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sábado, 20 de novembro de 2021

Aprenda Calcular os Seus Odús - Pela data de nascimento.

Depois da breve explicação sobre o que são os Odús, no post anterior, veja agora, como calcular os signos dos Orixás correspondentes à sua vida material e ao seu percurso espiritual, para que você possa trilhar com segurança o caminho da prosperidade, a saúde, a realização sexual e afectiva e o equilíbrio interior.

Para conhecer os seus Odús, tome como ponto de partida a data do seu nascimento. Trace num papel quatro linhas horizontais, cortadas no centro por uma linha vertical. Essa linha vertical vai separar os algarismos em duas colunas: uma à esquerda e outra à direita. Escreva na primeira linha horizontal, usando as duas colunas, o número do dia em que você nasceu.

Se esse número for menor que 10, coloque um zero (0) na coluna da esquerda. Na segunda linha, escreva o número do mês (de 01 a 12). Se esse número for menor que 10, coloque um zero na coluna da esquerda. Na terceira linha, sempre usando ambas as colunas escreva os dois primeiros algarismos do ano em que você nasceu (19). Na quarta linha, usando as duas colunas, escreva os dois últimos algarismos do ano em que você nasceu. Some separadamente os algarismos de cada coluna. E sempre que o resultado ultrapassar 16, o número de Odús básico, reduza-o somando os algarismos.

Veja o exemplo abaixo, de uma pessoa nascida em 25 de Março de 1962:

1a linha

2

5

Dia

2a linha

0

3

Mês

3a linha

1

9

Ano

4a linha

6

2

Ano

Soma

9

19

Como 19, o total da segunda coluna, é maior que 16, você deve somar 1+9. Portanto no exemplo, o resultado da coluna da esquerda é 9 e o resultado da coluna da direita é 10.

A seguir desenhe uma cruz e escreva nas pontas dos braços da cruz as palavras Testa, Fronte Direita, Nuca e Fronte Esquerda, conforme o modelo:


Escreva o número correspondente à soma da coluna da direita (10, no exemplo) no ponto referente à TESTA, e o número correspondente à soma da coluna da esquerda (9, no exemplo) no ponto referente à NUCA.

Para encontrar o número correspondente à FRONTE DIREITA, some os dois números já obtidos (9 e 10). O resultado obtido é 19, que reduzido, dá 10 (1+9=10).

Para encontrar o número correspondente à FRONTE ESQUERDA, some os três números já obtidos: 10+9+10 = 29. Como o resultado (29) é superior a 16, o número de Odús básicos, reduza-o: 2+9=11.

Para encontrar o número correspondente ao CENTRO DA CABEÇA, some os quatro números já obtidos 10+9+10+11 = 40, que reduzido dá 4 (4+0 = 4). Escreva o resultado no meio da cruz:


Relembro que os Odús mais importantes para a orientação da pessoa são: o da Testa, que reflecte a sua vida material, e o do centro da Cabeça, que reflecte o seu caminho espiritual. Os outros três Odús equilibram e harmonizam as energias individuais, complementando as informações dos Odús da testa e do centro da cabeça.

Entretanto, e porque tantas vezes aqui, as pessoas pretendem saber quais são os seus Orixás através da sua data de nascimento, uma vez mais recordo que o Orixá que domina os Odús/Caminhos da pessoa, não é necessariamente o Orixá dono da Cabeça desta pessoa, esta resposta só pode ser obtida CORRECTAMENTE através do jogo de búzios. Portanto, não adianta perguntar-me qual é o seu Orixá através da sua data de nascimento, pois não me será possível dar-lhe AQUI essa resposta. Mas, essa soma, mostra energias que atuarão no destino, dando rumos e metas a seguirmos.

