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terça-feira, 3 de agosto de 2021

Mistério: “Carta do Diabo” escrita por freira possuída é lida após 300 anos e revelações chocam cientistas




 Carta do Século 17 escrita por Freira possuída pelo demônio finalmente traduzida. Partes de 'carta do diabo' do século XVII são decifradas com ajuda da internet obscura


Escrita a exatos 341 anos, uma carta deixada por uma freira supostamente possuída pelo demônio foi recentemente decifrada por pesquisadores italianos. A religiosa, rebatizada como Maria Crocifissa della Concezione após trocar o nome Isabella Tomasi, fazia parte do mosteiro de Palma di Mantechiaro, localizado na Sicília, em 1676, quando alegou ter recebido a presença do Diabo. Ela contou ter acordado coberta de tinta com a carta a sua frente. Ela teria então sido possuída e obrigada a escrever as palavras.



Foto reprodução
Desde então, estudiosos do país vêm tentando decifrar a enigmática mensagem deixada pela freira, que contêm, dentre símbolos do alfabeto grego, caracteres árabes.
O que a carta diz
A mensagem foi um mistério para os cientistas durante muitos séculos. A carta foi escrita em uma mistura de alfabetos e os pesquisadores introduziram no software “o grego antigo, árabe, alfabeto rúnico e latim para decifrá-la”, lê-se no jornal La Stampa.
“Nós ouvimos falar de ‘software’ que deveria ser usado por serviços de inteligência para decifrar códigos”, diz Daniele Abate, líder da equipe de Ludum responsável pela pesquisa. O conteúdo da carta foi introduzido no software, explicaram os cientistas.
A carta descreve Deus, Jesus e o Espírito Santo como “pesos mortos”. “Deus pensa que pode libertar os mortais”, diz a carta escrita pelo “diabo”, que termina com “Deus foi inventado pelo homem” e que “esse sistema não funciona para ninguém”.
“Talvez agora o rio Estige exista”, escreveu a freira ditada pelo diabo, referindo-se ao rio Estige que, de acordo com a mitologia grega, separa a Terra do mundo dos mortos, Hades.
Mas quem escreveu a carta?
A carta foi escrita por Isabella Tomasi, nascida em 1645 e renomeada como irmã Maria Crocifissa della Concezione após sua entrada no convento siciliano de Palma di Montechiaro.
De acordo com a história, em uma manhã de 1676, a freira despertou com o rosto cheio de tinta e com a carta escrita em frente a ela. Ela disse às suas irmãs que foi o diabo que lhe mandou escrever a carta.

Chocados com as revelações, alguns dos cientistas advertiram que a mensagem incongruente não está completa, já outros mais incrédulos, acreditam que a freira “sofria de esquizofrenia”, podendo ter sido ela mesma quem escreveu a carta, sem a “ajuda” do diabo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Lilith a face oculta da Lua




Um dos mitos mais antigos do mundo, Lilith é citada no Antigo Testamento como a primeira mulher de Adão, anterior a Eva, conta o psicanalista italiano Roberto Sicuteri no livro Lilith, a Lua Negra (ed. Paz e Terra). No mapa astrológico,a Lua Negra, ou Lilith, simboliza um lado secreto e obscuro de nossa personalidade. Identificar e trazer à luz esses aspectos é fundamental para cultivar o autoconhecimento e alcançar a paz de espírito. Ousada e sensual, ela se recusou a se submeter ao companheiro, desobedecendo a ordem de Deus. Como resultado, foi expulsa do Éden e substituída por Eva, cujo temperamento dócil e submisso se enquadrava melhor nas expectativas divinas. 

A personagem atravessou os milênios sob diferentes nomes, mas sempre tomando a forma de espíritos ou divindades destrutivas. A influência da Lua sobre a vida e os traços de caráter é bem conhecida, mas a da Lua Negra, também chamada de Lilith, nem tanto. Na astrologia, da mesma forma que a Lua simboliza o inconsciente e as emoções, Lilith identifica uma porção mais profunda e desconhecida da alma, como um lugar inexplorado na face escura de nosso satélite. Nesse ponto de pouca ou nenhuma luz, escondem-se sentimentos que precisam vir à tona para obtermos mais equilíbrio. Na Grécia Antiga foi associada a Hécate, deusa da Lua e, a partir daí, passou a simbolizar o lado escuro lunar, que, por sua vez, reflete a face oculta do ser humano. 




No mapa astral, o significado da Lua Negra muda de acordo com o signo que ela ocupava no dia do nascimento. Em conceitos de Umbanda Astrológica, ela não poderia ser associada a outra divindade que não fosse a tão conhecida Pombagira tão cultuada, temida e até admirada por muitos nos terreiros ou encruzilhadas do Brasil! A Lua Branca e a Lua Negra representam, cada uma a seu modo, aspectos psíquicos de homens e mulheres. 

A Lua Negra nos concede talentos, a serem descobertos e usados a nosso favor, mas, que nem sempre temos capacidade de compreender, ou quase sempre nem percebemos, mesmo que ela se mostra até certo ponto bem focada em nosso horoscopo. Isso porque ela representa sombra e como sempre as sombrias, é de difícil compreensão. Só ao conseguir direcionar as duas facetas da Lua é que teremos individualidades equilibradas e luminosas. Como a Lua descreve um movimento elíptico em volta da Terra, esse ponto escuro permanece cerca de nove meses em cada signo - o tempo de uma gestação. Como Lilith não é um corpo celeste, para localizá-la os astrólogos criaram uma tabela baseada na órbita da Lua, associando a Lilith o ponto extremo em que ela não recebe a luz do Sol. Analisar seus efeitos primeiramente por casa, depois por signo e em seguida com quais aspectos faz desafios ou se harmoniza no mapa, são pontos importantíssimos para tentar entender ao menos parte de seus mistérios e influências sobre nossa vida! 

  Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador - 14/03/2011


As mais vistas da semana

quinta-feira, 10 de março de 2011

As Armas de Satanás parte 4



As Características de satanás.
Segundo a opinião de estudiosos, religiosos e pregadores, as faces do Maligno são cinco. Mas como eu disse no artigo anterior, ele se adapta a ocasião e usa o disfarce que melhor lhe com vem. Como é um mestre na arte do ilusionismo, também sabe usar o medo e a visão das pessoas a seu favor.
Especialistas no assunto dão algumas discrições sobre ele. Dizem que ele pisca de baixo para cima, uma em cada três vezes ele pisca dessa maneira movendo não a pálpebra, mas a parte debaixo do olho. Só que o faz de tal velocidade que é preciso muita atenção para flagrá-lo nesse movimento. Outra característica é a impaciência. Eles têm sete vezes mais pressa do que os homens de realizar as coisas.
Essas indicações são úteis pra identificá-lo quanto aparece na forma de homem, mas há muitas outras formas que costuma assumir. Gostam de se disfarçar de lobo, por exemplo. De serpente, de bode. Dante, na Divina Comedia, descreveu-os com três caras, uma cor cambiante e seis asas dotadas de olhos – asas que vêem, e que eles agitam constantemente. A forma alada não é incomum em suas aparições. O rei francês Carlos, o Calvo (823-877), numa ocasião foi vitima de um ataque de demônios que vieram do céu, sob aspecto de lagostas aladas. John Milton, autor do Paraíso Perdido, descreve seu Lúcifer como um modelo de beleza, o mais belo dos anjos. O segundo Concilio de Nicéia (787) revelou, como resultado de pacientes investigações, que a carne de Satanás é dura como a pedra e mais fria que a neve. Sua forca, inacreditável, é equivalente à soma da forca de seta atletas excepcionais, e sua velocidade também não encontra parâmetro humano.
A quem quiser saber mais sobre o Diabo recomenda-se o livro de Cousté. Encontram-se ali essas e muitas outras informações. Através desse conhecimento percebe-se também as diversas funções que o Diabo se empenhou pelos séculos. Ele atazanou e assuntou muita gente, mas também serviu para excitar a imaginação das pessoas, e inspirou imorredouras criações literárias. A pergunta é: e hoje, para que serve o Diabo? Ou quais são os papeis que, ele desempenha hoje em dia? Outra discussão antiga, de que nos dá conta o livro de Cousté, versa sobre quantos seriam os demônios. Segundo Wierius, notável demonologista alemão (século XVI), autor de Pandemonium e Da Impostora e Artifícios do Demônio, só os príncipes infernais, sem contar portanto os demônios da plebe, seriam 6.666. Outro autor, Georg Bloveck, defendeu a tese de que cada pessoa tem o seu, como contrapartida e contrapeso ao anjo da guarda, de forma que seu numero seria igual ao dos homens. Mas para os tempos atuais, podem-se identificar cinco deles. Esses cinco demônios, correspondentes aos cinco papeis mais correntes nos dias de atuais. Os cinco poderiam ser chamados de Satanás o Marketeiro, Satanás o Satanizador, Satanás o Descupabilizador, Satanás o Magnífico e Satanás-Satanas. Satanás o Marketeiro é considerado o mais nobre de seus papeis, trata-se de um personagem que serve para vender e fazer sensacionalismo. De igrejas pouco escrupulosas a grupos de rock, pois muitos se utilizam de sua imagem, para assustar ou chocar, ganhar adeptos ou mostrar-se diferentes. Não a duvidas que o Demônio inseriu-se na disputa religiosa, afinal, trata-se de um mercado, e sua figura é explorada para ganhar adeptos. Em muitos programas religiosos de TV o demônio funciona como chamariz. Os apresentadores prometem a cura dos males do telespectador ou ouvinte se ele aderir à igreja em questão, que lhe ensinara como combater o demônio que o atormenta. Não é preciso ser um publicitário do ramo pra entender que o Demônio é o principal instrumento de mídia para atrair fieis. Um grande canal de telivisao pertencente a uma igreja, contribuiu muito com programas religiosos para o aumento dos fieis da igreja, pois eles chegavam a transmitir sete horas diárias de programas religiosos. Alguns diretores chegaram a dizer que quando se coloca o Diabo dentro do tema dos programas, a audiência aumenta muito.
No papel de Satã, o Satanizador, o Diabo desempenha aquela mesma função identificada por Elaine Pagels desde os tempos do Novo Testamento: a de satanizar o inimigo. Quem não concorda comigo – quem está do outro lado, quem compete comigo – esse é Satã. Isso vale tando no nível religioso quanto secular. Escreve Elaine Pagels: “Muitas pessoas religiosas que não acreditam mais em Satanás, ao lado de incontáveis outras que não se identificam com nenhuma tradição religiosa, mesmo assim são influenciadas pro esse legado cultural, em todos os casos em que identificam o conflito social e político como o de forças do Bem lutando contra as forças do Mal deste mundo”. Às vezes, a satanização do inimigo sobre o terreno religioso e político ao mesmo tempo.
No papel de Satanás o Desculpabilizador, o Diabo é útil sobretudo no plano psicológico. Sua função é desculpabilizar o individuo. Assim o Demônio se torna num grande achado, pois serve para fazer acreditar que as vitimas dos infortúnios não são culpadas por eles, existe sempre um Mal por traz. Isso pode restaurar a dignidade do ser humano. No ato da possessão e do exorcismo tão comuns hoje quanto no tempo da Palestina do Novo Testamento, serve como um mecanismo de projeção, onde a pessoa quer expulsar de si, tudo que considera perigoso e condenável. Atribui ao outro algo que está em suas atitudes em seu inconsciente.
Aceitar a existência do Demônio também permite fazer o mal por interposta pessoa, o que é outra forma de desculpabilizar-se. Um exemplo disso é quando encomenda-se macumbas, assim como em muitos outros tipos de rituais magisticos, a pessoa argumenta: “não sou eu”, não é uma pessoa, não é o agente do pedido que está praticando o mal. É um espírito maligno, um Exu malvado, o Diabo. Eu não tenho culpa.
Satanás o Magnífico é aliado dos homens contra um Criador injusto insensível ou incompreensível. Trata-se, segundo escreve Cousté, de um “inimigo dos conceitos de culpa expiação e, consequentemente, da moral derrotista e da submissão”. O autor argentino tem uma nítida predileção por essa encarnação de Satanás. O Diabo e o homem seriam como irmãos, explica ele: “No começo dos tempos, o Diabo competiu com o homem pela primogenitura de o manifestado; vencidos e expulsos ambos da presença de Deus, por terem praticado o mesmo delito (haverem pretendido imitá-lo), a suspeita de que o próprio delito lhes tenha sido induzido por Aquele que os julgou e expulsou cria entre o Diabo e o homem algo mais do que uma relação de analogia: com o devir histórico, acabou pro se tornar uma condenação e uma cumplicidade”.
Escreveu o poeta alemão Schiller, no fim do século XVI: “Não era um gênio extraordinário, aquele que ousou declarar guerra ao Onipotente?” Satanás seria uma reprodução do mito de Prometeu, aquele que na mitologia grega roubou dos deuses o segredo do fogo: Satanás é quem induz o homem ao conhecimento, contra as determinações de Deus. É também quem ensina aos homens a liberdade, contra as recomendações de obediência e submissão pregadas por Deus e suas igrejas. Escreve Cousté: “Na grandiosa e, provavelmente, interminável luta da espécie pela conquista da liberdade, o homem intui que o Diabo é o seu antecessor seu espelho, talvez mesmo cúmplice”.
Esse Satanás transmissor do conhecimento, disposto a dar ao homem a chave do entendimento do universo, é o que firmou o famoso pacto com Fausto, personagem de varias peças literárias, inclusive o famoso drama de Goethe, obra-prima do escritor alemão, e, no século passado, um romance de Thomas Mann. O Fausto, personagem da literatura inspira-se num personagem de existência real, Johannes Faustus, de Heidelberg (1480-1540), que também se identificava como Magister Georgius Sabelicus Faustus Junior, e do qual nos dá boa noticia o livro de Cousté.
Fausto é um sábio típico do Renascimento, possuidor de sede insaciável de saber, e que para atingir esse objetivo, segundo a lenda que se criou em torno dele, lançou-se inclusive aos territórios perigosos da alquimia e da magia negra. Fausto sabia a Ilíada e a Odisséia de cor. Entre seus dons estariam o da ubiqüidade, o da invisibilidade, o da levitação e o da xenoglossia, que consiste na faculdade de falar línguas estrangeiras. Fausto e seu criado, Cristóvão Wagner, conseguiam as mais finas iguarias e as melhores roupas apenas chegando à janela aberta da casa. Isso durou enquanto durou o pacto: 24 anos. Ai veio o Diabo cobrar a sua parte – matou Fausto e levou-o consigo.
Que significa Fausto? Ele “não fundou, nem pretendeu faze-lo, religião ou culto satânico algum”, escreve Cousté. “Seu projeto é uma exasperação do individual, uma suprema tensão entre o homem e o destino”. Essa tensão chega aos nossos tempos, observa Cousté, reelaborada, entre outros, pela filosofia existencialista e por Sigmund Freud. O autor argentino sintetiza assim essa reelaboração: “Um uma única palavra, o mal é inevitável; o homem deve morrer; sua única pátria a terra, e sua única possibilidade de transcendência é o conhecimento; o Diabo queria dizer desde o começo dos tempos”.
Satanás-Satanas – que outro não é senão o Diabo propriamente dito, o Imperador das Trevas, o Rei do Mal. Trata-se do entendimento mais imediato que se tem do Diabo, e o aparecimento mais obvio – mas, na verdade, o mais complexo e problemático. Acreditar no Diabo, nesse sentido, é acreditar no Bem. O mundo seria uma luta entre essas duas forças do Absoluto. Nós estaríamos no meio dela, sujeitos à sua força suprema, mas ao mesmo tempo, segundo o cristianismo, dotados de um livre-arbítrio que nos permite fazer opções... Bem, tudo isso é muito misterioso.
Mas se não fosse o Mal, que seria do bem? Acreditar no Demônio não é acreditar numa força igual à Deus num sentido contrario? É possível revogar o Diabo sem revogar a Deus? Quem tem fé não responde: acredita. Quem não tem, ou não tem suficiente, vem, vem, vaga e volteia sem resposta. Diante do Diabo no papel Satanás-Satanas, viramos joguetes da dialética do Absoluto, onde os caminhos levam às portas da presunção, quando muito nunca da certeza.
Como pesquisador e astrólogo eu me baseio na palavra que diz que, o que está encima é igual ao que está embaixo. Neste caso observando e contemplando o movimento dos astros vejo claramente o conflito eterno entre a sombra e a luz e sei que do mesmo modo esse conflito se repete entre o Bem e o Mal.

