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quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Estudos dos mistérios: Eles vão digitalizar a maior biblioteca de magia e ocultismo





A Biblioteca Ritman, localizada em Amsterdã, na Holanda, é um dos maiores arquivos do mundo de livros de ocultismo, magia e feitiçaria. Com mais de 20 mil volumes a seu crédito, o site é, sem dúvida, um paraíso para os amantes das ciências da escuridão. Lá você pode encontrar verdadeiras jóias de sigilo, como a primeira versão impressa do 10 sefirot , ou árvore de Kabbalah de vida 1516 , a primeira tradução Inglês de obras de Jacob Boehme uma Corpus Hermeticum fabricados em 1472 ou uma cópia do famoso Spaccio da besta trionfante de Giordano Bruno impresso em 1584. Agora, graças a uma generosa doação do autor do best-seller de Dan Brown, famoso por seu livro "O Código Da Vinci", uma seleção de textos disponíveis no site será digitalizado e enviado para o internet , pronto para ser consultada livremente visitantes de todo o mundo. Fonte:pijamasurf.com





sábado, 17 de abril de 2021

Ainda mais mistérios: surgem novas questões sobre localização do Planeta 9 no meio científico

 


Novas informações avaliadas por cientistas colocam em dúvida a localização recentemente prevista do Planeta Nove. O planeta hipotético teria uma órbita mais excêntrica e seria mais difícil de encontrar no Sistema Solar.

De acordo com astrônomos que procuram o objeto espacial hipotético chamado Planeta Nove, novas informações levadas em consideração podem significar que sua órbita é mais elíptica do que o previsto recentemente. O hipotético astro "surgiu" em 2016, quando os astrônomos Konstantin Batygin e Michael Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, revelaram para o público a sua possível existência nos confins do Sistema Solar. A evidência, eles disseram, estaria em outros objetos muito além da órbita de Netuno.

Esses objetos são chamados de objetos transnetunianos extremos (ETNO, na sigla em inglês). Eles têm enormes órbitas elípticas, nunca cruzando mais perto do Sol do que a órbita de Netuno em 30 unidades astronômicas, e oscilando para além de 150 unidades astronômicas.

Batygin e Brown descobriram que essas órbitas têm o mesmo ângulo no periélio, o ponto em sua órbita que está mais próximo do Sol. Os astrônomos fizeram uma série de simulações e descobriram que a influência gravitacional de um grande planeta poderia agrupar as órbitas dessa maneira.

O artigo da dupla acabou sendo descartado e a teoria se tornou muito controversa, com muitos astrônomos achando a existência do Planeta Nove improvável, mas até agora não se tem nenhuma evidência que negue ou confirme a hipótese. Para resolver o embate, Batygin e Brown lançaram uma nova atualização no The Astrophysical Journal Letters, que está disponível no servidor de pré-impressão arXiv.

Passo a passo para as novas evidências

A detecção inicial de um possível Planeta Nove em 2016 foi feita com base em apenas seis ETNO – esses objetos são, afinal, muito pequenos e muito difíceis de detectar. Com o tempo, mais ETNO foram descobertos, chegando a 19, o que significa mais dados para analisar e calcular as características do planeta.

Em 2019, os astrônomos revisaram as informações disponíveis e chegaram à conclusão de que haviam obtido algumas coisas ligeiramente incorretas. A massa do planeta, de acordo com a revisão, era apenas cinco vezes superior à massa da Terra, em vez das 10 que eles haviam calculado inicialmente, e sua excentricidade – quão elíptica ela é – era menor.

"No entanto a pergunta que nós fizemos durante o auge da pandemia é outra: falta física essencial em nossas simulações? Por meio de nossa investigação contínua e incessante do modelo, descobrimos que a resposta a esta pergunta é 'sim'", escreveram eles em um post no blog Find Planet Nine.




© REUTERS / R. HURT / CALTECH
Visão artística do Planeta Nove que pode estar a orbitar no Sistema Solar exterior

O que eles não levaram em consideração é que o Sol não nasceu isolado, mas provavelmente em uma grande nuvem de formação estelar densamente povoada por outras estrelas bebês. Sob essas condições, o "baby" Sistema Solar teria quase definitivamente formado uma seção interna da Nuvem de Oort, a concha de corpos gelados que cercam o Sistema Solar entre cerca de dois mil e 100 mil unidades astronômicas do Sol.

Batygin e Brown executaram novas simulações, levando essa física em consideração, e descobriram que os objetos na região interna da Nuvem de Oort podem realmente se mover um pouco.

"O Planeta Nove, no entanto, altera esse quadro em um nível qualitativo", disseram os pesquisadores. "Simulamos esse processo, levando em consideração perturbações dos planetas gigantes canônicos, Planeta Nove, estrelas passageiras e a maré galáctica, e descobrimos que esses objetos da Nuvem de Oort interna reinjetados podem prontamente se misturar com o censo de objetos distantes do cinturão de Kuiper e até mesmo exibir agrupamento orbital", detalham os cientistas.

