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domingo, 4 de setembro de 2011

Para Spinoza o que é o desejo


É um impulso de construtividade positiva de uma realização carregada de sentido maior naquele que o proclame em si constantemente. É um impulso de destrutividade, que pode ser denominada construtividade negativa porque o destruído é construído através de um construto determinado, de uma realização carregada de sentido maior naquele que o proclame em si constantemente. Desejos construtivos e desejos não-construtivos são O DESEJO, algo dos afetos, tanto os considerados “bons” como os considerados “maus”. Portanto, se os afetos são advindos do DESEJO concernente a um alcance determinado a um resultado para aquele que o alimenta sem defini-lo como “bom” ou como “mau”, os afetos seriam melhor classificados como MODOS DO DESEJO, sem nenhuma exceção de nenhum deles. Sob esta interpretação, pode-se denominar o DESEJO como A ÚNICA AFECÇÃO EXISTENTE, a qual determina toda afetividade em suas variações e naturezas.

As Amazonas De Thades - Livro Um - Sangue Na Espada Da Alma Eterna Dos Guerreiros - Neófitas No Ofício Da Guerra


Ilha De Thades
11:00h
Entre a América e a África, no Atlântico Sul, cobrindo 11.940.000 km², localiza-se a mais famosa das Grandes Ilhas Sagradas construídas por Thades na Terra. Chamada pelos humanos de Nova Atlântida, a Ilha De Thades é o Pólo Místico Central do Joadhret Keauriothen graças a Harizaellaa Harok, a qual elevou conjuntamente toda a Terra ao respeito que merece diante de todos os Evoluídos da Criação. Atualmente governada pela filha única da Senhora Do Raio com Thades, Urizallaa, possui Os Dois Maiores Templos Terrestres e do Joadhret: o da Darzh Anreteniud, ao norte da ilha, 5.712.000 km² e 401.800.000 moradoras; e o da Lophst Anreteniud, ao sul da ilha, 3.268.000 km² e 260.200.000 moradoras. Entre os dois Templos, que elevam-se até 7000 km além da atmosfera terrestre, torres maciças do Metal Místico Keauriotheniano denominado Draherhew equilibradas pela Pulsação Vital Da Natureza Terrestre, uma bela floresta onde vivem várias espécies animais terrestres e keauriothenianas, dóceis e amáveis com todos, coroa a Ilha com vigorosa energia existencial. Desde as 06:00h Beria, Kartheniara, Thadus, Urizallaa, Tharabalza, Arjuna, Selene, Unghiar e Belah estão reunidos no Salão Mestre Deauma Harok do Templo da Lophst Anreteniud (987º andar deste) discutindo os últimos detalhes dos preparativos para a guerra após receberem as informações de Sirap. São discutidos detalhes básicos de estratégia defensivas do Continente Americano com clareza rigorosa e calma, uma calma que contrasta com o nervosismo das residentes da Ilha.
99% das Verfdaxs, Verfdaxs Pdehuuyfs e Oryshasdars da Ilha Do Raio jamais estiveram em uma guerra. Temerosas, sabem que seus Treinamentos Místicos-Militares-Marciais foram simulações de situações que não ocorrerão da mesma forma durante batalhas mortais. Apenas Urizallaa e Tharabalza, Grandes; Beria e 1100 Verfdaxs Pdehuuyfs, Waylekrishteeans, participaram de guerras pelo Império Keauriotheniano. Mesmo as várias reuniões com essas 1103 experientes combatentes acostumadas com a ferocidade de uma guerra não aliviaram as tensões daquelas. Muito preocupadas com seus Vohuyts, mais do que consigo mesmas, encontram-se todas em polvorosa, falantes nervosamente, por todos os recantos da Ilha. Estão nervosas e temerosas, mas revestidas com armaduras, prontas para qualquer ataque que possa ocorrer em seu lar, o qual, mesmo sendo Solo Sagrado, pode ser atacado, como ocorreu com as Ilhas De Thidan e Thaiden. Calmas estão sete inseparáveis amigas que, saindo do confuso alvoroço dos arredores do Templo da Lophst Anreteniud, caminham até o da Darzh Anreteniud. As sete inseparáveis amigas não querem unir-se ao alvoroço e silenciosas, para não serem percebidas, atravessam a floresta ouvindo o falatório histérico de suas companheiras. Anastasia põe em seus braços um pequeno filhote de tigre branco assustado com o festival de histeria coletiva que assiste, sob a aprovação da mãe do mesmo, que deixa Kaisha, saltando do colo de sua mãe Marine, montar nela. Zippora, enquanto caminha ouvindo toda a inútil situação de desespero, já que todas estão preparadas para guerrear sem nenhuma possibilidade de passarem qualquer tipo de vergonha por falta de habilidades (falta que nelas inexiste), quase tem vontade de bater em algumas para fazê-las calar-se; June, percebendo tal intenção dela, acalma-a tocando em um assunto acerca de detalhes sobre algumas lutas que assistiram juntas no Brasil. Zarana e Tâmis com dificuldade seguram seus risos, olhando para os rostos assustados de algumas de suas companheiras; achando-as ridículas sem nenhum motivo para o serem, seguem o trajeto até o outro Templo com o riso preso em suas gargantas a fim de não arrumarem brigas.
A 239 m. da entrada do Templo, Anastasia cumprimenta as suas primas Keline, Igraine, Divine, Harya, Yba, Zile, Zanyuska, Karyuske, Ielena, Bereny, Neel, Asymyn, Yessika, Miri, Haze, Jast, Ohana, Reile, Anse, Alerise, Benezya, Ryssa, Lary, Ayla, Lasy, Kathya, Kathala, Kaline, Nekra, Kammy, Myaelle, Akyda, Fman, Ladya, Asyan, Karsa, Naiga, Gêmis, Yêmeis, Kêmis, Dêmis, Anya e Hinra Kronham-Rominsky. Com paciência, a carismática Anastasia ouve por vinte minutos os temores de suas primas, acariciando com grande carinho o filhote de tigre branco, que ela nomeou de Angelus, enquanto suas amigas, também pacientes, aguardam-na. Dizendo-lhes para serem ferrenhas guerreiras e incentivando-as com palavras doces e carinhosas, sempre de uma maneira um tanto altiva, Anastasia aos poucos livra-se do encontro e prossegue caminhando em direção ao Templo. A 55 m. da entrada deste, ela encontra todas as suas inimigas reunidas em um grupo tenso, o qual pára de conversar ao avistá-la. A calma e fria Ariadne, ao lado da melancólica e rancorosa Rachelle, primas, põem-se à frente das demais, todas primas delas: Shênya, Baleara e Karana Rinji-Narinsky Jokat Nersky Samlah; Adna, Elasa, Jsadel, Amsi, Mispah, Nolemi, Mahan, Orpha e Rueth