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domingo, 15 de agosto de 2021

'Berçário de estrelas' é registrado pelo telescópio Hubble na constelação de Gêmeos (FOTO)

 


O telescópio Hubble da NASA/ESA registrou uma imagem do AFGL 5180, um "berçário" estelar localizado na constelação de Gêmeos.

No centro da imagem, é possível observar uma estrela massiva se formando e abrindo cavidades entre nuvens, com um par de jatos poderosos, estendendo-se para a parte superior direita e inferior esquerda da imagem.

O telescópio Hubble da NASA / ESA registrou uma imagem do AFGL 5180, um berçário estelar localizado na constelação de Gêmeos
O telescópio Hubble da NASA / ESA registrou uma imagem do AFGL 5180, um berçário estelar localizado na constelação de Gêmeos

Além disso, a luz da estrela irradia, iluminando estas cavidades, como um farol atravessando as nuvens de tempestade, segundo a NASA.

De acordo com a agência espacial, estas estrelas nascem em ambientes empoeirados, e esta poeira pode impedir que os astrônomos as observem.

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Telescópio Hubble revela que espaço está 'perdendo' matéria escura

 


A galáxia NGC 1052-DF2, ou somente galáxia DF2, fica cada vez mais misteriosa a cada nova imagem revelada, graças ao telescópio espacial Hubble.

No entanto, dessa vez, quando os astrônomos observavam a galáxia notaram que havia algo importante faltando – a matéria escura, o material principal que consegue "grudar" os corpos celestes, segundo o jornal India Today.

Observada através do movimento das estrelas, a matéria escura constitui cerca de 80% do Universo, sendo que vários cálculos astronômicos confirmaram, de fato, sua existência.

Porém, um estudo foi publicado no volume de junho da revista The Astrophysical Journal Letters. Neste, baseado em 40 órbitas conduzidas pelo telescópio Hubble da NASA, se conclui que a galáxia "transparente" está perdendo matéria escura.

Os cientistas observaram imagens capturadas pelo Hubble e descobriram que as estrelas antigas dentro da galáxia DF2 estão tão dispersas que até galáxias distantes podem ser vistas através da galáxia.

Imagem da galáxia NGC 1052-DF2, capturada pelo telescópio espacial Hubble da NASA
© AP PHOTO / PIETER VAN DOKKUM
Imagem da galáxia NGC 1052-DF2, capturada pelo telescópio espacial Hubble da NASA

Os astrônomos observaram os movimentos das estrelas dentro da galáxia, cujas velocidades dependem da atração gravitacional. Eles se focaram nas estrelas gigantes vermelhas envelhecidas nos arredores da galáxia de modo a calcular as vastas distâncias intergalácticas através do estudo de seu brilho.

A medição da distância entre a Terra e a galáxia DF2 é a base para estimar a quantidade de sua matéria escura. Os astrônomos observaram que a galáxia estava muito mais distante do que suas estimativas iniciais. As novas estimativas colocam a DF2 a 72 milhões de anos-luz da Terra, em oposição aos 42 milhões de anos-luz propostos anteriormente.

Embora os astrônomos tenham concluído que a galáxia carece de matéria escura, eles ainda não determinaram a razão por trás disso.

Deste modo, os pesquisadores procuram mais galáxias com uma natureza semelhante na vastidão do Universo para entender por que algumas galáxias não possuem os níveis críticos de matéria escura e, consequentemente, como conseguem se manter unidas.

domingo, 6 de dezembro de 2020

Telescópio Hubble captura desvanecimento rápido de Nebulosa de Arraia (FOTOS)

 


Telescópio Espacial Hubble, da NASA, capturou a nuvem de gás envolvendo uma estrela moribunda desvanecendo com velocidade incrível.

Astrônomos da agência espacial norte-americana NASA revelaram a visão extremamente rara de uma nuvem de gás ocultando uma estrela moribunda. A Nebulosa Hen 3-1357, conhecida como Nebulosa de Arraia, desapareceu espetacularmente rápido nos últimos 20 anos, segundo comunicado de imprensa da NASA.

A comparação de fotos tiradas pelo telescópio espacial em 2016 e em 1996 confirmou que a nebulosa se extinguiu significativamente. Esta velocidade de mudança de nebulosa é extremamente rara, afirmam os cientistas.

Tentáculos turquesas translúcidos e filamentos de gás perto do centro da nebulosa quase desapareceram. Bordas em forma de ondas também desvaneceram.

Os cientistas têm a possibilidade de ver a evolução de uma estrela em tempo real, segundo Martín A. Guerrero, do Instituto de Astrofísica de Andaluzia, Espanha.

"Isso é muito, muito dramático e muito estranho", comentou Guerrero. "O que estamos testemunhando é a evolução de nebulosa em tempo real. Em um intervalo de anos vimos alterações na nebulosa. Não vimos isso antes com a claridade que temos com esta visão."

