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quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

O caminho do Peregrino e as Espadas como desafio





A experiencia de cada naipe normalmente é vivida sob uma ou mais influencias adicionais de um ou outros naipes. Como já foi falado no início da peregrinação de Ouros, a experiência em cada naipe não é pura mas antes contêm uma infinidade de influencias compostas que expressam a individualidade humana. No entanto devemos ter em conta que nem toda a revolta sentida é resultado da experiência de Espadas, bem mais frequente é de se tratar de uma consequência de alguma desilusão na vida que provoca ceticismo e animosidade em nós. 

 O aspecto negativo de Espadas é fonte de muitos mitos religiosos como por exemplo a queda dos anjos no livro de Enoch, a revolta dos Asuras de Blavatsky, o sacrifício de Prometeu ou a tentação da serpente bíblica. A experiencia do negativo de Espadas, fortemente mental pretende desvendar o mistério da vida pelo intelecto e rejeita qualquer alegação de autoridade religiosa. É natural que essa abordagem limitadora está condenada a fracassar e o peregrino revoltado contra o princípio criador procura resolver o problema ao transformar gradualmente a sua situação através da busca da causa das causas, dos valores absolutos, em suma através da procura de Deus. Encontramos na tetralogia do Anel dos Nibelungos de R. Wagner um simbolismo expressivo e característico do aspecto negativo de Espadas, da luta incessante a procura do divino. Na lenda dos Nibelungos está patente o antagonismo dos princípios material e espiritual e da vida esotérica da alma humana (Siegfried). 

 Em determinada altura Siegfried luta pela imortalidade e pela sua união ao princípio divino (Brunhilde). Ele desobedece ao poder criativo (Wotan) ao destruir a lança de Wotan com a sua espada. O simbolismo aqui está na rejeição daquilo que tinha sido alcançado no estágio de Ouros para que o peregrino se possa unir com o seu Eu-superior. O peregrino deve avançar sozinho e independente de qualquer lei externa ou autoridade condutora seguindo apenas o seu critério interno e recusando qualquer limitação. Falamos do caminho da luta solitária pela escuridão em que o iniciado deve descobrir o rumo certo e avançar até a meta final. Ao atravessar o estágio de Espadas o peregrino rejeita tudo ao ponto de negar o próprio princípio da vida para finalmente nas últimas fases do seu desenvolvimento encontrar Deus dentro de si mesmo. 

 De forma progressiva ele se vê livre não só das ilusões do mundo e do Astral mas também do princípio que, nele próprio, negava tudo. Simbolicamente a passagem de Ouros para Espadas pode ser expressa como passagem de Aleph até Ghuimel (do nome divino AGLA). AGLA engloba os 4 graus que dividem os Arcanos Menores. Aleph busca Deus pelo desenvolvimento pessoal através de Ouros, Ghuimel busca divindade em si mesmo pela passagem através de Espadas, Lamed expressa a união com Deus e toda a Criação e é de Copas e finalmente a letra final Aleph que é a convergência de todos os caminhos em Paus. Por além da via filosófica ou negativa existe a chamada via mística ou positiva. A desilusão quase trágica do peregrino para com o mundo exterior e seus valores pela via negativa contrasta com a aspiração positiva do caminho místico de Espadas. 

 O Iniciado emparado pela fé profunda nos valores espirituais imutáveis não se deixa levar pelo desespero na sua procura pela verdade (isto já parece tarefa para Fox Mulder dos X-file). No caminho da fé o princípio pessoal é conscientemente desvalorizado por ser obstáculo principal entre o ser humano e Deus. O desenvolvimento marcante do estágio de Ouros torna-se alheio às Espadas místicas cujo maior esforço consiste na transferência do equilíbrio a nível pessoal para o suprapessoal. Ambas as vias (filosófico e místico) são trilhadas pela forte aspiração ao Alto, um profundo mistério individual, sem qualquer manifestação externa. 

 Os 2 caminhos de Espadas conduzem através da decomposição da forma antiga à criação de uma forma nova, a taça ou cálice, receptáculo para a força divina. No estágio de Espadas o peregrino afasta-se de qualquer autoridade que não esteja em conformidade com a sua própria existência interna. A experiencia de Espadas é a experiencia da solidão na qual se realiza o nascimento espiritual e construção do templo interno. Trata-se do reflexo do Logos Cósmico no microcosmo humano. A passagem de Ouros para Espadas em busca de algo que não se consegue encontrar nos dogmas estabelecidos implica um esforço considerável. 