Carlinhos Lima – Astrólogo e Pesquisador.

As Armas de Satanás parte 3

A pergunta “quem é o Diabo?” tem uma resposta clara e direta para a autora Pagels: ele é o inimigo. Mas, de preferência, não um inimigo qualquer – é o inimigo intimo. A historia apócrifa da cisão no céu, quando Lúcifer se revolta contra Deus e assume a chefia da oposição ao Todo Poderoso, já trai esse significado – Lúcifer era um anjo de alta hierarquia, o mais belo deles, segundo algumas versões. Era um ser privilegiado, participante do circulo mais chegado a Deus, e a briga foi dentro de casa. Estava estabelecido o paradigma a ser aplicado em outras brigas, e outras satanizacões. Escreve Pagels: “Satanás não é o inimigo distante, mas o inimigo intimo – o colega em quem confiamos, o companheiro próximo, o irmão”. Através desse pensamento nos leva a lembrar da cena do beijo de Judas em Cristo no Monte das Oliveiras.
Ao satanizar os judeus, nos Evangelhos, os cristãos estão se endereçando a um inimigo que encontravam todos os dias nas praças, nas sinagogas. Os “pagãos” que mereciam o mesmo tratamento a seguir podiam até ser pessoas da mesma família – o irmão, o pai ou o primo que se recusavam a converter-se e deixar-se a levar ao batismo. E ao satanizar os heréticos, mas tarde, os representantes oficiais da Igreja também se estavam dirigindo a gente próxima – membros da mesma crença, às vezes até da mesma comunidade. E assim Satanás encaixou mais um de seus golpes mortais sobre a humanidade com uma de suas armas mais cruéis, a Discórdia.

Como tudo que existe no universo se adapta a época em que está Satanás por fazer parte do Sistema e ter participado a Criação do mundo, conhece muitas coisas sabe mais que ninguém se adaptar e usar de todos os artifícios necessários em busca da vitória tão desejada. Assim ele sabe que o homem dividido e em discórdia se torna, rancoroso, fraco e domina-se facilmente pelo ódio. Por isso ele lança seu veneno em tudo e em todas as direções. E como ele sempre esteve atento às mudanças e aos movimentos do Universo, conhece todas as Eras, sabe interpretar o movimento dos astros e conhece as profecias, pode perceber facilmente que a religião era um “prato feito” pra lançar seu veneno mortal.

