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domingo, 18 de julho de 2021

'Pertinho do Sol': sonda da NASA mede campo elétrico do astro em detalhes pela 1ª vez

 


A Parker Solar Probe da NASA chegou a distância mais próxima do Sol já alcançada por um dispositivo espacial, a 14,4 milhões de quilômetros terrestres, permitindo novas medições.

Com a ajuda de observações da Parker Solar Probe da NASA, cientistas da Universidade de Iowa, nos EUA, conseguiram fazer as primeiras medições definitivas do campo elétrico do Sol e de como ele interage com o vento solar, corrente rápida de partículas carregadas.

Depois que a sonda se aproximou do Sol a uma distância de 0,1 unidades astronômicas (14,4 milhões de quilômetros), os físicos foram capazes de calcular a distribuição dos elétrons dentro do campo elétrico da estrela. É a distância mais próxima de nossa estrela já alcançada por um dispositivo espacial.

A sonda Parker Solar foi enviada para sua missão dentro da cápsula do foguete Delta IV Heavy, em agosto de 2018
© NASA . BILL INGALLS
A sonda Parker Solar foi enviada para sua missão dentro da cápsula do foguete Delta IV Heavy, em agosto de 2018

Ao analisar a distribuição dos elétrons, os pesquisadores discerniram o tamanho, a amplitude e o alcance do campo elétrico do Sol com mais clareza do que antes. O campo elétrico surge da interação de prótons e elétrons que é gerado quando átomos de hidrogênio são emitidos no intenso calor produzido pela fusão nas profundezas da estrela.

"Os elétrons tentam escapar, mas os prótons tentam atraí-los. E esse é o campo elétrico. Se não houvesse campo elétrico, todos os elétrons iriam disparar e desaparecer. Mas o campo elétrico mantém tudo junto como um fluxo homogêneo", explica Jasper Halekas, professor associado do Departamento de Física e Astronomia da Universidade de Iowa.

O pesquisador que é um dos autores do estudo, publicado no The Astrophysical Journal, explica que só é mesmo possível fazer estes tipos de medições quando se aproxima do Sol.

"É como tentar entender uma cachoeira olhando para o rio uma milha a jusante. As medições que nós fizemos a 0,1 unidade astronômica, na verdade estamos na cachoeira. O vento solar continua aumentando naquele ponto. É realmente um ambiente incrível para se estar", comparou Halekas.

A partir das novas medições, os físicos também descobriram que o campo elétrico do Sol exerce alguma influência sobre o vento solar, mas menos do que se pensava anteriormente. De acordo com Halekas, "não é o principal fator que impulsiona o vento solar".

terça-feira, 27 de junho de 2017

Astrofísica: Planeta ‘Dez’? Novo astro pode estar nos limites do sistema solar

Órbita do “planeta 10” (Heather Roper/LPL/Divulgação)

Segundo os cálculos do estudo, objeto celeste teria a massa entre a de Marte e a da Terra


O sistema solar pode ter mais um planeta, além do já conhecido candidato à Planeta Nove, afirmam duas astrofísicas do Laboratório Planetário e Lunar Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. Kat Volk e Renu Malhotra identificaram um grande desiquilíbrio nas órbitas de objetos celestes do Cinturão de Kuiper, localizados após a órbita de Netuno (o planeta mais distante do Sol). Segundo os cálculos das cientistas, apenas um objeto planetário com a massa entre a de Marte e a da Terra poderia causar a anomalia. Uma versão preliminar do estudo que descreve a proposta está disponível no site da universidade, e deve ser publicado em breve na revista científica The Astronomical Journal. De acordo com a dupla, o novo planeta seria mais um, além do provável Planeta Nove.