Rinji-Narinsky; Aharnasta, Inalgrid, Régia, Igraneth, Debtorah, Rosania, Jerusta, Karline, Kaalrine, Jeauliania, Ohpra, Tarina, Maaka, Nebat, Rosante, Bauata, Bauasa, Athalia, Karin e Shelbarath Jokat Nersky Samlah. Anastasia e Ariadne encaram-se; esta nem se importa com a presença de Zippora e Marine, as quais juntas podem quebrar todos os ossos das 34 inimigas também delas que atrapalham sua trajetória até o Templo da Darzh Anreteniud. As primas de Anastasia, percebendo o encontro perigoso metros á frente delas, correm para juntarem-se à ela e suas amigas. Mantendo seu olhar frio no olhar frio de Ariadne, Anastasia continua acariciando o filhote em seus braços; Ariadne percebe a linda criatura nos braços de sua inimiga, criatura que há três horas atrás pôs no colo e junto com a mãe dele brincou por meia hora na floresta. O filhote pula dos braços de Anastasia para os de Ariadne, quebrando-lhe a intenção de atacar sua inimiga; Marine retira Kaisha, sob protestos desta, do dorso da tigresa, que deita-se aos pés de Ariadne.
Esta, com o seu pequeno amigo ao colo, olha para suas primas, as quais abrem um corredor para a passagem das sete que se dirigem ao Templo. Mantendo o olhar frio dirigido ao olhar frio de Ariadne, Anastasia caminha entre as suas inimigas seguida por suas seis acompanhantes. Entrando no Templo, elas sobem uma escadaria em direção ao 29º andar, o destino final da caminhada delas. Zippora, ainda subindo a parte térrea da escadaria secundária templária, vocifera irritada:
— Eu já estou cansada demais, Anastasia, dessa sua indecisão sobre o que você deve fazer com essa porra dessa Ariadne e a porra da mãe dela! Eu arrebentaria as caras idiotas dessas duas imbecis e das priminhas delas logo de uma vez, mas arrebentaria com o intuito de desfigurá-las! Eu arrebentaria as caras dessas russas todinhas que a discriminam apenas porque você é filha de dois dos exterminadores dos Vohuyts delas! Pelos exemplos de “boas meninas tolerantes” que elas dão aqui na Ilha De Thades, bem que os Vohuyts delas mereceram o fim que tiveram! Deviam todos eles juntos serem um monte de merda preconceituosa como elas!
— Os Vohuyts dessas minhas compatriotas eram dotados de muitos seres tolerantes de verdade, diferentes dessas sujeitinhas que querem que eu, minhas primas e as russas pertencentes aos Vohuyts inimigos do Grupo De Beria sejam expulsas da Ilha De Thades. Uma minoria dos Rinji-Narinsky, Jokat Nersky Samlah e Rinji-Narinsky Jokat Nersky Samlah, com as índoles idênticas às dessas preconceituosas, foi a responsável pelo desaparecimento quase total deles aqui na Terra e no Joadhret. Não quero “arrebentar” nenhuma delas, Zippora, mesmo que por vezes, excetuando hoje, quando me provocam frontalmente para tirarem-me a razão, eu tenha a vontade de perfurar com os meus pés as bucetas ruivas e louras, talvez até com pêlos negros e castanhos, de cada uma delas...
Elas tem um momento de descontração com a bem-humorada observação anatômica de Anastasia, gargalhando com tempestuosa força, demasiadamente alto. Kaisha, de apenas seis anos, gargalha com elas, mas fica curiosa com um detalhe, o qual emite a Marine:
— Mãe, o que é buceta?
— É a nossa vagina, Kaisha, por onde nós fazemos a necessidade fisiológica do urinar e por onde recebemos o pênis de um homem quando com ele sexualmente nos relacionamos.
— Ah, então é a mesma coisa que a Verfdax Kartheniara me ensinou!
— Bem, Kaisha, isso depende da conotação na qual a palavra “buceta” é empregada. Se queremos chamar uma mulher de “vadia toda aberta para todo pau que fica duro”, dizemos “buceta” quando nos referimos a esse comportamento sexual dela. Se queremos cientificamente nos referirmos ao local mais sagrado do corpo de uma mulher, com respeito e até veneração, porque através dele nós damos à Criação outras mulheres e os homens, chamamos de “vagina” ao dito local.
— Tudo depende da conotação... Então, Anastasia, qual é a conotação da sua vontade de perfurar as bucetas delas com os seus pés?
— A vagina, Kaisha...
— Buceta, Anastasia!
— Tá bom, Kaisha! A buceta é a parte mais delicada de uma mulher fisicamente falando. Seja a mulher de qualquer Raça Moldada Da Criação, a sua buceta vai ser sempre a parte mais frágil do seu corpo, fácil de ser ferida com vigor e ferocidade. Tanto que nos Torneios De Lophst Anreteniud, nas lutas entre mulheres, os golpes nas bucetas são proibidos.
— Então, você ia usar um golpe proibido nelas?
— Não, Kaisha, não! — Gargalha com mais vontade do que antes diante da curiosidade em aprender da inteligentíssima neta de Cush. — Eu e aquelas sujeitinhas iríamos brigar e em uma briga, como em uma guerra, todo tipo de golpe é aceito.
— Se todo golpe é aceito em uma guerra, igual à que nós vamos travar, então, toda guerra deve ser aceita, June?
— Deve, pois nós somos mulheres moldadas para sermos amantes de toda guerra na qual podemos dar-nos o moldar de nossos sucessos ou fracassos. Somos Oryshasdars, Kaisha, nascidas para darmos ao nosso Ser Guerreiro as máximas lições que as batalhas nos podem dar ao nível das nossas formas de vermos o que somos guerreando. Há homens como nós pela Criação, mas na Raça Keauriotheniana as mulheres foram agraciadas pela Darzh Anreteniud com o poder de serem melhores na Arte Da Guerra do que eles.
— Mas, June, nós que somos mulheres guerreiras devemos aceitar isso como nosso Destino Eterno que devemos sempre cumprir retamente? E devemos também, me lembrei de uma palavra da Anastasia dita há pouco, aceitarmos o preconceito como o das bucetas russas contra a vagina russa da Anastasia? Por que há a guerra e o nosso dever para com ela? Por que há o preconceito e o nosso dever para aceitá-lo?
