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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Surge teoria sobre miniburacos negros devoradores das entranhas de estrelas de nêutrons

 


Em hipótese ainda não revisada, astrofísicos propõem que explicação para matéria escura abundante é que miniburacos negros primordiais podem estar engolindo estrelas de nêutrons em um processo constante.

Buracos negros primordiais minúsculos, quase indetectáveis, podem ser uma das fontes misteriosas de massa que contribui para a matéria escura. É o que suspeitam atualmente os astrofísicos para tentar entender acontecimentos espaciais. Eles suspeitam que buracos negros podem estar no centro de estrelas de nêutrons devorando-as, de acordo com sistemas hipotéticos em um novo artigo não revisado, publicado no arXiv.

A hipótese poderia ser usada para analisar a população atual de estrelas de nêutrons para restringir a natureza dos buracos negros considerados candidatos à matéria escura – sejam eles primordiais, datando do Big Bang, ou buracos negros que se formaram dentro das estrelas de nêutrons.

Embora ainda não seja possível definir matéria escura, ela é fundamental para a nossa compreensão do Universo, e, simplesmente, não há matéria suficiente que possamos detectar diretamente – matéria normal – para contabilizar toda a gravidade. Na verdade, há tanta gravidade que os cientistas calcularam que cerca de 75% a 80% de toda a matéria seja escura.

Existem várias partículas candidatas que podem ser matéria escura. Os buracos negros são candidatos atraentes para a matéria escura, por serem muito difíceis de detectar se estiverem apenas vagando pelo espaço sem fazer nada. Assim, os astrônomos continuam os procurando. Já os buracos negros primordiais, que se formaram logo após o Big Bang, não são um dos principais candidatos, porque se estivessem acima de uma determinada massa seria possível detectá-los.



Telescópio Hubble da NASA registra menor aglomerado de matéria escura

Uma ideia que tem sido explorada pelos cientistas é o buraco negro endoparasita. Existem dois cenários para isso. Um é que os buracos negros primordiais foram capturados por estrelas de nêutrons e se afundaram no núcleo das estrelas. O outro é que as partículas de matéria escura são capturadas dentro de uma estrela de nêutrons; se as condições forem favoráveis, elas podem se juntar e colapsar até formarem um buraco negro.

Esses buracos negros são pequenos, mas não permaneceriam assim. A equipe de físicos do Bowdoin College e da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign calculou a taxa de acreção, que é a taxa na qual o buraco negro devoraria a estrela de nêutrons, para uma gama de relações de massa do buraco negro, de três a nove ordens de magnitude menos massiva do que a estrela de nêutrons hospedeira.

Isso sugere que os buracos negros primordiais, desde o início do Universo, teriam agregado completamente suas estrelas de nêutrons hospedeiras antes de agora. Essas escalas de tempo estão em conflito direto com as idades das antigas populações de estrelas de nêutrons, disseram os pesquisadores.

"Como uma aplicação importante, nossos resultados corroboram argumentos que usam a existência atual de populações de estrelas de nêutrons para restringir a contribuição de buracos negros primordiais para o conteúdo de matéria escura do Universo, ou de partículas de matéria escura que podem formar buracos negros no centro das estrelas de nêutrons depois de serem capturadas", escreveram eles no artigo.

O resultado obtido neste estudo é outro golpe para os buracos negros primordiais, mas não exclui totalmente os buracos negros endoparasitas. Se houver globos de partículas de matéria escura flutuando no espaço e sendo sugados por estrelas de nêutrons, eles podem estar entrando em colapso em buracos negros e convertendo estrelas de nêutrons em buracos negros agora mesmo, enquanto você lê esta frase.

Cientistas querem criar 'clone' digital de nosso planeta para prever o futuro


 


Pesquisadores europeus estão tentando criar uma versão simulada da Terra como forma de prever as consequências exatas de seus próprios processos físicos e da influência nela dos humanos.

Cientistas do Instituto de Tecnologia Suíço em Zurique e outras instituições na Europa estão construindo uma cópia digital da Terra como parte das estratégias delineadas pela União Europeia até 2050, informa o portal Phys.org.

O programa, chamado de Destino Terra (Destination Earth, em inglês), deverá recolher dados do desenvolvimento climático e eventos extremos no espaço e no tempo, e fornecê-los ao modelo digital, para que este possa simular o comportamento de nosso planeta e informar sobre melhores políticas a seguir.

Esses dados devem capturar todo o tipo de processos na Terra da forma mais realística possível, tais como a influência dos humanos na água, sua gestão, comida e os processos físicos do planeta, segundo os pesquisadores, que publicaram o respetivo estudo na revista Nature Computational Science.

"Se você estiver planejando um dique de dois metros de altura nos Países Baixos, por exemplo, eu posso correr os dados no meu gêmeo digital e verificar se o dique ainda vai, com toda a probabilidade, proteger contra eventos extremos esperados em 2050", diz Peter Bauer, vice-diretor de Pesquisa do Centro Europeu de Previsão do Tempo de Médio Prazo e codiretor do Destino Terra.

É planejado que a iniciativa arranque em meados de 2021 e dure até dez anos.

A União Europeia projetou duas estratégias, The Green Deal e DigitalStrategy, de forma a obter neutralidade carbônica até 2050.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

FOTO da superfície marciana revela minerais formados quando o planeta estava coberto de água

 


Uma impressionante imagem da superfície marciana mostra minerais que teriam sido formados quando o planeta estava coberto d'água.

