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terça-feira, 23 de junho de 2020

Cientista explica misteriosas anomalias encontradas em gelo antártico



Pesquisador diz que "a nevada abaixo da superfície é a culpada", embora a descoberta provavelmente não tenha qualidade de Prêmio Nobel, sugeriu.

Pesquisadores que estudam anomalias na Antártica que foram descobertas usando a Antena Transitória Impulsiva Antártica (ANITA, na sigla em inglês) aparentemente conseguiram descobrir o que causa os fenômenos, relata o jornal Daily Express.
A máquina detectou em 2016 e em 2018 as anomalias em questão, que envolviam "neutrinos de alta energia que pareciam sair da Terra e subir para o céu por si próprios".
Embora já tenham surgido várias explicações possíveis, o Dr. Ian Shoemaker da Faculdade Tecnológica de Ciências da Virginia, EUA, argumentou que as anomalias são "reflexões não-invertidas dos raios cósmicos de ultra-alta energia" que entram em contato com a nevada.
"Nós achamos que a nevada abaixo da superfície é a culpada", disse ele. "A nevada é algo entre a neve e o gelo glacial, é neve compactada que não é suficientemente densa para ser gelo."
"Assim, você pode ter inversões de densidade, com faixas em que você vai de alta densidade de volta para baixa densidade, e aqueles tipos cruciais de interfaces em que essa reflexão pode acontecer e poderia explicar esses eventos."
Shoemaker também sugeriu que, embora a descoberta feita pela ANITA pareça "muito interessante", provavelmente não ser do tipo "ganhadora do Prêmio Nobel".
"ANITA ainda poderia ter descoberto algo interessante sobre a glaciologia ao invés da física de partículas, talvez ANITA tenha descoberto alguns pequenos lagos glaciais invulgares", interroga-se o pesquisador.

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quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Astrofísica: O que ocorre quando se cruza um buraco negro? Pesquisador explica



Físico mexicano, Gerardo Herrera Corral, aprofunda a discussão sobre estes objetos astrofísicos em seu livro recentemente publicado.

Quando se menciona o termo "gravidade", a grande maioria das pessoas pensa em Isaac Newton e na alegoria da maçã caindo da árvore, no entanto, poucos imaginam uma rede de ondas gravitacionais, que são tanto o tempo como o espaço.
A origem destas ondas se deu há mais de um bilhão de anos após a fusão resultante do choque entre dois buracos negros, perturbando o espaço-tempo com tamanha força que os humanos hoje podem estudá-las.
A descoberta registrada na madrugada de 14 de setembro de 2015, no âmbito do projeto internacional LIGO, permitiu a detecção direta de ondas gravitacionais, além da observação de buracos negros.
"Trata-se de um dos avanços mais importantes do século XXI. Tivemos a possibilidade de constatar eventos que ocorreram quando começava a vida na Terra: dois buracos negros que se chocaram no espaço quando a vida transcorria dos organismos unicelulares aos pluricelulares e que, ao se fundir no céu, produziram as ondas gravitacionais que hoje estamos vendo", destaca o físico Herrera Corral, pesquisador do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares.

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Tal como a cosmologia e astronomia, o CERN busca compreender do que é feito o Universo e como ele funciona

Uma nova forma de entender o Universo

A observação não somente demonstrou a existência de ondulações do espaço e do tempo, além da existência de buracos negros, mas também "oferece uma nova feramente para explorar o cosmos, uma nova maneira e fazer Astronomia nos dará uma imagem nunca antes vista do Universo", afirma o físico ao canal de notícias RT.
"Nosso planeta deformou o espaço e tempo com sua presença de tal forma que o converteu em um deslizador em declive para os objetos que se movem próximo a ele."
Desta forma, se abriu uma porta explorada por Herrera Corral em seu livro "Buracos Negros e Ondas Gravitacionais, um olhar profundo sobre o Universo", publicado por Sexto Piso, uma editora que abre cada vez mais espaço para publicações científicas.
Em 187 páginas, o cientista descreve como esta descoberta é capaz de auxiliar a compreensão do destino a partir da ótica da Física moderna, desconstruindo a existência de uma "força invisível" que atua à distância jogando as maçãs ao chão.