O termo religião, em seu significado tem a função de ligar o homem a Divindade, o religare. Mas pode ligá-lo há outras divindades do Astral inferior. Mas como ele consegue isso no Cristianismo? Simplesmente lançando distorções, corrompendo lideres religiosos com dinheiro e poder, fazendo com que eles preguem o evangelho ao contrario e lance teorias mentirosas. Ademais incitou a deturpação da Bíblia e faz com que se preguem mentiras sobre as Verdades Cristicas.

Vemos claramente essas distorções nas missas negras, que são rezadas de traz pra frente no Sabát Negro que adoram o demônio usando símbolos sagrados invertidos, como a cruz de cabeça pra baixo ou o pentagrama invertido, por exemplo.

E assim vemos hoje os chamados Evangélicos, pregando a Bíblia da forma que querem sem perceberem que estão ajudando mesmo é ao Diabo lançar a discórdia no mundo. Pois estão sendo vitimas de outra arma cruel de Satanás, que é o Fanatismo. Esse mesmo fanatismo nós vemos constantemente mostrar a sua face no Oriente Médio.

O maior erro dos Protestantes é o mesmo que cometeu os inquisidores do passado, ou seja, falar e julgar o que não sabem nem compreendem. Sabemos que erros existem em todas as religiões e que Jesus veio justamente pra salvar os pecadores, não os Santos! Ele mesmo nos disse: “quem quer ser o primeiro esse será o ultimo”.

Sabemos que o espiritismo de Kardec precisa ser revisto, pois invocar ou evocar os mortos alem de imprudente é perigoso. Sabemos que a imortalidade da Alma é verídico e não ficamos dormindo como dizem os Testemunhas de Geová, mas certamente não podemos ficar invocando os mortos a todo instante. Vemos que Jesus conversou com Moises e Elias no Monte, mas alem de ele ter autoridade pra isso também sabia o que estava fazendo. Alem do mais, o espiritismo de Kardec, que, diga-se de passagem - nem médium era e se baseou em dicas de duas videntes que ele nem conhecia direito. Mas isso não da aos evangélicos o direito de criticar o que não sabe usando apenas a Bíblia, pois alem de adulterada ela tem influencias políticas e culturais, alem de não conter todas as verdades nem todo conhecimento necessário.

O Candomblé e a umbanda por sua vez são religiões belíssimas, mas que se embaraça nas mandingas e incorporações. Tenho por certo que os mortos têm que serem respeitados, não cultuados. Não tenho duvidas que se os todos rezassem pelos mortos a Terra seria hoje muito mais pacifica e perfeita, pois nossos ancestrais merecem respeito e é esse o principal papel das religiões afro-brasileiras, respeitarem os ancestrais. É um erro brutal satanizar o Candomblé e os Orixás, pois eles representam nossos ancestrais do Astral Superior.

Quem não respeita os Ancestrais não respeita Deus, pois ele é o nosso Ancestral mais antigo, pois é nosso Pai e Criador, como ele mesmo disse: “Eu sou o Deus dos Vivos e não dos mortos”. Com essa frase nós ficamos cheios de alegria esperançosos da salvação e do Reino dos Céus, e não do Inferno como a tudo pregam os evangélicos imprudentes e mal informados.

Certa vez quando Pedro perguntou onde estava o Diabo, então Jesus respondeu: “esta no coração do homem”. Assim baseado nisso podemos afirmar que os nossos sentimentos podem dar mais poder ao Diabo, por isso ele lança aos homens o sentimento de disputa, divisão, ódio e rancor. Pois os Evangelhos nos dizem que o maior mandamento é o Amor. - Por isso amai-vos uns aos outros como Jesus nos amou.
Pode ter certeza que a Bíblia não salva ninguém, mas o Amor sim! Sem amor nos igualaremos a Demônio e caímos facilmente em suas armadilhas. “Quem tem ouvidos ouça”.

Discorrendo sobre os heréticos e heresias, em Prescrição contra Heréticos Tertuliano (155-222), um dos primeiros autores cristãos deveriam todos pensar e falar as mesmas coisas. Os fieis não deveriam fazer perguntas, porque “elas os tornavam heréticos”. Que há para discutir, perguntava ele, se tudo já estava revelado? “Onde acabará essa busca?” A inspiração dos hereges, concluía Tertuliano, vem do Diabo, “a quem pertencem às manhas que distorcem a verdade”. Satanás seria o inventor das artes da guerra espiritual, incluindo a falsa exegese. Vê-se claramente, aqui, que quem discorda é identificado com o Diabo.

Pagels descreve um quadro em que os cristãos, invocando as velhas histórias de cisão no céu, constroem um cenário de guerra cósmica entre o bem e o mal, Deus e Satanás. Jesus insere-se nesse quadro. Posteriormente passam a fazer parte dele também os que não seguem o caminho recomendado, relegados por isso à categoria de soldados das forças do mal.

Quando o modismo das Seitas Protestantes começou a ganhar força os adeptos desse novo pensamento religioso foram vistos como traidores do Cristo. Assim muitos foram vitimas dos ataques da Igreja Católica, e hoje se esquecem disso querendo fazer o mesmo com os adeptos dos cultos afro-brasileiros. É muito interessante como o homem tem a mania de passar de perseguido a perseguidor e quando os papeis se invertem, ele passa de vitima inocente sofredora a carrasco cruel com uma língua ferina.

Vemos isso no Oriente Médio, onde os Judeus que foram perseguidos pelos nazistas, hoje perseguem os palestinos, e “o Deus que antes era o Javé só dos judeus pode ser também dos americanos, pois eles contribuem com Bilhares de Dólares com o Governo de Israel’. “Já Alá não pode ser um Deus aceitável, pois os palestinos são anarquistas desobedientes e terroristas”, comentam alguns fanáticos! Por essa razão não tenho certeza se aquela região é realmente Santa ou Maldita!? Só sei que há maioria dos livros da Bíblia foram escritas em épocas onde a política, o medo e as guerras estavam presentes e por isso sofreram influencia com certeza. A prova disso é que os judeus não aceitam a Bíblia, preferem a Torah e os mulçumanos o Alcorão. Isso tem haver com política com certeza.

