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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Astrônomos detectam o que poderia ser exoplaneta orbitando estrela mais próxima à Terra (FOTO)

 


Astrônomos notaram o que poderia ser um planeta anteriormente desconhecido orbitando uma das estrelas mais próximas à Terra que "poderia ser apropriada à vida".

Pesquisadores detectaram um ponto brilhante designado C1 perto de Alpha Centauri A, uma das duas estrelas que oscilam perto uma de outra, tão perto que parecem uma na constelação de Centaurus. Duas estrelas formam um sistema binário localizado a 4,37 anos-luz da Terra.

Alpha Centauri foi escolhida porque se situa na zona habitável, ou seja, uma região onde um planeta é capaz de reter água líquida em sua superfície, tornando, assim, a área adequada para vida.

A descoberta foi realizada graças a um novo sistema desenvolvido para imagens de exoplanetas em infravermelho médio, em combinação com um tempo extremamente longo de observação – tudo foi exercido através de utilização do telescópio VLT, no Chile. Os resultados do estudo foram publicados na revista Nature Comunications em 10 de fevereiro.

Astrônomos foram capazes de reduzir sinais desfavorecidos emitidos pelo telescópio e pela câmera, da mesma forma que os fones com cancelamento de ruído bloqueiam certos sons, o que permitiu-lhes detectar sinais de potencial planeta.


Imagem de potencial exoplaneta designado C1 e Alpha Centauri A em infravermelho médio

As novas capacidades foram desenvolvidas pela equipe internacional de astrônomos, em colaboração com a iniciativa Breakthrough Watch/NEAR, que é um programa astronômico mundial que está procurando planetas parecidos com a Terra localizados perto de estrelas.

O principal autor do estudo, Kevin Wagner, do Observatório Steward da Universidade do Arizona (EUA), contou ao The Daily Mail por e-mail que "NEAR é um degrau em maior campo de registro de imagens de exoplanetas, que por enquanto tem sido limitado aos planetas de grandes órbitas tipo superjúpiter, e só agora começa a atingir as zonas habitáveis de estrelas por perto".

No entanto, a equipe científica claramente constatou que, sem verificação seguinte, não pode ser descartada a possibilidade de que o ponto C1 seja resultado de algum artefato desconhecido causado pelo próprio instrumento de observação.

"Por exemplo, um dos artefatos conhecidos é o efeito de persistência que faz com que a câmera mantenha o sinal de estrelas durante o processo, algo que aconteceria com logotipos que foram exibidos por muito tempo nos cantos das telas de aparelhos de televisão antigos", explicou o autor.

Por isso mesmo, são necessárias mais observações para confirmar resultados dos astrônomos. "Se detectarmos o objeto de novo em um local diferente, então poderemos checar se é consistente com movimento orbital, e, se assim for, será uma boa evidência de ser realmente um planeta", explica Wagner. "Se ficar no mesmo lugar, então um disco de poeira exozodiacal ou artefato instrumental seria mais possível."


 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Astrônomos detectam quasar mais distante do Universo

 


Um grupo internacional de astrônomos identificou o quasar mais antigo e mais distante do Universo já identificado, que se formou por completo depois de 670 milhões de anos depois do Big Bang.

O quasar, chamado J0313-1806, está a mais de 13 bilhões de anos-luz da Terra. Este quasar é alimentado por um buraco negro supermassivo, é 1,6 bilhão de vezes mais massivo que o Sol e tem um brilho mil vezes superior ao da Via Láctea, segundo estudo pulicado na revista Astrophysical Journal Letters.

Astrônomos identificaram a distância exata do quasar usando o sistema de radiotelescópios ALMA no deserto de Atacama, Chile, o telescópio de 6,5 metros Magellan Baade do Observatório Las Campanas, Chile, telescópios Gemini no Chile e no Havaí e também observatório WM Keck no Havaí.

Quasares surgem quando a gravidade de um buraco negro supermassivo no núcleo de uma galáxia junta a matéria ao redor, que resulta no surgimento de um disco girando em torno do buraco. A grande quantidade de energia produzida durante o surgimento faz o quasar irradiar tanto brilho que acaba eclipsando toda a galáxia.