A entrada no infinito

Os buracos negros são os objetos astrofísicos mais fascinantes do céu por seu estreito vínculo com o conceito de infinito. A ciência hoje desconhece o que ocorre ao atravessá-los.
"Concentram uma enorme força gravitacional, que alcançou tal densidade que gera algo que se conhece como 'o horizonte de eventos', uma linha da qual não se pode escapar uma vez cruzada", destaca Herrera Corral ao falar do que revela a constância da existência dos buracos negros.
Nem mesmo a luz pode sair deles, o que não é somente uma curiosidade. "A região do espaço ocupada por um buraco negro se desprende do Universo, o objeto que cai ali entra em uma região completamente desconectada do nosso Universo", explica o cientista.

© FOTO/ TELESCÓPIO DE HORIZONTE DE EVENTOS
Imagem do buraco negro no centro da galáxia M87, captada pelo projeto Event Horizon Telescope (Telescópio de Horizonte de Eventos)
O feito abre o infinito em uma linha definitiva: "Uma vez que se cruza não há como voltar, todas as opções para o objeto caído desaparecem; existe somente uma, que é seguir caindo no centro do buraco negro", acrescenta.
Desde o ponto de vista cientifico, conseguir a observação de um buraco negro confirma que as ondas gravitacionais são alterações dos próprios tempo e espaço.

A busca da Teoria de Tudo

Segundo Herrera Corral, a Ciência tem uma boa aproximação com os macrocosmos, com suas galáxias, estrelas, e também com os átomos e partículas elementares, que formam os microcosmos. "Pensamos que deve haver uma só teoria, não a Mecânica Quântica para descobrir o microcosmos e a Teoria Geral da Relatividade para estudar o macrocosmos [...] Falta desenvolver uma teoria com a qual possamos entender tudo, que se conhece como a Teoria de Tudo, e neste processo poderemos aprender muito sobre o Universo", aponta o cientista.
Os olhos deste homem, que trabalha no experimento que busca recriar as condições que existiam no Universo quando haviam decorrido entre 1 e 10 microssegundos após o Big Bang, observaram o impensável.
"No curso de Física estudávamos coisas consideradas muito especulativas, que não poderiam ser vistas. Observar que muitas começam a aparecer, como o fato que as ondas gravitacionais existem e que acabam de ser medidas, que temos a fotografia de um buraco negro, que temos a fotografia do Universo quando tinha 300.000 anos, me desconcertaram positivamente."
Nesta declaração, o doutor em Ciências reitera o motivo pelo qual publicou seu livro: "Com estes eventos ocorrendo, creio que é importante contar às pessoas, que se saiba o que estamos descobrindo, aprendendo sobre o Universo."

domingo, 15 de setembro de 2019

Astronauta da NASA explica como humanidade pode colonizar Marte


O astronauta da NASA e fisiologista James Pawelczyk supõe que a conquista de Marte possa forçar os seres humanos a buscar caminhos "pouco ortodoxos" de sobreviver no Planeta Vermelho.

Marte tem uma atmosfera fina demais para proteger o planeta da radiação do Sol ou reter bastante calor. Sem oxigênio e água líquida, Marte é em geral um mundo inóspito que coloca grandes desafios para os potenciais colonizadores.
"Assim que saimos do Cinturão de Van Allen – o campo magnético em redor de nossa Terra – ficamos expostos a formas da radiação muito mais forte", disse Pawelczyk em uma entrevista ao jornal Daily Express.
"Nós também temos a radiação cósmica galáctica do vento solar. E ela realmente causa estragos na biologia", adiciona cientista.
Os exploradores espaciais estão bem cientes dos efeitos perigosos da radiação proveniente do espaço, que se pensa causar danos cerebrais e pode potencialmente comprometer uma missão para Marte.

