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domingo, 9 de setembro de 2012

Orixá Ancestral, de Frente e Adjuntó


Uma dúvida, e a que mais incomoda os umbandistas é sobre seu orixá. Nós sabemos que orixá ancestral não é o mesmo que orixá de frente ou ajuntó. O orixá ancestral está ligado à nossa ancestralidade e é aquele que nos recepcionou assim que, gerados por Deus, fomos atraídos pelo seu magnetismo divino. Todos somos gerados por Deus e somos fatorados por uma de suas divindades, que nos magnetiza em sua onda fatoradora e nos distingue com sua qualidade divina.

Veja o artigo completo clicando aqui: Umbanda Astrologica

sábado, 8 de setembro de 2012

Templo de Magia Negra no Amazonas recebe 20 clientes por mês. Pessoas pagam de R$ 300 a R$ 700 para conseguir a pessoa amada


Nos classificados de jornais é possível encontrar anúncios chamativos sobre serviços de bruxaria e magia negra com trabalhos para os mais diversos segmentos. O G1 conversou com o babalorixá, ou sacerdote afro, Thilson Reis, que trabalha no Templo de Magia Negra da Maria Quitéria, e descobriu que a procura por serviços místicos em Manaus é bastante popular e atrai os mais variados clientes.
O babalorixá, iniciado no candomblé, atende no templo desde 2006 e mantém uma média de 20 clientes por mês, que chegam a pagar até R$ 700 por uma ajuda da Pomba Gira Maria Quitéria. “Ela é uma Pomba Gira, ou seja, uma mulher que não está mais nesse plano espiritual e é uma divindade da Umbanda e da Quimbanda que recebe oferendas em troca de favores”, explicou.
Os serviços mais procurados, segundo Thilson, são os de relacionamento amoroso. “Em primeiro lugar está a procura por acertos sentimentais, coisas relacionadas ao amor. Em segundo vem a procura por trabalhos que ajudem na carreira e, em terceiro, saúde”, disse.
O perfil dos clientes é muito diversificado e vai de recém-casados a políticos. “A maioria das pessoas que me procuram são empresários e artistas. Eles querem saber se o negócio vai dar certo, se a carreira vai engrenar. Na época de eleições, muitos políticos conhecidos me procuram para buscar orientação, mas eles pedem segredo de identidade. Muitos casais também querem saber se o casamento vai ser bom ou confirmar se devem pedir o divórcio. A maioria dessas pessoas pede um banho atrativo, de descarrego ou até mesmo para orientação (jogo de búzios)”, revelou.
Relacionamento duradouro é construído através da intimidade (Foto: Renato Chalu/O Liberal)Segundo o babalorixá, maior procura é por ajuda em relacionamentos amorosos (Foto: Renato Chalu/O Liberal)
Quem deseja encomendar um trabalho de amor ou carreira, precisa saber que o valor, em Manaus, não é barato. “O preço dos trabalhos varia de local para local. Aqui, os materiais (que incluem velas, ervas, flores, perfumes, entre outras coisas) são um pouco caros, o que deixa o preço elevado. Varia de R$ 300 a R$ 700. Cobramos pelos trabalhos de negócios e de amor no candomblé, porque são considerados investimentos. Mas no caso dos de saúde, alguns podem sair até de graça, porque temos obrigação de ajudar", contou.
E para quem fica assustado com o nome “Magia Negra” no anúncio, pode ficar tranquilo, porque o sacerdote afro garante que não existe nada maligno. “O candomblé é uma religião recentemente oficializada, e todo sacerdote afro, nome pelo qual somos conhecidos, possui os mesmos direitos que um padre da Igreja Católica. Podemos ter nosso templo religioso e tudo amparado pela lei. Templo de Magia Negra é um nome fictício para chamar atenção, já que na minha concepção, isso nada mais é que a evocação da natureza por pessoas negras”, ressaltou.
Para a psicóloga Fernanda Esteves, não existe nenhum mal em procurar ajuda mística e isso pode até ter influência positiva na vida da pessoa. “É uma religião, uma forma de buscar sentido para alguma situação. Funciona como um instrumento fantasioso e mágico. Ao buscar estes recursos, a pessoa pode obter força pra construir ou reconstruir algo. Mas, é preciso ter consciência de que muitas situações que acontecem em sua vida são resultado de seus prórprios atos”, completou.