Astrônomos já observaram fenômenos parecidos, mas nunca observaram como quasares interagem com buracos negros no Universo precoce.

Além disso, o buraco negro no núcleo do quasar J0313-1806 é duas vezes mais massivo do que seu antecessor, fornecendo informação valiosa sobre influência de buracos negros supermassivos deste tipo sobre suas galáxias natais.

"É a prova mais antiga da influência de um buraco negro supermassivo sobre galáxia ao seu redor", segundo o diretor da pesquisa Feige Wang, do Observatório Steward da Universidade do Arizona. "Devido a observações de galáxias menos distantes, sabemos o que deve acontecer, mas nunca vimos isso acontecer tão precocemente no Universo."

Os astrônomos sugeriram que o mecanismo da formação de quasar consiste em uma quantidade grande de gás de hidrogênio frio que se tornou em "feto" do buraco negro. Este mecanismo permitiu ao buraco negro supermassivo do quasar J0313-1806 crescer até 1,6 bilhão de massas solares em etapa precoce da existência do Universo, de acordo com os pesquisadores.



© FOTO / NOIRLAB / NSF / AURA / J. DA SILVA
Representação artística do quasar J0313–1806 logo depois da formação

A galáxia natal do quasar deve ter formado estrelas 200 vezes mais rápido que nossa Via Láctea, demonstrando que, mesmo crescendo rápido demais, a galáxia perdia 25 massas solares para o buraco negro em seu centro por ano.

A energia emitida durante a absorção tão rápida põe em movimento um fluxo forte de gás ionizado, que se move a velocidades de cerca de 20% da velocidade da luz. O enorme fluxo de energia deve ter dado um basta ao surgimento de estrelas na galáxia, pressupõem os astrônomos.

"Acreditamos que esses buracos negros supermassivos causaram a interrupção da formação de estrelas em muitas grandes galáxias", explicou Xiaohui Fan, da Universidade do Arizona. "Este quasar é a prova mais antiga de que o declínio poderia ter acontecido em tempos muito antigos."

Pesquisadores esperam saber mais sobre quasares distantes durante próximas observações usando o telescópio espacial da NASA James Webb, cujo lançamento está planejado para acontecer em 2021.


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sábado, 14 de novembro de 2020

Astrônomos da NASA detectam 'ametista cósmica' em estrela moribunda (FOTO)

 


Com a ajuda do telescópio do Observatório de Raios X Chandra da NASA, astrônomos detectaram uma bolha de gás ultraquente no centro da nebulosa planetária IC 4593.

A IC 4593 está localizada a aproximadamente 7.800 anos-luz de distância na constelação de Hércules, este objeto é a nebulosa planetária mais distante detectada em raios X por Chandra.

Além disso, a bolha em seu centro é uma das mais pequenas entre as nebulosas planetárias e contém gás aquecido a mais de um milhão de graus.

Estas temperaturas altas provavelmente foram geradas por material que foi jogado para longe do núcleo encolhido da estrela original, colidindo com o gás que já havia sido ejetado pela estrela.

"IC 4593 é o que chamamos de nebulosa planetária, um nome enganoso porque esta classe de objetos não tem nada a ver com planetas. O nome foi dado cerca de dois séculos atrás, porque elas se pareciam com o disco de um planeta quando eram vistas através de um pequeno telescópio", explicam astrônomos da NASA.



Nebulosa planetária IC 4593
"Uma nebulosa planetária é formada quando o interior de uma estrela com massa semelhante à do Sol se contrai e suas camadas externas se expandem e esfriam. No caso do Sol, suas camadas externas poderiam se estender até a órbita de Vênus durante sua fase de gigante vermelha daqui a vários bilhões de anos."

A nova imagem da IC 4593 tem os raios X do Observatório Chandra em roxo, invocando semelhanças com ametistas encontradas em geodos no nosso planeta.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Cientistas detectam jatos de gás disparando de buraco negro no aglomerado de galáxias Fênix (FOTO)




Radioastrônomos detectaram jatos de gás quente disparados por um buraco negro na galáxia localizada no centro do aglomerado de galáxias Fênix, a 5,9 bilhões de anos-luz de distância.