Adaptação para sobreviver

Tendo em conta o nível atual da tecnologia, é pouco provável que a humanidade seja capaz de alterar a atmosfera de Marte, que é cerca de 100 vezes mais fina do que a da Terra e consiste de dióxido de carbono, para tornar o planeta mais habitável para os humanos.
"A ideia de terraformação de Marte é – pelo menos com a tecnologia atual - meio irrealista", diz Pawelczyk.
O astronauta de 58 anos de idade, que viajou a bordo do ônibus espacial da NASA em 1998, diz que os humanos provavelmente necessitarão de se adaptar ao clima de Marte e descer para o subsolo , a seis ou mais metros abaixo da superfície.
"Sobreviver em Marte na verdade significa ir para o subsolo", diz James Pawelczyk.
"Nós sabemos que há muita água em Marte... mas o que nós queríamos fazer é alcançar esses lugares para estudar essa água e ver do que se trata, mas também para perceber como usá-la no ambiente de gravidade fraca para poder produzir oxigênio", explica cientista.

© FOTO/ ESA/GCP/UPV/EHU BILBAO
Foto tirada pela sonda Mars Express mostra tempestade de areia perto da calota polar do norte de Marte
A Mars Express, a sonda da Agência Espacial Europeia, há pouco tempo detectou sinais da água que no passado corria pela superfície de Marte. Não foi encontrada água líquida lá; esta aparentemente existe em forma de gelo e vapor na atmosfera.
A NASA está planejando de enviar as primeiras missões humanas para Marte nos anos 2030. O chefe da agência, Jim Bridenstine, disse que ele não descarta o envio de humanos para o espaço em 2033.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Magia inspirada: JK Rowling explica como surgiu o misterioso símbolo de 'Harry Potter e as Relíquias da Morte'

Símbolo das Relíquias da Morte Foto: BBCBrasilcom

Desenho tem profunda conexão com um filme a que autora assistiu - e com uma perda em sua vida pessoal.



É um círculo dentro de um triângulo equilátero, por sua vez dividido por uma linha transversal - ou, sob outra ótica, um círculo partido por dois triângulos isósceles adjacentes. Esse misterioso símbolo está associado ao personagem da professora Pomona Sprout, especialista em herbologia de Harry Potter e as Relíquias da Morte. JK Rowling, autora da série de livros sobre o menino com poderes mágicos que virou fenômeno literário e cinematográfico, revelou à BBC sua inspiração para criar o símbolo - e como essa criação tem a ver com uma importante perda em sua vida. A entrevista faz parte de um documentário sobre o 20º aniversário do primeiro livro da série, Harry Potter e a Pedra Filosofal. Segundo Rowling, tudo começou quando ela se dedicava aos primeiros rascunhos da personagem Sprout. Certa noite, ela rabiscava enquanto assistia a um filme antigo na TV, O Homem que Queria Ser Rei (1975).

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"A simbologia massônica é muito importante nesse filme", explica Rowling. Ela então fez seu próprio desenho, em um momento bastante delicado. "A razão pela qual consigo ser incrivelmente precisa quanto a este desenho é que, em algum momento enquanto eu desenhava e assistia ao filme, minha mãe morreu", conta. Muitos anos depois, viu o filme novamente e ficou "impressionada" com a semelhança entre o símbolo do filme e o que ela desenhara: "Olhei o símbolo de Relíquias da Morte e me dei conta de o quanto se pareciam. Tenho a sensação de que, em um nível subconsciente profundo, estão conectados." Magia e folclore As relíquias da morte englobam a capa da invisibilidade, a varinha das varinhas e a pedra da ressurreição. E quem possuísse as três se converteria no Senhor da Morte.