As coisas não são tão simples, na verdade. Se a oposição fosse entre iguais, Deus contra Satanás, o cristianismo se igualaria aos heréticos maniqueístas, que separavam tudo rigidamente entre bem e mal. No cristianismo, Satanás se opõe a Deus, mas lhe é inferior. Faz seu jogo, mas está previamente condenado à derrota, e essas características devem ser também levadas em conta quando se pergunta quem é o Diabo.

Pagels conta que uma vez uma “grande e altíssima” figura apareceu a Santo Antonio, que lhe perguntou quem era. “Sou Satãs”, disse a figura. Antonio então respondeu: “Cristo veio e te tornou impotente. Ele jogou no chão e te despiu de teus poderes”. Ao ouvir o nome do Salvador, conta Antonio, a figura desapareceu, pois não lhe podia suportar o calor escaldante. Misteriosa é a figura de Satanás. Antonio passou a vida sofrendo suas duríssimas tentações, mas achava que ele devia ser respeitado. Se o Diabo reconhece que é impotente diante do nome do senhor, disse o santo, “temos de despreza-lo, e a seus demônios”. Essa opinião do santo é muito importante para todo mundo que usa a Bíblia para desafiar o Diabo. Ele deve ser respeitado, por isso nunca invocado ou atacado, pois nem todos podem afugentá-lo se ele aparecer.

Pessoas imprudentes se envolvem com satanismo e usam magia pra conseguirem o que querem, sem saber que a Serpente só espera à hora certa pra dar o bote e roubar suas almas. Mesmo com a Bíblia não mão no podemos nos sentir confiantes, pois Ele tentou o próprio Cristo martirizou os Apóstolos, sacrificou a Jó e entra até no Céu. Alem disso a Bíblia não salva ninguém o que nos fortalece são nossas boas ações, dons espirituais e a Proteção Divina e só conseguimos isso se tivermos Amor em nosso ser.

Os evangélicos criticam a fé nos santos, nas imagens e na cruz, dizendo que é idolatria, sem saber que caíram em mais uma cilada do demônio e foram feridos por mais uma arma de Satanás: a Bibliolátria! Eles comem, trabalham e rezam com a Bíblia na mão a todo instante, mas se enganam quando repetem sempre: “a Bíblia diz”, pois a principal coisa que diz as Escrituras é “Amai-vos uns aos outros como o pai vos ama” e nos alerta com um importante mandamento: “Não chamar o Santo nome de Deus em Vão”. E Jesus também nos disse: “Nem todos que diz: Senhor, Senhor entrará no Reino do Céu!”. Por isso se olharmos bem a Bíblia vemos que Deus não gosta de fanatismo, mas de uma Fé Verdadeira. Que Jesus não veio pra ser um “pop star”, mas pra nos salvar. Portanto aqueles que se vestem bem e gritam nas Igrejas, praças e sinagogas, dando gritos de louvor e cambalhotas: “esses já ganharam seu galardão”.

Caros irmãos antes de mais nada busquemos, o amor, viver a vida e ser felizes, respeitando o próximo, levando a caridade a todos os cantos e amando a Deus que ama a todos sem preconceito nem rejeita ninguém, a menos que seja um traidor maligno.

Carlinhos Lima – Astrólogo e Pesquisador.
Seja Bem Vindo ao Mundo da Astrologia dos Portais do Conhecimento.
Que Deus Abençoe a Todos vocês. Amem.

As Armas de Satanás



As Armas de Satanás.
Seme hazad, Azazel, Belial, Mastema, Asmodeu, como o chamavam, entre muitos outros nomes, os antigos hebreus? Ele: Eblis, como dizem os muçulmanos? O “Old Man” (o “Velho”), como diziam na Escócia, o David Jones, como o nomeavam os antigos caçadores de baleia de língua inglesa, o “Macaco de Deus”, como dizia na Idade Media, porque procura imitar Deus, embora de maneira sempre imperfeita, ou inversa? Ele: o Maligno, o Inimigo, o Tentador, o Maldito, o Pai da Mentira, o Príncipe deste Mundo, como se disse e se continua dizendo em varias línguas, credos e épocas? O Cão, o Arrenegado, o Beiçudo, o Azucrim, o Tinhoso, o Coxo, o Anhangá, o Rabudo, como diz Brasil a fora, e o dicionário Aurélio registra? O que “não é mas, finge ser”, como escreveu Guimarães Rosa? Ele: Satã, Satãs, Belzebu (“O Senhor das Moscas”, na origem etimológica hebraica), Mefistófeles, Mefisto, Lúcifer? Como vai o Demo, enfim, o Demônio, o Diabo? Como anda seu prestigio, sua fama e influencia, neste inicio de século e de milênio? Prestes a adentrarmos a Era de Aquário? Ainda haveria lugar para ele, neste mundo nosso de tanta tecnologia, informática e uma Mídia potente? Com certeza vai muito bem, esta é a proposta seja qualquer o nome que ele seja chamado. Vivo e forte.

As religiões com certeza é seu principal marketing. Como diz a origem do nome o papel é religar.
A implicação é que o Mal existe, em si e por si, e, portanto existiria seu agente Maximo, o Asmodeu, Belial, Azazel. O aiatolá Khomeini identificou o demo em variegados adversários, inclusive o escritor Salman Rushdie.

O Diabo vai bem e continua aprontando, mesmo numa época em principio regida pela ciência e pela razão, em que a informação corre rápida e, em geral, livre, e a educação fez enormes progressos. Na opinião de teólogos da Igreja Universal do Reino de Deus, nota-se a presença da ação do Diabo em muitos acontecimentos. Eles defendem a tese de que quanto mais nos aproximamos do final dos tempos, maior é a ação do Diabo.

Muitos religiosos ao citar o Diabo, talvez estejam recorrendo a uma metáfora, uma alegoria, um símbolo. Outros se referem a um diabo literal. Acredita nesse diabo de verdade, concreto, se é que entidades espirituais podem ser concretas, desde uma personalidade universal como o papa João Paulo II até uma criança do subúrbio.

O papa João Paulo II afirmou por varias vezes que o Diabo não é uma fantasia. “O Diabo existe. Espalha desordem na sociedade e incoerência no homem”, disse ele numa ocasião. Em outra, disse: “Onde estão os santos está também um outro, que não se apresenta com seu verdadeiro nome. Ele se chama Príncipe deste Mundo, o Demônio”.

