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terça-feira, 27 de junho de 2017

Astrofísica: Planeta ‘Dez’? Novo astro pode estar nos limites do sistema solar

Órbita do “planeta 10” (Heather Roper/LPL/Divulgação)

Segundo os cálculos do estudo, objeto celeste teria a massa entre a de Marte e a da Terra


O sistema solar pode ter mais um planeta, além do já conhecido candidato à Planeta Nove, afirmam duas astrofísicas do Laboratório Planetário e Lunar Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. Kat Volk e Renu Malhotra identificaram um grande desiquilíbrio nas órbitas de objetos celestes do Cinturão de Kuiper, localizados após a órbita de Netuno (o planeta mais distante do Sol). Segundo os cálculos das cientistas, apenas um objeto planetário com a massa entre a de Marte e a da Terra poderia causar a anomalia. Uma versão preliminar do estudo que descreve a proposta está disponível no site da universidade, e deve ser publicado em breve na revista científica The Astronomical Journal. De acordo com a dupla, o novo planeta seria mais um, além do provável Planeta Nove.

Planeta Dez - As pesquisadoras encontraram evidências de um décimo planeta quando estudavam mais de 600 objetos no Cinturão de Kuiper, uma região nos limites do sistema solar. A maioria desses corpos celestes, chamados KBOs (sigla em inglês para Kuiper Belt Object), tem um plano de órbita que se assemelha ao dos oito planetas do sistema solar. No entanto, Kat e Renu constataram que alguns deles tinham uma inclinação orbital estranha, com uma diferença de oito graus do esperado. “A explicação mais provável para o que encontramos é que existe uma massa nunca observada na região. De acordo com nossos cálculos, seria necessário algo tão massivo como Marte para causar a deformidade que medimos”, disse Kat Volk, em um comunicado da Universidade do Arizona. Segundo as astrofísicas, os planos orbitais desses KBOs seriam como piões sobre uma mesa que tiveram suas inclinações levemente alteradas. “Imagine que você tem muitos piões girando rápido e dá a cada um deles um ligeiro empurrão”, afirma Renu. Os piões ficariam um pouco tombados, sem parar de rodar, mas estariam todos apontando para o mesmo plano. “Acreditamos que cada ângulo de inclinação orbital dos KBOs esteja em uma orientação diferente, mas no geral, eles estariam apontando perpendicularmente ao plano determinado pelo Sol e pelos grandes planetas”, completa.

O suposto Planeta “Dez” estaria a 60 UA (unidades astronômicas) do Sol – cada unidade astronômica equivale a aproximadamente 150 milhões de quilômetros –, ou cerca de 9 bilhões de quilômetros de distância, e poderia influenciar a órbita de objetos em um raio de até 10 UA, ou 1,5 bilhões de quilômetros ao redor. Como o Planeta Nove estaria bem mais afastado, entre 32 bilhões a 160 bilhões de quilômetros de distância da Terra, ele não poderia ser o responsável pelas alterações nos KBOs daquela região. As autoras afirmam que o que causa essas distorções pode ser um corpo planetário — um planeta, por definição, não pode ter corpos menores como os KBOs em sua órbita, como ocorre neste caso. A proposta sugere, ainda, que pode existir mais de um desses corpos por trás das estranhas inclinações.

Planeta misterioso - De acordo com alguns cientistas, a hipótese ainda precisa ser melhor embasada. Para o astrônomo Konstantin Batygin do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, em inglês), que participou do estudo que propôs a existência do Planeta Nove, ainda é muito cedo para se afirmar a existência de um décimo planeta. “É plausível que um corpo como Marte exista nessa região, mas o fato dele ainda não ter sido observado é um problema”, disse ao Gizmodo. Para Batygin, pesquisas observacionais como Catalina, e Pan-STARSS, que têm a participação da Nasa, já deveriam ter sido capazes de identificar um objeto como este no Cinturão de Kuiper. Para as astrofísicas, uma possível explicação para este objeto não ter sido encontrado até hoje é que o céu ainda não foi completamente vasculhado em busca de objetos nas fronteiras do sistema solar. Além disso, ele pode ser ofuscado pelo brilho de galáxias distantes, que não permitem que seja visto pelos instrumentos astronômicos atuais. A esperança das cientistas em visualizar e comprovar a existência do suposto corpo planetário está no Large Synoptic Survey Telescope (LSST), um telescópio de 8,4 metros que está sendo construído no Chile e, em cinco anos, será capaz de mapear todo o céu visível. “Esperamos que o LSST eleve o número de KBOs dos atuais 2.000 para 40.000. Existem muito mais KBOs, só não os vimos ainda. Alguns deles estão muito distantes e ofuscadas até para o LSST visualizar, mas como esse novo telescópio vai cobrir o céu de de forma mais abrangente que as atuais pesquisas, ele deve detectar esse objeto, se ele existir.”, afirmou Renu.