Símbolo massônico do filme de 1975 Foto: BBCBrasilcom


"A série de Potter aborda muito o tema da perda", prossegue Rowling. "Se minha mãe não tivesse morrido, acho que as histórias teriam sido completamente diferentes do que são." O documentário Harry Potter and the History of Magic ("Harry Potter e a História da Magia", em tradução livre) está sendo acompanhado de uma exposição de mesmo nome na Biblioteca Britânica, em Londres, que traz diversos desenhos e rascunhos originais de Rowling, além de objetos e livros que "capturam a tradição do folclore e da mágica que estão no âmago da série de Harry Potter".

JK Rowling com seu livro


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domingo, 3 de setembro de 2017

Sentimentos e sensações: A ciência explica por que Harry Potter foi um sucesso

(Harry Potter e as Relíquias da Morte/Reprodução)

Pesquisadores usaram big data e machine learning para descobrir por que algumas histórias nos tocam mais do que outras


Gosto não se discute, mas para os pesquisadores das universidades de Vermont, nos EUA, e de Adelaide, na Austrália, pode ser analisado. Eles descobriram por que histórias como Harry Potter e Romeu e Julieta mexem tanto com as emoções das pessoas – e, consequentemente, se tornam tão populares. A pesquisa é baseada em um glossário de emoções criado pelos próprios autores. Nele, mais de 10 mil palavras comuns na língua inglesa são classificadas. Palavras negativas, como “estupro” e “morte”, estão na parte inferior da escala, enquanto palavras alegres, como “amor” e “felicidade”, estão no topo. O glossário foi usado para desenvolver gráficos emocionais de 1.327 histórias da coleção de ficção do Projeto Gutenberg, uma biblioteca digital gratuita. Chamados de “experiências emocionais do leitor”, esses diagramas foram criados a partir de machine learning e big data. Um exemplo disso pode ser observado no gráfico abaixo (em inglês). Ele revela o alcance emocional de Harry Potter e as Relíquias da Morte, o último livro da série homônima de J.K. Rowling. As emoções dos leitores sobem e descem de acordo com a narrativa. Elas atingem seu pico de felicidade quando Harry está na casa de seu amigo Rony Weasley e de tristeza quando ocorre a batalha de Hogwarts, que causa a morte de vários personagens.



A partir desse glossário, os cientistas descobriram que há seis tipos de arcos emocionais que correspondem a 85% dos livros analisados. Segundo eles, cerca de um terço das histórias são do tipo “Trapos às riquezas”, em que o arco emocional sobe durante a maior parte da narrativa, ou “Tragédia”, quando as emoções caem. Exemplos da segunda categoria podem ser encontrados em várias obras de Shakespeare, como Romeu e Julieta. Outro tipo de arco relatado pelos autores é o “Homem em um buraco”. Nesse, as emoções na narrativa caem para depois subir. É a típica história da pessoa que sofre e depois consegue superar os obstáculos da vida. As Aventuras de Sherlock Holmes é um dos livros que fazem parte dessa categoria. Uma quarta categoria está relacionada às histórias em que o arco emocional sobe para, logo em seguida, cair. Ela é chamada de “Ícaro”, uma alusão à figura mitológica grega que cai no mar após suas asas de cera derreterem assim que ele voa mais próximo ao sol. Chamado de “Cinderela”, o quinto arco representa as narrativas em que as emoções se elevam, caem e depois se erguem novamente. A última categoria, a “Édipo”, é o seu oposto. Nela, acontece a queda das emoções, sua ascensão, depois a queda. Um dos livros selecionados pelos autores que pode ser classificado nessa categoria é Frankenstein.