1. OKANRAN MEJI Regente: Exu Elemento: Fogo Pessoas com esse ODU são inteligentes, versáteis e passionais, com enorme potencial para a magia. Seu temperamento explosivo faz com que raras vezes atuem com a razão. Têm sorte nos negócios. No amor, extremamente sedutoras, são muito inconstantes e mentem com facilidade. As mulheres têm como ponto vulnerável o útero. 2. EJIOKO MEJI Regente: Ogum com influências dos Ibejis e de Obtalá Elemento: Ar Pessoas com esse ODU são intuitivas, joviais, sinceras e honestas. Revelam grande combatividade, mas não sabem conviver com derrota. Apesar de volúveis no amor, são muito ciumentas. Devem controlar obstinação e ter cuidado com a vesícula e com o fígado, seus pontos vulneráveis. 3. ETAOGUNDÁ MEJI Regente: Obaluaê com influência de Ogum Elemento: Terra Pessoas com esse ODU em geral vêem seus esforços recompensados. Costumam vencer na política e conseguem obter grandes lucros nos negócios, particularmente nas atividades agrícolas, mas podem sofrer desilusões no amor e traições dos amigos. Emocionalmente inconstantes, estão propensas a ter problemas espirituais e físicos, embora na maioria dos casos consigam se recuperar com facilidade de qualquer doença. Seus pontos vulneráveis são os rins, as pernas e os braços.

4. IROSSUN MEJI

Regente: Oxossi com influência de Xangô, Iemanjá, Iansã e Egum Elemento: Terra Pessoas com esse ODU são generosas, sinceras, sensíveis, intuitivas e místicas. Têm grande habilidade manual e podem alcançar sucesso na área de vendas. Entre os aspectos negativos estão a tendência a sofrer traições amorosas e a propensão a acidentes. Muitas vezes são vítimas de calúnias e da perseguição dos seus inimigos. Também precisam cuidar da alimentação, pois seu ponto vulnerável é o estomago. 

  5. OXÊ MEJI Regente: Oxum com influências de Iemanjá e Omulu Elemento: Água Pessoas com esse ODU têm mão de magia, força e proteção espirituais, religiosidade e uma inclinação especial para o misticismo e as ciências ocultas. São ótimos professores e se destacam em qualquer atividade que exija liderança, mas precisam aprender a controlar sua vaidade e seu egocentrismo. Outro aspecto negativo é a tendência a se vingar quando estão com raiva. Seus pontos vulneráveis são o aparelho digestivo e o sistema hormonal. 

  6. OBARÁ MEJI Regente: Xangô com influências de Exu, Iansã, Oxossi. Oçanhe e Logunedê Elemento: Fogo Pessoas com esse ODU têm grande proteção espiritual e costumam vencer pela força de vontade, especialmente em profissões relacionadas à Justiça. Mas são com freqüência vítimas de calúnias e não têm sorte no amor. Devem aprender a silenciar sobre seus projetos e a determinar por onde começá-los. Seu ponto vulnerável é o sistema linfático. 

  7. ODI MEJI Regente: Obaluaê com influências de Exu, Oxalufam e Oxumarê Elemento: Terra Pessoas com esse ODU são ambiciosas e costumam ser bem sucedidas na sua profissão, mas a indecisão as leva a não concluir muitos dos seus projetos. Quando a fé as impulsiona, porém, ultrapassam todas as barreiras. Sonham com o poder e adoram se divertir, às vezes, provocam enormes confusões. Não têm sorte no amor. Seus pontos vulneráveis são os rins, a coluna e as pernas. 

  8. EJONILÊ MEJI Regente: Oxaguiã com influências de Xangô, Oxum e Oxossi Elemento: Ar Pessoas com esse ODU são dedicadas e honestas e levam uma vida quase sem sofrimentos. Mas estão sujeitas a acidentes graves. Amam com intensidade e têm amizades sinceras. Quando são repudiadas ou sofrem uma traição, podem se tornar vingativas. Devem evitar o consumo de álcool e de carne vermelha e se vestir de branco nas sextas-feiras. Seu ponto vulnerável é o sistema nervoso central.

  9. OSSÁ MEJI Regente: Iemanjá com influências de Xangô, Oçanhe, Oxossi e Iansã Elemento: Água Pessoas com esse ODU são líderes natas, mas seu autoritarismo lhes cria sérios problemas, inclusive conjugais. O instinto protetor e a religiosidade também as caracterizam. Seus pontos vulneráveis são os conflitos psicológicos e, no caso das mulheres, os problemas ginecológicos. 

