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terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Pesquisadores identificam erva alucinógena misturada com tabaco pelos antigos maias

 


Cientistas identificam pela primeira vez a presença de uma erva sem tabaco em antigos vasos com substâncias medicinais usadas pelos antigos maias.

Pesquisadores da Universidade Estadual de Washington encontraram vestígios de calêndula mexicana (Tagetes lucida), uma erva conhecida por seu uso na culinária e por efeitos alucinógenos em amostras tiradas de 14 recipientes de cerâmica maia.

Enterradas há mais de mil anos na península mexicana de Yucatán, as vasilhas continham ainda vestígios químicos presentes em dois tipos de tabaco seco e curado - Nicotiana tabacum e Nicotiana rustica.

A equipe de pesquisa encabeçada pelo antropólogo Mario Zimmermann considera que a calêndula mexicana era misturada com o tabaco para tornar o ato de fumar mais agradável, escreve portal Science Daily.

A descoberta do conteúdo dos vasos traça uma imagem mais clara das antigas práticas de consumo de drogas.

"Embora tenha sido determinado que o tabaco era frequentemente usado nas Américas antes e depois do contato [com os colonizadores], a evidência de utilização de outras ervas para fins medicinais ou religiosos em grande parte permanece inexplorada", afirmou Zimmermann.

O trabalho da equipe de pesquisadores foi possível graças à aplicação de novo método de análise baseado na metabolômica que pode detectar milhares de compostos ou metabolitos vegetais em amostra recolhidas em recipientes, cachimbos, tigelas e outros artefatos arqueológicos. Os compostos podem ser usados para identificar que plantas foram consumidas.

Anteriormente, a identificação de resíduos vegetais antigos se baseava na detecção de um número limitado de biomarcadores, tais como a nicotina, anabasina, cotinina e cafeína. 

sábado, 29 de agosto de 2020

Água na Terra afinal pode não ter vindo de asteroides, teorizam pesquisadores




A Terra, de acordo com um novo estudo, pode ter estado extremamente saturada com água desde seu início, enquanto que a versão mais comum até agora era que os meteoritos trouxeram a água.

Uma nova pesquisa, publicada na revista Science, sugere que a água na Terra pode ter vindo de materiais que estavam presentes no Sistema Solar no momento em que o planeta se formou, tornando possível que a Terra estivesse sempre úmida.
Pesquisadores do Centro de Pesquisas Petrográficas e Geoquímicas, França, e da Universidade de Washington em St. Louis (WUSTL, na sigla em inglês), EUA, determinaram que um tipo de meteorito chamado condrito enstatita contém hidrogênio suficiente para fornecer pelo menos três vezes a quantidade de água contida nos oceanos da Terra, e provavelmente muito mais.
Os condritos enstatitas são compostos inteiramente de material do Sistema Solar interno, essencialmente o mesmo material que formou originalmente a Terra, explicam os autores do estudo.
Estes blocos de construção da Terra podem ter contribuído significativamente para a água da Terra. Os resultados deste estudo são surpreendentes por os blocos de construção da Terra serem frequentemente considerados secos, diz o artigo do Phys.org.

Condução do estudo

Os cientistas utilizaram duas técnicas analíticas, a espectrometria de massa convencional e a espectrometria de massa de íons secundários (SIMS, na sigla em inglês), para medir com precisão o conteúdo e a composição das quantidades de água em condritos enstatitas.
"A parte mais interessante da descoberta para mim é que os condritos enstatitas, que se pensava serem quase 'secos', contêm uma abundância inesperadamente alta de água", disse um dos coautores da pesquisa, Lionel Vacher, um pesquisador pós-doutorado em física na WUSTL.
Os condritos enstatitas têm isótopos de oxigênio, titânio e cálcio semelhantes aos da Terra, e este estudo mostrou que seus isótopos de hidrogênio e nitrogênio também são semelhantes aos da Terra.
"Se os condritos enstatitas fossem efetivamente os blocos de construção de nosso planeta, como é fortemente sugerido por suas composições isotópicas semelhantes, este resultado implica que estes tipos de condritos forneceram à Terra água suficiente para explicar a origem da água da Terra, o que é magnífico", sugeriu Vacher.
O trabalho também sugere que uma grande quantidade de nitrogênio atmosférico, o componente mais abundante da atmosfera da Terra, poderia ter vindo dos condritos enstatitas.

domingo, 8 de setembro de 2019

Asteroide enigmático muda de cor e age como cometa surpreendendo pesquisadores



Segundo o comunicado do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em 29 de agosto um asteroide estranho foi captado em processo de mudança de cor do vermelho para o azul no espectro próximo ao infravermelho.