Neste domingo (14), a agência espacial russa, Roscosmos, publicou uma nova foto da superfície do Planeta Vermelho.

A imagem foi registrada no dia 19 de outubro pelo módulo de investigação da atmosfera Trace Gas Orbiter da missão conjunta russo-europeia ExoMars.

A foto mostra uma área de cinco por dez quilômetros, a algumas centenas de quilômetros ao norte da planície de Hélade, no hemisfério sul de Marte.



Imagem registrada da cratera na superfície de Marte

Nela é possível observar a borda de uma cratera, de 12 quilômetros de diâmetro, com uma grande diversidade de cores.

A diversidade de tons indica a presença de diferentes minerais. Em particular, as manchas claras sugerem o afloramento de camadas geológicas antigas formadas quando o planeta estava coberto d'água.

"Além disso, são claramente visíveis aqui os depósitos de areia levados pelo vento, que criam 'ondas' no fundo da cratera. Seu característico tom marrom avermelhado indica a presença de óxido de ferro", detalha a agência.

A sonda de exploração de Marte ExoMars chegou ao Planeta Vermelho em 2016, um projeto em cooperação com a agência espacial russa.

Recentemente, foi informado que a sonda detectou pela primeira vez cloreto de hidrogênio na atmosfera marciana, proporcionando importantes pistas sobre a evolução do clima do planeta.

Jatos cósmicos de beleza: Hubble registra imagem de 2 objetos Herbig-Haro (FOTO)

 


Nova imagem obtida com o telescópio espacial Hubble da NASA mostra HH46 e HH47, dois objetos Herbig-Haro localizados a 1.400 anos-luz de distância da Terra.

HH46 e HH47 fazem parte dos objetos espaciais denominados Herbig-Haro, que pertencem a fenômenos transitórios e viajam para longe da estrela que os criou a uma velocidade de até 250.000 km/h. Depois de um período, desaparecem no espaço em algumas dezenas de milhares de anos. HH46 e HH47 estão a 1.400 anos-luz de distância localizados na constelação de Vela, segundo o SCI News.



© FOTO / NASA / ESA / HUBBLE / B. NISINI
Imagem registrada pelo telescópio Hubble mostra HH46 e HH47

Na verdade, o fenômeno são manchas brilhantes de nebulosidade associadas a estrelas recém-nascidas, que se formam quando jatos estreitos de gás parcialmente ionizados são ejetados por estrelas que colidem com nuvens próximas de gás e poeira. 

"Antes de sua descoberta em 1977 pelo astrônomo americano RD Schwartz, o mecanismo exato pelo qual esses objetos multicoloridos se formavam era desconhecido. O mistério foi resolvido quando uma protoestrela, não vista nesta imagem, foi descoberta no centro dos longos jatos de matéria", disse os astrônomos do Hubble citados pela mídia.

Os objetos Herbig-Haro foram observados pela primeira vez no século XIX, mas não foram reconhecidos como um tipo distinto de nebulosa de emissão até os anos 1940.

Os primeiros astrônomos a estudá-los em detalhes foram George Herbig e Guillermo Haro, e por isso, o fenômeno recebeu o nome de Herbig-Haro.

Rover chinês Yutu 2 descobre 'rocha incomum' no lado oculto da Lua (FOTOS)

 


Rover Yutu 2 retomou suas atividades de exploração em 6 de fevereiro de 2021, depois de ter hibernado durante frio intenso da noite lunar. Mas antes disso, o aparelho se deparou com uma rocha curiosa que foi denominada de "marco miliário".

De acordo com o diário do rover chinês publicado pelo Our Space, o canal de divulgação de informações científicas afiliado à Administração Espacial Nacional da China (CNSA, na sigla em inglês) a equipe encontrou uma rocha alongada e decidiu inspecioná-la de perto.

Então, os cientistas planejaram analisar a rocha usando um espectrômetro de imagem visível e infravermelho próximo (VNIS, na sigla em inglês).

Este instrumento tem sido usado para explorar e analisar outras rochas, bem como amostras de regolito ao longo do trajeto do rover através da cratera Von Karman, localizada no hemisfério sul, no lado oculto da Lua.

Embora a rocha não tenha uma aparência interessante para pessoas comuns, a descoberta gerou interesse entre cientistas lunares.

  • Rover lunar chinês Yutu 2 descobre rocha de aspecto estranho no lado oculto da Lua
  • Rover lunar chinês Yutu 2 descobre rocha de aspecto estranho no lado oculto da Lua
  • Rover lunar chinês Yutu 2 descobre rocha de aspecto estranho no lado oculto da Lua
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© FOTO / CNSA
Rover lunar chinês Yutu 2 descobre rocha de aspecto estranho no lado oculto da Lua
"[O objeto] parece ter a forma de um fragmento, e está sobressaindo do solo. Isto é definitivamente incomum", disse Dan Moriarty, estagiário do programa de pós-doutoramento no Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, nos EUA.

Uma vez que a rocha ainda mantém a mesma forma e apresenta uma crista pronunciada perto da sua borda, cientistas assumem que o objeto é jovem em termos geológicos, escreve portal Space.

"Impactos contínuos, pressões resultantes do ciclo térmico e outras formas de intemperismo na superfície lunar com o passar do tempo tendem a quebrar rochas em formas mais ou menos 'esféricas", disse Moriaty.

Cientistas acreditam que rochas com esta forma poderiam ter sido criadas através da espalação, um processo no qual fragmentos de material são ejetados de um corpo devido ao impacto ou pressão.

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