  10. OFUN MEJI Regente: Oxalufam com influências de Xangô e Oxum Elemento: Ar Pessoas com esse ODU são inteligentes, fiéis e honestas, capazes de dedicar atenção total ao seu amor. Têm amigos sinceros e elevada espiritualidade. Em contrapartida, mostram-se muito teimosas e tendem a sofrer perseguições e desilusões amorosas. Seus pontos vulneráveis são o estomago e a pressão arterial.

11. OWRYN MEJI Regente: Iansã com influências de Exu, Oçanhe e Egum Elemento: Fogo Pessoas com esse ODU têm imaginação fértil, boa saúde e vida longa, mas as más influências e a falta de fé as levam a enfrentar dificuldades materiais e a só alcançar o sucesso depois de grandes sacrifícios. São muito volúveis no amor. As mulheres geralmente fracassam no primeiro casamento, mas acabam encontrando a felicidade. Devem evitar a bebida e outros vícios. Seus pontos vulneráveis são a garganta, o sistema reprodutor e o aparelho digestivo. 

  12. EJI-LAXEBARÁ Regente: Xangô com influências de Logunedê e Iemanjá Elemento: Fogo Pessoas com esse ODU têm o dom de convencer os outros. Dotadas de grandes qualidades espirituais, são bondosas, justas e prestativas, embora às vezes se mostrem arrogantes. Apaixonam-se com facilidade e são muito ciumentas. Devem evitar bebida e podem ter problemas judiciais ou relacionados à perda de bens. Seu ponto vulnerável é a circulação sanguínea. 

  13. EJIOLIGIBAN MEJI Regente: Nanã com influência de Obaluaê Elemento: Terra Pessoas com esse ODU aceitam com resignação os sofrimentos físicos, emocionais e espirituais, conscientes de que todas as situações da vida são transitórias. Além disso, sua profunda fé termina por lhes assegurar vitória. Não têm muita sorte no amor. Dotadas de mão de cura, se destacam nos serviços médicos e de assistência psicológica e nas terapias alternativas. Seus pontos vulneráveis são o baço e o pâncreas. 

  14. IKÁ MEJI Regente: Oxumarê com influências de Oçanhe e Nanã Elemento: Água Belas e sensuais, as pessoas com esse ODU têm aparência juvenil e forte poder de sedução. Vivem paixões arrebatadoras mas passageiras e estão sempre em busca de novos amores. Possuem talento para a magia e enorme força espiritual, que se manifesta através do olhar. Enriquecem com facilidade e se destacam na vida profissional e social, mas são desconfiadas e propensas a ter conflitos psíquicos. Seu ponto vulnerável são as articulações que podem lhes causar problemas de locomoção. 

  15. OGBEOGUNDÁ MEJI Regente: Oba com influências de Eua Elemento: Água Pessoas com esse ODU são valorosas, combativas e imparciais, mas costumam sofrer desilusões amorosas, o que acentua sua agressividade e seu sentimento de rejeição. Têm saúde frágil: estão sujeitas a problemas nos olhos, ouvidos e pernas e a distúrbios do sistema neurovegetativo. 

16. ALÁFIA ONAN Regente: Ifá Elemento: Ar Calmas, racionais e espiritualizadas, as pessoas com esse ODU têm domínio sobre suas paixões. São excelentes nas áreas de vendas e de artesanato, mas desistem facilmente dos seus projetos e perdem o interesse por aquilo que já conquistaram. Estão sujeitas a problemas cardiovasculares, psíquicos e de visão.

Os Odus e os Elementos:

Terra Irosun, Egi Laxeborá, Iká Ori e Obará. Representam o caminho da tranqüilidade e da riqueza.

Água Egi Okô, Ossá, Egi Ologbon e Oxé. Representam o caminho da dúvida ao triunfo.

Ar Onilé, Ofun, Obé Ogundá e Aláfia. Representam o caminho da indecisão até a paz.

