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terça-feira, 23 de junho de 2020

Telescópio produz foto em Raios X de todo o céu visível



Instrumento, batizado de eROSITA, capturou 165 GB de dados ao longo de 182 dias. Cada um dos mais de 1 milhão de pontos brilhantes na imagem é uma fonte de Raios-X

Um telescópio chamado eROSITA acaba de completar seu primeiro mapa em Raios X de todo o céu. Criado pelo Instituto Max Planck para Física Extraterrestre (MPE), na Alemanha, ele foi lançado junto com o observatório Spektr-RG, operado pela Rússia e Alemanha, em julho de 2019.

O instrumento coletou 165 GB de dados em 182 dias. Os dados foram compilados em um mapa de todo o céu visível, que contém mais de um milhão de objetos emitindo Raios X.
Cerca de 77% dos objetos mais brilhantes são núcleos galácticos ativos, ou buracos negros supermassivos que está estão absorvendo material no centro de suas galáxias. Entre eles há grupos de galáxias que tem "halos" brilhantes devido a gás preso por grandes concentrações de matéria escura.
"Esta imagem de todo o céu muda completamente a forma como olhamos para o universo energético", diz Peter Predehl, investigador principal da equipe eROSITA no MPE. "Vemos uma imensa riqueza de detalhes. A beleza das imagens é realmente estonteante".



O mapa produzido pelo eROSITA. Cada ponto brilhante é uma fonte de Raios-X. Foto: Instituto Max Planck para Física Extraterrestre (MPE)
"Estávamos todos aguardando ansiosamente o primeiro mapa de todo o céu feito com o eROSITA", disse Mara Salvato, cientista do MPE que esteve envolvida no projeto. "Grandes áreas do céu já haviam sido cobertas em muitos outros comprimentos de onda, e agora temos os dados correspondentes em Raios X", disse. "Precisamos deste tipo de pesquisa para identificar fontes de Raios X e entender sua natureza".
Este primeiro mapa é só o começo: "Durante os próximos 3 a 5 anos queremos ter 7 mapas similares ao visto nesta bela imagem", disse Rashid Sunyaev, cientista-chefe da equipe russa no projeto Spektr-RG. "Combinados, sua sensibilidade será cinco vezes maior, e eles serão usados por astrofísicos e cosmologistas por décadas".
Fonte: Futurism

domingo, 21 de abril de 2019

Astrofísica: Colisão de estrelas produz raio que atravessa o espaço a velocidade enorme



Astrofísicos usaram os radiotelescópios mais potentes do mundo para "observar" um feixe de matéria que apareceu após a colisão de duas estrelas de nêutrons. Sua velocidade era quase equivalente à da luz. Os cientistas começaram a monitorar os restos das estrelas de nêutrons após cerca de sete meses desde a colisão. Para cumprir sua tarefa eles usaram uma rede formada por 32 radiotelescópios. As observações mostraram que a fonte de ondas de rádio é extremamente pequena, o que significa uma ejeção de matéria muito rápida e limitada, segundo explicam os autores do estudo. Especialistas tentam explicar possibilidade de extraterrestres estarem entre nós Foi em agosto de 2017 que as ondas gravitacionais causadas pela fusão das estrelas atingiram os observatórios LIGO (EUA) e Virgo (Europa). Foi a primeira vez que os cientistas detectaram uma colisão de duas estrelas de nêutrons. A equipe de pesquisadores, liderada por Giancarlo Ghirlanda e seus colegas do Instituto Nacional de Astrofísica (INAF) na Itália, demonstrou a existência de um raio que emite tanta energia como toda a produzida por todas as estrelas da nossa galáxia durante um ano inteiro. Ao analisar todos os dados disponíveis, os especialistas chegaram à conclusão que, se houvesse algum planeta habitado em torno da área do fenômeno, ele seria perigoso para a vida. Assim, os astrônomos concluíram que a fusão de duas estrelas de nêutrons é capaz de produzir um jato de matéria e energia. "É muito provável que isto tenha surjido a partir do buraco negro formado pela fusão das duas estrelas de nêutrons. Este jato tem energia suficiente para penetrar através de material espalhado pelas duas estrelas de nêutrons durante a dança que as levou à fusão", acrescentou Giancarlo Ghirlanda. Estudos anteriores faziam supor que o fenômeno espacial produzia uma espécie de bolha que se expandia em todas as direções, ou um jato relativista que se expandia a uma velocidade enorme. A recente observação esclareceu o problema e demonstrou a veracidade da segunda hipótese.
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