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sábado, 12 de setembro de 2020

Caos ordenado: é revelado mistério por trás das tempestades polares de Júpiter



Os cientistas descobriram que condições são necessárias para que as peculiares tempestades geométricas ocorram nos polos do maior planeta do Sistema Solar.

Júpiter é conhecido por sua atmosfera tempestuosa. Desde que a sonda Juno atingiu sua órbita em julho de 2016, os cientistas tiveram acesso a informações e imagens que os ajudam a entender melhor o que está por trás do clima intenso deste gigante gasoso.
Mas além de fornecer respostas, Juno criou muitas novas questões. Os dados permitiram ver os polos de Júpiter de perto pela primeira vez, revelando um fenômeno que até agora não tinha explicação, escreve o portal Science Alert.
Tempestades distribuídas em perfeita forma poligonal em Júpiter são encontradas nos polos norte e sul do planeta gasoso cercando uma tempestade localizada no centro.
No polo norte de Júpiter há nove ciclones: um no centro e oito distribuídos ordenadamente em torno dele, com todos girando no sentido anti-horário.
No polo sul, Juno registrou seis tempestades em 2016: uma no centro e cinco ao seu redor. Em 2019, um sétimo ciclone se juntou ao grupo e agora as seis tempestades externas cercam a central em forma hexagonal. Ao contrário das do polo norte, elas se movem no sentido horário.
Desde que foram observadas pela primeira vez em 2016, estas enormes tempestades, equivalentes em área aos EUA, têm mantido sua forma. Um novo estudo tentou descobrir por que elas ainda não se fundiram.
Com a ajuda de simulações numéricas de ciclones, os astrônomos da Universidade da Califórnia em Berkeley, EUA, conseguiram encontrar duas condições sob as quais as tempestades podem permanecer estáveis por longos períodos de tempo sem se tornarem uma única tempestade gigante.
A primeira é a profundidade do ciclone, ou seja, até onde ele chega na atmosfera do planeta gasoso. Se fosse muito raso, as tempestades se fundiriam.

© FOTO / NASA/JPL-CALTECH/SWRI/MSSS/GERALD EICHSTÄDT/SEÁN DORAN
Vórtice escuro na atmosfera de Júpiter
Mas o principal fator responsável pela forma dos ciclones de Júpiter é um fenômeno conhecido como blindagem de vórtice. Assim, os vórtices, ou ciclones de Júpiter, são rodeados por um anel que se move na direção oposta à sua própria.
"Se este escudo for muito fraco, as tempestades se fundirão. Se for muito poderosa, a tempestade e sua blindagem se separariam uma da outra, resultando em uma confusão de tempestades", detalhou o portal Science Alert sobre o estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Tal significa que, para manter seu formato, tanto a profundidade dos ciclones quanto a força de sua blindagem de vórtice devem ser as corretas, concluiu o estudo.
Os cientistas, no entanto, ainda têm muitas perguntas sem resposta, pelo que estarão investigando o assunto mais a fundo.
"Não exploramos como os ciclones se formam, se se formam localmente ou se derivam para cima a partir de latitudes mais baixas. Além disso, não explicamos como é mantido o estado estável, ou seja, por que razão o número de ciclones não aumenta com o tempo. Além disso, não determinamos como a blindagem se desenvolve, ou por que somente os vórtices jovianos [de planetas gigantes gasosos] estão protegidos", explicaram os autores do estudo.

terça-feira, 23 de junho de 2020

Maior que as pirâmides: revelado segredo de 'labirinto' egípcio de mais de 2.000 anos




Um arqueólogo investigou as pesquisas feitas ao longo do tempo sobre a Pirâmide Negra de Amenemés III no Egito, considerando que ainda é possível escavar mais no local.
Em 2008 foi descoberta uma estrutura perto das ruínas da Pirâmide Negra em Hawara, Egito, que revelou ser um complexo de edifícios e galerias, chamado de "labirinto" pelo famoso historiador grego Heródoto, construído pelo faraó Amenemés III no século XIX a.C.
O pesquisador Ben Van Kerkwyk revelou a descoberta em um vídeo no YouTube, chamando-a de "enorme salto à frente" e "uma oportunidade de [...] aprendizagem histórica, que não presenciamos em um século", escreve o jornal Express.
"Esta era uma estrutura gigantesca e mítica, dita por alguns para ter superado as conquistas das pirâmides, uma enorme variedade de milhares de salões subterrâneos, templos e câmaras, de várias vezes o tamanho de todos os locais de templos egípcios conhecidos", descreveu.

