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quarta-feira, 23 de junho de 2021

Cientistas resolvem antigo mistério sobre explosão de raios gama

 


Equipe de cientistas do Reino Unido provou que a explosão provavelmente foi impulsionada pelo colapso de campos magnéticos ordenados nos primeiros momentos da formação de um novo buraco negro.

Uma equipe internacional de cientistas, liderada por astrofísicos da Universidade de Bath, no Reino Unido, após medir o campo magnético em uma explosão distante de raios gama, confirmou pela primeira vez uma previsão teórica de décadas. O campo magnético nessas ondas de explosão torna-se embaralhado após o material ejetado colidir e chocar o meio circundante. Os cientistas usaram o telescópio robótico Liverpool totalmente autônomo e o novo polarímetro RINGO3 para resolver o mistério.

Quando uma estrela massiva morre em uma explosão catastrófica, ela aciona uma onda explosiva e, por fim, forma um buraco negro. Esses eventos extremamente energéticos expulsam o material a velocidades próximas à velocidade da luz e geram flashes de raios gama brilhantes e de curta duração que podem ser detectados por satélites orbitando a Terra. Esses flashes são chamados de bursts de raios gama (GRBs, em inglês).

"Medimos uma propriedade especial da luz - polarização - para sondar diretamente as propriedades físicas do campo magnético que alimenta a explosão. Este é um ótimo resultado e resolve um antigo quebra-cabeça dessas explosões cósmicas extremas - um quebra-cabeça que venho estudando há muito tempo ", disse à mídia a chefe de astrofísica de Bath e a especialista em raios gama, professora Carole Mundell.

Vale ressaltar que a equipe de Mundell foi a primeira a descobrir luz altamente polarizada minutos após a explosão que confirmou a presença de campos primordiais com estruturas de grande escala.

Ilustração artística da erupção de raios gama GRB 080319B
Ilustração artística da erupção de raios gama GRB 080319B

As equipes que observaram GRBs em uma taxa mais lenta encontraram baixa polarização e concluíram que os campos já haviam sido destruídos, mas não sabiam como ou quando.

Enquanto isso, uma equipe de astrônomos japoneses anunciou a intrigante detecção de 10% da luz polarizada em um GRB. Este detalhe ajudou a interpretá-lo como um choque frontal polarizado com campos magnéticos ordenados de longa duração.

"Essas raras observações eram difíceis de comparar, pois sondavam escalas de tempo e físicas muito diferentes. Não havia maneira de conciliá-las no modelo padrão", disse a principal autora do novo estudo e estudante de PhD em Bath, Nuria Jordana-Mitjans.

O mistério permaneceu sem solução por mais de uma década até que a equipe de Mundell analisou o GRB 141220A e publicou em seu relatório a descoberta de polarização muito baixa na luz de choque frontal detectada apenas 90 segundos após a explosão deste GRB.

A investigação ajudou a equipe a provar ainda que a explosão foi possivelmente gerada pelo colapso de campos magnéticos ordenados durante o período inicial da formação de um novo buraco negro, e a misteriosa detecção de polarização pela equipe japonesa poderia ser explicada por uma contribuição da luz polarizada do campo magnético primordial antes de ser destruído no choque.

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Blocos flutuantes podem indicar que Vênus está geologicamente ativo

 


Uma equipe internacional de cientistas descobriu que a superfície de Vênus possui um manto gelatinoso, com pedaços sólidos de crosta flutuando e se movimentando como blocos de gelo.

Para os especialistas, esta atividade fornece possíveis indicações sobre a origem da Terra e de outros planetas, contrariando a teoria de que o planeta seria um bloco sólido como a Lua.

De acordo com estudo publicado na revista PNAS (publicação oficial da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos), os cientistas encontraram lugares onde pedaços de crosta deslizam e giram como "blocos de gelo" no mar.

O movimento destes blocos pode indicar que Vênus ainda é um planeta geologicamente ativo, ajudando a entender a atividade tectônica nos primórdios da Terra e de outros planetas.

"As placas tectônicas na Terra são impulsionadas por convecção do manto. O manto é quente ou frio em diferentes locais e se move, e alguns destes movimentos são transferidos para a superfície sob a forma de movimentos das placas", explica Paul Byrne, professor na Universidade da Carolina do Norte e líder do estudo.