Fogo Okaran, Odi, Owanrin e Eta Ogundá. Representam o caminho da insubordinação até a guerra.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

10/2/2011

O JOGO DE BÚZIOS - jeito de cada nação



OS JOGOS DE BÚZIOS 


 Os jogos mais difundidos são : - O jogo de Alafiá = 4 Búzios - O Jogo de Odú = 16 Búzios - O Jogo no Ketu = 16 Búzios - O Jogo de Angola = 21 Búzios É possível 4 tipos de jogadas : 1. Indica o orixá de cabeça (guia espiritual ou se você preferir o signo do indivíduo) dados da potencialidade pessoal. As suas qualidades e estilo ficam como que mais acessíveis. E nada impede que um homem tenha o estilo de um orixá dito feminino e vice-versa. 2. Responde às perguntas cujas respostas sejam do tipo sim/não/talvez. Búzio aberto (na astrologia se diz que há um aspecto favorável). No caso de cair com o búzio fechado (na astrologia aspectos desfavoráveis), estes elementos não se apresentam impossíveis mas são situações desafiadoras. 3. Oráculo para qualquer pergunta ou questão mais complexa. 4. O jogador pode lançar qualquer número de búzios numa jogada pessoal, já que há pessoas que usam 21 búzios. 

 A INTERPRETAÇÃO 

A interpretação da "caída" dos búzios se fundamenta na quantidade de búzios abertos e fechados e na relação que existe entre este número e determinados orixás. Em certos casos como a opção 1 é considerado igualmente o dia da semana em que o consulente nasceu, exatamente como no ocidente o Domingo é dia do sol (sunday), Sábado de Saturno (saturday) etc., cada dia da semana é regido por um ou mais orixás, conforme abaixo: Dias no Candomblá: Segunda - Feira = Exu e Obaluaê. Na Umbanda-Astrologica: Iemanja, Oxum, Linhas de agua. Terça - Feira = Nanã, Oxumaré, Ogum. Quarta - Feira = Xangô e Iansã. Na Umbanda-Astrologica: Ibejis Quinta - Feira = Oxóssi e Logun-Edé. Na Umbanda-Astrologica: Xangô Sexta Feira = Oxalá.

Na Umbanda Astrológica: Oxóssi. Sábado = Iabás, Iemanjá, Oxum e Begês.Na Umbanda-Astrologica: Obaluaê/Omulu Domingo = Olorum e todos os Orixás. Na Umbanda-Astrologica: Oxalá (eu trouxe os seguimentos pra que fique a escolha do buscador); Cada jogada se encerra com um quadro de chaves interpretativas, que dão margem a interessantes combinações. Não é raro acontecer "coincidências" incríveis. Com o tempo e a prática você será capaz de intuir fatos que hoje seriam tidos como mágicos. É uma questão de pura dedicação. Inicialmente aproveite os quadros como se apresentam. Futuramente quem sabe você passe a utilizar seu próprio método. 

 OS ORIXÁS 

 Para facilitar o entendimento, adotaremos o jogo da Nação Ketu, com 16 Búzios. A quantidade de búzios abertos e fechados que caem na peneira, indica qual orixá está respondendo a pergunta do consulente e qual a sua mensagem. Somente isto seria suficiente para qualquer tipo de interpretação, bastando para tanto saber as características de cada orixá (ODÙS). ODÚS Odús (signos de ifã), são presságios, destinos, predestinação. Os odús são inteligências siderais que participaram da criação do universo; cada pessoa traz um odú de origem e cada orixá é governado por um ou mais odús. Cada odú possui um nome e características próprias e dividem-se em "caminhos" denominados "ese" onde está atado a um sem-número de mitos conhecidos como itàn ifá. Os odús são os principais responsáveis pelos destinos dos homens e do mundo que os cerca. 

Os orixás não mudam o destino da vida e sim executam suas funções dentro da natureza liberando energia para que todos possam dela se energizar e encontrar seu caminho. O odú é o caminho, a existência do destino o qual o orixá e todos os seres estão inserido. Cada pessoa pode ir de encontro ou seguir um caminho alheio ao destino estabelecido, neste caso seu destino e sua conduta fogem as regras siderais (seguiu um caminho diferente dentro do estabelecido). Geralmente nestes casos, as mesmas tentem a sofrer decepções em sua vida em geral (amor, trabalho, família, saúde, mortes prematuras, etc) São nesses casos que a espiritualidade pode ajudar, porém tudo que é natural e de conformidade com o destino, não deve ser modificado. 