O evento captado se tornou assim o primeiro fenômeno deste tipo observado em tempo real. Cientistas do MIT acham que o comportamento estranho do asteroide pode ser causado pela sua rotação muito rápida ejetando camadas de poeira da sua superfície para o espaço.
O asteroide peculiar, chamado 6487 Gault, está localizado dentro do cinturão de asteroides entre as órbitas de Marte e de Júpiter. O comportamento do asteroide anteriormente tinha sido associado com o dos cometas, que deixam dois rastros de poeira na sua esteira.
Descrevendo tal desenvolvimento como uma "grande surpresa", Michael Marsset, especialista do Departamento de Estudos Terrestres, Atmosféricos e Planetários do MIT, disse que a equipe de cientistas julga que "testemunhou o asteroide perdendo sua poeira avermelhada para o espaço".
Os cientistas pensam que agora estão observando "as camadas subjacentes, frescas e azuis".
Os cientistas acham que tal mudança de cor e atividade semelhante à de um cometa podem ser provocadas pelo fato que a "rotação rápida [do asteroide] é suficiente para despir camadas de poeira da sua superfície, graças à força centrifuga".

© FOTO: GREG RUPPEL/ESA
Cometa 21P gravado no momento exato de sua aproximação máxima do Sol nos últimos 72 anos (imagem referencial)
Cientistas pretendem agora estudar o asteroide para obter mais pistas para a atividade dele, quando ele aparecer no céu da próxima vez.

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Análise de mudança climática de Marte enche pesquisadores de esperança sobre vida passada


Hoje Marte é um deserto seco e gelado quase sem atmosfera que se considera não ter água líquida. Em geral, é um lugar inóspito. Mas podia ter sido diferente no passado?

Nós já sabemos que houve água em Marte, no passado distante, que formou rios e lagos na superfície do planeta. Mas não há consenso sobre se o Planeta Vermelho teria sido sempre tão frio como agora.
Uma nova pesquisa, baseada na suposição que o clima de Marte poderia ter sido tão quente, que permitiria a queda de chuvas e que rios corressem, aumenta a possibilidade de ter existido vida no Planeta Vermelho.
"Nós sabemos que houve períodos em que a superfície de Marte esteve congelada, nós sabemos que houve períodos em que a água fluía livremente. Mas nós não sabemos exatamente quando foram estes períodos e por quanto tempo duraram", disse a professora Briony Horgan, da Universidade Purdue, em Indiana, durante a apresentação dos resultados na conferência de geoquímica em Barcelona na terça-feira (20).
A equipe de cientistas liderada por Briony Horgan estudou os dados sobre depósitos de minerais em Marte usando o rover Curiosity e o espectrômetro CRISM da NASA, que detecta minerais na superfície que podem indicar a existência de água liquida no passado.

© NASA. NASA/JPL-CALTECH
Rover Curiosity da NASA visto na superfície de Marte em 31 de maio de 2019
Depois os cientistas compararam os dados com a informação de vários lugares da Terra para entender se haveria quaisquer semelhanças entre Marte antigo e a Terra antiga.
"Nossa pesquisa do intemperismo em condições climáticas totalmente diferentes, tais como o Oregon, Havaí, Islândia e outros lugares na Terra, pode nos mostrar como o clima afeta os padrões de depósitos minerais tal como os vemos em Marte", disse a professora Horgan.
Segundo ela, as descobertas indicam uma "tendência geral lenta" do clima quente ao frio em Marte entre três e quatro bilhões anos atrás. Aproximadamente o mesmo tempo em que a vida apareceu na Terra.
"Se é assim, então isso é importante na busca por uma possível vida em Marte", adiciona ela.
Professora Horgan é copesquisadora na missão Mars 2020, que vai coletar amostras minerais em Marte e levá-las para Terra para buscar evidências de ambientes habitáveis e de vida no passado do planeta.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Pesquisadores descobrem criação indígena milenar capaz de resolver problemas climáticos



Pesquisadores concluíram que os antigos sistemas de abastecimento de água do Peru ainda são contemporâneos e avançados, relata site científico.

