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quarta-feira, 23 de junho de 2021

Matéria escura pode estar por trás da formação de buracos negros supermassivos no início dos tempos

 

Matéria escura pode estar por trás da formação de buracos negros supermassivos no início dos tempos

De acordo com uma nova pesquisa, o colapso de halos de matéria escura poderia originar buracos negros que crescem a velocidades muito superiores aos demais.

A formação dos buracos negros supermassivos no Universo primitivo tem sido um tema problemático para a ciência há décadas.

No entanto, um novo estudo realizado por cientistas da Universidade de Riverside deu pistas sobre o tema, sugerindo que eles poderiam ter sido causados pelo colapso de halos de matéria escura.

As observações astrofísicas realizadas durante os últimos anos alertaram para a presença de buracos negros com milhões, e inclusive bilhões, de massas solares desde que o Universo tinha apenas 6% de sua idade atual, estimada em 13,7 bilhões de anos.

De acordo com o coautor do estudo Hai-Bo Yu, o fato de que tenham sido formados em períodos primitivos "rompe as expectativas" sobre o comportamento de um "buraco negro 'semente' e sua velocidade de crescimento".

Neste sentido, o estudo publicado na revista The Astrophysical Journal Letters sugere que a formação destes fenômenos supermassivos do Universo primitivo foi provocada pelo colapso de halos de matéria escura, a qual constitui 85% da matéria existente.

"Nosso trabalho mostra que, se a matéria escura tem autointerações, o colapso gravotérmico de um halo pode dar lugar a um buraco negro semente suficientemente massivo" para alcançar estas dimensões em um curto período, explicou Yi-Ming Zhong, outro coautor da pesquisa.

Apesar dos resultados promissores, a equipe observou que ainda é preciso pesquisar mais para obter nova evidência que refute ou confirme sua proposta.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Estudo revolucionário mostra que buracos negros têm 'cabelo'

 


O teorema da calvície, formulado a partir das soluções das equações de Einstein e Maxwell, determina que buracos negros têm apenas três propriedades que os define: massa, momento angular e carga elétrica. Por "cabelo" entende-se todas as outras possíveis propriedades além das três citadas acima.

Um novo estudo conduzido por pesquisadores do Centro de Pesquisa Theiss, da Universidade de Massachusetts Dartmouth, e da Universidade de Rhode Island, mostrou que há uma categoria especial de buracos negros que desafiam os princípios do teorema da calvície, segundo o portal Interesting Engineering.

A equipe se focou nos buracos negros extremos: um tipo de buraco negro "saturado" com carga ou rotação máxima possível de ser carregada. 

Eles descobriram que há uma quantidade, ou propriedade, que pode ser construída a partir da curvatura do espaço-tempo no horizonte do buraco negro que é conservada, e que pode ser mensurável a partir da Terra.

Como essa quantidade depende do modo de como o buraco negro é formado, e não das suas três propriedades clássicas, a primeira coloca em causa a unicidade do buraco negro caracterizada pelo teorema da calvície.

Cabelo gravitacional

A quantidade descoberta pela equipe constitui o "cabelo gravitacional". Os pesquisadores responsáveis pela descoberta afirmam que é potencialmente mensurável por observatórios de ondas gravitacionais recentes e futuros, como o observatório LIGO e a antena LISA.

"Este novo resultado é surpreendente porque os teoremas de exclusividade do buraco negro estão bem estabelecidos, assim como, em particular, sua extensão a buracos negros extremos", explica Lior Burko, do Centro de Pesquisa Theiss, em um comunicado à imprensa, citado no artigo.

"Os teoremas da unicidade pressupõem a independência do tempo. Mas o fenômeno Aretakis viola explicitamente a independência do tempo ao longo do horizonte dos eventos. Esta é a brecha pela qual o 'cabelo' pode saltar e ser 'penteado' a uma grande distância por um observatório de ondas gravitacionais", afirmou.