Comentário: é evidente que o amor é o tema principal mesmo, o assunto mais buscado por todos! Mas, usar magias negras, nunca recomendo pra questões de amor! O amor é limpido, tem que ser de luz e nunca de trevas. Sensacionalismos, imprudência e maldade, nunca trarão boas consequencias! Eu não recomendo a ninguem buscar esse tipo de trabalho...

Lilith e as mulheres vampiras


Lilith (1892), por John CollierTales de seres sobrenaturais consumindo sangue ou carne dos vivos foram encontrados em quase todas as culturas ao redor do mundo por muitos séculos. Hoje, gostaríamos de associar essas entidades com vampiros, mas nos tempos antigos, o termo vampiro  não existia; beber sangue e atividades similares foram atribuídas a demônios ou espíritos que iria comer carne e beber sangue;. mesmo o diabo foi considerado sinônimo de vampiro.

Quase todas as nações tem associado beber sangue com algum tipo de revenant ou demônio, ou em alguns casos, uma divindade. Na Índia, por exemplo, contos de vetālas, ghoul - como seres que habitam cadáveres, foram compilados no Pacīsī Baital; uma história de destaque no Kathāsaritsāgara diz do rei Vikramaditya e seu quests noturnas para capturar um evasivo Pisaca. Os espíritos voltaram dos malfeitores ou aquele que morreu louco, também ter atributos vampíricos.

A Ancient indiana deusa Kali, com presas e uma guirlanda de cadáveres ou crânios, também foi intimamente ligada com o consumo de sangue. No antigo Egito, a deusa Sekhmet bebeu sangue. Os persas foram uma das primeiras civilizações a ter contos de beber sangue-demônios: criaturas tentando beber o sangue dos homens eram retratados em fragmentos de cerâmica escavado.

Antiga Babilônia e Assíria tinha contos do mítico Lilitu, sinônimo. e dando origem a Lilith (hebraico לילית) e suas filhas a Lilu da demonologia hebraica. Lilitu foi considerado um demônio e foi muitas vezes descrito como subsistente no sangue dos bebês. No entanto, a judeus foram ditas a festa em homens e mulheres, bem como recém-nascidos. A Mitologia grega e romana descreveu-se o Empusae, a Lamia,  e a striges. 

Ao longo do tempo os dois primeiros termos se tornaram palavras gerais para descrever bruxas e demônios, respectivamente. Empusa era a filha da deusa Hecate e foi descrita como uma criatura demoníaca, criatura de pés de bronze. Ela festejava a sangue, transformando-a numa mulher, e homens jovens seduzidos enquanto dormiam antes de beber seu sangue. 

Os Lamia predados em crianças em suas camas à noite, sugando seu sangue, como fizeram os gelloudes ou Gello. Como a Lamia, a striges deleitaram-se em crianças, mas também caçava homens jovens. Eles foram descritos como tendo os corpos dos corvos ou pássaros em geral, e mais tarde foram incorporados mitologia romana como strix, uma espécie de pássaro noturno que se alimenta de carne humana e sangue.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Exú é força que permanece no infinito


Exú foi criado da mesma matéria divina da qual os seres humanos foram criados. Como Orixá, diz-se que ele veio ao mundo com um porrete chamado Ogò, que  teria a propriedade de transporta-lo, ele representa também toda a fertilidade que é consagrada a ele. Mensageiro dos homens aos orixás. Elemento dinâmico, caminha entre o céu ( orun ) e a terra ( aiyê ), sempre levando mensagens dos filhos aos orixás. É um Orixá indispensável dentro do culto, sem ele não existe Orixá, pois é ele que serve de mensageiro entre os Deuses e os seres humanos. Exú é o guardião das casas, dos templos das cidades e das pessoas. Toda vez, que for fazer algo a algum Orixá deve ser feito primeiro oferendas à Exú. Ele pode ser considerado o mais humano dos Orixás,  nem mau, nem bom. 