Ilustração do possível Planeta Dez (Heather Roper/LPL/Divulgação)

Astrofísica: Meteorito raro de 4,5 bilhões de anos é encontrado na Holanda

O fragmento é o sexto meteorito encontrado na Holanda (Koen van Weel/ANP/AFP)

Pesquisadores afirmam que a rocha, descoberta por moradores após ter atravessado o teto de um alpendre, veio de uma região situada entre Marte e Júpiter


Cientistas holandeses anunciaram a descoberta de um meteorito com 4,5 bilhões de anos nesta segunda-feira. Segundo eles, o fragmento rochoso poderia conter indícios preciosos relativos à criação do sistema solar, já que a Terra tem, aproximadamente, a mesma idade do meteorito. “Ele provavelmente veio de um pequeno planetoide que foi atingido por outro planetoide, explodiu e os fragmentos vieram parar na Terra”, declarou o geólogo Leo Kriegsman, do Centro de Biodiversidade Naturalis de Leiden, em um vídeo publicado no Youtube. O pesquisador estimou que o meteorito provém da região que se estende entre Marte e Júpiter, onde há um grande cinturão de asteroides, com “muitas rochas e pequenos planetas”, que às vezes saem das suas órbitas.

Com o tamanho de um punho fechado e cerca de 500 gramas, o meteorito atravessou com grande velocidade (até 20 quilômetros por segundo) o teto de um alpendre na pequena cidade de Broek, ao Norte de Amsterdã, a capital holandesa, em janeiro. “Mas, antes de atingir a atmosfera da Terra, [o meteorito] provavelmente era 10 ou 20 vezes maior do que agora”, afirmou Kriegsman. Segundo o cientista, foi necessário realizar muitos testes com a rocha, antes que o Centro de Biodiversidade de Leiden revelasse que se trata, realmente, de um meteorito. “Queremos estar 100% seguros da ‘espécie’ do meteorito, e por isso primeiro devemos realizar pesquisas”, explicou.


Queda de meteoritos Os pesquisadores realizaram buscas intensas, mas não foram encontrados outros fragmentos deste meteorito, descoberto por moradores do local. Segundo o líder da equipe, a cada quatro anos, pelo menos um meteorito cai no país. Ainda assim, as pequenas rochas são muito difíceis de encontrar e apenas seis delas, contando com a mais recente, foram descobertas na Holanda nos últimos 200 anos. Assista ao vídeo de divulgação feito pelo centro de pesquisa em Leiden (em inglês):



(Com AFP)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Astrofísica: Nasa descobre 219 novos planetas – 10 podem ser como a Terra

Telescópio espacial Kepler identificou 219 possíveis exoplanetas (JPL-Caltech/Nasa)

Os dados são do telescópio Kepler, que busca candidatos a planetas fora do sistema solar. Dez desses possíveis planetas têm tamanho parecido com o da Terra


O telescópio espacial Kepler identificou 219 novos candidatos a planeta fora do sistema solar. Segundo o catálogo divulgado pela Nasa nesta segunda-feira, dez deles têm o tamanho parecido com o da Terra e orbitam a zona habitável de suas estrelas, ou seja, a uma distância tal que permite a existência de água líquida, condição essencial para o surgimento de vida. Segundo a agência espacial americana, os novos dados são fundamentais para encontrar e determinar quantas “Terras” teríamos em nossa galáxia e assim, ajudar na busca de condições favoráveis para a vida extraterrestre.