O investigador também afirmou que "o fluxo de calor do interior da Terra jovem era até três vezes superior ao de hoje, pelo que a sua litosfera pode ter sido semelhante ao que vemos atualmente em Vênus: não espessa o suficiente para formar placas em subducção, mas espessa o suficiente para se fragmentar em blocos que se movimentam e balançam".

Enquanto isso, há três novas missões da NASA e da Agência Espacial Europeia em andamento para estudar Vênus, que provavelmente fornecerão mais dados para a nossa compreensão do planeta.

As mais vistas da semana

Terra sofre de 'pulsações' a cada 27,5 milhões de anos, segundo estudo

 


No decorrer de uma pesquisa, cientistas analisaram 89 eventos geológicos conhecidos e registrados nos últimos 260 milhões de anos.

Aproximadamente a cada 27,5 milhões de anos, o planeta Terra sofre um ciclo de atividade geológica que emite uma "pulsação". O estudo que sugere tal evento foi chefiado por Michael Rampino, geólogo e professor do Departamento de Biologia da Universidade de Nova York, nos EUA, e foi publicado neste mês na revista Geoscience Frontiers.

"Muitos geólogos acreditam que os acontecimentos geológicos são aleatórios no decorrer do tempo. Contudo, nosso estudo proporciona evidências estatísticas de um ciclo comum, o que sugere que estes eventos geológicos estão relacionados e não são aleatórios", explica Rampino.

Em concreto, o grupo de pesquisadores examinou atividades geológicas como as extinções marinhas e terrestres, as formações de basalto resultado das erupções vulcânicas (também chamadas de trap), casos de esgotamento de oxigênio nos oceanos, alterações de nível do mar, assim como mudanças nas placas tectónicas terrestres.

Placas tectônicas e vulcanismo no Museu de História Natural, Londres
Placas tectônicas e vulcanismo no Museu de História Natural, Londres
Deste modo, os cientistas determinaram que os eventos em causa podem ser agrupados em dez diferentes pontos temporais, e que cada "pulsação" de atividade geológica está separada por cerca de 27,5 milhões de anos.

Sabendo isto, os autores do estudo mencionado supõem que o planeta terá sua próxima "pulsação" daqui a mais de 20 milhões de anos, considerando que o evento geológico desta natureza mais recente se deu há uns sete milhões de anos.

O que causa estas 'pulsações'?

Os cientistas creem que estas ocorrências cíclicas podem ter sua origem em processos geofísicos relacionados com o deslocamento das placas tectônicas e plumas do manto – colunas de material sob a crosta terrestre que criam pontos quentes. Da mesma forma, os períodos de atividade geológica também poderiam derivar do movimento da Terra no Sistema Solar e na galáxia em geral.

"Seja qual for a origem destes eventos cíclicos, nossos achados suportam a ideia da existência de um registro geológico periódico, coordenado e ocasionalmente catastrófico, que se afasta da opinião de muitos geólogos", sublinhou o autor principal do estudo.

 

terça-feira, 8 de junho de 2021

CICLOS DE QUÍRON - ASPECTOS E RETORNO DE QUÍRON




O Retorno de Quíron aos 50 anos é um período de renascimento. De 9 meses a 1 ano antes do Retorno de Quiron é quando as influências ancestrais são reveladas, quando aquilo que temos que trabalhar nesta reencarnação fica claro. Quíron vai iniciar os mesmos trânsitos ao mapa natal que fez quando nascemos. Antes de começarmos a falar, existimos num campo de experiência muito ligado aos sentidos e não nos recordamos. A nossa consciência está a trabalhar a outro nível. Parece que o retorno de Quiron nos trás à mente o nosso sentido para a vida. Em consultório a autora Melanie Reinhart faz 2 listas de trânsitos que analisa: 1 – 1 ano antes do nascimento até à 1ª quadratura de Saturno 2 – 1 ano antes do Retorno de Quiron e até cerca de 8 anos depois


Europa pode estar mergulhando por baixo da África



O Mar Mediterrâneo, entre Europa e África, fotografado a partir do espaço

A Europa pode estar começando a mergulhar sob a África, dando origem a uma nova zona de subdução com o potencial de aumentar o risco de terremotos no Mediterrâneo ocidental, informam cientistas.

