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domingo, 27 de junho de 2021

Descobrem 29 exoplanetas onde alienígenas poderiam observar Terra e capturar sinais de rádio

 


Novo estudo publicado na revista Nature sugere que poderia haver pelo menos 29 planetas potencialmente habitáveis “idealmente posicionados” para monitorar a Terra se tivessem uma civilização avançada.

A fim de saber mais sobre como os seres humanos descobrem exoplanetas, uma equipe de cientistas da Universidade de Cornell, nos EUA, inverteu o procedimento para explorar quais planetas poderiam nos encontrar.

Astrônomos que trabalham com o Museu Americano de História Natural em Nova York descobriram 2.034 sistemas estelares em nossa vizinhança galáctica, todos localizados dentro da margem de 326 anos-luz da Terra, que poderiam observar o trânsito de nosso planeta em torno do Sol.

O estudo, publicado na revista Nature, avança que desde o início da civilização humana, cerca de 5.000 anos atrás, 1.715 desses sistemas poderiam ter avistado a Terra, e outros 319 sistemas poderão fazê-lo nos próximos 5.000 anos, afirma a pesquisa.

Uma vez que o nosso Universo é dinâmico, o número de estrelas que poderiam observar nosso planeta varia de acordo com sua localização no espaço em relação ao Sistema Solar.

Tendo em conta que os astrônomos descobriram que nem todas as estrelas são orbitadas por exoplanetas, eles acreditam que 29 exoplanetas rochosos na zona habitável estariam bem posicionados para capturar ondas de rádio transmitidas por seres humanos mais de um século atrás.

"Do ponto de vista dos exoplanetas, nós é que somos os alienígenas", disse Lisa Kaltenegger, professora de astronomia e diretora do Instituto Carl Sagan da Universidade de Cornell, citada pelo Daily Mail.

"Queríamos saber quais estrelas têm o ponto de observação certo para observar a Terra quando ela bloqueia a luz do Sol", acrescentou.

Proxima b, exoplaneta parecido com a Terra (imagem ilustrativa)
© FOTO / ESO.ORG
Proxima b, exoplaneta parecido com a Terra (imagem ilustrativa)

De acordo com o estudo, o método de trânsito é uma das abordagens mais comuns usadas por astrônomos para encontrar planetas em outros sistemas estelares. Eles procuram por variações no brilho da estrela. E para sermos capazes de ver o exoplaneta, a estrela que ele orbita, e a Terra que passa, é preciso que haja um posicionamento preciso do exoplaneta, da estrela e da Terra.

Os pesquisadores descobriram que, ao longo do período estudado de 10.000 anos, 2.034 sistemas estelares passaram pela zona de trânsito da Terra, e 117 deles fizeram-no a 100 anos-luz do Sol.

Segundo aponta o estudo, cada um desses planetas tem ou terá a capacidade de detectar a Terra, tal como os cientistas da Terra têm descoberto inúmeros mundos que orbitam outras estrelas.

Se os exoplanetas abrigam vida inteligente, eles podem observar a Terra enquanto ela é iluminada por trás pelo Sol e ver os indícios químicos da existência de vida, como o oxigênio em nossa atmosfera.

"Nossa análise mostra que até mesmo as estrelas mais próximas passam mais de 1.000 anos em um ponto de observação onde podem ver o trânsito da Terra", ressaltou Kaltenegger.

"Se assumirmos que o [procedimento] inverso for verdade, isso fornece uma linha de tempo aceitável para civilizações nominais identificarem a Terra como um planeta interessante."

Esta estimativa é baseada na ideia da vida tal como a conhecemos, o que exige água e um ambiente rochoso.

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terça-feira, 26 de maio de 2020

Exoplanetas habitáveis poderiam ser identificados por 'código de cores', afirma estudo



As enormes distâncias até os exoplanetas teoricamente capazes de suportar vida impedem a observação direta e a exploração dessas possibilidades, levando cientistas a procurar soluções inovadoras.

Uma equipe de astrônomos da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, propôs uma nova maneira de descobrir se um exoplaneta, ou seja, um planeta fora do nosso Sistema Solar, é potencialmente habitável. De acordo com seu estudo, publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, a nova abordagem é baseada na cor da sua superfície e na quantidade de luz que ela reflete.
"Observamos como diferentes superfícies planetárias nas zonas habitáveis de sistemas solares distantes poderiam afetar o clima dos exoplanetas. A luz refletida na superfície dos planetas tem um papel significativo não apenas no clima em geral, mas também nos espectros detectáveis dos planetas semelhantes à Terra", disse Jack Madden, astrônomo e coautor do estudo.
Durante suas pesquisas, os astrônomos examinaram vários tipos de estrelas, bem como as superfícies dos planetas. Em seguida, criaram um algoritmo para calcular o clima com base na cor da superfície de um planeta e na luminosidade de sua estrela.
Por exemplo, se um planeta é rochoso e feito de basalto negro, ele absorverá mais luz e, portanto, terá uma temperatura mais quente. Em contraste, uma superfície arenosa rodeada de nuvens reflete mais luz, portanto a temperatura geral do planeta será mais fria.

Analogia terrestre

O astrônomo Jack Madden explicou o conceito do estudo por meio de uma analogia com nosso cotidiano:
"Pense em usar uma camiseta escura em um dia quente de verão. Você vai esquentar mais, porque a roupa escura não está refletindo a luz. Ela tem um albedo [poder de reflexão] baixo e retém o calor. Se você usa uma cor clara, como o branco, seu albedo alto reflete a luz, e sua camiseta te mantém fresco", disse Madden.
De acordo com Lisa Kaltenegger, coautora do estudo, o exemplo da camiseta é semelhante ao funcionamento das estrelas e dos planetas. "Dependendo do tipo de estrela e da cor primária do exoplaneta, a cor do planeta pode mitigar parte da energia emitida pela estrela".
"A composição da superfície de um exoplaneta, a quantidade de nuvens o cercam e a cor do seu sol podem mudar significativamente o clima de um exoplaneta", explicou Kaltenegger.
A nova abordagem pode simplificar a busca por planetas distantes potencialmente habitáveis. Os pesquisadores estão agora esperando por instrumentos poderosos como o Telescópio Espacial James Webb e o Telescópio Extremamente Grande, que permitirão aos astrônomos testar suas previsões sobre o clima e ajudar na busca da vida em outros cantos do Universo.

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