A equipe fez sua descoberta usando simulações numéricas intensivas. Os cientistas usaram dezenas de unidades de processamento gráfico (GPU, que, por sua vez, podem realizar até sete trilhões de cálculos por segundo) da corporação Nvidia com mais de cinco mil núcleos cada, em paralelo.

O novo estudo demonstra que poderá haver novas maneiras pelas quais possamos medir buracos negros e, por procuração, aprender mais sobre os mistérios do cosmo.

sábado, 2 de janeiro de 2021

Buracos negros podem explicar origem da matéria escura e da formação do Universo, dizem cientistas

 


A pesquisa indica que a percepção dos buracos negros pode diferir na medida em que pode haver um universo em expansão dentro deles, mas que é visto como buraco negro de fora.

A elusiva matéria escura, que compõe a maior parte da matéria do Universo, pode ser composta por buracos negros dos primórdios (PBH, na sigla em inglês) do Universo, teorizam cientistas do Instituto Kavli de Física e Matemática do Universo, Japão.

De acordo com o estudo publicado na revista Physical Review Letters, o processo poderia ter originado "universos bebês" durante o período inicial de expansão do Universo, que criou as galáxias e seus respectivos aglomerados. Um dos "universos bebês" entraria em colapso mais tarde ou mais cedo, mas a grande quantidade de energia liberada no pequeno volume provoca a formação de um buraco negro.

Um processo mais bizarro ainda ocorre com "universos bebês" grandes a partir do momento em que supera um tamanho crítico, algo que a equipe observou com a câmera digital Hyper Suprime-Cam (HSC, na sigla em inglês) do Telescópio Subaru de 8,2 metros.

Segundo a teoria da gravidade de Einstein, esse universo pode existir em um estado que no exterior parece diferente do que no interior. De dentro é possível ver um universo em expansão, enquanto de fora se vê um buraco negro.

Em ambos os casos, o grande e o pequeno universos bebês são vistos por nós como PBH, que escondem a estrutura subjacente de múltiplos universos por trás de seus "horizontes de eventos". O horizonte de eventos é um limite abaixo do qual tudo, mesmo a luz, está preso e não pode escapar do buraco negro.

Os pesquisadores observaram a galáxia Andrômeda, que podia ser gravada pela HSC a cada poucos minutos. A passagem do buraco negro era notada pela forma com os raios de luz ultravioleta eram dobrados, tornando a galáxia mais próxima de nós mais brilhante por um curto período de tempo, o que permitiu estimar a massa do buraco negro, que foi calculada como sendo semelhante à da Lua.

Assim, os pesquisadores creem que se trata de um bom candidato a PBH alinhado com a teoria de múltiplos universos.

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

O que devemos saber sobre buracos negros para entender o Prêmio Nobel de Física 2020?

 


A Academia Real das Ciências da Suécia atribuiu o prêmio a Roger Penrose, Reinhard Genzel e Andrea Ghez por suas pesquisas sobre buracos negros.

Segundo a Academia, Penrose demonstrou a nível teórico a existência de buracos negros com a ajuda de métodos matemáticos, enquanto Genzel e Ghez o fizeram a nível prático. Foram os primeiros que identificaram visualmente a existência de um "objeto compacto supermassivo" no centro de nossa galáxia. Se acredita que é um buraco negro.

"É um Nobel de reconhecimento, há muito tempo que tinha que ser dado", explicou Alberto Corbí, professor pesquisador na Universidade Internacional de La Rioja (Espanha) à edição de divulgação científica Hipertextual.

O que é um buraco negro?

Os buracos negros são regiões do espaço-tempo onde existe uma concentração de massa suficientemente elevada para gerar um campo gravitacional que nenhuma partícula material, nem mesmo a luz, pode escapar dela.