A Iniciativa Regional Andina de Monitoramento Hidrológico do Ecossistema Andino na América do Sul afirmou que, se restaurados, os antigos sistemas de abastecimento de água podem enfrentar secas modernas e fornecer água doce para população atual, de acordo com o site Phys.org.
Pesquisadores indicam que recursos hídricos, que se esgotam no início da estação seca, podem ser obtidos através de sistemas nas montanhas para drenagem de águas pluviais.
A antiga civilização peruana criou esses sistemas em 600 d.C. Um deles está localizado no distrito peruano de Huamantanga. Pesquisadores descobriram que a água levará em média 45 dias para passar pelo sistema.
Sistemas de abastecimento de água indígenas

Estas tecnologias são potencialmente capazes de aumentar a quantidade de água disponível durante a estação seca em 33% nos primeiros meses e em 7,5% nos meses seguintes.
De acordo com os cálculos, se você aumentar a escala dos sistemas de abastecimento de água de acordo com a população atual, será possível usar 99 milhões de metros cúbicos de água da chuva anualmente.
"Com o advento da ciência moderna, você seria perdoado por se perguntar como métodos antigos poderiam ser aplicados aos problemas atuais. No entanto, acontece que temos muito a aprender com as capacidades criativas de problemas dos nossos antepassados", afirma o autor que lidera a pesquisa doutro Boris Ochoa-Tocachi.
O líder da pesquisa ainda destaca que "por não podermos confiar totalmente em um método, devemos manter a mente aberta e criativa, mas nosso estudo mostra que temos muito a aprender com a forma como a população indígena do Peru gerenciou inteligentemente sua paisagem há 1400 anos".

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Astrofísica: Objeto interestelar pode ter sido enviado à Terra por alienígenas, dizem pesquisadores de Harvard

ESO/M. Kornmesser

Cientistas levantaram a hipótese de que a rota do ‘Oumuamua’ pode ter sido direcionada, e não aleatória. O objeto é o primeiro do tipo a entrar no nosso sistema solar.


Dois cientistas do Centro de Astrofísica de Harvard acreditam que o ‘Oumuamua’, objeto interestelar visualizado no ano passado com ajuda de telescópios, pode ter sido enviado ao nosso Sistema Solar por alienígenas. Abraham Loeb e Shmuel Bialy, autores do estudo, levantaram a hipótese em artigo divulgado na quinta-feira (1), quando tentavam explicar a aceleração do objeto. O Oumuamua é um objeto raro: de acordo com o estudo, é o primeiro do tipo a entrar no nosso sistema solar. Ao tentar explicar seu deslocamento, os astrofísicos admitiram a possibilidade de que a rota do Oumuamua tenha sido direcionada, e não aleatória. “Pode ser (parte) de uma sonda totalmente operacional enviada intencionalmente para as proximidades da Terra por uma civilização alienígena”, dizem os autores. A pesquisa tem data de publicação prevista para segunda-feira (12), na Astrophysical Astrophysical Journal Letters, mas já foi contestada por cientistas brasileiros devido à possível idade do Oumuamua.

Três hipóteses para o Oumuamua O físico Renato Vicente, da Universidade de São Paulo (USP), explica que a hipótese de uma origem alienígena para o objeto tem relação com o fato de os telescópios terem flagrado algo muito raro. De acordo com Vicente, a visualização da passagem do objeto pode significar três coisas: Que muitos outros objetos do mesmo tipo circulam pelo espaço, e as atuais teorias que usamos para explicar sua existência estão erradas. Que o objeto é mesmo raríssimo e tivemos muita sorte de ver um deles. Que ele seja um objeto artificial, por isso a hipótese de que seja um produto de origem alienígena é compativel. "De acordo com os modelos que utilizamos para explicar a produção [surgimento] desses objetos, a aparição deles no espaço interestelar deveria ser, no mínimo, 100 vezes maior para que a gente conseguisse ver um depois de observar o espaço por um período tão curto de tempo." - Renato Vicente, físico da USP Vicente faz, no entanto, algumas ressalvas. “A explicação do objeto artificial parece fácil, mas não é. Envolve uma história anterior. Para ter uma civilização capaz disso, é preciso assumir que existe essa evolução numa sociedade, com a capacidade de fazer viagens interestelares. E a gente tenta assumir a menor quantidade de coisas possível”, lembra.