Astrônomos da NASA sugerem que alterações em luz emitida pelo nitrogênio, hidrogênio e oxigênio brilhantes, que foram espalhados pela estrela moribunda no centro da nebulosa, são a razão das mudanças significativas vistas nas imagens do Hubble.

Em particular, as emissões de oxigênio diminuíram quase 1.000 vezes entre 1996 e 2016.

"Mudanças em nebulosas foram vistas antes, mas o que temos aqui são mudanças na estrutura fundamental da nebulosa", explicou Bruce Balick, da Universidade de Washington, EUA, chefe de pesquisa.

Segundo a maioria dos estudos, as nebulosas normalmente ficam maiores. A Nebulosa de Arraia está alterando sua forma e tornando-se mais fraca muito rápido, de acordo com Balick.

Embora muitas observações feitas da Terra de outras nebulosas planetárias revelassem evolução de brilho, essas suposições foram confirmadas apenas agora.

A equipe de pesquisadores pode apenas supor sobre o futuro da nebulosa. Com velocidade atual de desvanecimento, a Nebulosa de Arraia será quase indetectável em 20 ou 30 anos, segundo cientistas.

sábado, 23 de novembro de 2019

Astrofísica: Telescópio Hubble mostra 'duelo de galáxias' nas profundezas do espaço (FOTO)



A imagem do "duelo de galáxias" foi registrada pelo Telescópio Espacial Hubble e mostrada pela primeira vez durante comemoração do seu 21º aniversário em órbita.

A galáxia superior é conhecida como UGC 1810. Entretanto, quando em conjunto com outras galáxias ela se insere na designação coletiva de Arp 273, conforme a Fox News.

© FOTO/ NASA, ESA, HUBBLE
Galáxia UGC 1810
A forma da UGC 1810 provavelmente é resultado de violentas interações gravitacionais. Além disso, a cor azul de seu anel externo no topo é formada por estrelas massivas, que são quentes e foram formadas apenas há alguns milhões de anos, segundo a NASA. Já a parte interna da galáxia aparenta ser avermelhada e empoeirada.
De acordo com a NASA, a UGC 1810 "devorará suas associadas galácticas nos próximos bilhões de anos, formando uma espiral clássica".
As duas galáxias que se atraem estão localizadas a aproximadamente 300 milhões de anos-luz da Via Láctea.
A grande espiral da galáxia de Andrômeda é conhecida por se localizar a dois milhões de anos-luz de distância e estar se aproximando da Via Láctea. Esse encontro pode resultar na fusão em uma única galáxia de estrelas.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Astrofísica: Telescópio Hubble encontra 'bolas de futebol elétricas' e minúsculas no espaço



O telescópio espacial Hubble detectou uma nova descoberta potencialmente inovadora com o avistamento de moléculas C60 carregadas eletricamente no meio interestelar (MI).

Os elementos que formam o meio interestelar, que é o conjunto de gás e poeira que separa nosso Sistema Solar de outros sistemas estelares, são cruciais na formação de estrelas e corpos planetários à medida que são unidos para criar novos corpos celestes, informa CNN.
As moléculas formam um carbono conhecido como Buckminsterfullerene, cuja estrutura molecular se assemelha a uma bola de futebol, e levam o nome C60 por ser constituída por um arranjo de 60 átomos de carbono.
"O MI difuso pode ser considerado o ponto de partida para os processos químicos que acabam por dar origem aos planetas e à vida, por isso a identificação completa do seu conteúdo fornece informações sobre os ingredientes disponíveis para criar estrelas e planetas", disse o pesquisador Martin Cordiner, do Departamento de Física da Universidade Católica da América (EUA).

Cosmic soccer balls, as seen by Hubble telescope. They're from C60 molecules with 60 carbon atoms found in deep space.
Cosmic soccer balls, as seen by Hubble telescope. They're from C60 molecules with 60 carbon atoms found in deep space.


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Bolas de futebol cósmicas, vistas pelo telescópio Hubble. Elas são formadas de moléculas C60, com 60 átomos de carbono encontrados no espaço sideral

Vida baseada em carbono

Essas moléculas são raramente encontradas em rochas ou minerais na Terra, mas nunca antes haviam sido achadas no meio interestelar.
"O MI difuso foi historicamente considerado um ambiente muito duro e tênue para que ocorressem abundâncias apreciáveis de moléculas grandes", explica o cientista, complementando que "a vida pode ser pensada como a última palavra em complexidade química".
De fato, a vida, como a conhecemos com dados e informações atuais, é baseada em carbono e esta descoberta mostra que o carbono pode ser criado e sobreviver em ambientes difíceis no espaço, escreve o tabloide Express.
Em 2012, a sonda Voyager 1 conseguiu atingir pela primeira vez uma dessas regiões no espaço, que são consideradas difíceis de serem estudadas devido à longa distância da Terra.
fonte/sputniknews
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