Zonas de subdução formam-se quando placas tectônicas colidem, com uma placa mergulhando por baixo da outra e no manto terrestre. Às vezes essas colisões são graduais, as frequentemente elas ocorrem em grandes saltos que podem desencadear terremotos.

Como a szonas de subdução geralmente se localizam no leito marinho, terremotos nessas áreas podem causar tsunamis, como o que devastou parte do Japão em março.

Por milhões de anos, a placa Africana, que contém parte do leito do Mediterrâneo, vem se deslocando para o norte, rumo à placa eurasiana, numa taxa de cerca de um centímetro ao ano.

Agora, estudos de terremotos recentes na região indicam que uma nova zona de subdução pode estar se formando onde as placas se encontram, ao longo da csota da Argélia e do norte da Sicília.

“A formação de novas zonas de subdução é muito raro”, disse o líder do estudo, Rinus Wortel, geofísico da Universidade de Utrecht, na Holanda.

Mudança de papéis De acordo com Wortel, a situação opsota existia há cerca de 30 milhões de anos, quando a placa africana estava mergulhando sob a eurasiana, ao longo de uma ampla zona de subdução ao longo do Mediterrâneo ocidental. Ali, as rochas densas do leito marinho africano estavam sendo arremessadas sob a placa europeia.

Ao longo de milhões de anos, a África deslocou-se tão ao norte que nada do leito marinho ligado á placa restou na região. Tudo o que ficou foram as rochas do continente, que são mais leves que o leito marinho e não mergulhariam, disse ele.

Mas as placas continuaram a convergir, acumulando tensões tectônicas. Parte dessa tensão foi aliviada quando a placa eurasiana se dobrou para produzir as cordilheiras dos Alpes, do Cáucaso e de Zagros.

Com base na localização e nos movimentos de tremores recentes ao longo dos limites da placa, a equipe de Wortel acredita que a subdução recomeçou – mas, desta vez, com a Europa deslizando para baixo da África.

A nova zona de subdução, anunciada durante reunião da União de Geociência da Europa, em Viena, é uma descoberta estimulante, disse Wortel, porque essas regiões tendem a existir por muito tempo, em termos geológicos.

Risco subestimado? Outros cientistas estão intrigados pela possibilidade de uma nova zona de subdução, mas mantêm-se cautelosos.

“Não ouvi a palestra, mas é perfeitamente plausível”, disse Seth Stein, professor de Geofísica da Universidade Northwestern (EUA), por email. Por exemplo, outras partes da região do Mediterrâneo – como a Itália continental – têm assistido a mudanças nos últimos dois milhões de anos, declarou.

Mas decifrar essas mudanças é um processo muito complexo, disse Chris Goldfinger, diretor do9 Laboratório de Tectônica Ativa e de Mapeamento do Leito Marinho da Universidade Estadual do Oregon (EUA).

“Eu teria de passar uma semana com os dados antes de poder opinar se eles têm algum valor”, disse.

O líder do estudo acrescentou que a formação de uma zona de subdução é um processo lento: “Acontecem numa escala de tempo de vários milhões de anos”.

Por exemplo, disse, a maioria das zonas de subdução estabelecidas são marcadas por gigantescas trincheiras submarinas. Uma trincheira semelhante deve se formar no Mediterrâneo – mas não de um dia para o outro.

Wortel acrecita que os dados podem implicar que o risco de terremoto no oeste do Mediterrâneo vem sendo subestimado, e pode estar aumentando.

“Normalmente, não é considerada uma região de enorme atividade sísmica, não da magnitude que vimos no Japão”, declarou Wortel.

Esse pode ser um caso de complacência histórica. “Só porque algo não aconteceu em centenas de anos, não quer dizer que não exista risco”.

De fato, lembrou, 70.000 pessoas morreram em Messina, na Itália, em 1908, quando um terremoto de magnitude 7,1 causou ondas com altura estimada de 12 metros.

E um dos mais devastadores terremotos da história europeia ocorreu a oeste do Gibraltar em 1755, lançando uma onda gigante sobre Lisboa e matando, segundo algumas estimativas, mais de 100.000 pessoas.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/


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