Crônica arqueológica

Devido à falta de provas visíveis, a história foi durante muito tempo considerada uma lenda, até o egiptólogo Flinders Petrie redescobrir o local no final do século XIX, o que levou especialistas a teorizar que o labirinto foi demolido sob o reinado de Ptolomeu II no século III a.C., e usado para construir a cidade vizinha de Shedyt para homenagear sua esposa Arsinoe.
O arqueólogo explicou que Petrie encontrou os restos de uma fundação de pedra de mais de 300 metros de largura, quatro metros abaixo da areia.
"Esta estrutura foi visitada e testemunhada em primeira mão pelos grandes historiadores de milênios passados, mas acabou se perdendo para as areias do deserto e sua presença física permaneceu desconhecida por mais de 2.000 anos", diz.
Kerkwyk ainda criticou as autoridades locais por sua "inação" em preservar o patrimônio, notando também o aumento do nível de água, ambos os quais diz estarem arruinando o potencial do local, apenas restando tijolos de lama à vista.
"Ele [Petrie] concluiu que estes eram os restos das fundações do labirinto, com a própria estrutura sendo há muito tempo extraída e destruída", diz Ben Van Kerkwyk, teorizando que o arqueólogo do século XIX encontrou um teto ou telhado, e não a base da estrutura.
Segundo Kerkwyk, foi o radar de penetração usado na pesquisa em 2008 pela Expedição Mataha, uma colaboração entre autoridades egípcias, a Universidade de Ghent da Bélgica e financiada pelo artista contemporâneo Louis De Cordier, que permitiu averiguar isso, e o sítio ainda foi escavado.
"É uma coisa rara para os antigos mistérios históricos serem totalmente resolvidos", apontou.

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terça-feira, 26 de maio de 2020

Revelado mistério cósmico por trás do surgimento da vida na Terra



Os raios cósmicos poderiam ter desempenhado um papel especial no início da vida na Terra, afirmam os pesquisadores da Universidade de Stanford (EUA).

As partículas de alta energia que penetram na atmosfera do nosso planeta poderiam ter afetado os proto-organismos, os obrigando a desenvolver a homoquiralidade, presente em todos os organismos vivos hoje em dia.
Uma substância é considerada homoquiral se todas as unidades constituintes são moléculas da mesma forma quiral. As moléculas quirais têm um formato "espelhado" como as palmas das mãos humanas. Para que esta propriedade se manifeste, é preciso haver um centro quiral da molécula, ou seja, um átomo com vários substitutos. O DNA, o RNA e os aminoácidos possuem este centro.
Nos organismos vivos, os compostos são homocirais, ou seja, representados em uma única forma quiral e, conforme se introduzem no organismo, o isômero espelho deste composto não cumprirá sua função, e todos os processos biológicos nos quais esta molécula participa decorrerão de forma diferente.
Este fenômeno biológico foi estudado pela primeira vez em 1848 por Louis Pasteur e, desde então, os cientistas tentam desvendar este quebra-cabeça, que explica a origem das preferências quirais por uma só forma particular.
Os pesquisadores sugeriram que a capacidade de penetração dos muões poderia afetar as moléculas quirais na Terra. Portanto, inicialmente a radiação cósmica teve efeitos diferentes na evolução das formas quirais das moléculas, de modo que uma delas começou a prevalecer sobre a outra.
Desta forma, o DNA e ARN do lado direito evoluíram em um ritmo maior e se tornaram mais estáveis e adequados para os organismos vivos.
Além do mais, os pesquisadores levantam a possibilidade de, se existirem outras formas de vida no Universo, os carboidratos em seu DNA estarem alinhados na configuração de hélice correta, como nos organismos vivos da Terra.
Os resultados da pesquisa foram disponibilizados na publicação Astrophysical Journal.