Explicação para o deslocamento Na pesquisa, os astrofísicos de Harvard discutiram a possibilidade de que a pressão da radiação solar poderia estar por trás da aceleração do Oumuamua. Se esse for o caso, então o objeto “representa uma nova classe de material interestelar fino, ou produzido naturalmente, ou de origem artificial”, afirmam os autores do estudo. Segundo eles, o Oumuamua tem um formato de panqueca. “Considerando uma origem artificial, uma possibilidade é de que o ‘Oumuamua’ seja uma vela solar, flutuando no espaço interestelar como detrito de um equipamento tecnológico avançado" - Abraham Loeb e Shmuel Bialy, autores do estudo A tecnologia de vela solar pode ser utilizada para transporte de cargas entre planetas ou entre estrelas, conforme afirmam os cientistas. No primeiro caso, lançamentos dinâmicos vindos de um sistema planetário poderiam resultar em detritos de equipamentos que não estão mais em operação. Isso, dizem os pesquisadores, poderia explicar várias anomalias do ‘Oumuamua’, como a geometria pouco comum. "Velas solares com dimensões parecidas já foram construídas pela nossa civilização, incluindo o projeto Ikaros [no Japão], e a Iniciativa Starshot”, lembram. A vela solar é o que faria o objeto continuar acelerando em sua trajetória mesmo depois de passar pelo Sol, explica Renato Vicente.

“O objeto vem de fora do Sistema Solar. É como se fosse passar direto pelo Sol, mas o efeito gravitacional faz com que faça uma trajetória em volta do Sol. Conforme se aproxima do Sol, ele dá uma acelerada enquanto perde massa no sentido oposto. O problema é que, quando está indo embora dessa trajetória, começa a perder massa no mesmo sentido, então você espera que ele desacelere. Em vez disso, acelera. A gente não conhece nenhum mecanismo natural que faça isso. Um mecanismo artificial é a vela”, diz. Segundo a CNN, vários telescópios focaram no objeto por três noites para determinar o que ele era antes que se perdesse de vista. “Nós tivemos muita sorte de que o nosso telescópio de levantamento do céu estava olhando para o lugar certo na hora certa para capturar esse momento histórico”, afirmou o oficial da Nasa Lindley Johnson no ano passado. Idade estimada para Oumuamua afasta 'hipótese alienígena', dizem astrofísicos brasileiros NASA

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Aos pesquisadores, buscadores, medíuns, filhos de fé e espiritualistas: Livro de Umbanda Astrológica

Livro de Umbanda Astrológica: Os Senhores do Destino - A Coroa Astrológica de Orumilá

Livro de Umbanda Astrológica: Os Senhores do Destino - A Coroa Astrológica de Orumilá

Este livro se trata de uma introdução a uma nova visão sobre a Umbanda, observada com um olhar de fora dos terreiros (mesmo tendo passado por eles) para que a pesquisa ficasse mais isenta e sem influências do atual sistema. Uma visão que tenta analisar em especial o destino e o livre-arbítrio, analisando até que ponto os sistemas oráculares podem nos ajudar numa forma eficiente de cumprir melhor nosso destino, como também utilizar nosso livre-arbítrio com uma maior integração aos conhecimentos sagrados e tradição dos guias e ancestrais.

É uma visão do horóscopo zodiacal sobre o prisma da Umbanda, da mesma forma que é uma visão do orixá por meio do saber astrológico. Mas, além dessa interação Umbanda-Astrologia, o livro também foca e revela outros oráculos, especialmente os mais sagrados para os cultos afro-brasileiros que são o Ifá e Búzios. Nesse contexto orácular, trazemos capítulos que falam de duas técnicas inéditas de como adentrar o mundo dos odus, utilizando o zodíaco: a primeira é a Ifástrologia que utiliza-se das casas astrológicas do Horóscopo para alinhar os odus e chegarmos a odus que são responsáveis por nossa existência. E a outra é a soma dos odus utilizando a data de nascimento. No entanto também inédita, pois é diferente a forma da soma, como também o calendário utilizado, pois utilizo o calendário astrológico e não o calendário civil.

Este livro, tem o principal objetivo de atingir pessoas que simpatizam pelo campo da espiritualidade, Umbanda, Astrologia e tem perguntas na alma, mas, não querem envolvimento direito com religião e terreiros, pois facilita o estudo de si mesmo através das metodologias citadas. Mas, ele serve tanto para o adepto mais antigo, pois trás novidades, quanto para pessoas que nunca viram falar nesses temas.

Desejo a todos um bom estudo e que Orunmilá abra a mente de todos vocês ao conhecimento sagrado. Justamente por isso o livro cita o Senhor do Destino e sua coroa astrológica, pois se trata de conhecimentos ancestrais, mas, ao mesmo tempo divinos, visando acima de tudo a iluminação da alma e uma expansão de saberes sagrados.

Axé a todos - que os sagrados Orixás abençoem a todos!

Carlinhos Lima
Informações, onde encontrar:

AQUAROLIBOOKS
DISTRIBUIDORA DE LIVROS
Tel.: (11) 2673-3599/3213-6991/3213-6988
Fax: (11)3213-7013
marcelo@aquarolibooks.com.br
www.aquarolibooks.com.br
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