— A Guerra Moldada É Tudo O Que Nos Garante Viver Como Molde De Nossos Próprios Vitoriosos Atos Guerreiros, Kaisha, conclui isto Lendo O Livro Do Meu Eu Verdadeiro. Na Guerra, em todas as Guerras, Veja O Sentido da Palavra Verdadeira Guerra, Kaisha, além dos meus lábios, fora dos meus lábios, Além E Fora Da Sua Mente; na Guerra, Kaisha, encontramos a Paz Do Nosso Eu. O preconceito é uma guerra que foi vencida coletivamente, principalmente neste planeta que um dia foi reduto de milhares de preconceitos. A nossa cor de pele nos humanos, Kaisha, era discriminada muito antes da Colonização Keauriotheniana, a “inteligência” dos que se achavam racialmente puros fazia-os acreditar que os negros e os mestiços eram existencialmente inferiores. O homossexualismo era também muito criticado, visto como anormalidade, como aberração de homens e mulheres considerados como lixo da sociedade duramente. Esses dois tipos de preconceito eram altos, mas eles, como todos os outros, através da Iluminação Existencial que Thades iniciou na Humanidade, foram ultrapassados. Mas, Rudolf Myers desenvolveu a Ideologia Mais Humana e o preconceito contra os Keauriothenianos e Keriaunotheds provocou sete Levantes Do Aço, sendo findado apenas quando finalmente os humanos que nos discriminavam compreenderam que fomos seus guardiães e somos seus irmãos. Coletivamente acabou-se a Guerra Dos Preconceitos, mas individualmente esta desgraça continua neste planeta, como bem o sabemos nós. E contra o Preconceito, Kaisha, de gente como as nossas companheiras “bucetas russas”, devemos ser guerreiras furiosas, incansáveis.
— Tal Guerra, June, apenas os golpes de nossos corpos poderiam resolver. — A tempestuosa opinião da explosiva Zippora. — Eu e Selene já tivemos muitas desavenças por causa do que ela vem fazendo com Anastasia e as nossas outras amigas russas. Garanto que se aqui estivesse uma Gnaix ela se reuniria com a filhinha e as priminhas para linchá-la. Essa é a realidade do que é o preconceito de “Mentes Evoluídas” como a da Selene; nós somos muito amigas, mas não concordamos sobre o que devemos fazer para acabar com essa babaquice dela! Nossa Verfdax Kartheniara parece que não quer que a sua queridinha fique manchada como preconceituosa e mantém aqui na Ilha De Thades esse problema encarcerado! Beria sabe disso e concorda com Selene! Nós, Anastasia, que gostamos de vocês e das que sofrem com esse preconceito, devemos, outra vez o dever, devemos ficar inertes como um bando de babacas vendo um bando de escrotas imporem uma discriminação fodida como a que estão impondo? Você quer continuar sempre com os braços cruzados diante de tudo o que Selene e suas seguidoras estão fazendo?
— Elas tornam quase impossível a minha existência e a de minhas primas e amigas russas aqui. Já me provocaram muito com piadinhas, espalharam livrinhos me ridicularizando, quebraram de propósito muitas vezes em treinos leves todas as partes possíveis de serem quebradas do meu corpo e o de todas que perseguem… Já humilharam muitas com palavras que fariam até você, Zarana, a mais calma de todas nós, perder a compostura… Algumas de minhas primas foram espancadas fora daqui por elas, que sempre negaram tudo à nossa Verfdax… Todas as vezes que ocorreu isso, desde que com cinco anos nós viemos para cá, eu jamais ergui-me violentamente contra elas porque nossa Verfdax deu-me a missão de tudo poder suportar para ser uma melhor Oryshasdar do que todas essas cretinas. Por isso, Zippora, eu nunca briguei com qualquer uma delas e suportei calada cada humilhação, cada perseguição, sem reclamar, sem chorar, feliz pela missão dada a mim por nossa Verfdax. Eu tentei controlar as demais que passavam pelo mesmo, mas fui nisto imperfeita e todas elas se engalfiaram com nossas inimigas pela Ilha De Thades, o que somente elevou a nossa rivalidade e inimizade. Culpam-nos por sermos dos Vohuyts “malignos” que exterminaram inúmeros dos Vohuyts delas; e agem como malignas muito imperfeitas por tentarem nos fazer abaixar as cabeças e sairmos da Ilha. Não, Zippora, eu nunca estive com os meus braços cruzados; eu ajo com mais sutileza do que Selene e sempre venço. Selene é vencível, veja o que Anirak Gnaix fez com ela e conosco, já que a nossa “genial” General De Guerra Suprema Terrestre diminuiu quase toda a defesa da América. Eu venço, como Anirak, Selene, Zippora; e, como Anirak, não vou jamais decapitá-la porque gosto de vê-la diariamente vencida, derrotada, esgotada, mesmo fazendo piadinhas para dizer-se feliz.
— A sua positividade diante do ódio que Selene e as asseclas dela dirigem a tudo que lembra você me é admirável, Anastasia; eu faria o mesmo, com a mesma serenidade e racionalidade. — Tâmis revela, com um brilho sincero no rosto. — Tenho uma pequena observação a fazer com relação a tal assunto e não sei se alguma de vocês concordará comigo. A melhor de todas elas, a que eu penso ser diferente, é a Rachelle; não que eu seja amiga desta, mas nós conversamos algumas vezes enquanto estudávamos as Ciências Tecnomísticas De Thades e notei que ela é um pouco contra a atitude das outras.
— São todas iguais, Tâmis, e aquela carinha de menininha sofrida da Rachelle não me ilude. — Zippora, sempre diretamente sincera.
— Rachelle apenas segue Selene porque esta a obriga, ela insiste em dizer-me isto sempre que conversamos.
— Você é amiguinha dela, Tâmis?
— Não sou amiguinha dela, Zippora. Ophir e Lasha Rinji-Narinsky foram dois miseráveis covardes cruéis que divertiam-se matando pelo mundo os seus desafetos em brigas e sempre escapavam do Julgamento Imperial De Thades por utilizarem como argumento de defesa a obrigatoriedade de matar quando sentir-se ameaçado presente em nossas Leis Imperiais. A minha tia, Kaja, foi assassinada por eles em 12 de abril de 3056 em Roma, junto com doze Oryshasdars Grilock, todos amigos de minha mãe. Se eu fosse como Selene, eu veria em Rachelle uma inimiga; porém, ela não é como Ophir e Lasha, não é uma assassina divertindo-se pelo mundo a matar. Rachelle não a odeia, Anastasia, e nem a nenhuma outra que Selene diz serem “o lixo maior da Rússia”; e não sente dor pelo fato dos pais terem sido decapitados por Anirak na Batalha Da Tomada De Moscou, porque sabe que eles mereceram aquele fim guerreiro.
— Tâmis, acho que na frente de Anisal não devemos falar desse assunto de Guerra Eterna entre Vohuyts, para ela isto é excessivamente doloroso. — A tímida Zarana, tendo alguma dificuldade em subir a escadaria por causa de sua estatura, pede.— Ophir e Lasha assassinaram os pais dela por causa dessa estupidez eterna, a qual Selene radicalmente continua a alimentar com um prazer que não é digno da Darzh Anreteniud. As próprias integrantes dos Vohuyts inimigos dos dela e de Rachelle não são tão propensas a atuarem como ela, reagindo apenas à medida do aumento da perseguição promulgada pela herança de ódio entre esses Vohuyts.