 O peregrino deve escolher o seu próprio caminho na busca do seu Eu-interno, o que exige determinação, coragem e perseverança, pois quem se acomoda com as normas da vida religiosa externa não consegue ultrapassar o estágio de Ouros (não basta ir a missa ). A maior diferença entre a via filosófica (-) e a via mística (+) reside no entendimento da problemática do Mal e do sofrimento. Na via negativa o ser humano responsabiliza o Logos pelo problema, na via positiva ou caminho da fé o peregrino sente necessidade de remedir o mundo. 

 O sofrimento é aceite e o sacrifício é feito de boa vontade contribuindo assim tb para uma redução da carga cármica pessoal. O seguidor do caminho da fé embora que se tenha afastado do mundo não foge ao sofrimento e aceita o em nome da purificação do mundo. A figura do As de Espadas, de pé, e com a ponta virada para cima corresponde ao Reino ou Malkut do sistema das Sefiras. A representação tradicional de Espadas consiste numa cruz encimada por um triângulo ascendente agudo. O eixo vertical que divide o triângulo da lâmina em dois lados iguais prolonga-se até a ponta superior. O cabo de Espadas de braços iguais designa a cruz elementar. 

O eixo central indica a possibilidade da subida direta do plano físico (Malkut) ao plano espiritual (Kether). É desta forma que a imagem revela a essência do seu próprio naipe e alude aos modos de atravessa-lo. Por meio desta apresentação simbólica é nos explicado a forma como o peregrino se deve elevar no estágio de Espadas. Ele afasta-se cada vez mais da realidade de Ouros ou Cruz elementar que lhe era tão cara no estágio anterior. O eixo central na imagem de Espadas corresponde a coluna central da árvore das sefiras e indica a possibilidade da subida direta que conduz através das sefiras Yesod e Tiferet, isto é, através do mundo das formas e do mundo da criação ao cume da coluna Kether ou mundo espiritual superior.


Alzheimer: cérebro começa a mudar 30 anos antes do diagnóstico





Uma das alterações acontece nos níveis da proteína Tau, conhecido como um dos principais indicadores da doença. (Thinkstock/VEJA/VEJA)

A descoberta pode ajudar no desenvolvimento de exames de diagnóstico, garantindo tratamento precoce e maior qualidade de vida ao paciente


O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas em todo mundo. Apesar dos esforços da comunidade médica, ainda não foi possível encontrar uma cura para o problema. Diversas pesquisas têm sido realizadas para encontrar formas de detectar a doença cada vez mais cedo, o que ajudaria a minimizar o impacto dos sintomas. Agora, um novo estudo descobriu que algumas mudanças químicas e na anatomia no cérebro ocorrem décadas antes do surgimento dos primeiros sintomas do Alzheimer. Isso significa que, se reconhecidos precocemente, esses sinais poderiam facilitar o início das intervenções terapêuticas e proporcionar maior qualidade de vida ao paciente. A  pesquisa, publicada no periódico Frontiers in Aging Neuroscience, descobriu que uma das alterações se dá nos níveis da proteína Tau, que começam a elevar 34 anos antes do diagnóstico. Essa proteína é conhecida como um dos principais indicadores da doença. Outras mudanças acontecem no lobo temporal, parte do cérebro responsável pela memória e pelo comportamento emocional. Nesta região, as modificações podem ser vistas até nove anos antes dos sintomas se manifestarem.

Segundo os pesquisadores, as alterações acontecem ao longo dos anos e podem ser identificadas através de exames médicos periódicos. “Nosso estudo sugere que pode ser possível usar imagens do cérebro e análise do fluido espinhal para avaliar o risco de Alzheimer dez anos ou mais antes que ocorram os sintomas mais comuns, como declínio cognitivo leve”, disse Laurent Younes, principal autora do estudo, em  nota

Alterações cerebrais
A equipe da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, revisou registros médicos de 290 pessoas com idade média de 40 anos. A maioria dos participantes tinha pelo menos um parente de primeiro grau diagnosticado com Alzheimer – o que aumenta o risco de desenvolver a condição.

