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domingo, 8 de setembro de 2019

Astrofísica: Cientistas tentam encontrar partícula que provaria existência de matéria escura


Após três anos de estudos, um grupo de cientistas acredita que a detecção de fótons escuros poderá ajudar a explicar a existência da matéria escura no universo.

Por muito tempo os cientistas têm explicado como funciona a natureza mediante quatro forças fundamentais. Estas forças conhecidas constituem a base de nossa existência:
  • Força nuclear forte ou simplesmente força forte, responsável por manter os núcleos atômicos unidos.
  • Força nuclear fraca: silenciosa, impercetível, controla a desintegração radioativa e dirige as partículas subatômicas chamadas neutrinos.
  • Força eletromagnética: domina a maior parte da energia que nos rodeia.
  • Força gravitacional: sutil, mas insuperável no que se refere ao tempo e à distância, em comparação com as demais forças.
Utilizando estas quatro forças fundamentais, os físicos podem pintar um retrato quase exato do funcionamento de nosso universo. No nosso cotidiano não há interação que não envolva uma destas quatro forças. No entanto, quando se trata de galáxias, ocorre algo que levanta dúvidas.
funcionamento do universo em tais dimensões aumenta os mistérios, que os cientistas explicam com a chamada matéria escura.

O lado escuro do universo

A matéria escura é uma forma hipotética de matéria que possivelmente representa 25% da matéria do universo e cerca de 80% de sua massa total.
No entanto, não sabemos o que é, apenas sabemos que existe e a maior prova de sua existência seria a gravidade. Ao examinar os movimentos das estruturas maiores do universo, como as estrelas e os buracos negros, os astrônomos têm chegado à conclusão quase universal de que algo invisível influi nos movimentos no universo.
Mais do que isso, há uma grande possibilidade de um sem-número de partículas de matéria escura estar fluindo através de teu corpo exatamente neste momento. Sua massa combinada pode ser calculada mediante a força gravitacional que exerce sobre nós, embora ao passar pela matéria que conhecemos a matéria escura não deixa nenhum rastro.
Sem interagir com a luz e não percetível aos nossos olhos, tal matéria também pode ser chamada de invisível.

Desvendando sua existência

Como não sabemos do que é composta a matéria escura, podem ser levantadas várias suposições. Atualmente, uma equipe internacional de cientistas está trabalhando para desvendar o mistério da matéria escura através de experimentos com fótons escuros.
Estes, por sua vez, à semelhança da matéria escura, não são visíveis aos nossos olhos. No entanto, eles podem aparentemente interagir com um fóton normal, mudando sua energia e trajetória, algo semelhante à interação entre a matéria escura e a matéria convencional sob o efeito da gravidade.
Em um artigo publicado na arXiv, um grupo de físicos compartilhou os resultados obtidos em três anos de trabalhos no Superpróton Synchrotron, o segundo maior acelerador de partículas da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (antigo CERN) localizado na fronteira entre a Suíça e a França.
Os cientistas contaram mais de 20 bilhões de elétrons, cada um dos quais gerou muitos fótons. Se existissem fótons escuros, eles teriam que interagir e roubar energia de um dos fótons normais, um fenômeno que poderia ser observado no experimento como falta de luz. No entanto, isso não aconteceu.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Descoberta nas profundezas do mar Morto dá esperança de encontrar vida em Marte


A água salgada do lago lendário no Oriente Médio pode ser considerada um dos ambientes mais impróprios para a vida no mundo. No entanto, mesmo lá, sem carbono ou oxigênio, microrganismos encontram vias para sobreviver.

O estudo, publicado na revista científica Geology, descreveu microrganismos que são capazes sobreviver debaixo do mar Morto, 250 metros abaixo do fundo do mar. Vestígios de organismos unicelulares foram encontrados em furos nos sedimentos do espesso estrato de sal em um dos lagos mais salgados da Terra.
Essas criaturas são capazes de sobreviver graças a bolhas de água microscópicas presas nas formações e graças ao seu comportamento "necrófago", se alimentando dos restos de outros microrganismos que viveram no fundo do mar Morto.

© SPUTNIK / PAVEL GERASIMOV
Mar Morto
Alguns estudos já provaram que organismos não bacterianos, chamados archaea, que foram encontrados nos ambientes mais extremos, podem viver nos sedimentos do mar Morto. Mas agora um grupo da Universidade de Genebra, liderado por Camille Thomas, encontrou moléculas únicas que as bactérias usam para se alimentar quando há muito poucas fontes de energia.
Estas partículas foram encontradas em estratos de 120.000 anos. Como os archaea não as podem ter produzido, os cientistas supuseram que elas possam ter sido produzidas por formas de vida bacterinas. Pode ser que elas tenham usado archaea mortos como comida para sobreviver. Os cientistas concluíram que este modo de vida tenha os ajudado a produzir reservas de carbono e também a criar água, tornando as bolhas menos salinas. Isso deve ser um modelo de vida sem precedentes para as bactérias.
"Isso é um mecanismo extremamente lento. O ritmo dele explica por que, até hoje, os cientistas não têm sido capazes de ver em laboratório microrganismos que existem em condições tão extremas como as que se encontram no mar Morto", disse Yael Ebert, cientista do Instituto de Geociências da Universidade Hebraica de Jerusalém, ao jornal Haaretz.
A possibilidade de existir uma grande biomassa viva no ambiente extremo do fundo do mar Morto tem consequências interessantes para a busca da vida no planeta Marte. O Haaretz informa que a NASA teria descoberto em Marte o mesmo mineral que existe nos sedimentos do mar Morto. Isso poderia significar que processos biológicos similares ao do mar Morto podem ter tido lugar no Planeta Vermelho.