Anastasia fica a ouvir calada o que suas amigas conversam sobre A Maior Das Inimizades Eternas Entre Vohuyts Do Joadhret Keauriothen. Ouve-as e ao mesmo tempo reflete consigo sobre o que não tem coragem de dizer-lhes. “Se tudo fosse apenas a questão de uma Inimizade Eterna, a solução rápida e fácil seria continuar a alimentá-la, como Zarana observou. Uma solução que eu poderia ter tomado há muito, mas por causa da minha diferente maneira de ser, diferente maneira de agir, resolvi não continuar com o ciclo de ódio que sobrevive no Joadhret Keauriothen há inumeráveis Eras Universais. Minhas amigas sabem que eu não sou como os meus pais e nenhuma das russas amigas nossas aqui são como os pais delas; contudo, não Sabem que em meu caso há algo que me obriga a herdar a Inimizade Eterna contra os Rinji, Rinji-Narinsky, Jokat Nersky Samlah e os outros Vohuyts que os seguem. Fui gerada pela minha avó e o filho único dela para ser A Maior Dos Kronham-Rominsky, uma Produção Bioespiritual determinada pelas Leis Automanifestas Do Sangue Eterno De Thades. A Marca De Thades em mim está marcada por essas Leis, que por todos os dias me obriga a lutar contra os fatores que ligam-me à Ilha De Thades. Meus pais enviaram-me para ser treinada aqui por causa de Harizaellaa Harok, que foi a Verfdax de minha mãe e batizou o meu pai no Centro Maior deste Templo. Eles querem que eu decida entre apoiá-los ou ser-lhes inimiga… Não sou como eles… Não posso ser inimiga deles… Não quero dar a Selene a vitória diante da minha entrega ao Ódio Eterno que eu condeno! Não quero ser inimiga dos meus pais… Não quero ser inimiga destas companheiras que eu amo como minhas irmãs… Não quero ser inimiga da Verfdax Kartheniara, uma mãe que me ama mais do que Betharyna-Shallah Kronham-Rominsky… Não quero ser inimiga de Betharyna-Shallah… Não quero ser Anastasia Kronham-Rominsky… Não quero ser uma realização apenas de um plano de grandiosidade de um Vohuyt… Não quero ser a Realização Maior Dos Kronham-Rominsky! Não quero ser! Não quero me submeter a isso! Não quero! Não quero…”
— ...penso que matar em batalha é igual a lutar em um Torneio. — Marine está com Kaisha em seu colo. — Conforme os Princípios Do Wa Kajer Wan-Sareyt desenvolvidos pelo Espadachim Maior Keauriotheniano Wyor Borack, “A Espada Guiada Em Uma Celebração Da Celebrada Arte Da Espada É A Mesma Espada Guiada Em Uma Celebração Do Celebrar A Glória Da Vida Eterna Em Todo Guerrear. Guerreamos Em Tudo No Existir Dos Firmamentos E Esferas De Guerras Rodeiam O Ar Da Eterna Toda Guerra Dos Guerreiros Da Criação, Os Quais São Todos Os Seres. Cair Em Um Torneio É Vencer Uma Guerra; Cair Em Uma Guerra É Vencer Toda Guerra Inscrita Nos Firmamentos E Nas Esferas”.
— Texto 1090 do Trigésimo Terceiro Pergaminho Das Tradições Esgrimistas Do Vohuyt Borack. — Tâmis localiza a citação de sua amiga.
— E há, em todos os Vohuyts Keauriothenianos, uma Tradição nascida daquelas Tradições Do Primeiro Dos Borack, os quais são Os Maiores Espadachins Keauriothenianos. O Milésimo Ducentésimo Trigésimo Segundo Filho Keauriotheniano De Thornadoriusis Shodolon, O Iniciador Do Amor À Espada na Raça Keauriotheniana, contribuiu em tudo o que também constitui os Estilos Da Darzh Anreteniud desenvolvidos. A Filosofia Da Guerra tem a sua origem em nossa Raça e não é, como os humanos acreditaram quando nos primeiros anos da Colonização Terrestre Keauriotheniana, uma exacerbação do barbarismo existencial, próprio de Raças Moldadas isentas de desenvolvimento em relação aos seus Conhecimentos Existencialistas. Guerrear É Uma Filosofia Porque Explica Por Si Mesmo O Que É O Motivo Único Do Esquema Moldado; este Motivo Único, como nossa Verfdax Kartheniara escreveu no Primeiro Novo Livro Do Raio, é “O Motivo Equivalente Ao Venerar De Toda Vontade Que Se Propõe A Evoluir Como Motivo Para Equivaler-Se Como Vontade Que Prioriza O Não-Guerrear Por Guerrear E Guerreia Porque O Motivo Do Não-Guerrear É Guerrear”. Todo Princípio Filosófico Da Guerra vem a constituir uma explicação das guerras travadas na História Da Criação. Somos treinadas para O Único Motivo e em questões como termos receios de matarmos devemos apenas pensar em tudo que estudamos, no quanto treinamos, no quanto sabemos da Celebração Da Existência Eterna Que É O Guerrear.
— Mãe, eu posso matar todos os meus inimigos por causa dessa Celebração?
— A Celebração é permitida pelos Automanifestados, Kaisha, pois O Que Seria Da Evolução De Tudo Na Matéria E Na Imaterialidade Sem Todo O Guerrear Do Guerrear?
— Mas, mãe, a Paz Do Evoluir, uma determinação necessária a todo Guerrear, não daria o mesmo resultado à Celebração?
— Paz E Guerra São O Guerrear, Kaisha.
— Paz E Guerra juntas, mãe?
— A Paz é um estar pacificamente ciente do seu dever em agir no Guerrear, em ser, de toda forma, de toda maneira, um Filho De Toda Guerra; A Guerra é um ficar absorto belicamente no dever todo de saber que a dedicação latente do Filho Da Guerra é para com todo Ato Da Paz Que Internamente Fundamenta O Guerrear. A Paz nós temos sendo Oryshasdars; A Guerra Nós Somos Sendo Filhas Da Guerra Na Paz De Nossos Deveres Existenciais Para Todo O Nosso Dever De Guerrear.
— Se pelo motivo da Guerra nós vamos matar, eu não gostaria de fazer isso com alguns dos nossos inimigos pelos quais tenho grande respeito. — Zippora exibe na voz um raro momento de sensibilidade. — Nas arenas eu respeito muito os meus adversários, mas bato com a vontade de vencer esse respeito e derrotá-los. Lutei aqui na Terra e pelo Joadhret Keauriothen com homens e mulheres que, em sua maioria, são respeitáveis. Por eles eu não tive o instinto que derruba o Espírito Do Oryshasdar Anreteniud, o instinto de matá-los em luta. Gosto de ser rival de Tênisa Ekin e não inimiga que será obrigada a matá-la em combate; ela não gosta de mim, me odeia por eu tê-la retirado do posto de grande campeã ininterrupta de Torneios pelas Colônias Keauriothenianas, mas Sei que não deseja matar-me. Por Thades, eu não sou uma sentimental, mas abala-me ter que ser obrigada a matar muitos daqueles que conheci pelas arenas terrestres, alguns que até são meus amigos.
