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terça-feira, 13 de agosto de 2019

Espaço: Hubble tira FOTO da última fase de vida de estrela gigante


O telescópio orbital Hubble conseguiu fotografar a nebulosa planetária NGC 2022, localizada na constelação de Órion, a uma distância de 8 mil anos-luz da Terra.



Esta imagem mostra o aspecto que o nosso Sistema Solar poderá vir a ter no futuro.
No centro deste enorme bola espacial gasosa se localiza uma estrela que está envelhecendo e que tentou reter suas camadas exteriores durante bilhões de anos, antes de perdê-las no espaço, destaca o site do Hubble.
As estrelas massivas existem durante relativamente pouco tempo e depois morrem, se transformando em estrelas supernovas – um evento astronômico que acontece durante os estágios finais de evolução de algumas estrelas e se caracteriza com uma explosão muito brilhante.
No entanto, a grande maioria das estrelas do universo, incluindo o nosso próprio Sol, não tem massa suficiente para se transformar em supernovas, e passados bilhões de anos, atinge uma breve mas impressionante fase chamada de nebulosa planetária.
Uma nebulosa planetária é formada por um invólucro brilhante em expansão de plasma e gás. A nebulosa se forma quando no núcleo da estrela há apenas uma pequena parcela de hidrogênio não queimado, e a pressão da radiação desloca a maior parte da matéria de suas camadas externas. O "coração" quente e ardente da estrela ilumina a matéria durante algum tempo, até se dissipar, criando um espectáculo magnífico.
O nome de nebulosa planetária causa alguma confusão, sendo que não tem nada a ver com planetas. O nome provém da forma redonda, semelhante a um planeta, que estes objetos tinham quando eram vistos nos primeiros telescópios.

Astrofísica: Onda de choque interplanetária é medida pela NASA (VÍDEO)


Um vídeo publicado pela NASA mostra partículas sendo lançadas pelo Sol durante uma onda interplanetária.

O vídeo foi registrado pela missão Magnetospheric Multiscale Mission (MMS), da NASA, que realizou as medições em alta resolução de uma onda de choque interplanetária, depois de quatro anos no espaço.
As ondas de choque, compostas por partículas e ondas eletromagnéticas, são lançadas pelo Sol. Essas ondas são um tipo de colisão, onde as partículas deslocam energia através de campos eletromagnéticos, segundo a NASA.
Shocking! Using special instruments to see what no other spacecraft can, our Magnetospheric Multiscale mission made the 1st high-resolution measurements of an interplanetary shock made of particles & electromagnetic waves launched by the Sun. Take a look: https://go.nasa.gov/2OQQQbP 

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​Utilizando instrumentos especiais para observar o que nenhuma outra sonda pode fazer, nossa Magnetospheric Multiscale Mission realizou as primeiras medições em alta resolução de um choque interplanetário produzido de partículas e ondas eletromagnéticas lançadas pelo Sol.
A MMS estuda os choques sem colisão ao entorno da Terra para melhor compreender os choques em todo o Universo, conforme o tabloide Express.
Agora, os cientistas esperam poder detectar os choques interplanetários mais fracos que, ao mesmo tempo, são os mais raros e mais curtos. Caso consiga encontrar um choque mais fraco, isso poderia ajudar a revelar um novo regimento de física de choque.
A MMS é formada por quatro naves espaciais idênticas, que voam em uma formação apertada que permite o mapeamento 3D do espaço.

Espaço: Israel lançará satélite para estudar cantos escondidos do Universo


O Instituto Weizmann de Ciência e a Agência Espacial de Israel (ISA) vão unir esforços para desenvolver um novo pequeno satélite, que será capaz de operar na faixa de radiação ultravioleta, informa o jornal The Times of Israel.

O novo satélite deverá ser lançado em 2023, sendo destinado ao estudo das explosões cósmicas e dos buracos negros.

Veja outros Tweets de The Times of Israel
Israel observa o lançamento de um satélite da próxima geração para estudar o Universo na nova faixa de luz.
A cápsula espacial, chamada ULTRASAT (Ultraviolet Transient Astronomy Sattelite), pesará 160 quilogramas e levará um telescópio, "desenvolvido para observar o Universo como nunca foi visto antes", segundo a declaração dos desenvolvedores.
Como muitos dos processos ocorrem na faixa de luz ultravioleta, com uma grande quantidade de objetos espaciais também a emitindo, um satélite operando em tais condições será especialmente útil, acreditam os pesquisadores.
O chefe da Agência Espacial de Israel, Avi Balsberger, elogiou o empreendimento, sublinhando que o ULTRASAT, desenvolvido e construído em Israel, vai pôr o país e a comunidade científica israelense "na frente do movimento global para explorar o Universo com pequenos satélites acessíveis", disse ele na declaração.