Para a análise, foram verificadas amostras de líquido cefalorraquidiano (fluído corporal produzido pelo cérebro e coletado na espinha, onde ele também está presente). Também foram investigados resultados de ressonância magnética do cérebro. Estes exames foram realizados a cada dois anos entre 1995 e 2013. Ainda foram feitos testes padrões anualmente para examinar a memória, aprendizagem, leitura e atenção dos participantes.

 Declínio cognitivo 
No início do estudo, os participantes foram considerados “cognitivamente normais”, ou seja, sem a presença do Alzheimer; no entanto, ao fim da pesquisa, 81 pessoas haviam desenvolvido a doença. Nestes indivíduos, os cientistas notaram sinais de comprometimento cognitivo de 11 a 15 anos antes do início de qualquer sintoma. Eles foram percebidos a partir de pequenas mudanças na pontuação dos testes cognitivos – embora os participantes tenham se mantido assintomáticos.

 Presença da Tau 
 Os exames analisados também revelaram que níveis mais altos da proteína Tau foram detectados 34 anos antes da aparição dos sintomas. Além disso, as concentrações da tau fosforilada (p-tau) – uma versão modificada da Tau – aumentaram 13 anos antes que o comprometimento cognitivo fosse perceptível.

Lobo temporal 

 A equipe ainda rastreou mudanças cerebrais que aconteciam ao longo do tempo e descobriram que a taxa de mudança na superfície medial do lobo temporal era diferente entre os participantes com e sem Alzheimer – essas alterações ocorreram de três a nove anos antes.
 O que isso significa? 

Os pesquisadores ressaltaram que as alterações cerebrais variam consideravelmente entre os indivíduos, portanto, é necessário encontrar um mínimo de marcadores alterados para verificar o risco para o Alzheimer. “Várias medidas bioquímicas e anatômicas podem ser vistas mudando até uma década ou mais antes do início dos sintomas clínicos. O objetivo é encontrar a combinação certa de marcadores que indiquem risco aumentado de comprometimento cognitivo e usar essa ferramenta para orientar eventuais intervenções para evitar isso”, comentou Michael I. Miller, co-autor do estudo, em comunicado. Apesar disso, os pesquisadores acreditam que os resultados possam levar a criação de melhores exames para diagnosticar a doença precocemente. Isso ajuda a garantir que o paciente conheça todas as opções de tratamento e desfrute de maior qualidade de vida.

Alzheimer 

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que provoca a diminuição das funções cognitivas, uma vez que as células cerebrais degeneram e morrem, causando declínio constante na função mental. Os principais sintomas da doença são: dificuldade de memória (especialmente de acontecimentos recentes), discurso vago durante as conversações, demora em atividades rotineiras, esquecimento de pessoas e lugares conhecidos, deterioração de competências sociais e imprevisibilidade emocional. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), essa doença é responsável por 60% a 70% dos casos de demência – grupo de distúrbios cerebrais que causam a perda de habilidades intelectuais e sociais. Estima-se que 44 milhões de pessoas sofram de demência no mundo – mais de um milhão delas está no Brasil, de acordo com Alzheimer’s Association. Além disso, 10 milhões de novos casos surgem anualmente – número que deve triplicar até 2050, segundo a OMS. Essa condição, que devasta a vida de pacientes e familiares, também apresenta altos custos econômicos, com a previsão de gasto de 2 trilhões de dólares por ano até 2030.

Fonte/Veja


quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

As figuras importantes do Tarô: Valete, Cavaleiro, Dama e Rei




No início da nossa peregrinação pelos 4 estágios


As 4 figuras dos 4 naipes (Rei, Dama, Cavaleiro e Valete) se referem as 4 letras do nome sagrado Jod-He-Vau-2º He. O Rei (Jod/Paus) pertence ao mundo da imanação e corresponde a 3ª e 4ª iniciação. A Dama (He/Copas) também pertence a 3ª e 4ª iniciação e designa o mundo da criação. O Cavaleiro (Vau/Espadas) é do mundo da formação e está ligado a 2ª iniciação. Por último o Valete (2º He/Ouros) é da primeira iniciação e pertence ao mundo da manifestação. 