Este é o oitavo catálogo de candidatos a exoplanetas (nome dado aos planetas que orbitam estrelas diferentes do Sol), identificados por Kepler e divulgado pela Nasa desde o início da missão. Ele foi feito a partir de dados coletados durante os quatro primeiros anos de atividade do telescópio, de 2009 a 2013. Neste período, o equipamento captou informações da região da constelação do Cisne, no hemisfério celestial norte. Segundo os astrônomos da agência espacial americana, o novo catálogo de exoplanetas é o mais “compreensível e detalhado” já feito. Com estas novas informações, são 4.034 possíveis planetas já identificados pelo Kepler, o mais potente “caçador” de exoplanetas criado pelos astrônomos. Desses, 2.335 foram verificados como exoplanetas de fato. Dos cerca de 50 candidatos a planetas parecidos com a Terra, mais de 30 foram confirmados com o auxílio de outros equipamentos de observação.

Kepler - Para encontrar os planetas, o telescópio espacial volta suas lentes para as estrelas da Via Láctea, buscando por um fenômeno chamado trânsito. Como os próprios planetas não possuem brilho, cada vez que o instrumento capta uma diminuição da luminosidade da estrela, significa que algum objeto está passando na frente dela. Assim, ao captar uma sombra na luz da estrela, Kepler identifica um possível planeta. Estudos feitos com dados de Kepler indicam duas populações bem distintas de planetas localizados fora do sistema solar, uma de astros rochosos com o tamanho da Terra e outra de gasosos menores que Netuno (Netuno tem quatro vezes o diâmetro da Terra e 17 vezes mais massa). Além disso, aproximadamente metade dos planetas identificados ou não tem superfície ou ela está sob uma atmosfera muito densa, o que tornaria improvável a presença de vida. “O conjunto de dados obtidos por Kepler é único, pois só ele traz uma população de planetas análogos à Terra — planetas com aproximadamente o mesmo tamanho e órbita da Terra. Compreender a frequência desses astros na galáxia irá ajudar a orientar futuras missões da Nasa para encontrar diretamente outra Terra”, disse o astrofísico da Nasa, Mario Perez, em comunicado. (Fonte:Veja)

terça-feira, 13 de junho de 2017

Astrofísica: A estrela gigante que desapareceu

Imagens do telescópio Hubble que mostram a luminosidade emitida pela estrela, em 2007, e seu "desaparecimento", em 2015. (Hubble/Nasa)

Ao contrário do esperado, a estrela não explodiu em supernova antes de virar buraco negro. Fenômeno pode ajudar a decifrar origens de grandes buracos negros


Pela primeira vez, cientistas testemunharam uma estrela gigante que, ao contrário do previsto, não explodiu em uma luminosa supernova antes de se tornar um buraco negro. O colapso da estrela, com massa de 25 vezes a do Sol e localizada a 22 milhões de anos-luz de distância (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros), aconteceu “silenciosamente” e pode ajudar a explicar por que há no universo há um número menor de supernovas vindas de estrelas massivas do que o previsto. Além disso, o fenômeno também deve fornecer dados para que os astrônomos compreendam como se dá a formação de buracos negros massivos (com cerca de 30 massas solares), como os detectados pelo Observatório Interferométrico de Ondas Gravitacionais (LIGO).

“Não é óbvio que uma estrela massiva se torne uma supernova – processo que envolve a eliminação da maior parte de suas camadas exteriores – e ainda tenha massa suficiente sobrando para formar um buraco negro massivo na escala daqueles que são detectados pelo LIGO”, afirmou Krzysztof Stanek, professor de astronomia da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, e um dos autores do estudo sobre a estrela, publicado no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. “Suspeito que é mais fácil que um buraco negro muito massivo surja sem a existência de supernovas.”

O desaparecimento da estrela - A equipe de astrônomos da Universidade Estadual de Ohio estava monitorando um conjunto de galáxias, entre elas a NGC 6946, chamada “Galáxia dos Fogos de Artifício” por exibir uma alta taxa de supernovas (nome dado à explosão de estrelas com dez vezes ou mais a massa do Sol, relativamente rara em uma galáxia). O objetivo das observações era descobrir por que razão há menos detecções de supernovas com origem em estrelas massivas que o previsto.