Martinho Lutero (1483-1546) escrevia: “O Diabo é um rude contentador, a quem dificilmente se resiste”. Ele sabia do que estava falando. Pois segundo diziam alguns, Lutero travava combates hercúleos, e quase diários, com Satanás. Uma vez, furioso ao perceber que ele se aproximava no forma de uma mosca, jogou-lhe um tinteiro em cima.

Logo depois de se ter casado com a ex-monaja Catalina, ele escreveu: “Ele (o Diabo) dorme mais colado a mim do que a minha Catalina”. Santo Antonio, o cenobita (251-356), enfrentou no deserto, o terreno por excelência das lutas contra Belzebu, nos primeiros séculos do cristianismo, tentações tremendas. Uma vez, o Demo presenteou-o com uma coleção de gravuras pornográficas, que ele só conseguiu apagar com água benta.

Vemos no Antigo Testamento da Bíblia a historia de um homem que havia na terra de Hus, chamado Jó. Sua historia nos conta que todas as desgraças que ele sofreu se deu por intermédio de Satanás.

Todo o enredo descrito nesse romance bíblico se apresenta a nós como se fosse uma aposta entre Deus e o Diabo. Einstein dizia que Deus não joga dados no universo, mas nesse dia jogou. Satanás fez pouco caso da santidade de Jó. “Como não ser fiel a Iaweh” – argumentou – “ se este deu tudo a seu servo amado – fortuna, segurança, prestigio, uma boa família? Tira-lhe o que tem” – desafiou – “e garanto que te lançara maldiçoes no rosto”. Iaweh então concorda em deixar que satanás vá atazanar a vida de Jó, desde que lhe poupe a vida. O jogo está feito, como dizem os Mestres: o Maha Lilá.

Vemos através do livro de Jó Satanás numa de suas mais intrigantes atuações. O episodio nos fornece um bom material para começar a indagar: quem é, afinal, o Diabo? O livro da americana Elaine Pagels (Ediouro), chamado As Origens de Satãs, fala a respeito desse assunto. O livro de Pages é marcado pelo rigor de uma especialista e enfeixa uma tese. Pagels ressalta o fato de Satanás aparecer no episodio de Jó como um anjo qualquer, um “filho de Deus”, que comparece perante seu Senhor no dia marcado. Ele aterroriza e prejudica uma pessoa com os piores castigos, na historia de Jó, mas não deixa de comportar-se, até o fim, observa Pagels, como “um servo de Deus”.

O Satanás do Antigo Testamento apresenta traços diferentes daqueles que viria a assumir no cristianismo, eis a conclusao de Pagels. Essa também é a opinião de Cousté um outro autor argentino domiciliado na Espanha, que lançou o livro Biografia do Diabo (Editora Record). Alberto Cousté é quem narra as atribulcoes sofridas por Santo Antonio e Lutero.

Cousté tem formação diferente de Pagels, pois ele é um poeta e romancista, enquanto Pagels tem formação acadêmica, professora de historia da religião da Universidade de Princeton.
Os dois livros, apesar das diferenças, têm aspectos em comum, e um deles é o olhar atento que ambos os autores lançam ao papel de Satanás no livro de Jó.

Num outro episodio, o de Balaão e a jumenta, que aparece no Livro de Números, Balaão teima em desobedecer a Deus, e envereda por um determinado caminho que Este lhe proibira. Deus manda então satanás obstruir-lhe o caminho, aparecendo à sua jumenta, e fazendo-o voltar à linha reta. Mais claramente ainda, o Diabo aqui é um assessor de Deus. Escreve Pagels: “Na Bíblia hebraica, como na corrente principal do judaísmo até hoje, Santas nunca aparece como a cristandade ocidental veio a conhêce-lo, como líder do império do mal, de um exercito de espíritos hostis em guerra contra Deus e a humanidade”.

O livro de Cousté, de âmbito muito maior, no tempo e no espaço, que o de Pagels, faz uma panorâmica das entidades do mal que aparecem em diversas religiões da antiguidade. Nenhuma é tão má, ou dedicada de tempo tão integral ao mal, como viria a ser o Diabo cristão. Os “daimones” gregos, palavra da qual se origina “demônio”, podiam ser bons ou maus. Sócrates dizia ter um. Em sua ultima aparição, com Sócrates já condenado a tomar cicuta, aconselhou-o a estudar musica. Satanás começa a tomar forma que hoje lhe é atribuída, nota Cousté, nos textos apocalípticos, a começar pelo livro de Daniel. Os essênios, seita judaica surgida cerca de século e meio antes de Jesus, aperfeiçoaram-no ao descrever o mundo como um campo de batalha entre as forças da luz e as forças das trevas, conforme descrito na literatura essênia contida nos Manuscritos do Mar Morto, descobertos em 1947.

No livro de Pagels, os essênios também merecem destaque, como modeladores da figura do Demônio tal qual nos chegou. Com eles, Satanás “deixava de ser um dos servos fieis de Deus” e começava a tornar-se parecido com a personagem dos Evangelhos e da cristandade posterior, nos fala Pagels.

A legenda em torno das forças do mal foi reforçada por velhas historias, como a da revolta dos anjos e da queda de Lúcifer, que foram repostas em circulação pelos essênios e outros grupos na mesma época. Essas historias não constam dos livros canônicos da Bíblia, mas sim de outros escritos judaicos. Por isso volto a afirmar que a Bíblia não é completa, não tem respostas pra tudo e não engloba todas as verdades absolutas. Portanto ela não é atemporal nem a Palavra de Deus, mas contem muitos fragmentos e revelações Dele.

Quando Jesus nasce, parece que já adquirira certa consistência à idéia de uma entidade voltada exclusivamente para o mal, desafiadora de Deus e dedicada à tentação dos homens. Não admira, assim, que a vida de Jesus seja descrita no Novo Testamento, como uma luta infrene contra o Demônio, desde o episodio da tentação no deserto, que no Evangelho de Marcos, tido como o mais antigo, aparece logo no inicio, em seguida o ao batismo no Rio Jordão; até a traição de Judas, que no ultimo Evangelho, o de João, aparece como tomado pelo Diabo na Santa Ceia, pouco antes de perpetrar sua traição. A leitura dos Evangelhos sugere, segundo Cousté, que “Jesus se acha inteiramente consciente de que sua principal tarefa é destruir Satã, sua obra e seu poder”.