 A iniciação de Ouros também é chamada de Iniciação nos Círculos, representativa pelo reino criado onde tudo é organizado segundo a hierarquia espiritual a qual o peregrino se submete inteiramente. O seu mundo interno está em conformidade com o seu trabalho externo. O objetivo do estágio é de estabelecer uma relação harmônica entre aspiração espiritual e vida terrestre para criar o Ouro hermético. A experiencia de Ouros é indispensável no caminho para a luz e a passagem só está garantida quando os desejos pessoais já não satisfazem. Estamos em vias de passar por uma crise pessoal interna, início da derrota do elemento pessoal. 

A satisfação interna e externa adquirida pela realização dos objetivos de Ouros engloba um perigo oculto em si. Falamos do velho problema filosófico de Platão em que ele afirma que os Deuses não têm experiência estética. No caso de um artista a experiência estética começa a falhar quando não mais procuramos a perfeição. A realização plena provoca estagnação e o peregrino demasiadamente satisfeito consigo próprio acaba por interromper o processo da iniciação. 

O princípio espiritual é dinâmico como tudo pois a vida tem 4 dimensões (por além do elemento espiritual ou 5ª essência) muitas vezes esquecidas pelas análises e estatísticas do nosso tempo. A saída do estágio de Ouros pode ser causada pela tomada de consciência do mundo ilusório em que vivemos e da relatividade de todas as manifestações. Com essa conscientização entramos no estágio de Espadas o naipe da psique pela via filosófica_negativa ou pela via mística_positiva. O estágio de espadas é o da psique ou do Mental e Astral vivido quando o desenvolvimento pleno de ambos for alcançado. O aspecto filosófico e negativo de espadas em que a razão domina os sentimentos corresponde ao plano Nasham ou Manas. 

Nesse plano o Mental ainda não alcançou o plano superior Haia ou Budi e o peregrino apenas está capacitado para uma análise inexorável da profundidade da existência mas ainda não consegue desenvolver uma síntese criadora. Apesar disso o peregrino de ouros já é um bom conhecedor da sua personalidade e com os seus centros psíquicos desenvolvidos é detentor de algum poder mágico sobre o mundo astral e o meio ambiente. O peregrino finalista de ouros animado pela sua vontade e dominador dos seus desejos e das suas emoções é capaz de criar novas formas e de transformar outras já existentes. Apesar dessa vitória ele sente no seu íntimo uma crescente insatisfação com aquilo que alcançou no estágio de ouros. Ele interroga-se sobre a utilidade do seu conhecimento e daquilo que realizou e começa a sentir a necessidade de algo diferente e superior. 

O peregrino apercebe-se da luz que permeia o mundo e deseja descobrir a sua natureza e origem ele quer encontrar Deus face a face para compreender através do reflexo divino o seu Eu interno. O Iniciado de Ouros com poder criador e capacidade de dar algo ao mundo entra numa fase de negação. Ele nada mais espera deste mundo pois acha que tudo que o mundo lhe poderia dar ele já possui e aínda não percebeu que dar é receber e que o segredo reside na continuidade. O mundo nos dá sempre algo em troca mais tarde ou mais cedo, pode ser algo diferente ou imprevisto mas o eterno retorno confirma-se sempre pela lei da causa e do efeito. 

O peregrino no auge do desenvolvimento da sua personalidade toma conhecimento do caráter ilusório do mundo e embora que ele se tenha familiarizado com a Forma, desconhece na totalidade a sua essência e origem (problema também na filosofia existencialista de M. Heidegger). Ele classifica as formas como ilusórias e enganadoras e acaba por rejeita-las o que leva a perca da fé e da esperança. O mundo do peregrino começa a desmoronar a sua volta, ele não compreende o sofrimento neste mundo injusto em que a pessoa honesta paga pelo pecador e em que ele próprio apesar do seu poder pessoal e conhecimento nada pode fazer para alterar o rumo. Nasce nele um sentimento de revolta contra o Criador que se manifeste por uma profunda crise espiritual que deve ser ultrapassada no estágio de espadas.