— E todas aquelas bestas idiotas que vimos desesperadas enquanto caminhávamos até aqui não sabem o que será pior para elas se continuarem se comportando como as fracas que não são.— Tâmis, tratando com um pouco de desprezo aquelas que observou, tentando segurar o riso.
— Elas não são bestas idiotas, Tâmis; elas são apenas mulheres e meninas assustadas quanto ao fato de terem de retirar vidas enquanto que aqui foram ensinadas a respeitarem toda vida antes de tudo. — June, com serena sapiência sóbria.
— June, nós somos mulheres como elas e não estamos assustadas com o que iremos fazer. Respeitamos toda vida, mas sabemos que nossos inimigos não respeitam vida nenhuma. A História Terrestre conta com muitos exemplos de homens e mulheres que não respeitavam a vida, sendo mortos, em guerra, pelos respeitadores da vida. Sei que isto é uma filosofia medíocre comparada a todas as tradições filosóficas que nasceram neste planeta, mas aqui, como em todos, até em Keauriothen, a Cadeia Evolutiva Do Esquema Moldado por Nossa Mãe Automanifestada concebeu-a para que O Equilíbrio Da Balança Seja Firme Equilíbrio De Lanças Exatas Em Seu Seguir A Direção De Seu Surgir.
— June está certa, Tâmis, porque sabemos que aqui não há bestas idiotas, em nenhum Templo voltado para os Ensinamentos Das Darzhs e da Lophst Anreteniud da Criação há bestas idiotas.— Anastasia avista o último lance de escadas em direção ao 29º andar. — Estamos chegando... Glenddha, Saal, Jalasal e Kiasal devem ser lindas como as mães delas.
— Principalmente as três últimas devem ter herdado algo do lindo do pai delas... — Tâmis, sorrindo maliciosamente.
— Borus ama demais Anisal, Tâmis! Está querendo-o como homem?
— Eu iria querê-lo como a uma mulher, Anastasia?
— Bem, esse belo alto negócio de querer mulheres é comigo, Tâmis. — Zippora sorri, o que não ocorre com facilidade. — Mas, até que com o Borus eu poderia abrir uma exceção...
— Tâmis, Zippora, calma aí com as bucetas quentes! — Marine, gargalhando e fazendo todas gargalharem. — Ele está lá e não quero ver nenhuma das duas com gracinhas com ele! Se fizerem alguma, eu, como uma tia corrigindo sobrinhas taradas, meto-lhes nas bundas muitas boas porradas!
A descontração é total, mais estonteante agora do que quando começaram a subir a escadaria. Anastasia referiu-se a quatro novas integrantes de Sehnidon no Plano Físico, nascidas à meia-noite deste dia 31 de dezembro de 3088. Glenddha é filha de Iniringa com Thadus; Saal, Jalasal e Kiasal, de Anisal e Borus. As duas estão com as filhas no Salão Dos Partos Místicos Keauriothenianos, Asyugerweaur, de 788 m² de extensão, sendo as únicas mulheres na Terra, neste dia, a darem à luz. Vinte discípulas de Tharabalza, lideradas por esta, auxiliaram-na nos Partos Místicos, nos quais a Darzh Anreteniud é evocada para envolver os corpos das mães e a Zuladht Anreteniud para envolver os das crianças. Somente praticado pelas Verfdaxs Pdehuutfs, o Ytereb Rthudan, como também é conhecido, é um Ritual Místico complexo, exigindo da Servidora De Canalização Bioenergética, que foi Tharabalza, todos os seus Recursos Espirituais De Ydrasgkutha; e das Auxiliares De Manipulação Bioespiritual, todas Ydrasgkuthas, Recursos acima de suas Condições Evolutivas. Iniringa e Anisal escolheram esse Ritual porque são tradicionalistas com relação à Civilização Keauriotheniana e queriam que suas filhas nascessem como elas nasceram. Os Partos duraram nove dias e as meninas, logo que nasceram, foram batizadas por Tharabalza no Centro Maior Templário, no térreo deste em contato com o espaço, com as Forças Cósmicas Do Espírito Planetário Terrestre alimentadas pelo Espírito Automanifesto Do Kosmos. Envoltas em mantos dourados de Rehgr, um tecido místico keauriotheniano, estão dormindo deitadas com as mães, as quais também estão adormecidas desde a realização dos partos.
Thadus esteve em Asyugerweaur quando chegou de São Paulo, às 05:30h e encontrou suas esposa e filha dormindo. Borus, que chegara à 00:30h no Salão, conversou com ele um pouco e depois sentou-se entre as camas delas, permanecendo a admirá-las e a meditar sobre o que aguardará as crianças que crescerão em um mundo tomado pela guerra. Ele está sozinho com elas e ouve as gargalhadas próximas do grupo de amigas delas. Antes que elas cheguem a 30 m. da porta, ele teletransporta-se e surge à frente de Tâmis, que reage com um pequeno sorriso, enquanto que suas amigas olham-na querendo gargalhar.
— Elas e as crianças estão adormecidas, Irmãs Na Darzh Anreteniud. Os Partos foram grandiosamente dispensadores de esforços além do que elas devem exercer como praticantes das Darzhs.
— Podemos ver as crianças?
— Podem, Tâmis, mas caladas.
Caminhando nas pontas dos pés, elas seguem em direção à porta. Borus a esta abre teletransportando-se para o interior do Salão; Zarana é a mais cuidadosa em seu caminhar, já que suas pisadas, normalmente, estremecem o solo, o que ocorre com todos os gigantes. Com ele à frente, caminham 16 m. até as camas delas, cuidadosamente silenciosas, silenciosamente cuidadosas, abrindo sorrisos de deslumbramento com o que vêem. As mães, com túnicas brancas, estão abraçadas às filhas, enlaçadas amorosamente, carinhosamente, sentindo espiritualmente umas às outras. Até Zippora emociona-se com a cena, pois elas Vêem os Espíritos Eternos das seis Filhas De Sehnidon adormecidas à sua frente em um enlace amoroso que transcende o que elas conhecem como amor nos Úteros Automanifestos Da Darzh Anreteniud E Da Lophst Anreteniud. É O Amor Automanifesto que uniu-as no Observar Verdadeiro desta União De Espíritos, Amor que Borus, um Filho De Adonothon, também Sente pairar Vendo os Espíritos nos Úteros Das Mães Da Criação. Da Visão que está tendo, Anastasia recebe uma mensagem silenciosa, à qual ninguém percebe, que a faz retirar-se, sem que os outros percebam, do Salão. Recostando-se na porta, ela se recusa a aceitar o que recebeu; afastando a sua fortaleza de invulnerável equilíbrio, contém seu choro, derramando lágrimas que com rapidez enxuga; fazendo-se novamente fortaleza, decide calar-se sobre mais um dos seus torturantes segredos íntimos.

