YESOD DOIS 3. BINAH HOD TRÊS 4. CHESED NETZAH QUATRO 5. GEVURAH TIFERETH CINCO 6. TIPHERETH GEVURAH SEIS 7. NETZAH CHESED SETE 8. HOD BINAH OITO 9. YESOD HOCHMAH NOVE 10. MALCHUT KETHER DEZ (Os cabalistas. multiplicando os nomes divinos, uniram todos, quer à unidade do tetragrama, quer a figura do ternário, quer a escada sephirótica da década: traçam assim a escada dos nomes e dos números divinos...) 

 A ÁRVORE DA VIDA E OS ARCANOS MENORES 1 - KETHER- Os quatro ases: A coroa de Deus tem quatro florões 2 - HOKMAH - Os quatro dois: A sua sabedoria se espalha e forma quatro rios 3 - BINAH - Os quatro tres: De sua inteligência dá quatro provas 4 - CHESED - Os quatro quatro: Da sua misericórdia há quatro benefícios 5 - GVURAH - Os quatro cinco: O seu rigor quatro vêzes pune quatro erros. 6 - TIPHERETH - Os quatro seis: Por quatro raios puros sua beleza se revela 7 - NETZAH- Os quatro sete: Celebremos quatro vêzes a sua vitória eterna 8 - HOD - Os quatro oito: Quatro vêzes triunfa na sua eternidade 9 - YESOD - Os quatro nove: Por quatro fundamentos seu trono é suportado 10 - MALKHUTH - Seu único reino é quatro vêzes o mesmo. 

E conforme os florões do divino diadema. Vê-se por esse arranjo tão simples, o sentido cabalístico de cada lâmina. Assim por exemplo, o cinco de paus significa rigorosamente Gvurah de Iod, isto é Justiça do Criador ou cólera do homem; o sete de copas significa vitória da misericórdia ou vitória da mulher; oito de espadas significa conflito ou equilíbrio eterno, e assim as outras. Assim podemos compreender como faziam os antigos pontífices para fazer este oráculo; as lâminas lançadas à sorte davam sempre um sentido cabalístico novo, mais rigorosamente verdadeiro na sua combinação, unicamente a qual era fortuita; e, como, a fé dos antigos nada dava ao acaso, eles liam as respostas da Providência nos oráculos do Taro, que eram chamados Theraph ou Theraphins entre os hebreus, como o pressentiu primeiramente o sábio cabalista Gaffarel, um dos magos habituais do cardeal Rechelieu. 

 Quanto as figuras eis um último dístico para explicá-las: REI, DAMA, CAVALEIRO, VALETE Espôso, môço, criança, tôda humanidade, Sobem por estes quatro degráus à unidade... Eliphas Levi continua... "Daremos no final do Ritual, outros detalhes, e documentos completos sôbre o maravilhoso livro do Taro, e demonstraremos que é o livro primitivo, a chave de todas as profecias e de todos os dogmas; numa palavra, o livro dos livros inspirados, o que não pressentiram Court de Gebelin na sua ciência, nem Alliette ou Eteilla, nas suas singulares intuições..." 

 As dez Sphiroth e os vinte e dois taros formam o que os cabalistas chamam os trinta e dois caminhos da ciência absoluta... G.O. Mebes, é mais preciso quanto a analogia entre o Ocultismo e o Taro no caminho da evolução ou do Hermetismo Ético. Seus dois livros "Os Arcanos Maiores do Taro" e os "Arcanos Menores do Taro", contém toda a descrição e análise das diversas lâminas bem como seu relacionamento com estas doutrinas. Em seguida resumimos alguns pontos relevantes de algumas concepções do Taro. 

 Carlinhos Lima - Tarólogo
2/4/11


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Seguidores

Marcadores

astrologia (195) Astrofísica (113) signos (94) magia (91) espaço (85) Foto (82) Nasa (71) terra (68) umbanda astrológica (64) espiritualidade (60) cientistas (58) conceito (57) comportamento (55) (54) estudo (48) tarô (47) fotos (45) esoterismo (42) lua (42) pesquisa (40) previsões (39) Marte (38) mulher (38) vídeo (38) Astrônomos (37) conceitos (35) taro (35) pesquisas (34) astronomia (30) astrofisica (29) gostosa (29) planeta (28) Estrelas (26) estrela (26) planetas (26) religião (26) horoscopo chinês (25) bem estar (24) ciência (24) horoscopo (23) Sol (22) destino (21) galáxia (21) cabala (19) saúde (19) arcanos (18) energias (18) exu (18) mapa astral (18) mistério (17) vibrações (16) arcanjo (15) cosmos (15) ifá (15) estudos (14) zodiaco (14) Quíron (12) poder (12) prazer (12) 2012 (11) Candomblé (11) beleza da mulher (11) astros (10) beleza (10) biblia (10) ensaio (10) lilith (10) lingerie (10) ogum (10) sensual (10) atriz (9) dragão (9) magia sexual (9) numerologia (9) protetores (9) rituais (9) RELAÇÕES MÍSTICAS (8) ancestrais (8) apresentadora (8) axé (8) busca (8) carma (8) escorpião (8) ex-BBB (8) política (8) posa (8) regente do ano (8) odús (7) orgasmo (7) plutão (7) São Paulo (6) ano do Dragão (6) arcano (6) astrologia sexual (6) energia (6) força (6) mago (6) metodos (6) praia (6) sexualidade (6) 2016 (5) babalawo (5) biquíni (5) caboclos (5) casas astrologicas (5) criança (5) câncer (5) mediunidade (5) proteção (5) reencarnação (5) saude (5) xangô (5) Capricórnio (4) Amor e sexo (3) anjo de hoje (3) calendário maia (3) anjos da guarda (2)