Somente a radiação pode escapar. "Uma das contribuições de Stephen Hawking foi a teoria de que um buraco negro não é tão denso no sentido da mecânica quântica", explicam cientistas da NASA. Com o tempo, a radiação de Hawking poderia fazer com que o buraco negro simplesmente se evaporasse.

O termo buraco negro foi usado pela primeira vez em 1967. Até aí, eram conhecidos como "estrela em colapso gravitacional completo".

Como se formam?

Os buracos negros surgem quando uma estrela supermassiva colapsa devido a seu próprio peso ao ficar sem combustível. Se forma uma supernova que pode resultar em duas coisas: uma estrela de nêutrons ou um buraco negro.

Outro cenário de formação é o colapso da parte central da galáxia ou o gás protogaláctico. O buraco negro que se encontra no centro de nossa Via Láctea se chama Sagitário A.



© AP PHOTO / RON HARRIS
Céu noturno da Via Láctea visto do Parque Nacional Bryce Canyon, nos Estados Unidos

Ainda assim, alguns buracos negros podem ter sido formados no início do Universo, no momento imediatamente posterior ao Big Bang, devido a flutuações do campo gravitacional. Estes buracos negros se chamam buracos primários.

Além do mais, se acredita que podem aparecer como resultado de reações nucleares de alta energia. Nesse caso, se chamam de buracos negros quânticos.

Que tipos de buracos negros existem?

Se acredita que qualquer objeto que sofra um colapso gravitacional, ou seja, um buraco negro, pode ser descrito através de três parâmetros: a massa, a carga e o momento angular. Portanto, existem dois tipos de classificação de buracos negros.

Segundo a massa, podem ser supermassivos, equivalentes a milhões de massas solares. Se encontram no coração das galáxias. Por exemplo, o Sagitário A pesa aproximadamente 4,31 milhões de massas solares. Aos supermassivos se seguem os buracos negros de massa intermediária, de 100 a um milhão de massas solares.

Já os buracos negros de massa estelar são relativamente pequenos, têm mais de três massas solares e se formam a partir das estrelas colapsadas. São os que Penrose e Hawking descobriram a nível teórico no quadro da teoria da relatividade geral de Einstein. O quarto subgrupo é o dos microburacos negros. Este tipo de entidade física é postulado em algumas abordagens da gravidade quântica.

Outra classificação considera a rotação e o momento angular deste fenômeno, estabelecendo quatro tipos de buracos negros, dependendo da forma como giram e de sua carga.

Como se descobriu o buraco negro da Via Láctea?

Andrea Ghez e Reinhard Genzel lideraram dois grupos de astrônomos que, no começo dos anos 90, estudaram a região de Sagitário A, no centro de nossa galáxia.

"Durante décadas, Ghez e Genzel observaram a posição das estrelas ao redor do buraco negro. Se deram conta de sua peculiaridade ao ver órbitas estranhas e com acelerações exageradas. E onde deveria haver algo que provocasse tudo isso, não havia nada. Não se via nada", explicou Corbí.

Ao descartar a possibilidade de ser um objeto conhecido, "como não havia nada que os fizesse se comportar assim e não se via, tinha que ser um buraco negro", indicou.



© REUTERS / TT NEWS AGENCY
Ganhadores do Prêmio Nobel em Física em 2020 – Roger Penrose, Reinhard Genzel e Andrea Ghez

Os cientistas analisaram as ondas gravitacionais que se estendiam através do espaço e do tempo, estudando o que se passava no espaço. Desta maneira, foram descobertas a colisão de um buraco negro e de uma estrela de nêutrons e a colisão entre dois buracos negros.

A 1ª fotografia de um buraco negro

A primeira foto de um buraco negro foi obtida pelo telescópio Event Horizon e apresentada em abril de 2019. É a imagem de um buraco supermassivo no centro da galáxia Messier 87, situada a 54 milhões de anos-luz da Terra. Na imagem se vê o buraco negro no centro, cercado por uma área avermelhada, que é a matéria orbitando em torno dele a alta velocidade.