Este é um resultado importante para a compreensão da evolução de galáxias, gás e buracos negros em aglomerados de galáxias.
As galáxias não são distribuídas aleatoriamente no espaço. Através da atração gravitacional mútua, elas se reúnem para formar acúmulos conhecidos como aglomerados.
O espaço entre as galáxias não está inteiramente vazio. Há gás muito diluído ao longo de um aglomerado que pode ser detectado por observações de raios X.
Se este gás interno dos aglomerados esfriar, ele se condensaria sob sua própria gravidade para formar estrelas no centro do aglomerado.
No entanto, gás arrefecido e estrelas não são normalmente observados em centros de aglomerados próximos, o que indica que algum mecanismo deve estar aquecendo o gás interno dos aglomerados, prevenindo a formação estelar, escreve portal Science Daily.

© FOTO / AKAHORI ET AL.
Observações de rádio do centro do aglomerado de galáxias Fênix mostrando estruturas de jatos se estendendo da galáxia central
Um potencial candidato para esta fonte de calor são jatos de gás de alta velocidade acelerados por um buraco negro supermassivo na galáxia central.
Uma equipe de cientistas liderada por Takaya Akahori, do Observatório Astronômico do Japão, usou o radiotelescópio australiano ATCA para procurar jatos de buraco negro no aglomerado de galáxias Fênix.
Durante as observações, os pesquisadores detectaram estruturas correspondentes se estendendo de lados opostos da galáxia central. Comparando os dados com observações anteriores do Observatório de Raios X Chandra da NASA, eles mostram que as estruturas detectadas pelo ATCA correspondem a cavidades de gás menos denso, indicando que são um par de jatos bipolares emitidos por um buraco negro na galáxia.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

FOTOS detectam que geleiras de 'Senhor dos Anéis' estão ficando vermelhas



A fotógrafa teme que a fumaça vinda dos incêndios na Austrália acabe derretendo as geleiras nas montanhas neozelandesas.

A fotógrafa de viagens Liz Carlson publicou na segunda-feira (2) em seu blog um conjunto de imagens tiradas no Parque Nacional Monte Aspirante, na Ilha Sul da Nova Zelândia, onde foi filmada a trilogia de "Senhor dos Anéis".
"Enquanto milhares de acres ardem na Austrália, fumaça e cinzas têm coberto as montanhas da Nova Zelândia", escreveu. A fotógrafa explica que as fotos foram tiradas de um helicóptero em 29 de novembro.
A camada avermelhada acelerará o derretimento do gelo no topo das montanhas, acredita Carlson.
"Nossas geleiras não precisam de mais batalhas [para deter o aquecimento global], porque já estão em perigo de extinção; isso torna o impacto da mudança climática uma realidade ainda mais grave que não podemos ignorar", lamentou a blogueira.



© FOTO / YOUNGADVENTURESS.COM / LIZ CARLSON
Geleiras neozelandesas ganham tom avermelhado devido aos incêndios na Austrália

Opinião de especialista

Chris Brandolino, pesquisador principal do Instituto Nacional de Pesquisa Hidrológica e Atmosférica da Nova Zelândia, tem certeza de que foram poeira e fumaça dos incêndios florestais na Austrália, aliadas a uma direção "correta" do vento, as responsáveis pela mudança da coloração nas geleiras das montanhas neozelandesas, explicando que houve um fenômeno semelhante na Nova Zelândia há alguns anos.
A camada superior do solo australiano é rica em óxido de ferro, o que lhe confere sua tonalidade avermelhada característica.

Fonte do tom vermelho nas montanhas

Em novembro, a Nova Zelândia recebeu em várias regiões do país fumaça vinda de fogos nas florestas australianas.
Os incêndios florestais que afetaram os estados australianos de Nova Gales do Sul e Queensland ocasionaram seis mortes, destruição de centenas de casas e queima de milhares de hectares. Sem contar na grande quantidade de animais que morreram encurralados nas chamas.

domingo, 10 de novembro de 2019

Sondas da NASA que saíram da heliosfera detectam várias anomalias



As sondas espaciais norte-americanas Voyager 1 e 2, lançadas no espaço em 1977, registraram condições diferentes quando atravessaram a heliopausa.