Candomblé e Umbanda! Qual a melhor? É errado cobrar por trabalhos?


Em resposta a pergunta por email, sobre a diferença da Umbanda pro Candomblé; da cobrança pelos rituais e consultas:  É natural todas essas duvidas, até os condutores dos terreiros com decadas de pratica no fundo tem duvidas. Isso por que a cultura afrobrasileira se apoia muito na Tradição Oral e por isso fica sucetivel a distorção. E há muita distorção. Uma delas é que o Candomblé é uma coisa e Umbanda é outra. Isso por que a Umbanda, foi levada por algumas pessoas para uma mesclagem com o kardecismo, com o cristianismo e muita supertição. Na verdade Umbanda e Candomblé, cultuam os mesmos orixás, tem as mesmas raizes e linhas, mas, egocentrismo, vaidade e até burrice, criou barreiras entre ambas. Na verdade Umbanda tem muito mais haver com o Candomblé do que com Kardecismo.

Outra distorção que foi criada foi justamente sobre essa historia dos trabalhos, algumas pessoas de pouco conhecimento e que se deixou levar pela filosofia de Chico Xavier, misturando tudo no mesmo saco, criou essa corrente chamda de Mesa Branca, Umbanda Branca essas coisas, ai começou-se a imprimir tais termos, como "Umbanda é Caridade" ou Umbanda é Paz e Amor... E na verdade é, mas, não podemos confundir tudo.  Na verdade isso se aplica no seguinte: A Umbanda, Candomblé ou Espiritismo é caridade, no que se refere a troca de energias, a confraternização e ao apoio espiritual de médium a medium. No entanto, o sacerdote, mago ou chefe de terreiro ele tem que se aplicar em tempo integral, muitos estudam varias horas por dia, pesquisam, compram livros caros, cuidam de suas casas, com materias caros e tudo mais. Além do mais precisa sobreviver. Então voltando a questão de caridade, atender, fazer assistencia, dá passes e tudo mais, é uma coisa, já fazer magia, consultar oráculos etc, vai além da obrigação do medium. Se pesquisarmos bem desde antes, muito antes na história da huminidade, reis tinham seus conselheiros magistas e astrologos etc, todos eram pagos e bem pagos, por que esse era o seu papel. Se eles não tivessem esse papel eles teriam que ir trabalhar em outra coisa para sobreviver. Veja que os medicos não atendem ninguem de graça, mesmo tendo jurado socorrer sempre que alguem precisar! E a funçao da medicina desde o inicio é de se dedicar pelo bem do proximo, mas, hoje em dia, sem a ficha, ou pagar consulta, o médico não atende. O psicologo da mesma forma, o fisioterapeuta ou qualquer outro que tende auxiliar, precisa receber pelos trabalhos. Até por que cada um é responsavel pelo seu proprio carma, se alguem tem problema no casamento, no amor, no sexo, na vida financeira, o problema é de cada um! Seria bom que se as pessoas toda vez que tem um problema procurasse um sacerdote que gratuitamente resolvesse seu problema, com materias comprados por ele mesmo, sem cobrar nada. Mas, não funciona assim!