Imagem de um buraco negro no centro da galáxia M87, obtida pelo Telescópio do Horizonte de Eventos

Em abril de 2020, os cientistas obtiveram a imagem mais detalhada de um jato de matéria sendo expulsa por um buraco negro supermassivo, localizado no coração do quasar 3C 279, a cinco bilhões de anos-luz da Terra.

sábado, 29 de agosto de 2020

Cientistas encontram evidências de que estrelas são 'devoradas' por buracos negros



Cientistas examinaram o colapso estelar de uma estrela localizada a 624 milhões de anos-luz de distância, chegando à conclusão de que há raios X emitidos pelos buracos negros.

Os cientistas sabem o que é uma ruptura de maré (TDE, na sigla em inglês), ou colapso estelar, em que uma estrela é "despedaçada" pela aproximação de um buraco negro supermassivo, mas até agora tem sido difícil encontrar evidências de emissões de raios X que possam estabelecer a presença de um disco de acreção, normalmente formado por material difuso ao redor de uma estrela maciça.
Os astrônomos usaram observações ultravioletas óticas de um TDE e conseguiram fixar a luz alternada, que é esperada para um disco de acreção rotativo.
"[...] Para a maioria dos TDEs, não vemos raios X. Eles brilham principalmente nos comprimentos de onda ultravioleta e ótica, então foi sugerido que, ao invés de um disco, estamos vendo emissões da colisão de correntes de detritos estelares", explicou um membro do grupo de pesquisa, a astrônoma Tiara Hung, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz (UCSC), EUA.
De acordo com um colega da mesma universidade, o astrofísico Enrico Ramirez-Ruiz, o recente estudo, publicado no portal de pré-impressão arXiv, e com publicação planejada na revista The Astrophysical Journal, é a primeira prova sólida de que os discos de acreção se formam nestes eventos, independentemente de vermos ou não os raios X.

© AP PHOTO / NASA/OBSERVATÓRIO DE RAIOS-X CHANDRA/M.WEISS VIA AP
Representação artística fornecida pela NASA mostra estrela sendo engolida por buraco negro
A referida perturbação ocorreu no centro de uma galáxia chamada 2MASS J10065085+0141342, localizada a 624 milhões de anos-luz de distância.
No final de 2018, os astrônomos avistaram pela primeira vez uma chama única, indicando que um buraco negro supermassivo estava cortando uma estrela, e os pesquisadores analisaram vários comprimentos de onda à medida que a luz evoluía e crescia em tamanho, um TDE chamado AT 2018hyz na época.
Mais tarde, eles concluíram que um buraco negro gigante, com massa maior que o Sol em vários milhões de vezes, havia perturbado a estrela, deixando visível um pico duplo na chamada emissão Balmer, gerada quando elétrons em átomos de hidrogênio transitam para um nível de energia mais baixo.
"O que se destacou foi a linha de hidrogênio, a emissão de gás hidrogênio, que tinha um perfil de duplo pico que era diferente de qualquer outro TDE que tínhamos visto", afirmou o astrofísico Ryan Foley, da UCSC, explicando que o duplo pico em um núcleo galáctico ativo é em grande parte tomado como evidência de um disco de acreção.