Nos degraus do caminho dourado dos arcanos menores do tarô - 7,8,9




O estudo da lâmina 7 de Ouros concluímos o septenário das experiencias internas e das realizações iniciáticas. As características que esses graus têm em comum é que todos foram alcançados pelo esforço próprio do discípulo. O 7 de Ouros sintetiza todo o esforço pessoal do peregrino. Os 7 primeiros graus correspondem as causas secundárias enquanto os graus 8, 9 e 10 de Ouros se relacionem com as três causas primordiais. No que diz respeito a correspondência de 7 de Ouros com os arcanos maiores podemos afirmar o seguinte: 

O 7º arcano maior (O carro) designa a vitória sobre o condicionamento planetário interno. O verdadeiro vencedor torna-se senhor do seu mundo psícoanímico e físico através do princípio individual. O arcano 16 (Diabo) simboliza o desmoronamento dos elementos pessoais inferiores pela atuação da vontade superior. A ligação de 7 de Ouros à sefira Netzah (Vitória) é evidente e dispensa qualquer comentário. Na alquimia o operador procura sintetizar todos os esforços volitivos e impregna-los à matéria alquímica. A ligação entre Rebis e operador já tinha sido estabelecido no grau anterior, mas ambos ainda continuem separados e a influencia que o Rebis absorve ainda vem de fora. Apenas quando essa absorção atingir o máximo, a parte final do processo alquímico se tornará possível. 

 O 8 de Ouros é representado por dois quadrados que possuem um centro comum e que girem em sentido contrário. São eles os elementos ativos do processo criador. No ser humano agem de dentro para fora como de fora para dentro. Esses elementos são conhecidos no Oriente pelo nome Tatwas e no Ocidente por Elementos Essenciais e Substanciais que representam tudo aquilo que existe. Os Tatwas pertencem a Força Universal Criadora, ou seja, a todos os aspectos daquilo que cria como também daquilo que está criado (assunto muito investigado na Filosofia Existencialista de Martin Heidegger/ relação sujeito-objecto). Segundo a tradição os Elohim e tudo criado por eles representam estes dois aspectos (essencial, criador - substancial, criado). 

O ser humano normalmente não tem consciencia das energia tátwicas externas, aquelas que que o criam, mas é consciente às forças internas por ele próprio criadas e projectas para o meio ambiente exterior segundo a sua vontade. No ser humano na generalidade apenas as tatwas inferiores (Prithivi, Apas, Vayu e Tejas) são manifestados. Simbolicamente cada tatwa ocupa um dos lados de dois quadrados que girem em sentido inverso e que têm como centro comum um quinto tatwa de nome Akasha. Akasha liga os 4 tatwas inferiores aos 2 tatwas superiores (Adi e Anupadaka) não manifeste no ser humano. Akasha transmite os seus dois aspectos de força através dos 4 tatwas inferiores ao ser humano. Agindo através do tatwa Prithivi, a influencia de Akasha rege o crescimento orgânico e natural de cada organismo desde do nascimento até a idade adulta e é responsável pela renovação das células de 7 em 7 anos! (Lembremo-nos do cíclo de ). Agindo através do tatwa Apas, Akashi rege o desenvolvimento do corpo etérico, através de Vayu o corpo astral e através de Teja o corpo mental ou capazidades intelectuais. No ser humano esses 4 tatwas estão ativos. Prithivi e Apas dão início à substância e Vayu e Tejas permancem em estado de força. 

 Os tatwas são os 7 aspectos da Força Universal Criadora ou 7 planos da Criação desde do mais sútil ao mais denso. A totalidade do trabalho dos 7 tatwas apenas se realiza no Macrocosmo. No Microcosmo humano somente os 4 tatwas inferiores estão activos. Tanto os tatwas como os planetas são as 7 causas secundárias. Esta relação pode ser compreendida de seguinte maneira. Os tatwas criam e os planetas dão a forma ao que está criado. A essência única de cada individualidade é criada por Akashi e o desenvolvimento formal é feito pelos planetas dominantes. Para um aumento de manifestação os 4 tatwas inferiores devem ser mais harmoniosos e cooperantes possível (ver mapa astral). Akasha apresenta-se pela espiritualização geral da personalidade e começa pelo corpo físico e etérico para passar pelas forças psíquicas, da intuição e expansão da consciência. Falamos de um trabalho interno do Espirito que não pode ser provocado ou manipulado. É de assinalar que como acontece aos planetas também os tatwas não contêm em si qualquer conotação negativa ou positiva. 