 Nós quando nascemos, somos regidos por um odú que representa nosso "destino" assim como o nosso caminho. Através de ifá, podemos averiguar o porque das situações serem adversas as de sua vontade e se a mesma está em um caminho diferente ao destinado ou escolhido. O destino das pessoas e tudo o que existe podem ser desvendados por meio da consulta a ifá, o oráculo, que se manifesta pelo jogo. Ifá tem seu culto específico e o mais alto cargo do culto de ifá é o de Olwo, título concebidos a alguns babalaôs. 

Ifá é o orixá da adivinhação e para tudo deve ser consultado. Existem alguns tipos de jogo utilizado por Babalorixás e Ialorixás que não são os mesmos métodos do opelé ifá (utilizado pelos babalaôs em consulta a Ifá), como o rosário de ifá, o jogo de búzios (meridilogun), etc. No jogo de búzios (mais comum meridilogun) quem fala é exú, são dezesseis búzios que podem ser jogados também pelos babalorixás e yalorixás. A consulta a ifá é uma atividade exclusivamente masculina, mas as mulheres passaram a poder pegar nos búzios porque Oxum fez um trato com exu, conseguindo dele permissão para jogar. 

 O jogo de opelé ifá baseia-se num sistema matemático, em que se estabelece 256 combinações resultantes dos 16 odús usados no jogo de búzios ( ALÁFIA, OGBÈÒGÙNDÁ, ÌKA, EJÍOLOGBÓN, EJÍLÀSEGBORA, ÒWÓNRÍN, ÒFÚN, ÒSÁ, EJIONÍLE, ÒDÍ, ÒBÀRÀ, ÒSÉ, ÌRÒSÙN, ËTÀÒGÙNDÁ, ÉJÌÒKÒ, ÒKÀNRÀN) multiplicado por 16. Nada se faz sem que antes se consulte o oráculo, quanto mais séria a questão a ser resolvida, maior a responsabilidade da pessoa que faz o jogo. Vejamos as caídas e as principais características arquétipicas dos orixás : Os números à esquerda do "X", representam a quantidade de "búzios abertos" e à direita a quantidade de "búzios fechados". 00 X 16 = Caída neutra, deve ser repetida a jogada . 01 X 15 = EXÚ = Mensageiro neutro 02 X 14 = OBALUAE = Curioso, estudioso e preciso 03 X 13 = OGUM = Objetivo, prático e egoísta 04 X 12 = IEMANJÁ = Maternal, gentil e complacente 05 X 11 = OXUM = Bondoso, sensível e comunicativo 06 X 10 = EWÁ = Personalidade volúvel, confiante e temperamental 07 X 09 = OSSAIM = Cordial, diplomata e orgulhoso 08 X 08 = OXALÁ = Inteligente, sério, correto e lógico 09 X 07 = LOGUM = Sofisticado, culto e egocêntrico 10 X 06 = XANGÔ = Reservado, hábil e líder natural 11 X 05 = OXÓSSI = Jovial, romântico e imaturo 12 X 04 = IANSÃ = Extrovertido, franco e exótico 13 X 03 = NANÃ = Discreto, místico e cauteloso 14 X 02 = IBEJI = Infantil, volúvel, instável 15 X 01 = OBÁ = Ingênuo, honesto e tolerante 16 X 00 = OXUMARÉ = Enigmático, inteligente e astucioso O RITUAL 

Os búzios deverão ter sido deixados no sereno, em noite de lua cheia, num preparado com ervas de colônia, Santa Luzia, Saião, Água de Alevante Miúda e Graúda, Folha da Fortuna, Orepê, Seiva de alfazema, Açúcar com Epô de Oxalá e Macaçá. Pela manhã, antes do sol nascer, deverão ser lavados com as ervas em água corrente e mel e deixados em descanso por algumas horas antes do jogo. O olhador, deverá estar de roupa clara, descalço e com as guias de seus orixás. 