Planeta Dez - As pesquisadoras encontraram evidências de um décimo planeta quando estudavam mais de 600 objetos no Cinturão de Kuiper, uma região nos limites do sistema solar. A maioria desses corpos celestes, chamados KBOs (sigla em inglês para Kuiper Belt Object), tem um plano de órbita que se assemelha ao dos oito planetas do sistema solar. No entanto, Kat e Renu constataram que alguns deles tinham uma inclinação orbital estranha, com uma diferença de oito graus do esperado. “A explicação mais provável para o que encontramos é que existe uma massa nunca observada na região. De acordo com nossos cálculos, seria necessário algo tão massivo como Marte para causar a deformidade que medimos”, disse Kat Volk, em um comunicado da Universidade do Arizona. Segundo as astrofísicas, os planos orbitais desses KBOs seriam como piões sobre uma mesa que tiveram suas inclinações levemente alteradas. “Imagine que você tem muitos piões girando rápido e dá a cada um deles um ligeiro empurrão”, afirma Renu. Os piões ficariam um pouco tombados, sem parar de rodar, mas estariam todos apontando para o mesmo plano. “Acreditamos que cada ângulo de inclinação orbital dos KBOs esteja em uma orientação diferente, mas no geral, eles estariam apontando perpendicularmente ao plano determinado pelo Sol e pelos grandes planetas”, completa.

O suposto Planeta “Dez” estaria a 60 UA (unidades astronômicas) do Sol – cada unidade astronômica equivale a aproximadamente 150 milhões de quilômetros –, ou cerca de 9 bilhões de quilômetros de distância, e poderia influenciar a órbita de objetos em um raio de até 10 UA, ou 1,5 bilhões de quilômetros ao redor. Como o Planeta Nove estaria bem mais afastado, entre 32 bilhões a 160 bilhões de quilômetros de distância da Terra, ele não poderia ser o responsável pelas alterações nos KBOs daquela região. As autoras afirmam que o que causa essas distorções pode ser um corpo planetário — um planeta, por definição, não pode ter corpos menores como os KBOs em sua órbita, como ocorre neste caso. A proposta sugere, ainda, que pode existir mais de um desses corpos por trás das estranhas inclinações.

Planeta misterioso - De acordo com alguns cientistas, a hipótese ainda precisa ser melhor embasada. Para o astrônomo Konstantin Batygin do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, em inglês), que participou do estudo que propôs a existência do Planeta Nove, ainda é muito cedo para se afirmar a existência de um décimo planeta. “É plausível que um corpo como Marte exista nessa região, mas o fato dele ainda não ter sido observado é um problema”, disse ao Gizmodo. Para Batygin, pesquisas observacionais como Catalina, e Pan-STARSS, que têm a participação da Nasa, já deveriam ter sido capazes de identificar um objeto como este no Cinturão de Kuiper. Para as astrofísicas, uma possível explicação para este objeto não ter sido encontrado até hoje é que o céu ainda não foi completamente vasculhado em busca de objetos nas fronteiras do sistema solar. Além disso, ele pode ser ofuscado pelo brilho de galáxias distantes, que não permitem que seja visto pelos instrumentos astronômicos atuais. A esperança das cientistas em visualizar e comprovar a existência do suposto corpo planetário está no Large Synoptic Survey Telescope (LSST), um telescópio de 8,4 metros que está sendo construído no Chile e, em cinco anos, será capaz de mapear todo o céu visível. “Esperamos que o LSST eleve o número de KBOs dos atuais 2.000 para 40.000. Existem muito mais KBOs, só não os vimos ainda. Alguns deles estão muito distantes e ofuscadas até para o LSST visualizar, mas como esse novo telescópio vai cobrir o céu de de forma mais abrangente que as atuais pesquisas, ele deve detectar esse objeto, se ele existir.”, afirmou Renu.

Ilustração do possível Planeta Dez (Heather Roper/LPL/Divulgação)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Astrofísica: Um ‘farol’ diferente no espaço

 diferente no espaço
Astrofísica: Um ‘farol’ diferente no espaço - Ilustração mostra a estrela anã branca do sistema AR Scorpii emitindo um feixe de radiação e partículas na direção de sua companheira anã vermelha, o que faz com que o conjunto tenha variações periódicas de brilho - Mark A. Garlick/Universidade de Warwick

Astrônomos descobrem primeiro pulsar alimentado pela ação de uma estrela anã branca