Ilustração do desaparecimento da estrela N6946-BH1, virando um buraco negro (Ilustração/Nasa)


Em 2009, a estrela N6946-BH1, na “Galáxia dos Fogos de Artifício”, começou a demonstrar uma luminosidade fraca e, em 2015, parecia ter desaparecido. Os pesquisadores, que estavam usando os dados do Large Binocular Telescope (LBT), operado por uma colaboração internacional de cientistas, buscaram a confirmação em informações captadas pelos telescópios Hubble e Spitzer, da Nasa, para tentar descobrir se a estrela tinha realmente desaparecido ou apenas estava com luminosidade quase imperceptível. Não detectaram qualquer traço da estrela, o que indica que ela se tornou um buraco negro. “Essa estrela é a única que, possivelmente, fracassou em se tornar uma supernova em sete anos de monitoramento. Durante esse período, observamos o surgimento de seis supernovas, o que sugere que 10% a 30% das estrelas massivas desaparecem sem se tornarem supernovas”, explicou Scott Adams, um dos autores do estudo. Os astrônomos pretendem continuar as observações para recolher mais dados, para verificar se o fenômeno é relativamente comum no universo.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Bem estar: Conheça os benefícios do sexo para a saúde

Ter uma vida sexual ativa pode melhorar diversos aspectos da sua vida como aumentar a imunidade, melhorar sua saúde cardiovascular, reduzir a pressão sanguínea, diminuir o stress e melhorar a auto-estima. (iStock/Getty Images)

O sexo pode trazer diversos benefícios para a saúde física e mental. Conheça 10 benefícios da prática que vão muito além do prazer


O sexo, além do prazer e da reprodução, está frequentemente associado a problemas de saúde pública como doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e gestações inesperadas. Mas, a prática – desde que com proteção- também traz benefícios, tanto para a saúde física quanto mental. Uma uma pesquisa publicada recentemente pelo Journal of Management mostrou que funcionários casados que priorizam as relações sexuais têm melhor desempenho no trabalho. Outro estudo, publicado no periódico científico Journal of Health and Social Behavior, associou a prática sexual rotineira a uma redução no risco de hipertensão em mulheres da terceira idade. Agora, o site britânico The Daily Mail elencou mais dez motivos para você “ficar íntimo” com mais frequência que vão desde o aumento do bem-estar até proteção do sistema imunológico.

Fortalecimento da imunidade - Fazer sexo uma ou duas vezes por semana aumenta o nível de anticorpos – proteínas usadas pelo sistema imunológico para proteger o organismo contra gripes e resfriados – em 30%, de acordo com um estudo da Universidade Wilkes, na Pensilvânia, Estados Unidos. Acredita-se que esse benefício esteja associado ao fato de pessoas sexualmente ativas estarem mais expostas à vírus e bactérias, o que resulta em uma maior liberação dessas substâncias. Embora todo tipo de sexo tenha impacto sobre o fluxo de sangue no corpo, especialistas explicam que a experiência sexual no popularizada pela trilogia Cinquenta Tons de Cinza, mais conhecida como BDSM (bondage, disciplina, submissão e sadomasoq pode ser mais impactante no que diz respeito ao fortalecimento da imunidade. “A pele é o maior órgão do corpo, com milhões de receptores logo abaixo da superfície. Quando alguém toca a nossa pele através de massagens, brincadeiras, abraços, mãos ou ter sexo físico, começamos a experimentar a cura fisiológica e física.”, disse Sandra LaMorgese, especialista em sexo, ao site especializado Medical Daily.