Sobre o Valor, independente de qualquer coisa, magia custa caro mesmo, quanto custa a paz de um casamento? Quanto custa o amor, ou a saúde? Quanto custa a paz espiritual? Pra resolver uma magia, que muitas vezes um inimigo gastou até muito mais, não se resolve sem usar os elementos! Aliás, se a pessoa tiver pena de gastar consigo mesmo, já é um dos sinais da magia não dá certo! Quanto a não falarem do problema, realmente muito sacerdote não quer falar, outros não podem falar e outros realmente não vem qual é realmente o problema.

E a questão de pombagiras realmente são complicadas, são dificeis e são poderosas! Pra resolver realmente se gasta, e ainda sem saber se aquilo realmente vai dar resultados, porque vai depender se a magia foi aceita, por que não depente do mago que fez, mas, do Astral Superior que vai receber ou não a magia. Depende do Anjo da Guarda, dos guias e dos protetores tanto daquele que tá precisando da magia, como da pessoa que faz e ainda da força do inimigo que fez o feitiço sobre esta pessoa. Enfim magia é sempre complicado. Especialmente se essa magia tiver haver com o carma, se a pessoa que sofre com a magia, tem dividas e merece tá passando por provação, como também a forma que a pessoa busca evoluir espiritualmente. Por que tem muita gente que busca a religião, seja ela qual for, não pra evoluir, aprender ou melhorar como alma do bem, mas, muita gente, só busca os cultos, quanto tá mal, por que quer se dá bem, por que quer resolver seus problemas e ao resolver cai fora. E as entidades sabem de tudo, por isso, muitos andam ate´cansar e não resolvem nada, por que não lhe é concedido o direito de se libertar. Muita gente tem que sofrer pra cair na real. Enfim a espiritualidade é complicado.

Ao falar sobre caridade, muita gente tenta usar a Biblia por esperteza, cita Cristo e tenta levar a conciencia dos mediuns a trabalhar de graça. Mas, ignoram o fato dos patriarcas, que por adorar o Senhor ficavam riquissimos, os templos cobravam dizimos, com a desculpa de ser para o Senhor, sendo que Deus não precisa de dinheiro, e Cristo não cobrou nada, por que a missão dele era outra, ele veio pra morrer pela salvação. Mas, veja que  hoje em dia essas ingrejinhas da moda, que abrem uma todo dia, os pastores tão comprando jatinho...

Irmãos não quero que veja minha mensagem como sermão, estou apenas recomendando voce a ouvir sua conciencia, sua mente superior, pra voce seguir aquilo que mais te fizer bem! Se tua mente não recomendar não faça! Mas, tente pensar mais com  uma fé vinda do coração, não tente ser tão lógica, deixe teu anjo da guarda te guiar. Desarme seu espirito que voce vai achar a respota. Axé e fique com Deus!