RIO – Descobertos por acaso nos anos 1960, os pulsares são estrelas de nêutrons – os restos superdensos de astros gigantes que explodiram em supernovas – com poderosos campos magnéticos e girando a altas velocidades, o que faz com que emitam pulsos periódicos de radiação eletromagnética (daí seu nome) em feixes direcionados, como um farol cósmico. Mas astrônomos encontraram recentemente um pulsar com uma configuração diferente, o primeiro do tipo visto no Universo até agora: um exótico sistema binário, isto é, com duas estrelas, em que a radiação emitida por uma anã branca - por sua vez os restos incandescentes de estrelas como nosso Sol - “atiça” periodicamente sua companheira, uma velha e fria estrela anã vermelha, fazendo o sistema como um todo aumentar e diminuir de brilho em intervalos de dois minutos. De acordo com os astrônomos, a anã branca deste sistema binário pulsante, designado AR Scorpii (AR Sco) e a 380 anos-luz de distância na direção da constelação de Escorpião, tem o tamanho aproximado da Terra, mas uma massa 200 mil vezes maior, produzindo um campo magnético 100 milhões de vezes mais intenso que o do nosso planeta. Já a anã vermelha tem só um terço da massa de nosso Sol, “queimando” tão lentamente seu combustível nuclear que deverá continuar a brilhar ainda por trilhões de anos. Ambas estão separadas por cerca de 1,4 milhão de quilômetros, ou pouco mais de três vezes a distância Terra-Lua, completando uma órbita em torno de seu centro de gravidade comum a cada 3,6 horas. Mas assim como as estrelas de nêutrons dos pulsares “convencionais”, a anã branca do AR Sco também gira rapidamente, fazendo com que emita ondas de partículas carregadas e radiação na direção de sua companheira. Segundo os astrônomos, estas emissões estão concentradas em um feixe muito parecido com os produzidos por aceleradores de partículas, algo também nunca visto antes no Universo, que aceleram os elétrons na atmosfera da anã vermelha para próximo da velocidade da luz, outra observação inédita em sistemas binários do tipo. - O AR Sco é como um dínamo gigante em que um ímã do tamanho da Terra, com um campo (magnético) 10 mil vezes mais forte do que qualquer um que possamos produzir em laboratório, gira a cada dois minutos e gera uma enorme corrente elétrica na sua estrela companheira, o que então produz as variações no brilho que detectamos – resume Boris Gänsicke, professor do Grupo de Astrofísica da Universidade de Warwick, no Reino Unido, e um dos autores da descoberta, relatada nesta terça-feira no periódico científico “Nature Astronomy”, ao lado de Tom Marsh, também da instituição britânica, e David Buckley, do Observatório Astronômico da África do Sul. Fonte:http://oglobo.globo.com/ 

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Harry Potter: A coroa astrológica e o carma de Daniel Radcliffe - signo e protetores espirituais

Harry Potter: A coroa astrológica e o carma de Daniel Radcliffe - signo e protetores espirituais
Harry Potter: A coroa astrológica e o carma de Daniel Radcliffe - signo e protetores espirituais


Daniel Radcliffe volta a falar sobre problemas com o álcool: 'Me sinto mais estável' - Ator revelou que está em uma nova fase: 'Estou mais confortável'


De acordo com a Astrologia, Daniel possui Sol no signo de Leão, Portando filho de Oxalá, o que nos confirma seu tom de voz calma e serena, além de sua forma misteriosa, pela acentuação do Sol com Mercúrio e com a Lua, que sugere uma pessoa consciente do papel que veio desempenhar no mundo e que deseja ajudar os outros. Também deixa claro o imenso carisma, talento e poder de encantar, especialmente o público jovem. Assim como o incansável Harry Potter, Daniel é corajoso, generoso e com disposição de sobra para correr atrás de suas metas. Até porque com a vibração da coroa ancestral, tendo Oxalá como Pai de Cabeça e Nanã como Mãe de Cabeça, ele tem muita perserverança e teimosia. Mas, é ao mesmo tempo o que gera essa aparência meio arredia, estranha e desfocada do plano social. Continue lendo o artigo completo aqui...
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