Os pesquisadores concluíram que três tipos de histórias são mais populares entre os leitores: “Ícaro”, “Homem em um buraco” e “Édipo”. Para descobrir isso, eles analisaram a frequência em que os livros com certos arcos emocionais eram baixados no Projeto Gutemberg. “Naturalmente, os downloads são apenas uma aproximação para o sucesso, e este trabalho pode fornecer um esboço para uma análise mais detalhada dos fatores que impactam medidas significativas de sucesso”, escrevem os autores na conclusão do trabalho. Segundo eles, a categorização dos livros por arcos emocionais é importante para ensinar o senso comum aos sistemas de inteligência artificial. “Abordagens impulsionadas por dados irão desempenhar um papel crucial na compreensão total das histórias humanas.” — Este conteúdo foi originalmente publicado em Exame.com

domingo, 19 de março de 2017

Astrofísica: Nova teoria explica como a Terra pariu a Lua

(guvendemir | iStock/iStock)

Nosso craterudo satélite teria se formado a partir dos restos de vários impactos de asteroides, não de um pancadão com outro planeta


Uma pancada só: foi assim que, segundo a hipótese mais aceita pelos astrônomos, nasceu a Lua. O satélite seria filho de nosso planeta com Theia, um corpo celeste do tamanho de Marte. Ao se chocar com a Terra há 4,5 bilhões de anos, Theia literalmente arrancou um pedaço da nossa carne – que, ao entrar em órbita, se tornaria nosso único satélite natural. Uma parte dessa história, porém, não faz sentido: a composição química da Lua é muito parecida com a da Terra – quase idêntica. Mas simulações de computador calculam que, graças ao choque, a Lua deveria consistir de três partes de Theia para cada parte de Terra – o que não acontece na prática. Mas Raluca Rufu, pesquisadora do Instituto Weizmann de Ciência, em Israel, tem outra explicação para a origem da Lua em um artigo publicado na Nature: “No início, o Sistema Solar estava cheio de corpos residuais da formação planetária”, diz Rufu. “Portanto, é muito mais provável que vários impactos comuns tenham formado a Lua, e não um único impacto especial.” Nesse caso, os resíduos liberados em órbita ao longo do tempo teriam formado um anel de poeira, dando à Terra um look saturnino. Logo, com uma mãozinha da gravidade, esses pedaços se aglomeraram e formaram nosso fiel satélite. Do ponto de vista estatístico, a explicação da israelense já larga na frente. Afinal, uma série de pequenos impactos diminui a contribuição individual de cada astro na “receita” da Lua – o que explicaria a predominância de material terráqueo. Mas é isso. Tenha surgido de um pancadão, tenha nascido de várias batidas, sobre uma coisa não há mais dúvida: a Lua é filha da Terra. B

sábado, 30 de abril de 2011

Excesso de hormônios explica a dor no peito quando a relação termina


Quando o relacionamento termina, não tem jeito: o peito aperta e o coração dói, como se tivesse levado uma pancada. Antes que sua melhor amiga comece a discursar, dizendo que todo o sofrimento é psicológico, corte o assunto e diga que até a Ciência já reconhece o problema como um mal físico.

Um estudo recente, publicado na revista American Journal of Cardiology, conseguiu mapear de onde vem a dor: ela é causada pelo aumento de hormônios e pelo estresse em excesso, apresentando os mesmos sintomas de um ataque cardíaco (falta de ar e dores no peito).

Mas, felizmente, a síndrome do coração partido, como foi batizada pelos especialistas, é totalmente reversível e temporária. Após acompanhar 70 pacientes com características da síndrome, os médicos relataram que todos venceram o problema, incluindo os 20% em estado crítico. O tratamento aconteceu basicamente com aspirinas ou remédios cardíacos, que ajudam a controlar os batimentos do coração, diminuindo a sensação de mal-estar.

Mas nada de tentar um tratamento caseiro. A cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Denise Hachul, afirma que os sintomas servem de sinal de alerta e devem ser respeitados quando o assunto é a saúde do coração. "Eles são um sinal do corpo, avisando que precisa de socorro. No caso do infarto do miocárdio, por exemplo, as dores surgem pela falta de oxigênio no coração. A opinião de um especialista é a melhor maneira de lidar com qualquer inconveniente". O próximo passo da pesquisa é verificar se os sintomas causam algum dano duradouro para o coração.
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