 A força tatwika expressa-se de forma negativa quando a personalidade está desalinhada ou perturbada. O efeito de transmissão entre os 2 tatwas superiores e os 4 inferiores pode até ter efeitos destruitivos quando os 4 tatwas inferiores não conseguem suportar as vibrações superiores. Trata-se de um fenómeno bem visível hoje em dia no crescente aumento da criminalidade a nossa volta e revela-se como perda total de controlo sobre os desejos e emoções, pela revolta contra todo o tipo de autoridade e formas aceites pela sociedade. Todavia essa revolta e vontade de mudança não engloba nada de construtivo ou projectual ao contrário daquilo que acontece no estágio de espadas. O ânimo é de negação . Nietsche Percebe-se então a importância da harmonização da personalidade antes de qualquer trabalho espiritual sério. Ao concluir o estágio de 8 de Ouros finalizamos o ensinamento esoterico sobre a individualidade ou Eu Verdadeiro. 

Sabemos que 8 de Ouros se relaciona com os 3 tipos de alma (Aleph, Guimel e Lamed). Ao juntar as 3 letras forma-se a palavra AGLA cujo valor numérico (1+3+30+1) é igual a 8 e que corresponde por analogia ao Arcano Maior Justiça. AGLA designa 3 caminhos distintos para chegar a Deus. O tipo Aleph concebe Deus através da filosofia e do conhecimento cientifico-metafísico (Isis). O tipo Guimel, inteiramente místico, procura a experiencia interna e supra-racional da presença divina. O tipo Lamed tem igualmente uma concepção transcendente de Deus mas procura alcança-lo através da intuição. Ele sente a presença divina em tudo que é natureza e reconhece todos os seres como sendo filhos do mesmo Pai. Poderíamos falar aqui de panteismo religioso. 

O segundo Aleph do nome divino é a unificação dos 3 tipos nos planos superiores, essa união é realizada no estágio de Paus. A diferenciação da alma em 3 categorias corresponde à triplicidade da Mônada nos planos Tatwicos superiores. Todas as almas não degeneradas pelo materialismo pertencem a uma dessas categorias ou correntes espirituais que flui através da individualidade. O peregrino necessita identificar seu tipo de alma como também esforçar-se para que haja condições para essa se manifestar de forma mais perfeita possível através da individualidade e da personalidade. Caso que o tipo Aleph não tenha purificado suficientemente a personalidade ele irá reflectir o tipo Aleph sob forma, por exemplo, de um dogmatismo estreito e pelo desapego à escolastica. O tipo Guimel, através de vivencias astrais ilusórios e o tipo Lamed por uma espécie de diluição inconsciente da individualidade no meio ambiente. 

 O 8 de Ouros relaciona-se igualmente com o ensinamento das 3 causas primordiais ou 3 princípios (na Astrologia) cujo símbolo é o triângulo EMESH (Aleph, Mem, Shin)...(1+40+300 =341 = 8). No hermetismo ético as causas primordiais manifestam-se de seguinte modo: A causa Aleph como carácter específico da individualidade que se expressa através da personalidade, o carácter específico de suas aspirações e o modo como o discípulo se cria a si mesmo de forma consciente. A causa Mem como força espiritual que, agindo de fora através de Akasha, e que pode transmutar o ser humano. A causa Shin (Marte/Louco) como força do próprio peregrino, fundamental para qualquer trabalho criador. No grau precedente (7 de Ouros) era preciso superar os aspectos negativos do carma interno. 

 A tarefa do estágio de 8 de Ouros é reger o carma externo, ou seja, apreender enfrentar positivamente todos os acontecimentos externos da vida. Nada acontece por acaso e tudo tem uma razão de ser (lei da causa e do efeito). Uma provação necessária quando for repelida volta novamente mais tarde. Lembro aqui o transito saturniano! Todas as situações por mais desfavoráveis que possam parecer devem ser construtivamente aproveitadas evitando assim o perigo da involução ou descida descontrolada ao materialismo. Por além dos nomes divinos AGLA e EMESH, o 8º arcano se liga também ao 3º nome divino Jod-He-Vau-He (1+5+6+5 =17 =8). Este terceiro nome em relação ao 8 de Ouros corresponde ao trabalho criativo dos 4 tatwas inferiores, realizando-se de cima para baixo e vice versa (4+4 =8). Outro Arcano Maior relacionado com 8 de Ouros é o 17º (Estrela) que é o arcano da Natureza. 