domingo, 16 de junho de 2019

Novo sistema de monitoramento é capaz de encontrar vida extraterreste, diz cientista (FOTO)



O novo instrumento destinado a buscar vida extraterreste no sistema estelar Alpha Centauri começou a operar, informou o portal.

Segundo o site Space.com, o instrumento para monitoramento do sistema estelar Alpha Centauri (NEAR, na sigla em inglês) foi colocado em funcionamento em 23 de maio. Os membros do projeto comunicaram sobre isso.
NEAR é um coronógrafo térmico que foi instalado no Telescópio Muito Grande (VLT, na sigla em inglês) no Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), no Chile. "NEAR é o primeiro e (até hoje em dia) único projeto que é capaz de fotografar exoplanetas habitáveis", declarou o cientista Olivier Guyon. "Ele marca um momento importante. Dedos cruzados – esperamos que um grande planeta habitável esteja orbitando no sistema estelar Alpha Centauri A ou B", disse ele. NEAR é capaz de detectar planetas com tamanho superando duas vezes ou mais o da Terra, revelam os membros do projeto. "Os seres humanos são exploradores naturais [...] É tempo de descobrirmos o que está para além do próximo vale. Este telescópio vai nos permitir olhar para mais longe", disse o membro do projeto Yuri Milner.

Instrumento para monitoramento do sistema estelar Alpha Centauri


O Alpha Centauri é o sistema estelar mais próximo do Sistema Solar e fica a uma distância de 4,37 anos-luz. Duas das três estrelas que compõem o sistema são vizinhas semelhantes ao Sol e constituem um sistema binário chamado Alpha Centauri AB. A terceira estrela, Proxima Centauri, é uma estrela anã vermelha mais afastada das outras.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Astrofísica: Novo planeta anão pode trazer pistas para encontrar Planeta Nove

Astrofísica: Novo planeta anão pode trazer pistas para encontrar Planeta Nove
Concepção artística divulgada pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), mostra o provável novo planeta do Sistema Solar (R. Hurt/Caltech/IPAC/Reuters)

Astrônomos descobrem um dos astros mais distantes do sistema solar. Achado deve ajudar a encontrar o Planeta Nove


Cientistas descobriram um novo planeta anão que orbita o Sol a 13,6 bilhões de quilômetros de distância, duas vezes mais distante que Plutão. Encontrado no chamado Cinturão de Kuiper, uma região nos limites do sistema solar, o achado pode ajudar os cientistas a encontrar o Planeta Nove, o provável novo integrante planetário que jamais foi observado diretamente pelos astrônomos.

Batizado de 2014 UZ224, e com cerca da metade da massa de Plutão, o novo corpo celeste foi reconhecido e descrito pelo Minor Planet Center (MPC) da União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês) na última terça-feira. Com isso, ele passa a fazer parte do conjunto de planetas anões encontrados pelos cientistas nos últimos anos, como Ceres, Makemake, Eris e o recente 2015 RR245, descrito como um “mundo gelado”.

Busca

O novo planeta anão foi encontrado por uma equipe liderada pelo astrofísico David Gerdes, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, que desenvolveu uma câmera especial capaz de fazer o mapeamento de galáxias distantes. O grupo verificou imagens feitas pela câmera e percebeu um ponto distante se movendo ao redor do Sol – um novo planeta anão. Como o corpo celeste está localizado no Cinturão de Kuiper, os astrônomos acreditam que ele possa fornecer mais pistas para a busca do Planeta Nove, que teria massa cerca de dez vezes a da Terra e estaria localizado entre 32 bilhões e 160 bilhões de quilômetros de distância de nosso planeta. Esse novo integrante do sistema solar jamais foi visto pelos astrônomos e a hipótese para sua existência foi feita com base em cálculos matemáticos que consideram as órbitas de corpos celestes no Cinturão de Kuiper, tão estranhas que só a influência de um grande astro, como um planeta, poderia explicá-las. Segundo Gerder, é bastante possível que alguma das imagens feitas pela nova câmera possa ter captado o novo planeta – se ele existir. “Estou muito animado com as chances de encontrá-lo”, afirmou Gerder ao site americano da NPR.
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