Exú é único, e como único tem o poder de transformar tudo a sua volta. Exú está a frente da evolução do mundo, participando de tudo ao seu redor. Todo ser humano possui seu Exú individual, como tem seu Orixá. Exú é responsável pela comunicação, pela evolução, pois está associado  a atividade sexual, que assegura  a continuidade da espécie humana. Como é ligado a evolução, também é ligado ao destino das pessoas, e com isso pode circular livremente entre todos os elementos da terra. Ele também representa o feminino e o masculino. 

A presença de Exú é necessária, pois somente ele transporta as oferendas e somente ele pode fazer aceita-las ou não. Se não agraciado no início de qualquer ritual, pode haver um desequilibro, o que faria que ele fechasse os caminhos e liberasse forças negativas para castigar quem não o tratou direito, pois ele pode punir ou proteger. Mas bem tratado, ele somente semeia o bem, fertilidade, saúde, harmonia. Seu local consagrado para adoração é a encruzilhada (orita), aonde todos os caminhos se cruzam, para poder observar e a partir daí, controlar todos os caminhos. A rosa dos ventos o representa pois ela representa todas as direções do mundo. Exú, pôr ser o senhor dos caminhos, pela responsabilidade que ele tem, é o primeiro a ser cultuado em qualquer ritual. Somente ele tem o poder de abrir ou fechar os caminhos, conforme for tratado. Tanto pode trazer coisas boas, como má, pelo fato de estar sempre no caminho. Diz-se que Exú nasceu com uma lamina sobre a cabeça. Isso por sinal, é dito em uma de suas saudações;"Sonsó óbè kó lórì erù" ( A lâmina é afiada, ele não tem cabeça para carregar fardo)Exú é considerado a terceira cabaça da existência, muito embora ele seja considerado como o primeiro Orixá a pisar na Terra, Oxalá é a primeira cabaça da existência e Oduduá é a segunda cabaça.

É comum oferecer a Èsù, entre outros, bodes (Òbúko), azeite-de-dendê (Epò Púpà), galos (Àkùko), caracóis (Ìgbín), acaçá e Obí. Sobre sua imagem (Ère) colocam-se azeite-de-dendê (Epò Púpà) e sangue de animal ( Èjè), simbolizando seu banho por essas substâncias. Èsù é inimigo de alguns Òrìsà. A fim de incitá-lo à maldade contra alguém, coloca-se sobre sua imagem (Ère) um óleo denominado adí e um bilhete contendo o nome da pessoa contra quem se pratica o feitiço. Pessoas pedem também fecundidade a esse Òrìsà. Conseguindo-a, dão a seus filhos nomes que incluem o de Èsù, tais como Èsùtosin (É bom cultuar Èsù), Èsùbìyí (Nascido de Èsù) etc. Èsù possui também outros nomes, como Elégbára, Elégbáa, Leégbá.
As cidades onde se cultua Èsù são: Ondo, Ilesa, Ijebu, Abeokuta e Ekiti. Há cem anos atrás costumava-se sacrificar seres humanos em homenagem a Èsù, pratica hoje abandonada. 
 
Èsù é um Òrìsà de grande importancia entres os Yorùbá. Por ser muito corajoso e esperto, é considerado maior do que os outros Òrìsà, e nunca é esquecido por seus cultuadores que, a fim de aplacar sua ira, fazem-lhe as oferendas de alimentos sempre em primeiro lugar. Pode ser maldoso a qualquer momento, sendo por isso chamado de Buruku (qualificação maligna).
Os Yorùbá acreditam que ele sempre carrega um objeto chamado Agongo Ogo, com o qual realiza suas maldades. A imagem de Èsù é feita de um conjunto de pedras (Yangi). Fazem-lhe sacrifícios para mantê-lo em frente de casa, mas sua imagem jamais é mantida no interior do lar, sob pena de amaldiçoar a família. 
 