Não deve beber ou fumar antes e durante o jogo. Deverá então pedir licença para o orixá que rege o dia da semana para abrir o jogo saudando todos os orixás, começando por "Exú " e finalizando com "Oxalá". Pedir a iluminação de "Ifá" pronunciando a seguinte oração em yorubá: Oduduá dadá Orumilá Babá mim alarí qui Babá Oludumarê Babá mim Baque oxê Bará Lonan Cou fie Babá mim Emin lo xirê Babá Ifá bemim Mojubarê Ibá orum Mojubarê Babalorishá Mojubarê Oshalá Mojubarê Eshu Mogibá (bater o pé três vezes) O quê oxê ifá ago. Mas, uma vez volto a lembrar que o seguimento religioso do sacerdote conta muito, pois, se for na Umbanda inclinada ao soterismo, os dias dados pela Umbanda-Astrológica tem mais sincronia com as regências dos orixás pelos planetas, pois, o dia do Sol domingo, por exemplo, tem muito mais haver com a Luz de Oxalá do que na sexta-feira que é dia de Venus.

Carlinhos Lima - Pesquisador.
11/2/2011

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Ifá é o oraculo das divindades: os deuses Yorubás e o homem

Ifá é o oraculo das divindades que mediam os deuses e os homens. Os deuses comunicam as causas no processo da divindade e os sacerdotes podem sugerir as ações que evitam o infortúnio. Através da divindade de Ifá um indivíduo ou uma cidade inteira pode obter soluções aos problemas difíceis e restaurar boas relações entre sí e os deuses.

Eshu-Elegbá é o mensageiro dos deuses, é o mais novo, mais ágil e compreensivo, mas causa problemas para aqueles que negligenciam com os outros deuses. É Eshu que entrega os sacrifícios que foram pres- critos pela divindade de Ifá a Olorun, o deus superior distante. Eshu e Ifá são consequentemente íntimos na manipulação dos destinos dos homens. Eshu é a única divindade atuante de Yorubá. É a face de Eshu que é representada em muitas placas da divindade de Ifá, ocasionalmente em objetos usados pelos cultos res- tantes. Caracteristicamente, com sua natureza contraditória, os dançarinos de Eshu ( Ogo Elegbá ) atuam freqüentemente com a cabeça baixa. Eshu é alto, com cabelos curtos, considerado como o sinal de ligação de sua amizade com Ifá. Em uma história, Ifá fingiu que estava inoperante a fim testar a devoção daqueles em torno dele. Foi decepcionado por todos, exceto por Eshu. Mesmo que o deus trapaceiro estivesse no processo de raspagem da cabeça, superou a tristeza com a notícia e apressou-se a ficar ao lado de Ifá em sua cama com a metade do cabelo raspada. Ifá reconheceu a lealdade de seu amigo e pediu-lhe que dei- xasse seu cabelo crescer para sempre neste estilo metade-raspada. As figuras de Eshu são decoradas ge- ralmente com grânulos e búzios, mas o deus pode também ser simbolizado por um pedaço simples de pe- dra talhada. A escultura de pedra figurativa da coleção de Meyer pode ser uma parte excepcionalmente rara do santuário, descrevendo Eshu sentado em um tamborete. Moldado resumidamente, em estilo compacto, sòmente metade de seu comprimento é descolorado, supondo-se sido enterrado parcialmente na terra.


O corpo de Ifá é composto de cem diversificadas figuras, Orodu, cada um associado com um corpo grande dos versos indepen- dentes conhecidos como Ese Ifá. O deus, Ifá, tem sua atenção chamada pelo babalaô com um atabaque cônico, feito às vezes de marfim (Irokê-Ifá). Um copo (Agerê-Ifá) moldado com uma ce- na de um destes versos como uma casa para as nozes de pal- ma sagradas. Atravéz do jogo de dezesseis destas nozes (Ikin) em uma placa pulverizada de divindade (Opon Ifá) e estudo das marcas deixadas no pó, o sacerdote pode determinar qual dos cem odus deve ser recitado. Citando então uma série de versos deste capítulo, até que o cliente reconheça um como significa- tivo. Depois de diversos jogos efetuados é que um texto signifi- cativo começará a se formar.