 A força deste arcano, a vida em constante renovação, não é mais nem menos do que a própria força tatwika. Os títulos dado ao Arcano - Divinatio Naturalis e Signum referem-se em primeiro lugar ao condicionamento astrológico ligado ao carma. Podemos falar aqui de um elemento de determinismo astrologico retificado pelo elemento do indeterminismo e que se expressa pela frase célebre: Os astros inclinam mas não determinam. 

 O 3º título, Intuito, confirma a capazidade de conhecimento supraintelectual, dado pela acção Akasha. Por último o título Spes, indica que diante do peregrino que já se purificou pela realização do 7º grau e que tomou consciência do trabalho dos tatwas já se abre a porta da Iniciação., ou seja, ao (re)nascimento espiritual para uma nova vida. O 8 de Ouros está ligado a sefira Hod (Paz). Em todos os naipes , o 8º grau refer-se sempre ao trabalho interno, algo que se faz em silêncio e que transforma o ser humano. Na Alquimia o 8 de Ouros é a fase mais espiritual de todo o processo. Trata-se da mistura Rebis dentro do Ovo e que já recebeu o máximo da influencia externa. 

 A partir deste momento o Alquimista polariza as suas forças mentais e volitivas (azoth dos sábios) atuando sobre a mistura para que nela possa nascer a Pedra Filosofal. Essa força espiritual por parte do Alquimista corresponde à ação do Akasha sobre os tatwas inferiores existentes no ser humano. Já o nove de ouros é o grande arcano da iniciação. O yesod de Hermes e a força lunar . 4+5 = 9 A autoridade (Imperador) da Alma- Qinta Essência (Papa) 3+6 = 9 O andrógino (Imperatriz) no seu meio ambiente (Amantes/2 caminhos) 2+7 = 9 A Ciência (Papisa) da Astrologia (Carroça) 1+8 = 9 O Início (Mago) da Harmonia (Justiça)