Carlinhos Lima

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O poder das Egrégoras na Umbanda


A energia mantenedora dos campos estruturais são as vibrações espirituais. Campo estrutural, definido de uma forma bem rápida e simples, é toda estrutura espiritual criada e mantida pelos espíritos na dimensão espiritual (Orum) e que podem ou não, interagir com a dimensão material (Aiyê). Entre os vários Campos Estruturais existentes encontramos um chamado de Egrégora. É uma forma de poder, de dominar energias e de direcionar ondas vibratorias. Existem as egrégoras artificiais e as egrégoras do mundo astral. 

As egrégoras são estruturas espirituais criadas e mantidas por um conjunto de espíritos. Naturalmente que estão incluídos os Caboclos, Pretos Velhos, Exus e toda hierarquia de guias e protetores espirituais, mestres, anjos e Orixás. Quando falamos de espíritos estamos nos referindo a todos, sejam encarnados ou não. E a egrégora é classificada como “Campo Estrutural Coletivo”. Egrégora é um Campo Estrutural específico, formado pelas vibrações espirituais oriundas de muitas origens. 

A energia espiritual devolvida pela egrégora sempre é bem maior do que a energia espiritual fornecida por nós e também é proporcional ao número de espíritos que a compõem. Estes campos estruturais chamados egrégoras são criados, mantidos, alterados e destruídos por nós, mas também devolvem energia e força a todos aqueles que participam da sua formação. E ao se concentra em preces e respeita o lugar sagrado, ela está neste momento vibrando e alimentando o campo estrutural daquele lugar, seja magistico ou não, ela está alimentando com vibrações espirituais a egrégora da casa. 

O local que chamamos Terreiro de Umbanda onde são realizados os trabalhos espirituais não é somente uma casa, uma construção. Além da estrutura material existe uma estrutura espiritual que é mantida por todos aqueles espíritos (Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Exus, etc...)e por todos os médiuns, cambonos e participantes do Terreiro. Esta estrutura espiritual é um tipo de campo estrutural. Ao alimentar a egrégora ela passa a se envolver naquele campo espiritual e imediatamente passa a receber as vibrações espirituais que aquela egrégora (Campo Estrutural do Terreiro) devolve a ela, existe uma troca de energia espiritual. 

O resultado desta transferência de energia será notado imediatamente em nossas vidas, podendo em alguns casos provocar verdadeiros milagres (curas, mudanças emocionais, psíquicas, sociais, etc..). Se houver afinidade, poderemos entrar em ressonância espiritual com as vibrações espirituais daquele lugar e então a energia transferida será bem maior. A energia espiritual recebida pelas pessoas é sempre da mesma natureza da energia da egrégora. Este efeito também se aplica as pessoas que freqüentam o Templo: Médiuns, Cambones, etc... Precisamos tomar muito cuidado com as egrégoras que ajudamos a manter, pois acabamos virando vítimas destes campos de força espiritual, e muitos deles ao invés de nos ajudarem poderão provocar perturbações incríveis em nossa vida, em nossa saúde e em nosso equilíbrio espiritual. 

As egrégoras agem como escudos protetores do Terreiro e que são fontes de força e poder espiritual, procure fortalecer cada vez mais o Campo Estrutural de seu Terreiro e desta forma receber mais força para sua vida. Estes campos estruturais chamados de egrégoras também auxiliam na proteção espiritual do Templo, pois todos aqueles seres que não tiverem afinidades com as vibrações da egrégora, serão repelidos violentamente do ambiente devido as diferenças vibratórias existentes, mesmo que insistam não conseguirão resistir as energias dissonantes. Sua manifestação é múltipla e está presente em várias manifestações da vida material e espiritual. Quando falamos em perispírito, colônias espirituais, zonas umbralinas, regiões trevosas, formas pensamento, egrégoras, etc. Existem campos estruturais que atuam somente na dimensão espiritual. As colônias espirituais é um exemplo de campo estrutural atuante somente na espiritualidade. 

O campo estrutural é de natureza espiritual, portanto é mantido pela energia mental e emocional, sendo os espíritos a fonte geradora destas energias. É um erro afirmar que são as ondas eletromagnéticas ou radiações de origem material as responsáveis pela manutenção destes campos. O perispírito é um campo estrutural atuante na dimensão material , é ele que faz o elo de ligação espírito-matéria. 

O conceito do campo estrutural é definido no livro “Umbanda Os Sete Reinos Sagrados” de autoria de Manoel Lopes. Definição clássica de egrégora: "Egrégora provém do grego egrégoroi e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade, A egrégora acumula a energia de várias freqüências. Assim, quanto mais poderoso for o indivíduo, mais força estará emprestando a egrégora para que ela incorpore às dos demais". Existem campos estruturais mantidos por todos os elementos da escala evolutiva da espiritualidade: Mônadas, elementais, elementares, almas-grupo, espíritos, anjos, Orixás. 

A energia espiritual devolvida pela egrégora é proporcional ao número de pessoas que participam da egrégora. Naturalmente que além da energia da egrégora, mesmo antes do início dos trabalhos, existe toda a intervenção dos guias e guardiões do Terreiro. Mas a energia da egrégora não pode ser descartada ela deve ser estudada, compreendida e utilizada de forma racional por todos os umbandistas. Existem muitas formas de fortalecer, neutralizar ou mesmo destruir um campo estrutural. Uma destas formas é a magia astrológica. Com o passar do tempo aquelas pessoas mais “fracas” serão vítimas desta força oculta e quando perceberem o estrago causado já poderá ser tarde. Infelizmente muitos Terreiros fecham as portas por este motivo. 

Uma egrégora formada por vibrações de amor, alegria, união, força devolverá aos seus participantes estas mesmas vibrações. Já uma egrégora alimentada com ódio, inveja, tristeza, vaidade, orgulho irá devolver aos seus participantes este mesmo tipo de vibrações.

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