Isso sugere que uma órbita mais excêntrica para o Planeta Nove explicaria melhor os dados do que a órbita que o artigo dos pesquisadores de 2019 encontrou.

Como as chances de localizar o planeta hipotético são baixas, essas novas descobertas podem ser usadas para refinar modelos e impedir os cientistas de procurar em lugares onde ele não poderia estar. Mesmo que nunca seja encontrado, as descobertas que a busca pelo Planeta Nove levou à ciência foram impressionantes, um monte de novas luas jovianas e planetas anões potencialmente superdistantes.

domingo, 29 de outubro de 2017

Mistérios: 'Porta do inferno': a gigantesca cratera que continua crescendo e revela como a Terra era há 200 mil anos

Localizada na floresta boreal da Sibéria, enorme cratera cresce, em média, 10 metros por ano e serve de alerta contra o desmatamento e o aquecimento global                 



 Um buraco de 1 quilômetro de extensão e 85 metros de profundidade não para de crescer em uma remota região da Rússia e é chamado de "porta para o inferno" por pessoas que vivem na região, que preferem evitá-lo.
Mas cientistas asseguram que se trata de uma cratera única, um registro detalhado de 200 mil anos de história da Terra.
Batagaika, a gigantesca cratera, emerge de forma dramática na floresta boreal da Sibéria à medida que o permafrost - tipo de solo que está sempre congelado - derrete como efeito do aquecimento global. 
A cratera tem crescido na média de 10 metros por ano. Mas em anos mais quentes, esse aumento chegou a 30 metros, conforme indicou estudo do Instituto Alfred Wegener em Potsdam, na Alemanha. A instituição vem monitorando o buraco há uma década.




Camadas expostas com o degelo do permafrost indicam como eram clima, fauna e flora há 200 mil anos                 



 

A cratera representa uma rara oportunidade de observar, ao mesmo tempo, o passado, o presente e o futuro.
As camadas de sedimento expostas revelam como era o clima na região há 200 mil anos. Resquícios de árvores, pólen e animais indicam que, no passado, a área foi uma densa floresta.
Esse registro geológico pode ajudar a compreender como será, no futuro, a adaptação da região ao aquecimento global. E, ao mesmo tempo, o crescimento acelerado da cratera é um indicador imediato do impacto cada vez maior das mudanças climáticas no degelo do permafrost.

Desmatamento

A cratera apareceu na década de 60, de acordo com Julian Murton, professor da Universidade de Sussex, na Inglaterra.
O rápido desmatamento na região deixou o terreno sem a proteção das sombras das árvores nos meses de verão. Assim, os raios de sol aqueceram o solo e aceleraram o processo de degelo, uma vez que era a vegetação que mantinha o solo resfriado.
"Esta combinação de menos sombra e transpiração levou a um aquecimento da superfície", explica Murton em entrevista à BBC.
Com o derretimento do permafrost, é possível que venham a surgir mais crateras como também lagos e bacias hidrográficas.
Para o professor, "à medida que o gelo derrete em novas profundidades, podemos ver o surgimento de paisagens novas".



 

Reconstituição histórica

Cientistas ainda trabalham na análise de sedimentos e tentam decifrar a cronologia exata da cratera.
"Queremos saber se as mudanças climáticas durante a última Era do Gelo esteve caracterizada por uma grande variabilidade, com períodos intercalados de aquecimento e esfriamento", diz Murton



Ao emergir, cratera revelou siknais de densa floresta que existiu no local há centenas de milhares de anos               

Isso é importante porque a história climática de grande parte da Sibéria ainda pode ser considerada um mistério. Ao reconstruir alterações ambientais do passado, cientistas esperam conseguir prever mudanças similares no futuro.
Há 125 mil anos, por exemplo, houve um período interglacial, com temperaturas vários graus acima das registradas atualmente.
"Entender como era o ecossistema pode nos ajudar a entender como a região se adaptará ao atual aquecimento do clima", afirma o professor Julian Murton.

'O aquecimento acelera o aquecimento'

A cratera Batagaika pode oferecer lições cruciais, em especial sobre os mecanismos que aceleram o aquecimento em áreas de permafrost.
À medida que o degelo avança, mais e mais carbono é exposto a micróbios. Estes micro-organismos consomem carbono e produzem dióxido de carbono e metano - gases causadores do efeito estufa

A taxa de crescimento da cratera é um indicador direto do crescente impacto das alterações climáticas no permafrost                 


O metano é capaz de acumular 72 vezes mais calor que o dióxido de carbono num período de 20 anos.
Além disso, os gases liberados pelos micróbios na atmosfera aceleram ainda mais o aquecimento.
"É o que chamamos de 'feedback positivo'", explica Frank Gunther, do Instituto Alfred Wegener. "O aquecimento acelera o aquecimento e, no futuro, poderemos ver mais estruturas como a cratera de Batagaika", completa o pesquisador.
Segundo o pesquisador, não há nenhuma obra de engenharia que possa conter o desenvolvimento dessas crateras. 

À medida que o permafrost degela, gases como dióxido de carbono e metano são liberados e aceleram o aquecimento global                 
Fonte/BBC
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