domingo, 19 de dezembro de 2021

Os simbolos de proteção dos orixás, pela vibração astral




Precisa, também, saber conjugar eficientemente esta Vibração de seu Orixá Regente Planetário com a Vibração de seu Orixá de Cabeça, ou seja, aquele a quem, por escolha própria antes de sua atual reencarnação, seu Espírito Imortal (Ori Orun = Cabeça no Além), ajoelhado perante Olorum [Deus], decidiu ou precisou dedicar sua futura "Cabeça na Terra" [Ori Aiye = Intelecto ou Personalidade Individual].
        Como vimos, o Orixá Regente Planetário é determinado pela data de nascimento e a ele estão ligados seu Arcanjo e Anjo de Guarda; mas, seu "Orixá de Cabeça", a quem estão ligados seu "Santo" e seu "Exu Guardião", só pode ser determinado por um Babalaô, através de um Jogo Divinatório como o Tabuleiro de Ifá, o Colar de Ifá ou, como último recurso, os Búzios. Para esta última determinação, não há outra alternativa ou escapatória.
        Portanto, na Magia Talismânica de Umbanda, não é o bastante representar o Ser Humano pelo Pentagrama; é necessário também :
  1. Classificá-lo por Forças Sutis Espirituais, Astrais e Planetárias;
  2. Individualizá-lo em seus outros relacionamentos espirituais com a sua Falange Espiritual, com seus Guias e/ou Protetores;
  3. Nominá-lo por seu Nome Astral e/ou Iniciático;
  4. Graduá-lo em função do mérito que venha alcançando nas "pelejas" em prol de seus próximos.
        E, para isso, a Magia Talismânica de Umbanda tem seus próprios símbolos sagrados para representar aos seus Orixás, Guias e Protetores, aos Planetas e Signos Zodiacais, às Forças Elementares da Natureza, à Numeralogia e Grafia Sagrada com que cria e grafa Nomes Próprios e/ou Iniciáticos, bem como pode representar os Vórtices e Canais de Energias Sutis que percorrem o Organismo Intra e Supra Corpóreo do Ser Humano, caminhos de energias estes que são, também, controlados pelo Imolé Exu Bara, o Senhor Guardião do Corpo e dos Caminhos do Destino de cada um de nós, "Caminhos"" estes que ele "abre" ou "fecha" conforme os méritos e os deméritos de nossas ações conscientemente perpetradas.
        Com o conjunto desses Símbolos e com sua Grafia Sagrada, à qual os Umbandistas denominam por "Lei de Pemba", a Umbanda não precisa recorrer à simbologias de origem Egípcia, Tântrica, Hebraica, Grega ou Latina para compor seus Sinetes ou Talismãs.
        É de se notar, também, que as representações das formas geométricas (e a matemática que as inspiraram), não são propriedade exclusiva de nenhuma civilização ou época. Elas existem desde sempre na Natureza : a espiral da casca de um caracol, o oval de um seixo rolado, o triângulo de uma lasca de sílex, o cubo, a pirâmide, o hexágono e muitas outras formas encontráveis nos minérios e cristais, a forma poligonal de uma estrela-do-mar !
        Não há aqui espaço para o ensinamento das correlações entre os Símbolos Sagrados de Umbanda e os Símbolos de outras procedências, tais como Astrologia, Alquimia, Cabala e Magia. Mas, realmente, a correlação existe e quem quiser aprofundar-se no assunto em questão pode referenciar-se no livro de Mestre Itaoman acima citado, embora seja difícil encontrá-lo nas livrarias.
        Por isso mesmo, vamos limitar-nos a apresentar os Doze Sinetes Astrais Básicos referentes aos Doze Signos Zodiacais, de forma que cada pessoa possa encontrar aquele referente à data de seu nascimento e, então, utilizar-se dele, por sua conta e risco, para obter proteção contra "temporais astrais" que, infelizmente, certos ambientes ou pessoas "mal vibrados" podem ocasionar.
        O material em que devem ser confecionados é aquele referido como o metal característico do Signo Zodiacal, encontrável no tópico Influências Místicas, Item Influências, sub-item Data de Nascimento, nesta mesma Home Page.
        Sobre um dos seus lados, cada Sinete Astral tem gravado os Símbolos Umbandistas relativos ao Signo Zodiacal, o Planeta Regente, o Orixá de Nascimento, a Força Sutil do Elemento da Natureza, o símbolo do Vórtice Astral captador de Energias Sutis de seu organisno extra-corpóreo e o Símbolo Astral Sintético da Entidade Espiritual Guardiã de seu Corpo Físico e Astral, ou seja, seu Imole Esu Bara.
        Em seu outro lado, tem signos cabalísticos não reveláveis publicamente, ou seja, só são reveláveis dentro da relação Mestre-Discípulo.
        Cada um desses Sinetes Astrais é, pois, comum a todas pessoas nascidas sob esse mesmo Signo Astral e por todas elas podem ser utilizados, mas apesar de abaixo relacionarmos os Doze Sinetes Astrais Básicos para seu simples conhecimento, é evidente que para grafá-los magisticamente é necessário ter-se sido Iniciado na Lei de Pemba de Umbanda, a Grafia Sagrada dos Orixás :  simplesmente cópiá-los e portá-los não levará ninguém a resultado algum!

OS SINETES ASTRAIS DOS SIGNOS NA UMBANDA
E SUAS INFLUÊNCIAS MÍSTICAS
  Aries
De 20/03 a 18/04
Touro
De 19/04 a 19/05
  Veja as Influências representadas neste 
Símbolo no item 3 - Relações Místicas
Veja as Influências representadas neste 
Símbolo no item 3 - Relações Místicas
  Gêmeos
De 20/05 a 20/06
Câncer
De 21/06 a 21/07
  Veja as Influências representadas neste 
Símbolo no item 3 - Relações Místicas
Veja as Influências representadas neste 
Símbolo no item 3 - Relações Místicas
  Leão
De 22/07 a 21/08
Virgem
De 22/08 a 21/09
  Veja as Influências representadas neste Símbolo no item 3 - Relações Místicas
Veja as Influências representadas neste Símbolo no item 3 - Relações Místicas
  Libra
De 22/09 a 22/10
Escorpião
De 23/10 a 21/11
  Veja as Influências representadas neste Símbolo no item 3 - Relações Místicas
Veja as Influências representadas neste Símbolo no item 3 - Relações Místicas
  Sagitário
De 22/11 a 20/12
Capricórnio
De 21/12 a 19/01
  Veja as Influências representadas neste Símbolo no item 3 - Relações Místicas
Veja as Influências representadas neste Símbolo no item 3 - Relações Místicas
  Aquário
De 20/01 a 17/02
Peixes
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