Satanás ainda não estava completo, no entanto. Nos Evangelhos de Mateus e Lucas, na cena da tentação, Jesus dialoga longamente com ele. O Diabo pede que ele transforme pedras em pão, e Jesus nega. Leva-o então para o telhado do templo e desafia-o a se jogar de lá, para provar que é Deus. Leva-o a uma montanha e oferece-lhe todos os reinos do mundo. Jesus nega sempre. Cousté vê nessa convivência, nesses diálogos e nesse entrechoque de propostas uma certa maleabilidade, de parte a parte: “Jesus suporta pacientemente as investidas do inimigo, não desdenha sua companhia, não o intima a desaparecer, aceita inclusive ser transportado por ele até os telhados do templo; tem, por assim dizer, uma relação dialética com o rival, na qual este também se mostra à altura do tratamento, sem ofuscar-se em nenhum momento”. Trata-se de um Diabo, segundo o autor argentino, que ainda não é puro terror. Ainda não é o que viria a ser para os eremitas no deserto, três séculos depois, nem “o tenaz ludibriador dos encontros noturnos medievais”.

Santo Antonio é o campeão entre os tentados, mas há outros casos fortes. Macário, o egípcio (300-340), afirma ter sido visitado, durante um conselho de ermitões, por uma legião de demônios, que lhe propunha indecências. Começa a ser marcante a identificação do pecado com o sexo. São Gregório Magno (540-604) contava a historia de um abade, Equitius, que vivia atormentado pelos demônios da luxuria, até que um anjo bom aparece-lhe um dia, tocou-lhe o sexo e concedeu-lhe a graça da insensibilidade e da impotência. De perseguido, o cristianismo era agora religião oficial, e o Diabo ocupava um lugar no centro do sistema. “Em sua ascensão, a igreja triunfante fez questão de carregá-lo consigo”, escreve Cousté.

Para nós o que fica bem claro é que o Diabo se apresenta em épocas diferentes com formas diferentes. Isso acontece por causa da necessidade de adaptação cármica do planeta e também da forma como ele é enxergado ou desenhado pelas pessoas. Em especial a religião cristã sempre teve um maior interesse na existência do Diabo, pois sem ele certamente deixariam de existir, pois muitos fazem seu marketing seu utilizando do medo das pessoas em espcial as sem informação.

O livro de Pagels descreve a mesma trajetória histórica, mas para assinalar uma constante e extrair uma conclusão. A constante é a utilização de Satanás, no cristianismo, para caracterizar o inimigo. Ele é o “judeu” nos Evangelhos – entendido este “judeu” como o representante da caudal principal do judaísmo, aquela que não aceitou Jesus e, portanto, não se vergou à dissidência crista. Pouco depois Satanás seriam os pagãos – os habitantes do império romano que opunham resistência ao avanço critao. E depois, ainda, os “hereges” é que seriam Satanás – os que ousavam discordar, ter opiniões próprias, desviar-se da linha imposta pela Igreja. A conclusão da autora é que Satanás é quem não concorda conosco.

Assim agem hoje os evangélicos que atribuem a Satãs tudo que é contrario ao ideal dos pastores sedentos pelo dizimo dos fieis e buscadores de popularidade e poder. “Todos os que não seguem o Evangelho é um pecador e como tal ira para o inferno”, afirmam eles. Muitos deles que são afro-descendentes atacam com unhas e dentes os cultos afro-brasileiros renegando a cultura de seu povo e incorrendo a uma das armas mais fatais de Satanás que é o fanatismo.

Em outros tempos Satãs incentivou através da ambição a violência, com sacrifícios humanos e lançou guerras e discórdias no mundo, mas sempre fracassou em seus intentos de destruir a humanidade. Tentou destruir as escrituras, mas isso só gerou mais fé. No entanto como ele tem uma mente muito maligna e pensante chega a nossa época incentivando a pregação do Evangelho, mas de forma distorcida, com um intuito desunir pra comandar, ao contrario da Ordem Suprema de Melquisedek que é unir para reinar. Pois, o grande número de seitas no planeta só gera contendas, ódio e desunião, fortificando assim o Diabo e os seus planos.


Carlinhos Lima – Astrólogo e Pesquisador.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Demônio: Asmodeu o promovedor de toda luxuria do mundo





OS VÁRIOS NOMES:

Asmodeu: português.
Asmodaeus: latim.
As'medi: em aramaico.
Asmodäus: hebraico.
Ashmedai: Talmud.
Acheneday: hebreu.
Asmodaios-?sµ?da???: grego.
Asmaidos: grego.
Asmodée: francês.
Asmodeo: espanhol,
italiano Asmodai,
Ashmadia, Asmoday, Asmodei, Ashmodei, Ashmodai, Hashmodai, Asmodeios, Asmodeius, Asmodi, Chammaday, Chashmodai, Sidonay, Sydonai.
Asmodeus significa "criatura que julga", “Criatura do julgamento”, “O destruidor”.

O nome Asmodeu significa também “aquele que faz perecer” (anjo destruidor II Samuel 24:16, Sabedoria 18: 25, Apocalipse 9:11). Asmodeu reaparece no Testamento de Salomão (onde ele é, como em Tobias, inimigo da união conjugal) e no judaísmo pós-biblico. Asmodeus também é chamado de Ashmadia que pode originar do Persa Aeshma-Deva ou "Demônio da Ira", um dos demónios do parsismo.

Em língua persa Aeshma-Daeva, era o Demónio Destruidor, o Exterminador. O seu nome significa o “Sopro ardente de Deus”.

A casta demoniaca – HIERARQUIA
segundo a goetia: Ashmedai, pertence á casta de demónios mais poderosos. Asmodeus é tido como um dos cinco príncipes do inferno, abaixo de Lúcifer -o imperador. São eles: Asmodeus, Astaroth, Baal, Belzebub, Belial. Asmoday é o 32º espírito da Goetia.

É um grande, forte e poderoso rei, que governa 72 legiões de espíritos inferiores. Asmodeus é o preferido de Amaymon. Quando convocado, Amaymon tentará iludi-lo (ao praticante).

AS SUAS FUNÇÕES: Asmodeus é considerado um dos demónios mais temidos do Inferno. É um dos demónios mais antigos, da luxuria, da sensualidade, dos ciúmes, da fornicação, da ira, da vingança, e dos jogos, que não perde muito tempo com conversas ou diálogos. A sua principal missão é a de perturbar a vida sexual dos casais, destruir casamentos, incentivar o desejo dos homens pelas mulheres. Incentiva igualmente adultérios, e relacionamentos contra-natura. Ele é igualmente um dos demónios responsável pelas obsessões. Ele semeia a discórdia, discussões e o engano.