Comparando com eventos semelhantes

As ondas de luz que são emitidas a partir de algo que se move em nossa direção costumam ser mais curtas no lado azul do espectro, ou azuladas. No entanto, as ondas de luz de um objeto em contração são alongadas, ou avermelhadas. A evidência de ambos os turnos serve não apenas para determinar uma rotação como tal, mas também a velocidade da mesma.
"Nossas simulações mostram que o que observamos é muito sensível à inclinação. Há uma orientação preferencial para ver estas características de duplo pico, e uma orientação diferente para ver as emissões de raios X", garante Ramirez-Ruiz, que em 2018 foi coautor de um trabalho que apresentava um modelo unificado para TDEs.
A equipe passou a fazer mais observações de vários comprimentos de onda, comparando-os a outros TDEs, e acabou chegando à conclusão de que o disco de acreção era composto em cerca de 5% pela massa inicial da estrela e que se formava rapidamente, no espaço de um mês. Uma conclusão semelhante foi alcançada por uma equipe internacional de pesquisadores liderada pelo astrônomo Phil Short, da Universidade de Edimburgo, Reino Unido.
Em um artigo pré-impresso publicado no arXiv em 11 de março, Short e sua equipe observam que "AT 2018hyz é o primeiro TDE no qual foram observadas linhas claras de emissão de duplo pico, e fornece forte evidência observacional de que os discos de acreção se formam em pelo menos alguns TDEs, e são uma fonte significativa da luminosidade observada".

terça-feira, 23 de junho de 2020

Astrônomos podem estar perto de achar peça que falta de quebra-cabeça de buracos negros



Novas pesquisas chegaram perto de desvendar o segredo em torno da existência de buracos negros intermediários, ou seja, entre a massa estelar e as classes supermassivas.

Estes objetos são chamados de sistemas estelares hipercompactos (HCSS, na sigla em inglês) e são um buraco negro supermassivo preso por diversas estrelas gravitacionalmente ligadas, arremessadas através do espaço, segundo a Science Alert.
De acordo com simulações, centenas de buracos negros errantes já podem estar se aproximando de uma galáxia como a Via Láctea.
Sistemas estelares hipercompactos são notados como evidência convincente do recuo das ondas gravitacionais, sendo um grande avanço descobri-los.
Uma equipe de astrônomos do Instituto de Pesquisa Espacial SRON dos Países Baixos e da Universidade Radboud decidiu analisar os dados existentes para verificar se os sistemas HCSS poderiam ter sido ampliados durante pesquisas anteriores com o telescópio Gaia e o Sloan Digial Sky.

© FOTO / TWITTER / @ESO
Ilustração do buraco negro
Para facilitar o processo, astrônomos simularam estes aglomerados, oferecendo previsões detalhadas de cores, aparência e espectros, e mostrando como eles surgiram nos dados de nove diferentes pesquisas.
Além disso, a pesquisa sugere como os aglomerados estelares hipercompactos poderiam surgir em uma imagem bidimensional do telescópio.
Astrônomos sugerem que dois núcleos galácticos poderiam se fundir em um buraco negro maior em um processo que faria as ondas gravitacionais ondularem no espaço-tempo.
Entretanto, caso uma função galáctica exiba assimetria, o buraco negro recém-formado pode ser enviado pelo Universo através do recuo das ondas gravitacionais, podendo levar algumas estrelas para um passeio.

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Sabe-se que buracos negros de massa estelar podem se fundir, algo que foi detectado em todo o Universo.
Nos tempos da juventude da Via Láctea, sugere-se que seu buraco negro central era menor, e uma fusão com uma galáxia anã contendo buraco negro central menor poderia resultar em fusões em menor escala.
Este processo produziria um buraco negro intermediário, entre a massa estelar e as classes supermassivas. Podendo ter entre 100 e dez mil vezes a massa do Sol e ser cercado por um lote de estrelas, poderia se tratar de um pequeno HCSS.
Com o resultado das simulações, cientistas seguiram o caminho de outras equipes de astrônomos que podem perseguir estes "elos perdidos".
"A existência de buracos negros de massa intermediária é debatida. Se realmente encontrarmos aglomerados estelares hipercompactos, mostraremos ao mesmo tempo a existência de buracos negros de massa intermediária. Podemos então, conformar isso medindo a massa dos buracos negros através de observações espectroscópicas do aglomerado estelar hipercompacto", afirmou um dos autores do estudo, o astrônomo Davide Lena, do Instituto dos Países Baixos de Pesquisas Especiais da SRON.

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