As observações realizadas pelas sondas Voyager da NASA mostraram vários fenômenos inusitados ligados à heliosfera – uma bolha magnética dentro da qual o vento solar circula a velocidades supersônicas, segundo o diretor do projeto da NASA, Edward Stone.
O especialista explicou que as sondas espaciais lançadas em 1977, ao ultrapassarem a heliopausa, que é o limite da heliosfera, registraram condições diferentes em 2012 e 2018, sendo que a Voyager 2 voou através desta camada externa muito mais rápido do que a Voyager 1, detectando uma estrutura diferente da que fora captada pela primeira sonda, destaca Reuters.

© FOTO/ NASA/JPL-CALTECH
Representação das sondas Voyager 1 (em cima), Voyager 2, o Sol, a heliosfera e a heliopausa, agosto de 2017
"Vamos supor que esse limite não é fixo, mas se movimenta para a frente e para trás de acordo com o ciclo da atividade solar" o que indicaria que o "Sistema Solar 'respira'". Isso é algo que "complica dramaticamente a imagem", explicou Stone. Para ele a diferença poderia ser parcialmente explicada pelo fato de que as duas sondas atravessaram a heliopausa em regiões diferentes da heliosfera.
Outro cientista, Stamatios Krimigis, considerou "muito estranho" que, em ambas as vezes, a heliopausa estivesse a uma distância similar do Sol, cerca de 18 bilhões de quilômetros, embora "uma sonda a tenha cruzado durante a atividade solar máxima e a segunda durante a mínima".
A agência espacial norte-americana descobriu que o campo magnético do espaço interestelar é mais estável do que se pensava antes, sendo que as sondas não detectaram alterações na sua direção, embora a Voyager 2 tenha revelado que a radiação do espaço aberto é cerca de três ou quatro vezes mais intensa do que na heliosfera, o que significa que os voos interstelares exigem medidas de proteção mais eficazes.
Apesar destes progressos, as sondas Voyager estão muito longe de sair do Sistema Solar. Para realizar este objetivo teriam que ultrapassar a nuvem de Oort – uma série de objetos espaciais que está sob a influência gravitacional do Sol. A NASA estima que seria necessário aguardar por volta de 300 anos para entrar na nuvem e cerca de 30 mil anos para viajar mais além.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Astrofísica: Astrônomos detectam sinais misteriosos oriundos do espaço profundo



Astrônomos chineses que trabalham com o maior radiotelescópio esférico do mundo detectaram sinais de rádio misteriosos provindo de uma fonte afastada da Terra a 3 bilhões de anos-luz.

Na segunda-feira (9), a agência de notícias chinesa Xinhua informou que o maior radiotelescópio esférico do mundo, conhecido como FAST e localizado na província chinesa de Guizhou, detectou rajadas rápidas de rádio, ou FRB (Fast Radio Bursts, em inglês).
"Os sinais foram recebidos pelo maior telescópio esférico do mundo com 500 metros de abertura, eles estão sendo verificados e analisados cuidadosamente", anunciaram especialistas dos Observatórios Astronômicos Nacionais da Academia das Ciências da China (NAOC) citados pela agência.
A detecção dos sinais de rádio repetidos pode ajudar a esclarecer a origem e os mecanismos físicos das FRB, segundo cientistas.
Rajadas rápidas de rádio são impulsos de rádio com uma duração de alguns milissegundos. Até agora, os cientistas ainda não têm uma explicação fundamentada da origem delas.

Radiotelescópio FAST

O radiotelescópio FAST, localizado na província de Guizhou no sudoeste da China, foi terminado em setembro de 2016 e deve iniciar as operações regulares neste mês.

© AP PHOTO / LIU XU
O radiotelescópio chinês FAST, o maior do mundo, está situado na região montanhosa da província de Guizhou
Astrônomos de mais de 10 países e regiões estão elaborando planos de observações para o FAST de forma a aplicar o poder sem precedentes do telescópio, ultrapassando tudo o que tem sido feito por outros telescópios no passado.
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