Os acessórios da divindade de Ifá são armazenados em uma bacia grande (Igerê do Opon) com a placa pró- pria que assenta-se sob ela. Para seduzir as forças representantes do espírito, as bacias e placas são en- feitadas frequentemente com a face de Eshu ou podem ser mais elaborada, moldadas com uma série dos painéis que representam frequentemente outros deuses e forças principais do espírito. Os assuntos dos pai- néis do relevo não são ligados narrativamente, são essencialmente os emblemas conhecidos que resumem os conceitos sobrepostos que repercutem continuamente durante todo o culto de Yorubá, o caçador, o supli- cante, o pássaro, o guerreiro, a serpente, o camaleão, o ato da procriação. O número dos painéis do relevo variará de acordo com a importância da concessão. A projeção em quatro tons no alto de algumas bacias re- recorda o forma da coroa real usada pelos reis de Oduduwa.


A cabeça é um conceito importante na arte e no ritual de Yorubá. É descrito um sacerdote de Ifá com sua metade da cabeça raspada recordando a história da ligação especial da amizade entre Eshu e Ifá. Significa também um sacerdote oficializando uma ceremonia de iniciação. Um Yorubá raspa habitual- mente a cabeça em ocasiões rituais porque acredita-se que os espíritos entram e deixam uma pessoa atravéz de sua cabeça. A cada ser humano foi dada uma cabeça ou o destino antes do nascimento que sòmente pode ser previsto e arbitrado com a divindade. Entretanto, cada pessoa tem também a habili- dade de utilizar a potencia desta cabeça interna (Inu do Ori) e conseguir seu potencial total na vida. Diz-se que o carater e a personalidade são emanados desta cabeça interna. Seu manifesto físico é um remanescente pequeno do principal (Ibori) que é mantido em um maior, a coroa, como recipiente, ou na casa do principal (Ile Ori). Ambos são não figurativos, feitos de couro e amarrados com búzios. Quanto mais bem sucedido um indivíduo é na vida, mais búzios poderá utilizar em seu recipiente. Uma casa da cabeça de um rei é, consequentemente, sempre muito grande e elaborada. Na morte a escultura inteira será desmontada e dispersada.


Na coleção de Meyer descreve-se um sacerdote de Ifá que carrega um grupo de trabalho (Osun, Orere do Opa) em sua mão direita e em um bastão de prestígio em sua mão esquerda. Seu estilo de cabelo metade raspada indica que oficializa uma iniciação e pode ser uma referência à história da origem da amizade entre Ifá e Eshu. O grupo de trabalho simboliza a potencialidade da divindade sobre a morte e outras forças destrutivas, porque acredita-se que se um galo for sacrificado ao grupo de trabalho, a morte estará enganada e aceitará a ave no lugar ser humano. A cabeça, as asas e os pés do galo são amarrados ao centro como alimento espiritual pa- ra a potência do grupo de trabalho. Um solitário pássaro de metal é posto no no alto, soldado a um disco liso que descansa na parte invertida do fundo dos cones ou sinos ocos, metálicos. Outro grupo de sinos decora o comprimento do grupo de trabalho. Este pássaro é uma ligação simbólica entre a terra e o céu. Os dezesseis pássaros que cercam um outro grupo de trabalho, aquele de Osayin deus da medicina herbácea, representam as várias forças espirituais agressivas e malevolentes com que o homem deve lidar. Mas o pássaro solitário do grupo de trabalho de Ifá representa a potência muito mais elevada, a alma rápida e decisiva da divindade, que protege o sacerdote e seus clientes enquanto procuram desvendar os desejos e motivos ocultos dos deuses.


Todos os dados constantes destas páginas são o resultado da pesquisa, tradução, comparação e resumo de textos efetuados pelos webmasters de Luiá oriundos de diversas fontes descritivas das origens religiosas e costumes dos povos africanos, não havendo quaisquer citação de seus autores nos textos originais. Alguns autores ou proprietários foram citados nos textos no intuito de resguardar suas fontes e manter a originalidade dos relatos e ou propriedades. Estes textos foram adaptados para interpretação brasileira, podendo haver distorções de sentidos ou significados de alguns termos se interpretados pela linguagem utilizada por outros países de língua portuguesa ou traduções que possam ser efetuadas para outras linguagens.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Ifá: facínio e desafio dos oráculos!