Melhor saúde cardiovascular A atividade sexual contribui para o aumento da frequência cardíaca, que atinge seu pico durante o orgasmo. Homens na faixa dos 50 anos de idade, que fazem sexo ao menos duas vezes por semana, correm um risco 45% menor de problemas cardíacos, segundo um estudo da Instituto de Pesquisa New England, em Massachussts, EUA. Redução da pressão sanguínea Um estudo feito pela Universidade Estadual do Michigan, nos Estados Unidos, descobriu que mulheres com idade entre 57 e 85 anos com uma vida sexual ativa eram menos propensas a ter pressão alta. A hipertensão é um fator de risco para infarto e derrame. Analgésico natural Pessoas que sofrem com enxaqueca relataram uma redução de 60% na dor de cabeça após fazerem sexo, de acordo com um estudo a Universidade de Munster, na Alemanha. Dor de Cabeça em Salvas, caracterizada por uma dor excruciante em um dos lados da face, apresentaram uma melhora de 37% nas pessoas. Esse efeito seria causado pela liberação do hormônio do bem-estar, como a endorfina, durante o sexo, também associado ao alívio da dor. Redução do risco de câncer de próstata Homens que ejaculam pelo menos 21 vezes por mês correm um risco três vezes menor de desenvolver câncer de próstata, em comparação com aqueles que só “se liberam” de cinco a sete vezes, de acordo com uma pesquisa do Instituto Nacional do Câncer em Maryland, nos Estados Unidos. Uma possível explicação para essa associação é que a ejaculação frequente pode ajudar a próstata a “limpar” o órgão de substâncias que causam câncer ou impedir o desenvolvimento de depósitos de cálcio, fator de risco para esse tipo de tumor. Um sono restaurador O sexo libera um coquetel de substâncias químicas no cérebro, incluindo ocitocina e prolactina. A combinação desses hormônios está associada ao relaxamento, o que ajuda a pegar no sono. Redução do stress Pesquisadores da Universidade de Paisley, na Escócia, descobriram que pessoas que fizeram sexo recentemente tinham menor pressão sanguínea enquanto falavam em público, em comparação com aqueles que não tiveram relação sexual na noite anterior. Os autores acreditam que a liberação da ocitocina durante o sexo tenham esse efeito calmante no corpo. Diversos estudos mostraram também redução dos níveis de stress em casais engajados em sexo BDSM. Uma pesquisa de 2009 descobriu que tanto o dominador quanto o submisso tinham menores níveis de cortisol – também chamado de hormônio do stress – após realizarem a atividade. Além do stress, esse hormônio é responsável pela regulação de diversos elementos em nosso corpo, como os níveis de açúcar no sangue, a resposta imunológicas e até mesmo a inflamação. Outro estudo realizado pela Universidade do Norte de Illinois, nos Estados Unidos com sete casais que realizaram sexo BDSM mostrou que, após a prática, todos os participantes relataram melhora no humor, apresentaram menores níveis de stress e pontuaram mais na escala de concentração plena. Felizmente, os autores ressaltam que, desde que seja alcançado um estado de atenção plena (mindfulness, no termo em inglês) na prática, esses benefícios podem ser alcançados com outros tipos de sexo também. “A atenção consciente que as pessoas dão uns aos outros no contexto do BDSM tem aplicações em outros tipos de interações sexuais. Se as pessoas estiverem realmente focadas umas nas outras e na experiência positiva de seu parceiro, poderemos ver efeitos semelhantes.”, escreveram os autores.

Memória mais afiada Sexo frequente pode melhorar a memória da mulher. Cientistas da Universidade McGill, no Canadá, descobriram que mulheres que haviam feito sexo recentemente tinham melhor capacidade de lembrar palavras abstratas durante uma tarefa de memorização de palavras. Acredita-se que o sexo estimule o desenvolvimento de neurônios na parte do cérebro envolvida no aprendizado e memória. Longevidade Pesquisadores das Universidades de Bristol e Belfast, no Reino Unido, descobriram que o risco de morte foi reduzido em homens que têm orgasmos frequentemente, em comparação com aqueles que não ejaculam regularmente. O estudo foi feito com cerca de 1.000 homens com idade entre 45 e 59 anos, acompanhados ao longo de 10 anos. Aumento da auto-estima Além do inúmeros benefícios físicos, fazer sexo regularmente pode impulsionar seu bem estar mental. Estudantes que fazem sexo casual relatam maior auto-estima do que indivíduos mais comprometidos, de acordo com um estudo da Universidade Cornell, em Nova York, nos Estados Unidos.
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