ÈSÙ guardião do Céu OSETURA Aquele que não conhece sua mãe Aquele que não conhece seu pai Mas que recebeu todo  cuidado de ADI O dinâmico É você que estamos chamando Venha nos atender hoje Assim que o filho atende sua mãe As intrigas deste mundo estão demais A guerra está na frente, a guerra está atrás de nós O  mundo é uma guerra diária A guerra de sobrevivência Que fez os pais desconhecerem seus filhos Que fez os amigos virarem   inimigos Que fez pessoas tomarem o lugar dos outros Que fez com que colocassem olho grande em nossas coisas Nós estamos pedindo a sua proteção ÈSÙ, o ouvidor Venha ouvir nossas palavras e reivindicações Proteja-nos ao sairmos de casa Proteja-nos ao voltarmos para casa Que a guerra deste mundo não consiga nos vencer ÈSÙ o dono dos caminhos O caminho que ÈSÙ abre ninguém é capaz de fechar Venha abrir nossos caminhos Aquele a quem ÈSÙ abrir os caminhos será o vencedor na guerra da vida Faça de nós vencedores Que o inimigo não consiga nos vencer Aquele que tem seus caminhos abertos Terá saúde, o pai de todas as riquezas ÈSÙ o  imprevisto venha a nos proteger hoje com todas as forças ÀSÉ.
 
OS DEZESSEIS TÍTULOS DE ÈSÚ
Èsú Yangí - O Senhor da Pedra Vermelha “Laterita”
Èsú Agba - O Grande Senhor dos Ancestrais
Èsú Igba Keta - O Senhor da Terceira Cabaça
Èsú Okoto - O Senhor do Caracol
Èsú Oba Baba Èsú - O Rei e Pai de todos os Èsú
Èsú Odara - O Senhor Dos Bons Pedidos, e da Felicidade
Èsú Ojisé - O Mensageiro dos Orisa
Èsú Eleru - O Senhor das Obrigações e Rituais
Èsú Enu Gbarijo - O Senhor da Boca Coletiva
Èsú Elegbara - O Senhor do Poder Mágico
Èsú Bara - O Senhor do Corpo
Èsú L’Onan - O Senhor dos Caminhos
Èsú Ol’Obé - O Senhor da Faca
Èsú El’Ebo - O Senhor dos Ebos e Oferendas
Èsú Alaafia - O Senhor da Satisfação Pessoal
Èsú Oduso - O Vigia dos Odus
 

 

A ancestralidade e culto


A ancestralidade feminina é cultuada, hoje, de apenas uma forma, por intermédio do Culto de Iyámi, o culto individualizado da ancestralidade feminina era realizado pelo Culto de Elekô, cuja a grande matriarca era a Orixá Obá, esse culto se perdeu quase que por completo, tal fato ocorreu porque o culto representava um sério perigo ao poder dos homens. Aqui pretendo explicar superficialmente um pouco sobre cada uma das sabedorias. A ancestralidade é algo muito complexo dentro da cultura dos povos africanos. A ancestralidade masculina e feminina são cultuadas separadamente, o culto ao ancestral masculino, hoje, é cultuado de duas formas, Aglutinada, como uma divindade que a personifica através do Culto de Orô e de uma forma individualizada, por intermédio do Culto de Egungun.

Afirma a tradição que Iku começou a matar depois que viu sua mãe ser espancada e morta na praça do mercado, sendo depois dominado por seus que conseguiram que ele comesse o que lhe era proibido. Quem ensinou como anular a atividade de Iku, foi sua mulher chamada Olójòngbòdú. O Deus que possui a função de exercer o poder da morte chama-se Iku, trata-se de uma dinvidade masculina, não existe culto direto a Iku e por esta razão ele deve ser cultuado através dos mortos, masculinos ou femininos, por Orô ou Iyámi, por Egúngún ou Elerikô. 

Quem ensinou como anular a atividade de Iku, foi sua mulher chamada Olójòngbòdú.  Nos conta assim, um fragmento do verso do Odù Òyèkú Méjì:     "....Quando Ìfá falou sobre Olójòngbòdú, a mulher de Ìkú que foi chamada logo cedo pela manhã, foi perguntado o que seu marido não poderia comer, que o tornasse incapaz de matar outros filhos das pessoas? ela disse que Ìkú, seu marido, não poderia comer ratos,pois se comesse, suas mãos tremeriam sem parar; Ela disse que Ìkú, seu marido, não poderia comer peixe, poi se comesse, seus pés tremeriam sem parar ; Ela disse que Ìkú, seu marido, não poderia comer ovo de pata, pois se comesse, ele vomitaria sem parar..."   