Analisando a complexidade dos oráculos, o buscador terá dois caminhos, ou esquenta a cabeça e desiste desanimado, ou se apaixona, fica encantado e se aprfofunda cada vez mais. Isso acontece e aconteceu comigo, ao adentrar o fantástico mundo do Tarô, da Astrologia, dos orixás, do Ifá. Cada código, cada possibilidade, cada configuração é uma coisa radiante o que acontece em nossa mente. À cada decifração de enigmas é um extase muito grande para o buscador! O jogo de Ifá que algumas pesquisas até apontam para a origem pela geomância, é um sistema binário fantástico que nos dá milhares de possibilidades, talvez um número importante seja de 4096 combinações. Mas, o aplicável e aconselhavel até para nós que não somos sacerdotes de alto grau, é usar apenas as 256 combinações dos chamados Odús Filhos! Continue lendo...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Tarô, Astrologia, Ifá, Numerologia e outros! Qual é o melhor?


Para quem busca uma análise do momento atual, esclarecimentos atuais e presentes, fatos e temas que abordem suas opções com possibilidades e tendências, o ideal é um aconselhamento através do Tarô. Isso porque as cartas abordam a fase presente, o período vivido, não se concentrando nas características fixas, mas sim, no que é transitório e passível de mudança efetiva. O Tarô analisa o que está acontecendo, para que haja chance de se modificar o futuro, trabalhando a relação do indivíduo e suas escolhas com o cotidiano e momento que vivencia. Já mapa astral pode explicar muita coisa a respeito do ser humano, sua vida, suas características fixas, seus caminhos, vocações, potenciais e aprendizados. Um astrólogo é o profissional indicado para responder questões atemporais e também fases fixas da vida, interagindo com o cotidiano, esclarecendo possibilidades e aspectos pessoais com clareza e conscientização.

E para quem busca raízes, natureza, essência e tempo extenso, a Astrologia será um bom caminho. Sabendo quem somos, podemos compreender quem nos tornamos. Já para aqueles que querem dar atenção ao momento atual e entender suas opções, escolhendo conscientes e preparados, o Tarô pode ser o melhor instrumento. Se estivermos conectados com nossa natureza, o olhar para o momento atual pode ser a chave da construção do próprio futuro. Para o “ser”, a astrologia. Para o “estar”, o Tarô.

É comum surgir dúvida na hora de escolher a ferramenta para auxiliar em um determinado momento de vida. Da mesma forma que alguém busca orientação e aconselhamento, o profissional que executa a atividade também deve saber limitar seu alcance. Dessa forma, quem procura apoio poderá saber quem deve buscar para sanar suas dúvidas e esclarecer seus caminhos contando com um profissional correto para oriente e interprete o seu momento. Se alguém busca orientações a longo prazo, pretende compreender aspectos de sua natureza ou essência, entendendo as suas possibilidades futuras e fases favoráveis/desfavoráveis no cotidiano, deve procurar a Astrologia.

O certo é que uma via não anula outra. Nessas horas, o profissional que conhece sua ferramenta pode ser um parceiro, um vínculo entre o consulente e sua própria vida, uma ponte entre o destino e o livre-arbítrio. Procurando o suporte adequado, estando conectados com sua vida, os desafios se tornarão aprendizados e as superações serão lições de vida. E quanto mais conhecimento temos, mais fortes e capazes nos tornamos, tanto de compreender nossa existência como a nós mesmos! Existem muitos oráculos fantasticos, como por exemplo o I-Ching ou os buzios, e até mesmo o medium acaba se tornando num importante oráculo quando este atua como elo de ligação entre o plano fisico e o Astral Superior. Isso acontece quanto o vidente, sensitivo ou magista se comunica diretamente com as forças da natureza ou do astral. E temos ainda os artificios magicos ou sagrados como o Ifá, a Quiromância ou a numerologia, e todos são fantasticos!
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