Israel no espaço

Tanto Israel, como os EUA, a Rússia e a China, possuem tecnologias avançadas de exploração do espaço, sendo concorrentes entre si. Em abril, a empresa israelense SpaceIL com apoio do Estado e do consórcio militar Israel Aerospace Industries, lançou a primeira sonda Beresheet em direção à Lua. A sonda percorreu mais de 6,5 milhões de quilômetros, alcançou a órbita lunar e se acidentou em abril, durante a realização da última etapa da missão, devido a problemas técnicos durante o pouso.

© AFP 2019 / ISRAEL AEROSPACE INDUSTRIES (IAI)
Uma foto tirada pela câmera da espaçonave Israel, Beresheet
Graças ao voo da Beresheet, Israel se tornou o sétimo país no mundo a alcançar a órbita da Lua.

Relâmpagos atingem região do Ártico: por que isso é um sinal preocupante?


A presença deste fenômeno indica instabilidade atmosférica na região do Ártico.

No passado sábado (10) foram detectados múltiplos relâmpagos em um raio de 480 quilômetros do Polo Norte, informou o Serviço Meteorológico dos EUA, que inclusivamente emitiu uma notificação especial sobre o fenômeno invulgar. "Este é um dos relâmpagos que ocorreram mais ao norte na memória do serviço de prognósticos do Alaska", escreveu o Serviço Meteorológico.
A number of lightning strikes were recorded Saturday evening (Aug. 10th) within 300 miles of the North Pole. The lightning strikes occurred near 85°N and 126°E. This lightning was detected by Vaisala's GLD lightning detection network.
Ver imagem no Twitter

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Uma série de relâmpagos foram registrados na tarde de sábado (10 de agosto) a cerca de 480 quilômetros do Polo Norte. Os relâmpagos ocorreram perto de 85°N e 126°E.
A cada dia no nosso planeta ocorrem milhões de relâmpagos, no entanto este fenômeno acontece muito raramente nas regiões próximas ao Ártico. Uma das principais razões da ocorrência de relâmpagos é a instabilidade atmosférica, quando a atmosfera inferior é mais quente e úmida, enquanto a camada superior é mais fria e seca. Estas condições estimulam a convecção, que pode fazer surgir tempestades elétricas.
A maioria das tormentas elétricas ocorrem em latitudes mais baixas, onde a combinação de temperaturas mais altas e umidade provoca com facilidade a aparição deste fenômeno. Porém, devido as mudanças climáticas globais, as tempestades elétricas estão aparecendo em áreas incomuns.
Neste verão foram registrados os menores níveis de gelo marinho em grande parte do Ártico. O desaparecimento do gelo marinho na área tem tido como consequência o aumento das temperaturas da superfície do mar muito acima da média para esta época do ano, o que pode estar contribuindo para a presença de massas de ar anormalmente instáveis.

Descoberta nas profundezas do mar Morto dá esperança de encontrar vida em Marte


A água salgada do lago lendário no Oriente Médio pode ser considerada um dos ambientes mais impróprios para a vida no mundo. No entanto, mesmo lá, sem carbono ou oxigênio, microrganismos encontram vias para sobreviver.

O estudo, publicado na revista científica Geology, descreveu microrganismos que são capazes sobreviver debaixo do mar Morto, 250 metros abaixo do fundo do mar. Vestígios de organismos unicelulares foram encontrados em furos nos sedimentos do espesso estrato de sal em um dos lagos mais salgados da Terra.
Essas criaturas são capazes de sobreviver graças a bolhas de água microscópicas presas nas formações e graças ao seu comportamento "necrófago", se alimentando dos restos de outros microrganismos que viveram no fundo do mar Morto.

© SPUTNIK / PAVEL GERASIMOV
Mar Morto
Alguns estudos já provaram que organismos não bacterianos, chamados archaea, que foram encontrados nos ambientes mais extremos, podem viver nos sedimentos do mar Morto. Mas agora um grupo da Universidade de Genebra, liderado por Camille Thomas, encontrou moléculas únicas que as bactérias usam para se alimentar quando há muito poucas fontes de energia.
Estas partículas foram encontradas em estratos de 120.000 anos. Como os archaea não as podem ter produzido, os cientistas supuseram que elas possam ter sido produzidas por formas de vida bacterinas. Pode ser que elas tenham usado archaea mortos como comida para sobreviver. Os cientistas concluíram que este modo de vida tenha os ajudado a produzir reservas de carbono e também a criar água, tornando as bolhas menos salinas. Isso deve ser um modelo de vida sem precedentes para as bactérias.
"Isso é um mecanismo extremamente lento. O ritmo dele explica por que, até hoje, os cientistas não têm sido capazes de ver em laboratório microrganismos que existem em condições tão extremas como as que se encontram no mar Morto", disse Yael Ebert, cientista do Instituto de Geociências da Universidade Hebraica de Jerusalém, ao jornal Haaretz.
A possibilidade de existir uma grande biomassa viva no ambiente extremo do fundo do mar Morto tem consequências interessantes para a busca da vida no planeta Marte. O Haaretz informa que a NASA teria descoberto em Marte o mesmo mineral que existe nos sedimentos do mar Morto. Isso poderia significar que processos biológicos similares ao do mar Morto podem ter tido lugar no Planeta Vermelho.
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