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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Enigma da 'pele de tigre' em lua gelada de Saturno é revelado



Encélado, o satélite gelado de Saturno de 500 quilômetros de diâmetro, tem um grande oceano subterrâneo, o que o torna um dos principais alvos para busca por vida extraterreste.
Uma das características do satélite corresponde a vales profundos apelidados de "listras de tigre", de onde brotam jatos de vapor de água a grande altitude sobre a sua superfície. Estas formações foram detectadas pela primeira vez pela sonda espacial Cassini, revelando uma paisagem única no Sistema Solar.
Uma equipe de cientistas do Instituto Carnegie, EUA, descobriu como estas rachaduras são formadas e conservadas.
As referidas listas de tigre, que têm 130 quilômetros de comprimento e 35 de largura, são paralelas e separadas uniformemente pela superfície desta grande bola de neve que é Encélado.
"O que as torna especialmente interessantes é que estão em erupção contínua de gelo de água. Não existem outros planetas ou luas onde acontece algo de semelhante", explica Doug Hemingway, autor principal do estudo publicado na revista científica Nature Astronomy.
Enceladus, one of Saturn’s smaller moons, reflects 90% of the Sun’s light.


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​Encélado, uma das luas mais pequenas de Saturno, reflete 90% da luz solar.
O grupo de cientistas está particularmente interessado em compreender por que as listras estão presentes apenas no polo sul da lua, e também por que as rachaduras estão tão afastadas.
Aparentemente, a resposta à primeira pergunta é uma questão de cara ou coroa. Os pesquisadores desvendaram que as fissuras por onde saem os gêiseres poderiam ter sido formados em qualquer polo, no entanto o polo sul foi descoberto primeiro.
O Encélado registra aquecimento interno devido à excentricidade de sua órbita. Às vezes, se aproxima mais de Saturno, outras vezes, está um pouco mais distante, o que faz com que a lua se deforme ligeiramente, se estique e depois se contraia, em resposta à força gravitacional de Saturno. Este processo impede que o satélite se congele completamente.

© FOTO / NASA, ESA, JPL, SSI, CASSINI IMAGING TEAM
As Listras de Tigre de Encélado
A razão principal para a formação das fissuras é o fato de que os polos da lua sofrem com os maiores impactos desta deformação gravitacional, por isso mesmo que a camada de gelo que está nos polos é mais fina.
Durante os períodos de arrefecimento gradual no satélite, uma parte do oceano de Encélado congela. Por isso, se a água congela, ela expande. À medida que a crosta gelada engrossa por baixo, a pressão no oceano aumenta até que a crosta de gelo por fim se abre, criando uma rachadura. Devido ao gelo relativamente fino, os polos são mais suscetíveis ao aparecimento de grutas.

sábado, 7 de setembro de 2019

Astrofísica: Revelado segredo escondido em meteorito há quase 70 anos (FOTO)


Um meteorito encontrado em 1951 foi analisado por cientistas australianos, tendo estes encontrado um mineral completamente desconhecido da ciência até agora, informa a revista científica American Mineralogist.

O mineral encontrado provavelmente provém do núcleo fundido de um planeta antigo, segundo os resultados das pesquisas publicadas na revista.
Durante décadas, os cientistas tentaram descobrir o segredo de um meteorito caído na Terra há mais de meio século. Recentemente, os pesquisadores australianos decidiram analisar este objeto de reflexos vermelhos e pretos com 210 gramas, encontrado no sudeste da Austrália em 1951. Eles descobriram um mineral não conhecido até agora.

Veja outros Tweets de upspiral
Cientistas confirmam a descoberta de um mineral nunca encontrado antes na natureza
Conheça o edscottite.
A descoberta foi chamada de edscottite - em honra de Edward Scott, cientista da Universidade do Havaí. Segundo as hipóteses preliminares dos cientistas, este mineral é composto por átomos de ferro e de carbono dispostos de certo forma durante o processo de cristalização. Isso significa que está no estado em que o metal passa do estado de fusão para sólido.
Provavelmente o objeto provém do núcleo fundido de um planeta antigo.
Os especialistas estimam que o meteorito se tenha formado no início da existência do Sistema Solar, representando um "germe de planeta", que não podia se tornar um corpo celeste. Segundo a teoria atual, este meteorito se desintegrou depois da colisão com outro objeto espacial, tendo os destroços caído no cinturão de asteroides e sido atraídos por outros planetas e satélites.
Um deles finalmente alcançou a Terra.
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