É o super-intendente das classes de jogos na corte infernal. Desde que nas sua graças ou com um pacto com ele, ele pode conceder o anel das Virtudes, ensinar aos homens as artes da astronomia, aritmética, geometria, geomancia, artesanato e artes mecânicas. Ele dá a capacidade de ler pensamentos e confere invisibilidade. Asmodeus responde todas as perguntas se ele assim o quiser (ou obrigado a isso), e ele descobre e guarda tesouros ocultos, que pode revelar a quem estiver “do lado dele”.

Segundo a Kabala, Asmoday ou AshMah-Devah, foi o “Arquitecto” do Templo de Salomão. Para quê invocá-lo? Basta ver as áreas da sua mestria.. No entanto e a título de exemplo: para aumentar a violência e desordem, para encolerizar pessoas, separar casais, manipular o amor, ou encontrar tesouros...

MITOLOGIA: Asmodeus é um demónio da mitologia do judaísmo (Livro de Tobias 3,8,17- 6,14 – 8,2), considerado o demónio bíblico da ira e da luxúria. É um demónio bíblico, foi ele quem matou os 7 maridos de Sara, filha de Raquel, no próprio dia do casamento. De acordo com o dicionário bíblico, Asmodeus é o demónio que assediava Sara, filha de Raquel, e que matou os seus sete primeiros maridos, no próprio dia do casamento, antes de eles terem relaçoes sexuais. Sara, devido á vergonha que tal situação causava ao pai, pediu a Deus para morrer. Então Deus ouvindo as suas orações, enviou o Arcanjo Rafael para resolver o problema e guiar Tobias. Assim, o Arcanjo Rafael deu a receita do “medicamento de Deus”, que consistiu em queimar, num queimador de incenso, uma mistura de coração e fígado de um certo peixe.

O terrível cheiro do peixe expulsou o demónio do corpo de Sara, e o Arcanjo Rafael o teria capturado e acorrentado de mãos e pés no deserto do alto egípto, permitindo desta forma a Sara casar-se com Tobias. Este posteriormente cegou, mas graças á ajuda do seu filho e da interferência do Arcanjo Rafael, ficou curado. Asmodeus o grande rei dos demônios tem como consorte mais nova, Lilith “a jovem”, filha do rei Qafsefoni.

Nos Capítulos dos Pequenos Hehalot está escrito que Samael, o grande príncipe dos demónios, tem excessivos ciúmes de Asmodeus por causa desta Lilith, a Jovem. A Qabahla Medieval diz que de Asmodeus e de sua consorte Lilith nasceu um grande príncipe no paraíso, sendo este a régua de oitenta mil demônios destrutivos e é chamado de "a espada do rei Asmodeus". Seu nome é Alefpene'ash e sua face queima como um fogo violento (' esh). Ele também é chamado Gurigur, porque antagoniza e luta com o "Príncipe de Judah" tentando-o durante seu jejum de 40 dias no deserto.

SUA REPRESENTAÇÃO EM DEMONOLOGIA: Na demonologia, Asmoday é normalmente representado com asas e três cabeças: uma de homem com hálito de fogo, uma de touro e uma de carneiro, simbolos de virilidade e fertilidade. É representado sentado sobre um dragão infernal, armado de uma lança e cuspindo fogo. Sendo o demónio chefe de shedin, classe de demónios com garras de galo, ele mesmo tem pés de galo, e uma cauda de serpente. Numa classificação demonológica baseada nas categorias dos sete pecados capitais, Asmodeu é o demônio da luxúria e da lascívia. No século 16º alguns demonólogos, atribuiram um mês a cada demónio: o mês de NOVEMBRO foi considerado o mês, em que o poder de Asmodeus estaria mais forte. Outros demonólogos, afirmaram que o seu signo zodiacal era aquário, mas somente entre 30 de Janeiro e 8 de Fevereiro.

SIGNIFICADO DO NOME:
Asmodeus significa "criatura que julga", “Criatura do julgamento”, “O destruidor”. O nome Asmodeu significa também “aquele que faz perecer” (anjo destruidor II Samuel 24:16, Sabedoria 18: 25, Apocalipse 9:11). Asmodeu reaparece no Testamento de Salomão (onde ele é, como em Tobias, inimigo da união conjugal) e no judaísmo pós-biblico.

Asmodeus também é chamado de Ashmadia que pode originar do Persa Aeshma-Deva ou "Demônio da Ira", um dos demónios do parsismo. Em língua persa Aeshma-Daeva, era o Demónio Destruidor, o Exterminador. O seu nome significa o “Sopro ardente de Deus”.

A SUA ORIGEM-NASCIMENTO: As diversas teses acerca do seu nascimento: Algumas fontes dizem que Asmodeus era um anjo caído, tendo a condição de Serafim ou Querubim, antes da sua queda. As antigas tradições apócrifas: Asmodeus seria filho de Adão (Adamah) o primeiro homem, e de Lilith, enquanto ela ainda era sua esposa (Lilith foi a primeira mulher de Adão, só depois Deus criou Eva) e ambos viviam no paraiso. Só depois, Lilith se revoltou e saiu do paraíso, passando a ser a terrível Deusa Negra. Ashmoedai seria o mais velho de 7 irmãos demónios: Mahawet, Sham'ha, Naam'ha, Shibbetha, Bahael et Rhu'há.

Segundo uma lenda judaica: a sua mãe seria uma mulher mortal, Naamah, e o seu pai um dos anjos caídos. Outros escritores judaicos, fazem nascer Asmodeu do incesto de Tubal Cain com a sua irmã Noema.

Esse terrivel Demonio é incentivador de luxuria, adulterio e mortes pelo sexo. Ele é o grande idealizador, mundo erotico, incentivador de todo tipo de libertinagem e um propagador das doenças, sexualmente transmissiveis.

Toda aquela que vende seu corpo, a imagem de suas genitarias, faz filmes eroticos, ou qualquer outro tipo de prostituição matando a alma, está vulneravel e a mercê desse demonio terrivel.

Rezando a São Rafael poderemos afugenta-lo, com uma fe inabalavel, virtude e respeito aos principios espirituais.

Carlinhos Lima - Astrologo e Pesquisador.


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