Ijàpàá gbé òrúkú l'owó ikú..."  ( o cágado retira a clava das mãos de Ìkú ). Posteriormente, Ìkú faz um pacto com Òrúnmilá, através da condição dele ajudá-lo a recobrar a sua clava; então, Ìkú só levaria antecipadamente aqueles que não se colocassem sobrê a proteção de Òrùnmilá. Outro texto do Odù Ìròsùnsè, nos conta como Orí e Òrùnmilá, impediram a atuação de Ìkú sobre a cabeça de alguém. Outro método de enfraquecer a atividade de Ìkú é registrado no oráculo de Ifá, através do modo como Èsù subornou o filho de Ìkú, para que este revelasse o modo como  Ìkú  matava, Omòikú     então revela que seu pai, matava através de sua clava, tornando-se fraco sem este instrumento, o qual Èsú com a ajuda do Ijàpàá, esconde.

No  início da criação do mundo, Iyámi Oxorongá ( Iemanjá ), a grande mãe ancestral deu à luz a 16 filhos. A sociedade secreta é derivada dos nomes Ogban(sábio) Oni(que é) dois filhos de Iyámi. A sociedade Ogboni de acordo com um itã Ifá (Irosun`wonrin) foi acionada quando a Terra estava um caos imenso, as pessoas não se respeitavam, principalmente a divindade Obatalá que perdeu o controle da situação na cidade de Ilê Ifé.  A sociedade secreta Ogboni é temida e respeitada por todos que a conhecem, sendo a segunda corte judicial em terras Yorubá. Esta sociedade possui a finalidade de proteger a comunidade e manter o estabelecimento da ordem.

Iyámi ao perceber que esta luta entre seus filhos mais velhos poderia causar a completa destruição, obrigou-os a fazer um pacto de irmandade, jurando sobre determinado amuleto sagrado que nunca mais lutariam entre si, desta forma então nasceu a primeira sociedade secreta do mundo que seria nomeada, conforme os nomes  dos irmãos, Sociedade Ogboni. Durante os séculos, muitas irmandades foram criadas seguindo os mesmos princípios da Sociedade Ogboni e obtiveram muito sucesso. Os Ogboni falam a língua Yorubá, mas internamente possuem um vocabulário secreto com o qual realizam determinados rituais. Os Ogboni são chamados de Omo-Oduduwá, Oduduwá é a Deusa criadora da Terra. 

Eles são chamados assim devido ao fato de seus rítuos terem a terra, como elemento principal de culto e força espiritual. A maioria dos instrumentos sagrados da sociedade Ogboni é confeccionada em bronze e cobre, que é u símbolo da força que não se deteriora ou se corrompe. Ideais estes da própria sociedade para seus membros. Na sociedade Ogboni a terra é venerada com o intuito de assegurar a sobrevivência, a paz, a felicidade, o respeito e a estabilidade social no mundo, assim como também a longevidade e o bem estar.  

A única divindade que trata com Orô é Xangô, pois foi o único a fazer os Ebós necessários para isso. Apenas homens podem prestar culto a Orô. Apenas homens podem prestar culto a Orô. Segundo um de seus mitos, toda alma ancestral masculina para que pudesse renascer na Terra deveria ir ao seu encontro, a alma teria de ser devorada pelo Deus. Orô é considerado como um Deus incontrolável, conta-se que quando Orô sai pelas ruas ninguém deve ficar em seu caminho ou será sacrificado. Orô possui uma voz extremamente grossa e cavernosa, seu grito ecoa como um trovão na floresta da morte, ele absorve a vida de tudo. Orô é uma divindade masculina que representa a ancestralidade dos Homens, é um Deus similar à Iyámi, o Culto a Orô representa o culto indireto a Ikú, é um dos cultos aos mortos, Deus da Destruição é considerado como o portal para a ressurreição.  
  
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